<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Painel de reflexões by Julia Maciel</title>
      <link>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk</link>
      <description>Criado com afeto</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-05-12 00:02:38 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2026-01-17 18:07:46 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>o lobo de qual homem?</title>
         <author>juliacmaciel</author>
         <link>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1515649682</link>
         <description><![CDATA[<div>A ideia hobbesiana de "o homem é o lobo do homem" permeia toda a nossa lógica social colonial. nossas leis e nossos mecanismos de controle são todos baseados no pensamento de competição e de que eliminaríamos uns aos outros na primeira oportunidade sem um controle externo estabelecido.<br>Ainda mais além eu arrisco dizer - e acredito que alguém tenha dito antes de mim - que essa visão tão arraigada nas nossas relações nos impede muitas vezes, no campo do individual, de vincular a outras pessoas sem desconfiança ou medo.<br>A questão aqui é que o erro já começa na singularidade de "o homem", como se houvesse no mundo apenas uma forma de existência. Claro, se formos pensar a partir do olhar colonizador, só nos é permitida essa forma ocidental de existência. Mas se mudarmos minimamente o nosso ponto de partida, se olharmos o mundo a partir de cosmovisões não colonizadas - como as relações indígenas do Eu com o mundo - essa lógica cai por terra.<br>Então porque consideramos universal e ainda mantemos o debate Hobbes X Rousseau como se a resposta pra esse dilema fosse nos dar uma grande resposta sobre nossa natureza?</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-05-12 00:08:38 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1515649682</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>juliacmaciel</author>
         <link>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1522047131</link>
         <description><![CDATA[<div>Na aula da Dandara ela comenta sobre o quão incompatível é o capitalismo com as formas de vida indígena, na falta da lógica acumulativa e a harmonia com o ambiente que não cabem no nosso sistema. Lembrei de um trecho que li em um artigo que falava, a partir do pensamento de Guatarri, sobre as subjetividades que são capturadas pela lógica capital e, quando não se consegue, absorver essas subjetividades, se parte para a eliminação. Fiz um paralelo com uma discussão que encontrei no twitter sobre as comunidades ecológicas que estão em "moda" atualmente, ao passo de que continuamos com o extermínio indígena.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://twitter.com/jadealobo/status/1392317105215877125" />
         <pubDate>2021-05-13 17:40:13 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1522047131</guid>
      </item>
      <item>
         <title>E se não chegar?</title>
         <author>juliacmaciel</author>
         <link>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1522155164</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu frequentemente sou atravessada por um medo de nunca conseguir dar conta - como pessoa e como psi - de desenvolver o olhar e, principalmente, uma prática crítica as nossas relações raciais e sociais.<br>Porque eu, do meu lugar, só consigo entender/assimilar até um certo ponto de uma realidade que não é a minha. E se esse tanto não for o suficiente?<br>Quantas vezes eu, do alto de todos os privilégios (que eu só não tenho o de ser homem e heterossexual) não contribui ou fui conivente com essa estrutura, mesmo depois de já ter começado a tomar consciência sobre?<br>Esses questionamentos - e tantos outros - inquietam constantemente, por vezes até paralisam, (não foi uma nem duas vezes que eu pensei em cancelar essa cadeira nesse semestre por essa sensação de não dar conta)<br><br><br><br>*ta sendo devidamente tratado na terapia</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-05-13 18:05:00 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1522155164</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>juliacmaciel</author>
         <link>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1523167396</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/997237803/2ffbe49fd530cf743728fc5d2410652c/padlet_image_picker_file_635f239a_15f3_4412_a0f1_bb9746a7354d.jpg" />
         <pubDate>2021-05-14 00:52:33 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1523167396</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>juliacmaciel</author>
         <link>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1525448953</link>
         <description><![CDATA[<div>Em parte eu compartilho do sentimento que a Júlia Coelho colocou na aula de hoje com a Roberta, de pensar mecanismos para uma ''garantia" de profissionalismo entorno de questões éticas.<br>É um pouco angustiante que precisemos contar com a vontade dos nossos pares de pensar sobre as relações raciais que nos atravessam como indivíduos e profissionais, que isso não seja algo que possamos medir ou exigir de forma objetiva.<br>Percebo que muitas vezes ainda usamos - e aqui certamente entra uma autocrítica também - como desculpa as teorias que seguimos, os autores serem referências nos assuntos ou até a ideia persistente de que a ciência é neutra para justificarmos a não problematização do que pensamos/fazemos/estudamos e, das nossas referências ou a não análise do contexto social e até de nós mesmos.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-05-14 17:03:40 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1525448953</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>juliacmaciel</author>
