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      <title>Visita à exposição “Diálogos no escuro” - Registros   by Thayza Da Silva De Carvalho</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-07-07 17:09:59 UTC</pubDate>
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         <title>Registre os sentimentos despertados através da visita à exposição “diálogos no escuro” no Museu Histórico Nacional articulando-os com as aprendizagens durante a disciplina Educação Especial </title>
         <author>thayzacarvalho</author>
         <link>https://padlet.com/thayzacarvalho/4mynmhficdt2brp3/wish/2640582265</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-07-07 17:15:59 UTC</pubDate>
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         <title>Vi o nosso mundo de maneiras diferentes.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A exposição me deu a chance de experienciar um misto de sentimentos. Desde o início, quando precisei sentir a parede com a incerteza se estava indo para o caminho certo ou não, até o fim, que foi quando percebi que o meu sentido do tato ainda precisa ser mais aguçado. Eu me senti insegura, amedrontada e frustrada por maior parte do tempo. Ter que depender dos meus outros sentidos por todo um trajeto foi algo diferente e realmente pude ver o mundo que tanto conheço de uma forma que nunca achei que veria. Foi só a partir dessa experiência que percebi o quanto dependo da visão, pois, como no painel da própria exposição diz, nosso tempo é o da visão. Vivemos em um mundo totalmente ilustrado. Quando deixamos de ver com os olhos, é natural focarmos em outros sentidos para conseguirmos entender o que se passa em nossa volta, mas pude experienciar como o processo é difícil e como pode ser doloroso para as pessoas que nasceram videntes e, por alguma razão, perderam a visão aos poucos, como é o caso da nossa guia, a Luciane. Ela conversou com a gente no fim da exposição e explicou sobre como foi e está sendo esse processo para ela, trazendo grandes reflexões sobre como nós como sociedade vidente podemos fazer o mundo um pouco menos assustador e um pouco mais inclusivo para as pessoas que precisam de adaptações específicas, oferecendo ajuda de forma respeitosa e sempre tendo empatia. Ela explicou que como a perda da visão é um processo de luto, podemos encontrar pessoas frustradas, e eu entendi perfeitamente. Em alguns momentos do trajeto, me senti desamparada, sem saber onde tocar, onde pisar, mesmo tendo instruções. O que me deixou um pouco mais segura foi saber que meus colegas de classe estavam ali, na minha frente e atrás de mim. Não sei se eles compartilham do mesmo sentimento de companheirismo que eu senti ao fazer o trajeto, mas eu tive a chance de segurar no ombro de quem estava na minha frente, pegar na mão de quem estava atrás de mim e com dificuldades de achar o corrimão... Então foi uma experiência compartilhada, de forma que aos poucos fui me tranquilizando por saber que estávamos juntos. Refleti bastante sobre como é para alguém que não tem instruções e nem ajuda e acabei lembrando dos caminhos indiretos de Vygotsky. A partir do momento que a pessoa deixa de ter um dos sentidos, é natural que ela aguce os outros, encontrando novas formas de sentir o mundo. Mas penso também como é nosso dever ajudá-las nesse processo, tanto em encontrar novos caminhos, como em chegar em diferentes lugares. </div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-07 22:57:54 UTC</pubDate>
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         <title>Consegui ter mais empatia com pessoas com deficiência visual</title>
         <author>fernandamorosini</author>
         <link>https://padlet.com/thayzacarvalho/4mynmhficdt2brp3/wish/2640692947</link>
