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      <title>Desenvolvimento 2  by Lucianne Silva</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-12-09 19:04:51 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2026-01-20 16:56:39 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Equipe 3: Jamila Silva, Ana beatriz, Sara Maciel, Joaquim Martins e Thais Queiroz</title>
         <author>jamila12</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1033419867</link>
         <description><![CDATA[<div>Nota-se que a população idosa no Brasil está cada vez maior, mas ainda falta iniciativas para que seus direitos sejam respeitados e garantidos, muitas reinvindicações são iniciadas, mas ainda não são suficientes para alcançar patamares desejados, principalmente no que diz respeito aos estereótipos e preconceitos que ainda permeiam a sociedade, criando obstáculos para o reconhecimento do papel do idoso. Assim, as mídias sociais que são os principais meios de interligações e conexões, são apontadas como uma grande ferramenta para perpetuar estereótipos, mas também para quebrá-los. Nesse contexto, comumente vê-se a velhice como sinônimo de desgaste físico, abandono e uma amabilidade inerente. Outrossim os meios de comunicação social disseminam e mantêm a imagem de um envelhecimento universal, com pouca representatividade transcultural, e com um marcador de idade muito expressivo, denominado "idade cronológica".<br>Com isso iniciamos nossa análise pensando nas mídias mais tradicionais, como a televisão, mesmo que hoje não seja mais tão influente, ainda exerce grande poder midiático, dessa forma surgiu os questionamentos de como os idosos são representados nas novelas, pois raramente ( ou quase nunca) são protagonistas, diversas vezes são mostrados como mal humorados e ranzinzas ou no oposto como grandes sábios, aproveitando os dias com netos e filhos, além disso, manifestou-se as indagações sobre os casais idosos nessas novelas, ( <em>quantos beijos vocês verem diariamente na televisão? Quantos deles são de um casal idoso?</em>), nisso vale citar também a repercussão que teve o beijo lésbico entre idosas na novela Babilônia da rede Globo, pelas personagens interpretadas pelas atrizes Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, que causou boicotes e represálias.<br><br>E por fim, quisemos fazer uma pequena comparação de quando fazemos uma pesquisa no Google usando o termo "jovem" e o "idoso", e quando deixamos sem especificar ( resultado das pesquisas em anexo). Quando procuramos por casais apenas, a maioria avassaladora são casais adultos, com demonstrações de afetos, sem aparecer nenhuma imagem de idosos nos resultados, quando delimitamos com o termo "jovem", os resultados quase não se alteram, porém quando usamos o termo " idoso" o padrão mudou completamente, porém, notamos um detalhe, os primeiros resultados apresentavam o mesmo casal, aprofundando um pouco a fonte, notamos que se tratava de um ensaio fotográfico, concluímos assim que os principais resultados não realça casais de forma natural, como nas outras pesquisas.<br>Fizemos o mesmo procedimento usando como base as propagandas (imagens em anexo) fazendo o paralelo entre, "propagandas", " propagandas para jovens" e "propagandas para idosos". E o resultado foi bem semelhante, enquanto as propagandas sem delimitações pouco mudava para as dos jovens, as dos idosos remetia principalmente a aposentadoria, vacinas e campanhas pedindo valorização.<br>A nossa intensão com essa pequenas comparações foi mostrar os estereótipos que são criados para cada idade, e que essas idades são altamente padronizadas, causando uma universalização do envelhecimento. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-19 15:06:16 UTC</pubDate>
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         <title>Forum 1. Equipe 5: Diego Camargo, Karine Gomes, Lucas Mota, Raquel Fernandes</title>
         <author>quelfernandes_pinheiro</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1035680571</link>
         <description><![CDATA[<div>Olá a todos! </div><div>Diante da postagem motivadora, os membros da equipe fizeram reflexões e compartilhamentos de experiências. Além disso, buscamos o recorte das redes sociais como <em>Instagram</em> e <em>Twitter. </em>Nelas encontramos postagens que levavam <em>hastags </em>com a temática [envelhecimento, idoso(a), velho(a)]. O resultado foi muito plural, e tentaremos sintetizá-lo nesse texto.</div><div><br></div><div>A produção de conteúdo mais comum nas redes sociais sobre a temática é a de produtos, serviços de estética e até mesmo cirurgias plásticas, os quais objetivam “consertar” alguns dos traços de idade (rugas, manchas, pele flácida, dentre outros). Nota-se como o desejo de mascarar as manifestações do envelhecimento ainda é muito recorrente nas mídias, e o público alvo é o sexo feminino, o que nos leva para o fato que este sempre foi mais cobrado pela aparência juvenil do que o sexo masculino. Sabe-se que, devido a uma cultura machista que menospreza as habilidades da mulher e, muitas vezes, a reduz a somente sua aparência, muitas mulheres têm sua carreira no trabalho diretamente atrelada a sua imagem, e isso fica mais nítido com mulheres famosas.</div><div><br></div><div>Junto a isso, percebeu-se que outra produção bem comum é a imagem de um envelhecimento saudável. Nesse ponto, quando se tem imagens de idosos praticando atividade física, geralmente está atrelada a uma clínica, como se fosse uma medida de tratamento. Por outro lado, é possível notar adultos, novamente majoritariamente mulheres, que praticam a atividade física de uma forma mais despojada e em academia, como uma forma de chegar em melhor forma na velhice, prevenindo-se da condição de fraqueza, a qual é citada no texto de Cícero.</div><div><br></div><div>Em contrapartida, também tem sido comum um movimento de ‘‘ aceitação da idade’’, o qual foi intensificado com o advento da pandemia, decorrente do novo coronavírus. Tal movimento,  liderado por famosos, majoritariamente mulheres, que tenta ir contra a corrente e aceitando o envelhecimento, como sendo algo ‘‘natural e bonito’’. Um exemplo disso foi a atriz Glória Pires, que aproveitou a condição de isolamento para parar de tingir o cabelo e manter seus fios brancos. Vale destacar que essa nova forma de lidar com a velhice acompanha as discussões dos padrões de beleza proposto nas mídias sociais, uma vez que o discurso hegemônico englobava, sobretudo, a juventude como principalmente símbolo de saúde e estética.</div><div><br></div><div>É importante ressaltar que todos os exemplos citados até agora são o de uma visão de envelhecimento privilegiada, na qual a condição financeira ou permite esse retardo dos sinais de velhice ou proporciona uma qualidade de vida confortável para a idade. Essa é uma realidade pouco acessível para boa parte da população idosa no Brasil, a qual tem suas questões sociais pouco representadas nessas mídias, demarcando a invisibilidade delas. Quando se busca por uma uma visão mais próxima disso, o idoso é visto como símbolo de piada devido a seu jeito “caduco” e ignorante.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-21 10:28:12 UTC</pubDate>
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         <title>FORUM 1. equipe 9: Levi de Freitas Costa Araujo, Antonio de Padua Nunes, Ana Caroline Moraes Portela, Ana Letícia Vasconcelos </title>
         <author>levifreitas24</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1039011192</link>
         <description><![CDATA[<div>Desde as grandes transformações sociais ocorridas durante os séculos XVIII na Europa Ocidental, e a consequente imposição dessa distinta forma de viver às nações e povos que serão futuramente chamados de povos ocidentais, inúmeras modificações ocorreram nas formas tradicionais de se relacionar com o mundo e com os outros, e tanto forma como são identificados quanto os papéis sociais atribuídos aos mais diversos grupos etários também se modificou. De fato, a noção de velhice ou de como deve ser um idoso se modificou bastante desde a revolução industrial, ganhando cada vez mais visibilidade à medida que a expectativa de vida aumentou e a presença de uma população idosa se tornou cada vez mais recorrente. </div><div>Entretanto, ao contrário do que afirmam diversos estereótipos atribuídos a essa população, nossa equipe observou uma presença ativa e um protagonismo de pessoas lidas como idosas tanto no cotidiano quanto no contemporâneo ambiente virtual. </div><div>Um exemplo desse protagonismo da população idosa no meio das mídias sociais é justamente o youtube, mídia de compartilhamento de conteúdo onde diversos idosos encontraram uma possibilidade de se expressarem como influenciadores digitais (mais conhecidos como youtubers), e se engana que o nicho de conteúdo desses youtubers é restrito, em nossa pesquisa encontramos canais sobre culinária, como o “Grandpa Kitchen”, conteúdo humorístico, por exemplo o canal “Silvio Matos”, e mesmo vlogs diários, no caso o canal “francisquinha Alves- o bom do Alzheimer”. </div><div>Portanto, é evidente que pessoas idosas também podem viver novas aventuras e mergulhar em novas realidades. contrariando estigmas influenciados pelo ageismo ( forma de preconceito e estigmatização das populações idosas) e tão presentes no cotidiano, onde é comum a ideia equivocada de que idosos não são mais capazes, ou que são atrasados e que a velhice é um período de declínio. logo, nada impede que pessoas idosas não possam procurar aventuras em selvas como no filme “Up altas aventuras”, ou mesmo surfar nos mares por vezes caóticos da internet .</div><div><br>sobre a imagem: um pequeno questionamento e imagens dos youtubers citados no texto acima, ( o grandpa kitchen infelizmente veio a falecer, portanto decidimos por uma foto dele em vez de uma foto do canal como os outros) e uma foto de um personagem de "UP, altas aventuras"</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-23 00:54:24 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>FÓRUM 1. Equipe 2: Aléxia Gaspar, Eveliny Costa, Iasmin Emanuelle e Rodrigo Rocha</title>
         <author>iasminfrs</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1039921660</link>
         <description><![CDATA[<div>A concepção do processo de envelhecer mudou ao decorrer dos anos e, apesar de todos os estigmas sociais ainda presentes, a psicologia do desenvolvimento aborda pressupostos especiais para o estudo dessa fase da vida. Mas, saindo da área acadêmica, pode-se perceber diferentes formas de como o "envelhecer" chega na internet - por exemplo, ao pesquisarmos “Envelhecimento” no site de pesquisa Pinterest, a maioria dos posts se voltam para dicas estéticas que retardam os vistos como “sintomas estéticos” da velhice. Mas, paralelamente, é possível observar no Instagram como artistas conhecidos desde jovens lidam com seu próprio processo, a Xuxa e a Rita lee, por exemplo, sempre costumam abordar a pauta, de maneira orgânica e cômica. Já Fernanda Montenegro, renomada atriz e já senhora de idade, se aproveita das suas experiências de vida para postar poemas. A última imagem, também, mostra uma opinião sobre a velhice, afirmando que por ter chegado tão longe e por ter feito tanto, nada mais tem a mesma importância de anos atrás. Ao pesquisar sobre esse tema, notou-se a relação da ideia de velhice dessas fotos e a ideia escrita por Simone de Beauvoir, em que ela fala que a sociedade vê a velhice como algo evitado, não falado e quase miserável, uma fase da vida que a sociedade ignora, ao contrário das outras fases. Ainda, a partir destas imagens, é possível refletir sobre a "visão exclusiva e ambígua da velhice", como abordado por Beauvoir, em que, em um extremo, está a imagem sublimada de um "velho sábio", de cabelos brancos, rico de experiência e vulnerável, já em outro extremo, está um velho louco que caduca e delira, alvo de zombaria. Essa estereotipificação da velhice, tão comum no ideário social, talvez seja o maior problema enfrentado nessa fase da vida que deve ser desconstruído, pois, como citado pela autora: "De qualquer maneira, por sua virtude ou por sua objeção, os velhos situam-se fora da humanidade".</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-23 14:27:13 UTC</pubDate>
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         <title>Fórum 1. Equipe 1: Yasmin Alencar, Fernanda Lara, Letícia Alves e Vitória Pitta</title>
         <author>yasmin_alencar</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1044481085</link>
         <description><![CDATA[<div>A representação do idoso nas mídias ao longo do tempo não foi feita de forma linear. Ocorreram mudanças significativas motivadas, principalmente, pelos novos pensamentos decoloniais, com o intuito de criar uma nova imagem desse público. As representações mais comuns há alguns anos costumavam mostrar a velhice sem muitas nuances, e com extremos muito específicos. De um lado, algumas novelas e propagandas mostravam o idoso como alguém muito sábio, cheio de virtudes, pacato, com um grau elevado de evolução e serenidade. De outro, mostravam um tipo caricato, mal-humorado, ranzinza, transformando características que seriam pessoais em fatores típicos da velhice.</div><div><br></div><div>Atualmente, essas representações ainda se fazem presentes, o que percebemos, por exemplo, na escassez de representatividade do idoso preto, porém é notável que, mesmo ainda contendo aspectos problemáticos, a grande mídia adicionou novas faces a esse público, visto que esta encontrou uma oportunidade de alavancar um novo nicho no mercado. A título de exemplo, algumas empresas de vendas online e de redes de telefonia móvel têm incluído idosos em suas campanhas, mostrando que tal população também pode ser consumidora de seus serviços e produtos. Além disso, novas ideias têm sido vendidas, como a da velhice saudável e ativa. Entretanto, ainda há relações, diretas e indiretas, que contribuem para criar expectativas e exigências sobre o envelhecer, como os <mark>produtos anti-envelhecimento</mark> e procedimentos estéticos de “prevenção” em peles não maduras.</div><div><br></div><div>Assim, nota-se que algumas representações têm sido modificadas pela realidade e vice-versa, construindo não só a maneira que o próprio público idoso se vê, mas como a sociedade o enxerga também. Em contrapartida, outras relações têm sido mantidas, como a de que as pessoas devem “se prevenir” e evitar o envelhecimento, um fenômeno já abordado por <mark>Simone de Beauvoir</mark> em sua obra A Velhice: “Levamos tão longe este ostracismo que chegamos a voltá-lo contra nós mesmos; recusamo-nos a nos reconhecer no velho que seremos [...]”.&nbsp;</div><div><br></div><div>A exemplo dessas várias nuances, o filme<mark> “45 years”</mark>, de 2015, traz como protagonistas um casal (Kate e Geoff) que está a uma semana de completar 45 anos de casados e que não possui filhos, aparentemente por escolha, já quebrando o paradigma de uma velhice que deixa seus “frutos”, que passa conhecimento aos mais jovens. O retrato da velhice, nesse filme, apesar de mostrar o tempo biológico, aparece a partir de uma carta recebida por Geoff, acerca de sua ex-namorada, que morreu em um acidente nos Alpes décadas antes, e que teve o seu corpo encontrado no fundo de um vale nevado. Manteve-se, portanto, sua aparência de jovem, já que o corpo foi resfriado rapidamente e não entrou em decomposição. A partir daí, tece-se um retrato de um envelhecer que dança, que sai com amigos, que sente ciúme e que tem, também, desejos, trazendo até mesmo uma cena de ato sexual, que não é muito comum de se ver quando nos deparamos com produções cinematográficas acerca da temática, já tão escassas se comparadas à quantidade dos outros tipos de produções. Isso porque a sexualidade, na velhice, infelizmente, e apesar dos esforços de autores como Beauvoir, ainda hoje representa um tabu na nossa sociedade, que vai além das questões fisiológicas e anatômicas da idade.</div><div>Além do filme, no “<mark>DESAFIO DIGITAU: App Itaú</mark>”, disponível no YouTube, há outra forma de ver a velhice, que, como no filme, também tem vida social. No vídeo, que retrata uma amizade de 60 anos, deparamo-nos com duas mulheres com muito senso de humor, quebrando mais um paradigma da velhice: o do velho ranzinza. As amigas, mesmo com as dificuldades da Era Digital, sabem como usar o WhatsApp, criando grupos com as amigas, para que se encontrem. Pedem pizza no iFood, usam aplicativo do banco para fazerem transferências bancárias, e chamam táxi pelo 99Pop, para as amigas.&nbsp; <br>Também é perceptível observar o rompimento, ou não, de estereótipos das representações dos idosos nos <mark>filmes e desenhos infantis</mark>, como é mais detalhadamente exemplificado no artigo linkado abaixo.</div><div>Com isso, podem ser percebidas não apenas uma forma do “existir” da velhice, mas inúmeras; assim como também ocorre com as outras fases da vida, desde a infância até o envelhecer, e que pode depender de inúmeros fatores, como gênero, cultura, classe social, questões de saúde, dentre outros.<br><br><br></div><div>Links sobre novas e velhas formas dessas representações:</div><div><a href="https://youtu.be/0Ycxc8jXlBI">https://youtu.be/0Ycxc8jXlBI</a><br><a href="https://youtu.be/L0XSxoB5K1I">https://youtu.be/L0XSxoB5K1I</a><br><a href="https://youtu.be/nc70gWEBoF4">https://youtu.be/nc70gWEBoF4</a><br><a href="https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/download/31554/22006">https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/download/31554/22006</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-28 22:18:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jcnobregaramos</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1044824561</link>
         <description><![CDATA[<div>FÓRUM 1. Equipe 7: Ana Rizia, Carlos Henrique, Catharina Oliveira, João Carlos, Luís Gustavo <br><br>O Curioso caso de Benjamin Button é um conto de F. Scott Fitzgerald, de 1922, que relata o envelhecimento de um homem que nasce idoso e passa todo o trajeto de sua vida ao “contrário”, pois quanto mais os anos se passam, mais novo ele fica. Fitzgerald é um dos escritores americanos mais famosos de todos os tempos, pertencente a geração perdida, em suas obras ele demonstra um extremo pessimismo e uma estranha vontade de viver pouco. Com uma filosofia de “Viva bem morra rápido” Fitzgerald nos mostra uma visão pessimista sobre o envelhecimento, pois percebe-se que a melhor fase da vida de Benjamin seriam aquelas em que ele é jovem, com o corpo de jovem, pois teria energia e muito mais espaços para se ocupar, sendo assim, o envelhecimento é tido como uma sina, algo para se evitar. No filme de 2008 essa visão continua presente, pois o envelhecimento continua sendo visto como esse empecilho para uma vida plena. Apesar da obra apresentar uma visão negativa sobre envelhecer, ela demonstra muito bem essa exclusão social do idoso, pois o Benjamin não pode frequentar bailes quando era adolescente, é proibido de entrar na faculdade, e até mesmo lhe negam a oportunidade de sair de casa, sua vida se resume a conversar com seu avô e ficar dentro de casa lendo e observando pequenas coisas. É um pouco engraçado imaginar que muita dessa caracterização presente na obra se mantém até hoje, em que a pessoa mais velha é vista como antiquada e tida como um objeto de afastamento. Desta forma trago este texto pra essa discussão pra apresentar essa visão mais clássica de envelhecimento, em que tornar-se idoso é visto como a perda de algo que é irrecuperável.<br>Por outro lado, a relação da mídia social com o envelhecimento é excludente, maniqueísta, economicista e reducionista. Ao se pesquisar sobre o envelhecimento, na internet, logo surgem dezenas de imagens e propagandas de produtos “anti-idade/antirrugas”, idosos se exercitando ou em grupos. <br>Desta forma, as mídias sociais são excludente com a velhice pois, de certa forma, marginalizam e separam os indivíduos idosos dos demais, como se sua importância e voz não valesse mais para a sociedade e que, somente, com pessoas do mesmo grupo etário pudessem formar suas subjetividades e interações.<br>A mídia monetiza a velhice e apenas a enxerga como forma de lucro, pois, ao reduzir o envelhecimento apenas as transformações naturais que ocorrem na pele e no corpo ao com o passar da idade, se reproduza ideia de que a velhice tende apenas a tentar recuperar o “prejuízo” físico através de consumos de produtos e práticas que amenizam esses sinais. Esquecendo a singularidade e o repertório do indivíduo e também sua saúde mental, suas vontades e aspirações. <br>A mídia simplifica a velhice, ao reproduzi-la como uma fase ruim, onde os indivíduos não são mais os principais atores de suas vidas, taxando o envelhecimento como algo negativo, opondo-se à fase adulta, que seria a responsável por esse padrão de “normalidade”.<br>“Helen Ruth Elam, mais conhecida como Baddiewinkle ou Baddie Winkle, é uma personalidade americana da Internet. Elam nasceu em Hazard, Kentucky. Ela se tornou uma sensação na Internet aos 85 anos” <br><br>“Baddie Winkle: vovó de 89 anos quebra estereótipos e conquista mais de 3 milhões de seguidores <br>Com roupas nada convencionais e atitudes bem moderninhas, Helen Van Winkle se tornou estrela nas redes sociais” <br> “BADDIE WINKLE | A ESTILOSA SENHORA DE 90 ANOS QUE QUEBRA TODOS OS ESTEREÓTIPOS” <br> Os trechos são retirados da internet, ao buscar por “Baddie Winkle”. A senhora, que hoje tem 92 anos, surpreende com seus looks ousados, que alguns diriam não ser adequados para sua idade, mas que ela prova que cai muito bem em si tanto estilo e tanto carisma. Foi justamente ao misturar épocas que Baddie Winkle tornou-se uma estrela da internet, isso porque sua neta publicou uma foto em suas redes sociais em que a vovó aparecia vestida com roupas de sua bisneta. Elam, seu nome oficial, dá uma cara à velhice que é muito pouco vista pelas pessoas no geral, tanto que milhões foram conquistados pelo seu jeito diferente de encarar nove décadas de vida. A idade não foi um empecilho para que a mulher ousasse nas cores e nos modelos de roupa, e até lançasse sua própria linha de maquiagem, pelo contrário, essa mistura de épocas no estilo e nas atitudes fez da mulher uma influenciadora digital aos 85 anos, categoria que inclusive surgiu há pouquíssimos anos. Nesse embalo jovial, carismático e influencer, temos a velhice vivida como o auge, quebrando muitos estereótipos construídos em cima dessa fase da vida. Baddie corresponde a uma imagem bem divergente do que “é esperado” para uma senhora de 92 anos na nossa cultura, inovando e atraindo a atenção de pessoas de diferentes idades.<br>Para acrescentar as reflexões feitas, vale ressaltar a forma que a sociedade, infelizmente, vê os idosos e o envelhecer, como uma fase final, um "fim da vida".  Esse fim não diz respeito apenas ao fim do ciclo de vida biológico, ao qual qualquer ser vivo está destinado a passar, mas, também, a um fim de aspectos positivos que acompanham o viver. Será?<br>  Quando pensamos no idoso, somos levados pela sociedade a pensar em um ser humano calmo, sentado em uma cadeira fazendo seu tricô, passivo, que deixa sua vida ser levada pelas escolhas de seus cuidadores. Todavia, jamais pensamos em um idoso que tem desejos, paixões, que está disposto a viver aventuras e, com autonomia, fazer escolhas para sua própria vida.<br>   É como se, para a sociedade, com o "fim da vida", também vinhesse o "fim do viver", de forma que se torna inconcebível, pra muitas pessoas, pensar em um idoso aventureiro, apaixonado, que faz planos para seu futuro, que está disposto a amar e ser amado, a se redescobrir, a fazer amor.<br> Com essa reflexão quero ressaltar que precisamos começar a pensar no envelhecer não como um final, mas como uma oportunidade de realizar sonhos e paixões nunca vividas. Precisamos pensar no envelhecer como um recomeço.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-29 03:49:17 UTC</pubDate>
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         <title>FÓRUM 1. Equipe 4: Marta Clarice, Alana Lobo, João Pedro, Laryssa Rabelo, Maria Clara, Priscila Muritiba.</title>
         <author>martaclarice</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1080282971</link>
         <description><![CDATA[<div>A contemporaneidade traz consigo e com seu sistema de produção capitalista uma métrica que visa a eficiência, rapidez e o lucro acima de tudo e todos, a qualquer custo. Sob essa perspectiva, nota-se nos últimos anos um crescente desprezo pela chegada da velhice em nossa sociedade, um constante prevenir, que tenta retardar o caminhar do tempo com produtos e cirurgias dos mais variados tipos e que normaliza o estigma de estagnação e inutilidade da terceira idade. <br>Além dessa construção negativa que é bordada na sociedade sobre a figura do idoso e sua identidade, percebe-se também uma tendência advinda das grandes mídias, dos órgãos governamentais e da sociedade como um todo, de mostrar e priorizar um envelhecer majoritariamente branco, rico e padronizado, que estampa em propagandas e fotos, casais felizes, deixando de lado o idoso que foge da regra proposta. Inúmeras realidades que abrangem essas diferenças são excluídas, seja o idoso que é sozinho, que foi abandonado pela família em um lar asilar, que não convive mais com um companheiro ou companheira, bem como o idoso periférico, que enfrenta uma outra realidade diferente daquela exposta nesse âmbito de riqueza, esbanjamento e fartura. Essa perspectiva excludente deixa de lado também o idoso preto, suas vivências, histórias e culturas, bem como o idoso pobre, o idoso LGBTQI+ e tantos outros tipos de minorias que alcançam também essa faixa etária, priorizando de todo modo e dando destaque apenas, aqueles que seguem o padrão estabelecido e socialmente aceito de uma vida rica, branca e feliz. O que é bastante explícito nas imagens aqui expostas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-12 19:17:42 UTC</pubDate>
