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      <title>Escrita criativa by Maria Manuela Da Silva Peixoto</title>
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      <description>Made with a quick smile</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2019-06-06 18:34:49 UTC</pubDate>
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         <title>Maria Manuela da Silva Peixoto, grupo 330. Leciono na Escola Secundária D. Maria II.Gosto de ler, ver televisão, de escrever, da areia quente da praia, do calor do sol no corpo e da água do mar. Gosto do som do mar,  e do canto dos pássaros nas árvores ou no grito das andorinhas nos beirais das casa. Gosto do som do sino da igreja do Carmo no final das tardes de verão porque me faz lembrar a minha mãe , e o final dos dias de verão da minha infância. Do cheiro das tílias nos dias quentes de verão, porque descongela as lágrimas retraídas da dor e me aquecem as faces libertando-me da dor sufocada da saudade. Um animal que adoro é o cão e o ouriço cacheiro. O cão porque ama incondicionalmente, o ouriço porque é suave e apenas eriça o picos quando se sente em perigo e para se defender. Detesto baratas e  outros rastejantes.Os meus pontos fortes são  a capacidade de trabalho e a tenacidade de trabalho.  Os meus pontos fracos são a  dificuldade em lidar com a hipocrisia e injustiça. Um dia gostava de publicar um livro, já que já fiz o retso: plantar uma árvore (muitas) e ter um (cinco ) filho (s). Para mim escrever é um exercício de catarse e de poder verter no papel outras vidas que não vivi.</title>
         <author>mmspeixoto</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-06-21 19:08:54 UTC</pubDate>
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         <title>2ª atividade</title>
         <author>mmspeixoto</author>
         <link>https://padlet.com/mmspeixoto/4l5ydflk4iz/wish/369602963</link>
         <description><![CDATA[<div>Sessão 2- Atividade 1<br>Esta língua, qual tenso elástico <br>Que esticaram pelo mundo. <br>No início  tensa, de tão clássica. <br> <br>Esta língua, que com o tempo, se foi amaciando, <br>E se foi tornando doce,romântica, <br>se tornava mais doce, mais dos frutos que a própria língua  apaladava<br>E os novos nomes que cantava, amaciava…<br>E amolecendo, nas folhas de bananeira,<br>Suaves tornava as expressões mais sisudas. <br> <br>Esta língua, elástico que já não se pode<br> Mais trocar, de tão gasto;<br> que é doce ondular do som doce que nos embala<br>Desse ondular de Mar que nos amarra<br>E ninguém arrebenta mais, de tão forte. <br> <br>Um elástico assim, ondular de ir e vir, como é a vida, <br>Que nunca volta ao ponto de partida. <br> <br>Adaptado do poema de Gilberto Mendonça Teles, poeta brasileiro (1931) <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-06-28 18:59:51 UTC</pubDate>
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         <title>3ª atividade</title>
         <author>mmspeixoto</author>
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         <description><![CDATA[<div>Sessão 2- Atividade 3 – Auto retrato<br>			<br>Tensa, de olhos negros, grandes<br>Míopes apesar do tamanho<br>Sardas e expressão sisuda,<br>Ou sorriso triste&nbsp; que a alegria imita<br>Gargalhada fácil e sonora<br>Que o silêncio rompe<br>&nbsp;De resposta célere, impulsiva,<br>Que a vida é breve;<br>Que a fé me move , me arrebata<br>E à constante luta me compele<br>Que sei que a vida é morte, que nos seduz<br>&nbsp;E à dor do abandono constante nos conduz!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-06-28 19:06:07 UTC</pubDate>
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         <title>Sessão 2- Atividade 4 –</title>
