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      <title>A ação humana by Gonçalo Sousa</title>
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      <description>Trabalho do 2ºPeriodo escolar</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-01-25 23:46:48 UTC</pubDate>
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         <title>A ação humana</title>
         <author>goncalosousa15</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>O conceito de Ação humana</strong><br>O conceito de ação humana não tem nada de problemático. Todos nós parecemos saber o que é uma ação , tanto que vivemos a experiência do agir quotidianamente por exemplo cortar o cabelo, dar um beijo, escrever.... ou seja algo quotidiano<br>Mas este tema não é assim tão pacifico quanto parece pois apesar de normalmente não nos questionarmos sobre estas ações, existe ações na qual são bastante complexas, exigindo assim uma reflexão sobre a tal ação.<br>A filosofia da ação é um destes assuntos... este é uma área que procura analisar em que consiste uma ação e saber  como é possível explicá-la, tendo em conta as razões do agente.<br><strong>Acontecimentos e Ações</strong><br>Um acontecimento é algo que ocorre em um especifico tempo e lugar e que é suscetível de afetar o sujeito, mas que, em princípio, não depende da sua vontade. Deve-se tentar não estabelecer uma distinção entre acontecimento e ações já que os movimentos humanos também são algo que acontece.<br>Para além dos acontecimentos existe as coisas que fazemos de modo inconsciente e involuntário ou consciente e involuntário ou involuntário por efeito do hábito e, por ultimo, consciente e voluntário. Só ao que é consciente e voluntário podemos chamar de ação humana.<br>A ação humana é, por si, o que fazemos de um modo voluntário e consciente, surgindo em princípio como algo livre, racional, intencional e, por conseguinte, responsável.<br><strong>As Intenções e desejos</strong><br>A intenção nada é mais que o curso da ação que alguém pretende seguir ou ainda o objetivo ou propósito que guia ação. Ter uma intenção significa encontrar-se num estado mental que se orienta para a concretização de um determinado estado de coisas.<br>O conceito de desejo é muito próximo ao da intenção mas o desejo, é classicadamente entendido como uma tendência acompanhada de consciência, também pode ser inconsciente, ao passo que a intenção é, em princípio, consciente.<br>As ações intencionais são originadas por motivos,desejos,crenças,interesses,aspirações: são realizadas por alguém que as quer realizar e que acredita que esse é o melhor meio para atingir um fim.<br><strong>O motivo</strong><br>Bem, o motivo é  tudo o que somos capazes de mover à vontade, ou seja, podemos simplesmente fazer o que quisermos. Esta é diferente do móbil, este significa um impulso da sensibilidade, por vezes inconsciente. Tal como o desejo pode ser consciente ou inconsciente, também o motive pode ser voluntário ou involuntário.<br><strong>Finalidades ou meta</strong><br>A finalidade da ação e tudo aquilo que ativa, orienta e dirige a ação, respondendo à pergunta "para quê?". Muitas vezes é difícil separar a finalidade do motivo. Motivos e fins podem ser ainda englobados pela noção de projeto.<br>A deliberação e a decisão<br>A deliberação é o processo de reflexão e de ponderação que, de inicio, antecede a decisão. A decisão consiste na escolha de alternativas possíveis em função de determinadas razões e motivações. Mas nem todas as ações são deliberadas pois muitas vezes, não há reflexão previa.<br>Exemplo: Antes de fazer qualquer atividade nós possuímos o tempo de reflexão em que pensamos em qual decisão devemos tomar (tentar a mais correta).<br><strong>Noções de liberdade </strong><br>Esta que temos em conta é a que corresponde ao livre-arbítrio, ou seja, à possibilidade de escolha e de autodeterminação, ao ato voluntário e independente. A existência de forças externas e internas que não conseguimos controlar, seja a nível biológico ou sócio-cultural, pode-nos fazer duvidar de que tenhamos o livre-arbítrio. Mas este parece um facto da nossa experiência, embora isso não permita resolver o problema.