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         <title>FORUM 1. Equipe 8: Lucas Sousa, João Antônio, Denilo Pereira, Karoliny Barrozo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>A velhice não é somente biológica mas também um fator social, o desenvolvimento da vida humana e suas “etapas” é contínuo e cada uma delas possui suas limitações e potencialidades, sejam por fatores biológicos, como o bebê ainda não saber falar ou culturais, “adultos devem ter sua própria casa”. </div><div>Entretanto, no contexto midiático, sabemos que o que mantém esse mercado é a venda, tendo como finalidade o lucro financeiro, lucro de influência, através da venda de produtos ou nos tendo como esse produto final. Essa persuasão, não é restrita aos idosos ou ao processo de envelhecimento, já que por exemplo, no mês do dia das crianças elas são lotadas de opções de brinquedos e afins como objeto de desejo. Porém, tratando-se do envelhecer, do tornar-se idoso, a mídia mostra essa realidade como se tivesse que ser combatida a qualquer custo, com a justificativa de qualidade de vida, longevidade e autocuidado. Principalmente tratando-se de mulheres, a pressão estética é imensa, “uma mulher nunca deve parecer velha”, “uma mulher deve combater rugas e marcas a todo custo”, não são frases que lemos em posts do Instagram ou em propagandas na TV, entretanto, é a idéia disseminada e cultivada em mulheres desde a infância, de modo que se torna natural quando crescem e envelhecem. O envelhecer em si, é visto com conotação negativa por nossa sociedade, advindo principalmente da ideia de que idosos são disfuncionais a economia e a tão superestimada produtividade, que possuem pouca ou nenhuma autonomia e vivem no ócio. E quando envelhecer trata-se de ser mulher, é um inferno social ainda mais intenso, mulheres são culpadas por envelhecer, são taxadas de desleixadas em nossa sociedade se deixam o cabelo branco aparecer sem nenhum retoque sobre eles, ou não possuem 15 produtos antirrugas. Como se não bastasse, alimenta-se mais ainda a competição feminina fundada e estimulada pelo patriarcado de que há uma hierarquia onde mulheres que aparentam ser mais jovens possuem mais validação social e valor do que as que aparentam ser mais velhas ou aparentam a idade que têm. Embora seja necessária uma desconstrução social, não podemos culpar as mulheres por tamanha alienação, visto que desde pequenas são bombardeadas com padrões e modos de ser ditos como femininos, que validam se devem ser respeitadas ou não, amadas ou não, culpadas ou não.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-13 14:12:20 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>FÓRUM 1. Equipe 6: Malena Dacca, Gabriel Dias, Rafael Carlos, Ariel Martins, Jozenilton Benicio</title>
         <author>malenadacca</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1084411127</link>
         <description><![CDATA[<div>Atualmente, ao pesquisarmos ou até mesmo quando pensamos no idoso a imagem que vem para demonstrar o que significa ser velho é ligada a conceitos como incapacidade, dependência, fim da vida, perdas, fraqueza, até formas como retardar o envelhecimento em relação a aparência física. Nos parece que hoje em dia mesmo que envelhecer esteja dentro do ciclo de vida biológico tudo o que as pessoas não querem fazer é envelhecer. </div><div><br></div><div>A nossa sociedade ainda liga muito o conceito de ser idoso ao fato de não conseguir mais realizar feitos na vida, principalmente quando vivemos em uma sociedade ocidental capitalista em que valoriza o novo, o rápido, aquilo que é novidade e que está sempre a par das inovações do mundo, é como se o idoso fosse incapaz de acompanhar o que chegou de novo no mundo porque ele já experienciou o bastante, enquanto nas sociedades orientais a imagem do idoso é de sábio e de forte aspiração, por exemplo, no Japão os mais jovens antes de tomarem decisões grandes vão consultar os mais velhos. Além disso, se formos realizar um recorte em relação a gênero, por exemplo, essas questões se tornam muito mais incisivas, por exemplo, na indústria do cinema é muito difícil você achar mulheres que já fizeram grandes papéis de destaque antigamente fazendo mais papéis de destaque agora que envelheceram uma das únicas que está constantemente nas telas de cinema é a atriz Meryl Streep, enquanto se formos olhar para os homens que envelheceram há inúmeros papéis, como no próprio filme O irlandês. E isso sem nem mencionar toda questão estética que existe no mundo, a qual faz uma pressão muito maior em mulheres do que em homens, como a existência de diversos cremes e tratamentos para que as mulheres não apresentem nenhum sinal de envelhecimento.</div><div><br></div><div>Apesar dessas questões estereotipificadas ainda estarem muito presentes, há um início de uma produção de uma imagem do idoso ativo ou do idoso que não é dependente dos outros para viver, essa é uma questão que ainda está sendo introduzida na sociedade para quebrar com essa imagem de envelhecimento ligado ao fim da vida e a doenças, porém, toda a imagem de envelhecimento saudável e ativo está se tornando cada vez mais presente. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-13 18:33:11 UTC</pubDate>
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         <title>Fórum 2</title>
         <author>luciannesilva</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1084930097</link>
         <description><![CDATA[<div>Quais os impactos atuais das seguintes perspectivas teóricas a respeito do envelhecimento?<br>1. Teoria da Defasagem Cultural<br>2. Teoria do Afastamento<br>3. Teoria da Atividade</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-13 20:30:19 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>FÓRUM 2. Equipe 3: Jamila Silva, Ana Beatriz, Sara Maciel, Joaquim Martins e Thais Queiroz</title>
         <author>jamila12</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1100898009</link>
         <description><![CDATA[<div>Ao analisar as três teorias sociológicas, é notável o quanto cada uma tem uma visão padronizadas e universal, vendo o envelhecimento como um acontecimento isolado e não considerando como algo contínuo, com implicações biológicas, sociais, e emocionais, colocando o idoso em  caixinhas com estereótipos, com fórmulas pré-estabelecidas para todos, sem considerar as individuais de cada.<br><br>A<mark> Defasagem estrutural</mark> é a principal fonte de atribuição de estereótipos negativos aos idosos, sendo esses ligados a diversos fatores que se associam a senescência. Fazendo uma relação e trazendo essa teoria para o dia a dia podemos perceber a intensificação desses estereótipos, muitos deles sendo levados ao extremo em que a vida do idoso não passa de um gasto a mais para o governo, como exemplo dessa visão podemos citar que durante a pandemia de 2020 e que ainda continua ocorrendo em 2021, onde um dos diversos ministros da saúde que o país teve alegou que gastaria dinheiro priorizando a vida do mais jovem (que tem uma vida inteira pela frente) em detrimento da do mais velho por esse já estar no "fim da vida", vemos logo nessa declaração o quanto a velhice é sinônimo de descaso e de "você vai morrer uma hora ou outra". Além disso, atualmente no Brasil é muito enfatizado pelo Governo Federal, que o aumento do número dos idosos ocasiona aumento demasiado dos custos dos serviços públicos, como por exemplo, o serviço da previdência social, o que provoca inúmeras tentativas de modificações de idade para receber o benefícios e a cada ano tendo um acréscimo menor do valor do salário, justificando como causa disso, o aumento de idosos que estão cada vez vivendo mais.<br><br>A<mark> teoria do afastamento</mark> naturaliza o afastamento e a interiorização da pessoa idosa, alegando que são ações típicas da meia-idade. Também falam que esse afastamento é algo útil e bom tanto para o idoso quanto para a sociedade, e ainda alega que essa ação é feita de forma voluntária pelo idoso. Contudo, podemos analisar que esse olhar segregacionista trazido pela teoria não leva em consideração a liberdade individual de cada pessoa independente da idade, pois podemos nos questionar se os idosos realmente escolhem esse isolamento ou se são invisibilizados em muitos contextos, praticamente sendo "expulsos" de um meio social considerado para jovens, nisso queremos exemplificar com uma cena da novela Força do querer, da rede Globo, em que a personagem Elvira, uma mulher idosa, interpretada pela atriz Betty Faria, entra em um baile funk para se divertir, mesmo que no local ela seja aceita e integrada, quando chega em casa é altamente questionada e criticada pela família, por está em um evento assim com a idade que ela tem, assim nos questionamos, como a teoria pode afirmar que esse afastamento é feito de forma voluntária, e sendo benéfica para todos? <br>Indo além desse aspectos, podemos também citar as consequências de um isolamento na velhice, como a depressão que atualmente tem se tornado altamente frequente nas pessoas idosas, e o suicídio. E não apenas transtornos mentais podem ser favorecidos por esse isolamento, mas também problemas físicos, por não tem ninguém perto que possa ajudar, como em caso de quedas. <br>Durante a pandemia, em que esse isolamento foi obrigatório, podemos ver que não foi benéfico para ninguém, idosos sentem falta de companhia, saudades da família, muitos querem sair e passear, ( sendo muitas vezes transformado esse interesse em memes e piadas na internet), e os jovens querem ver os avós, conversar e está presente. Assim, o fato é que esse isolamento obrigatório, mostrou que não há interesse para a maioria dos idosos em um isolamento voluntário, em se afastar da sociedade apenas por "estarem velhos".<br><br>"A <mark>Teoria da Atividade</mark> formulada em 1953 por Havighurst, se propõe a explicar a relação entre atividade e satisfação na velhice. Esta teoria assume que quanto mais ativo for o idoso, maior será sua satisfação na vida. Idosos com interações sociais mais frequentes e que desempenham as atividades esperadas para o seu grupo etário tendem a gerar aprovação social que, por sua vez, promove um autoconceito positivo e resulta em maior satisfação na vida. De acordo com esta teoria, o envelhecimento pode ser uma experiência criativa e saudável, sendo que seria a inatividade, e não o aumento da idade, que levaria ao declínio." ( FERREIRA; BARHAM). Segundo a teoria, as habilidades que um indivíduo deve adquirir ao logo de sua vida, são dividas em 6 polos, considerando que o sucesso deles levaria a aprovação social e satisfação. Essa teoria, diferentemente das outras, considera a velhice como um momento de grande atividade, vendo o declínio de atividades físicas e mentais como a causa de doenças e do afastamento. Primeiramente, notamos uma proposta que se torna reducionista, quando  consideramos os diversos contextos do envelhecimento, considerando as condições de saúde, ambientação, status econômico, e principalmente por não considerar a escolha de um estilo de vida menos ativo, aproveitando a vida de uma forma diferente e mais tranquila. Contudo, vimos nessa teoria algo necessário para uma visão mais dinâmica acerca do envelhecimento, pois ser idoso não é sinônimo de está parado, que não há mais nada a fazer na vida, é importante a continuidade de atividades que sejam saudáveis e agradáveis durante toda a vida, para exemplificação citaremos o The Voice+ que tem como lema "os sonhos não envelhecem", sendo exclusivo para pessoas acima de 60 anos, mostra a importância de independente da idade buscar os sonhos, está ativo em procura de atividades que são agradáveis e causam bem estar. Ser altamente ativo é uma escolha que sempre deve ser individual e não padronizadas, mas consideramos que seja importante sempre ver o envelhecimento como algo contínuo, e não como o fim de algo, como um momento que nada mais pode ser feito, conquistado e desejado.<br><br><br><br>REFERÊNCIAS<br>FERREIRA, Heloísa Gonçalves; BARHAM, Elizabeth Joan. O envolvimento de idosos em atividades prazerosas: revisão da literatura sobre instrumentos de aferição. Rev. bras. geriat. gerontol.,  Rio de Janeiro ,  v. 14, n. 3, p. 579-590,    2011 .   Disponível em&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1809-98232011000300017&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. acesso em 18  Jan.  2021.  http://dx.doi.org/10.1590/S1809-98232011000300017.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-19 12:26:31 UTC</pubDate>
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         <title>Forum 2. Equipe 5: Diego Camargo, Karine Gomes, Lucas Mota, Raquel Fernandes</title>
         <author>quelfernandes_pinheiro</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1102046500</link>
         <description><![CDATA[<div>As teorias clássicas da psicologia do desenvolvimento voltadas a explicar as mudanças em momentos relacionados a velhice surgiram concomitantes a um profundo envelhecimento demográfico experienciado ao longo do século XX; com avanços tecnológicos e medicinais por grande parte das sociedades ocidentais no último século, a expectativa de vida da população melhorou significantemente, o que acarretou em um maior número de idosos nesse período. O resultado disso foram alterações na organização social dessas populações, o que repercutiu na forma de compreender o envelhecimento.</div><div><br></div><div>A <mark>Teoria da Defasagem Estrutural </mark>segue uma lógica de que a sociedade está estratificada por idades e, devido aos avanços tecnológicos, as gerações mais velhas que não conviveram maior parte da sua vida com tais tecnologias não estão aptas e nem saberia se encaixar nessa nova ordem social tecnológica, o que justificaria maior o destaque para a população jovem. Soma-se a esse construto a <mark>Teoria do Afastamento</mark>, a qual visou explicar o motivo de os idosos terem mais comportamentos antissociais e estarem mais “distantes” da sociedade como um todo. Tal teoria defende que esse afastamento é natural e possui até utilidade, uma vez que prepara os idosos para a morte e abre espaço para pessoas mais jovens assumirem seus papéis na sociedade.</div><div><br></div><div>Ao analisar de forma geral ambas essas teorias, nota-se como os <mark>impactos delas hoje em dia </mark>reforçam estigmas de que a idade da velhice é marcada pela inutilidade, vulnerabilidade e decadência. É atribuído a esse estágio papéis que não mais são essenciais para a comunidade ao qual as pessoas estão inseridas. Dessa forma, tais teorias ainda naturalizam o “descarte” dos idosos da sociedade, tornando práticas como a negligência de idosos na família por parte de parentes comuns e invisibilizadas. Para além disso, elas também nutrem um sentimento de ódio e preconceito referente à velhice, algo diretamente relacionado com os vários casos de violência contra idosos, sejam eles realizados por funcionários em casa de repouso, cuidadores ou até mesmo membros da própria família.</div><div><br></div><div>Já os <mark>impactos da Teoria da Atividade </mark>não só reforça os mesmos estigmas já citados, mas também serve como uma lógica meritocrática de atribuir a responsabilidade de uma velhice saudável e bem sucedida exclusivamente ao indivíduo, uma vez que tal teoria discorre sobre como as tarefas evolutivas, se bem realizadas no momento certo, vão resultar nesse ideal de velhice. Logo, a atividade é que é determinante em como será o processo de envelhecimento, sem estar considerando as condições de vida e particularidades dos corpos das pessoas, dentre outros fatores importantes. Sendo assim, tal teoria isenta até o governo de suas ações de previdência, algo que é direito dos cidadãos.</div><div><br></div><div>A população brasileira está mantendo a tendência de envelhecimento. Desde 2012, o Brasil supera a marca de 30,2 milhões de idosos, conforme pesquisa realizada pelo Instituto brasileiro de geografia e estatística (IBGE). Esses dados demonstram que agora mais do que nunca precisamos cuidar e proteger essa fase do desenvolvimento humano tão importante. Passou o tempo onde a estimativa de vida humana era de apenas 32 anos. Hoje ela está com aproximadamente 80 anos. Isso foi possível devido a vários fatores, dentre os quais, podemos destacar: o aperfeiçoamento da tecnologia, pesquisas e fabricação de novos remédios e a mudança da qualidade de vida das pessoas. Por conseguinte, não faltaram teorias que tentassem explicar como as sociedades deveriam agir com tantas pessoas, que ainda são vistas, por muitos,  como ‘‘improdutivas’’, atrasadas, e ‘‘um atraso para a economia’’. É esses estereótipos que devem ser desfeitos. Na atualidade é necessária políticas e teorias que integrem as várias fases da vida e não ao contrário e relacionando-se com o tema proposto pelo primeiro padlet, a participação e o acesso de idosos em espaços culturais e mídias digitais é de suma importância para o questionamento destas teorias visto o surgimento de produções como canais de conteúdo em plataformas como o YouTube, programas de televisão, filmes e séries protagonizados por esta parcela da população.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-19 16:24:26 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>martaclarice</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1102453493</link>
         <description><![CDATA[<div>FÓRUM 2. Equipe 4: Marta Clarice, Alana Lobo, João Pedro, Laryssa Rabelo, Maria Clara, Priscilla Muritiba. <br><br>Com o advento da modernidade, estabelecimento do capitalismo que visa a todo e qualquer custo o lucro e a produtividade, sempre trabalhando com o imediatismo e com a superexploração da mão de obra, surgem inúmeras questões referentes a como cada faixa etária enfrenta essa contemporaneidade e as demandas que ela exige, de tal maneira, se percebe uma tendência na faixa etária da terceira idade a um afastamento e reclusão, referente à economia e à sociedade de um modo geral. Assim, algumas teorias surgem na tentativa de justificar e encontrar causas compreensíveis para esse processo, dentre as quais: a Teoria da Defasagem Estrutural, uma teoria sociológi¬ca de classificação por idade, que afirma que as estruturas sociais, ao longo da história, não conseguiram oferecer aos idosos economicamente improdutivos os mesmo benefícios sociais disponíveis para membros mais jovens produtivos na sociedade, de modo que esse processo acaba promovendo a formação de estereótipos negativos referente a idosos, sendo estes, vistos como meros parasitas do sistema e fontes que apenas interferem negativamente na economia, o que acaba influindo no agravo de mais problemas de saúde mental na população idosa e grande reclusão e afastamento da vida social. Dessa maneira, a sensação de exclusão advinda do coletivo provoca uma perca de identidade e autonomia, tornando essa classe cada vez mais ansiosa, depressiva, solitária e reclusa. Duas outras teorias que tentam desenvolver um argumento plausível referente á esse afastamento são teorias psicológicas clássicas sobre o envelhecimento, que de modo geral e comum, respondem ao modelo de crescimento-culminância-contração e aos paradigmas de ciclos de vida, uma delas, a teoria do afastamento, prevê o afastamento da terceira idade das atividades sociais como uma tendência à introspecção, sendo esta, vista como garantia do funcionamento da sociedade como um todo, garantindo conformidade com a morte e descanso para aqueles da faixa etária mais elevada e entrada no meio social e mercado de trabalho, para os mais jovens, de modo que esse processo seria mutuamente consentido e natural. Uma outra teoria que discorre sobre a questão, é a teoria da atividade, que pressupõe que existiriam tarefas específicas correspondentes a cada faixa etária ao longo da vida, ou seja, o indivíduo deveria adquirir atitudes em dados momentos de sua vida, seguindo uma norma intrínseca e preestabelecida. De acordo com a faixa etária em que este indivíduo se encontrava, ao cumprir e seguir as regras, se obteria sucesso e satisfação na próxima tarefa, referente à etapa seguinte, justificando então, o afastamento das atividades sociais e físicas encontrado na terceira idade, sob uma perspectiva de seguimento do curso de vida. Dessa forma, por meio das teorias apresentadas e a perpetuação dessa linha de pensamento, acaba-se construindo um estereótipo entorno dessa classe de idade, que nem sempre busca essa reclusão e que por vezes nem vê essa situação como uma opção, de modo que permanece ativa, trabalhando e em contato com o mundo, desqualificando então, esses indivíduos e as vivências e realidades que o acompanham. Sob a perspectiva desse contemporâneo tão individualista, excludente e preconceituoso, essas teorias, acabam ainda promovendo o estabelecimento e perpetuação do estigma associado a figura do idoso, cansado, triste, sozinho e inútil e perpetuando o ideal de desenvolvimento linear, simplificado e que não considera contextos e diversidades.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-19 17:37:25 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1102453493</guid>
      </item>
      <item>
         <title>FÓRUM 2. EQUIPE 9 : Ana Caroline Moraes, Antônio de Pádua, Levi de Freitas, Leticia Vasconcelos </title>
         <author>anacmport1</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1103831530</link>
         <description><![CDATA[<div>Quando falamos da modernidade, entramos numa época em que houveram diversas, rápidas e extremas mudanças, como o grande avanço da ciência e da medicina, e em que o capitalismo entra em novas fases, motivado pelas revoluções industriais, novas questões entram em pauta. Uma delas seria o envelhecimento, que, além de não ser estudado antes porque as pessoas não viviam tanto(ser velho, antes, sem a tecnologia e os medicamentos, era uma raridade), mexe diretamente na economia (pessoas estão vivendo mais e ficando cada vez mais tempo sem estar ativas no mercado, se utilizando de forma direta da previdência, e fazendo com que a sociedade busque estudar e obter métodos de resolução de problemas quanto ao tema, tornando a velhice uma questão a ser tratada). Desse modo, alguns teóricos visam tratar desse tema de diversas maneiras.</div><div><br>  A teoria do afastamento formulado por E. Cumming e W.E. Henry teve grande influência no início da segunda metade do século XX, embora tenha recebido sérias críticas. Nela se fala de um afastamento recíproco entre o indivíduo idoso e a sociedade. Se de um lado o idoso diminuiria seus vínculos sociais, seu papel economicamente ativo e se voltaria para atividades ligadas ao interior pessoal, do outro a sociedade reduziria as obrigações e pressões sobre esse sujeito. Segundo essa teoria, tal realidade propiciaria um benefício para o idoso através da substituição de suas atividades, além de permitir que este tenha um tempo só para si e para conviver com seus entes queridos. No entanto, como já dito, esta teoria recebeu muitas críticas tais como o fato de que não se comprova que este afastamento se dá por livre vontade do idoso, muito menos que essa separação se dê de forma natural e uniforme, mesmo que entre membros de um mesmo grupo social. Um efeito remanescente dessa teoria, é o estigma de que ser idoso é improdutivo e decadente, e de que se você não for economicamente ativo, você vai ser ‘’descartado’’, de uma maneira uniforme e igualitária, de acordo apenas com a idade,  principalmente com a visão de capitalismo congruente com a segunda revolução industrial, que visa tirar a unidade do sujeito, tanto como produto quanto como indivíduo.<br><br></div><div><br></div><div><br>  A teoria da atividade, ao contrário do que o próprio nome diz, não é exatamente uma teoria, mas uma perspectiva do envelhecimento que se opõe à teoria do afastamento. Nela se defende que o envelhecimento deveria estar acompanhado de novas atividades ou até mesmo trabalhos remunerados que substituíssem aqueles que os indivíduos possuíam antes de sua aposentadoria. Esta teoria também abre espaço para a subjetividade individual levando em conta que os idosos tendem a ser pessoas um pouco mais tristes ou apáticas devido ao falecimento de seus amigos e familiares, além da deterioração de sua própria saúde. Por outro lado, nesta idade as pessoas diminuíram o seu interesse em criar novos laços sociais, mas dedicariam muita energia a fim de manter os laços afetivos já existentes. Os defensores desta teoria também propõem mudanças a nível político para fornecer maior qualidade de vida aos idosos, uma vez que muitos são os idosos que se tornam totalmente dependentes de seus cuidadores ou, até mesmo, são marginalizados e renegados pela própria família ou sociedade. Essa perspectiva deixa em evidência alguns traços da sociedade dessa época até a atual, de modo crescente, como : o fato de que com a terceira revolução industrial, em que só vender não basta, o indivíduo precisa querer aquilo pra ser feliz/realizado, nichos foram criados(a famosa indústria cultural), e como o idoso faz parte de um grupo, ele precisa querer consumir e ser produtivo, essa abordagem deixou isso deveras claro.<br><br></div><div><br>O conceito de defasagem estrutural está estritamente relacionado a estratificação da sociedade mediante a idade dos indivíduos, visão que propicia a adoção de medidas socioeconômicas que beneficiam determinadas faixas etárias em detrimento de outras. Vale salientar acerca desta temática o desenvolvimento informacional, que encaixa apenas alguns grupos etários, como as crianças e os adultos, deixando a terceira idade de fora, como se eles não pudessem se adaptar às novas tendências, e também interpretando, de certa maneira, que os idosos não precisam de um lazer tal qual a primeira e a segunda idade. Além disso, um fato que deixa esse conceito bastante visível, no Brasil, seria a reforma da previdência, em 2019, em que foi sancionada, por lei, 	ampliando o tempo de contribuição mínimo para conseguir uma menor percentagem do ‘’benefício’’ da aposentadoria, e essa é uma influência real do capitalismo na nossa sociedade, uma vez que é injusto ter que trabalhar mais para conseguir um mínimo de conforto, tendo trabalhado a vida inteira, num sistema que deveria dar conforto a você quando se tornasse improdutivo economicamente.<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-20 01:01:07 UTC</pubDate>
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         <title>Forum 1 — Equipe 8: Lucas Sousa, João Antônio, Denilo Pereira, Karoliny Barrozo.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1103995257</link>
