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      <title>DIÁRIO DE LEITURA by Núria Alexandra Goulart</title>
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      <description>PROJETO DE LEITURA - 10º ANO</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-11-19 20:52:22 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-01-05 13:24:57 UTC</lastBuildDate>
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      <item>
         <title>SEMANA 1:  18/11 a 22/11</title>
         <author>a31644_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Comecei a leitura deste primeiro capítulo já com uma ligeira noção do que me esperava, pois trata-se infelizmente de uma parte da história da humanidade que não deveria sequer ter existido.</p><p>Adiante, Lale era um jovem de 24 anos que num ato altruísta decidiu seguir caminho para o campo de concentração sem saber o que lhe esperava...</p><p>Naquela altura já se ouvia falar de começar a ser obrigatório recrutar jovens, pelo menos um em cada família para "trabalhos" no exterior, porém como era aqui e ali ninguém queria acreditar que de facto começassem a praticar isso em todos os lugares... principalmente onde Lale morava...</p><p>Certo dia, na sua terra, Lale viu uns panfletos onde exigiam voluntários, pelo menos 1 homem com mais de 18 anos em cada família para de comparecer no pretexto de irem trabalhar para o exterior.</p><p>Caso contrário, deixavam a ameaça de que levariam a família toda como punição. </p><p>Lale, sem exitar e sem sequer falar com a família sobre o assunto, quando percebeu que o seu irmão estava disposto a ir, decidiu ir no lugar dele, pois o seu irmão era mais velho e já tinha mulher e filhos, o que foi um ato altruísta.</p><p>Com este início, com sentimentos como o medo e a ansiedade é impossível sentir na realidade o que Lale sentiu, no entanto a sua narrativa transmitiu-me uma enorme angústia... Aquela situação, ele dentro de um vagão de um comboio, durante dias e dias, sem comer e beber, com um aglomerado de homens desconhecidos de várias classes sociais, porém todos iguais, pois ambos estão com medos e receios de perder a sua família, sem saberem para onde vão ou sequer se irão voltar...</p><p>Uma parte deste primeiro capítulo que achei que me tocou e me fez sentir chateada e injustiçada foi o facto de como pode ser possível alguém com apenas um pedaço de madeira e uma agulha conseguir ser frio o suficiente para marcar o corpo de alguém definitivamente, sem mais nem menos.</p><p>Do que li até agora achei este livro intenso mas também interessante.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-19 21:32:55 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>SEMANA 25/11 a 29/11</title>
         <author>a31644_1</author>
         <link>https://padlet.com/a31644_1/4zvykaarowwt2qi0/wish/3278622702</link>
         <description><![CDATA[<p>Neste segundo capítulo, a narrativa avança com Lale indignado, ao deparar-se com a brutalidade do regime nazista. Ele e os outros prisioneiros são tratados com extrema crueldade pelos guardas, são alimentados só duas vezes ao dia, uma de manhã e outra ao final da tarde (para os que sobreviverem) de um líquido inidentificável distribuído numa taça de metal e são forçados a realizar trabalhos pesados em condições desumanas. Lale tenta entender a gravidade da situação à sua volta, mas ainda mantém alguma esperança de que a sua vida possa ser poupada e de que poderá acabar tudo bem desde que ele obedeça e nunca proteste... Depois de um susto vindo de Lale, que quase morreu quando decidiu seguir um autocarro onde punham os defuntos, Lale conseguiu sobreviver e com a ajuda de um senhor, passou ao cargo de tatuador.