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      <title>Ana Paula Maia by Alessandra Maia</title>
      <link>https://padlet.com/aleehfmb/anapaulamaia</link>
      <description>Debate de Literatura Brasileira por Alessandra Fernandes, Francisca Érika e Rúben Libni</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-06-22 12:17:28 UTC</pubDate>
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         <title>ANA PAULA MAIA </title>
         <author>aleehfmb</author>
         <link>https://padlet.com/aleehfmb/anapaulamaia/wish/2227808312</link>
         <description><![CDATA[<div><br>ANA PAULA MAIA nasceu no Rio de Janeiro e mora atualmente em Curitiba. É autora de diversos romances, entre eles: Carvão animal, De gados e homens, Assim na terra como embaixo da terra e Enterre seus mortos. Tem contos publicados em diversas antologias e foi duas vezes vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura. Como roteirista da TV Globo, foi responsável pela série ‘Desalma’.<br>Instagram: @maiatravis<br>Globo Play: globoplay.globo.com/v/7848262</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-22 12:25:06 UTC</pubDate>
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         <title>PERVERSÃO</title>
         <author>aleehfmb</author>
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         <description><![CDATA[<div>Quando Márcia chegou num vestido vermelho que combinava com os aros de seus óculos, sorridente e muito perfumada, Otávio a esperava fazia quinze minutos. Sentia-se cansado, mas ter lavado o rosto na pia do banheiro o deixou menos sonolento. Márcia o abraçou com força e o chamou de meu amor. Ele perguntou como foi o seu dia e ela falou por quase 20 minutos, interrompendo apenas para decidir o que queria comer. Otávio apenas sorria enquanto bebericava o vinho branco que havia pedido para os dois.</div><div>- Estou fazendo um clareamento dentário - diz Márcia.</div><div>- Sempre quis ter dentes brancos. E agora… e agora eu vou ter - diz muito animada. - E tudo por sua causa, meu amor. Isso é tudo por você, pra você - ela conclui sedutora.</div><div>- Eu sinto muito - diz Otávio</div><div>Márcia sorri deixando o gole que tomaria de lado.</div><div>- Que isso! Você não tem que se desculpar. Sou uma mulher infinitamente melhor. Você é o meu anjo - ela conclui e bebe de do vinho.</div><div>- Mas eu não pedi pra que você fizesse nada disso - ele diz sério.</div><div>Márcia encolhe o sorriso e olha para os lados.</div><div>- Ah, deixa de brincadeira.</div><div>- Não estou brincando. Eu nunca pedi pra você fazer nada disso. Sabe, dar todo esse prazer a mulheres feias e mal-amadas me dá muito tesão.</div><div>Márcia não consegue falar. Começa a suar nas mãos e nas axilas. Sente o corpo queimar. O garçom traz as refeições. Otávio dá uma garfada no seu suflê de cenoura e o elogia.</div><div>- Sempre saboroso. Eles nunca erram mão.</div><div>Márcia está com os olhos lacrimosos.</div><div>- Você não pode estar falando sério, Otávio. Você me achava feia e mal-amada?</div><div>- Isso mesmo, e ainda acho, porque eu não te amo, e essa maquiagem toda, esse cabelo diferente, bem, não ajudou muito, pra ser sincero.</div><div>Márcia começa a chorar, mas o choro é engasgado. Otávio sente o pau endurecer e um frio deslizar pelo baixo ventre. Deixa o garfo de lado, abre a braguilha e fricciona o pau. Tenta disfarçar sob a toalha da mesa.</div><div>- Mas… você fez de propósito?</div><div>Ele toca punheta um pouco mais rápido.</div><div>- É isso mesmo - responde ofegante. - Você é feia, mal-amada e eu te enganei pra te ver assim: arrasada.</div><div>Otávio sente mais prazer.</div><div>- Eu pensei que você me respeitasse, por isso nunca tinha me levado pra cama… achei que você fosse pedir… pedir…</div><div>Otávio ajeita-se na cadeira.</div><div>- O quê? A sua mão em casamento? Já sou casado, minha filha.</div><div>- Ô meu Deus. Você não presta. É desprezível.</div><div>- Isso - ele acelera os movimentos e está quase gozando. Márcia percebe o que ele está fazendo. Ela tem vergonha de chamar a atenção dos outros, por isso permanece falando baixo.</div><div>- Você é um canalha, um cretino, um desgraçado filho de uma puta… eu te odeio.</div><div>- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.</div><div>Otávio debruça sobre a mesa, extasiado; esgotado. Márcia permanece sentada à sua frente com o rosto molhado de lágrimas, sentindo nojo e humilhação. Ele limpa a mão no guardanapo e se levanta pra ir embora. Márcia o segura pelo braço, com olhar consternado.