         <author>mmspeixoto</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Texto poético<br>	O nosso Minho, A Nossa Bracara<br>Há horizontes,&nbsp; de ouro debruados<br>Que no verde escuro se refrescam<br>Há parras de brincos rubi enfeitados<br>Que os lábios sequiosos se enlevam<br><br>E há castelos, sobranceiros<br>De cinzento frio que fortalece<br>E monumentos, quais Apolos<br>Que o Saber aqui se enobrece<br><br>E há águas de ondas breves<br>Onde até Narciso de si próprio se esquece<br>E há vida, e sonho, e breves delírios&nbsp;<br>Que até ao mais bruto enternece<br><br>E há história, e há guerreiros&nbsp;<br>Que na história do continente prevalece<br>De não se deixar tomar a gente<br>Que nem o outro Império subjugou.<br>&nbsp;E até a mais bela Senhora, do manto&nbsp; azul<br>Do firmamento desceu e se comoveu.<br>E do alto do nosso Monte nos abençoou,<br>E da paisagem bela se apaixonou.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-06-28 19:12:49 UTC</pubDate>
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         <title>Atividade 5</title>
         <author>mmspeixoto</author>
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         <description><![CDATA[<div>Atividade 5 – Da prosa à poesia<br>“O Natal é só …<br>de quem há muito espera…<br>&nbsp;De quem ainda não se encheu.&nbsp;<br>É só de quem<br>sonhou além das coisas e se vê,&nbsp;<br>ainda, muito longe.&nbsp;<br>É de quem tem chorado,&nbsp;<br>de quem olha para dentro de si mesmo… e sente medo.&nbsp;<br>De quem não encontrou,&nbsp; ainda, o seu consolo.&nbsp;<br><br>O Natal …existe apenas onde existe a Falta!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-06-28 19:17:01 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Atividade 6 </title>
         <author>mmspeixoto</author>
         <link>https://padlet.com/mmspeixoto/4l5ydflk4iz/wish/370342631</link>
         <description><![CDATA[<div>Poema Visual<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-07-05 22:43:52 UTC</pubDate>
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         <title>Atividade 7 </title>
         <author>mmspeixoto</author>
         <link>https://padlet.com/mmspeixoto/4l5ydflk4iz/wish/370342712</link>
         <description><![CDATA[<div>O Jardim<br>Estava ali, no meio de tanto verde&nbsp; rodeada. E via ao longe o promotório que apontava aos as copas das suas árvores altas. E mais perto, como que ridiculamente imitando a grandeza das montnhas gémeas qe no horizonte e recortavam, um cilindro de cimento se erguia.<br><br></div><div>Os caminhos que à sua volta serpenteavam em suaves canteiros ladeados, cuidados, de matizes de lilás e laranja pintalgados, de flores que inebriavam os ares. E ela, ali bem no centro colocada, vermelho-vivo, da cor da chama da paixão que a incendiva, da vontade de ser antes pássaro, ou borboleta, pou até o suave perfume das flores que a rodeavam. Ou até uma das suas folhas, que levdas pelo vento viajavam até outros lugares com que a sua alma sonhava, com outros lugares de diferente cores pintalgados.<br><br></div><div>Mas era árvore, assim, condenada a ouvir os pássars que nela pousavam ou ninho lá faziam, contar como eram outros sítios de onde vinham, cheios de homens e de movimento, cheios de outras coisas que ali não. Porque ali os homens faltavam, a não ser os que as alindavam. E os namorados que ali escolhiam fazer suas juras de amor, ou os casais que, de mãos dadas&nbsp; partilhavam ao meio uns dedinhos frágeis , dos filhos que levavam a passear pela mão. E sonhava com outras maravilhas para lá do que a sua vista alcançava. E a sua copa se alargava, na tentativa de espraiar os que a sua vista alcançava e uma borboleta volteava, cheia de pintas salpicada e lhe contou que ali, onde ela se sentia presa, era o sítio mais belo que jamais se viu.<br><br></div><div>E o seu corpo estremeceu ao perceber que não dava o devido valor ao sítio onde nasceu.<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-07-05 22:46:26 UTC</pubDate>
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         <title>Atividade 8 </title>
         <author>mmspeixoto</author>
         <link>https://padlet.com/mmspeixoto/4l5ydflk4iz/wish/370342804</link>