</p><p>O capítulo 3 começa com Lale a sonhar com uma mulher pela qual ficou fascinado e que era perfeita para ele, a sua atração pelas mulheres e o quanto gosta delas, pelos vistos nunca foi segredo... De seguida o 3º capitulo passa a descrever com mais detalhes a sua transformação, visto que Lale foi destacado para ser o tatuador oficial e de seguida o Tetovierer, uma posição que o coloca em contato direto com os prisioneiros em melhores condições e que ao mesmo tempo, o distancia da morte que ronda os outros trabalhadores. Quando num domingo Lale vê a mulher com que sonhou, era uma das prisioneiras a quem tinha que tatuar. Quando se olham, ele sente o seu coração parar, porém não conversaram e ela seguiu o seu caminho.</p><p>No quarto capítulo, Lale decide enviar uma carta à tal mulher por quem ficou fascinado e começam a trocar cartas, combinam de se encontrar no próximo domingo, como começaram a trocar cartas Lale aproxima-se por essa jovem prisioneira, por quem ele sente uma atração desde que a viu.</p><p>Nestes 3 capítulos aconteceram muitas coisas, e a história evoluiu bastante, foi possível ter uma visão dura e realista de como era estar naquela situação e de como as pessoas, mesmo nas piores circunstâncias, conseguem lutar pela vida e encontrar formas de resistência para sobreviver. </p><p>Até agora gosto muito do protagonista, Lale , pelo seu carácter e dignidade e pela forma como consegue ultrapassar as dificuldades e lutar para sobreviver, por exemplo, a maneira de como ele se conseguiu tornar o tatuador e ganhar um cargo que lhe dá certo poder é impressionante mas também revela a ironia cruel de como, em meio ao sofrimento, ele ganha uma posição que lhe dá um certo poder, mas que não o livra da angústia e do medo.</p><p>A aproximação entre Lale e a prisioneira começou a surgir de maneira suave e simples, mas não deixa de ser um reflexo de um amor turbulento e complicado dentro do caos e da opressão. O que me comoveu nesta leitura foi o realçe de mesmo no centro da crueldade e da desumanização, ainda haver resquícios de esperança e desejo por uma vida melhor.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-02 12:42:23 UTC</pubDate>
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         <title>SEMANA 2/12 a 6/12</title>
         <author>a31644_1</author>
         <link>https://padlet.com/a31644_1/4zvykaarowwt2qi0/wish/3278623857</link>
         <description><![CDATA[<p>Já no quinto capítulo, Lale continua a sua vida em Auschwitz, numa posição relativamente privilegiada. Apesar de ter algum poder sobre os outros, consegue-se perceber que ele sente culpa por estar a contribuir para a desumanização dos seus compatriotas. A relação entre Lale a jovem prisioneira, a qual o seu nome foi revelado e é Gita começa a amadurecer depois do encontro de Domingo, e começam a encontrar-se aos domingos a trocar pequenos gestos.</p><p>No 6º capítulo a guerra e as atrocidades começam a afetar ainda mais os prisioneiros, já é inverno e há muita neve, os encontros com Gita continuam mas o foco deste capítulo é que Lale ajuda os prisioneiros e prisioneiras, levando-lhes alimentos e às vezes pede algo em troca, como joias e dinheiro... </p><p>Comecei a leitura do 7º capítulo e a guerra e o contexto da Segunda Guerra Mundial continuam a moldar a vida dos prisioneiros. É inverno e Lale está à procura de Gita, quando as suas amigas lhe dizem que ela adoeceu e que está num estado muito grave, Lale tem que encontrar um medicamento para que ela não morra e enquanto isso as amigas de Gita fazem o que podem para que ela consiga sobreviver. Passado uns dias Gita toma o medicamento e fica bem; o Lale pede um favor para que ela seja transferida para os serviços admistrativos, pois lá há aquecimento e na manhã seguinte é isso mesmo que acontece.</p><p>Ao longo da leitura do 8º capítulo Lale e Gita dão o seu primeiro beijo ficando mais próximos, depois de se lembrarem do sabor de um pedaço de chocolate mas a tensão no campo também aumenta, os prisioneiros estão cada vez mais exaustos e a violência torna-se ainda mais presente começando a esperança desaparecer para muitos dos prisioneiros.