         <description><![CDATA[<div>Como diz no painel da exposição, é uma experiência para a vida inteira e considero uma das melhores que já tive em museus. O fato de ter ido com a turma, ou seja, pessoas que eu convivi ao longo do semestre me fez pensar em como isso me trouxe segurança naquele ambiente em que nós ficávamos constantemente em dúvida se estávamos indo pelo caminho certo e me fez refletir sobre como fora de um ambiente seguro como o proporcionado pelo museu as pessoas com deficiência visual não têm a mesma segurança que nós tivemos. Teve um momento em especial que me deixou agoniada, o de atravessar a rua, principalmente pelo barulho dos carros. Meu grupo foi guiado pela Luciane e, antes de sairmos, ela contou um pouco sobre a vida e deficiência dela. Ela relatou que, quando estava na faculdade de Direito, foi diagnosticada com retinose pigmentar. Inicialmente, ela entrou em negação e não acreditou que perderia a visão. Ao longo da graduação, ela chegou a pensar na possibilidade de desistir do curso, porém, o suporte tanto dos amigos quanto dos professores, lendo os textos para ela, fez com que ela tivesse motivação para continuar no curso. Atualmente formada, ela ainda está no processo de perda de visão. O caso dela me lembrou do da Camila Araújo, da palestra sobre deficiência visual e capacitismo. A postura das pessoas ao redor da Luciene foi para mim um exemplo prático de como o meio social influencia diretamente o desenvolvimento de uma pessoa, conforme dito por Vigotski no texto “A defectologia e o estudo do desenvolvimento e da educação da criança anormal”, e de como a sociedade deve agir para eliminar os diversos tipos de barreiras enfrentadas pelas pessoas com alguma especificidade. Nesse ponto, gostaria de relacionar o movimento “Nada sobre nós sem nós” ao Ciclo de Políticas de Stephen Ball, que&nbsp; postula os contextos de influência — local onde as políticas públicas e os discursos políticos são elaborados, e onde são travadas disputas entre os interesses de diversos grupos, como partidos políticos, comissões e grupos representativos, acerca da educação —, do discurso/produção de texto — isto é, as leis, decretos, portarias — e os da prática — o fazer docente. Então é importante que as pessoas com deficiência sejam ouvidas e, não apenas isso, que as falas delas sejam legitimadas, fazendo com que participem diretamente do processo de elaboração de políticas públicas e educacionais para esse grupo de pessoas. Para finalizar, cabe destacar a fala da Luciane expressando o desejo de que fôssemos para os nossos alunos o que os professores dela foram para ela, , o que me fez relembrar a fala da professora Érika em relação à educação ser coisa séria e à necessidade de nos envolvermos no processo educacional, sem dizer que se nos envolvermos muito iremos adoecer. Percebe-se que os efeitos da atitude dos professores da Luciane tiveram muita importância na decisão dela de continuar no curso e se formar.&nbsp;<br>Na terceira vez que fui, com uma amiga, um ponto interessante que comentaram foi sobre lá dentro precisarmos confiar uns nos outros. Além disso, tivemos a sensação de que a cada passo estávamos andando mais do que realmente estávamos. Uma percepção diferente que tive foi em relação à importância do tato. Em um dado momento, nos perdemos e percebemos como o cabelo ajudava a perceber que a pessoa da frente não era a mesma.<br><br>- Fernanda Morosini dos Santos Lemos</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-08 01:13:01 UTC</pubDate>
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         <title>Experimentando uma realidade </title>
         <author>stephaniealix</author>
         <link>https://padlet.com/thayzacarvalho/4mynmhficdt2brp3/wish/2640926680</link>
         <description><![CDATA[<div>[Stéphanie Alix]&nbsp;<br><br>— Foi um momento incrível! Eu nunca precisei depender tanto dos meus outros sentidos como nessa experiência. Assim que entrei e perdi o maior sentido que tinha, me causou várias sensações:<br><br>1° O Desconforto: Meus pés queriam voltar pois parecia que eu estava caindo em um abismo, mas na verdade foi o esforço que todos os outros sentidos tiveram que se esforçar naquele momento.<br><br>2° Busca por Apoio: O tato naquele momento foi o suporte maior que tive para conseguir me locomover. A dependência de tocar em algo, o sentimento de medo ao pensar em ter alguma barreira pelo meio do caminho foi algo bem intenso.&nbsp;<br><br>3. Apoio Humano: Buscava incessantemente a colega da frente. Quando eu me sentia "sem paredes" era ela que buscava e quando a encontrava me sentia aliviada, mesmo sabendo que igual a mim não estava enxergando nada. Isso foi interessante pois me faz perceber o quanto o apoio humano é muito fundamental e necessário. Mesmo com a bengala em mãos, parecia que ela não estava ali, e isso me fez perceber que nada substitui o ser humano.<br><br>4° Audição: Buscava ouvir as vozes e instruções que estava sendo dadas e isso me dava certo conforto com a realidade.