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      <title>Apresentação oral de Português  by Ines Correia</title>
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      <description>Criado com alegria</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-06-14 16:17:19 UTC</pubDate>
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         <title>Lágrima de Preta( António Gedeão)</title>
         <author>inoquinhas10</author>
         <link>https://padlet.com/inoquinhas10/51pg8a8kpytx71j6/wish/2220985993</link>
         <description><![CDATA[<div>Encontrei um preta<br>que estava a chorar,<br>pedi-lhe uma lágrima<br>para a analisar.<br><br>Recolhi a lágrima<br>com todo o cuidado<br>num tubo de ensaio<br>bem esterilizado.<br><br>Olhei-a de um lado,<br>do outro e de frente:<br>tinha um ar de gota<br>muito transparente.<br><br>Mandei vir os ácidos,<br>as bases e os sais,<br>as drogas usadas<br>em casos que tais.<br><br>Ensaiei a feio,<br>exprimentei ao lume,<br>de todas as vezes<br>deu-me o que é costume:<br><br>Nem sinais de negro&nbsp;<br>nem vestígios de ódio.<br>Água( quase tudo )<br>e cloreto de sódio.<br><br>Informações sobre o autor:<br><br>Rómulo de Carvalho, cujo pseudónimo é António Gedeão, nasceu a 24 de Novembro de 1906, em Lisboa.<br>Faleceu no dia 19 de Fevereiro de 1997, também em Lisboa.<br>Rómulo Vasco da Gama de Carvalho foi um professor de química e um poeta português.<br><br><br>Estrutura do poema:<br><br>É um poema com 6 quadras, cujos 2° versos rimam com os 4°<br><br>Este poema está dividido em 3 partes; a 1° parte é quando encontra a preta e lhe pede uma lágrima, a 2° é quando a analisa científicamente e a 3° é quando ele chega à conclusão que é igual a qualquer outra lágrima.<br><br>Recursos expressivos:<br><br>Anáfora( repetição de palavras no início do verso)- "nem vestígios de preto, nem vestígios de ódio".<br>Enumeração-"Mandei vir os ácidos,as bases e os sais..."<br><br><br>A mensagem retirada do poema:<br><br>O poema pretende transmitir, de uma forma até irónica,&nbsp; que embora exteriormente sejamos diferentes, no fundo somos todos iguais e que o racismo, o preconceito e o ódio não fazem sentido.<br><br><br>Apreciação pessoal do poema:<br><br>Eu gostei muito da mensagem do poema porque o tema é sempre atual, não podemos julgar as pessoas por serem diferentes entre si. No fundo somos todos iguais. O mais extraordinário é que o poema foi escrito em 1961, quando ainda tínhamos colónias.<br>Achei curiosa a forma científica utilizada, mas depois percebi o porquê quando vi que António Gedeão era professor de química.<br>Este poema fez-me recordar um vídeo que se chama" love has no labels". Havia um ecrã em que nós só conseguiamos ver esqueletos que se abraçavam e depois surgiam pessoas&nbsp; todas diferentes, seja pela religião, sexualidade, idade,cor ... A mensagem era idêntica à do poema, todos diferentes,todos iguais interiormente.<br>Recomendo a leitura porque nunca é demais recordarmos esta mensagem, acho que é uma boa forma de começarmos a ler poesia, porque é clara e objetiva, sem ser simplista.<br><br>https://linksharing.samsungcloud.com/iv6baiFYbJrU <br>&nbsp;<br><br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-14 16:24:30 UTC</pubDate>
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