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      <title>Portfólio Digital  by Deysed Silva</title>
      <link>https://padlet.com/deysedsilva/4qno2ktxktlo08am</link>
      <description>Portfólio digital solicitado pela disciplina “Saúde da população negra e indígena”, criado pelos discentes: Deysed Fernanda, Lidwine, Martha Santos e Silvanio Martins. </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-02-05 13:16:21 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>O sistema de saúde é racista?</title>
         <author>marthalima21</author>
         <link>https://padlet.com/deysedsilva/4qno2ktxktlo08am/wish/2875805313</link>
         <description><![CDATA[<p>A escravidão colocou o povo negro em uma posição de subalternidade que até os dias de hoje vem gerando consequências. A utilização dessa comunidade como cobaias humanas tirou dela toda a humanidade, tratando-a como inferior mesmo após a abolição da escravidão. Práticas antiéticas ocorreram em nome da “ciência”, no contexto da saúde, infelizmente, não foi diferente. O caso  Tuskengeen , que aconteceu no Alabama em 1932, é um exemplo nítido de como a vida negra vale menos ao utilizar homens negros como cobaias em nome da “ciência". Além disso, a exclusão social e a desigualdade, frutos do sistema escravocrata, corroboram com os estigmas criados acerca da comunidade negra e influenciam também a forma como o acesso a saúde chega até ela. Ademais, é comum escutar comentários do tipo: “Negros são mais resistentes a dor”, mas por quê? não existe uma preocupação da maioria dos profissionais com esse preconceito que atravessa o âmbito da saúde, muitos ainda reforçam essas práticas. Essa discriminação que sufoca toda uma população, só colabora cada vez mais com a discriminação.  Ser negro em um país que tira dele a humanidade é lutar todo dia por uma vida. Assim, fica o questionamento: O sistema de saúde é racista?</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-06 23:29:25 UTC</pubDate>
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         <title>Discriminação, saúde e racismo. </title>
         <author>marthalima21</author>
         <link>https://padlet.com/deysedsilva/4qno2ktxktlo08am/wish/2875806376</link>
         <description><![CDATA[<p>Inicialmente, é necessário compreender o significado de discriminação. De acordo com Bastos e Faerstein (2013), a discriminação é um tratamento injusto motivado por traços identitários ou direcionado a grupos específicos não ocorrendo por características individuais, considerado um comportamento enviesado que ocasiona desvantagens e cria uma hierarquia entre grupos. Dessa forma, é possível entender a relação entre as experiências discriminatórias que a comunidade negra sofre e como isso afeta as condições de saúde da mesma, o que acarreta o desenvolvimento de doenças mentais, problemas hormonais, uso excessivo de drogas, entre outros. Quando o indivíduo sofre uma situação de racismo, por se tratar também de um episódio imprevisível, acaba-se por ser exposto a uma condição de estresse e de difícil controle (Pascoe; Richman, 2009 apud Bastos;Faerstein, 2013), colocando-o em uma situação de vulnerabilidade psíquica e física, o que pode gerar efeitos patológicos.</p><p><br></p><p>Referência: BASTOS, J.L., and FAERSTEIN, E. Aspectos Conceituais e Metodológicos das Relações entre  </p><p>Discriminação e Saúde em Estudos Epidemiológicos. Rio de Janeiro; 2013. Acesso em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.scielo.br/j/csp/a/Pn8JjxzYQm73BtzbPxpgVJS/abstract/?lang=pt">https://www.scielo.br/j/csp/a/Pn8JjxzYQm73BtzbPxpgVJS/abstract/?lang=pt</a>&gt;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-06 23:31:41 UTC</pubDate>
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         <title>Sobrevivendo no inferno</title>
         <author>silvanioconceicao</author>
         <link>https://padlet.com/deysedsilva/4qno2ktxktlo08am/wish/2876284553</link>