<br><br>5° Conformidade: Talvez na metade do percurso me conformei com a realidade daquele momento. Sentia que já não buscava luz como fazia no começo, e muito menos várias desespero que senti ao perder o sentido.&nbsp;<br><br>6° Ajuda: Percebi que o suporte da colega da frente ao buscar minhas mãos para mostrar algum objeto encontrado e ouvir sua voz foi fundamental pois aquilo trazia conforto que não estava sozinha ou perdida.&nbsp;<br><br>Portanto, a experiência me fez literalmente me colocar no lugar do outro. Me fez entender na prática e isso foi genial pois também me fez notar as problemática como o fusca com as rodas na calçada impossibilitando passar o caminho sem tropeçar. Me deu também um sentimento de insegurança e medo ao pensar em estar em uma rua sozinha e ter que atravessá-la. Tudo isso me fez entender, e por mais que naquele momento estávamos com uma rede de apoio e com a consciência que a qualquer momento poderíamos voltar a enxergar, conseguir sentir o mínimo que as pessoas com deficiência visual passam. A Luciene, nossa guia, também merece uma atenção pois ser guiada por ela foi um privilégio. Suas instruções e brincadeiras foram o que trouxe conforto para mim naquelas condições também. Por fim, ao ouvir sua história e perceber que passou por um processo de aceitar que estava perdendo sua visão aos poucos mas que mesmo assim isso não a impossibilitava de viver, me trouxe diversos sentimentos.&nbsp;<br><br>Agradeço a experiência!&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-08 21:07:15 UTC</pubDate>
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         <title>Um misto de emoções </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/thayzacarvalho/4mynmhficdt2brp3/wish/2642216472</link>
         <description><![CDATA[<div>Foi uma incrível experiência, antes mesmo de entrar já me sentia tensa, empolgada e curiosa de como seria. Ao entrar me senti segura com a mão direita na parede mas logo veio a sensação de que teria um degrau a qualquer momento. E aí foram surgindo os comandos, dados de forma tranquila e paciente pela guia, mas que recebidos por mim de maneira ansiosa e misteriosa. Um grande "cadê?" surgia a todo momento, umas singelas comemorações pelas conquistas de quem acertou um alvo no escuro. E foi quando já mais familiarizada com a situação percebi minha movimentação com a cabeça, duas ou três vezes fiz movimentos circulares com a cabeça como se procurasse algo mesmo sabendo que não veria. E então lembrei dos meus antigos questionamentos do porquê pessoas deficientes visuais faziam esse movimento se não iriam ver nada. E foi quando paramos para uma conversa final que percebi que esse movimento era uma busca pelo som, não fui guiada pela minha visão dessa vez mas sim pelo som, e foi ele que busquei na tententativa de me encontrar. Além da ajuda da Lilian que como estava a minha frente me ajudou a me localizar por diversas vezes.<br><br>Ana Clara Cerqueira Queiroz de Freitas </div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-11 01:36:15 UTC</pubDate>
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         <title>Um exercício de humanidade </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/thayzacarvalho/4mynmhficdt2brp3/wish/2642935273</link>
         <description><![CDATA[<div>A exposição tira você da sua zona de conforto, aflora o medo do desconhecido, o medo de não dar conta, o medo de cair, medo dos obstáculos. Com a correria do dia a dia é sempre bom viver momentos assim pra que a gente possa parar refletir sobre a vida em sociedade, sobre igualdade de acessos, privilégios e se colocar no lugar do outro, mas não se colocar no lugar de deficiente e sim de se colocar no lugar de uma pessoa que tem seu direto de ir e vir negado todos os dias por viver numa sociedade que não dá relevância pra sua existência e se retira da sua obrigação de fornecer o necessário para que ela exercite os seus direitos básicos com segurança.<br><br><br>- Thamyres Felix</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-11 21:49:34 UTC</pubDate>
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         <title>Medo de vivenciar o novo</title>
         <author>catharinepsb1</author>
         <link>https://padlet.com/thayzacarvalho/4mynmhficdt2brp3/wish/2643062224</link>