         <description><![CDATA[<div>Por teorizar vários estereótipos de cunho negativo dos idosos; a teoria da defasagem estrutural pode ser observada em nossa sociedade através de seus impactos prejudiciais ao convívio em sociedade de pessoas de “terceira idade”. Dentre vários outros fatores, essa teoria supõe que o aumento da população idosa é responsável pelo alto custo do serviço previdenciário. Tal ideia traz, implicitamente, a crença de que idosos são inaptos ao mercado de trabalho e suas exigências contemporâneas, lhes restando como única alternativa de subsistência a aposentadoria.</div><div>Nesse sentido, o filme “ Um senhor estagiário” estrelado por Robert De Niro(Ben) e Anne Hathaway(Jules) mostra o desafio de um homem de terceira idade que tenta se readequar ao mercado de trabalho sendo estagiário de uma jovem executiva. O filme traz diversas lições de quebra de paradigmas e novos olhares a estereótipos associados às funções e limitações do idoso. Também na vida real somos levados a refletir sobre a função do idoso na sociedade.</div><div>Em um país que passou recentemente por uma controversa reforma previdenciária, onde o envelhecimento da população foi o principal argumento e vivendo em uma pandemia onde os mesmos constituem grande parte do público de risco, o que fez a população jovem(ou parte dela) restringir sua vida pública levando em consideração tais riscos, essa discussão é necessária, atual e(precisa ser) presente.</div><div>Ao reforçar a existência de tendências naturais e auto-impostas para justificar e relativizar o afastamento e interiorização como características comuns da meia idade e da velhice, a teoria do afastamento naturaliza a solidão pela qual uma imensa parcela dos idosos são relegados. É reforçado por tal que as implicações desse processo seriam benéficas para a sociedade, visto que com a perda das funções sociais e das atividades laborais comuns à vida adulta, o afastamento abriria espaço para a incorporação de jovens naquelas funções, enquanto os idosos passariam a se preocupar mais consigo. O consentimento ali sustentaria a tese de uma passagem natural em prol de uma sociedade pelo e para o trabalho, e o papel do cidadão seria servi-la enquanto pode. </div><div>Ter tais perspectivas reforçam e normalizam o indivíduo como um ser que só tem valor enquanto pode trazer algum retorno, passa a ser marginalizado com data e hora. Desconsidera-se processos mais complexos de invisibilização, onde mesmo aqueles que são economicamente ativos deixam de ser vistos e incluídos como partes fundamentais da estrutura social. A ideia do afastamento sendo voluntário ou não, atropela as compreensões múltiplas do que o indivíduo foi e ainda é, e sem reconhecer a jornada até aquele ponto, entende-se que o isolamento nada mais é que um produto do envelhecimento, e não como sintoma de uma sociedade que quando não anula, estigmatiza a subjetividade de seus indivíduos.</div><div>Concomitantemente, é amplamente difundido uma noção de "metas", isto é, aspirações e conquistas nos âmbitos social e subjetivo. Segundo Havighurst, o criador da teoria da atividade (que sugere toda essa ideia), essas metas estão diretamente relacionadas à idade, cultura e desejos do sujeito, o que significa dizer que há diferentes aspirações a depender da fase da vida e do entorno em que se vive sem desconsiderar os sonhos de cada um.</div><div>É comum associar por exemplo a alguém que se aproxima da idade de adulto a meta de estudar e se tornar o maior depósito de conhecimento possível. O adulto deve sempre evoluir profissionalmente e ser um depósito de dinheiro, produzindo renda para alcançar o sucesso. E o sucesso em sua meta é justamente o que todos almejam, pois isso gera satisfação e apoio social, como se uma missão fosse cumprida. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-20 03:03:32 UTC</pubDate>
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         <title>Fórum 3</title>
         <author>luciannesilva</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1105863975</link>
         <description><![CDATA[<div>Quais os impactos atuais das seguintes perspectivas teóricas a respeito do envelhecimento?<br> 1. Teoria do desenvolvimento da personalidade ao longo da vida<br> 2. Teoria social-interacionista da personalidade na velhice<br> 3. Paradigma do desenvolvimento ao longo de toda a vida<br> 4. Teoria da dependência comportamental ou aprendida<br> 5. Teoria da seletividade socioemocional<br> 6. Teoria do controle primário e secundário<br> 7. Eventos críticos do curso de vida</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-20 14:24:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>FÓRUM 2. Equipe 2: Aléxia Gaspar, Eveliny Costa, Iasmin Emanuelle e Rodrigo Rocha</title>
         <author>iasminfrs</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1106573678</link>
         <description><![CDATA[<div>A teoria da "defasagem estrutural", ao afirmar que a qualidade de vida dos idosos é um aspecto estruturalizado socialmente, impacta, atualmente, em ideias negativas e estereótipos fundamentados por questões econômicas e fortalecidos pela defasagem de políticas públicas. O fato de as instituições falharem em previdência, assistência médica e cultural é, majoritariamente, culpa do gerenciamento delas mesmas. A exemplo disso, tem-se, atualmente, a pandemia de Covid-19, em que as mortes de idosos foram vistas por alguns como alívio ao Governo devido ao custo que essa classe exige. Viu-se uma falta de respeito, também, da sociedade ao público idoso, uma vez que a falta de cuidado com a doença afetaria diretamente os idosos. <br>Já na teoria da atividade, é afirmado que habilidades e conhecimentos são formulados de acordo com cada momento da vida, maturação física e contextos sociais, o que traz uma perspectiva divergente para a velhice, impactando na ampliação do protagonismo dessa fase da vida e indicando que o estímulo à atividade física e mental combate o afastamento. No entanto, apesar da importante percepção da população de "terceira idade" como pessoas ativas, existe todo um ideário sobre os idosos que os impedem de serem, de fato, aceitos como pessoas aptas a continuarem participando ativamente de atividades comuns do cotidiano, causando estranhamento em muitos os fatos de, por exemplo, alguns idosos ingressarem na faculdade, usarem determinadas roupas vistas como pertencentes apenas ao público jovem e frequentarem ambientes como festas e bares, assim como não se é comum encontrar ambientes de trabalho que valorizem a mão de obra dos trabalhadores idosos tão quanto valorizam a mão de obra jovem. Com isso, a teoria do afastamento constata a tendência à interiorização que ocorre na velhice como algo natural e inerente ao envelhecimento. Mas, pode-se ver que nos  dias atuais essa separação dos idosos não se dá de forma individual ou autônoma, uma vez que a sociedade vem evoluindo e ficando cada vez mais complexa, como no setor de tecnologia, não oferecendo espaço para os idosos se envolverem nesta sociedade embasada na "modernidade líquida" e dificultando ainda mais a continuidade de "status" entre os idosos, o que acaba tornando a ideia de "afastamento" dos papéis e recursos sociais uma das únicas opções viáveis para esse grupo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-20 16:40:09 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>FÓRUM 2. Equipe 6: Malena Dacca, Gabriel Dias, Rafael Carlos, Ariel Martins, Jozenilton Benicio</title>
         <author>malenadacca</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1106987297</link>
         <description><![CDATA[<div>Ao analisar as teorias proposta realiza-se que as três têm uma visão de desenvolvimento como ciclo vital e um paradigma biologicista, o qual tem um modelo de crescimento, culminância e contração. É claro que com a produção dessas teorias que se propuseram a estudar a velhice houve um desenvolvimento imenso no que se refere a conhecer o sujeito quando envelheceu, porém, ao estudar elas atualmente percebe-se que elas também trouxeram estereótipos negativos a esses sujeitos. </div><div><br></div><div>Ao falar de estereótipos negativos podemos falar da teoria da defasagem estrutural que de acordo com os autores com o aumento populacional do número de idosos os custo da saúde pública também aumentam, a qualidade de atendimento do serviços da saúde para os mais jovens diminui, assim como a previdência social e os impostos aumentam, por exemplo. Tal teoria ao propor que as estruturas sociais não acompanham o envelhecimento demográfico contribuiu para um afastamento dos idosos da parcela da sociedade, pois ao fazer isso permeia uma ideia desse grupo social que se aproveita do estado, de forma que eles são vistos, na nossa sociedade capitalista, como mais um gasto que o poder público vai ter. No entanto, essa é uma ideia totalmente equivocada, já que, embora eles necessitem de uma rede de apoio, visto que seu corpo biológico envelheceu e é provável que apareçam problemas, os idosos ainda são ativos, alguns trabalham, outros estão disponíveis para voltar a trabalhar, possuem uma vida social ativa, alguns até voltam a estudar, se relacionam, viajam, etc. </div><div><br></div><div>Havighurst propõe na teoria da atividade que existem tarefas evolutivas que estão associadas a idade cronológica e estão organizadas em 7 polos, o sucesso no cumprimento delas produz satisfação e um senso de que conseguirá realizar tarefas futuras enquanto o fracasso nelas produzirá insatisfação e sensação de que irá ter dificuldades em tarefas futuras. A atividade é a tarefa evolutiva proposta na velhice, quem possui uma velhice exitosa com saúde e produtividade é aquela pessoa que se mantém em atividade, enquanto aquela que não é ativa vai apresentar doenças físicas e psicológicas e o afastamento. Atualmente, essa teoria pode ser problematizada por partir de uma visão reducionista, no que se refere a atividade, e que não preza pelo contexto do sujeito, visto que é saudável e feliz quem é ativo fisicamente e mentalmente, enquanto aquelas pessoas que não tem motivação, não tem interesse, procura um estilo de vida mais tranquilo ou não possuem condições tanto econômicas quanto sociais para serem ativas vão estar fora dessa realidade. </div><div><br></div><div>Os autores da Teoria do afastamento afirmam que com a tendência à interiorização típica da meia idade e velhice o afastamento, dos papéis sociais e das atividades da vida adulta, é natural. Eles defendem que esse afastamento é útil tanto para as pessoas que envelhecem quanto para a sociedade mais jovem, já que para esses eles poderiam se preparar para a morte e este outro teria espaço para se desenvolver, seria natural porque o declínio das relações humanas no envelhecimento é normal. Essa teoria ao naturalizar  esse afastamento também naturaliza o descarte dessas pessoas idosas, elas são vistas mais como produtos que já forneceram o que tinham que fornecer e menos como sujeitos que apesar de terem escolhidos se retirar de algumas atividades ainda possuem tempo para se redescobrir como seres humanos e aproveitar o que ainda tem para viver. A teoria acaba reduzindo esse grupo a seres descartáveis que não possuem opiniões ou desejos, mas na verdade eles são indivíduos que possuem o direito de decidir o que querem fazer ou deixar de fazer.<br><br></div><div>Portanto, apesar dessas teoria terem dado alguns passos à frente no que se refere aos estudos do envelhecimento e dos sujeito que passam por ele, elas também contribuíram para alguns pensamentos estereotipificados que olham o idoso como um ser inativo, descartável, dependente, etc, o que não corresponde ao que demonstra a realidade vivida por eles mesmos. </div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-20 18:01:39 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>FÓRUM 2. Equipe 7: Ana Rizia, Carlos Henrique, Catharina Oliveira, João Carlos, Luís Gustavo </title>
         <author>jcnobregaramos</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1107979016</link>
         <description><![CDATA[<div>A Teoria da Estratificação etárias tem como cerne de sua abordagem a clivagem dos sujeitos em distintas faixas de idade e, por conseguinte, com distintas funções e operações. Embora essa abordagem possa nortear certas discussões, ela carece de outros recortes para uma análise com maior minúcia. Sobretudo, porque segmentar porções tão plurais apenas por faixas etária é problemático por si só e torna-se mais problemático ao observar as suas reverberações, como o estigma relacionado a velhice. Desse modo, observa-se que uma parcela dos estereótipos relacionados aos idosos parte do princípio de que estes seriam incapazes ou, se capazes, teriam maior dificuldade de operar as funções sociais relativas à vida adulta, como trabalho, estudo etc. Sendo, portanto, a estereotipização dessa faixa etária, de certo modo, uma herança dessa concepção teórico-metodológica que ecoa nos dias de hoje. Ademais, essas reverberações demandam de nós, enquanto profissionais, uma aproximação teórico-prática de outras perspectivas teóricas, demanda que tracemos novos horizontes.<br><br></div><div>A teoria do afastamento, por sua vez, conduz ao raciocínio de que, conforme avançamos em idade, nos afastamos dos vínculos, tarefas e operações em sociedade. Seja por acordos, como aposentadorias, em que o sujeito se afasta de seu núcleo laboral e, por conseguinte, do nicho social anteriormente ocupado ou por experiências involuntárias como afastamentos por saúde debilitada etc. Essa teoria é relevante para pensarmos aquilo que se pensa quando se fala em “aposentadoria por invalidez”. O sujeito deixa de ser válido ao deixar de ocupar centralmente as operações econômicas da sociedade? Tal reflexão ilustra nosso papel enquanto estudantes ao abordar um tema tão delicado em nossa cultura. Repensar os horizontes do que entendemos como válido ou como nulo é preponderante para que não se faça uma análise patologizante e, por conseguinte, entenda-se que esse afastamento dos nichos sociais anteriormente ocupados não é uma invalidez, mas sim uma mudança, uma etapa diferente. Sobretudo, porque essa desvinculação não precisa ser, necessariamente, carregada de sofrimento psíquico.<br><br></div><div>A teoria da atividade foi postulada na década de 50 por Havighurst, e ela se propunha a entender a ligação entre a atividade e a satisfação na velhice. Para este autor, quanto mais ativo for o idoso mais satisfeito e feliz ele será, portanto, o que causaria o “decadência” não seria propriamente o envelhecimento em si, mas justamente a inatividade. Vale também ressaltar que para Havighurst, os fatores biológicos interagiriam com os fatores sociais para criar “tarefas evolutivas”, e a atividade seria positiva para tal pois faria com que o idoso fosse visto positivamente pela sociedade, ou grupo, no qual se insere, e isso o ajudaria a compreender a si mesmo de forma bastante positiva. Posteriormente essa teoria foi revisitada por outros autores, como Rowe &amp; Kahn, que adicionaram a ela a ideia de que manter a atividade seria importante para evitar doenças e para manter o funcionamento físico e mental, e por Silverstein &amp; Parker, que falam sobre a adaptação do lazer para a velhice. <br><br></div><div>A teoria da atividade já tem quase 70 anos, e a sua maior aplicabilidade estão talvez no combate a certos tipos de doenças, como a depressão em idosos, além de claro, fazer com que este grupo etário não fique mais somente isolado “esperando pela morte”. A teoria da atividade busca fazer com que as pessoas idosas sejam vistas como entes importantes e ativas dentro da sociedade, porém, as atividades em que elas tem de se engajar são aquelas que causem real prazer nelas, não se pode negar a história de vida e os desejos daquela pessoa somente porque ela está velha. Sendo assim a teoria da atividade pode encontrar certas dificuldades práticas quando toca em certos estereótipos. Neste ponto acho interessante citar o oitavo episódio de “Master of None”, uma série da Netflix. Neste episódio Dev, o personagem principal da série, se depara com a morte do avô de seu melhor amigo, e como sua avó mora na Índia, ele decide ir visitar a avó de sua namorada. Acontece que após uma conversa Dev descobre que Carol (a avó) é uma pessoa bastante ativa, e só está num asilo por conta de uma queda que levou, e que na verdade não consegue se entreter com as atividades que são propostas dentro daquele ambiente, e que também, é impedida de sair sozinha. Então eles fogem e buscam ter uma experiência que realmente agrade Carol, indo a um restaurante italiano que ela gosta muito, e depois disso a senhora foge para um jazz club para cantar algumas músicas. É interessante ver que nessa série, apesar do tom de comédia, algumas coisas se escancaram, como a infantilização do idoso e como ele é obrigado a participar de atividades pelas quais não tem a menor identificação. Logo percebe-se que a teoria da atividade é muitas vezes utilizada junto com uma má interpretação, como se a atividade se referisse somente a ocupar o tempo, e não causar o devido prazer que deveria causar. <br><br></div><div>Como um bom exemplo de como a atividade pode levar a um engrandecimento pessoal vemos o segundo capítulo de “Um jeito de ser”, de Carl Rogers. Intitulado de “Crescer envelhecendo ou envelhecer crescendo” este capítulo é um ensaio vivencial de Rogers caminhando dos 65 para os 75 anos, e é muito interessante a sua fala quando ele comenta o quanto produziu nestes anos, que segundo o próprio foi a década de maior produtividade de sua vida, e o quanto ele conseguiu se engajar física e psicologicamente em relações e projetos mais sensíveis. Vale a pena também ressaltar como Rogers comenta o processo de envelhecer, mesmo que sinta a defasagem física, como um processo de se tornar sensível, uma vez que ele diz que é capaz de relações cada vez mais intimas sem que tenha as vergonhas que tinha antes, além de claro, o cuidado que ela passa a ter posteriormente com pessoas próximas a ele. Para mim este capítulo de livro envolve muito bem tudo o que de melhor a teoria da atividade tem para oferecer, pois Rogers é capaz de engajar-se em atividades que são proveitosas para ele, envolvem tanto atividades físicas quanto intelectuais e o ajudam a contínuas crescendo dentro do estigma da velhice.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-20 22:55:04 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>FÓRUM 3. Equipe 7: Ana Rizia, Carlos Henrique, Catharina Oliveira, João Carlos, Luís Gustavo </title>
         <author>jcnobregaramos</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1129545539</link>
         <description><![CDATA[<div>Teoria do desenvolvimento da personalidade ao longo da vida, segundo Erikson (1959)</div><div>Em Erickson, podemos ver o desenvolvimento como sendo superação de obstáculos provenientes de crises que perpassam o ciclo vital. Erickson divide em oito, as fases ou crises que, segundo ele, são formadoras da personalidade, fazem parte da evolução e agregam qualidades ao ego. As crises que correspondem à idade adulta, à maturidade e à velhice são, respectivamente: Intimidade x Isolamento, Geratividade x estagnação e Integridade do Ego x desespero; a superação delas gera amor, respeito e sabedoria. Cada crise se relaciona uma com a outra desde a infância, e o desdobramento delas depende também de causas socioculturais. No caso dos idosos, as crises e a superação delas depende muito da experiência de vida.</div><div>Teoria social-interacionista da personalidade na velhice, segundo Neugarten (1969) e Neugarten et al., (1965)</div><div>Neugarten assume o paradigma do curso de vida para explicar o desenvolvimento. Ela utiliza como metáfora o relógio social, que descreve os momentos e as fases de interação que marcam o desenvolvimento. O curso de vida integra uma perspectiva que vem de fora do sujeito, como crenças e normas que envolvem faixa etária e também eventos de ordem subjetiva do sujeito. Para a autora, o desenvolvimento é gradual e marcado pelo o que ela chama de elementos de transição, que podem ser normativos ou idiossincrásicos. Os normativos são aqueles que acompanham determinada fase da vida e que conversam com a cultura, como por exemplo, entrar na escola. Idiossincrásicos dizem respeito à impressão subjetiva do sujeito, não acompanham regras ou normas. Esses momentos de transição facilitam mudanças adaptativas ao sujeito, que pode melhor se adequar a elas ou não.</div><div>Paradigma de desenvolvimento ao longo de toda a vida, segundo Baltes (1987; 1997)</div><div>Baltes descreve o desenvolvimento considerando múltiplas influências que se dividem em 3 classes: idade, história e não normativas (ou idiossincrásicas), todas têm interação com elementos biológicos e socioculturais. Para explicar essa interação, Baltes descreve a plasticidade biológica como um dos fatores de desenvolvimento que evolui nas idades pré reprodutiva e reprodutiva, mas que declina ao passar do tempo. Esse declínio biológico teria influência sobre a adaptação e a possibilidade de desenvolvimento do indivíduo. Para que haja a continuação do desenvolvimento, segundo o autor, é preciso progresso e recursos culturais, como por exemplo, aquisição de tratamentos para doenças, melhorias na habitação e na oferta de saúde e de educação. No entanto, segundo ele, há um limite também para esse desenvolvimento, o qual se dá pela idade e pela capacidade de adaptação do sujeito. Essa perspectiva considera bastante o modelo de seleção e de adaptação biológicos, mas também enxerga como elementos culturais podem ajudar a estender e a melhorar a capacidade de desenvolvimento ao longo das idades e principalmente durante a velhice.</div><div>Teoria da dependência comportamental ou aprendida, segundo M. Baltes</div><div>A teoria da dependência comportamental ou aprendida traz diversos esclarecimentos sobre a dependência na velhice. O primeiro deles é que a dependência não está restrita a fases do desenvolvimento como velhice ou infância, ela pode acontecer em qualquer período do desenvolvimento, em situações como deficiências físicas, cognitivas e doenças psiquiátricas. Essa constatação nos faz pensar como a dependência pode se apresentar em diversos períodos da vida, por diferentes motivos e não está restrita à velhice. Outra observação importante é que a dependência comportamental do indivíduo idoso, apesar de seus declínios físicos e</div><div>cognitivos, é um comportamento aprendido e reforçado pela sociedade. Ou seja, a dependência comportamental do idoso não deve ser entendida apenas como um evento natural, ela pode ser reforçada em ambientes super protetores e infantilizados, que punem a independência. Isso pode prejudicar de maneira drástica a autonomia e o emocional do indivíduo, que passa a ser infantilizado e tem seu poder de escolha diminuído. Todavia, apesar da limitação da autonomia que a dependência comportamental pode causar, ela pode ser funcional em alguns níveis, visto que pode vir a compensar perdas causadas pela idade e evitar desgaste físico e emocional. Essa teoria apresenta uma enorme contribuição no entendimento da complexidade da dependência na velhice e nos ajuda a evitar superproteções e infantilizações na convivência com o idoso. A teoria nos faz entender a importância de manter uma dependência funcional, que apenas compense as perdas naturais do processo de envelhecimento, sem diminuir o indivíduo.</div><div>Teoria da seletividade socioemocional</div><div>Proposta por Carstensen, busca explicar o afastamento social, a diminuição da interação e das respostas emocionais na velhice, levando elementos subjetivos em consideração. A autora adota nessa teoria, a relação com o tempo e a perspectiva de futuro como pontos de partida para explicar esses elementos. Segundo ela, a consciência de tempo é menor na velhice do que na juventude, o que faz com que a qualidade das relações emocionais seja mais importante do que a quantidade dessas, explicando assim, a seletividade emocional e o afastamento social. Tal fato ocorre pois, na velhice, busca-se relações que ofereçam maior conforto emocional, não significando uma perda propriamente dita, mas sim uma adaptação, para que ocorram menos desgastes emocionais e aumentem as sensações de conforto e de bem estar.</div><div>Teoria do controle primário e secundário, segundo Heckhausen e Schulz (1995)</div><div>Diz respeito ao controle e à percepção do controle sobre o ambiente físico e social. Uma vez que os idosos tendem a não perceber e a não ter controle sobre seu corpo e sobre os acontecimentos ao seu redor, devido a alguma incapacidade física ou neurológica, há grande probabilidade de apresentarem depressão, ansiedade, baixa autoestima a e baixo senso de autoeficácia, prejudicando a capacidade de reação. No entanto, quando não é possível solucionar a situação, formas de adequação e de adaptação são possíveis para evitar maiores desgastes. É com isso que Heckhausen e Schulz (1995) definem como primário, o controle do ambiente em prol de si, a fim de aumentar o domínio sobre o ambiente e o desenvolvimento. O controle secundário é a adequação de si mesmo ao ambiente, a fim de reparar perdas no controle primário. Segundo Heckhausen e Schulz (1995), as estratégias de controle primário e secundário podem ter capacidades funcionais ou disfuncionais, de cunhos verídicos ou ilusórios, o que significam que podem ou não ser eficazes, afetando também o desenvolvimento do indivíduo. São influenciadas pelo modo de vida dos sujeitos, como devoção e crenças, por exemplo.</div><div>Eventos críticos do curso de vida, segundo Diehl (1999)</div><div>Este modelo considera que os eventos de caráter negativo na velhice são muito mais imprevisíveis e podem ocorrer a qualquer momento, como doença, acidentes, perda de algum parente e até mesmo a morte. A capacidade de reação a esses eventos é diretamente influenciada pelo modo de vida, como condição socioeconômica e relacionamentos afetivos, por exemplo, e influenciam no processo de envelhecimento e de adaptação dos idosos. Eventos ligados ao adoecimento ou morte, por exemplo, podem suscitar nos idosos pensamentos e</div><div>sentimentos de finitude, levando a estados depressivos e de afastamento emocional. Algumas situações são responsáveis por dificultar a vida dos idosos, como pobreza, moradia não digna, falta de assistência à saúde e de alimentação, desencadeando situações de estresse e favorecendo o surgimento de doenças. O diferencial dessa teoria é justamente acreditar que fatores sociais são cruciais para explicar a variação de reação e de efeitos desses eventos na velhice. Também leva em consideração que a capacidade de reagir a esses eventos depende de condições subjetivas. O controle proativo diz respeito aos elementos que o sujeito busca para valorizar seu próprio desenvolvimento, suscitando sensações de bem estar. O controle reativo diz respeito às formas de enfrentamento do sujeito, a maneira como ele o percebe e percebe as condições ao seu redor. Eventos críticos são processos que vão se desenvolvendo ao longo da vida e que demandam grande ajuste emocional. A capacidade de reação e a forma como o indivíduo lida com esses eventos podem ser influenciadas ao longo da vida, por meio da religião, da família, do ciclo amoroso e de amizades, por exemplo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-27 01:16:37 UTC</pubDate>
