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      <title>A mulher nas palavras dos e das poetas by José Carlos Martins de Jesus G300 - 856</title>
      <link>https://padlet.com/josejesus1/4ogu09galvtd3drf</link>
      <description>Criado para que cada aluno apresente poemas da reconhecida qualidade sobre a mulher.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-06-11 14:47:08 UTC</pubDate>
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         <title>Eduardo Mosca</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/josejesus1/4ogu09galvtd3drf/wish/2508607318</link>
         <description><![CDATA[<div>A uma Mulher<br><br>Para tristezas, para dor nasceste.<br>Podia a sorte pôr-te o berço estreito<br>N'algum palácio e ao pé de régio leito,<br>Em vez d'este areal onde cresceste:<br><br>Podia abrir-te as flores — com que veste<br>As ricas e as felizes — n'esse peito:<br>Fazer-te... o que a Fortuna há sempre feito...<br>Terias sempre a sorte que tiveste!<br><br>Tinhas de ser assim... Teus olhos fitos,<br>Que não são d'este mundo e onde eu leio<br>Uns mistérios tão tristes e infinitos,<br><br>Tua voz rara e esse ar vago e esquecido,<br>Tudo me diz a mim, e assim o creio,<br>Que para isto só tinhas nascido!<br><br>Antero de Quental, in "Sonetos"</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-08 13:41:21 UTC</pubDate>
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         <title>Sara </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/josejesus1/4ogu09galvtd3drf/wish/2509196007</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Dá a surpresa de ser<br><br></div><div>É alta, de um louro escuro.</div><div>Faz bem só pensar em ver</div><div>Seu corpo meio maduro.</div><div><br>Seus seios altos parecem</div><div>(Se ela estivesse deitada)</div><div>Dois montinhos que amanhecem</div><div>Sem ter que haver madrugada.</div><div><br>E a mão do seu braço branco</div><div>Assenta em palmo espalhado</div><div>Sobre a saliência do flanco</div><div>Do seu relevo tapado.</div><div><br>Apetece como um barco.</div><div>Tem qualquer coisa de gomo.</div><div>Meu Deus, quando é que eu embarco?</div><div>Ó fome, quando é que eu como?<br><br>Fernando Pessoa </div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-08 20:23:28 UTC</pubDate>
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         <title>Sophia...</title>
         <author>josejesus1</author>
         <link>https://padlet.com/josejesus1/4ogu09galvtd3drf/wish/2509271336</link>
         <description><![CDATA[<div><em>O mar dos meus olhos<br></em><br></div><div>Há mulheres que trazem o mar nos olhos<br>Não pela cor<br>Mas pela vastidão da alma<br><br><br></div><div>E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos<br>Ficam para além do tempo<br>Como se a maré nunca as levasse<br>Da praia onde foram felizes<br><br>Há mulheres que trazem o mar nos olhos<br>pela grandeza da imensidão da alma<br>pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...<br>Há mulheres que são maré em noites de tardes...<br>e calma<br><br><br><strong>Sophia de Mello Breyner Andresen</strong>, in <strong><em>Obra Poética</em></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-08 21:55:57 UTC</pubDate>
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         <title>Elas são as mães - José </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/josejesus1/4ogu09galvtd3drf/wish/2509281394</link>
         <description><![CDATA[<div>Elas são as mães:<br>rompem do inferno, furam a treva,<br>arrastando<br>os seus mantos na poeira das estrelas.<br><br>Animais sonâmbulos,<br>dormem nos rios, na raiz do pão.<br><br>Na vulva sombria<br>é onde fazem o lume:<br>ali têm casa.<br>Em segredo, escondem<br>o latir lancinante dos seus cães.<br><br>Nos olhos, o relâmpago<br>negro do frio.<br><br>Longamente bebem<br>o silencio<br>nas próprias mãos.<br><br>O olhar<br>desafia as aves:<br>o seu voo é mais fundo.<br><br>Sobre si se debruçam<br>a escutar<br>os passos do crepúsculo.<br><br>Despem-se ao espelho<br>para entrarem<br>nas águas da sombra.<br><br>É quando dançam&nbsp;<br>que todos os caminhos<br>levam ao mar.<br><br>São elas que fabricam o mel,<br>o aroma do luar,<br>o branco da rosa.<br><br>Quando o galo canta<br>Desprendem-se<br>para serem orvalho.</div><div>&nbsp;</div><div><em>Eugénio de Andrade</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-08 22:09:59 UTC</pubDate>
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         <title>Matilde </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A Mulher<br>Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!<br>Como sabes ser doce e desgraçada!<br>Como sabes fingir quando em teu peito<br>A tua alma se estorce amargurada!<br>Quantas morrem saudosa duma imagem.<br>Adorada que amaram doidamente!<br>Quantas e quantas almas endoidecem<br>Enquanto a boca rir alegremente!<br>Quanta paixão e amor às vezes têm<br>Sem nunca o confessarem a ninguém<br>Doce alma de dor e sofrimento!<br>Paixão que faria a felicidade.<br>Dum rei; amor de sonho e de saudade,<br>Que se esvai e que foge num lamento!<br><br>Florbela Espanca</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-08 23:05:34 UTC</pubDate>
