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      <title>Muros e Pontes: Sociedade, Tecnologia by Larissa Bezerra</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-09-11 10:47:49 UTC</pubDate>
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         <title>O corpo na Idade Média</title>
         <author>bezerralarissa749</author>
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         <description><![CDATA[<div>SCHMITT (1995) afirma que, no século VI, vários autores mencionam o uso do corpo a propósito dos vícios – a gula em Pomerius, a fornicação (relacionamento sexual ilícito) em Cassiano e o orgulho em Gregório. Já na baixa Idade Média, surge uma nova visão de corpo, que não é mais apenas a “prisão da alma”: quando bem governado, o corpo pode se tornar meio e lugar de salvação do homem.</div><div>&nbsp; &nbsp; De acordo com MATOS E GENTILE (2004), na Idade Média, o corpo foi considerado perigoso, em especial o feminino, visto como um "lugar de tentações". Alguns teólogos chegaram a dizer que as mulheres tinham mais conivência com o demônio porque Eva havia nascido de uma costela torta de Adão, portanto nenhuma mulher poderia ser reta.</div><div>&nbsp; &nbsp; Segundo RODRIGUES (1999), a abertura do corpo humano e a dissecação de cadáveres, para a mentalidade medieval, era uma ação inconcebível, um gesto do mais supremo sacrilégio e por este motivo, conforme nos mostra PEREIRA (1988), a anatomia passa por um período de estagnação – representando um período negativo para a Educação Física – tendo seus estudos retomados com a chegada do Renascimento. O corpo jamais poderia ser considerado como objeto; para os medievais, a putrefação era continuidade da vida, era húmus. Existiam valas coletivas que ficavam abertas até serem preenchidas por corpos e era comum tê-los em putrefação em casa. Há imagens da época que retratam homens dançando com cadáveres que se desfaziam.</div><div>&nbsp; &nbsp; RODRIGUES (1999) diz ainda que, com freqüência, os reis da França, ao morrer, tinham seus corpos esquartejados e seus fragmentos espalhados pelas Igrejas importantes do território. Os medievais acreditavam que tais “relíquias reais” propiciariam boas colheitas. Além disso, de acordo com BESEN (2004), havia também o culto às “relíquias dos santos”, ocorrendo até roubos de partes dos corpos. Não se concebia fundar uma cidade sem o túmulo de um santo, havendo, deste modo, lutas violentas para garantir o corpo, que traria proteção.</div><div>&nbsp; &nbsp; Segundo BESEN (2004), a festa de Corpus Christi nasce na Idade Média com a finalidade de fazer a adoração pública da Hóstia, o “corpo de cristo”.</div><div>&nbsp; &nbsp; Com o propósito de libertar o Santo Sepulcro de Cristo do domínio muçulmano, surgiram as Cruzadas – lutas em busca da posse de Jerusalém e da Terra Santa, onde estava a sepultura do filho de Deus.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-11 11:09:54 UTC</pubDate>
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         <title>O corpo no Renascimento</title>
         <author>bezerralarissa749</author>
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         <description><![CDATA[<div>A Renascença é um movimento cultural que se inicia no fim da Idade Média e avança pelo início da Idade Moderna. Nesse período, aproximadamente de 1300 a 1650, há uma redescoberta das produções artísticas e intelectuais da Grécia e da Roma antigas. Os gregos Platão, Aristóteles, Homero e o romano Cícero são revisitados e uma visão mais humanista, dando enfoque ao homem e suas realizações, se configura. Essa redescoberta do mundo clássico promoveu profundas mudanças na arte. A mitologia grega se tornou um tema artístico recorrente e as imagens vão ganhando tridimensionalidade e perspectiva. Produções artísticas de várias áreas crescem: pintura, arquitetura, escultura e literatura. Esse grande fervilhar artístico aconteceu primeiramente em Florença, na Itália, onde a família Médici dominava politicamente a República. Lorenzo de Médici, o Magnífico, manteve a cidade relativamente estável durante seu governo, com sua habilidade, inteligência e sensibilidade. Com a ajuda de seu mecenato, característica comum a toda família Médici, a arte floresceu (Imbroisi &amp; Martins, 2018; Farthing, 2010).</div><div>A Renascença é dividida em três momentos: o <strong><em>Trecento</em></strong> (<a href="https://self.ijusp.org.br/self/article/download/25/html?inline=1#f06">Figura 6</a>), no século XIV, que marca a transição para a arte renascentista; o <strong><em>Quattrocento</em></strong> (<a href="https://self.ijusp.org.br/self/article/download/25/html?inline=1#f07">Figura 7</a>), no século XV, que caracteriza o período áureo da Renascença; e o <strong><em>Cinquecento </em></strong>(<a href="https://self.ijusp.org.br/self/article/download/25/html?inline=1#f08">Figura 8</a>), no século XVI, com o fim do Renascimento e a passagem para o Maneirismo e o Barroco (Inhan, 2008). As principais características do Renascimento são: (a) o <strong>antropocentrismo</strong>, com o homem passando a ser o centro do universo, sendo capaz de explicar os fenômenos a sua volta; (b) o <strong>racionalismo</strong>, segundo o qual a razão é a base de todo o conhecimento; (c) o <strong>humanismo</strong>, com a valorização do conhecimento humano voltada ao desenvolvimento de suas potencialidades; (d) o <strong>individualismo</strong>, no qual o artista passa a assinar suas obras; e (e) a <strong>inspiração na antiguidade clássica</strong>, com a estética dos gregos e romanos como modelo ideal. A despeito da cultura pagã permear a vida dos indivíduos, em Florença, a crença cristã ainda era muito forte, com ícones, santuários e imagens da Virgem por todos os lugares (Unger, 2009).</div><div><br></div><div>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-12 15:13:03 UTC</pubDate>
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         <title>O corpo na Grecia </title>
         <author>bezerralarissa749</author>
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         <description><![CDATA[<div>Falar sobre a beleza é discorrer sobre padrões estéticos que são sempre culturais e mudam ao longo do tempo e conforme as sociedades. Há, portanto, uma história da beleza que, ao contrário do senso comum, não se refere, necessariamente à mulher e nem à aparência física. Ao contrário, “belo” foi, por séculos ou milênios, um qualificativo associado ao homem e aos atributos ditos masculinos, e não à mulher. Daí entender que, uma história da beleza é, em princípio e por muito tempo, uma história masculina. As mulheres não representavam a si mesmas mas eram representadas por homens e, portanto, as imagens de mulher e da beleza feminina foram, desde a Antiguidade, construções do imaginário masculino. O termo grego mais próximo para beleza ou belo é Kalón: significa aquilo que agrada, que suscita admiração, que atrai o olhar. Os gregos antigos, contudo, não tinham uma definição clara sobre o que é beleza. Associavam a beleza a outros valores. Para Platão, por exemplo, a beleza estava na sabedoria, para o Oráculo de Delfos, na justiça. Nem mesmo Homero, que cantou a irresistível beleza de Helena, definiu a beleza mas usou-a como justificativa para a Guerra de Troia.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-12 15:28:55 UTC</pubDate>
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