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      <title>Trabalho Interdisciplinar - Vovó Izidra by ffurious Magi</title>
      <link>https://padlet.com/ffuriousmagician/interdisciplinar</link>
      <description>Feito por: Amanda, Ana Carolina, Ana Júlia, Júlia, Samuel e Pietro // ATENÇÃO!!!!! 𝙍𝙚𝙘𝙤𝙢𝙚𝙣𝙙𝙖𝙙𝙤 𝙖𝙗𝙧𝙞𝙧 𝙚𝙢 𝙪𝙢 𝙘𝙤𝙢𝙥𝙪𝙩𝙖𝙙𝙤𝙧!!!</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-08-27 22:09:04 UTC</pubDate>
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         <title>Quem é a Vovó Izidra?</title>
         <author>ffuriousmagician</author>
         <link>https://padlet.com/ffuriousmagician/interdisciplinar/wish/3557609892</link>
         <description><![CDATA[<p>A “Vovó Izidra” era irmã da Vó Benvinda (mãe de Nhanina), isto é, era tia-avó de Miguilim. Na narrativa de João Guimarães Rosa, se apresenta circunspectamente, apesar de, momentaneamente, demonstrar sutis formas de carinho com a personagem principal. Izidra é descrita como petulante e crítica, como se sempre aborrecida com tudo e todos, além de extremamente religiosa. Carrega consigo desprezo com a mãe de Miguilim em razão de sua irmã Benvinda, que foi prostituta antes de falecer, descrita como “mulher-atôa” (página 27).  </p><p>“Ela era riscada magra, e seca, não parava nunca de zangar com todos, por conta de tudo. Com o calor que fizesse, não tirava o fichú preto. “- Em vez de bater, o que deviam era de olhar para a saúde deste menino! Ele está cada dia mais magrinho...” Sempre que batiam em algum, Vovó Izidra vinha ralhar em favor daquele. Vovó Izidra pegava a almofada, ia fazer crivo, rezava e resmungava, no quarto dela, que era o pior.” - Página 14, descrição inicial de Izidra.</p><p>O que mais marca a Vó Izidra é sua forte religiosidade - constantemente rezando e cultuando o cristianismo em geral - além de sua intolerância com Mãitina, empregada da família, devido a sua descendência africana. Faz-se evidente que Izidra é racista, a qual trata a escravizada pejorativamente e com desdém, desprezando sua religião.</p><p>“Vigia esses meninos, cochichando, cruz!, aí em vez de rezar...” – Vovó Izidra ralhava. E reprovava Mãitina, discutindo que Mãitina estava grolando feias palavras despautadas, mandava Mãitina voltar para a cozinha, lugar de feiticeiro era debaixo dos olhos do fogo, em remexendo no borralho!” - Página 26,27</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-27 22:21:55 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O sertão de Guimarães Rosa</title>
         <author>ffuriousmagician</author>
         <link>https://padlet.com/ffuriousmagician/interdisciplinar/wish/3557613122</link>
         <description><![CDATA[<p>Mutum, a cidade de Miguilim, é um município da região do Vale do Rio Doce, do oeste de Minas Gerais, que faz divisa diretamente com o Estado do Espírito Santo. </p><p>Suas demarcações territoriais marcam o início das elevações que levam até a Serra do Caparaó. No livro, essas questões são retratadas na medida em que o narrador descreve Mutum como um lugar "que parece o fim do mundo", sem muita movimentação, isolado, apenas com montanhas e alguns fazendeiros. É possível desenvolver mais a imagem que se tem da localidade a partir das características reais da verdadeira Mutum, onde a agropecuária, com destaque para a produção de café, domina as atividades econômicas. Apesar disso, como é de se esperar, a riqueza e a movimentação da economia ficam a cargo dos chefes das empresas e conglomerados que administram essas transações econômicas. A população mesmo vive na humildade ou na pobreza, como é o caso de Miguilim. </p><p>Culturalmente, o sertão mineiro é uma região de muita fé e superstição. A religião católica é o principal guia da população, que também mistura contos e ritos populares. </p><p>Quanto à cultura, pode-se imaginar que a família de Miguilim estava rodeada de canções interpretadas à moda de viola e festas religiosas, como a Folia de Reis e a Festa do Divino Espírito Santo. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-27 22:27:26 UTC</pubDate>
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         <title>Citações</title>
         <author>ffuriousmagician</author>
         <link>https://padlet.com/ffuriousmagician/interdisciplinar/wish/3557613981</link>
