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      <title>&quot;A Vida Que Ninguém Vê&quot;, de Eliane Brum by </title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-09-03 11:27:34 UTC</pubDate>
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         <title>Um Pouco Sobre O Livro </title>
         <author>miguelguimaraes2223</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>     </strong>O livro “A Vida Que Ninguém Vê”, escrito por Eliane Brum, é uma obra que contêm pequenas crônicas sobre pessoas comuns, que vivem às margens da sociedade e que raramente são ouvidas. Por meio de uma escrita sensível e envolvente, a autora nos faz refletir sobre as desigualdades sociais e a invisibilidade que permeia a vida de muitos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 11:27:34 UTC</pubDate>
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         <title>Um Pouco Sobre Eliane Brum</title>
         <author>miguelguimaraes2223</author>
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         <description><![CDATA[<p>Eliane Brum é uma das jornalistas mais premiadas do país. Tem oito livros publicados, quatro documentários e dezenas de prêmios nacionais e internacionais. Formada em Jornalismo pela PUC‑RS, trabalhou 11 anos no <strong>Zero Hora</strong> e 10 na revista <strong>Época</strong>, tornou-se freelancer e colunista de <strong>El País</strong> (desde 2013), além de colaborar com <strong>The Guardian.</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 11:45:18 UTC</pubDate>
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         <title>Opinião Do Grupo Sobre O Livro</title>
         <author>miguelguimaraes2223</author>
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         <description><![CDATA[<p>O livro "A Vida Que Ninguém Vê", de Eliane Brum, é uma obra sensacional para que nós, alunos, conheçamos a realidade de pessoas que não tiveram as mesmas oportunidades que nós tivemos, como também de refletir sobre a invisibilidade de pessoas que vivem às margens da sociedade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 12:19:12 UTC</pubDate>
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         <title>Diário de Camila Veslasquez Queiroz </title>
         <author>miguelguimaraes2223</author>
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         <description><![CDATA[<p>Camila: "Oi, me chamo Camila e nesse diario eu vou conta tudo da minha vida humilde."</p><p>Camila: "Nascir no bairro bom jesus, na vila fatima, da grande bom jesus. Morei por muito tempo num barraco de uma peça. Quando chovia tinha tanta agua dentro quanto fora do barraco. Agora eu to morando num barraco de duas peça. Eu durmo no sofá furado com meus quatro irmão ou no chão de tabua podre. Não tem lugar aqui pra todo mundo."</p><p>Camila: "Infelizmente meu pai e minha mãe tá desempregado. Meu pai é um homem triste e sempre que ele bebe demais bate na minha mãe. Isso sempre me deixa muito triste."</p><p>Camila: "Quando fiz 6 ano fui pras rua pedir dinheiro no sinal, tentando ajuda minha familia de algum jeito. Descobri que a concorrencia era enorme e as janela dos carro era tipo as versão moderna das muralha medieval."</p><p>Camila: "Pra facilita meu trabalho nos cruzamento da cidade, inventei uma estrategia de embeleza minha tragédia. Fiz uns versinho que vencia os fosso e arriava as ponte levadiça, arrancano um sorriso perplexo dos motorista. Vou conta um dos versinho: ‘Eu num posso fica sem você, meu trocadinho. Essa tia, esse tio querido vai me da um trocadinho.’"</p><p>Camila: "Infelizmente me pegaro na rua e me mandaro pra Febem com 6 ano. Cheguei lá junto com outras menina. Nessa sexta, dia 15 de janeiro, eu e minhas amiga jogamo nossas coisinha pela janela do pátio e, quando a porta abriu pra gente brinca na pracinha, nóis aproveito e começo nossa jornada pra liberdade, fugindo como se nóis tava num onibus lotado indo pro centro de porto alegre."</p><p>Camila: "Eu e minhas cumplice do desamparo tá vagando pelas ponte da cidade sem ninguem vim busca a gente, sem ninguem chora pela nossa falta."</p><p>Camila: "Hoje, domingo, dia 17 de janeiro, tá fazendo muito calor. Eu e mais duas amiga resolvemo de nada no guaiba, na abertura do parque marinha do brasil. To muito preocupada, por que eu num sei nada... tomara que da tudo certo."</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 00:53:52 UTC</pubDate>