</div><div>- Eu não queria dizer isso. Otávio, eu fiz alguma coisa? Se a culpa é minha, eu te peço perdão, mas não me abandone.</div><div>Márcia cai de joelhos aos pés de Otávio. Ele a segura pelo braço e a ajuda a ficar de pé.</div><div>- Por favor, não me faça passar vexame - ele diz entre os dentes. Retira da carteira algumas notas e as deixa sobre a mesa.</div><div>Otávio cumprimenta o garçom que o atendeu e caminha até o estacionamento do restaurante. Márcia o persegue, implorando por sua atenção.</div><div>- Pelo amor de Deus, Otávio, não faça isso comigo. Por Deus, não vai embora assim.</div><div>Ela o puxa pelo braço. Ele entra no carro, bate a parta e abaixa o vidro.</div><div>- Sabe, Márcia, nunca vi ninguém se humilhar tanto. Você sabe como fazer um cara gozar.</div><div><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; ***</div><div>Otávio caminha entre a fila de carteiras alinhadas, todas ocupadas pelos alunos, que têm apenas mais dez minutos para entregarem as provas. Depois de passar entre elas, retorna para sua mesa e aguarda que o tempo transcorra.</div><div>Coloca os óculos de leitura e verifica uma mensagem no celular. É a foto da sua filha do meio, de cinco anos, montada no cachorro da família, um labrador, enviada por sua mulher que enfatiza um “Eu te amo” em letras grandes.</div><div>Otávio sorri. Suspende a cabeça e os alunos começam a se levantar de suas carteiras. Os alunos, um a um, deitam suas provas sobre a mesa e a pilha crescente arranca um suspiro de Otávio. Ele coça os olhos sob os óculos, agradece aos alunos e todos são dispensados. Ainda são nove horas da manhã e terá um longo dia de aulas até as nove da noite. Mas precisa trabalhar para manter um mínimo padrão de vida para sua família, e mesmo o mínimo consiste em muitos gastos e Otávio trabalha também nos finais de semana em cursos preparatórios. Um homem de família.</div><div><br></div><div>Às nove e quarenta da noite ele chega ao restaurante habitual. Cumprimenta os garçons com apertos de mão e tapas nas costas. Vai para a mesa que mais gosta, ao lado de uma reprodução de um quadro de Cézanne. Cinco para as dez, Gisele atravessa a porta do restaurante. A sua conquista mais bela. Geralmente, ele procura as mais feias pois são mais fáceis de serem conquistadas. Mas com Gisele ele consegue se sentir até um pouco excitado só em olhar pra ela. Pensa num orgasmo fulminante quando partir o seu coração. Aquela beleza toda arrasada e com o coração partido vai levá-lo à morte.</div><div>Depois de Márcia, Otávio saiu com outra mulher, mas não teve muito sucesso, pois ela faltava com a verdade: era casada e queria apenas se divertir. Otávio é contrário ao relacionamento sexual com uma mulher que não seja a sua, por isso mantém o tratamento cortês e respeitoso todo o tempo, insinuando compromisso sério.</div><div>Conheceu Gisele num feirão de carros usados. Ele a ajudou com questões técnicas e evitou que fosse enganada por um vendedor. Ela ficou muito agradecida e desde então ele a corteja.</div><div>Ela está apaixonada, ele sabe disso. No último encontro presentou com um buquê de rosas vermelhas e para esse último encontro, ele comprou uma caixa de bombons caros e um ursinho de pelúcia. Gisele vale o investimento.</div><div>Ela come um bombom antes do jantar ser servido. Gisele fala pouco, o que obriga Otávio a ser mais eloquente e atento, pois precisa confirmar as mentiras inventadas. Os garçons não disfarçam as olhadas para Gisele. Ela pede licença e vai ao banheiro. O garçom serve os pratos. Otávio sente uma aflição no ventre, um formigamento no pênis. Está decidido a ser rápido com Gisele, pois não aguenta mais comprimir o pau dentro das calças.</div><div>Ela retorna e se prepara para comer. Suspira na primeira garfada.</div><div>- É um dos melhores pratos daqui - diz Otávio</div><div>- Vem muito aqui?</div><div>- Mais ou menos.</div><div>- Estou adorando o jantar, o lugar, os presentes.</div><div>- Que bom.</div><div>- Fazia tempo que eu não me sentia tão querida, que não era tão bem tratada.</div><div>- Esse pernil está incrível, não? - Diz Otávio abocanhando mais uma garrafa. Ele mastigar e engole.</div><div>- Então você gosta disso?</div><div>- Claro, ué. Você é um sujeito incrível, sabia? O melhor que já conheci.