         <description><![CDATA[<p>“Traste de negra pagã, encostada na cozinha, mascando um fumo e rogando para os demônios dela, africanos! Vem ajoelhar gente, Mãitina!” - Página 25</p><p>“Vovó Izidra achava aqueles toquinhos de pau que Mãitina tinha escascado com a faca, eram os calunguinhas, Vovó Izidra trouxava tudo no fogo, sem dó!- eram santos desgraçados” - Página 43</p><p>“Quando Miguilim tornou a acordar, era de noite, a lamparina acendida, e Vovó Izidra estava sempre lá, no mesmo lugar, rezando. (...) E de repente ela disse: — “Escuta, Miguilim, sem assustar: seu Pai também está morto. Ele perdeu a cabeça depois do que fez, foi achado morto no meio do cerrado, se enforcou com um cipó, ficou pendurado numa môita grande de miroró… Mas Deus não morre, Miguilim, e Nosso Senhor Jesus Cristo também não morre mais, que está no Céu, assentado à mão direita!… Reza, Miguilim. Reza e dorme!” - Página 132</p><p>Vó Izidra, como destacado anteriormente, usa a religião como conforto para ela e para Miguilim na presença de conflitos. Ela se importou e cuidou de seu sobrinho-neto com carinho, apesar das desavenças na turbulenta família de Mutum.</p><p>“Vovó Izidra abençoou Miguilim, pôs mais duas medalhinhas no pescoço dele (...) Por fim ela beijou, abraçou Miguilim, se despedindo.”</p><p><br></p><p>* Páginas referentes à um PDF (Portable Document Format)<strong> </strong>de Campo Geral, editora Global, 1ª edição digital São Paulo, 2020.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-27 22:29:21 UTC</pubDate>
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         <title>A Moda do Sertão na época</title>
         <author>ffuriousmagician</author>
         <link>https://padlet.com/ffuriousmagician/interdisciplinar/wish/3557615777</link>
         <description><![CDATA[<p>Já em relação à moda, uma prática muito comum na região do sertão mineiro é a das fiandeiras, mulheres responsáveis por manter viva uma tradição secular, trazida pelos colonizadores portugueses: a fiação manual. As roupas surgem a partir do trabalho dessas guerreiras que dominam a arte de transformar o algodão em aquecimento em uma região constantemente árida. Assim, tudo relacionado à vestimenta nessas cidades é predominantemente manual. </p><p>A vó Izidra é descrita usando um fichú, um lenço triangular comum principalmente no sul do Brasil, em comunidades tradicionais de descendentes de europeus. Isso mostra que ela era viúva e é um bom exemplo de como a moda podia descrever mais sobre a pessoa.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-27 22:32:44 UTC</pubDate>
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         <title>Nossa proposta de vestuário</title>
         <author>ffuriousmagician</author>
         <link>https://padlet.com/ffuriousmagician/interdisciplinar/wish/3557616290</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-08-27 22:33:38 UTC</pubDate>
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         <title>Por que estas roupas?</title>
         <author>ffuriousmagician</author>
         <link>https://padlet.com/ffuriousmagician/interdisciplinar/wish/3557618085</link>
         <description><![CDATA[<p>O vestido marrom e simples escolhido para a vó Izidra refletia a vida humilde da família de Miguilim. Sem estampas ou cores vibrantes, a peça traduzia a personalidade séria e ríspida da personagem, que se irritava com facilidade e não encarava a vida com leveza, empatia ou humor. Já o avental, amplamente utilizado pelas no sertão brasileiro no século XX, ajudava as mulheres a proteger a roupa durante os afazeres domésticos e rurais. Ele evitava que poeira, gordura e fuligem sujassem o vestido — muitas vezes a única peça de uso diário, difícil de lavar e cara de substituir.</p><p>No livro, é descrito que a personagem usa um fichú, um pequeno lenço usado em formato triangular que se usou principalmente nos séculos XVII e XIX e servia principalmente para cobrir os decotes ou cabeças. Era muito usado por mulheres do campo e por inúmeras vezes esteve na moda. O item fez parte de inúmeros países e se tornou tradição em muitas regiões, fato ocorrido também no Brasil. A roupa é feita sob a arte da tecelagem, fina e útil para o calor do sertão e suas características sociais e geográficas</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-27 22:36:47 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>ffuriousmagician</author>