         <description><![CDATA[<p>A experiência de ser negro não é simples. A influência persistente daqueles que um dia escravizaram os negros e indigenas permanece enraizada nos centros de poder, perpetuando uma opressão que perdura ao longo do tempo. O país, especialista em apagar capítulos da história, tem uma tendência notável de negligenciar a narrativa desses povos. A história, muitas vezes, é contada pelos detentores do poder, resultando em um apagamento significativo das experiências desses indivíduos, tornando difícil traçar com certeza suas origens. A falta de conhecimento sobre a origem dos nomes e a incerteza sobre as raízes geram uma desconexão profunda. Essa manipulação histórica no Brasil é tão acentuada que, por vezes, leva esses povos a se voltarem uns contra os outros, alimentando o ódio pela cor da pele e até desestimulando a valorização dos rituais ancestrais, como destacado por Emicida em "Milionário do Sonho": "Pobre do povo que, sem estrutura, acaba acreditando ter que ser outro para ser alguém."</p><p><br/></p><p>"2 De novembro era finados<br>Eu parei em frente ao são Luis do outro lado<br>E durante uma meia hora olhei um por um<br>E o que todas as senhoras tinham em comum<br>A roupa humilde, a pele escura<br>O rosto abatido pela vida dura<br>Colocando flores sobre a sepultura<br>("podia ser a minha mãe")<br>Que loucura..."</p><p>                                  A formula magica da paz - Racionais Mc's</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Referencias:</p><p>ÁFRICA, A. H. <strong>O apagamento da história da população negra brasileira</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.genera.com.br/blog/o-apagamento-da-historia-da-populacao-negra-brasileira/">https://www.genera.com.br/blog/o-apagamento-da-historia-da-populacao-negra-brasileira/</a>&gt;.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-07 08:52:40 UTC</pubDate>
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         <title>Do quilombo a favela</title>
         <author>silvanioconceicao</author>
         <link>https://padlet.com/deysedsilva/4qno2ktxktlo08am/wish/2876285970</link>
         <description><![CDATA[<p>Quando abordamos quilombos, é relevante destacar que há discursos contemporâneos que buscam desvalorizar sua verdadeira natureza e papel. Algumas perspectivas insistem em retratá-los meramente como locais de refúgio exclusivo para negros fugitivos, negligenciando a complexa sociedade quilombola que existiu em Alagoas, por exemplo. Essa união de quilombos formava comunidades com até 20 mil indivíduos, destacando-se, no entanto, a característica comum de resistência que permeava todas essas comunidades</p><p>Na contemporaneidade, a história se repete de maneira semelhante. Uma população oprimida se reúne em territórios, com tradições distintas e uma dinâmica social que não se alinha completamente com a sociedade circundante. Atualmente, esses territórios são conhecidos como favelas, e seus habitantes, favelados. O que permanece inalterado desde os quilombos históricos é a resistência desse povo diante de uma sociedade que busca apagar sua história, cultura, tradições e crenças. Conforme proposto por Milton Santos, renomado geógrafo brasileiro, esses lugares podem ser designados como "territórios opacos", pois parecem invisíveis para o poder público, não atraindo atividades econômicas e competindo de maneira desigual com aqueles que têm mais recursos. Esta injusta comparação muitas vezes resulta na perpetuação do estigma de que na favela só existem pessoas carentes de conhecimento e riqueza.</p><p><br/></p><p>"Sonhei com tudo isso a vida inteira<br>Realizei meu sonho, meu castelo de madeira<br>E é treta todo dia, todo dia, o dia inteiro<br>Só falta construir um banheiro"</p><p>                                              Castelo de madeira - A familia</p><p><br/></p><p>Referencias: </p><p>CARRIL, Lourdes de Fátima Bezerra. <strong>Quilombo, favela e periferia</strong>: a longa busca da cidadania. 2003. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003. . Acesso em: 20 mar. 2024.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-07 08:54:12 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>O negro na sociedade brasileira </title>
         <author>deysedsilva</author>
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         <description><![CDATA[<p>https://youtu.be/ZcXTJhliAgY?si=TSbxSaoOAUwCIi8X</p><blockquote><p>"A cultura e o folclore são meus<br>Mas os livros foi você quem escreveu<br>Quem garante que palmares se entregou<br>Quem garante que zumbi você matou<br>Perseguidos sem direitos nem escolas<br>Como podiam registrar as suas glórias<br>Nossa memória foi contada por vocês<br>E é julgada verdadeira como a própria lei<br>Por isso temos registrados em toda história<br>Uma mísera parte de nossas vitórias<br>É por isso que não temos sopa na colher<br>E sim anjinhos pra dizer que o lado mau é o candomblé"</p></blockquote><p>A reflexão trazida pela música "Palmares" do Natiruts expõe mais uma das inúmeras violências sofridas pelos negros no Brasil, o apagamento de sua história e a distorção de suas lutas e vitórias.  </p><p>A escravidão foi uma das instituições mais desumanas, cruéis, lucrativas e devastadoras da história da humanidade, e sua influência ainda reverbera na estrutura social, econômica e cultural do Brasil contemporâneo. Durante séculos, milhões de africanos foram arrancados de suas terras e transportados à força para o Brasil, onde foram submetidos a condições de trabalho brutalmente desumanas, violência física e cultural, além restrição de liberdade. </p><p>Os escravizados enfrentaram não apenas a exploração econômica e a brutalidade física, mas também a perda de identidade, cultura e autonomia. Suas línguas, crenças religiosas e tradições foram sistematicamente suprimidas, e eles foram tratados como propriedade, sem direitos básicos ou dignidade humana. Esta era uma forma de opressão que visava não apenas controlar o corpo, mas também subjugar a mente e o espírito.</p><p>Apesar das condições adversas, os escravizados resistiram de várias maneiras. Desde menores atos de rebeldia até grandes revoltas,  lutando constantemente por sua liberdade e dignidade. O Quilombo dos Palmares, liderado por figuras como Zumbi dos Palmares, tornou-se um símbolo de resistência e autodeterminação, desafiando o sistema escravista e inspirando gerações futuras de ativistas e líderes.</p><p>No entanto, mesmo após a abolição formal da escravidão em 1888, as consequências do sistema escravista continuaram a moldar a sociedade brasileira. A discriminação racial, a desigualdade econômica e a exclusão social persistiram, impedindo muitos afro-brasileiros de alcançar plenamente seu potencial e participar igualmente da vida nacional.</p><p>As marcas do passado escravista estão presentes em todas as esferas da vida brasileira, desde a pobreza e a violência nas favelas até a sub-representação política e a falta de acesso a oportunidades educacionais e econômicas.</p><p>É crucial reconhecer e confrontar essa herança dolorosa e injusta, enfrentando as desigualdades persistentes e trabalhando para construir uma sociedade mais justa e inclusiva. Isso requer não apenas políticas públicas eficazes e medidas legislativas, mas também uma mudança cultural e social que desafie os preconceitos arraigados e promova a igualdade de oportunidades para todos os cidadãos brasileiros.</p><p>A música "Palmares" nos lembra da resiliência e da força do povo negro, bem como da importância de honrar sua história e lutar por um futuro onde todos sejam verdadeiramente livres.</p><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=XhNPVuOsleY" />
         <pubDate>2024-02-07 11:37:02 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>História da Cultura Afro-brasileira </title>
         <author>deysedsilva</author>
         <link>https://padlet.com/deysedsilva/4qno2ktxktlo08am/wish/2876483251</link>
         <description><![CDATA[<p>A história da cultura afro-brasileira é marcada por uma trajetória complexa e multifacetada, influenciada por diversos fatores, incluindo as leis, a escravidão, a resistência negra e as expressões culturais. A diáspora africanos ao Brasil como escravizados deixou um legado profundo na cultura do país, influenciando aspectos como a culinária, a música, a religião e as tradições sociais.</p><p>Ao longo dos séculos, os africanos e seus descendentes resistiram à opressão de diversas maneiras, desde quilombos até as revoltas. Essa resistência contribuiu para a preservação e a transformação da cultura afro-brasileira, bem como para a conquista de direitos e liberdades. Após a abolição da escravatura em 1888, leis como a Lei Áurea, embora tenham oficialmente libertado os escravizados, não foram acompanhadas por políticas eficazes de inclusão e reparação, deixando os afro-brasileiros em situações de marginalização e desigualdade, os quais se perduram até os dias de hoje.</p><p>No século XX, movimentos sociais e culturais, como o movimento negro e o samba, surgiram como formas de resistência e afirmação da identidade afro-brasileira. No entanto, o racismo estrutural persistiu, refletido em leis discriminatórias e práticas segregacionistas. A ditadura militar, por exemplo, reprimiu brutalmente movimentos de resistência negra e promoveu políticas de branqueamento.