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         <title>Rodrigo</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/josejesus1/4ogu09galvtd3drf/wish/2509334383</link>
         <description><![CDATA[<div>A Mulher<br>Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!<br>Como sabes ser doce e desgraçada!<br>Como sabes fingir quando em teu peito<br>A tua alma se estorce amargurada!<br>Quantas morrem saudosa duma imagem.<br>Adorada que amaram doidamente!<br>Quantas e quantas almas endoidecem<br>Enquanto a boca rir alegremente!<br>Quanta paixão e amor às vezes têm<br>Sem nunca o confessarem a ninguém<br>Doce alma de dor e sofrimento!<br>Paixão que faria a felicidade.<br>Dum rei; amor de sonho e de saudade,<br>Que se esvai e que foge num lamento!</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-08 23:26:04 UTC</pubDate>
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         <title>Tomás </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Pequena Cantiga à Mulher<br><br>Onde uma tem<br>O cetim<br>A outra tem a rudeza<br><br>Onde uma tem<br>A cantiga<br>A outra tem a firmeza<br><br>Tomba o cabelo<br>Nos ombros<br><br>O suor pela<br>Barriga<br><br>Onde uma tem<br>A riqueza<br>A outra tem<br>A fadiga<br><br>Tapa a nudez<br>Com as mãos<br><br>Procura o pão<br>Na gaveta<br><br>Onde uma tem<br>O vestígio<br>Tem a outra<br>A pele seca<br><br>Enquanto desliza<br>O fato<br>Pega a outra na<br>Enxada<br><br>Enquanto dorme<br>Na cama<br>A outra arranja-lhe<br>A casa<br><br>Maria Teresa Horta</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-08 23:50:13 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Andreia </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/josejesus1/4ogu09galvtd3drf/wish/2509942027</link>
         <description><![CDATA[<div>O mar dos meus olhos<br><br>Há mulheres que trazem o mar nos olhos<br>Não pela cor<br>Mas pela vastidão da alma<br>E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos<br>Ficam para além do tempo<br>Como se a maré nunca as levasse<br>Da praia onde foram felizes<br><br>Há mulheres que trazem o mar nos olhos<br>pela grandeza da imensidão da alma<br>pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...<br>Há mulheres que são maré em noites de tardes...<br>e calma<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-09 08:39:58 UTC</pubDate>
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         <title>Diogo Catarino</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Minha Senhora de mim<br><br>Comigo me desavim<br>minha senhora<br>de mim<br><br></div><div>sem ser dor ou ser cansaço&nbsp;<br>nem o corpo que disfarço<br><br></div><div>Comigo me desavim<br>minha senhora<br>de mim<br><br></div><div>nunca dizendo comigo<br>o amigo nos meus braços<br><br></div><div>Comigo me desavim<br>minha senhora&nbsp;<br>de mim<br><br></div><div>recusando o que é desfeito<br>no interior do meu peito<br>Maria Teresa Horta<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-09 15:42:06 UTC</pubDate>
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         <title>Gaspar</title>
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         <description><![CDATA[<div>Toda mulher deve ser amada<br>No dia-a-dia conquistada<br>No ser mãe endeusada<br>Na cama desejada<br>Na boca beijada<br>Na alegria multiplicada<br>No lar compartilhada<br>No seu dia festejada<br>Na tristeza consolada<br>Na queda levantada<br>Na luta encorajada<br>No trabalho motivada<br>No aniversário presenteada<br>Na alma massageada<br>Na beleza admirada<br>Na dificuldade ajudada<br>No cangote bem cheirada<br>Na vida abençoada<br>No mundo inteiro respeitada<br>E sempre que possível... abraçada.<br><br>-Bruno Bezerra</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-09 22:29:10 UTC</pubDate>
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         <title>Carolina Simões </title>
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         <description><![CDATA[<div>Violada<br>Possuíram-te nas ervas,&nbsp;<br>Deitada ao comprido&nbsp;<br>Ou lívida a pé:&nbsp;<br>Do estupro conservas&nbsp;<br>O sangue e o gemido&nbsp;<br>Na morte da fé.<br><br>Chegaste a cavalo&nbsp;<br>Trémula de espanto:&nbsp;<br>Esperavas levá-lo&nbsp;<br>Com modos de amor:&nbsp;<br>O fátum, num canto,&nbsp;<br>Violento ceifou-te&nbsp;<br>O púbis em flor:&nbsp;<br>Dou-te&nbsp;<br>O acalanto&nbsp;<br>Mas não há palavras&nbsp;<br>Para tal horror!<br><br><br>Vem ainda em cós, mulher,&nbsp;<br>Limpa as tuas lágrimas no meu lenço:&nbsp;<br>Nem pela dor sequer&nbsp;<br>Eu te pertenço.<br><br>O cavalo fugiu,&nbsp;<br>Deixou-te em fogo a fralda:&nbsp;<br>Que malfeliz Roldão&nbsp;<br>Para tal Alda!&nbsp;<br>Ao frio, ao frio,&nbsp;<br>Tinta de ti é a água e sangue o chão.<br><br>Ponta Delgada a arder&nbsp;<br>Do próprio pejo, quis&nbsp;<br>Em verde converter&nbsp;<br>O incêndio do teu púbis.<br><br>Mulher, não me dês guerra,&nbsp;<br>Oh trágica enganada:&nbsp;<br>Tu és a minha terra&nbsp;<br>Na carne devastada&nbsp;<br>Como a Ilha queimada.<br>Vitorino Nemésio</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 02:09:45 UTC</pubDate>
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