         <link>https://padlet.com/ffuriousmagician/interdisciplinar/wish/3557687206</link>
         <description><![CDATA[<p>"GEOGRAFIA HISTÓRICA DOS SERTÕES DO LESTE MINEIRO:</p><p>A GÊNESE DO POVOAMENTO NOS ARREDORES DO RIO DOCE NOS</p><p>SÉCULOS XVIII E XIX": Dissertação de mestrado de Sebastião Meirelles/ PUC Minas</p><p>"Fiandeiras, tecelãs e tintureiras resgatam orgulho e tradição no sertão de Minas Gerais"</p><p>Artigo-reportagem da National Geographic </p><p>"HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DE MINAS </p><p>GERAIS: OS ESTUDOS SOBRE A </p><p>ESCOLARIZAÇÃO NO SERTÃO </p><p>MINEIRO NAS REVISTAS </p><p>ESPECIALIZADAS (1880-1945)"</p><p>Revista HISTEDBR Online</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-28 00:07:09 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>ffuriousmagician</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-08-28 00:14:30 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>ffuriousmagician</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-08-28 00:14:59 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>ffuriousmagician</author>
         <link>https://padlet.com/ffuriousmagician/interdisciplinar/wish/3557696838</link>
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         <pubDate>2025-08-28 00:15:27 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>ffuriousmagician</author>
         <link>https://padlet.com/ffuriousmagician/interdisciplinar/wish/3559023229</link>
         <description><![CDATA[<p>Who is Grandma Izidra?</p><p>"Grandma Izidra" was Grandma Benvinda's sister (Nhanina's mother), that is, she was Miguilim's great-aunt. In João Guimarães Rosa's narrative, she presents herself circumspectly, despite momentarily showing subtle signs of affection for the main character. Izidra is described as petulant and critical, as if always annoyed with everything and everyone, as well as extremely religious. She harbors contempt for Miguilim's mother because of her sister Benvinda, who was a prostitute before her death, described as a "dumb woman" (page 27).</p><p><br></p><p>"She was thin, thin, and dry, and she never stopped getting angry with everyone, over everything. No matter how hot it was, she wouldn't take off her black fichú. "- Instead of beating him, they should have looked at this boy's health! He's getting thinner every day..." Whenever someone was beaten, Grandma Izidra would come and scold them on their behalf. Grandma Izidra would take the pillow, go and sieve it, pray and grumble, in her room, which was the worst." - Page 14, initial description of Izidra.</p><p><br></p><p>What most distinguishes Grandma Izidra is her strong religiosity—constantly praying and worshiping Christianity in general—as well as her intolerance toward Mãitina, the family's maid, due to her African descent. It's clear that Izidra is racist, treating the enslaved woman pejoratively and with disdain, disregarding her religion.  "Watch those boys, whispering, 'God damn it!', instead of praying..." Grandma Izidra scolded. She reproved Mãitina, arguing that Mãitina was mumbling ugly, off-topic words, and ordered Mãitina to return to the kitchen; a sorcerer's place was under the fire, stirring in the embers!" - Pages 26, 27</p><p><br></p><p><br></p><p>Why these clothes? The simple brown dress chosen for Grandma Izidra reflected the humble life of Miguilim's family. Without prints or vibrant colors, the piece conveyed the character's serious and harsh personality, who was easily angered and lacked a lighthearted, empathetic, or humorous approach to life. The apron, widely used in the Brazilian backlands in the 20th century, helped women protect their clothes during domestic and rural chores. It prevented dust, grease, and soot from soiling the dress—often the only item of daily use, difficult to wash, and expensive to replace.  The book describes the character wearing a fichú, a small, triangular scarf that was worn primarily in the 17th and 19th centuries and served primarily to cover necklines or heads. It was widely worn by rural women and was in fashion on numerous occasions. The item became a staple in numerous countries and became a tradition in many regions, a phenomenon also occurring in Brazil. The clothing is made using the art of weaving, fine and useful for the heat of the backlands and its social and geographical characteristics.