</p><p> Já nos capítulos 9 e 10 Lale é forçado a lidar com a sua própria moralidade, pois o seu papel como tatuador é um lembrete constante da monstruosidade à sua volta. </p><p>Dá para ver que ele sente culpa, como se fosse prisioneiro de uma posição que ao mesmo tempo que o protege, também o condena.  Lale e Gina vivenciam um momento de violência, onde uma amiga de Gita é humilhada e maltratada, rasgaram a sua roupa, meteram-na de joelhos e sentaram-se em cima dela, esbofeteando-a até à morte. Depois de Gita assistir a isto, desesperada e a chorar, para sair daquele lugar foi a correr até ao seu bloco dar a notícia.</p><p>No mesmo dia, Lale recebeu a ordem de que iria tatuar "uma raça ainda pior", os ciganos. Marcou a pele desde idosos a bebés, que passaram a conviver com ele e alguns a dormir no seu bloco, em poucos dias nomearam o Lale de "cigano honorário".</p><p>Através desta leitura consigo ver que o desenvolvimento da história entre o capítulo 5 e o capítulo 10 aprofundam a complexidade emocional que Lale sente e o impacto psicológico que a guerra e o campo de concentração causam. Mais uma vez, é visível também a presença do amor e da esperança nas circunstâncias mais desesperadoras e desumanas.</p><p>Para mim, a luta interna de Lale é um dos pontos centrais que torna a história tão intensa e dolorosa ao mesmo tempo, pois ele tenta equilibrar constantemente o facto de precisar de sobreviver com manter a sua dignidade. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-02 12:44:45 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>SEMANA 9/12 a 13/12</title>
         <author>a31644_1</author>
         <link>https://padlet.com/a31644_1/4zvykaarowwt2qi0/wish/3278624392</link>
         <description><![CDATA[<p>No início do 11º capítulo já estamos a Maio de 1943 e Lale continua com a sua função de tatuador, onde vai sendo cada vez mais confrontado com o sofrimento das pessoas à sua volta. Cada vez que ele tatua um prisioneiro, tenta demonstrar alguma humanidade e  fazer pequenos gestos de compaixão. Mais um dia na vida de Lale a tatuar os novos prisioneiros, mas desta vez aparece um médico, de bata branca, a assobiar e a caminhar para ao pé de si, o médico aproxima-se e vê o que Lale está a fazer, com um sorriso no rosto retira-se, o que deixou Lale assustado...</p><p>De seguida, fica a ver as mulheres que estavam na fila, abria-lhes a boca, apalpava-as e escolhia as que por alguma razão estavam "boas."</p><p>A relação de Lale e Gita vai evoluindo com tempo e cada vez estão mais próximos, vão-se apoiando um no outro para conseguirem sobreviver. Lale pergunta-se se alguma vez as duas mulheres que mais ama se irão conhecer, Gita e a sua mãe...</p><p>Na leitura do 12º capítulo o sofrimento dos prisioneiros aumenta à medida que o campo se torna mais superlotado e a violência dos guardas se intensifica. Lale percebe que a sua posição como tatuador também lhe permite proteger alguns prisioneiros, e ele tenta usar isso a seu favor, por isso Lale divide os alimentos que têm para distribuir para os ciganos, os seus amigos e claro, para Gita e as suas amigas. Lale passa o resto do dia a encontrar 11 prisioneiros para participarem num jogo de futebol com os guardas da SS. Mais tarde Lale encontra-se com Gita e ela conta-lhe qual é a importância de ter sempre um trevo de 4 folhas consigo, pois se ela o der aos guardas, impede que estes lhe batam ou recebe mais comida quando está com fome. Gita mostra o trevo de 4 folhas a Lale e os dois caiem na relva, onde se beijam apaixonadamente, mas infelizmente são interrompidos pelo ladrar de um cão, sendo impedidos de mais proximidade. Põem-se de pé e voltam para o pátrio principal. É possível ver que a relação destes dois vai amadurecendo, e a comunicação e intimidade entre eles cresce de forma carinhosa e sútil.