</p><p>Nos últimos anos, houve avanços significativos na luta contra o racismo e na promoção da igualdade racial no Brasil, incluindo a implementação de políticas de ação afirmativa e o reconhecimento oficial de datas como o Dia da Consciência Negra. No entanto, desafios persistem, como a violência policial, a desigualdade econômica e o acesso limitado à educação e saúde para os afro-brasileiros.</p><p>Em suma, a história da cultura afro-brasileira é uma história de luta, resistência e resiliência, marcada por avanços e retrocessos ao longo dos séculos. Reconhecer e valorizar essa história é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva no Brasil.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-07 12:05:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Lidwine : As irmandades de negros</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/deysedsilva/4qno2ktxktlo08am/wish/2882925439</link>
         <description><![CDATA[<p>Fundada em 1711, a Irmandade Nossa Senhora do Rosário teve um papel importante nas relações estabelecidas entre a Igreja Católica e os negros no Brasil, desde a sua chegada da África .</p><p><br></p><p><br></p><p>1- Breves considerações sobre o negro e a Igreja Católica no período colonial</p><p><br></p><p>Durante o período colonial, a Igreja do Brasil teve um caráter predominantemente leigo, por força da instituição do padroado. As confrarias   irmandades e ordens terceiras   tinham por finalidade específica a promoção da devoção a um santo.</p><p><br></p><p><br></p><p>2- As irmandades de negros</p><p><br></p><p> os escravos recorriam aos símbolos católicos como “disfarces” de práticas religiosas trazidas da África. Dessa maneira operou-se o que é chamado de sincretismo religioso.</p><p>Foram criadas as “caixas de alforria” para essa finalidade. Porém, as irmandades não conseguiram ter controle sobre seus fundos e sobre sua política de alforria. Como foi mencionado, os tesoureiros eram indivíduos brancos indicados pela Igreja,</p><p><br></p><p><br></p><p>3- O processo de romanização do catolicismo</p><p>Os rituais de coroação foram aos poucos recusados pelos próprios agentes eclesiásticos, e os negros e seus rituais muitas vezes acabaram expulsos das igrejas.</p><p><br></p><p><br></p><p>4– O processo de romanização relativizado: a Irmandade dos Pretos do Rosário (SP)</p><p><br></p><p>O registro do Compromisso da Irmandade ( determinado as “regras” de seu funcionamento) foi adotado o4 de janeiro de 1809. Além de estabelecer as atribuições da irmandade e as práticas religiosas que devem ser adotadas nos vários momentos rituais que tem por responsabilidade assistir, oferece importância especial à realização da Festa de Nossa Senhora do Rosário. No entanto, não há mais a apresentação de Congadas e Moçambique no pátio da igreja.</p><p><br></p><p><br></p><p>Referência:</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://periodicos.pucminas.br/index.php/horizonte/article/view/P.2175-5841.2011v9n21p202">https://periodicos.pucminas.br/index.php/horizonte/article/view/P.2175-5841.2011v9n21p202</a></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-14 02:14:19 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Lidwine: A epidemiologia da saúde da população negra e os agravos</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/deysedsilva/4qno2ktxktlo08am/wish/2921497868</link>
         <description><![CDATA[<p>Várias aspectos confirmam a condição de vulnerabilidade e de baixa acesso da população negra a saúde: taxa de analfabetismo, a renda mais baixa, cerca de 70% dos pobres no Brasil são negros e, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, 73% das famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Família são chefiadas por negros.&nbsp;&nbsp;</p><p>De acordo com o Ministério da Saúde, a morbidade em relação às doenças mais importantes de caráter étnico que afetam a população negra são a doença falciforme, a deficiência de 6-glicose-fosfato-desidrogenase,</p><p>Tuberculose, a hipertensão arterial, a doença hipertensiva específica da gravidez e o diabetes mellitus. As más condições de alimentação e moradia, atreladas à pobreza, são fortes fatores de risco para a tuberculose. A maior prevalência da doença em grupos populacionais de baixa renda evidencia essa relação. Além disso, a perda de mais de 20% da renda familiar em decorrência da doença afeta 48% das pessoas em tratamento por tuberculose no Brasil, favorecendo o empobrecimento dessas famílias.