         <link>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1525906239</link>
         <description><![CDATA[<div>Mas a cada movimento que se faz na direção desses debates, cada espaço aberto para construção de um pensamento crítico nessa direção chama atenção, avisa que algo precisa ser mudado e - assim eu acredito - incita uma reflexão, nem que seja muito pequena, inicialmente, sobre os nossos lugares e ações no mundo</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-05-14 19:03:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1525906239</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>juliacmaciel</author>
         <link>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1526098364</link>
         <description><![CDATA[<div>Ouvi de uma pesquisadora umas semanas atrás sobre como precisamos chamar pessoas negras pra falar sobre outros assuntos que não pautas raciais. Sobre a necessidade de enegrecer referências pra falar sobre todas as coisas da vida, até as mais simples e "banais".<br>Lembrei desse album. Como Dala traz sim as questões da problemática racial, mas também traz sobre o amor, o carinho e os afetos da vida.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://open.spotify.com/album/5hEHhvlgbM3PmNflPbmoZg?si=9-XuuHIjTKK2dtp9KgXEJQ" />
         <pubDate>2021-05-14 20:11:28 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1526098364</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Dois Estranhos</title>
         <author>juliacmaciel</author>
         <link>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1526165643</link>
         <description><![CDATA[<div>um conselho ou uma ameaça?</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/997237803/65af163e0f239bfa31bbc9d13e0579a1/padlet_image_picker_file_fed5a6a3_257f_4e78_b55b_1ac27eb18c8c.jpg" />
         <pubDate>2021-05-14 20:41:37 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1526165643</guid>
      </item>
      <item>
         <title>por uma psicologia que explique</title>
         <author>juliacmaciel</author>
         <link>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1526237891</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://open.spotify.com/track/3wSliXyp1UfVSqtFArNrTK" />
         <pubDate>2021-05-14 21:19:16 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1526237891</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>juliacmaciel</author>
         <link>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1526242008</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://www.geledes.org.br/black-lives-matter-epistemicidio-e-o-que-nos-da-psicologia-temos-a-ver-com-isso/" />
         <pubDate>2021-05-14 21:21:42 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1526242008</guid>
      </item>
      <item>
         <title>&quot;Eles combinaram de nos matar, mas a gente combinamos de não morrer&quot;</title>
         <author>juliacmaciel</author>
         <link>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1526390831</link>
         <description><![CDATA[<div>esse video foi feito em homenagem a Conceição e foi lançado na Festpoa literária de 2018. Foi a primeira vez que eu tive contato com ela, que segue sempre me tocando</div>]]></description>
         <enclosure url="https://vimeo.com/295935320" />
         <pubDate>2021-05-14 23:09:38 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1526390831</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Olhar primeiro a si no mundo</title>
         <author>juliacmaciel</author>
         <link>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1526491635</link>
         <description><![CDATA[<div>Todo corpo é político.<br>Toda existência é política.<br>Como entender esse existir no mundo enquanto dominante? Enquanto alguém que tem mais privilégios que desvantagens?<br>Um dos grandes desafios de racializar, como pessoa branca, é olhar pra si e se reconhecer nesse lugar. É olhar um reflexo torto no espelho e se reconhecer nele, mesmo não gostando, mesmo não querendo acreditar.<br>Não da pra tentar entender e mudar as nossas estruturas e relações raciais só racializando o outro. Não é só "que efeito esse mundo tem no outro", é também "que efeito eu tenho no mundo"<br>A negação da lugar ao desconforto, e esse eu nao acho que vá embora (e ainda bem), mas acompanha inclusive no "ta, mas oq eu faço com isso?".<br>Essa talvez seja a parte mais dificil, que não tem só uma resposta e é uma pratica constante que eu acho que nunca termina.<br>Mas jamais pode deixar de ser questionada.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/997237803/9200e83851468a7a72f6f6636b14e537/WhatsApp_Image_2021_05_14_at_20_35_42.jpeg" />
         <pubDate>2021-05-15 00:42:34 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliacmaciel/4te0u06jal8vacvk/wish/1526491635</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