         <description><![CDATA[<div>No início da exposição, quando nos foi entregue as bengalas que teríamos que utilizar, e eu não sabia o que viria pela frente, me deixou com um certo medo, um medo realmente do novo. Dentro da exposição eu me senti imersa em um novo mundo, pois eu não conseguia enxergar nada, logo no primeiro momento, quando encontrei com a fonte com água, levei um susto enorme, e ao mesmo tempo ri da situação, já que não esperava encontrar com uma fonte pelo caminho. Eu percebi que eu me atentei muito aos cheiros que estavam ao meu redor, conseguia sentir muito mais apuradamente o cheiro da pessoa que estava na minha frente, do que acredito que prestaria atenção se não estivesse naquela condição de plena escuridão. O tempo todo eu andava com meus pés em pequenos passos, com medo do que eu poderia encontrar pelo caminho, no momento em que tivemos que descer e subir um degrau, eu quase que queria ir com as minhas mãos no chão para ter certeza de que não iria cair. Acabamos nos perdendo dentro do percurso, e senti medo, como no inicio, acho que de certa forma foi até bom que alguém tivesse esquecido aquela porta dentro do percurso aberta, pois na realidade de uma pessoa com deficiência visual, ela não terá um ambiente controlado, e deve ser muito desesperador se encontrar perdido, dentro de um percurso que você achava que estivesse ao seu controle, assim como eu e meus colegas tivemos a sensação de estar perdidos naquele momento. Na parte do jardim sensorial, eu me senti imersa no curta da Disney "Fitas", e como foi diferente pra mim naquela condição de só estar podendo tocar nas flores, e sentir o perfume delas, como foi diferente, a sensação que eu senti ao toca-las. foi como se naquele momento tudo ali se tornasse a coisa mais incrível do mundo. Ao final da exposição, me senti meio tonta, quando nos sentamos no local antes de sairmos totalmente da escuridão, talvez seja por que eu tenho labirintite, mas pode ser também por que era tudo muito novo pro meu corpo. Sai da exposição com vontade de poder experimentar mais, pois mesmo que não seja a mesma coisa, acho que a gente se coloca mais no lugar do outro, quando a gente sente um pouco na pele. E com certeza parabenizo a nossa guia no percurso, que partilhou também a sua história de vida, do processo da perda de visão, e como os professores foram importantes na vida dela, o que só fortaleceu mais dentro de mim, que tenho que ser diferença, na vida de todas as crianças que passarem uma parte de suas vidas comigo.<br><br>Catharine Barbosa</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-12 01:23:46 UTC</pubDate>
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         <title>Experiência Transformadora </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/thayzacarvalho/4mynmhficdt2brp3/wish/2644378963</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; Foi uma sensação no início de medo e aflição eu tentava enxergar alguma coisa mas não via nada, então decidi fechar totalmente os olhos e assim eu fiz todo o trajeto com com os olhos fechados.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Quando começamos a andar com o guia os sentimentos de medo e aflição foram sendo aliviados e começou a despertar em mim a sensibilidade na audição e o tato para seguir a voz que orientava e para conseguir sentir os objetos, além de usar também o olfato para sentir os cheiros dos temperos.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<br>&nbsp; Todo o percurso era bem rico de informações achei fantástico a estrutura e a representação dos canários, a forma como foi organizado a sensibilidade que eles conseguiram transmitir foi maravilhoso.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<br>&nbsp; Quando eu sair de lá eu estava emocionada pois foi uma experiência incrível muito sensível e transformadora.<br><br>- Thamyres Patrícia </div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-13 11:21:24 UTC</pubDate>
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         <title>Mergulho no desconhecido e expansão</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/thayzacarvalho/4mynmhficdt2brp3/wish/2644735109</link>