</p><p>Quando comecei a leitura do 13º capítulo já era de noite e estavam Lale e Gita, cada um no seu bloco e na sua cama a pensar no ocorrido durante a tarde, no seu beijo e no calor dos seus corpos que nitidamente queriam mais, e perdidos nos pensamentos só desejavam por se encontrarem de novo. Continuei a ler e apercebi-me que o foco deste capítulo recai sobre o desgaste psicológico de Lale. Desta vez ele foi tatuar mulheres que não estavam lá para trabalhar mas sim para atender às necessidades dos guardas... As que não estavam na fila para ser tatuadas, estavam nuas, do outro lado do edifício fechadas numa vedação em que o arame nem elétrico era, ou seja, nem tirar a própria morte podiam. Não tinham expressão, só lá estava o corpo, de resto estavam mortas. Esta situação mexeu com Lale, pois estava a tatuar mulheres para serem humilhadas, usadas e com o fim de cada guarda escolher uma para fazer sabe se lá o que. A cada dia que passa ele assiste a mais cenas de tortura, humilhação e morte, e começa a perceber que o que o mantém vivo é a esperança de um dia poder escapar. Gita reconhece a sua vizinha quando chegam prisioneiras novas e descobre que os seus dois irmãos morrerem, o que a deixa em pedaços, a chorar de joelhos no chão e a rezar pelos dois irmãos. Ao final da tarde Lale vai ter com a Gita, eles já não se viam à algumas semanas e estavam cheios de saudades, quando se veem beijam-se apaixonadamente e de seguida Lale diz a Gita que está apaixonado por ela, assim combinam de que haverá um futuro para os dois e que vão ultrapassar tudo juntos. A relação dos dois torna-se mais forte, já que ambos começam a partilhar mais do que os seus medos e angústias, a conexão entre os dois emerge como uma força de resistência ao que estavam a passar.</p><p>Durante a leitura do 14º capitulo, Lale é forçado a enfrentar as consequências da sua posição como tatuador. Ele é pressionado por outros prisioneiros que questionam as suas ações como tatuador, fazendo-o sentir que ele está de certa forma, a colaborar com o regime nazi. Lale começa a sentir-se mais isolado e ao mesmo tempo culpado, questionando-se se estará a tomar a decisão correta.</p><p>Já no capítulo 15º Lale passa a sofrer cada vez mais com a violência que testemunha diariamente. Os prisioneiros continuam a ser tratados como animais e a humilhação é uma constante. Porém, ele encontra momentos de alívio ao estar com Gita, mesmo que brevemente, só num beijo ou num toque encontra força para sobreviver a mais um dia. No entanto, ele não pode ignorar a realidade de que o campo de concentração está a mudar e que os prisioneiros estão a ser transferidos para outros campos. A esperança de sobrevivência vai diminuindo cada vez mais, mas Lale e Gita nunca deixam de lutar um pelo outro, por mais que a incerteza quanto ao futuro de ambos aumenta a cada dia.</p><p>O capítulo 16 começa em Maio de 1944 e apresenta uma viragem na história. A luta pela sobrevivência torna-se ainda mais feroz e complicada à medida que a guerra avança e os prisioneiros enfrentam mais perigos. Lale e Gita começam a ver a possibilidade de fuga como a única opção para garantir a sua sobrevivência. A tensão no campo de Auschwitz é tal que até as relações entre os próprios prisioneiros se tornam mais tensas e competitivas para sobreviverem. Lale tem que tomar decisões difíceis, que nem sempre agradam os outros prisioneiros, mas ele faz isso com o intuito de proteger Gita e garantir que ambos possam escapar daquele pesadelo. A relação dos dois vai-se tornando cada vez mais intensa, pois ambos sabem que estão a lutar para preservar a sua dignidade e humanidade.