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         <title>FÓRUM 3. Equipe 2: Aléxia Gaspar, Eveliny Costa, Iasmin Emanuelle e Rodrigo Rocha</title>
         <author>iasminfrs</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1131178401</link>
         <description><![CDATA[<div>As teorias psicológicas de transição abordam sobre as mudanças que ocorrem durante o desenvolvimento humano, principalmente durante as fases de transição em que os indivíduos passam de determinada "fase da vida" para outra. De acordo com a teoria do desenvolvimento da personalidade ao longo da vida, Erikson afirma a existência de oito fases sucessivas durante o desenvolvimento humano, em que cada uma apresenta uma crise evolutiva perpassada pelo contexto social no qual o ser está inserido, de modo que a resolução de cada crise se dá com a aquisição de novas qualidades pelo ego e com o domínio das tarefas evolutivas propostas para cada fase - de modo que na fase da velhice o autor cita a sabedoria como sendo a qualidade do ego resultante da resolução das crises nessa fase, sendo considerado sábio o idoso que interioriza os ensinamentos e as experiências adquiridos em todas as fases do seu desenvolvimento, forma um ponto de vista de autoaceitação e aceitação da morte e preocupa-se em deixar um legado espiritual e cultural. No entanto, sabe-se que essa fase de transição em específico, da maturidade para a velhice, é permeada por conflitos psíquicos e sociais que envolvem o sentimento de estagnação social, desamparo, perca de autonomia, entre tantos outros que atrapalham essa "resolução das crises" de forma satisfatória como propõe o autor. Atrelada a essa dificuldade de transição, há a teoria social-interacionista da personalidade na velhice, que aborda essa transição para a velhice como sendo oriunda tanto de eventos biológicos quanto de eventos psicossociais, de modo que Neugarten aborda sobre um "relógio social" que serve para regular o senso de normalidade e pertencimento a um grupo, em que em cada fase do desenvolvimento o indivíduo é rodeado de pessoas pertencentes ao mesmo grupo de idade e condição social que o apoiam durante as mudanças e as fases de transição. A autora, no entanto, faz uma distinção dessas mudanças entre "normativas e idiossincráticas", em que, durante as mudanças normativas, os indivíduos recebem apoio e amparo do grupo social ao qual pertencem, enquanto as mudanças idiossincráticas são vividas isoladamente pelos indivíduos, sendo consideradas "eventos únicos", não normativos, causando um isolamento social do indivíduo que passa por essa mudança. Geralmente, a velhice, apesar de ser uma transição de fase de vida comum para todos, é vivida idiossincraticamente, visto que a maioria das pessoas, à medida que envelhecem, tornam-se cada vez mais solitárias, desenvolvendo um sentimento de não-pertencimento à normalidade social, o que é causado tanto por uma não aceitação das mudanças biológicas e sociais associadas à velhice quanto pelo abandono parental e social muito comum nessa idade. Então, apesar de a autora considerar que os idosos bem adaptados são aqueles que lidam bem com o envelhecimento, deve-se ressaltar a importância do amparo social para que os idosos  não lidem com essas mudanças de forma solitária.<br>Adentrando nas teorias contemporâneas, há 3 principais teorias:  Na teoria do desenvolvimento ao longo da vida, proposta por Baltes (1987), pode-se afirmar que é notória a sua incorporação em diversas perspectivas teóricas para a psicologia, principalmente cognitiva-comportamental, impactando, principalmente, para os estudos sobre diferentes processos como memória, funcionamento físico e domínio do bem-estar tanto no desenvolvimento e envelhecimento normal ou patológico. Na teoria da Seletividade socioemocional ao longo da vida, proposta por Carstensen (1991),  há o impacto no trabalho clínico com idosos envolvendo relações sociais e métodos de controle emocional. Já a teoria da Dependência comportamental ao longo da vida, proposta (1996), traz diversos impactos práticos no convívio com idosos frágeis (hospitalizados e institucionalizados), identificando padrões de incapacidades. A teoria do controle primário e secundário, ao falar sobre as estratégias usadas para mudar o ambiente de acordo com os desejos, e os esforços para se adequar ao ambiente, impactou nos estudos sobre as diferentes formas que os idosos se comportam para preservar sua autoestima e saúde psíquica, como o uso de amuletos descrito pela autora, além da ressignificação de estresses que surgem com a idade, na tentativa de se adaptar ao ambiente. Por fim, os Eventos críticos do curso de vida impactaram ao trazer novos aspectos de estudo sobre idosos. Entre esses aspectos, têm-se a probabilidade do evento ocorrer em relação a posição socioeconômica do sujeito, e, também, ao sistema de motivação de cada sujeito - sendo eles aspectos novos e importantes que analisam como as experiências prévias dos idosos afetam suas respostas ao lidarem com situações críticas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-27 12:09:34 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Fórum 2. Equipe 1: Yasmin Alencar, Fernanda Lara, Letícia Alves e Vitória Pitta</title>
         <author>yasmin_alencar</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1134309123</link>
         <description><![CDATA[<div>Primeiramente, deve-se pontuar que as teorias psicológicas do desenvolvimento surgiram no contexto de conjunto de mudanças sócio-históricas, que segundo <mark>Neri (2013)</mark>, determinaram a constituição da velhice como categoria social, trazendo três paradigmas no que tange às teorias psicológicas do desenvolvimento: os “ciclos de vida”, “curso de vida” e “desenvolvimento ao longo de toda a vida”. Nesse sentido, didaticamente essas teorias são divididas em clássicas, de transição e contemporâneas. A <mark>Teoria da Defasagem Estrutural </mark>é ancorada na teoria sociológica de estratificação por idade, enquanto as Teorias do Afastamento e da Atividade estão inclusas nas que são chamadas de Teorias Clássicas. </div><div><br></div><div>Na primeira teoria, nos deparamos com o conceito de defasagem estrutural, que surge como uma forma de explicar o afastamento dos idosos na sociedade. Aqui, as estruturas sociais não seriam capazes de oferecer aos idosos economicamente improdutivos o mesmo que oferecem, em termos de benefícios sociais, àqueles membros que são produtivos. Para Neri, trata-se de uma fonte importante de atribuição de estereótipos negativos aos idosos, influenciando muito em crenças do tipo que creem que o aumento de número de idosos na população automaticamente gera um aumento nos custos dos serviços de saúde e da previdência social, além da precarização no atendimento das outras pessoas e aumento da carga tributária. Atualmente podemos claramente perceber essa atribuição negativa aos idosos com a <mark>Reforma da Previdência</mark> (2019), que justifica o aumento do tempo de contribuição com uma crença de que a previdência estaria recebendo menos e pagando mais, proporcionalmente, ao longo dos anos, tendo em vista o aumento do número de idosos e a longevidade de suas vidas, o que geraria um “rombo” na previdência social.</div><div><br></div><div>A Teoria do Afastamento, juntamente com a Teoria da Atividade, influenciaram muito na organização de movimentos sociais de adultos e idosos, de programas de ocupação do tempo livre, de propostas de educação permanente, de universidades da terceira idade, dentre outros. Na <mark>Teoria do Afastamento</mark>, aponta-se a tendência dos idosos para o afastamento, que ocorreria de maneira natural; nesta, o afastamento ou desengajamento seria requisito funcional da estabilidade social e as relações e envolvimentos emocionais idoso decresceriam. </div><div><br></div><div>Na elaboração do material, nos dispusemos de uma avaliação crítica à teoria no que toca à questão da naturalização disso. Até que ponto esse afastamento deve ser compreendido e tratado como natural? Melhor explicando, esse idoso tem realmente a tendência inerente de afastar-se, ou o contexto no qual está inserido, aliado ao etarismo enraizado na sociedade, não lhe permitem a oportunidade, vez e voz de se manter próximo, caso fosse de sua vontade? É de extrema relevância, ao tratarmos dessas questões, levarmos em conta cada idoso como um indivíduo único, com diferentes contextos, demandas, histórias de vida e todas as questões sociais, culturais, históricas e de saúde que o cercam, para que possamos compreender, unicamente, como e por que o idoso se utiliza e lida com esse afastamento. No texto, Neri aponta que “o declínio das interações sociais é inerente ao envelhecimento”. Podemos dizer que, com base no <mark>período sócio-histórico-cultural de pandemia </mark>que estamos vivendo, muitas vezes isso se provou falho, posto que algumas das maiores queixas dos idosos com relação ao isolamento são em relação ao afastamento forçado e a consequente perda de espaço para suas multiplicidades de interações sociais. Outro exemplo, em contraposição ao distanciamento, é a questão de, cada vez mais, mesmo que ainda extremamente deficitária, se construírem <mark>espaços de inclusão dos idosos</mark>, influenciados, exemplificadamente, pela mídia e por um maior acesso desse público às <mark>redes sociais</mark>, fazendo com que mais jovens e idosos estejam progressivamente dividindo os mesmos espaços de lazer e trabalho, por consequência, aproximando-se e contribuindo um com o outro. </div><div><br></div><div>A <mark>Teoria da Atividade</mark>, por sua vez, se organiza em torno de sete polos: crescimento físico, desempenho intelectual, ajustamento emocional, relacionamento social, atitudes diante do eu, atitudes diante da realidade e formação de padrões e valores; a atividade é descrita como uma condição de uma velhice com êxito, caracterizada por bons níveis de saúde e produtividade, por exemplo. Essas teorias têm em comum o fato de aderirem à ideia de que a atividade é fonte de saúde e dignidade, além de utilizarem um novo termo para designar a velhice: a “terceira idade”. Essa nova forma de nomear foi marcada pela atividade e pela produtividade na ocupação de um tempo livre, com atividades que dignificam o trabalho realizado nas segunda e primeira idades. </div><div><br></div><div>Portanto, partindo do que foi dito e da fala de Neri: “a atividade, descrita como condição de uma velhice exitosa, caracterizada por altos níveis de satisfação, saúde e produtividade”, podemos fazer relação com uma velhice ativa, que atualmente, com os avanços nas tecnologias, na medicina, até aumentos da expectativa de vida, se faz cada vez mais possível. Como exemplos do cotidiano de tudo isso, podemos ver nos conhecidos <mark>forrós</mark> para os idosos, atividades de lazer e descontração oferecidas nos <mark>CUCAS</mark> e algo que, felizmente, vem crescendo, mesmo que aos poucos, que é a <mark>entrada de idosos nas Universidade</mark> para alcançar a velhice exitosa, plena e satisfatória. No cinema atual, em uma pegada mais humorística, podemos citar a avó da Chapeuzinho em “<mark>Deu a louca na Chapeuzinho</mark>”, que rompe e foge completamente do padrão que normalmente é esperado do idoso, como aquele que é passivo, com a saúde extremamente debilitada e insatisfeito; a vózinha do filme se mostra extremamente ativa, fazendo o que verdadeiramente a faz bem. Porém, podemos também ver o impacto que a sociedade tem nesse idoso a partir do momento em que ela, no início, tenta esconder ao máximo da sua neta todas as suas peripécias, nos lembrando da necessidade de constantemente romper com estereótipos que ainda estão bastante enraizados e entender o idoso como capaz de ativamente alcançar os níveis de satisfação, saúde e produtividade.</div><div><br></div><div>Percebemos, por fim, que parece de profunda importância destacar que todas as teorias são essenciais e grandes contribuintes para os estudos sobre a velhice, mas que é indubitável a importância, também, de analisá-las criticamente, e de não as tratarmos como verdades universais, generalizando as subjetividades e invisibilizando sujeitos.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-28 00:58:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>FÓRUM 3. Equipe 4: Marta Clarice, Alana Lobo, João Pedro, Laryssa Rabelo, Maria Clara, Priscilla Muritiba. </title>
         <author>joaopedroms</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1134495340</link>
         <description><![CDATA[<div>Como visto anteriormente, as teorias psicológicas clássicas focavam em crescimento/culminância/contração e traziam estereótipos negativos à velhice. Por essas teorias trazerem uma visão errônea e não contemplar completamente o envelhecimento, segue-se, então, para teorias psicológicas de transição que, apesar da influência do paradigma antigo, apresenta etapas e fases do desenvolvimento com mudanças adaptativas. Dentre essas teorias, estão a de desenvolvimento da personalidade ao longo da vida segundo Erikson e a social-integracionista da personalidade na velhice segundo Neugarten. A primeira teoria associa o desenvolvimento a sucessão de oito fases que são acompanhadas de uma crise evolutiva, na qual o Ego muda ao longo da vida e modifica vivencias, comportamentos e personalidade. Dessa forma, a tensão criada entre cada crise originaria a qualidade do ego e o crescimento. É importante destacar que Erikson admite que cada crise depende de forças socioculturais que levarão ao domínio de tarefas, garantindo assim, a continuidade e o desenvolvimento cultural. Logo, a segunda teoria, segundo Neugarten, possui um viés muito ligado ao senso comum, visto que, de acordo com ele, o desenvolvimento poderia ser comparado a um relógio social o qual traz mecanismos sociais de temporalização dos cursos de vida e acaba sendo responsável pela ideia de que se tem tempo e idade certa para tudo, como tarefas determinadas para cada idade da vida, essas sendo denominadas como transições normativas que estão de acordo com a época e a cultura, possuindo, assim, apoio social. Sendo assim, para ele, as que fogem do conceito de normalidade seriam mais raras e vividas de forma solitária, gerando grande impacto emocional. Comparando-se com as teorias consideradas de transição, entende-se as chamadas teorias contemporâneas do desenvolvimento como mais capazes de relacionar a vida e os processos do curso da vida com as variáveis micro e macrossociais, além de trabalharem com pesquisas experimentais que trazem para si um superior rigor científico. Nesse sentido, inúmeros são os impactos dessas teorias. No que se refere ao Paradigma de Desenvolvimento Ao Longo De Toda A Vida – segundo Baltes –, vale ressaltar, sobretudo, a importância traga à tona à relação biologia-cultura, a qual rege o desenvolvimento do ser humano, por meio de estratégias (metatoria: seleção, otimização e compensação) de utilização de seus recursos pessoais, em relação direta com o meio e com outras pessoas. A cultura influi no desenvolvimento do sujeito na medida em que auxilia ou atrapalha o manejo de seus recursos pessoais. A biologia, por outro lado, mas concomitantemente, se faz presente nos próprios recursos, promovendo limitações naturais, com o passar do tempo, ou de outras naturezas, como genética etc. De uma forma geral, contribuiu-se com a perspectiva de otimização de recursos e compensação de perdas, como sendo um norte para o desenvolvimento do ser ao longo da vida. Já no que diz respeito a Teoria da Dependência Comportamental Aprendida, segundo M. Baltes, também houve contribuições genuínas. Em primeiro lugar, trazer à tona a noção de que a dependência não é exclusiva de determinadas fases da vida – normalmente atribuída a infância e a velhice. Outrossim, a elaboração do conceito de dependência comportamental da luz para a melhor compreensão dos motivos pelos quais comportamentos dependentes ocorrem, ao promover reflexões sobre o manejo de recursos pessoais e o comportamento de outras pessoas que convivem com o sujeito que se permite mostrar dependente, de modo que o repertório comportamental dos primeiros influi diretamente no do último – fato que deve ser notado e alertado, por exemplo, quando os cuidadores de um (a) idoso(a) empatam ou desestimulam sua independência, reforçando, portanto, comportamentos dependentes. Ademais, M. Baltes apresenta críticas aos motivos das respostas sociais à dependência comportamental, apresentadas como fruto de um medo de culpa ou punição, ou de um almejo por reforço social. Além disso, promove a reflexão de como essas respostas variam de acordo com o valor dado pela sociedade ao grupo que se apresenta dependente, de tal modo que as expectativas de resultados de desenvolvimento dos envolvidos ditam, muitas vezes, a forma como as pessoas reagem tanto a dependência, quanto a independência comportamental- o que pode ser observado, por exemplo, num desprezo, infelizmente, recorrente a idosos, justificado por uma visão dos mesmos como “destinados a morrer logo” e, portanto, pouco relevantes de preocupação com seu desenvolvimento. A aplicação de testagens empíricas e laboratoriais para buscar explicações sobre o afastamento social culminou na criação da Teoria de seletividade socioemocional por Carstensen, que sugeria que a redução da participação social na velhice é um resultado da reorganização dos afetos, de uma redução de parceiros sociais, priorizando aqueles que são mais relevantes nas suas metas, as quais agora são de curto prazo e mais significativas em comparação com as metas da juventude. Tal hipótese foi testada não só em idosos, mas também em pacientes jovens em estado terminal, e nesse caso também se constatou que ao fim da vida se deixa de priorizar a busca de informação e se começa a priorizar uma regulação emocional, buscando um conforto maior nesse aspecto da vida. Os idosos que mantém contatos emocionais com pessoas afetivamente mais próximas desfrutam de mais bem-estar que os que não o fazem. Tal teoria potencializa a ideia de uma velhice ativa, na qual o indivíduo teria mais poder sobre si mesmo e a relação com o exterior, tendo capacidade de escolher dentre os afetos que fazem mais o bem para si mesmos. O processo de envelhecimento traz consigo um aumento na perda de controle do indivíduo sobre seu corpo e sobre seu ambiente imediato, por isso, é muito interessante pensar essa fase da vida a partir da teoria do controle primário e secundário proposta por Heckhausen e Schulz, na qual o controle primário seria a capacidade de adequação do ambiente aos desejos do indivíduo e o controle secundário a capacidade de adequação do próprio indivíduo ao ambiente.Esses dois tipos de controle podem ser classificados como funcionais ou disfuncionais e como verídico ou ilusório. O controle secundário vem justamente como uma ferramenta autorreguladora que auxilia na resiliência psicológica desses indivíduos a partir da ressignificação das perdas em controle primário. Na teoria dos eventos críticos do curso de vida, Diehl coloca que eventos não normativos e incontroláveis possuem um impacto maior nos indivíduos que estão na velhice, já que esses estão sujeitos à uma realidade de diminuição do horizonte temporal, juntamente com uma debilitação do corpo que acompanha o aumento da dependência de outras pessoas. Por isso, indivíduos que estão experienciando esse momento da vida apresentam uma maior dificuldade em manter uma resiliência psicológica já que a frequência de eventos críticos se torna maior. Um recorte interessante de se pensar é a velhice preta e periférica brasileira que apresenta uma incidência de eventos críticos bem maior do que a velhice branca de classe média e alta, por estar numa condição de vulnerabilidade e constante exposição à esses acontecimentos, o sofrimento psíquico desses indivíduos tende a ser muito grande o que potencializa os efeitos de doenças crônicas e  consequentemente diminui a expectativa de vida, mantendo essas pessoas num lugar de invisibilidade e descaso.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-28 02:53:49 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>FÓRUM 3. Equipe 3: Jamila Silva, Ana Beatriz, Sara Maciel, Joaquim Martins, Thais Queiroz</title>
         <author>jamila12</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1136540816</link>
         <description><![CDATA[<div>Nessas teorias o desenvolvimento ganha um caráter contínuo, ou seja, elas trabalham com a noção de um desenvolvimento que não é linear e atravessado por diversas questões como contexto, cultura, o paradigma de curso de vida e entre outros.<br><br></div><div><strong><mark>Na teoria de desenvolvimento da personalidade ao longo da vida, segundo Erickson,</mark></strong><mark> </mark>os seres humanos passam por oito fases (crises) de desenvolvimento, de modo contínuo. Essa teoria sofreu uma grande influência da teoria psicossexual de Freud, no entanto, Erickson aborda um desenvolvimento que perpassa da infância à velhice, e que também é resultado da articulação entre fatores biológicos, sociais e individuais. Nesse sentido, essas fases são dinâmicas e representam um constante processo de desenvolvimento da personalidade e identidade do sujeito. Também é importante enfatizarmos que as crises são advindas de duas forças opostas que podem criar tensões e desafios com a pretensão de originar qualidades ao ego e contribuir para o crescimento do sujeito (NERI, 2013). Dito isso, as oito fases do desenvolvimento, segundo Erickson são: Primeira fase (Confiança x desconfiança); segunda fase (Autonomia x vergonha e dúvida); terceira fase (Iniciativa x culpa), quarta fase (Trabalho x Inferioridade); quinta fase (Identidade x difusão da identidade); sexta fase (Intimidade x isolamento); sétima fase (Geratividade x estagnação); oitava fase (Integridade x desespero). Essa teoria do desenvolvimento, em particular, nos lembrou muito a teoria do apego, principalmente em relação à figura cuidadora como suporte à criança, contribuindo para o seu desenvolvimento e a como ela irá se portar em relação ao mundo.</div><div><strong><mark>Na Teoria social-interacionista da personalidade na velhice, segundo Neugarten (1969) e Neugarten et al., (1965),</mark></strong><mark> </mark>o desenvolvimento perpassaria eventos de transição de natureza biológica e sociológica. Nesse sentido, os eventos de transição, como monarca, aposentadoria e entre outros fomentam mudanças adaptativas. À vista disso, existem dois tipos de transição as denominadas normativas, que ocorrem num determinado período esperado, e as idiossincrásicas, que são mais imprevisíveis. Nesse contexto, nas normativas, geralmente, os indivíduos vivenciam a transição com pessoas do seu mesmo grupo de idade, gênero, classe, o que garante um apoio emocional, social e senso de normalidade, enquanto as idiossincrásicas são o oposto, a transição é vivenciada de maneira solitária (NERI, 2013).</div><div> Além disso, segundo essa teoria, os idosos que melhor se adaptam as mudanças, advindas do envelhecimento, tem o melhor estilo de vida. Com base nisso, uma notícia nos chamou a atenção, mesmo milhares de casas de idosos terem um caráter por vezes desumano e duvidoso, recentemente o G1 postou uma matéria em que idosos de um abrigo foram vacinados contra a covid-19 e demonstram grande contentamento por estarem partilhando do momento feliz, com a trilha sonora de “bum bum tam tam” uma música representante do movimento a favor da vacina do Instituto Butantam, explicitando que uma velhice compartilhada é bem melhor, realmente.( link do vídeo em anexo)</div><div><strong><mark>No Paradigma de desenvolvimento ao longo de toda a vida, segundo Baltes (1987; 1997)</mark></strong><strong>,</strong> o desenvolvimento é constante, dinâmico, interacionista e atravessado pelos diversos contexto, sendo, portanto, algo multidimensional. Dito isso, segundo Baltes, existem 3 classes de influência sobre o desenvolvimento, que são: As influências graduadas por idade, influências graduadas por história e influências não normativas. A primeira influência consiste em ser mudanças previsíveis e de natureza genético-biológica, que acontecem ao longo da idade (NERI, 2006); a segunda são influências que afetam, de modo mais específico, indivíduos de uma mesma coorte, e terceira são influências imprevisíveis, como a perda de emprego, viuvez, perda de filhos e entre outros, algo que demanda muito do psíquico do sujeito. </div><div>Ademais, no paradigma existe uma realocação de recursos da infância e na velhice, por exemplo, na infância haverá um maior destaque para o crescimento, enquanto na velhice uma manutenção das habilidades, capacidades e na regulação de perdas (NERI, 2013). Nesse sentido, a questão da plasticidade comportamental recebe um lugar de destaque no paradigma, já que a metateoria de seleção, otimização e compensação recebeu grandes influências dela. Nesse seguimento, entendemos que esse paradigma, num todo, parte de uma perspectiva diferenciada, pois aborda questões da subjetividade, contextos, e as influências que estão inseridas nesses contextos. Trazendo também um desenvolvimento não mais estático, mas sim volúvel.</div><div><strong><mark>Teoria da dependência comportamental ou aprendida, segundo M. Baltes (1996) </mark></strong>essa teoria trás diversos aspectos sobre a dependência durante a velhice, mostrando primeiramente que não é um evento exclusivo da velhice, e sim que durante toda a vida passamos por certas dependências, além disso essas dependências podem ser vistas também como algo funcional na velhice, promovendo o contato social, evitando a solidão, promovendo diálogo entre as gerações, algo que é muito visto quando os netos são responsáveis pelos cuidados, em que há o conflito entre as visões de cada um. “Entre outras contribuições, essa teoria traz implicações principalmente para a prática com idosos frágeis, hospitalizados e institucionalizados, pois a identificação de padrões de dependência não adaptativos pode ser corrigida na medida em que os profissionais invistam na criação de novas contingências, estimulando o senso de agência na compensação de perdas e maximização da autonomia, mesmo na presença de incapacidades.” (BATISTONI)</div><div><strong><mark>Teoria da seletividade socioemocional, segundo Carstensen (1991)</mark></strong><strong>, </strong>essa teoria procura explicar o declínio das atividades sociais dos idosos, mas não como as teorias clássicas tentavam, nessa teoria a mudança nas relações sociais são atribuídas à mudança das metas pessoais, na juventude é frequente numerosas relações sociais, interesse em descobrir o máximo do mundo, entretanto na velhice é atribuído um busca maior pela estabilidade emocional, por vínculos mais significativos, que seja de afeto mais positivos, assim essas mudanças não são vistas como algo negativo, mas como uma adaptação que acontece ao longo da vida. </div><div><strong><mark>Teoria do controle primário e secundário, segundo Heckhausen e Schulz (1995)</mark></strong><strong> </strong>considera que o controle é um dos aspectos cruciais para a adaptação e desenvolvimento, assim nessa teoria o controle primário é visto como a adequação do ambiente aos desejos do indivíduo, e o controle secundário como a adaptação de si mesmo ao ambiente, sendo esses dois tipos classificados como funcionais ou disfuncionais e verídico ou ilusório. Podemos considerar esses tipos de controle com uma visão de autorregularão de si e do contexto em que está inserido. </div><div><strong><mark>Eventos críticos do curso de vida, segundo Diehl (1999),</mark></strong><strong> </strong>segundo a visão dessa teoria os eventos que acontecem na vida das pessoas, determinam e dão um sentido histórico ao curso da vida de determinados grupos, a teoria tem como foco os eventos que não podemos controlar e o potencial que eles têm para influenciar o envelhecimento. Algo importante a se falar é que em diferentes cenários esses eventos críticos podem aparecer mais, como podemos pensar em idosos pobres que estão vivendo nessa pandemia e são fortemente vulnerabilizados, em comparação aos que têm maiores condições financeiras.</div><div> <br><em>MOURA, Laura. Em vídeo, idosos de abrigo são vacinados e comemoram ao som de ‘Bum bum tam tam’ no Piauí. [S. l.], 21 jan. 2021. Disponível em: https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2021/01/21/em-video-idosos-de-abrigo-sao-vacinados-e-comemoram-ao-som-de-bum-bum-tam-tam-no-piaui.ghtml. Acesso em: 22 jan. 2021.</em><br><br></div><div><em>NERI, Anita Liberalesso. Conceitos e teorias sobre o envelhecimento. In: MALLOY-DINIZ, Leandro F; FUENTES, Daniel; CONSENZA, Ramon M (org.). Neuropsicologia do Envelhecimento: Uma Abordagem Multidimensional. 1. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. cap. 1, p. 17-42.</em></div><div><br></div><div><em>LEITE, Artur Alexandre de M.; SILVA, Marcos Leandro. Um estudo bibliográfico da Teoria Psicossocial de Erik Erikson: contribuições para a educação. Debates em Educação, Maceió, v. 11, n. 23, p. 148-168, abr. 2019. ISSN 2175-6600. Disponível em: &lt;https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/6332&gt;. Acesso em: 22 jan. 2021. doi:https://doi.org/10.28998/2175-6600.2019v11n23p148-168.<br></em><br></div><div><em>BATISTONI, Samila Sathler Tavares. Contribuições da Psicologia do Envelhecimento para as práticas clínicas com idosos. Psicol. pesq.,  Juiz de Fora ,  v. 3, n. 2, p. 13-22,   2009 .   Disponível em &lt;http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1982-12472009000200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. acessos em  28  jan.  2021<br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-28 14:33:02 UTC</pubDate>