         <description><![CDATA[<div>A experiência em si foi muito interessante, pois amplia nossos horizontes, aumentando nosso entendimento sobre como é necessitar mais dos outros sentidos, aprender a perceber através dos outros sentidos além da visão para compreender e se situar no ambiente que está.&nbsp;<br><br>É muito desafiador em alguns momentos, pois é muito extraordinário a forma como fomos condicionados a viver e lidar com o meio. Em muitos momentos percebi como sou dependente da visão, e sem ela, mesmo sentindo as texturas, tive dificuldade de entender as letras.<br><br>Os sentidos que mais foram eficientes para me guiar durante a experiência foram a audição e o tato, tive facilidade em identificar os ambientes pela textura do chão, e o som externo.<br><br>É realmente muito desafiador, e me ocorreu que é muito necessário a adaptação dos espaços públicos para pessoas com deficiência visual.<br><br>Sou muito grato pela experiência de poder me colocar no lugar das pessoas com deficiência visual, e a guia nos orientou de forma muito paciente, e clara, trazendo segurança em meio ao desconhecido, e tornando a experiência muito especial.<br><br>&nbsp;“A convivência de todos com todos é o único caminho que prepara a pessoa com deficiência para a autonomia, e ao mesmo tempo prepara a sociedade para lidar com as pessoas com deficiência”, e qualquer outro modelo, é um modelo de segregação, e as pessoas sem deficiência que não convivem dentro de um sistema de inclusão, nunca aprendem a lidar com as pessoas com deficiência.<br>Assim como referido no trecho do documentário sobre o Movimento Todos com Todos, é muito extraordinária e importante a oportunidade que essa experiência proporciona, que permite observarmos de forma mais horizontal os desafios que uma pessoa com deficiência passa, e acaba sendo necessário para que se possa elaborar melhorias em áreas públicas para revolucionar através da inclusividade, tornando os espaços mais seguros, e acessíveis.<br><br>Pedro Moreira</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-14 00:52:56 UTC</pubDate>
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         <title>Autoconhecimento e empatia</title>
         <author>nespolilian</author>
         <link>https://padlet.com/thayzacarvalho/4mynmhficdt2brp3/wish/2645390486</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu não parei para pensar o que eu imaginava que seria a exposição antes de ir, então tudo foi uma surpresa e uma sucessão de choques.<br><br>Em todo o percurso me senti muito insegura, com medo de cair, de me machucar, de machucar alguém ao meu entorno, até medo de me perder do resto do grupo eu tive.<br><br>Percebi o quão dependente do sentido da visão eu me coloco. Como exploro pouco no meu dia-a-dia meus outros sentidos. Se for falar no olfato então. Eu não tenho memória de cheiro de quase nada, só se for algo muito óbvio como orégano, mas até do que eu achava que sabia, na hora eu não tinha certeza de nada, forçava minha cabeça e não chegava a nenhuma conclusão. Tiro disso que também não me disponho a conhecer a variedade de temperos e plantas diversas que existem. É um conhecimento que meus pais, avós e ancestrais tinham, que eu não faço nenhum esforço e nem se quer nada tinha aguçado minha curiosidade para tal.<br><br>Não tenho uma boa orientação auditiva, só conseguia seguir a voz da nossa guia, Luciane, quando ela estava muito perto, do contrário, ficava em dúvida de qual direção a voz vinha.<br><br>Me considero menos pior com o tato. A imagem que escolhi me descreve nessa experiência. Eu tentei me antecipar a tudo que pudesse vir, colocando o braço bem à frente de onde estava. Tateando acima, abaixo, e em meus lados. Só a bengala não era suficiente, pois com a mão eu podia sentir alguma textura que a bengala não me daria. O que achei muito difícil de perceber com o tato foi a estátua, a namoradeira. Como havíamos passado por uma espécie de floresta eu imaginei que toda a ornamentação concordava com essa temática e esperava uma escultura inca por exemplo.<br><br>Achei incrível a organização, a orientação por dentro do caminho e fiquei muito curiosa para ver tudo iluminado, até achei que poderia acontecer isso no final. Olha como a pessoa é viciada na visão.<br><br>Além de tudo isso, eu me imaginei na rua agindo daquela forma com os braços tentando tatear as coisas em volta, me imaginei sendo mãe de um bebê tendo que fazer tudo sem enxergar com os olhos, tendo uma outra pessoa dependendo de mim. E TUDO ISSO me fez concluir que o mundo, nas suas estruturas e acessos, já deve ser pensado para ser vivido de formas diversas, além de que nós também devemos ser orientados a explorar toda as possibilidades que nosso corpo nos oferece, é uma educação completa, integral, mais consciente de si.<br><br>Lilian Nespoli</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-15 01:04:05 UTC</pubDate>