</p><p>Nos capítulos 11 a 16, a história aprofunda-se em questões morais e emocionais. Lale, embora que esteja numa posição mais segura pois é o tatuador, vê-se cada vez mais preso entre a sobrevivência e o peso da culpa. O seu cargo,  aparentemente privilegiado não o isenta do sofrimento e da perda e para mim o autor faz um excelente trabalho ao mostrar a complexidade moral que ele enfrenta, entre o bom e o mau, mostrando a parte da humanidade que ele enfrenta. A relação entre Lale e Gita é, sem dúvida, um dos aspectos mais comoventes da história, pois no meio de tanta dor e desumanização, o amor entre os dois surge como uma fonte de resistência e apoio para ambos. Este amor não é só físico, mas sim uma conexão emocional profunda, que dá a ambos forças para continuar a lutar pela sobrevivência.</p><p>Estes capítulos também destacam o impacto psicológico causado pela guerra e pelo campo de concentração. A violência, a perda e a constante ameaça de morte criam um ambiente opressivo e deprimido, mas através das experiências de Lale e Gita, é transmitida a ideia de que a humanidade não desaparece facilmente, mesmo em situações extremas. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-02 12:46:11 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>SEMANA 16/12 A 20/12</title>
         <author>a31644_1</author>
         <link>https://padlet.com/a31644_1/4zvykaarowwt2qi0/wish/3278869026</link>
         <description><![CDATA[<p>O início da leitura do 17º capítulo começa por explicar a situação em que se encontravam os prisioneiros à meses, muitos morriam ou pela doença, ou pela desnutrição ou pelo frio. Outros matavam-se nas vedações elétricas ou eram mortos por guardas. Cada vez mais usavam as câmaras de gás e o crematório. Lale e Gita aproveitam os domingos para estarem juntos os poucos momentos que conseguem...</p><p>O 18º capítulo explora  os momentos de resistência pessoal e moral de Lale, a realidade do campo de concentração é descrita de forma vívida e brutal e ele começa a questionar cada vez mais o seu papel dentro daquele sistema desumano, pois sente uma mistura de culpa e impotência por colaborar de alguma forma com os nazistas. Passa um avião por cima do pátrio e os prisioneiros começam a gritar por ajuda mas o avião não faz nada e segue caminho. De seguida ouve-se o barulho dos guardas a alvejar os prisioneiros que pediram ajuda, foram mortas crianças, idosos, bebés separados das mães e só se ouvia o barulho da angústia e desespero...</p><p>Os restantes capítulos descrevem de maneira intensa o sofrimento de Lale, que sente a culpa por não poder fazer mais para ajudar os outros prisioneiros, enquanto, ao mesmo tempo, tenta proteger a sua própria vida e a de Gita. Cada vez a violência e a morte têm mais presença e Lale perdeu a fé, de agora adiante só luta para conseguir estar ao lado de Gita fora dali.  Quando Lale entrou no seu bloco percebeu que as pedras preciosas e diamantes que às vezes pedia para lhe arranjarem, para ele conseguir trocar por comida e favores foram encontradas pelos guardas, que o esperam dentro do bloco com armas apontadas à sua cabeça... Lale é levado para outro bloco, conhecido por ser o bloco do castigo onde o vão torturar até que ele diga o nome das prisioneiras que lhe deram as joias e diamantes. Lale cheio de feridas e em pele viva, depois de resistir à pancada que levou, consegue sobreviver e passado alguns dias é transferido de volta para onde estava mas passa para o bloco 31 e agora já não é tatuador, por isso volta a fazer trabalhos pesados. Mais tarde Gita descobre que Lale está vivo e conta a uma amiga, que faz com que ele volte para o seu antigo bloco cigano e de seguida volta à sua antiga posição de tatuador. Apesar de estar cheio de feridas em em carne viva, Lale volta à sua vida normal e vai fazendo os seus deveres sem atritos e confusões. Uma noite vê os ciganos com quem ele partilhava o bloco serem levados num camião, vão morrer. Uns dias mais tarde, Gita e Lale estavam num momento de intimidade e carinho quando ouviram uma explosão seguida de outra, mais tiros e tiros, eram os alemães que estavam a atirar e com medo de serem alvejados Gita e Lale foram para os seus blocos, onde Lale ficou a saber que os russos mais cedo ou mais tarde iam