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         <title>Diários de Maria Alicia </title>
         <author>miguelguimaraes2223</author>
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         <description><![CDATA[<p>Maria: "Olá, me chamo Maria Alicia e vou conta por meio desse diario como corri atrás e conquistei meu sonho de aprende a ler."</p><p>Maria: "Muitas pessoas já me disseram que eu tenho olhos brilhante. Muitas pessoas já me disseram que eu tenho olhos brilhante porque corro atrás do meu sonho, que é a pratica valiosa de sabe ler."</p><p>Maria: "Nasci num povoado chamado Paraíso. Sempre fui pobre de bem, mas não de espirito. Meus pais logo se separaram e eu fiquei passando de mão em mão como um gato."</p><p>Maria: "Tive uma infancia muito dificil: trabalhava na roça e apanhava como bicho. Só conheci outras menina quando minha familia foi morar em um lugar mais habitado. Assim, descobri que essas garota ia num tal de escola, e que lá era cheio de letra."</p><p>Maria: "Minha mãe dizia que eu era burra de mais pra alcança essas letra. Porém, aos 9 ano, jurei que meus filho ia estuda."</p><p>Maria: "Quando dois dos meus nove filho já tava no ponto, disse pro meu marido que eles ia estuda. Embora ele fosse contra, falei que eu podia apanha, mas que a ida dos meus filho na escola era tão certa quanto o nascer do sol."</p><p>Maria: "Lembro bem: quando tava grávida, caminhei arrastando meus filho Edir e Marlene até o colegio da Vila Rosa."</p><p>Maria: "Trabalhei dobrado pra compensar a falta dos meus filho. Voando com os bofetão do meu marido, cumpri meu juramento."</p><p>Maria: "Meus dez filho estudaro. Muitos até a quarta serie, outros até a quinta. Gomercindo Junior cursa o ensino medio."</p><p>Maria: "Há 15 ano, Gomercindo morreu. Há 10, encontrei o amor de baixo de um chapéu de barbicacho."</p><p>Maria: "Apesar de todos acha que o destino tinha se cumprido, num belo dia cravei o olho no meu amado e disse: 'Vou pra perto da capital procura as letra. Se tu quiser vir comigo, tu vem porque eu te amo.'"</p><p>Maria: "Meu amado ficou. Peguei emprestado o caminhão da olaria, botei minhas tralha por cima, os R$ 800 da economia, comida pra escapa da fome e fui pra Viamão, perto da capital."</p><p>Maria: "Tive muita dificuldade em segui com os estudo. Parecia que o alfabeto fugia de mim. Porém, eu deixei minha casa, minha terra, o amor da minha vida pra estuda. Tudo havia de dá certo."</p><p>Maria: "Dessa vez, a professora Neiva Rosa não me deixou. De segunda a quinta, depois de trabalha como domestica e babá, enfrento 45 minuto de caminhada — já que não tenho dinheiro pro ônibus — pra realiza meu sonho."</p><p>Maria: "Não sabe ler é o mesmo que ser cego. O que adianta sabe faze as atividade domestica sem sabe ler? É como senti sede e toma refrigerante. Eu preciso de água."</p><p>Maria: "Quando li minha primeira palavra, 'igreja', a sensação que eu tive foi que eu tava tendo meu primeiro filho. Quando pego meu caderno e leio, parece que tô flutuando. Cada palavra que eu consigo ler é um horizonte que vai se abrindo na minha cabeça."</p><p>Maria: "Agora que sei ler, o mundo fico mais bonito, o céu fico mais azul e o verde, mais verde."</p><p>Maria: "Agora eu posso escolhe em quem eu vou vota. Por muito tempo fui pelos outro. Agora posso ler, analisa e vota. Agradeço muito a Deus por ter esse tesouro que nóis carrega dentro da mente."</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 00:57:27 UTC</pubDate>
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         <title>Diário de David Dubin</title>
         <author>miguelguimaraes2223</author>