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         <title>Mesma exposição, duas experiências</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/thayzacarvalho/4mynmhficdt2brp3/wish/2645393915</link>
         <description><![CDATA[<div>[Karen Maldonado Marques]<br><br>Tive a oportunidade de participar da exposição duas vezes. Foi muito interessante essa experiência pois a cada ida um sentimento distinto me foi despertado. A imagem que escolhi para representar a minha percepção foi em relação à primeira ida. Ao contrário do que algumas pessoas relataram, eu me senti muito calma e com estímulo de ir tateando para descobrir todos os detalhes. Essa imagem representa a potência da imaginação e não acho que a garota representada esteja de olhos fechados a toa. Ao se distanciar da visão, minha mente conseguiu se acalmar e minhas mãos tiveram protagonismo, sentir a textura da parede mudando, tentar identificar os objetos, sentir diferentes texturas despertou muito a minha imaginação. Saí de lá calma, a conversa final, dando sentido ao título da exposição "Diálogos no Escuro" deixou explícita como a privação da visão possibilitou uma&nbsp; escuta atenta, percepção do corpo e espaço além do ambiente climático. Minha segunda ida, ao contrário, me deixou angustiada, atribuo esse sentimento ao conhecimento prévio que já tinha da minha primeira experiência, nessa no lugar da curiosidade, fui tomada por uma sensação de desorientação e ansiedade, a calma se dissipou e deu lugar ao desespero. Essas diferenças me fizeram perceber que mesmo com um ambiente controlado e com um conhecimento prévio, ainda assim estamos suscetíveis a entraves. Camila Araújo no final de sua palestra muito sabiamente disse sobre como uma experiência&nbsp; de alguns minutos não é capaz de contemplar a vida de deficientes visuais, realmente uma vida não pode ser resumida em 1 hora. Mesmo assim saí dessa experiência com dois sentimentos muito fortes em mim. O primeiro é o de inconformismo em como podemos normalizar uma sociedade que insiste em dificultar a existência de pessoas como a Camila e os guias que muito generosamente nos guiaram e o segundo é o da esperança de que percebamos as possibilidades das pessoas na sua totalidade. É com a motivação de proporcionar aos meus futuros educandos a experiência que tive na minha primeira ida à exposição, e não na segunda, que me despeço da exposição e desta disciplina.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-15 01:21:29 UTC</pubDate>
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         <title>Diálogos no Escuro- vivências e diálogos. </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A exposição "Diálogos no escuro" finalizou a disciplina de Educação Especial dialogando diretamente ou indiretamente com todos os assuntos e conceitos trabalhados em sala de aula, capacitismo, empatia, mecanismos indiretos de Vigostski, adequação, adaptação e acessibilidades foram assuntos explorados na nossa visita.<br><br>A foto escolhida nesse post, representa para mim o que foi mais significativo nessa visita para além da exploração do espaço, "o diálogo". Foi no final da exposição que sentamos com nosso guia, e na "mesma condição" sem possibilidade de ver o seu rosto conversamos sobre os desafios enfrentados pelos deficientes visuais ao longo das suas vivências.<br><br>Nosso guia explorou muito a questão da acessibilidade e adaptação pensada para nossa segurança naquele ambiente, o que me fez refletir sobre todos os mecanismos tecnológicos e de infraestrutura que dispomos hoje em dia que podiam ser colocados em prática para contemplar todas as pessoas.<br><br>No final do percurso, o nosso guia nos explicou sobre o seu processo de adaptação enquanto se descobria com deficiência visual, em sua fala ficou claro que todos somos diferentes e que sua visão de mundo era a de que o mundo adaptado e adequado a todos daria a possibilidade de maximizar todas as vivências, de igual oportunidade para trabalhar, se locomover e estudar.&nbsp;<br><br>Sem dúvida essa experiência marcou positivamente a disciplina, e como mencionei acima, dialogou com diversos conceitos e conteúdos trabalhados em sala. Espero que mais pessoas tenham a possibilidade de conhecer esse espaço para que possam através do diálogo tornar o mundo em um lugar melhor!</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-18 13:53:46 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>brendamg</author>