         <description><![CDATA[<div>Palavras estrangeiras<br>O polícia jovem estava destacado para aquela ronda há pouco tempo. Começara a ronda apenas há uns dias mas não conseguiu deixar de repar nela desde a primeira vez que a viu.<br><br></div><div>&nbsp;A rapariga que passava todos os dias em frente ao shopping tinha sempre um look muito fashion, muito rock. Parecia mesmo uma top model Fashion que se encaminhava para um novo show, quem sabe uma outdoor sunset party . Parecia viver sem nenhum Stress, como se saisse de um uma relaxante sessão de fitness.<br><br></div><div>Estava tão desejoso de a conhecer que lhe apeteceu organizar uma operação stop só para saber o seu nome e morada para lhe mandar flores.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-07-05 22:49:50 UTC</pubDate>
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         <title>Atividade 9 </title>
         <author>mmspeixoto</author>
         <link>https://padlet.com/mmspeixoto/4l5ydflk4iz/wish/370343503</link>
         <description><![CDATA[<div>A Montanha<br>&nbsp;“Olha-te nas águas plácidas do rio&nbsp; e vê o teu&nbsp; desalento! O desalento que está aí, dentro de ti!&nbsp;<br><br></div><div>São imensos os desafios, os medos, a descrença, os conflitos, as dúvidas, as inseguranças. Mas tu tens dentro de ti forças poderosas que precisam de ser despertadas! Olha para o Alto e ousa ser aquilo que tu desejas ser.&nbsp;<br><br></div><div>Olha para o alto … e ousa. Ousa ter grandes esperanças, acreditando poder transformar sonhos em realidade.&nbsp;<br><br></div><div>Olha para o alto e ousa fazer de cada desafio um motivo para reforçar em ti o espírito de luta, garra e determinação de vencer.&nbsp;<br><br></div><div>Luta, não te diminuas, não olhes para o chão. Olha para o alto e esforça-te o mais que puderes! Abre tuas asas, voa teu voo.<br><br></div><div>E quando chegares ao topo e olhares para baixo, sentirás a satisfação de ter posto o desalento a teus pés e o prazer supremo da conquista!"&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-07-05 23:15:35 UTC</pubDate>
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         <title>11ª Atividade -Carta a um personagem estranho</title>
         <author>mmspeixoto</author>
         <link>https://padlet.com/mmspeixoto/4l5ydflk4iz/wish/370992046</link>
         <description><![CDATA[<div>                                               Braga, 9 de Julho de 2019<br><br></div><div>Queridas Sandálias de salto alto: <br>Olá! Como estais? Eu estou bem aqui mas tenho saudades vossas. Lembram-se de quando fomos juntos à praia e o vosso salto teimava em se enterrar na areia? E as vossas biqueiras ficavam cansadas do esforço de os levantar para que me pudesse mexer. Até que tive a ideia de vos descalçar e levar na mão, presas pela presilha de trás. E como logo tivemos a brilhante ideia de corre livremente pela areia? Eu, com os pés cheios de liberdade e livre do peso de vos desenterrar, e vós , livres das areias que vos feriam e agrediam as tiras, arranhando-vos o couro e embaciando o brilho que tínheis. E do momento em que, libertas e  ao sabor do vento, cabelos a esvoaçar em mim, e fivelas a tilintar em vós, nos lançamos ao encontro das ondas do mar que beijavam meus pés na ponta dos dedos das suas ondas e salpicavam de maresia fresca o meu corpo e as vossas tiras?<br>Agora, que olho para a foto em que estais em relevo, assim, na minha mão, só vós e a mão que vos descalçou, relembro a vossa incomparável beleza e quão belas ficávamos então, juntas.</div><div>Tenho saudades de vos calçar. Espero que consiga encontrar-vos nesta barafunda colossal em que este malfadado armário está.</div><div>Beijinhos para vós<br>Manuela Peixoto</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-07-12 17:56:14 UTC</pubDate>
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         <title>10ª Atividade</title>
         <author>mmspeixoto</author>
         <link>https://padlet.com/mmspeixoto/4l5ydflk4iz/wish/370992294</link>