chegar e que talvez fosse possível a libertação do campo. </p><p>Nesta Leitura foi visível a aproximação e o fortalecimento da relação de Lale com Gita como uma forma de amor capaz de florescer mesmo nos cenários mais sombrios. Estes momentos trazem uma certa fragilidade e emoção à história, mostrando como a coragem e a humanidade de Lale não são inquebráveis, mas sim mantidas pela sua ligação e afeto com Gita. No entanto, ambos estão cansados do sofrimento e da opressão de viver num campo de concentração, onde mostram o seu lado mais triste e vulnerável, o que torna esta ligação ainda mais frágil e cheia de incertezas.</p><p>Esta parte da narrativa, para mim é crucial para entender a profundidade da experiência emocional e psicológica dos sobreviventes do Holocausto. A história de Lale é comovente e angustiante, mas ao mesmo tempo, transmite uma força notável da resistência humana. O amor e a luta pela sobrevivência tornam-se os maiores pilares de esperança dentro escuridão do campo. A forma como o autor explora os dilemas morais e as contradições do ser humano nessas circunstâncias é tocante e profunda, fazendo-me refletir sobre o que significa ser humano quando tudo à nossa volta parece ser desumano.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-02 20:31:24 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>SEMANA 23/12 A 03/01</title>
         <author>a31644_1</author>
         <link>https://padlet.com/a31644_1/4zvykaarowwt2qi0/wish/3278910210</link>
         <description><![CDATA[<p>No 24º capítulo, Já é Outono e está um frio terrível, já há semanas que não chegam novos prisioneiros ao campo e as construções pararam. Lale recebe a notícia através dos seus colegas de bloco de que os alemães vão evacuar o campo devido à aproximação dos russo, que não tarda irá chegar. Durante a noite, as prisioneiras do campo feminino recebem um marcador vermelho nos seus casacos e, no dia seguinte, Lale vê Gita a ser forçada a embarcar num comboio. No meio da multidão, quando os seus olhos se encontram, ele é atingido pela espingarda de um guarda na cabeça e fica caído na neve, até que o vão colocar de novo no seu bloco. Mais tarde, ao acordar pelo som dos canhões, Lale está diante uma grande confusão, os portões estão abertos e os prisioneiros correm para dentro dos vagões de um comboio que está ali à espera, Lale no meio da multidão acaba por ser levado para o vagão também.</p><p>No 25º capítulo, Gita e milhares de mulheres são forçadas a caminhar pela neve em direção à Polónia. Muitas morrem ao longo do caminho, e Dana, uma amiga de Gita, desiste pelo cansaço e fica para trás. No dia seguinte, as mulheres são mandadas parar num descampado onde têm um comboio à sua espera, mas Gita e outras quatro prisioneiras fogem para uma casa, do outro lado do descampado, onde são acolhidas com comida e café e lhes é dada a morada de uma familiar numa aldeia próxima. Elas passam semanas escondidas na cave da casa de uma vizinha dessa familiar e mais tarde acaba por deixar de ser segredo que ali estão a morar, pois estão protegidas por soldados russos. Eventualmente, decidem ir até Cracóvia, onde a irmã de uma delas mora, e ali encontram um pouco de estabilidade. Gita, estava no mercado que havia debaixo do apartamento onde dormia, quando encontrou um motorista de um camião que estava a carregar produtos agrícola, quando percebeu que ele fala a sua língua materna, pediu-lhe boleia e este levou-a para Bratislava, onde encontrou os dois irmãos, mas a reunião é curta devido à desconfiança local para com os soldados russos.