         <link>https://padlet.com/thayzacarvalho/4mynmhficdt2brp3/wish/2648817109</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Quando eu pensava que precisaria ir participar dessa exposição, sentia uma mistura de empolgação e medo. Empolgação por saber que viveria algo completamente diferente pra mim, e medo pelo mesmo motivo. Por mais que eu já tenha tentado imaginar como seria viver o dia a dia sem enxergar, sei que não chega perto da realidade. E participar dessa experiência me fez ter ainda mais certeza disso, porque por mais que eu tenha conseguido entender mais como é, sei que alguns minutos não correspondem a vida toda, ou a uma parte dela.<br><br></div><div>Durante o processo eu fiquei completamente insegura, tinha medo até mesmo de onde colocar meus pés. Tive que fazer de tudo para que meus outros sentidos, principalmente a audição, conseguissem me guiar o melhor possível. Nunca pensei que ficaria tão angustiada por não conseguir ver as coisas, porque pra mim parecia que a audição não era confiável o suficiente.&nbsp;<br><br></div><div>No fim, acredito que essa experiência me fez criar uma empatia ainda maior pelas pessoas com cegueira, porque realmente não é fácil. Fiquei refletindo que mesmo ali, em um ambiente controlado, onde eu sabia que não estava correndo perigo de verdade, senti tanto medo e angústia, imagina na vida real, onde o ambiente é quase sempre tão despreparado e perigoso.&nbsp;<br><br>Mas mesmo tendo sido desafiador, acredito que valeu cada minuto. Também acho que todo mundo deveria passar por essa experiência.<br><br></div><div>- Brenda Martins Gomes<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-20 23:37:25 UTC</pubDate>
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         <title>Outra maneira de experimentar o mundo </title>
         <author>carolynnems</author>
         <link>https://padlet.com/thayzacarvalho/4mynmhficdt2brp3/wish/2648929079</link>
         <description><![CDATA[<div>Quando a professora Erika falou sobre a exposição em aula, fiquei animada para viver essa experiência.<br>Para mim, a experiência me despertou medo em alguns momentos, tenho um grau alto de miopia, e me ver sem óculos, contemplando o mundo de maneira totalmente diferente e nova, foi assustador.<br>Apesar de ser assustador, foi incrível também, eu não imaginava que seria uma experiência tão enriquecedora, reconhecer elementos através do tato e também recorrer a audição, tentando identificar os elementos sem o auxílio da visão.<br>Passar por essa experiência me fez refletir sobre como é difícil se adaptar, viver e identificar o mundo sem um dos órgãos do sentido.<br>Imagino que não irei viver outra experiência como essa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-21 02:20:36 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/thayzacarvalho/4mynmhficdt2brp3/wish/2648929079</guid>
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         <title></title>
         <author>lethssferreira</author>
         <link>https://padlet.com/thayzacarvalho/4mynmhficdt2brp3/wish/2649195211</link>
         <description><![CDATA[<div>A palavra que define essa experiência é empatia. Se colocar no lugar do outro foi essencial para vivenciar essa exposição de maneira completa. Ela muda completamente a nossa percepção de como é a vida de uma pessoa com deficiência visual. A parte sensorial que nos permite ver o mundo através dos outros sentidos do nosso corpo nos convida a inverter os papéis de aprender a se colocar no lugar do outro. Mas além de ter empatia com o outro, a exposição nos ensina a ter empatia consigo mesmo, pois é preciso autocompreensão para nos adaptarmos ao que está fora da nossa zona de conforto. Então além de se conectar com o outro, nos conectamos com nós mesmos. Agora mais do que nunca, sentimos na pele como é necessária a inclusão.<br><br>Letícia Ferreira da Silva Gonçalves. </div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-21 12:51:03 UTC</pubDate>
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