         <description><![CDATA[<div>Atividade 10 – Texto narrativo<br> Se eu fosse água, correria livremente pelas linhas do teu corpo, serpenteria pelos caracóis do teu cabelo,  num rodopio de tontura,  e no azeviche da sua cor meus olhos se esconderiam da fealdade do mundo. Se eu fosse água, escorreria pela tua face e às tuas lágrimas me juntaria para torná-las menos salgadas e dolorosas quando o rebordo dos teus lábios  alcançassem. Se eu fosse água correria docemente pelo teu corpo e apreciaria cada curva, cada côncavo, cada contorno de forma lenta e cheia de avidez do teu ser.<br><br></div><div>Se eu fosse vento, sopraria em teu ouvido, em surdina gritante de paixão, que tudo que  me  sou te quero, que o tempo só passa em nosso corpo e que a alma, essa, está tão sequiosa de ti como quando  nossos caminhos unimos apaixonadamente.<br><br></div><div>Se eu fosse chão, seria seguro, reto e linear, de forma a amparar e tornar teu andar mais seguro. Ou então suave e moldável como a areia macia quando teu mundo te derrubasse e fizesse cair. Se eu fosse chão, seria polvilhado de pó de amor e calmaria que te envolvesse o caminhar sempre que teus passos levantassem o pó da estrada. Pontilharia minhas bermas das mais belas flores para te colorir a vida, e perfumar teu caminho. <br><br></div><div>Se eu fosse Sol, iluminaria tua vida e me afastaria, discretamente, sempre que teu olhar da minha luz se cansasse. Se eu fosse Vida, seria eterna só para poder levar-te comigo para todo o sempre.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-07-12 18:00:32 UTC</pubDate>
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         <title>12ª Atividade</title>
         <author>mmspeixoto</author>
         <link>https://padlet.com/mmspeixoto/4l5ydflk4iz/wish/370995651</link>
         <description><![CDATA[<div>Atividade 12– Resposta dos destinatários extraordinários! <br><br></div><div>Braga, 9 de Julho de 2019<br><br></div><div>Minha Querida : <br><br></div><div>Nós estamos bem . E tu?<br><br></div><div>Ficamos muito felizes ao receber a tua carta.<br><br></div><div>Se nos lembramos? Claro que nos lembramos. Depois dessa ida à parai nunca mais fomos as mesmas. Os nossos saltos ficaram todos arranhados de se enterrarem na areia. As nossas tiras, que eram marchetadas de pequenos brilhantes que foram arrancados pela fricção das areias areias que nos feriam e descolavam o forro . Podias ter tido a ideia de nos descalçar antes de ires para a  areia. Agora, bem podes correr ao vento que as nossas fivelas não vais ouvir tu a tilintar.  Estamos para aqui, enfiadas neste saco de calçado malcheiroso, onde tu enfias as coisas que precisam de conserto mas que nunca mais levas ao sapateiro. Mas que desconcerto, a nossa vida.<br><br></div><div>Adeus.<br><br></div><div> As sandálias de Salto alto<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-07-12 18:59:40 UTC</pubDate>
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         <title>13ª Atividade - A Elegância do Ouriço</title>
         <author>mmspeixoto</author>
         <link>https://padlet.com/mmspeixoto/4l5ydflk4iz/wish/371000719</link>
         <description><![CDATA[<div>Ele é sempre apelidado de agressivo. Todos o condenam porque destila veneno quando&nbsp; eriça os seus espinhos. Mas eu fico encantada quando olho para ele.&nbsp;<br><br></div><div>Os seus olhitos escuros, quais alfinetes pontilhados por uma continha negra brilhante&nbsp; e o seu narizinho arrebitado apontado ao céu, onde parece procurar o olor da felicidade, paz e serenidade que faltam neste mundo de irrequietude inquietante fascinam-me.<br><br></div><div>E, quando dorme sossegado ou se sente em segurança, o seu corpo é suave e macio. E o pulsar sincopado do seu pequenino coração movimenta o seu pêlo.&nbsp;<br><br></div><div>E, afinal, como eu dizia ao meu irmão que me chamava ouriço-cacheiro, ele só eriça os pêlos, e pica quem lhe perturba a quietude e ameaça o seu direito de estar sossegadinho no seu canto.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-07-12 20:35:20 UTC</pubDate>