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         <description><![CDATA[<p>E aí, tchê, tudo bem? Você já deve ter me visto por aí. Sou o doce velhinho dos comerciais. Aquele velhinho com cabelo e barba bem branquinhos, como a neve. Olhos azuis como o mar. Já fiz várias propagandas, desfiles, anúncios, comerciais de alimentos, de bancos, de companhias, de companhias telefônicas, etc. Toda vez que essas empresas precisam de um vovô amoroso que é a cara da bonança, é o bonitão aqui quem elas precisam. Meu nome é David Dubin. Você já me viu. Estava pálido, extremamente magro, sendo torturado, arrastado pelo chão. Nu, fui cuspido, chutado, humilhado. Tiraram tudo de mim. Mataram quem eu amava. Conheci o pior do que um homem era capaz de fazer. Você já me viu. Estava todo bonitão, fazendo fotos para filmes, jornais, comerciais etc.</p><p>Esse é o meu mistério. Posso ser tanto o David galã dos comerciais, quanto o David sobrevivente do Holocausto, destroçado por um passado sombrio. Esse é o meu paradoxo. Que seja o passado… Que seja o desejo do futuro, e que seja o espectro do passado. Mas tá tudo bem, guri. A vida é assim. Ela só é possível quando, apesar do seu holocausto pessoal, você pode ser o velhinho dos comerciais.</p><p>Ou você faz isso, ou tenta se matar, como eu fiz em 1944. Depois de tudo que passei, cheguei a Pinsky. Ela tinha acabado de ser libertada, foi lá que passei toda a minha vida. O primeiro que me encontrou foi meu vizinho de porta, que chegou perguntando como eu não fui morto. Foi daí que percebi que a guerra não havia acabado. Para todos, eu era o sobrevivente estropiado, sem casa e sem família. Depois dessa visita, lembrei de todos os 3 milhões de judeus mortos, entre eles minha mulher, Taibel, e minha filha, Bluma. Descobri também que abriram quatro valas em quatro cantos de Pinsky. Todos os judeus foram fuzilados, e muitos não morriam direto. Eram jogados vivos na vala. E depois, mais pessoas vivas eram jogadas sobre pessoas ainda vivas. As de baixo morriam asfixiadas pela massa humana e as de cima, pela terra.</p><p>E a cada dia que passava, mais sangue brotava do solo. Além disso, percebi que minha família não morreu pelos nazistas, mas sim pelos ucranianos que eram nossos vizinhos. Os meus morreram por aqueles que eu via todo dia. Por aqueles que eu considerava. Por aqueles que eu contava as minhas histórias pessoais. Depois… Depois disso… Depois de perceber isso, peguei um revólver e apontei para minha cabeça. Até que outro sobrevivente segurou meu braço e disse que eu era forte. Eu cheguei até ali, não era hora de ser covarde, tchê.</p><p>Naquele instante, escolhi a vida. Hoje, aos 86 anos, carrego comigo o coração de um sobrevivente e a aparência de um doce velhinho que aparece na TV. Mas eu sei que não é só isso. É o meu coração, marcado pelas lágrimas, pelas memórias. Não esqueci, nem perdoei. Minha vingança é deixar que a história da minha família não seja apagada. Muitas vezes tentei contar o que vivi, mas nunca revelei tudo. Existem tragédias que não poderão ser ditas. Sempre que começo a falar, o corpo treme, a visão embaça e o coração ameaça parar. Cresci apanhando nas ruas por ser judeu. Não consegui emprego por ser judeu. Nem pude sonhar com o futuro. Amava uma mulher, mas não pude me casar, pois era pobre. Fui criado comendo pão duro e pepino, em uma casinha horrorosa, em uma casinha polonesa. Na hora do serviço militar, fui colocado na cavalaria, mas não sabia montar. Porém, mesmo assim, mesmo sob risos e enxutos, eu aprendi. Fui preso, vi companheiros morrerem e usei um nome falso para viver.</p><p>Em Pinsky, sob domínio russo, me casei e tive uma filha, mas os alemães chegaram e tive que fugir novamente. Fugi para a Sibéria, comi rabos e soube que minha família morreu. Depois disso, conheci Olga, uma viúva com três filhos, e decidi ser pai deles. Mas o ódio nazista não havia acabado. Tive que mandar as crianças e Olga no trem para viver. Mais tarde, no Rio, o judeu me recebeu com um maço de cigarro. Chorei. Pela primeira vez fumei um cigarro inteiro. A partir desse momento, vi que poderia recomeçar, bah.</p><p>Construí uma nova vida, em Porto Alegre. Montei meu comércio, criei filhos, netos e bisnetos. Hoje, presido um grupo chamado Viva a Vida. Sempre peço a Deus mais um ano. Mas nunca me esqueci: minha família morreu pelos meus vizinhos de Porto. A mão amiga pode ser a mesma que puxa o gatilho. Assim, escolhi viver, guri.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 00:59:37 UTC</pubDate>
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         <title>Alunos </title>
         <author>miguelguimaraes2223</author>
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         <description><![CDATA[<p>Gabriel Nunes </p><p>João Antônio Gadelha </p><p>Luís Gustavo Miranda </p><p>Miguel Guimarães </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-05 10:57:07 UTC</pubDate>
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