</div><div>- Você é a mulher mais bonita com quem eu já saí. Não sabia que mulheres bonitas assim fossem tão desprezando pelos homens. Aliás, todo mundo aqui só olha pra sua bunda, pros seus peitos.</div><div>- Como assim, Otávio? - Gisele recuar o tom de voz e seu semblante é ao mesmo tempo de surpresa e abatimento. Ela leva a mão sobre o coração e sente corar as bochechas.</div><div>- É patético como você sendo tão bonita caia na lábia de num sujeito como eu. Sou um professorzinho de merda, com 3 filhos pra criar e uma mulher de bunda flácida e barriguda. Você deveria escolher os homens a dedo, mas é tão pateticamente carente que cai na conversa de um tipo que finge te tratar bem.</div><div>Gisele respira fundo. Toma um gole de vinho. Otávio, em duas garfadas, conclui o seu jantar sem olhar para Gisele. Ele espera que ela desabe em lágrimas Estranha sua reação.</div><div>- Você acha que estou brincando? Eu jamais levaria uma mulher como você pra cama. Provavelmente você é uma porca, cheia de doença, e posso me contaminar.</div><div>Otávio toma o resto do vinho que está na sua taça e limpa a boca. Gisele se levanta e vai embora. Otávio faz sinal para p garçom e paga a conta.</div><div>Não foi como ele esperava, estava muito decepcionado. Mas houve um instante no semblante de Gisele que mostrava como ela estava surpresa e arrasada. No estacionamento do restaurante, dentro do carro, Otávio se concentra nesse instante desolador para a mulher, coloca o pau pra fora e bate uma punheta de olhos fechados, muito concentrado. Sua própria respiração ofegante o ajuda a se excitar e ele terá o que quer.</div><div><br></div><div>O para-brisa do carro é arrebentar com um cilindro de gás. Mais dois golpes e Gisele consegue atravessar o vidro. Quebra a janela do motorista e atinge Otávio na cabeça. Ele cai sobre o banco e ela destrava a porta. Ele se defende com as mãos, tenta segurá-la, mas não consegue. Ouve um soco oco vir do seu peito quando é atingido pela terceira vez. É como se o seu interior se partisse. O golpe que o faz desmaiar é desferido na cabeça e Otávio é deixado para morrer.</div><div>Gisele reinstala o cilindro de gás no porta-malas do seu carro, recompõe sua aparência e vai embora com a alma lavada e o coração partido.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-22 12:32:20 UTC</pubDate>
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         <title>“A literatura é um encontro muito particular”  por Guilherme Magalhães</title>
         <author>aleehfmb</author>
         <link>https://padlet.com/aleehfmb/anapaulamaia/wish/2227821101</link>
         <description><![CDATA[<div>Por pelo menos cinco anos, durante sua adolescência, a escritora carioca Ana Paula Maia ficou completamente afastada do mundo da literatura. Segundo ela, não houve livro que pudesse contra a efervescência dos hormônios da juventude e sua banda de punk rock. Mas, paradoxalmente, foi o universo adolescente que, segundo a autora, é “mediano” e chato, que acabou por empurrá-la novamente para os livros. “Chegou uma hora que aquele plano adolescente não cabia mais, estava faltando algo. Esse algo eu encontrei nos livros, porque eu estava sedenta”, conta a autora.</div><div>Filha de professora, Ana Paula teve uma infância relativamente próxima dos livros em sua casa. A escola, porém, não ajudou na construção de um hábito literário, tão caro à autora nos dias de hoje. “Na escola eu não gostava de ler, lia por obrigação”, lembra. A escritora carioca não tem uma resposta para a já desgastada pergunta sobre como atrair o jovem para a leitura, porém, sabe que a iniciativa precisa partir de dentro pra fora, e não o contrário. “A literatura é um encontro muito particular. É difícil falar para um jovem que é importante ler o livro tal se ele não tem dentro dele uma necessidade de buscar algo a mais.”<br><br><br></div><div><strong>Outra questão pontual em sua literatura é em relação à voz masculina, presente em seu último livro, </strong><strong><em>Carvão animal</em></strong><strong>. De que forma você trabalha isso, sendo mulher e se utilizando de um narrador masculino?</strong></div><div>Eu não sei se é pelas minhas referências de leitura, o mundo é muito construído pelos homens. Você tem as artes mesmo sendo produzidas pelos homens. Certamente só isso não faz efeito, porque quantas autoras consumiram literatura, cinema e teatro produzidos por homens e não absorveram da mesma forma? Então é aquilo que eu falo, algo muito particular em mim, que tem essa empatia e gosta desse universo, e que tem um interesse de escrever sobre o universo feminino, mas não numa condição feminina, mas sim numa condição masculina. Como seria estar ali? Isso pra mim flui com muita facilidade, tenho uma dificuldade imensa em escrever na primeira pessoa feminina, ou realmente, até de sentar pra escrever sobre o universo feminino. Essas particularidades femininas, pra mim, são coisas complicadas.</div><div>&nbsp;</div><div>fonte:&lt;https://www.bpp.pr.gov.br/Candido/Pagina/Entrevista-Ana-Paula-Maia&gt;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-22 12:41:14 UTC</pubDate>