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         <title>14ª Atividade O Sol queria brilhar um pouco</title>
         <author>mmspeixoto</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Sol:</strong> Ai Céu, Céu! Porque não me deixas brilhar hoje?<br><strong>Céu:</strong> E porque haveria eu de te deixar brilhar hoje? Isso é um contra senso.  Não achas tu que já           brilhaste que chegue este ano? Não sabes tu que cada coisa no seu tempo, e cada tempo para cada coisa? Que o Sol e calor é do Verão e a chuva do Inverno?<br><br></div><div><strong>Sol: </strong>Mas eu só te peço que me deixes brilhar um bocadinho só. Mais logo já será tarde. E afinal, também no inverno pode haver lindos dias de sol. Dias em que o sol aquece um bocadinho a alma de quem só tem tristeza no coração. Dias em que um raio de sol brinca com as poças de água da chuva e as crianças sonham em seguir arco-íris.<br><br></div><div><strong>Céu: </strong>Arco íris, arco íris. Tontices, isso sim. O que é preciso é água para encher as terras e regar as plantas. Água para encher os ribeiros que matarão a sede durante os meses de verão, em que tu tudo secas com o teu calor abrasador.<br><br></div><div><strong>Sol: </strong>Ai Céu, Céu. E és tu o sítio para onde os seres mais sensíveis olham em busca de conforto? És tu o símbolo de que algo de bom e divinal existe e onde a esperança mora?<br><br></div><div><strong>Céu: </strong>O que estás tu para aí a dizer? De que estás a falar? Eu tenho é que regar os campos e encher os rios, porque sem água nada vive e os homens e as crianças não terão pão.<br><br></div><div><strong>Sol:</strong> Ai Céu, Céu. Nem só de pão vive o homem e aquele menino que ali vês, tem seus momentos já sem tempo. Vai morrer dentro de alguns minutos e não queria morrer sem voltar a ver o Sol, que o fazia correr e saltar nos dias de Verão , de mão dada com seus pais antes de ficar doente.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-07-12 21:18:13 UTC</pubDate>
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         <title>15ª Atividade</title>
         <author>mmspeixoto</author>
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         <description><![CDATA[<div>Entrei no livro que lia<br>Segurava o livro que lia  e enquanto lia  ouvia o vento assobiar pelas frinchas da janela, por baixo das portas. De repente, olhou para trás e viu passar por baixo da frincha das portas um personagem que lhe parecia conhecido. Não sabia bem de onde , de quando ou porquê. Era uma criança que arrastava atrás de si nuvens de fumos perfumados e salpicados de sabor agridoce que arrepiavam todo o seu corpo.<br><br></div><div>Na verdade, aquela personagem fazia-lhe ter vontade de chorar. Nem sabia bem porquê. Nunca tinha lido aquele livro, mas tinha a certeza que aquele cheiro colorido e doce  era seu, de há muitas vidas atrás em que ainda nem era nada , nem sabia existir. <br><br></div><div>Era o cheiro do colo da mãe, da mão dada dos irmãos, do colo em que a carregavam para a cama quando ouvia conversar todos à sua volta e se sentia segura e feliz.<br><br></div><div>Era o cheiro anterior à perda, à angústia lancinante de que algum deles se fosse, como fora o seu pai. Era o cheiro de acordar antes da dor, do terror de nunca mais  poder esperar um abraço do irmão que se abraçara com a morte, no nó daquela forca em que se embalara para lá da vida. E de repente… aquela criança era ela mesma vista do outro lado do livro, lendo avidamente todas as lágrimas que se lhe escreviam pela face e desaguavam na sua boca, transformando-se num mar de ausência.<br><br></div><div> E corria então, montada num cavalo alado, galgando montanhas de dias não vividos, afundando-se em abismos que a impeliam para o dia claro em que já não havia mais livros em que se esconder. E tinha que ser a personagem da vida real em que sofria.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-07-16 21:37:17 UTC</pubDate>
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