<br><strong>A liberdade e os condicionantes da ação humana</strong><br>Esta de que eventualmente dispomos não é absoluta, mas sim situada e condicionada. As condicionantes da ação humana são o conjunto de constrangimentos e obstáculos que lhe impõem limites. Ao mesmo tempo que limitam, abrem de igual modo um horizonte de possibilidades, assumindo-se também, de certo modo, como condições do agir.<br>Existem as condicionantes físico-biológicas,psicológicas e as histórico-culturais. As físico -biológicas são ligadas à nossa constituição morfológica e fisiológica, as psicológicas são ligadas à personalidade do agente, ao seu temperadamente e aos seus estados psicológicos temporários, as histórico-culturais são os fatores de carácter histórico, cultural, social, económico, científico, tecnológico, religioso, etc.<br><strong>Problemas do livre-abítrio</strong><br>Os problemas do livre-arbítrio<br>Estes consistem em saber se a liberdade humana, em termos de possibilidade de optar, é ou não compatível com outras forças que a parecem anular. Há três teses que procuram dar resposta ao problema: Deterministas, compatibilistas e libertistas.<br><strong>Os Determinismos</strong><br>O determinismo radical defende que não existe livre-arbítrico, o que implica a total desresponsabilização do agente. Encarando a natureza como um conjunto de coisas e factos em que tudo resulta de causas anteriores, a que se seguem efeitos inevitáveis, o determinista concebe o Universo como um vasto sistema que obedece a leis causais invariáveis.<br>No âmbito da psicologia clássica, a corrente behaviorista defendia a existência de um determinismo ambiental. Em oposição ás conclusões dos behavioristas, há quem afirme o carácter decisivo da componente genética - determinismo hereditário.Na filosofia, houve pensadores que sustentaram uma visão determinista, por exemplo Espinoza, com o seu sistema monista: todas as coisas e ações são governadas por uma absoluta necessidade - determinismo metafísico.<br>O determinismo possui umas objeções, as principais são o argumento da experiência e da responsabilidade e a ideia de que o Universo não constitui um sistema determinista.<br><strong>O compatibilismo</strong><br>Este é o que aceita o determinismo no mundo natural, mas defende que há liberdade e responsabilidade na esfera humana. Afirma também que um ato pode ser, em simultâneo, livre e determinado.<br>Esta assenta na distinção entre ações livres (resultam da vontade) e ações não livres (resultam da coerção). Livre significa isento de coerção, o que não quer dizer que as ações não sejam causadas. Mesmo que as nossas ações sejam causadas, podemos sempre agir de outro modo. Isto é suficiente para podermos ser responsabilizados por uma ação<br>O compatibilismo encontra-se sujeito a uma objeção: ao dizer-se que somos livres, mas que as nossas ações decorrem dos nossos desejos e do nosso carácter, não manipulados, não se pode no entanto ignorar que o carácter e o desejo dependem de forças que não controlamos. Se assim for, não somos livres.<br><strong>O libertismo</strong><br>Este defende o livre-arbítrio e a responsabilidade humanas, considerando que o agente tem o poder de interferir no curso normal das coisas pela sua capacidade racional e deliberativa<br>Os libertistas apoiam-se em apenas 2 argumentos: o argumento da experiência e da responsabilidade- sabemos que somo livres e responsáveis, porque nos apercebemos de tudo isso de cada vez que efetuamos uma escolha consciente e ao avaliarmos as ações- e o de que o Universo não constitui um sistema determinista- é impossível prever os fenómenos a partir de causas determinantes, pelo que se recorre ás noções de acaso e de aleatoriedade- perspetiva indeterminista.<br>As objeções do libertismo são estas: o facto de termos experiência da liberdade e de atribuirmos responsabilidades não prova que elas existam: elas podem ser ilusórias;  se é o acaso que conduz as ações humanas imprevisíveis, então elas também não são livres, nem o agente é responsável; finalmente, esta doutrina não nos fornece grandes explicações relativamente áquilo que produz as nossas decisões.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-01-26 01:19:36 UTC</pubDate>
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