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         <title>50 versões de Amor e Prazer</title>
         <author>aleehfmb</author>
         <link>https://padlet.com/aleehfmb/anapaulamaia/wish/2227823852</link>
         <description><![CDATA[<div>Erotismo e qualidade literária nem sempre andam juntos. Ao reunir 13 autoras brasileiras de alto nível – algumas delas já veteranas, como Márcia Denser e Cecília Prada, e outras, como Luísa Geisler, de 21 anos, extremamente jovens – esta coletânea fascina por unir esses dois atributos: histórias de altíssima voltagem erótica e plena qualidade artística. O erotismo que vemos aqui é ora romântico, refinado, implícito, ora obsceno, pervertido, explícito e até bizarro. Reflete de algum modo, e criticamente, nos momentos mais crus, a cultura da pornografia, a indústria do sexo e seus incontáveis produtos. Um convite irrecusável aos que desejam se entregar sem censura ao prazer.</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Autoras</strong></div><div>Állex Leilla, Ana Ferreira, Ana Miranda, Ana Paula Maia, Andréa del Fuego, Cecília Prada, Juliana Frank, Heloisa Seixas, Leila Guenther, Luisa Geisler, Márcia Denser, Marilia Arnaud e Tércia Montenegro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-22 12:44:24 UTC</pubDate>
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         <title>“Qual é a diferença entre pornografia e erotismo?”  Por Sérgio Rodrigues</title>
         <author>aleehfmb</author>
         <link>https://padlet.com/aleehfmb/anapaulamaia/wish/2227825959</link>
         <description><![CDATA[<div>Pornografia é um termo que nos chegou em fins do século XIX do francês <em>pornographie</em>. A raiz do termo francês estava plantada no grego, língua que tinha palavras como <em>pórne</em>, “prostituta”, e <em>pórnos</em>, “que se prostitui”, além de <em>pornographos</em>, “autor de escritos sobre a prostituição”. Prostíbulo era <em>porneion</em>. Todos esses termos traziam embutida a ideia de comércio, de compra e venda.</div><div>Curiosamente, o vocabulário do latim clássico (conforme registrado pelo referencial dicionário Saraiva) não tinha nenhuma palavra derivada de <em>pórne </em>. Em seu lugar havia prostituta, também um vocábulo de origem comercial, que em seu sentido literal queria dizer “(mercadoria) exposta”.&nbsp;</div><div>Quanto ao erotismo, trata-se de uma palavra que também tem origem grega: <em>erotikós</em>, que fez escala no latim <em>eroticus </em>antes de desembarcar aqui ainda no século XVI, significava “que tem amor, paixão ou desejo intenso”.&nbsp;</div><div>Termo derivado de Eros, deus grego do amor (Cupido na mitologia romana), nunca teve a carga negativa das palavras derivadas de <em>porné</em>. Também se referia ao desejo sexual, mas aquele ligado ao amor e não ao comércio.</div><div>O senso comum costuma traçá-la nas cenas de sexo explícito, que esta teria e aquele não, mas o critério é enganoso: se o erótico também pode ser explícito, nem sempre o pornográfico o é.&nbsp;</div><div>Como princípio, pode-se dizer que é erótico um filme, livro ou pintura que dê a seu tema um tratamento artístico (a arte aqui cumpre o mesmo papel que o amor cumpria na distinção original), enquanto a pornografia está interessada apenas em excitar o freguês – e em ganhar dinheiro com isso.&nbsp;</div><div>Ocorre, claro, que todo tipo de complicação moral e estética entra em cena na hora de separar uma coisa da outra. O que é erótico para um pode ser – e frequentemente é – pornográfico para outro.&nbsp;</div><div><br>Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/sobre-palavras/qual-e-a-diferenca-entre-pornografia-e-erotismo/</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-22 12:47:10 UTC</pubDate>
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