</p><p><br></p><p><br></p><p>Sertão Fashion at the Time Regarding fashion, a very common practice in the sertão region of Minas Gerais is that of the spinners, women responsible for keeping alive a centuries-old tradition brought by the Portuguese colonizers: hand-spinning. Clothing emerges from the work of these warriors, who mastered the art of transforming cotton into heat in a constantly arid region. Thus, everything related to clothing in these towns is predominantly handmade.  Grandma Izidra is depicted wearing a fichú, a triangular scarf common mainly in southern Brazil, in traditional communities of European descent. This shows that she was a widow and is a good example of how fashion could describe more about a person.</p><p><br></p><p><br></p><p>Quotes “That pagan black woman, leaning against the kitchen counter, chewing tobacco and praying to her African demons! Come kneel, Maitina!” - Page 25  “Grandma Izidra thought those little wooden stumps Maitina had chipped off with a knife were the calunguinhas. Grandma Izidra would burn them all, without mercy! They were wretched saints.” - Page 43  “When Miguilim woke up again, it was night, the lamp was lit, and Grandma Izidra was always there, in the same place, praying. (...) And suddenly she said: “Listen, Miguilim, don't be scared: your father is dead too. He lost his mind after what he did. He was found dead in the middle of the cerrado, hanged himself with a vine, and was left hanging from a large clump of miroró (a type of tree)… But God doesn't die, Miguilim, and Our Lord Jesus Christ doesn't die either, He is in Heaven, seated at your right hand!… Pray, Miguilim. Pray and sleep!” - Page 132  Grandma Izidra, as previously noted, uses religion as comfort for herself and Miguilim in the face of conflict. She cared for and cared for her great-nephew with affection, despite the disagreements in Mutum's turbulent family.  “Grandma Izidra blessed Miguilim, placed two more medals around his neck (...) Finally, she kissed and hugged Miguilim, saying goodbye.”</p><p>* Pages referring to a PDF (Portable Document Format) of Campo Geral, publisher Global, 1st digital edition São Paulo, 2020.</p><p><br></p><p><br></p><p>"HISTORICAL GEOGRAPHY OF THE BACKLANDS OF EASTERN MINAS GERAIS:  THE GENESIS OF SETTLEMENT AROUND THE DOCE RIVER IN THE  18TH AND 19TH CENTURIES": Master's thesis by Sebastião Meirelles/PUC Minas  "Spinners, weavers, and dyers revive pride and tradition in the backlands of Minas Gerais"  Article-report from National Geographic  "HISTORY OF EDUCATION IN MINAS  GERAIS: STUDIES ON  SCHOOLING IN THE BACKLANDS  MINEIRO IN SPECIALIZED  MAGAZINES (1880-1945)"  HISTEDBR Online Magazine</p><p><br></p><p><br></p><p>The backlands of Guimarães Rosa</p><p>Mutum, the city of Miguilim, is a municipality in the Rio Doce Valley region of western Minas Gerais, directly bordering the state of Espírito Santo.  Its territorial boundaries mark the beginning of the elevations that lead to the Serra do Caparaó. In the book, these issues are portrayed as the narrator describes Mutum as a place "that seems like the end of the world," with little activity, isolated, with only mountains and a few farmers. It is possible to further develop the image of the place based on the real characteristics of the real Mutum, where agriculture, especially coffee production, dominates economic activities. Despite this, as is to be expected, the wealth and economic activity are controlled by the heads of the companies and conglomerates that manage these economic transactions. The population itself lives in humility or poverty, as is the case in Miguilim.  Culturally, the backlands of Minas Gerais are a region of great faith and superstition. The Catholic religion is the main guide for the population, which also blends folk tales and rites.  As for culture, one can imagine that Miguilim's family was surrounded by songs performed to the guitar and religious festivals, such as the Folia de Reis (Three Kings' Day Festival) and the Festa do Divino Espírito Santo (Feast of the Holy Spirit).</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-28 17:19:42 UTC</pubDate>
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