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         <title>Fórum 3. Equipe 1: Yasmin Alencar, Fernanda Lara, Letícia Alves e Vitória Pitta</title>
         <author>yasmin_alencar</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1145860880</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>TEORIAS PSICOLÓGICAS DE TRANSIÇÃO<br></strong><br></div><div><mark>Teoria do desenvolvimento da personalidade ao longo da vida, segundo Erikson (1959)</mark></div><div>A Teoria do Desenvolvimento da Personalidade ao longo da vida foi criada por Erik Erikson, que pensa o desenvolvimento como uma sucessão de 8 fases, do nascimento à velhice: bebê, infância inicial, idade do brinquedo, idade escolar, adolescência, idade adulta, maturidade, velhice. Tais fases se iniciam em meio às interações entre o indivíduo e o seu contexto (familiar, social, emocional), com o surgimento de crises socioemocionais. As crises devem ser manejadas de maneira específica, para que o ego se modifique e alcance novas qualidades, como domínio, propósito e competência. Além disso, apenas ao solucionar uma crise, há uma nova fase do desenvolvimento. Essa resolução ocorre por meio de determinadas tarefas evolutivas, por exemplo, na fase da velhice, podem ocorrer questões conflituosas sobre a morte, sobre a visão que o idoso possui de si, etc. De acordo com a teoria, se esses aspectos forem elaborados com experiências individuais, e estimulados no ambiente familiar, ou na comunidade, o sujeito poderá resolver a crise “integridade do ego/desespero” e obter sabedoria. Assim, o modelo contribui imensamente com um pensamento mais plural, já que integra a psicanálise ao campo da antropologia cultural, enfatizando a interação entre as dimensões intelectual, sociocultural, histórica e biológica, apesar de ainda tratar o desenvolvimento como uma sucessão de etapas em idades específicas, um certo crescimento linear.</div><div><br></div><div><mark>Teoria social-interacionista da personalidade na velhice, segundo Neugarten (1969) e Neugarten et al., (1965)</mark></div><div>Já a Teoria social-interacionista da personalidade na velhice foi desenvolvida por Neugarten e é baseada no paradigma do Curso de Vida. De acordo com essa teoria, os aspectos fundamentais para o desenvolvimento são a socialização e a interação social. Diante disso, a metáfora do “relógio social”, criada pela autora, traz uma visão de que há um regulador social de papéis a serem desempenhados por um sujeito e por uma coorte a cada momento específico da vida, indicando o que é natural e aceitável naquele contexto. As mudanças e transições normativas também são bem definidas e vividas em conjunto, como sinônimo de adaptação. Os acontecimentos idiossincráticos são considerados solitários. Por exemplo, em determinado grupo, pode estar naturalizado que apenas jovens possam estudar. Dessa maneira, quebrar esse paradigma por uma disposição subjetiva seria  uma tarefa difícil e solitária. Podemos perceber isso, atualmente, nas nossas universidades brasileiras, principalmente nas públicas. Apesar de existirem, hoje, instituições de ensino superior desenvolvendo programas de universidades para a terceira idade no Brasil, não é tão comum encontrarmos, nas nossas salas de aula, essas pessoas; e quando encontramos, elas de fato relatam solidão e dificuldade, e algumas desistem no meio do processo, por se percebem afastadas, pelos outros, devido a sua idade, e menos capazes que os mais jovens. Isso foi relatado por uma colega, estudante do curso de Letras da UFC, de uma das integrantes do nosso grupo. Apesar da dificuldade, principalmente no início do curso, essa colega está se formando este ano, e relata que, para ela, foi importante o apoio dos membros de sua turma que, apesar de possuírem idades distintas e distantes da dela, se mostraram dispostos a auxiliá-la, percebendo suas dificuldades, mas também seus pontos fortes. Infelizmente, essa não é a realidade de muitos dos membros da terceira idade.</div><div><br></div><div><strong>TEORIAS CONTEMPORÂNEAS<br></strong><br></div><div><mark>Paradigma de desenvolvimento ao longo de toda a vida, segundo Baltes (1987; 1997)</mark></div><div>Em relação ao paradigma do Desenvolvimento ao Longo de Toda a Vida, já não se percebe mais sucessão de etapas, mas fatores múltiplos de desenvolvimento. Nesse contexto, há 3 aspectos que influenciam: influências graduadas por idade (mais fortes na infância e na velhice), por história (influenciam em indivíduos de determinado contexto) e influências não normativas (singulares e imprevisíveis).</div><div>Além disso, em 1997, Baltes propôs algumas características da relação biologia-cultura nesse paradigma: a plasticidade biológica diminui com a idade; a perspectiva de vida está relacionada aos recursos disponibilizados culturalmente (higiene, vacinação, condições de trabalho); e a cultura possui limites ao contemplar a população mais velha. Nesse sentido, há a metateoria da seleção, otimização e compensação, que pensa as estratégias e possibilidades na restrição de recursos, ou seja, uma plasticidade comportamental, que é realizada por um indivíduo ou de maneira coletiva. Esse modelo se aplica a todas as idades e diz respeito a: readaptar opções de ação em contextos específicos (seleção); estabelecer medidas internas e externas para melhorar a qualidade das vivências (otimização), como o treino de funções executivas; e adotar fatores que sustentem funções que foram prejudicadas, mesmo modificando a forma (compensação), como as sinalizações sonoras em vias de grande circulação. </div><div><br></div><div><mark>Teoria da dependência comportamental ou aprendida, segundo M. Baltes (1996)</mark></div><div>Acerca dessa Teoria, o conceito de dependência em questão não depende apenas de marcadores etários (infância-velhice), ou déficits em funções orgânicas, ou de quaisquer restrições ambientais e sociais. Diante desse contexto, a autora Margareth Baltes caracteriza a dependência como algo que pode ter um caráter comportamental, apresentando algumas funções: a função de obter ajuda em casos de capacidades prejudicadas, como também para obter segurança e atenção nas relações.</div><div>Os comportamentos de dependência desadaptativos podem ser aprendidos e mantidos, caso as práticas culturais estabeleçam um grau de naturalidade a estas. Na velhice, a dependência pode ser aprendida, tanto para quem oferece ajuda e não estimula a independência, quanto para o idoso. Tal situação está relacionada com a escassez e falta de preparo dos cuidadores, bem como a visão cultural de que o idoso não tem capacidade de desenvolver-se, ou manter certa autonomia. Entretanto, é imprescindível continuar assistindo a pessoa idosa em suas necessidades, e, concomitantemente, preservar sua autonomia e identidade, possibilitando a utilização de seus recursos para o desenvolvimento. Por exemplo, uma pessoa que deve ser auxiliada no momento de se vestir, não necessariamente precisa que outro também escolha o quê ela irá vestir. Há estímulos que podem ser explorados para que a dependência não seja negativa para o bem-estar do sujeito.</div><div><br></div><div><mark>Teoria da seletividade socioemocional, segundo Carstensen (1991)</mark></div><div>A Teoria da seletividade socioemocional traz a ideia de que na velhice, a mudança de perspectiva de futuro influencia a preferência por relações sociais mais significativas, que têm maior chance de gerar conforto emocional. É observado que o número de relações periféricas tem a tendência de declinar, enquanto as relações emocionalmente próximas, que trazem maior suporte, permanecem. Assim, pode-se perceber a importância dos laços afetivos e da rede de apoio na qualidade de vida do idoso, o qual passa a ser mais seletivo, privilegiando a qualidade em vez da quantidade. Trazendo para o dia a dia, torna-se fácil observar a realidade de muitos idosos em ter maior proximidade dos familiares, em detrimento de outras amizades. </div><div><br></div><div><mark>Teoria do controle primário e secundário, segundo Heckhausen e Schulz (1995)</mark></div><div>A teoria do controle primário e secundário afirma a importância da mistura adaptativa desses dois processos, sendo que controle primário é definido como um processo que envolve "esforços para modificar o ambiente, de forma a adaptá-lo às necessidades do indivíduo" e o secundário "esforços para adaptar-se ao ambiente e fluir com a corrente". É sabido que a percepção de controle é fundamental para adaptação, sendo extremamente necessário desenvolver formas de enfrentamento que sejam eficazes. Por exemplo, os idosos estão mais suscetíveis a enfrentar situações incontroláveis impondo certo limite, como relacionado a sua própria saúde, porém o significado que eles darão a essas situações irão influenciar diretamente no seu bem-estar-subjetivo. Portanto, um idoso religioso que descobre uma doença avançada e acredita que Deus está testando a sua fé e lhe guiando para ser mais forte pode lidar melhor do que outro, também religioso, que acredita que sua doença é um castigo de Deus. </div><div><br></div><div><mark>Eventos críticos do curso de vida, segundo Diehl (1999)</mark></div><div>Por fim, a teoria dos eventos críticos do curso da vida relata que os eventos marcantes têm forte potencial de influenciar o curso do envelhecimento,  propondo desafios à resiliência psicológica. No texto, afirma-se que fatores como a pobreza podem expor a situações estressantes e influenciam os recursos psicológicos e sociais. Atualmente, podemos observar a violência que a população mais pobre muitas vezes presencia, passando por eventos significativos como a morte violenta de pessoas próximas, isso influencia diretamente no ajustamento entre a pessoa e o ambiente, pois são situações incontroláveis que ameaçam o desenvolvimento. Infelizmente, de certo modo, a desigualdade social priva esse idoso de status socioeconômico baixo, evidenciando cada vez mais que o processo de envelhecimento não é linear, nem igualitário e nem justo.</div><div><br></div><div>Levando em conta os fatores presentes nessas teorias, podemos notar o surgimento de projetos interessantes, que se propõem a melhorar a qualidade de vida da terceira idade, como é o caso do projeto “FORTALEZA - CIDADE AMIGA DO IDOSO”, que objetiva fomentar o envelhecimento ativo, saudável e a qualidade de vida por meio da disseminação de vários eixos como a prática esportiva de baixo impacto, inserção no mundo digital e mídias sociais, vínculos intergeracionais familiares ou fraternais, empreendedorismo, integração social, segurança e complementação alimentar, difusão de ações positivas sobre longevidade ativa e saudável, comunicação social e desenvolvimento artístico-cultural. Projetos como este o trazem a possibilidade de um envelhecimento ativo e saudável, promovendo, consequentemente, maior capacidade de adaptação, o que, para Neugarten (1969)., por exemplo, é essencial para que se lide bem com as mudanças associadas ao envelhecimento, além de contribuir na criação de novos padrões de vida, influindo em um forte envolvimento vital e grande satisfação.</div><div><br></div><div>https://www.fortalezaamigadoidoso.com.br/</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-31 17:10:24 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>luciannesilva</author>
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         <description><![CDATA[<div>Entrega até a próxima quarta, dia 10/02</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-03 13:40:24 UTC</pubDate>
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         <title>Fórum 3. Equipe 6: Malena Dacca, Gabriel Dias, Rafael Carlos, Ariel Martins, Jozenilton Benicio</title>
         <author>malenadacca</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1161561587</link>
         <description><![CDATA[<div>A teoria do desenvolvimento da personalidade ao longo da vida (Erikson, 1959), leva em consideração as influências socioculturais para a resolução das 8 crises evolutivas que ocorrem ao longo da vida do ser humano, considerando que as crises se sobrepõem umas as outras. O fato de que as fases, influenciadas pelo meio sociocultural no qual o indivíduo se encontra, estarem diretamente ligadas às fases seguintes, nos remete a ideia de que pessoas que vivem em um meio mais estável desde a infância, tem, consequentemente, um desenvolvimento mais estável. Partindo dessa lógica, questões de direitos básicos, como segurança, educação e saúde, são agentes diretos no desenvolvimento do ser humano desde a infância, o que nos mostra que a desigualdade social, além de todas as suas terríveis consequências para os menos favorecidos, também pode acarretar prejuízos para o desenvolvimento das pessoas e não há nada mais atual na sociedade brasileira do que a desigualdade social.<br>        A teoria social-interacionista da personalidade na velhice (Neugarten, 1969) tem como chave para o desenvolvimento a interação social e a socialização. A autora criou a metáfora do relógio social para representar os mecanismos sociais de temporalização ao longo do curso de vida de cada pessoa. De acordo com essa teoria, as pessoas tendem a viver as mudanças normativas acompanhadas por seu grupo de idade, gênero e condição social. Essa ideia de que as pessoas são beneficiadas quando inseridas em um grupo, nos fez pensar nas condições dos idosos durante seu desenvolvimento, tendo em vista que nessa fase da vida, infelizmente, a tendência é que essas pessoas se tornem cada vez mais solitárias, pois muitos amigos acabam falecendo, os familiares em geral não os colocam como prioridade, e isso tudo está ligada à nossa cultura, nosso comportamento em geral. Essa solidão pode vir a ser extremamente prejudicial para os idosos de várias formas, inclusive, de acordo com tal teoria, no seu desenvolvimento na terceira idade.<br>        O paradigma de desenvolvimento ao longo de toda a vida (Baltes, 1987;1997) comtempla várias dimensões do desenvolvimento, sendo este interacional, dinâmico e contextualizado. Ao refletir a visão do curso de vida, o paradigma identifica três classes de influência sobre o desenvolvimento, sendo elas as influências graduadas pela idade, influências graduadas pela história e influências não normativas. É importante notar que a interação entre fatores biológicos e sociais muda ao longo da vida, sendo notada em diferentes níveis ao comparar a infância com a velhice.  O paradigma ainda utiliza-se do metamodelo de seleção, otimização e compensação para saber como os indivíduos de todas as idades alocam e realocam os seus recursos internos e externos tendo em vista a otimização de recursos e a compensação de perdas, sendo esse processo consciente ou inconsciente. Na velhice, esse modelo pode ser utilizado para explicar o paradoxo do bem-estar subjetivo e da continuidade da funcionalidade.<br>        A teoria da dependência comportamental ou aprendida (M. Baltes, 1996) fala que a dependência pode assumir em todas as fases da vida uma natureza que a qualifica como comportamental, sendo esta denominação utilizada com dois objetivos, sendo eles a obtenção de ajuda para domínios prejudicados por doenças ou incapacidades e a função de controle passivo para obter contato social seguro. Essa dependência comportamental é aprendida, pois esses comportamentos envolvidos têm grande probabilidade de serem reforçados socialmente, conforme as regras que vigoram no meio onde o indivíduo está inserido. Na velhice, a dependência aprendida tem grande chance de prosperar em ambientes que desestimulam e punem a independência e reforçam a dependência, por meio de práticas superprotetoras e infantilizadoras, consentidas e aceitas como as mais corretas.Teoria da seletividade socioemocional- Proposta por Carstensen, surge para explicar o afastamento social e a diminuição de interações e de respostas emocionais por idosos; características, até então, dadas como naturais do envelhecimento. A autora propõe que a diminuição dos vínculos sociais dos idosos é reflexo  da redistribuição de recursos socioemocionais, em decorrência da mudança na perspectiva de tempo futuro; uma vez que os idoso já não têm mais uma perspectiva de que o tempo é ilimitado, como muitos jovens têm. Na velhice ocorre uma substituição de busca por novas informações para a busca de regulação emocional. De acordo com essa teoria a redução de contatos sociais é reflexo de uma seleção ativa , na qual são mantidas as relações sociais próximas, pois essas têm a chance de oferecer mais conforto emocional e são mais importantes para a adaptação nesse momento de redução da perspectiva temporal do que a ampliação da rede de contatos sociais.<br>Teoria do controle primário -Heckhausen e Schulz definem controle primário como a adequação do ambiente aos próprios desejos, e controle secundário, como a adequação de si mesmo ao ambiente. O primeiro permite aos indivíduos moldar o ambiente para controlá-lo e atualizar seu potencial de desenvolvimento. O segundo serve para minimizar e compensar as perdas em controle primário, mantê-lo e ampliá-lo. Os autores acrescentaram a essa análise do controle primário e secundário os atributos veracidade e funcionalidade. Portanto, ações e interpretações baseadas na sorte ou no destino, em poderes sobrenaturais ou no poder de pessoas poderosas podem revelar-se funcionais porque desfocam a atenção da impossibilidade, do insucesso e do medo para tentativas de restabelecer o controle primário, sem o risco de autopunição e de senso de fracasso. Em resumo, o grau de funcionalidade das estratégias de controle secundário é definido pelo seu potencial para aumentar ou reduzir o potencial do indivíduo para o controle primário. Com a idade, crescem as limitações físicas e cognitivas, reais e presumidas. Crescem as ameaças ao controle primário até um ponto em que se torna impossível não levá-las em conta, sob pena de falência do controle. Os muito idosos estão mais sujeitos a enfrentar situações de incontrolabilidade na saúde, nas capacidades, no ambiente físico e social e na família do que os idosos jovens e os não idosos. Como resultado, predominam entre suas estratégias de manejo tentativas de controle secundário envolvendo atribuição de novos significados a situações geradoras de estresse.<br>Eventos críticos do curso de vida- Segundo Diehl na velhice o número de acontecimentos críticos aumentam, como doenças, perda de pessoas próximas e isso dificulta o bem estar psicológico dos idosos. Esses eventos têm papel proeminente na determinação das trajetórias de envelhecimento e de adaptação dos idosos, pelo fato de obrigarem as pessoas a fazer esforços extraordinários de adaptação, por competirem com outras demandas ou porque os idosos não têm os recursos necessários para enfrentá-los de imediato. A experiência de eventos relacionados ao declínio e à morte pode gerar ou agravar estados de ansiedade e depressão ou pode afetar relacionamentos familiares e sociais. Trazendo essa perspectiva para o atual cenário pandêmico é possível imaginar o sofrimento e a dificuldade que muito idosos estão enfrentando, tanto por serem infectados pelo vírus da COVID-19, tanto pelas diversas consequências do total isolamento e interrupção de atividades que antes eram praticadas diariamente por eles, como uma simples caminhada ou ida ao supermercado. A pandemia é um evento totalmente crítico que pode ter agravado ou até causado problemas psicológicos nos idosos, sobretudo ansiedade e depressão, uma vez que perderam o contato social físico que para essa classe é muito importante, pois muitos não se adaptam às redes sociais e por terem sofrido com perdas de amigos e parentes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-04 01:02:02 UTC</pubDate>
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         <title>FÓRUM 5. Equipe 4: Marta Clarice, Alana Lobo, João Pedro, Laryssa Rabelo, Maria Clara, Priscilla Muritiba.</title>
         <author>primuritiba</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1161571655</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Sob a perspectiva do aumento da expectativa de vida, bem como da diminuição dos índices de fecundidade, a terceira idade ganha cada vez mais destaque nas discussões públicas, em variados espaços. Assim, tem-se visto uma maior dedicação de cientistas, das mais diversas áreas, em estudar essa etapa específica da vida. Contudo, a maioria dos estudos inicialmente desenvolvidos utilizavam a metodologia transversal e demonstravam uma visão normativa e linear, que apontavam o envelhecimento como uma perca gradativa de ações ao longo da vida. A velhice adquiriu, então, um estigma de inutilidade, de saúde comprometida e de falta de competência. Face a isso, na tentativa de promover um maior reconhecimento desse grupo etário e de romper com esse paradigma estigmatizado, surgem novas perspectivas positivas acerca do envelhecimento, que se contrapõem a esse viés negativado e que adotam metodologias longitudinais de investigação. Elas passam a colocar o sujeito idoso sob um novo olhar: como um sujeito ativo e cheio de possibilidades, e buscam desenvolver modelos do que seria uma velhice positiva e com qualidade de vida. GONÇALVES (2015) destaca três dos principais modelos de envelhecimento, a saber: o envelhecimento bem-sucedido, o produtivo e o ativo. <br><br></div><div>O envelhecimento bem-sucedido se coloca na tentativa de quebrar essa lógica de declínio com a idade, propondo uma versatilidade nos processos de envelhecimento, não atribuindo exclusivamente uma lógica determinista e biológica a esse processo, mas dando destaque ao sujeito, seus contextos e estilos de vida. Esse modelo preconiza uma série de fatores que contribuiriam para um envelhecimento eficaz e funcional. O envelhecimento produtivo, que segue um viés economicista, abrange todo o tipo de atividade de produção de bens e serviços, remuneradas ou não, de modo que estas impactam não só a comunidade como um todo, mas também o sujeito e sua relação com sua autonomia. Já o envelhecimento ativo objetiva uma melhoria na qualidade de vida das pessoas à medida que envelhecem, preconizando por sua saúde e bem-estar, participação no meio social e sua segurança. <br><br></div><div>Nesse sentido, o documentário “Só 10% é mentira, o resto é invenção”, que enfoca na vida e na obra do escritor Manoel de Barros, tenciona os modelos supracitados, especialmente os de envelhecimento bem-sucedido e produtivo, na medida em que o poeta, com suas grandes “bobagens” e invenções, colocava em xeque o conceito de sucesso e de produtividade. Ele, que teve seu maior reconhecimento enquanto poeta justamente na velhice, se dizia ser um grande inútil e ter gosto por coisas desimportantes. “Só assim é que se faz poesia”, dizia ele. Pode-se dizer mesmo que o poeta fazia uma ode à vagabundagem e ao nada fazer. Porém, ao mesmo tempo em que o fazia, ele também se colocava enquanto sujeito ativo de sua história e do mundo, ao afirmar que “o que eu não invento, é falso”. Ou seja, ele se posicionava como inventor, como ativo, como alguém que olha o mundo e o modifica, e não apenas o ver, como o transvê. Não se pode, portanto, dizer que um homem como ele, que assim se enxergava e que escreveu tanto em sendo velho, fosse inativo, improdutivo. Talvez a velhice de Manoel (a qual ele não chamava assim, mas sim de terceira infância, uma vez que afirmava que ele todo só tinha tido infância) se aproxime mais do modelo de envelhecimento ativo, aquele que preconiza atividade, qualquer que seja, que proporcione vida, regozijo e, em última instancia, saúde ao sujeito, não necessariamente ligada a uma produção econômica e rentável. Assim, o poeta convida os seus leitores a repensarem tais conceitos de uma forma mais descolada da produção capitalista. A sua postura é quase que uma afronta à lógica econômica atual e, porque não dizer, às teorias mesmas de envelhecimento, que tanto apregoam uma atividade econômica, uma autonomia relacionada ao trabalho e à produção de bens e serviços. Para Manoel, ser ativo é ser inútil, porque só sendo inútil é que o indivíduo é capaz de inventar seu mundo, seu olhar, seu horizonte. Como essa perspectiva nos convida a pensar em novos modelos de envelhecimento? </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-04 01:07:11 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>FÓRUM 5. Equipe 5: Diego Camargo, Karine Gomes, Lucas Mota, Raquel Fernandes</title>