</p><p>No 26º capítulo, Lale chega ao campo de Mauthausen, na Áustria, após uma viagem sem destino. Após ser revistado passa ali algumas semanas, até receber um convite de um guarda para se mudar para o campo de Viena, pois tinha melhores condições.. Lale aceita e é finalmente levado para lá, onde fica a trabalhar e tem condições minimamente melhores. Porém, nesse campo em Viena, não podiam saber que Lale era judeu, mas acabam por descobrir e denunciam-no ao comandante, o qual ele engana, jurando não ser judeu. Depois desse episódio, Lale sentiu que não podia perder mais tempo e fugiu por entre a floresta, passou o rio que ali passava, e quando chegou à terra de novo caiu desmaiado, pelo cansaço que sentia.</p><p>No 27º capítulo, Lale acorda e segue rumo à estrada onde encontra alguns soldados russos e pede ajuda, porém é ignorado. Continua caminho quando passadas algumas horas, um jipe pára à sua frente e um oficial russo lhe oferece trabalho. Eventualmente, Lale torna-se intérprete e é encarregado de levar mulheres para agradar os oficiais, levando em troca dinheiro e joias, porém sempre com um guarda consigo, caso ele tente fugir, leva um tiro. Ao longo das semanas, Lale guarda algumas joias, com a intenção de fugir. Quando ele ganha a confiança do general passa a fazer sozinho o mesmo trabalho e é aí que ele usa a oportunidade para escapar. Lale segue em direção a Bratislava, onde consegue embarcar num comboio com a ajuda das joias e quando chega à cidade, viaja para Krompachy, onde reencontra a antiga vizinha da sua família, que o informa que sua irmã está viva.</p><p>Durante a leitura do 28º capítulo, Lale bate à porta da sua antiga casa e vê a sua irmã, que desmaia ao vê-lo. </p><p>Mais tarde, quando ela recupera a consciência, eles conversam sobre a tragédia que a família sofreu, com a morte do irmão e o desaparecimento dos seus pais e da mulher e filha que o seu irmão tinha, que foram levados pelos alemães. No dia seguinte, Lale fala sobre Gita e sobre querer encontrá-la e a sua vizinha diz-lhe que as pessoas que estão a voltar dos campos de concentração começam sempre por ir para Bratislava. Lale parte em busca de Gita, vai de carroça com um cavalo e viaja durante três por estradas e casas destruídas até chegar a Bratislava. Quando lá chega vai em direção à estação de comboios e lá fica durante duas semanas à espera de ver Gita, sempre que chega um comboio e avista uma senhora, pergunta-lhe se conhece Gita Furman, mas a resposta è sempre não. Certo dia, o chefe da estação de comboios aconcelha Lale a ir à Cruz Vermelha para ver se encontra Gita... Já com a morada que lhe foi indicada, Lale dirige-se ao centro da cidade, quando vê Gita a descer a rua principal. Os seus olhares encontram-se e Gita aproxima-se dele, Lale cai de joelhos no chão e Gita ajoelha-se em frente dele, ela diz que o ama e ele pede-a em casamento. Os dois levantam-se e desaparecem na multidão de pessoas que ali estão, são apenas e finalmente um casal normal, depois dos três anos que passaram no campo de concentração. Os casam e anos mais tarde têm um filho.</p><p><br/></p><p>Para mim, este livro revela a complexidade da natureza humana em tempos de sofrimento extremo. Mostra a parte mais feia, mas ao mesmo tempo, a mais bonita da humanidade.</p><p>A personagem que mais gostei foi Lale, que é um personagem que, mesmo quando parece ser um homem despedaçado pelo sofrimento e tristeza, resiste de forma heróica ao desespero. A forma como Lale continua a encontrar um propósito, através da sua relação com Gita e do seu trabalho, mostra a resiliência humana e a capacidade de persistir, mesmo quando tudo à volta parece perdido.</p><p>Surpreende-me como ambos, Lale e Gita, encontraram forças um no outro para resistir a tudo aquilo que passaram e como mostram que o amor, embora surja num contexto de horror, acaba por ser a única "luz" que os dois conseguem ver e que amar não é uma fraqueza mas sim o que nos dá força e coragem para sobreviver nos piores momentos.</p><p>O amor, embora surja num contexto de horror, acaba por ser a única luz que os personagens conseguem ver.&nbsp;&nbsp;</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-02 23:47:54 UTC</pubDate>
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