</p><p>&nbsp;Outras doenças decorrentes das condições de vulnerabilidade a que essa população são: desnutrição, DST/Aids, mortes violentas, mortalidade infantil, sofrimento psíquico, transtornos mentais (derivados do uso abusivo de álcool e drogas), doenças infecciosas e parasitárias e problemas decorrentes de gravidez, parto e puerpério.</p><p>Na análise específica da Mortalidade Materna por patologia nas mulheres negras aponta, para o triênio 2015 a 2017, aumento de 36,8% por Hipertensão Arterial, aumento de 35,7% por quadros hemorrágicos, aumento de 50% por aborto e 20,1% por cardiopatias. Houve diminuição de 42,8% por infecção puerperal – única causa específica equivalente a das mulheres brancas.</p><p><br></p><p>&nbsp;Referências:&nbsp;</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-saude-da-populacao-negra-numero-especial-vol-2-out.2023">https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-saude-da-populacao-negra-numero-especial-vol-2-out.2023</a></p><p><br></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/arquivos/publicacoes/Boletim_CEInfo_Analise_18.pdf">https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/arquivos/publicacoes/Boletim_CEInfo_Analise_18.pdf</a></p><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="https://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/3203-boletim-epidemiologico-sistematiza-de-forma-inedita-dados-da-saude-da-populacao-negra" />
         <pubDate>2024-03-16 18:45:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Violência obstétrica nos corpos de mulheres negras </title>
         <author>deysedsilva</author>
         <link>https://padlet.com/deysedsilva/4qno2ktxktlo08am/wish/2922007565</link>
         <description><![CDATA[<p>O corpo negro tem sido historicamente objetificado no Brasil, desde os tempos da escravidão, quando era tratado como mera mercadoria lucrativa. Posteriormente, continuou sendo marginalizado, tornando-se a carne mais barata do mercado, sujeito ao racismo diário. Esse padrão de desvalorização persiste até hoje e se reflete também nos casos de violência obstétrica. As mulheres negras enfrentam uma gama de violências, desde a recusa dos profissionais de saúde em fornecer medicamentos para alívio da dor até agressões físicas, morais e psicológicas. </p><p>Além disso, as mulheres negras são frequentemente alvo de estereótipos e preconceitos por parte dos profissionais de saúde. Podem ser vistas como menos dignas de cuidado e respeito, o que pode levar a tratamentos discriminatórios e desumanos. Essa discriminação pode se manifestar de diversas formas, desde comentários racistas até procedimentos médicos desnecessários e invasivos.</p><p>Outro aspecto importante da violência obstétrica contra mulheres negras é a falta de autonomia e controle sobre seus corpos e seus processos de parto. Elas muitas vezes não são consultadas sobre as decisões relacionadas ao seu próprio cuidado, e seus desejos e preferências são frequentemente ignorados. Isso pode levar a traumas físicos e emocionais profundos, impactando não apenas a saúde das mães, mas também a saúde dos bebês e o vínculo entre mãe e filho.</p><p>É crucial reconhecer que a violência obstétrica contra mulheres negras não é apenas uma questão de saúde individual, mas também uma manifestação do racismo estrutural e da desigualdade social. Para combater essa forma de violência, é necessário um esforço coletivo para desmantelar os sistemas de opressão que perpetuam essa injustiça. Isso inclui o treinamento de profissionais de saúde para reconhecer e combater o racismo dentro do sistema de saúde, a promoção da autonomia das mulheres durante o parto e o fortalecimento das redes de apoio comunitário para garantir que todas as mulheres tenham acesso ao cuidado digno e respeitoso que merecem.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-17 17:13:05 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>SUS: equidade e iniquidade</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>O acesso desigual aos serviços de saúde é uma das principais manifestações das disparidades socias no SUS. Pessoas negras, perifericas e maginalizadas frequentemente enfrentam barreiras geográficas, financeiras e culturais que dificultam o acesso a cuidados médicos adequados. Muitas comunidades maginalizadas estão localizadas em áreas carentes de recursos de saúde, com poucas instalações e profissionais disponíveis. Para Whistehead  (1992) "Iniqüidades em saúde referem-se a diferenças desnecessárias e evitáveis e que são ao mesmo tempo consideradas injustas e indesejáveis. O termo iniqüidade tem, assim, uma dimensão ética e social”. </p><p>Além disso, questões como transporte inadequado e falta de informações sobre serviços de saúde também contribuem para essa disparidade de acesso. Quando conseguem acessar os serviços de saúde, esses individuos muitas vezes enfrentam discriminação racial e cultural por parte dos profissionais de saúde, o que pode levar a diagnósticos tardios, tratamento inadequado e falta de confiança no sistema de saúde.