         <author>quelfernandes_pinheiro</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1181610572</link>
         <description><![CDATA[<div>O progresso científico obtido a partir de séculos antecedentes, sobretudo em áreas do conhecimento relacionadas à saúde,  permitiram o aumento da expectativa de vida da população em geral.  Em conjunto do surgimento e do desenvolvimento do capitalismo,  transformações envolvendo as práticas sociais, valores,  o cotidiano e as relações de trabalho ocorreram juntamente com ressignificações acerca dos papéis sociais de diferentes grupos, em especial os idosos. </div><div>Várias teorias foram propostas desde então para abordar problemas e desafios circundantes a este grupo sob um paradigma negativista, discriminatório e invisibilizador que desvaloriza os idosos; sendo demasiadas recentes as propostas que contestam tal forma de pensar a velhice. Objetivando esse novo olhar de desconstrução dos estereótipos da velhice, as teorias abordadas pelo texto proposto tentam definir o que seria considerado essa nova forma de interpretar o envelhecimento .</div><div>O modelo de envelhecimento bem-sucedido propõe a ideia de que o indivíduo é o principal responsável para se obter uma velhice bem sucedida, a qual é caracterizada por: o baixo risco de sofrer doenças e suas implicações, ter um elevado funcionamento físico e mental e empenho ativo na vida acerca de relações sociais, trabalhos, atividades comunitárias entre outros. Nota-se que apesar de se construir uma imagem de velhice que pode ser saudável e autônoma, existe um forte idealismo nesse modelo, pois se  discrimina os indivíduos que não se adequam aos seus requisitos, que são difíceis de serem atingidos, ainda mais quando se atribui essa responsabilidade a somente um ator . Além disso, as idiossincrasias de cada um são ignoradas, sobretudo se considerarmos a realidade de países como o Brasil, cujo contexto é marcado por questões raciais, de gênero, classe e identidade.</div><div>A proposta do envelhecimento produtivo faz um contraponto aos estereótipos de fragilidade, dependência e improdutividade utilizando-se de um conceito de produtividade, que acolhe atividades cujo objetivo são  produção de bens e serviços, sejam elas remuneradas ou não. Há, contudo, um embate sobre o que deve ser considerado atividade produtiva ou não, algo que dá margem para ocorrer uma sobrecarga de atividades destinadas a idosos, tendo em vista suas limitações físicas e sobretudo à exclusão de pessoas mais velhas do mercado de trabalho, altamente competitivo e que tende a priorizar pessoas mais jovens. No Brasil, o crescente aumento do desemprego, mesmo entre os mais jovens nos últimos anos e a pandemia da covid-19, e seus efeitos em todas as áreas da vida em nível mundial acentuam as falhas do desenvolvimento produtivo.</div><div>A proposta do envelhecimento ativo apresentada pela OMS possui um aspecto inclusivo ao integrar pessoas incapacitadas e fragilizadas em sua proposta, promovendo qualidade de vida no decorrer do envelhecimento ao envolver questões de saúde, segurança física ou financeira e participação social, além de fatores culturais e de gênero, disponibilidade e acesso a serviços sociais e de saúde, comportamentos e espaços físicos. Em uma visão europeia, educação e formação contínua e a capacidade produtiva também estão inclusas. As críticas a este modelo incluem a sua complexidade e dificuldade em operacionalizá-la e a ocidentalização do termo, visto que em outras sociedades fora do eixo europeu possuem questões e desafios sociais envolvendo a população como um todo, como a desigualdade, crenças religiosas e práticas culturais distintas.</div><div>Diante dessa explanação, aqui apresenta-se a realidade abordada pelo documentário “só dez por cento é mentira”, que ilustra a vida e a obra do poeta Manoel de Barros. No documentário tem-se acesso a visão que Manoel tem de si mesmo e de sua história, e nela o próprio poeta define-se como “vagabundo”. É possível associar essa interpretação com o modo que as pessoas têm de enxergar essa atividade, a qual seria posta em questionamento pela própria teoria da produtividade: afinal, ser poeta é produtivo? produz o que? Nesse ponto de vista, Manoel ratifica que desde muito cedo gostou de poesia e tratou de fazer seus versos em rascunhos, e por muito tempo isso não lhe trouxe nenhum lucro, sendo a renda de sua vida outros trabalhos, em especial as heranças que teve de seu pai.</div><div>Dessa forma, apesar de demorar para lucrar com sua obra, Manoel desenvolveu uma atividade que claramente lhe trazia bem estar e mantinha a sua saúde mental, sendo isso bem recomendado pela ótica da teoria de envelhecimento bem sucedido, mas passível de crítica pelo modelo produtivo. Manoel, porém, não demonstra-se importar com tais possibilidades, e reconhece a importância de sua arte, a qual também é valorizada por outros artistas e jornalistas, cujos depoimentos afirmam não só contribuição que os escritos de Manoel de Barros fizeram para cultura brasileira, bem como a revolução na forma de se fazer e conceber a poesia. Sendo assim, apesar de não necessariamente estar relacionada com conceitos econômicos, a obra do poeta de fato produziu. Produziu riqueza popular, e impactou a vida de outras pessoas, que se inspiraram no autor para seguir seus passos na arte e no turismo da região do pantanal.</div><div>Conclui-se, então, que a realidade do documentário encontra-se mais próxima com a visão de Envelhecimento Ativo, que discorre sobre como envelhecer deve estar atrelado, acima de tudo, com a melhora da qualidade de vida à medida que se envelhece. Além disso, os pilares que sustentam as práticas dessa teoria voltam-se para a saúde das pessoas, sua participação ativa (seja na vida pessoal, seja na política de sua cidade, estado ou país), segurança e aprendizagem contínua ao longo da vida. Esta última fica evidente no documentário, mostrando como a interpretação de Manoel sobre o mundo ao seu redor o permite aprender mais sobre como relacionar-se com esse mundo, expressando tudo em seus versos. </div><div>Estas teorias e propostas indicam que envelhecer é um fenômeno complexo e único para cada pessoa, perpassando diversos contextos sociais, culturais, econômicos e jurídicos; mas que não nos impede de estudar e tomar práticas para garantir uma experiência qualitativamente boa e para nossa sociedade como um todo.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-09 11:42:20 UTC</pubDate>
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         <title>FÓRUM 5. Equipe 2: Aléxia Gaspar, Eveliny Costa e Iasmin Emanuelle.</title>
         <author>iasminfrs</author>
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         <description><![CDATA[<div>O texto - que levanta a pauta das consequências do envelhecimento na contemporaneidade, como o aumento da longevidade e a diminuição da fecundidade - faz um contraponto importante: essas questões não são problemas, mas desafios. É a partir daí que somos convidados a pensar nos principais modelos que dão um olhar especial ao envelhecimento. Para o conceito do <strong>envelhecimento bem-sucedido</strong>, a prevenção tem papel de destaque para fortalecer os seus três pilares: baixo risco de doenças, qualidade física e mental e desempenho ativo na vida. No entanto, ao levar em conta suas limitações, pode-se dizer que é um modelo com um viés muito acorrentado ao capitalismo, que exclui os idosos com diferenças e tenta os padronizar, um que tenha limitações de saúde já não seria enquadrado como ativo. Para o conceito do <strong>envelhecimento produtivo</strong>, o enfoque é dado a capacidade do idoso de produzir alguma atividade mas, por ser um modelo amplo e que perpassa por vários estudiosos, pode-se salientar que não apresenta um consenso sobre o retorno financeiro das produções e acaba por proporcionar um caráter economicista para o modelo. Já para o <strong>envelhecimento ativo</strong>, lançado pela OMS, tem um modelo mais amplo que abarca diversos pontos imprescindíveis para a qualidade de vida do idoso, que não só foca na oportunidade de saúde, participação social e segurança, mas inova ao enfatizar fatores comportamentais e de gênero.<br><br>Tentamos fazer uma conexão do texto com o documentário, mas o documentário ultrapassou nossa perspectiva e nossa expectativa. Manoel surpreendeu até os leitores, que ao lerem suas obras esperavam um autor maduro, mas não tão "maduro" como ele era. Percebe-se como a sociedade espera tão pouco dos idosos, e como esse em especial surpreendeu ao mostrar uma visão de mundo tão linda, elaborada e moderna.<br>Ao ouvir ele falar do lugar de inutilidade, onde ele escrevia as poesias, surgiu um conflito pertinente com os conceitos do texto que tentam encaixar os idosos na economia e no sistema capitalista, procurando apenas a sua "utilidade". Pois, Manoel, que facilmente se encaixaria no envelhecimento produtivo ou ativo, descreve seu processo como "inutilidade". <br>A autonomia de Manoel, até onde podemos ver, permaneceu forte e presente, mas é difícil falar dele como idoso, uma vez que ele só se descreve como poeta, e quando poeta volta seu olhar para infância. É interessante esse olhar, pois aquelas teorias que se esforçam para encaixar os idosos e que valorizam apenas a moeda, se esquecem que essas pessoas tiveram infância e que passaram a vida inteira contribuindo para o sistema em que vivemos. Manoel fala que a ciência da poesia é "amarrar o tempo no poste", e o que seria o idoso senão esse tempo amarrado? No documentário, enxergamos a riqueza de uma vida, seus laços, seus olhares e sua contribuição, porém no texto vimos apenas o que ela poderia ser e o que já não é mais. <br>De qualquer forma, Manoel produziu até quando pôde e só lucrou com isso na velhice, sendo isso um reflexo da desvalorização da arte na nossa sociedade, de modo que comprova a sua autodenominação como "vagabundo profissional" e a sua afirmação de que "a poesia não compra sapatos" - Mas como andar sem poesia? Então, em um mundo "automático", Manuel de Barros rompe com o sistema que impõe a qualidade de vida como sinônimo de vida rentável, ou que viver mais anos, como está contido no texto, significa estar vivendo melhor. Em sua palavras: "Eu não amava que botassem data na minha existência. Nossa data maior era o quando". Com isso, pode-se tirar pelo menos uma conclusão comum entre o texto de Cidália e o documentário sobre Manuel: a velhice não é homogênea, há uma "marca individual" que determina o envelhecimento de cada um e a compreensão desta última fase da vida não pode se ater a perspectivas negativistas, já que a velhice é tão produtiva, a seu modo, quanto qualquer outra etapa do desenvolvimento humano.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-09 15:23:57 UTC</pubDate>
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         <title>FÓRUM 5. Equipe 7: Ana Rizia, Carlos Henrique, Catharina Oliveira, João Carlos, Luís Gustavo </title>
         <author>jcnobregaramos</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1184925420</link>
         <description><![CDATA[<div>“[...] Não aguento ser apenas<br>um sujeito que abre<br>portas, que puxa<br>válvulas, que olha o<br>relógio, que compra pão<br>às 6 da tarde, que vai<br>lá fora, que aponta lápis,<br>que vê a uva etc. etc.<br>Perdoai. Mas eu<br>preciso ser Outros.<br>Eu penso<br>renovar o homem<br>usando borboletas.”<br>É engraçado que para debatermos o envelhecimento saudável escolhamos justamente Manuel de Barros, o poeta menino, que em sua poesia buscava na simplicidade e nas infantilidades a contraposição de um processo de complexificação da poesia brasileira. Manuel sempre foi poeta, desde que nasceu, mas se tornou reconhecido nacionalmente somente na sua velhice, o mais engraçado se encontra nesse contexto, Manuel sempre foi um homem que trabalhou muito, mas nas horas de ócio é que ele mais produzia. Como mostra o documentário Manuel sempre ia a um quartinho para “ser inútil”, ou seja, para fazer sua poesia, essa é apenas umas das demonstrações do quanto ele sabia de seu ofício, e é por aqui que começo a analisar também as teorias que foram vistas no conteúdo. No poema que começou esse texto Manuel nos mostra que está além da necessidade de produção, e para bem viver, precisa mais que fazer tarefas mundanas, precisa sim se identificar e querer mudar, e isso vai diretamente contra a teoria de Butler, que acredita que uma velhice bem sucedida seria aquela onde se é produtivo. Manuel e Domenico Demasi aqui aparecem em defesa do ócio, pois é nele que, segundo o autor italiano, que mais se teriam as ideias mais construtivas, para arte, para a espiritualidade, para as ciências, a arte do poeta brasileiro é também construídas nessas ausências de produtividade, quando ele tomava tempo para ser outra coisa que não o Manuel trabalhador, o Manuel advogado, mas sim o Manuel como coisa, o Manuel Poeta. A complexidade do envelhecimento tem de estar além da produtividade econômica, pois a vida está além dessa produtividade, e é nessas ausências em que se pode realmente ser potente, a economia tem de ser vista como mais um fator da vida, e não aquilo que vai classificar algo como bem ou mal sucedido, e é por isso que a teoria do envelhecimento produtiva se mostra tão falha, pois muitas das atividades que estão além do monetário são aquelas que dão um real valor a pessoa.&nbsp;<br>Vale a pena então imaginar como o envelhecimento bem sucedido ocorreria e como ele está ligado justamente a essa atividade, não necessariamente econômica. Aqui entra o conceito do envelhecimento ativo, da OMS, que busca abarcar todos os fatores, (sociais, pessoais, econômicos, etc.) da vida da pessoa e entender como esses fatores influenciam para que haja um bom envelhecimento, sem que haja um certo preconceito presente nas outras duas abordagens estudadas. Aqui entra novamente algumas coisas que são apresentadas no documentário, Manuel se considera um poeta do pantanal, muito de sua obra se liga a terra, aos animais, e aos espaços que ele frequentava, além disso, sua obra era intimamente ligada a um pensamento de sua infância, tanto que mesmo depois de adulto ele ainda pedia ajuda das crianças para construir sua obra poética, isso aparece no documentário quando ele fala de um momento com uma criança que erra o verbo “voar” transformando-o em “avorar”, onde Manuel comenta que “a criança ao errar na gramática acerta na poesia”. É impossível separar a história de vida do poeta de seu processo de envelhecimento, afinal toda a sua trajetória conceitual passa por seus locais, por suas experiências, e o que faz com que ele seja considerado ativo é justamente continuar estando em contato e ativamente modificando seu ambiente e sendo modificado por ele, essas interações fazem com que o processo de subjetivação seja contínuo durante todo o processo da vida. O conceito de um envelhecimento bem sucedido tem que estar além de uma simples característica, ela tem de englobar o ser como um todo, e a todos que passam por esse processo de desenvolvimento tem de ser abarcados em toda sua complexidade, não é sobre envelhecer como pessoa saudável, não é como continuar um processo produtivo, Manuel vê as 3 fase da vida como 3 infâncias, e se envelhece como um todo, tanto se é pessoa, quanto se é coisa e afinal, não podemos ver as pessoas como alguém que puxa alavancas, ou que pega o pão às 6 da tarde, temos que ver os homens renovados em borboletas.&nbsp;<br>"[...]A mãe reparava o menino com ternura.<br>A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!<br>Você vai carregar água na peneira a vida toda.<br>Você vai encher os vazios<br>com as suas peraltagens,<br>e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!"</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-09 22:20:27 UTC</pubDate>
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         <title>Fórum 5. Equipe 1: Yasmin Alencar, Fernanda Lara, Letícia Alves e Vitória Pitta</title>
         <author>yasmin_alencar</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1189485316</link>
         <description><![CDATA[<div>Para dar início, percebemos, de acordo com os últimos textos, aulas e discussões, a diversidade de teorias e formas de se viver, estudar e ver o envelhecimento e o ser que emvelhece. Partindo disso, abordaremos a seguir algumas das mais conhecidas: o “envelhecimento bem sucedido”, o “envelhecimento produtivo” e “o envelhecimento ativo”. </div><div><br></div><div>O envelhecimento bem sucedido é caracterizado por uma forma de envelhecer saudável, física e mentalmente, com capacidade de orientar sua própria vida de forma ativa. A definição de envelhecimento produtivo não tem um consenso, sendo relacionado a capacidade de produzir bens e serviços, tarefas que geram realização e satisfação, entre outros, e, por fim, envelhecimento ativo definido pela OMS como “[...] o processo de otimização das oportunidades para a saúde, a participação e a segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem”. Nesse contexto, o artigo de Gonçalves (2015) visa à demonstração, a partir da discussão dos referidos três modelos, de que não existe uma forma única e mágica que faça do processo de envelhecimento bom e saudável. Tendo em vista que não há uma fórmula específica, podemos falar, então, de “envelhecimento(s)”, o que envolve vários aspectos, apontando a complexidade do envelhecer e dos indivíduos que envelhecem. Além disso, a autora traz a ideia de que, para que sejamos capazes de promover a qualidade de vida e bem-estar no “envelhecer”, o que realmente importa é que tenhamos uma sociedade mais inclusiva e humanista. </div><div><br></div><div>A noção da velhice como fenômeno complexo nem sempre foi assim, pois esse processo, também de desenvolvimento humano, segundo Gonçalves, vai contra muitos estereótipos negativos que se têm sobre a velhice. Mirralles (2010, apud GONÇALVES, 2015, p. 647), nesse sentido, propõe uma leitura diferente da atual situação das pessoas idosas, reconhecendo o seu potencial produtivo como aspecto que tem permanecido invisível nas nossas sociedades”. Se, da mesma maneira, Simões (1990, p. 109, apud GONÇALVES, 2015, p. 648) aponta para o fato de que “na realidade, o idoso simplesmente não existe”, o documentário “Só dez por cento é mentira”, acerca da vida e obra de Manoel de Barros, nos mostra várias velhices e juventudes, numa realidade diferente: o do “se fazer existir”, a partir da literatura. </div><div><br></div><div>Manoel de Barros, poeta brasileiro do século XX, que diz não amar que sejam colocadas datas em sua existência, e que “o ser biológico Manoel é totalmente sem graça”, aparece dizendo que se procurou a vida inteira, mas não se achou. Só mais velho (de corpo, mas não de “ser”), parece se fazer existir, num processo contínuo de “voar para fora da asa” a partir da poesia, como ele mesmo diz. Ele afirma, inclusive, que é dois seres: carne e verso. Quem procurar entendê-lo a partir da sua obra, de fato, não poderá ter êxito, isso porque o autor Manoel de Barros, que representa o “corpo”, já envelhecido, não é o mesmo do eu-lírico, “o ser”, que traz consigo criatividade, invenção, e brincadeira; essas imagens do eu-lírico são reforçadas, no documentário, com um fluxo de imagens de crianças correndo e brincando.</div><div><br></div><div>Retomando, em relação à teoria do Envelhecimento Produtivo, são  abordadas as possibilidades da atividade produtiva na velhice como algo ligado à economia, aos bens e aos serviços. Entretanto, no documentário sobre Manoel de Barros, nota-se que o poeta cuidava de sua fazenda para se manter, mas aproveitar o ócio, inventar e fazer poesia é o que o encanta de fato, ultrapassando alguns limites do que seria considerado “produtivo”. O próprio poeta menciona em sua fala “[...] é pra isso que eu presto”, ou seja, a arte e o encantamento são um verdadeiro fator identitário para ele, demonstrando que as individualidades devem estar presentes no pensar sobre o desenvolvimento e o envelhecimento.</div><div><br></div><div>Ainda sobre o documentário de Manoel de Barros, nos é concedida a imersão em seu universo poético, observar com maior proximidade as suas visões sobre a poesia e o mundo. O corriqueiro, o que é desprezado, o excluído, o simples, são o seu foco, revelando que a maior riqueza do homem é a sua incompletude e nas pequenas coisas despercebidas. No mundo contemporâneo, onde o capitalismo regula para além da economia, suas falas são como críticas ao que se tem pensado como produtivo, só passo em que ele fala que sabe ser inútil, já que no mundo que não se tem mais tempo para quase nada, a poesia acaba sendo uma arte de “inúteis”. </div><div>Por fim, entretanto, tudo isso nos deixa claro que dedicar-se para criar poesias que provocam tamanha admiração de milhares de pessoas, fazer-se ser escutado em suas expressões de “inutilidades”, é só uma das provas que Manoel se encaixa na forma de envelhecimento produtivo, diferente do que o mesmo pensa.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-10 19:58:53 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>FÓRUM 5: EQUIPE 9: Levi de Freitas Costa Araujo, Antonio de Pádua nunes, Ana Caroline Moraes Portela, Ana Letícia Vasconcelos </title>
         <author>levifreitas24</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1190388008</link>
         <description><![CDATA[<div>O diálogo sobre inevitabilidade da morte, a reflexão acerca da obsessão pela produção de um manual hegemônico de como viver o último período do ciclo vital, propõe questionamentos do que é realmente o verdadeiro, o real, e a comprovação do quão subjetiva é a realidade, a visão do que é verdade, pelos seres humanos.  O documentário sobre a vida de Manoel de Barros e o texto da socióloga, Cidália Domingues, promovem essas reflexões e sentimentos os quais instigam na relação dicotômica do corpo e da mente um equilíbrio, o qual foi capaz de promover afeto (pela lente de Espinosa) nos participantes desse grupo. <br>O termo “envelhecimento bem sucedido” apresentado por Havinghurst já demonstra certa polarização, um contraste entre sucesso e falha, que é acentuada no decorrer da construção dessa teoria ao negar as fragilidades, as quais são intrínsecas a vivência humana, e pela substituição do mito do “elixir da imortalidade” por uma fantasia de juventude eterna, a qual é pautada pelo capital (procedimentos estéticos) e, supostamente, pela ciência. Além disso, rejeita toda a identidade do que é ser idoso ao tentar prolongar o momento da vida adulta, com um discurso evolucionista de manutenção da autonomia, quando na realidade é a resistência a ideia de não existir mais. Com isso, é compreensível essa fantasia, pois foi o primeiro passo no caminho de transver o mundo e conversar abertamente com a temida “Dona Morte”.<br>Manoel em seu documentário reafirma de modo constante a sua inutilidade, o que traz um sentimento de espanto, já que ele é um dos maiores poetas no Brasil. Contudo, ser artista, viver para a produção do belo, ainda é terrivelmente descriminado, associado a malandragem, e ser idoso em diversos meios sugere ser aposentado, não contribuir mais para economia do estado, ou seja, ser improdutivo, um inútil. A partir dessa reflexão é possível entender o porquê dessa identificação de “inútil ao quadrado”, a qual exemplifica argumentos contra a Teoria do envelhecimento da produtivo, de Butler e Gleson, visto que mesmo que Manoel não fosse idoso a sociedade ainda o consideraria inútil por ser poeta. Desse modo, apesar da proposta de “se nenhum individuo ou grupo as executar, haverá necessidade que outro individuo ou grupo as realize” ser válida, não é determinante de “valor econômico”, justamente pela existência do desvalor de tantos ofícios, como a de quem trabalha com esse o belo.<br>As Reflexões e os sentimentos provocados ao estudar a teoria do desenvolvimento humano, a qual tem um caráter existencialista, que em certos momentos proporciona angústia, promovendo cada vez mais questionamentos e a aceitação da heterogeneidade, da subjetividade desse mundo a qual vivemos. Nessa semana a influência dos relatos do documentário ampliaram essa visão de realidade, a qual para o grupo, fui protagonizado pela crença do Manoel de ser observado pelos objetos, pelos animais, pelo meio e a validação dessas interações, o que sucinta um desejo de sermos pessoas menos razoáveis como ele.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-11 02:28:31 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>FÓRUM 5: Jamila Silva, Ana Beatriz, Sara Maciel, Joaquim Martins, Thais Queiroz</title>
         <author>jamila12</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1205021055</link>
         <description><![CDATA[<div>Primeiramente, gostaríamos de dizer que nos sentimos extremamente sortudos por ter a possibilidade de assistir um documentário tão belo e tão simples, mas cheio de vivacidade, que nos mostra uma forma única de ver o mundo. <br>O documentário nos traz Manoel de Barros, um poeta que, segundo o próprio, "só vivenciou a infância", o que por conseguinte baseou muitos de seus poemas. Dito isso, nos lembramos de uma parte do texto em que se aborda a complexidade da velhice e sua heterogeneidade, destacando que não necessariamente irá ocorrer uma sincronia entre o relógio biológico do ser humano e a atitude dele diante da vida.<br>Levando em conta esse pensamento, fizemos uma correlação com a noção de envelhecimento produtivo, de Kaye, Butter e Welester (2003), que vão conceituá-la como atividades de realização satisfatória, que têm impacto na vida do indivíduo e na de outrem.  O que abarca a "tarefa" de ser poeta de Manoel. No entanto, entendemos também que ser poeta, para ele, era muito mais que uma tarefa ou atividade, ser poeta era o que ele era, em sua essência, o próprio em um momento do documentário disse que nasceu com essa dádiva "disfunção". Quando os autores trazem a ideia de produtividade, eles se voltam muito mais para o “produtivo econômico”, Manoel, porém, não escrevia pelo dinheiro, ele escrevia porque gostava, não podemos dizer com certeza se ele amava, já que repete algumas vezes que vê essa dádiva poética e essa perseguição que as palavras têm para com ele, mais como um carma do que uma benção. Como fãs de sua poesia agradecemos humildemente a esses carma (risos).<br>Trazendo agora o conceito de envelhecimento bem-sucedido, poderíamos encaixar o poeta nos âmbitos, mental elevado e um empenhamento ativo na vida, Manoel tinha sua própria forma de enxergar o mundo, enquanto muitos olhavam para cima, ele olhava para baixo, e essa forma de ver ou de imaginar um novo mundo lhe trouxe uma grande vivacidade; na entrevista, mesmo ele tendo se recusado diversas vezes até aceitá-la, vemos um senhor com uma criatividade imensurável, e que mesmo na idade avançada criava e relembrava de suas atividades, o que, cremos nós, foi algo que ajudou no mantimento de seus processos mentais elevados. Manoel, contudo, em contraponto ao que essa teoria fornece, tinha sim um conhecimento de sua fragilidade e não aparentava raiva ou desagrado com esta. <br>Após fazermos essas relações do poeta com as teorias que nos apresentadas, gostaríamos de trazer uma de suas belas poesias, que assim como ele diz, “poesia deve ser comungada”, então resolvemos trazer essa para que comunguemos: </div><blockquote> O<em> tempo só anda de ida.<br>A gente nasce cresce amadurece envelhece e morre.<br>Para não morrer tem que amarrar o tempo no poste. <br>Eis a ciência da poesia: <br>Amarrar o tempo no poste. <br>Manoel de Barros.</em></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-15 22:41:46 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>FÓRUM 5: Equipe 6: Malena Dacca, Gabriel Dias, Rafael Carlos, Ariel Martins, Jozenilton Benicio</title>
         <author>malenadacca</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1214883348</link>
         <description><![CDATA[<div>O tema principal de nosso debate são os desafios do idoso no contexto contemporâneo, abrindo a discussão para as seguintes pautas: o “envelhecimento bem sucedido”, o “envelhecimento produtivo” e “o envelhecimento ativo”. <br><br>No que diz respeito ao envelhecimento bem-sucedido, citado por Havighurst, têm-se a necessidade de uma prevenção muito forte, com o funcionamento físico e mental elevado, um empenhamento ativo na vida e, consequentemente, um baixo risco de doenças ou incapacidades. Nesse sentido, existem forças e limitações nesse discurso, pois essas são pretensões universais e critérios idealizados, sendo, muitas vezes, excludente no que diz respeito aos mais frágeis e doentes, que são, em grande parte, a população idosa. E não é um defeito, não é uma “vergonha”, são apenas características da idade que devem ser reconhecidas e incluídas nesse debate. <br><br>Já no que se refere ao envelhecimento produtivo, citado por Butler, ele faz um contraponto às imagens negativas frágeis e tem um viés mais econômico. São excluídas atividades físicas e/ou religiosas e inclui-se o trabalho profissional, o voluntariado, o trabalho a favor de quem ama, dentre outros. Em suma, trata-se de um pensamento em que o idoso deve ser útil à sociedade, não sendo mais visto como incapaz ou ausente socialmente. Contudo, existem críticas em relação a esse modelo, tendo em consideração que os idosos são afastados do mercado de trabalho à medida que envelhecem. Outra crítica é: o que tem valor econômico? Onde se encontra o respeito à individualidade do idoso? E se ele preferir outro modelo de envelhecimento? Mais calmo, por exemplo.<br><br>Finalmente, no envelhecimento ativo, citado pela OMS, tem-se uma otimização das oportunidades de promover a saúde, a participação e a segurança. É um modelo que prioriza a qualidade de vida e a expectativa de uma vida saudável, considerando, inclusive, aqueles mais frágeis e doentes. A ocidentalização do conceito no paradigma do envelhecimento ativo, onde há a contextualização e a individualização do processo. <br><br>Ao fazer um paralelo com o documentário, Manoel se mostra uma pessoa surpreendente. Surpreendente até demais, tendo em consideração que não é esperado que alguém da sua idade produza algo como aquilo. A sociedade, infelizmente, ainda espera pouco dos idosos.<br>Ao se atentar ao lugar de inutilidade, podemos fazer uma relação com o que estudamos anteriormente, onde vimos autores falando da necessidade de produtividade dos idosos. Porém Manoel cita esse processo produtivo como inutilidade. Sendo, assim, quase uma ironia referente ao envelhecimento bem-sucedido e produtivo. <br>Como outra ironia do documentário, é mostrado um Manoel jovem e artista, poeta. Porém só foi reconhecido em sua idade mais avançada. Ele se via mais criativo e mais produtivo em seu tempo livre do que trabalhando em si. No caso, seu momento “inútil” é quando ele mais produz e se manifesta. O poeta critica o entendimento de que quanto mais velha a pessoa se torna, melhor ela estaria vivendo. Ele valoriza sua qualidade de vida, sua produção artística, não focada na economia estatal, mas sim voltada ao seu bel prazer.<br>Manoel, ao olhar para si e sua arte, cita sua infância de forma muito presente, sendo ele um indivíduo na terceira infância, e não na terceira idade. <br>Esse documentário nos convida a refletir sobre a velhice e sobre a individualidade em questão. O que seria produtivo? É necessariamente algo econômico? Ou seria algo fisicamente praticável? Como vemos a arte nos diversos setores da sociedade e da vida? Ficamos com uma interrogação no que se refere a essa discussão, mas se uma coisa sabemos é que existe uma complexidade nesse assunto que nenhuma das teorias levantadas foi capaz de contemplar inteiramente.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-18 12:00:51 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>luciannesilva</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1271584796</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-03-04 22:39:44 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Fórum 6. Equipe 1: Yasmin Alencar, Fernanda Lara, Letícia Alves e Vitória Pitta</title>
         <author>yasmin_alencar</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1276811718</link>
         <description><![CDATA[<div>O artigo escrito por <mark>Fernando Pocahy</mark>, que objetiva provocar olhares desviados sobre as gerações e diversidade sexual, nos traz alguns questionamentos, dentre eles: “O que deve o sujeito contemporâneo à sua idade e quais são as hierarquias produzidas em nosso tempo para a objetificação de discursos de inteligibilidade? O que pode uma vida com a sua idade? O que pesa e o que conta a idade que levamos? Pode um sujeito existir – oferecer inteligibilidade social - sem a sua idade? E uma idade pode ser a mesma de uma geração a outra? O que o corpo deve aos regimes políticos na gestão da vida (generificada) e qual o papel da(s) Psicologia(s) nessa trama discursiva das fases de vida – como a adolescência e/ou juventude?” (p.197).<br><br></div><div>A partir das falas da <mark>psicóloga Mariana Oliveira</mark> se observa, também, o mesmo conteúdo: que há certo preconceito em relação à sexualidade do idoso, visto que existe uma grande percepção cultural de que a atividade sexual não está presente na vida de idosos. Esses tabus, devido principalmente à falta de informações sobre o envelhecimento e a sexualidade, fazem que idosos pensem que não possuem mais direito ao prazer sexual. Ademais, outros fatores também contribuem para que esses mitos sejam perpassados, incluindo a infantilização do idoso, a dependência familiar e a vida em instituições. Toda essa lógica está ligada a uma perspectiva biológica do corpo, de que as mudanças fisiológicas na velhice trazem limitações e que por isso a sexualidade deve ser anulada. Em contrapartida, é necessário entender que essas mudanças são naturais; tornando-se importante observar que o prazer não é exclusivo da penetração e procurar também outros meios de encontrá-lo, e que a sexualidade deve ser entendida levando em consideração os <mark>aspectos biopsicossociais</mark>.  <br><br></div><div>Desse modo, a velhice como um momento em que há um declínio sexual inevitável, devido a fatores biológicos, representou por muito tempo as reflexões acerca do envelhecimento, e é inegável que há uma infantilização da pessoa da terceira idade, como se essas pessoas não possuíssem anseios, isso porque existem certas expectativas produzidas para cada idade da vida. Além disso, tais reflexões por muito se pautaram na comunidade heteronormativa. Buscamos, aqui, pensar um pouco na vivência dessas pessoas, em especial naquelas que fogem à norma socialmente construída. </div><div><br></div><div>O <mark>documentário Bailão do ABC</mark>, que nos foi sugerido, mostra a vivência dessas pessoas. Um ambiente criado para que fossem eles mesmos; diz um dos sujeitos que “já que eu não posso mudar a sociedade, eu vou me mudar; eu vou me conhecer”. Esse lugar permitiu que o sujeito gay pudesse estabelecer uma nova relação com a cidade, na medida em que pôde se perceber como parte de algo. Inclusive, esses sujeitos são mostrados caminhando pela cidade, de dia, na busca de um espaço em que se sintam acolhidos. Apesar disso, foi na noite, nas sombras, que puderam descobrir sua sexualidade, como foi o caso do senhor que nos conta como eram as paqueras à sua época, bastante veladas, discretas, por serem consideradas parte da margem, já que não seguiam tais normas. Sobre uma dessas experiências, ele diz: “foi bom que eu comecei a perceber que não era eu sozinho no mundo que tinha interesse por homem. Não fui eu a aberração da humanidade e que sim existia um núcleo, mas era um núcleo tão escondido que eu tinha que procurar que era”. E, infelizmente, essa questão continua à margem. O próprio termo que o sujeito usa, “aberração” já demonstra isso, essa tendência a reprimir aquilo que se é, como se fosse algo monstruoso, na busca de se encaixar num padrão.</div><div><br></div><div>Ainda nesse contexto, na literatura, conseguimos pensar na obra literária de <mark>Virginia Woolf</mark>, que se chama <mark>“Mrs. Dalloway”</mark>. No livro, temos a personagem principal, Clarissa, já com cerca de 50 anos, que se tornou tudo aquilo que foi ensinado a ela. Da mesma forma do documentário, ela começa andando pelas ruas da cidade, em Londres, mas a caminho do psiquiatra. Trata-se de uma literatura escrita em fluxo de consciência, bastante reflexiva, que traz aspectos também velados. Apesar de ter se casado com um homem, de ter construído família, aos poucos passamos a perceber,  durante a leitura, que Clarissa era apaixonada, na sua juventude, por Sally; e lembra-se disso como o momento mais feliz de sua vida, mas que não pôde vigorar. Percebemos, nesse livro, como as imposições sociais impostas à mulher londrina (e não só a ela, tenhamos certeza), a deixam infeliz. O dever de se casar com um homem rico, e de ter filhos com ele, a obrigam a permanecer debaixo desse véu.</div><div><br></div><div>Assim, Pocahy pensa em questionamentos e deslocamentos éticos necessários para se contestar os “Sistemas/Regimes de Verdade” (p. 205), nos quais os discursos e modos de subjetivação são tecidos. Tais regimes são construídos socialmente, e submetem o sujeito a exigências muito específicas que o façam ser “reconhecido” como alguém de fato munido de direitos.  Nesse sentido, Pocahy provoca um confronto a essas medidas disciplinares, partindo de uma visão mais ampla sobre as interseccionalidades, como gênero, classe, idade, etnia, raça e sexualidade, além do reconhecimento do grande papel das políticas de biopoder. Dessa forma, as resistências às normas são estabelecidas, e as heranças são deixadas de lado.</div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-06 15:55:07 UTC</pubDate>
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         <title>Forum 6. Equipe 5: Diego Camargo, Karinne Gomes, Lucas Mota, Raquel Fernandes</title>
         <author>quelfernandes_pinheiro</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em um mundo feito para jovens, a velhice parece não se encaixar. Em vez disso, ela se apresenta à medida em que é invisível e indiscutível, distante de todo o resto do mundo que pertence à normatividade da juventude. Sendo assim, não surpreende como um aspecto tão importante dessa normalidade, o sexo, se torna supostamente inviabilizada com o marco da velhice, como se para essas pessoas fosse imposta uma assexualidade essencial ao estado de ser idoso, independente das condições reais desses sujeitos.</div><div>Dessa forma, entende-se a idade como um marcador de controle social de diversos aspectos, dentre os quais a sexualidade, que se intercepta com gênero, raça, classe social, etnia e demais outros, segue uma lógica de dominação que também se relaciona com um período de perda de autonomia. </div><div>Com isso, a sexualidade é entendida como um tabu, ao mesmo tempo em que é naturalizado de forma rasa, como que feita para e praticada livremente por homens cis, héteros e jovens e expressada de forma restrita, visando a performance e prazer masculino e negando a outros sujeitos suas próprias maneiras de demonstrar afeto e de fazer e sentir sexo. Assim, é de fundamental importância uma reflexão aprofundada sobre o sexo, principlamente para os idosos, como uma prática não apenas reprodutiva ou performática, mas sim como atitudes que refletem e expressam intimidade e prazer, dois aspectos fundamentais para a manutenção do bem-estar pessoal.</div><div>Toda essa discussão foi abordada em algumas produções de telenovelas pela emissora Globo. Em “Amor à vida”, por exemplo, é retratado o arco de dois personagens, Bernarda e Lutero, que se conheceram já na velhice e então começam a desenvolver um relacionamento. Tal relacionamento era vigiado por todas as pessoas ao redor, em especial a família de Bernarda, que tentou controlar seu comportamento ameaçando colocá-la em uma casa de repouso já que ela estava começando a “dar trabalho”. Os familiares de Bernarda expoem todo seu preconceito ao saber que ela e Lutero estão tendo relações sexuais, recriminando seus comentários de como estava satisfeita em estar se relacionando de uma forma que a agradava. </div><div>Outro exemplo é a novela “Babilônia”, que logo no primeiro capítulo mostra uma cena de duas personagens, Teresa e Estela, duas mulheres casadas há muito tempo, se beijando. A novela trazia cenas de seu dia a dia, mas no momento que ambas trocam um beijo, o público em geral recriminou a cena durante a época de sua exibição original, taxando-a como inapropriada e inadequada, evidenciando preconceitos e atitudes discriminatórias em relação à diversidade sexual dos idosos a partir de tabus e estigmas existentes. Aqui, além da representação de relações íntimas na terceira idade, soma-se o aspecto de sexualidade, com um casal de lésbicas, algo que se sobressaiu em comentários preconceituosos.</div><div>Vemos que os dois exemplos carregam as tentativas de recriminar a livre expressão sexual de pessoas na terceira idade, seja isso vindo tanto pelas falas dos outros personagens, seja pela manifestação dos telespectadores. Todo esse discurso se pauta, majoritariamente, numa lógica de vida pautada no ciclo vital, o qual estrutura-se no crescimento, culminância e contração. Sendo assim, passada a maturidade sexual, não faria sentido nem seria possível manter relações sexuais.</div><div> Contrariando tal lógica hegemônica, pensamos a sexualidade como um conceito biopsicossocial, pois é perpassada por fatores psicológicos, biológicos e sociais. A mente influencia nosso corpo, assim como o corpo interfere na mente. Apesar das comorbidades que a  velhice pode trazer, cujo impacto biológico afeta o desempenho sexual, isso não impossibilita o desenvolvimento de novas formas de estar se relacionando. Socialmente falando, as noções de sexo podem ser limitantes para quem se encontra na terceira idade, por isso faz-se necessário ampliar nossas visões e leituras sobre o que é sexualidade, como ela pode se manifestar e para quem ela é permitida. </div><div>Esses questionamentos são importantes para fornecer um espaço acolhedor aos idosos, e até pessoas que tenham a sua sexualidade marginalizada, pensando em como isso afeta a sua saúde psíquica e física. É preciso lutar para que mais pessoas da vida real possam sentir-se empoderadas para falar “Eu tenho direito de retomar a minha vida [...] Você acha que eu estou com algum problema? Sinceramente, problema tem você, que está sozinha" como diz Bernarda na trama de “Amor à vida”.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-09 10:38:30 UTC</pubDate>
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         <title>FORUM 6: EQUIPE 9: Levi de Freitas Costa Araujo, Antonio de Pádua Nunes, Ana Caroline Moraes Portela, Ana Letícia Vasconcelos</title>
         <author>levifreitas24</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1290402301</link>
         <description><![CDATA[<div>“Afinal, de que corpo se fala e qual corpo se reivindica nas políticas de identidade ? que corpo e que práticas importam para as lutas das ‘identidades’ minoritárias”<br>( p.206) trata-se de uma questão fundamental trazida pelo texto de Pocahy para se pensar a relação interseccional existente entre os mais diversos dispositivos presentes nas sociedades ocidentais contemporâneas, sobretudo quando se pensa  nos conceitos de idade e velhice, muitas vezes utilizados, segundo o autor, como dispositivos normalizadores ou uma essência única e estável, não permitindo um olhar humanizado sobre as diversas subjetividades lidas como velhas pela nossa sociedade, Em outras palavras, as sociedades ocidentais cristalizaram uma noção essencialista sobre o que seria a pessoa idosa, silenciando toda uma diversidade de subjetividades que fogem desse estereótipo. </div><div>Tal afirmação fica mais clara quando  interseccionada com os debates sobre gênero e sexualidade, uma vez que parte da constituição do "estereótipo de idoso” parte de noções heteronormativas e cisnormativas, a primeira imagem de idoso que vem a cabeça geralmente seria um patriarca de família, hétero e cisgenero, ou mesmo uma imagem não sexualizada/ erotizada da velhice, o velhinho ideal, além de hetero e cisgenero, seria tido como uma pessoa deserotizada, que não teria libido ou “tesão” pois o seu tempo já “teria passado”.</div><div> Esses pensamentos, fortemente embasados em um discurso moderno biologicista ( tanto no pensar de um gênero ou sexualidade naturais, quanto a própria noção desenvolvimentista clássica que atribuiria a velhice a porção final da vida, onde a decrepitude seria o fim) não só acabam por agirem como normalizadores nocivos para a os corpos lidos como idosos em geral, como acabam por atingir e afetar especialmente os corpos idosos insurgentes, como fica claro ao ver o documentário “ABC bailão em SP” onde fica claro em vários momentos na fala dos entrevistados essa relação determinista, em especial uma fala onde o entrevistado diz “ não dá para ser mocinho com 65 anos, vou continuar sendo marginal”  demonstrando esse imperativo da “velhice normal” que designa aos sujeitos dissidentes da normalidade o lugar único da marginalidade e silêncio.</div><div>Entretanto, retomando à pergunta de Pocahy previamente feita, o seguinte questionamento pode ser feito, “onde estão os corpos negros e que escapam do binarismo de gênero nesses espaços e discursos ?” Tal questionamento ficou mais evidente ao assistir o documentário citado anteriormente, uma vez que a maioria dos entrevistados ou dos corpos frequentadores dos bares mostrados eram homens cis brancos. </div><div>Diante disso vale pensar interccecionalmente, levando em consideração o genocídio da população negra, se não existiria corpos multiplamente apagados, corpos aos quais a propria noção de velhice seria uma possibilidade inexistente, afinal, onde estão os/as idosos(as) negros  gays, bissexuais, pansexuais, travestis, não binaries e transgeneros ? e qual as possibilidades de atuação para uma psicologia não normalizadora uma vez que a esses corpos é negada a vida, não só simbolicamente mas fisicamente também ?     </div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-10 00:06:17 UTC</pubDate>
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         <title>FÓRUM 6. Equipe 2: Aléxia Gaspar, Eveliny Costa e Iasmin Emanuelle</title>
         <author>iasminfrs</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1290849248</link>
         <description><![CDATA[<div>Em contrapartida às imposições de limite e de conceitos e regras regulatórias, em que cada pessoa deve se fixar em um lugar correspondente a sua idade, orientação sexual, posição econômica e seu gênero, deve-se notar as nuances que envolvem a sexualidade nos diferentes períodos da vida, sendo este tema ainda mais pertinente ao se comparar a juventude e a velhice , haja vista a existência de um imaginário social que limita a expectativa etária das práticas sexuais, sendo, de certo modo, um tabu falar em exercício da sexualidade na velhice. Ainda mais revolucionário é pensar em práticas sexuais entre idosos fora do regime familista e não inseridas no padrão heterossexual, como foi abordado no documentário "Bailão do ABC", em que se retrata a realidade marginalizada a que são submetidos idosos homossexuais na sociedade, utilizando de fuga da intolerância social por meio dos "bailões" voltados ao público LGBT, onde eles podiam viver a sua subjetividade sem correr riscos. Não apenas bailões, como cinemas, saunas e bares voltados ao público LGBT são lugares que comportam esse público e resistem à norma geracional, sendo incomum, nestes lugares, ocorrer o normal "choque de gerações" que é tão comum em lugares voltados ao público heterossexual - peculiaridade esta que constata um fato pouco discutido: a velhice, independentemente da sexualidade, é, por si só, um lugar à margem da sociedade padrão. Neste contexto, pode-se citar um  lugare em Fortaleza muito frequentado por idosos LGBT's, mas que reúne pessoas de todas as opções sexuais e idades, que se sentem mais à vontade em frequentar este lugar "marginal" justamente por sua resistência ao padrão socionormativo: o Disney Lanches, situado no centro de Fortaleza, o qual, durante o dia, cumpre a sua função de lanchonete e, durante a noite, recebe todo tipo de público para festas "clandestinas", onde as pessoas podem sentir-se livres, longe dos "olhares vigilantes e punitivos", intrínsecos à sociedade, como já discutiu Michel Foucault. <br>Ademais, salientando aspectos referentes a performances eróticas na velhice, é válido salientar a constante regulação do corpo, principalmente do feminino, ao atingir a velhice, podendo isso ser percebido desde o controle sobre a mudança das vestimentas das mulheres ao atingirem uma idade considerada elevada até a regulação de práticas sexuais entre estas, principalmente quando as relações sexuais estão fora de um contexto conjugal. Tais controles tornaram-se tão arraigados que saíram do controle social para passarem a um autocontrole pelas próprias mulheres com idade "avançada", ainda mais quando estas são mães e sentem-se na obrigação de reduzirem as suas vidas aos cuidados do lar e preterir seus desejos sexuais. Dessa forma, torna-se clara a origem do preconceito sofrido por mulheres que fogem desse padrão de controle e autocontrole, de modo que, usando ainda como palco o centro da cidade de Fortaleza, deve-se citar o preconceito social sofrido pelas mulheres com idade acima de 50 anos que se prostituem, encontrando apenas nas noites, nesse local, um refúgio para essa vida considerada recriminável, sendo isso ainda mais claro entre as mulheres trans e travestis com +50 que encontram apenas em locais e horários considerados "marginais" um espaço de aceitação, onde elas possuem os seus próprios "jogos de verdade". Nesse aspecto de refugiar-se em uma vida marginal, pode-se citar o filme "Madame Satã", em que João Francisco dos Santos, aos 30 anos, para lidar com inúmeras barreiras cotidianas provenientes da sua condição de homem homossexual, negro e pobre na década de 1930, transforma-se em Madame Satã para dar vida a sua subjetividade por tanto tempo reprimida, vivendo, por fim, até os 76 anos em uma vida marginalizada devido à exclusão social.<br>Logo, diante dessas variadas nuances sexuais existentes na velhice, é urgente a discussão sobre a extrema regulação social e institucional sobre as vivências sexuais em qualquer nível geracional, devendo sempre haver o questionamento sobre o controle e as regras impostas na velhice, haja vista que, independentemente da idade, uma pessoa não deve ter a sua humanidade e a sua forma de humanizar-se rechaçada.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-10 02:35:41 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>luciannesilva</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1294273846</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-03-10 17:46:23 UTC</pubDate>
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         <title>FORUM 6. Equipe 8: Lucas Sousa, João Antônio, Karoliny Barrozo, Denilo Pereira</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1296309630</link>