</p><p>É inevital falarmos que esse cenario nefasto é fruto de anos de exploração, e como citado na musica " Antes que a bala perdida me ache"</p><p><strong>"Abolição foi só um durex na vidraça<br>Com bilhete sem graça dizendo que a vida continua"</strong></p><p>                                                                         Cesar Mc</p><p><br></p><p>Referencias:</p><p><strong>Eqüidade em Saúde</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/equsau.html">http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/equsau.html</a>&gt;. Acesso em: 19 mar. 2024.</p><p>‌</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-19 22:23:24 UTC</pubDate>
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         <title>Negligência e Amparo </title>
         <author>deysedsilva</author>
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         <description><![CDATA[<p>Quando lida-se com uma família em situação de violência, é necessário que todos os fatores que os cercam sejam analisados e levados em consideração. Qualquer atitude precipitada pode piorar ou gerar problemas maiores. Várias perguntas são necessárias para analisar qual a melhor forma de auxiliar essa família e proporcionar todo amparo necessário. A negligência que os cercam também devem ser levados em conta, uma vez isso também traz riscos a saúde para essa família e população. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 15:46:32 UTC</pubDate>
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         <title>Eu sou preto</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>continuo minha resistência</p><p>o RAP é meu norte</p><p>pq eu amo essa cultura como tu ama essa cultura</p><p>o hip hop</p><p><br/></p><p>o rap me ensinou a ser mais racional</p><p>deve ser por isso que ce nao sao nem um pouco RACIONAIS</p><p>escuto sobrevivendo no inferno pra sobreviver no meu&nbsp;</p><p><br/></p><p>escutei jesus chorou tipo uma 10 vezes hoje</p><p>e ainda é pouco</p><p>mano, se ce vive aqui e nao chora</p><p>tu ja ta louco</p><p><br/></p><p>da vomtade de chorar so de ver os muleque na boca</p><p>quando o sonho de vários é so o carro do ano</p><p>pra andar na quebra ou vindo Vida Loka&nbsp;</p><p><br/></p><p>Mesmo fazendo essa merda tudo certo</p><p>ainda sou errado</p><p>talvez ce entendesse isso se aquik tu levasse um enquadro</p><p>mas minha quebra nao serve pra sua pinturas em quadros</p><p>e voce não entender pois vive no seu mundo… privado</p><p>é questão de ver lado</p><p>quantos na favela esse ano foi velado</p><p><br/></p><p>é que vários sofrem deste lado</p><p>uns pelas drogas, outros pelo destilado</p><p>nao sou foda, sou artista</p><p>mas tambem nao quero ser capa</p><p>pois aqui sao diferentes as revistas</p><p><br/></p><p>ces acham que são brabos&nbsp;</p><p>isso pq voces nao viram os menor daqui</p><p>nao vivo a favela, a favela que vive em mim</p><p><br/></p><p>cê nunca vai entender quando ouve a gente grita</p><p>a FAVELA VENCEU</p><p>e se pergunta, venceu o que</p><p>venceu a batalha meu chegado</p><p>de ter que provar que ce é dez vezes melhor</p><p>mesmo tanto cem vezes atrasado</p><p><br/></p><p>to cansado de ouvir</p><p>desculpa moreninho, te achei suspeito</p><p>mas nao nego quem sou, moreninho nao eu sou preto</p><p>preto, tipo aquele cara que ta levando enquadro</p><p>preto, tipo os que pela bala perdida foi achado</p><p>preto, tipo os que fugiu da senzala</p><p>preto, tipo minhas as irmas que nao se cala</p><p>sou preto, do seu egito a praga</p><p>preto tipo rafa braga</p><p>preto, essa baca tambem me fere</p><p>deixando claro ainda vive mariele</p><p><br/></p><p>nao sou filho da pátria, sou filho do gueto</p><p>ele nao entendeu nada quando me pediu um lapis cor de pele</p><p>e eu entreguei um PRETO</p><p><br/></p><p>                                                                             -Pretim</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 17:46:56 UTC</pubDate>
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