         <description><![CDATA[<div>A partir do material disponibilizado para essa aula, incluindo a participação da psicóloga e sexóloga Mariana Oliveira com sua reflexão sobre sexualidade na velhice, nos é possibilitada um reflexão sobre as diferentes facetas da sexualidade na velhice, para além da suposta homogeneidade de experiências que é pensada sobre esse assunto pela maior parte das pessoas. <br>	Tendo isso como ponto de partida, ao pensar sobre o conceito de interseccionalidade apresentado por Fernando Pocahy (2011), traçamos um paralelo com o longa-metragem Gerontophilia (2013) de Bruce LaBruce. A obra contra a história de Lakes (18), um jovem no que seria considerado o auge da performatividade física e sexual que descobre sua atração por homens idosos, mesmo estando em um relacionamento amoroso com a bela Désirée. Ao começar a trabalhar em um asilo para idosos, Lakes conhece Melvy (81) e a partir do cuidado com ele descobre sua atração e inicia um relacionamento com ele.  <br>	Penso essa obra ser propícia para essa discussão por que a partir da repercussão de tal relação, dita como errado e antinatural, podemos levantar os seguintes questionamentos: qual a perspectiva de sexualidade para idosos? Quais os estigmas da homossexualidade na velhice? Com quem o idoso pode se relacionar? Pensar essas diferentes formas de apresentação do fenômeno da sexualidade, além dos critérios de vigor e performance, nos ajuda a encararmos com abertura a diversidade de possibilidades existentes.<br>	Ainda sobre o filme, Désirée, feminista e admiradora do movimento revolucionário, nos traz uma fala muito cabível a essa discussão quando confronta seu ex-namorado sobre a sua decisão de proceder com tal romance: “Você vai se opor a todas as ideias que temos sobre envelhecimento, beleza e o que torna alguém desejável. É uma luta contra a natureza, percebe o quanto isso é subversivo?”. De fato, se deparando com o tamanho do tabu existente em nossa sociedade a respeito da velhice e sua sexualidade, somente a subversão nos possibilita uma discussão para além de preconceitos e convenções sociais impostas por aqueles que não vivem aquilo sobre o que deliberam. <br> “Podes vê em mim a estação do ano <br>quando já não restam mais do que algumas folhas amarelas<br>Dos ramos que tremem sob o sopro do vento<br>coros nús e em ruínas<br>donde há tempos cantavam aves doces<br>Em mim vês o crepúsculo do dia<br>que se desaparece no oeste com o por do sol<br>e tão logo será tomado pela noite escura<br>o alter-ego da morte<br>que sela todo o resto.”<br>- Melvy á Lakes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-11 04:29:21 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Fórum 6: Jamila Silva, Ana Beatriz, Sara Maciel, Joaquim Martins, Thais Queiroz </title>
         <author>jamila12</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1297329934</link>
         <description><![CDATA[<div>Iniciamos novamente congratulando mais uma dessas indicações de documentários, essa em especial foi deveras tocante e emocionante, a fala de cada um daqueles homens, e o quentinho no coração e a felicidade ao vermos que finalmente depois de anos eles estão conseguindo ser quem realmente são, é algo que não se pode medir em palavras. A vida de alguém da comunidade LGBTQIA+ é sempre cheia de batalhas, mas ficamos imensamente felizes quando alguns deixam de lado a ilusão de agradar a sociedade e decidem apenas agradar a si mesmo. <br>Este documentário nos trouxe a refletir a respeito do encontrar e aceitar sua própria sexualidade já na velhice, a sexualidade de uma pessoa idosa, em nossa sociedade, não é algo que seja nem a ser pouco debatido, ela praticamente nunca é debatida, já que mantemos firme a imagem do idoso como sendo alguém que já não possui mais desejos carnais e que nem possuem mais aptidão física para realizar atividades sexuais, sendo essas mudanças, que são algo natural do corpo, muitas vezes motivos de piadas. Levando em conta esse ponto de vista, que estamos ciente de que é impregnado em nossa sociedade, faremos uma conexão com o que foi apresentado pela psicóloga Mariana no áudio. <br>A psicóloga traz que dentro da nossa cultura é negada  a sexualidade ao idoso, o que pode gerar nesse uma restrição de saúde e qualidade de vida. Algo muito interessante trazido no áudio foi o fato de muitos idosos comprarem essa ideia ofertada pela sociedade que o sexo já não é mais para eles, como vemos em muitas cidades pequenas no Brasil, e ressaltamos ainda que em especial para as mulheres, é raro você ver uma mulher idosa que ficou viúva e que depois da morte do marido voltou-se a procura de novos companheiros. Porém, nem todos compram essa ideia e continuam sim a manter uma vida sexual ativa, geralmente aqueles que tiveram ela ativa na juventude, contudo, esses idosos não são muito bem vistos na sociedade, como exemplo trazemos um trecho da novela Amor à Vida, exibida no ano de 2013 pela emissora Globo, onde tinham dois personagens, uma idosa chamada Bernarda (Nathalia Timberg) e um idoso chamado Lutero (Ary Fontoura), ambos se apaixonaram já em idade avançada e um dia se encontram para consumar seu amor, no dia seguinte ao voltar para a casa da filha, que era onde ela morava, ela foi interrogada pela filha Pilar e pelo neto Félix de como havia sido seu encontro e por que ela não tinha voltado para casa ainda a noite, ambos se recusaram a aceitar o que estava óbvio e irritada com a forma que a filha e o neto negavam os fatos fala: “Se querem saber, eu transei, sim. E para encerrar as especulações, funcionou! Funciona e deve funcionar outras vezes”, Pilar olha para ela chocada e esbraveja: “Precisava ter sexo, mamãe? Eu acho um pouco inconveniente. Na sua idade? Eu não me conformo!”. Tiramos por esse exemplo a forma como um idoso que escolhe continuar tendo uma vida sexual ativa é vista.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-11 10:39:01 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Fórum 6: Equipe 6: Malena Dacca, Gabriel Dias, Rafael Carlos, Ariel Martins, Jozenilton Benicio</title>
         <author>malenadacca</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1304565840</link>
         <description><![CDATA[<div>Envelhecer não é sinônimo de inexistência do desejo sexual, mas infelizmente  é isso que podemos observar na sociedade em que estamos inseridos. Além desse impasse, ainda contamos com um processo terrível de infantilização do idoso, que cria esse estigma de que eles não podem ter uma vida sexual ativa, assim como às crianças. Essa fala foi muito bem colocada pela psicóloga Mariana Oliveira e nos trás vários pontos de reflexão. <br><br>Um que nos chamou atenção, principalmente complementado pelo documentário, é a questão de que muitos idosos não puderam vivenciar a vida que eles tanto idealizavam. Sabemos que ainda estamos longe do ideal, mas como foi falado no documentário, muitos que lutaram por essa liberdade de expressão da sexualidade do idoso, não estão vivos para se deleitarem dessa realidade hoje em dia, que não é mais tão estigmatizado como décadas atrás. <br><br>Outro ponto a ser destacado é a questão da saúde dos idosos, que muitos ainda pensam que às relações sexuais se dão apenas pelo ato puro e simples da penetração e por isso, não seria agradável para os idosos fazerem sexo (para a mulher pelo fato da falta de lubrificação da vagina e para o homem, o fato da dificuldade da ereção). Sendo que essa ideia foge bastante da realidade, tendo em vista que a relação sexual vai muito além disso, não é apenas algo físico, envolve emoções e há inúmeras formas de estimular esse tipo de prazer sem necessariamente ter o ato da penetração. <br><br>Dessa forma, para os idosos seria até uma abertura para experimentar coisas novas, experiências que talvez nunca tiveram durante a juventude, principalmente para as mulheres, uma vez que os idosos de hoje viveram um período que a relação sexual se traduzia em dar prazer para o homem.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-12 23:31:28 UTC</pubDate>
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         <title>FORUM 7: LUIZ GUSTAVO,CARLOS HENRIQUE,CATHARINA OLIVEIRA,ANA RIZIA E JOAO CARLOS</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1323443524</link>
         <description><![CDATA[<div>Padlet 7<br>O processo de avaliação psicológica consiste em um aparato de instrumentos, estudos e <br>investigação a respeito das relações entre o cérebro e o comportamento, especialmente em <br>suas disfunções. Em psicologia, o instrumento principal utilizado para investigar essas <br>relações são os testes psicométricos, eles ajudam na comparação de graus de cognição entre <br>diferentes indivíduos, identificando possíveis alterações. São bastante utilizados <br>principalmente na identificação de déficits de cognição, auxiliando na diferenciação precoce <br>entre demência, comprometimento cognitivo leve, distúrbios psiquiátricos e outras síndromes <br>neuropsicológicas (Hamdan, 2018). <br>A ética no processo de avaliação é imprescindível. É necessário considerar questões sociais, <br>situações emocionais do sujeito, respeitando também suas crenças e sua capacidade de <br>participar do processo (Hisatugo, 2013). O envelhecimento biológico do ser humano é um <br>processo que ocorre universalmente, mas que tem características que podem se expressar de <br>diversas formas. Nesse sentido, como bem explorado na aula da professora Liana, num <br>processo de avaliação psicológica faz-se necessário considerar diversos fatores, dentre eles, <br>biológicos, genéticos, estilo de vida e situações estressoras, por exemplo. <br>Isso quer dizer que, ao pensarmos sobre as mudanças neurobiológicas que acontecem com o <br>passar do tempo, como por exemplo, alterações no tamanho e no peso do cérebro, na <br>vascularização, e declínio cognitivo, para chegar ao diagnóstico de uma possível doença, é <br>necessário levar em conta além dos resultados das testagens, considerando sempre o contexto <br>do sujeito. O que tem um peso maior, é de que forma essas mudanças agem na vida do sujeito, <br>se lhe causam algum prejuízo funcional. As síndromes demenciais têm como característica <br>apresentar formas mais violentas de declínio cognitivo, passando por fases de <br>comprometimento que, dentro de um contexto, podem ou não revelar de forma precoce alguma <br>doença. Dessa forma, somente uma avaliação profissional eficiente, não reducionista e que <br>considere os diversos aspectos que envolve o processo do envelhecer é capaz de ser aliada na <br>vida do sujeito. <br>HAMDAN, Amer Cavalheiro; RAMOS, Ari Alex. Avaliação Neuropsicológica na Doença <br>Alzheimer e Demência Frontotemporal: critérios nosológicos. Interação em Psicologia, <br>Curitiba, v. 18, n. 3, june 2016. ISSN 1981-8076. Disponível em: <br>&lt;https://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/47039&gt;. Acesso em: 17 mar. 2021. <br>doi:http://dx.doi.org/10.5380/psi.v18i3.47039.<br>HISATUGO*, Carla Luciano Codani. O início do processo de avaliação psicológica. Psicol <br>inf., São Paulo , v. 17, n. 17, p. 193-199, dez. 2013 . Disponível em <br>&lt;http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1415-<br>88092013000200011&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. acessos em 17 mar. 2021.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-18 01:48:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Fórum 7: Denilo Pereira, João Antônio, Lucas Sousa, Karoliny Barrozo                   Ao analisarmos a definição de avaliação psicológica, constatamos que é caracterizado por um processo que engloba uma série de práticas de cunho investigativo que podem ser aplicadas em um ou mais indivíduos em períodos distintos ou não. Tem como objetivo obter maior precisão sobre aspectos daquele que está sendo avaliado e suas demandas, para assim levantar características de tal e que podem ser utilizadas nas mais diversas áreas de atuação de um psicólogo, tendo como possibilidade proporcionar maior segurança ao realizar intervenções específicas no processo terapêutico, e/ou mensurar e delimitar “deficiências” e incrementar “pontos fortes” na cognição do indivíduo. De forma mais clara, consiste em um procedimento que parte da coleta e avaliação de dados, que por sua vez foram obtidos por métodos criteriosos e bem delimitados.A avaliação psicológica quando direcionada para o público idoso possibilita a expansão de uma perspectiva de cuidado, ao apresentar meios de proporcionar maior segurança cognitiva no decorrer da vida humana, com métodos seguros que garantem e incentivam formas de que o envelhecimento com maior qualidade de vida, reduzindo perdas significativas na cognição. Também podendo agir como desmistificadores de estereótipos e estigmas sobre a decadência cognitiva relacionada à velhice. pois ao fornecer e incentivar meios para que o indivíduo permaneça autônomo, sabendo que é natural que disfunções neurobiológicos possam surgir com mais frequência conforme a idade prossegue, reforça a percepção que nada implica que o desenrolar dessa fase da vida não possa ser saudável e pleno.      </title>
         <author>joaoacaguiar1</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1327005962</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-03-18 18:17:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>luciannesilva</author>
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         <pubDate>2021-03-24 23:34:48 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Forum 8 . Equipe 5: Diego Camargo, Karinne Gomes, Lucas Mota, Raquel Fernandes</title>
         <author>quelfernandes_pinheiro</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Olá turma, olá professora! Estávamos pensando o quanto esse tema é intrigante e ao mesmo tempo tão complexo. Falar sobre luto e morte não é um assunto muito interessante para nós humanos, visto que somos a expressão da finitude da vida. Ao longo da história, sempre procuramos encontrar algo que transcenda essa vida, porque em nossos íntimos queríamos ser eternos. Temos tantos sonhos e projetos que uma vida seria pouco para realizá-los. Todavia, a vida tem um final e é importante saber se relacionar com ele da melhor forma possível, para que não venhamos a sofrer demasiadamente. Entretanto, a vida chega ao fim de formas diferentes para cada um.&nbsp;<br><br></div><div><br>	 Porém, não é apenas a morte que causa luto. O luto é a expressão da perda e a forma como alguém lida com ela. Os lutos ao longo da vida são comuns e precisamos falar sobre eles, para que dessa forma possamos aprender a lidar com esse sentimento. Quando nos apegamos, perder pode ser muito doloroso, mas não elaborar esses sentimentos não nos ajuda a seguir em frente. Vários são os lutos ao longo da vida: a perda dos nossos objetos transicionais, depois a perda de um animal de estimação, a mudança de escola, endereço dentro outros. Tudo isso causa dor e desespero.&nbsp;<br><br></div><div><br>	Em culturas ocidentais é comum ver os rituais atrelados ao luto como eventos de silêncio e respeito, onde as pessoas que ainda vivem expõe a sua tristeza e lamentam-se pela sua perda. Em culturas que não têm a herança ocidental exclusivamente, percebe-se que a forma de passar pelo luto engloba outros elementos além do sentimento de pesar e dor, nas quais realizam-se eventos de celebração da vida, com um teor mais festivo e agitado.<br><br></div><div><br>No livro A Solidão dos moribundos, seguido de Envelhecer e Morrer, Norbert Elias nomeia de “moribundos” as pessoas que estão próximas da morte, seja pela idade ou por alguma comorbidade. Em muitos casos, o processo de luto pela morte desses indivíduos é, inclusive, antecipado, pois têm-se que o estágio de velhice carrega consigo toda essa configuração de esvaecimento. É uma forma de agonia, onde se perde os afetos, as alegres e onde a solidão encontra morada.&nbsp;<br><br></div><div><br>Os anos que se passam são penosos, não só para as pessoas que sofrem como também para os que são deixados sós. Ainda segundo Norbert, os vivos têm dificuldades em reconhecer os moribundos porque tentam afastar o máximo de si a possibilidade de que um dia serão como eles, depositando suas crenças na eternidade, ainda que seja num aspecto religioso.&nbsp;<br><br></div><div><br>Independente de como, todos passam pelo luto. A própria negação e tentativa de afastar-se dele compõem uma de suas fases. E se a morte de fato chega para todos, ela não o faz de maneira equitativa. Os marcadores sociais também estarão atuando nesse fenômeno, cuja característica de universalidade se mostra idealista em um mundo repleto de desigualdades.&nbsp;<br><br></div><div><br>É importante destacarmos o contexto pandêmico presente no país, que até o momento presente vitimizou cerca de 312 mil pessoas (dados atualizados até o dia 29/03/2021, de acordo com o Ministério da Saúde); de diversos contextos e realidades sociais. As discussões que perpassam o tema da morte e do luto nunca estiveram em tamanho destaque como atualmente, onde políticas públicas insuficientes para o combate à pandemia recebem descrédito das próprias autoridades e figuras de poder, juntamente com&nbsp; discursos e práticas que banalizam o sofrimento e o luto de familiares, amigos, e as próprias vítimas, que além de números; são vidas, histórias e jornadas que merecem o devido respeito. No atual cenário, práticas e rituais históricos de despedida e luto para entes queridos tiveram que ser repensados, adaptados e até mesmo suspensos diante do risco de contaminação pelo novo coronavírus, e novas formas de lidar com a dor de perder alguém surgiram em um meio ambiente on-line, destacando a importância dos relacionamentos interpessoais no lidar de situações tão fragilizantes. Salientamos que a presente equipe se solidariza com as famílias das vítimas pela covid-19 e que tal condição calamitosa venha a ter seu fim, e não a história de milhares de outras pessoas no Brasil e no mundo.<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-30 11:03:29 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Fórum 7: Equipe 6: Malena Dacca, Gabriel Dias, Rafael Carlos, Ariel Martins, Jozenilton Benicio</title>
         <author>malenadacca</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1373664026</link>
         <description><![CDATA[<div>A avaliação psicológica tem a finalidade de avaliar a saúde psicológica de uma pessoa a partir de instrumentos como testes, entrevistas, análise de dados, etc. Ela tem como objetivo de alcançar maior conhecimento de quem está sendo avaliado a fim de propor as melhores medidas para solucionar a situação específica proposta da melhor forma possível. A avaliação sempre será idiossincrática, sempre levando em conta o contexto do sujeito.<br><br>No envelhecimento biológico, essas avaliações são muito utilizadas para diagnósticos&nbsp; de síndrome cognitivas que podem ser apresentados quando estamos envelhecendo, no entanto, é necessário atenção para não focar apenas em questões genéticas, visto que o contexto e o estilo de vida do sujeito também são de grande importância para o desenvolvimento de síndromes cognitivas.&nbsp;<br><br>O declínio cognitivo é realidade para todos os indivíduos que vão passar pela velhice, a partir dos 70 anos esse declínio cognitivo se torna uma questão mais prevalente. O declínio cognitivo não vai ser avaliado apenas nos resultados das testagens também será levado em conta seu contexto social e como o prejuízo funcional impacta nisso. O comprometimento cognitivo leve (CCL) é o fator de risco para várias síndromes cognitivas, principalmente para as demências. Isto é, o declínio cognitivo é natural, no entanto, quando alguém apresenta um CCL há possibilidade de estar se direcionando para uma síndrome demencial.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-31 23:28:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Fórum 7: EQUIPE 9: Levi de Freitas Costa Araujo, Antonio de Pádua nunes, Ana Caroline Moraes Portela, Ana Letícia Vasconcelos</title>
         <author>paduanunes21</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1376742456</link>
         <description><![CDATA[<div>Acerca das avaliações psicométricas, é válido destacar que elas englobam um conjunto de práticas, teste e escalas que permitem ao profissional mensurar a funcionalidade de determinadas funções cognitivas do paciente, visando assim organizar e planejar um processo terapêutico adequado as necessidades do paciente. Nesse ínterim, se faz necessário destacar que o grau de comprometimento de determinado processo mental está diretamente vinculado aos impactos subjetivos que ele exercia na vida cotidiana do paciente.<br>Quanto aos processos de adoecimentos psíquicos em idosos é pertinente destacar que, por uma questão biológica de nossa espécie, as células do sistema nervoso humano começam a se degradar naturalmente a partir dos 40 anos de idade (lembrando que, embora o cérebro possua uma ampla capacidade de plasticidade, o nosso corpo depois de completamente desenvolvido é incapaz de produzir novas células neuronais).<br>Nesse sentido, essa população&nbsp; é extremamente vulnerável a desenvolver diversas doenças psicológicas como demência, transtorno bipolar, ansiedade, depressão, esquizofrenia e delírio.<br>A fim de se melhor compreender essa realidade, foram desenvolvidos diversos instrumentos psicométricos como a bateria multifatorial da memória, trabalhada principalmente em pacientes com suspeita de Alzheimer,  o teste de atenção d2,  o TVMs-3, teste de habilidades viso-motoras. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-01 20:37:52 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Fórum 8: EQUIPE 9: Levi de Freitas Costa Araujo, Antonio de Pádua Nunes, Ana Caroline Moraes Portela, Ana Letícia Vasconcelos</title>
         <author>levifreitas24</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1377453736</link>
         <description><![CDATA[<div>Falar em morte e luto é como mergulhar numa dicotomia, afinal ao mesmo tempo que é uma temática extremamente rica e diversa, é também, como dito pelo próprio Elias, um tema que não é muito querido por nós ocidentais, inclusive penso que essa é uma contribuição muito interessante trazida pelo autor, a ideia de que a própria simbolização do que seria a morte e tudo que envolve ela é um fenômeno da cultura, um fenômeno simbólico, claro que a finitude da vida é um fato biológico, tudo que é vivo morre, mas apenas nós humanos, fomos capazes de criar todo um universo simbólico na busca de compreender a morte, desde simbolizações bonitas e relativamente "naturais", onde a morte não é afastada da vida cotidiana ( como na cultura de culto aos mortos mexicana ou os ritos funerários dos candomblés) até a forma ocidental de lidar com a perda e a incerteza baseada em um afastamento e esquecimento daquilo relacionado, gerando uma forma de lidar com o luto geralmente solitária, a medida que diferente de outras sociedades, o individuo ocidental muitas vezes não tem tanto aparo de sua comunidade, que sente desconforto ou desembaraço em lidar com essa questão.<br>Apesar de tudo, lutos ( e não só os relacionados a morte, mas a outras perdas que nós temos ao longo da vida) são totalmente comuns e todos nós vivenciaremos em nossas vidas,&nbsp; com as particularidades de cada pessoa ou cultura, todos nós terminaremos um relacionamento, poderemos mudar de cidade ou perder um emprego que amavamos... e o luto por essas perdas não é um fenômeno que deve ser visto como&nbsp; algo pra se afastar ou sinal de fraqueza, é importante&nbsp; lidar com a abundancia de sentimentos, por mais contraditórios que sejam, e elaborar novas significações para as perdas são essenciais, em alguns casos pode ser importante o amparo da comunidade nesses momentos, apesar das particularidades de alguns momentos do luto onde comportamentos de afastamento do "mundo" são comuns, muitas vezes o silencio e o afastamento, podem se constituir como fatores de sofrimento adicionais ou podem interferir no processo de reformulação da perda, sendo esse um processo intimo, complexo mas que faz parte de nós, sendo interessante, se não fundamental, que sejam pensadas as formas como lidamos com nossos lutos e como elaboramos nossas perdas, sem propor um padrão universal tendo em vista que é um fenômeno psico-social, influenciado pela cultura e pela própria subjetividade de cada um.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-02 04:22:12 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Fórum 8: EQUIPE 8: Denilo Pereira, João Antônio, Karoliny Barrozo, Lucas Sousa O luto é visto cotidianamente no senso comum como algo inerente à velhice pela cruel lógica de que a vida de um idoso se aproxima mais da morte do que da vida. Além disso, a perda de amigos e familiares de sua idade é sentida de forma mais recorrente do que nos mais jovens. Havendo uma banalização da vivência do luto pelo idoso, entretanto, a vida não se resume a meras etapas, pois se desenvolve de forma não-linear e com múltiplos pontos de viradas, sendo assim, não é justo enxergar a vivência de luto por idosos como algo que eles sabem lidar com naturalidade por terem vivido mais tempo. Perder algo ou alguém, se faz presente desde que nascemos até o momento de nossa morte e o luto dessas partidas não se resume apenas ao luto da morte assim como o sofrimento inerente a isso. Como disse Cícero na obra A velhice “Aliás, quem pode estar seguro, mesmo jovem, de estar ainda vivo até o anoitecer?”, “E o velho, por sua vez, nada mais teria a esperar do que a morte, tanto sua quanto dos seus?”Ao dar enfoque aos “moribundos”, Norbert Elias apresenta aspectos entranhados na cultura da sociedade ocidental e sua forma de interpretar a morte e o luto, principalmente sob a significação daqueles que a observam e a evitam como mecanismo histórico de nossa sociedade. Inevitavelmente se torna infrutífero tal forma de evitação, pois entre as partidas significativas que ocorrem na história de vida de cada indivíduo, ocorrem pequenos processos de enlutamento, presentes nas microrrelações que possuímos em conjunto com a morte de pessoas simbólicas que contemplamos. A negação dos sentimentos e da própria realidade da “partida” amortiza parte das considerações únicas que formam toda a individualidade de um povo, e que serão perpetuadas através de uma cultura comum. Em um período tão caótico como o vivido, as discrepâncias éticas no compromisso dos povos do mundo para consigo, são expostas nas perspectivas distintas entre ocidente e oriente e tomam proporções imensas quando postas frente a pandemia. A negação da dignidade da vida e da morte e a desumanização do vulnerável(mesmo que seja apenas como ideia), repercutem em uma sociedade que permite que se morra ao relento, por que já não detêm o valor de uma figura jovial ou “íntegra”. O “moribundo”, já em processo de finitude, é invisibilizado e sua existência deixa de ser passível de afeto e compaixão, logo quando há mais necessidade do contato “humano” para abarcar a infinidade de conexões que podem ser feitas à tal história de vida. E mesmo que prontamente se encerre, enquanto estiver presente haverá algo a agregar ao seu próprio universo particular e o compartilhado com os outros. A desumanização da morte que enfrentamos em nossa realidade, é a própria banalização do que é viver e o peso do que deixamos, e pragmaticamente, como os números inferem, saber reconhecer isso como um grupo que busca prosperar em conjunto, é o melhor meio de respeitar e preservar o direito à vida. Reinterpretando os versos de Vinicius de Moraes, “que seja infinito enquanto dure”, e que haja espaço para isso.</title>
         <author>joaoacaguiar1</author>
         <link>https://padlet.com/luciannesilva/4ryfodmvc3vmyd70/wish/1391912703</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-04-07 15:16:06 UTC</pubDate>
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