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      <title>Artistas indígenas  by Joana Brandão Tavares</title>
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      <description>CC Poéticas Ameríndias no Brasil (Campus Paulo Freire, UFSB - 2021.3)</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-02-26 22:11:07 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia do escritor indígena, Ailton Krenak</title>
         <author>naldorsantosfilho</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>BIOGRAFIA DE AILTON ALVES LACERDA KRENAK<br></strong><br></div><div><strong>Etnia </strong><strong><em>Krenak</em></strong><strong> (crenaques)<br></strong><br></div><div>Líder indígena, ativista, ambientalista, poeta, filósofo e escritor<br><br></div><div><strong>CC: </strong>POÉTICAS AMERÍNDIAS NO BRASIL: LITERATURA, CINEMA E GRAFISMO<br><br></div><div>Discentes: ARNALDO ROSA DOS SANTOS FILHO e GIRLEUDA SANTOS AUGUSTO<br><br></div><div>Ailton Alves Lacerda Krenak, mais nacionalmente e internacionalmente conhecido por Ailton Krenak, é um líder indígena, ambientalista, ativista, escritor, filósofo e escritor brasileiro. Ailton pertence a um povo, tendo como registro a etnia Krenak (Crenaques), antigamente conhecidos como “Botocudos”, “Aimorés” ou “Borun”. Atualmente, estão localizados na margem esquerda da região do vale do Rio Doce, no estado de Minas Gerais.&nbsp;<br><br></div><div>Ailton nasceu em 29 de setembro de 1953, em Itabirinha-MG. Ao completar seus 17 anos, mudou-se com sua família para o estado do Paraná, onde iniciou os estudos e a trabalhar com jornalismo.<br><br></div><div>Sem perder o vínculo com o seu povo, em 1980, ele se dedica exclusivamente ao movimento indígena. Cinco anos depois, colaborou na fundação da organização não-governamental <em>Núcleo Cultura Indígena</em>.<br><br></div><div>Protagonizou uma das cenas mais célebres da história da luta indígena no Brasil, quando, no seu discurso na participação da Assembleia Constituinte em 04 de setembro de 1987, Ailton Krenak, vestido de terno e gravata, falou aos presentes ser contra o retrocesso dos direitos dos povos indígenas. Ao tempo que realizava o discurso emocionante, Ailton pintava seu rosto com tinta na cor preta, em referência à pintura dos povos indígenas, tinta esta extraída do óleo do fruto do jenipapo. As imagens captadas pela imprensa logo foram difundidas em todo o Brasil e até internacionalmente. Para Jaenisch (2017, p. 2):<br><br></div><div>Esta imagem de um jovem indígena, vestido de branco e riscando seu rosto enquanto falava com graxa preta rodou o mundo e apresentou a força de uma liderança indígena que estava se expondo mediante suas denúncias na tribuna do poder legislativo e mostrando as fissuras e flagelos da vida indígena no Brasil que estava sendo dizimada.&nbsp;</div><div><br></div><div>Esse ato em defesa dos direitos dos povos indígenas foi de extrema importância servindo para elaboração dos artigos 231 e 232 da Constituição Federal de 1988. Com esse reconhecimento, nesse mesmo ano, deu mais um passo na luta, onde fundou a <em>União das Nações Indígenas</em>, consagrando um marco para a busca de interesses ao movimento nacionalmente. Não obstante, todo esforço já empreendido, um ano depois, um grupo de lideranças indígenas e seringueiros - entre eles o líder Chico Mendes, uniram-se em prol da criação da <em>União dos Povos da Floresta</em>, que tinha por objetivo a reivindicação e demarcação de terras extrativistas e demais compromissos ambientalistas e em defesa dos povos tradicionais em comum. Com isso, a pressão só aumentava para que essas pautas fossem incluídas na Constituição de 1988, ainda em processo de elaboração. A partir daí, Krenak regressa ao estado de Minas Gerais para dar continuidade à defesa dos movimentos e cultura dos povos indígenas.<br><br></div><div>No final da década de 90, a <em>União das Nações Indígenas</em> realiza, na região da Serra do Cipó, em Minas Gerais, o Festival de Dança e Cultura, que integra grupos indígenas brasileiros que resistiram aos massacres que começaram desde o período colonial e estendem-se até hoje.<br><br></div><div>O seu primeiro livro publicado como autor foi “O Lugar Onde a Terra Descansa”, lançado no ano 2000, pela editora Eco Rio em parceria com a Petrobrás, um livro todo ilustrado. Quinze anos depois, o autor publica o seu segundo livro, “Encontros: Ailton Krenak”, pela Azougue Editorial. Em 2019, o escritor publica então o seu terceiro livro, “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”, pela editora Companhia das Letras. Ao finalizar este, já mergulha em mais dois livros: “A Vida Não é Útil” e “O Amanhã Não Está a Venda”, no ano de 2020, também pela Companhia das Letras.<br><br></div><div>Krenak, foi assessor especial do Governo do estado de Minas Gerais para assuntos indígenas entre 2003 a 2010, sendo um porta-voz do Estado junto aos mais de 12 (doze) mil índios das várias etnias.<a href="#_ftn1">[1]<br></a><br></div><div>Um líder premiado e reconhecido nacionalmente quanto internacionalmente - assim é Ailton Krenak. Deste modo, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) lhe concedeu o título de Professor Doutor <em>Honoris Causa</em> em 18 de fevereiro de 2016, em razão das lutas que esteve à frente. É professor na UFJF de Cultura e História dos Povos Indígenas e Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais. “[...] Krenak vem trabalhando junto à UFJF desde 2014 em diversas atividades, com destaque para o Curso de Especialização “Cultura e História dos Povos Indígenas” e a disciplina “Artes e ofícios dos saberes tradicionais”, (UFJF, 2016).</div><div>Segundo a Universidade:<br><br></div><div>O título de professor<em> Honoris Causa </em>é concedido pela UFJF a personalidades, nacionais ou estrangeiras, cujas atividades, publicações ou descobertas tenham contribuído para o progresso da educação, das ciências, das letras e das artes. O processo para outorga da honraria a Ailton Krenak foi iniciado no Departamento de Botânica, passou pelo Instituto de Ciências Biológicas e foi, em seguida, aprovado também pelo Conselho Superior (Consu).&nbsp;</div><div>&nbsp;<br>Em 2019, Krenak figurou como um dos cinco autores de livros bem mais vendidos, durante exposição na Livraria da Travessa, organizadora da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), conforme menciona o Folha Press (2019):</div><div>&nbsp;</div><div>Negros são os autores de quatro entre os cinco livros mais vendidos na livraria oficial da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) deste ano. O outro é indígena. O livro mais vendido da Livraria da Travessa foi "Memórias da Plantação - Episódios de Racismo Cotidiano", da portuguesa Grada Kilomba, que apresentou a obra na sexta-feira (12). O terceiro livro mais vendido, no entanto, é de um autor bem brasileiro, o indígena Ailton Krenak, que lançou "Ideias para Adiar o Fim do Mundo". Djamila Ribeiro ("Lugar de Fala") e Jarid Arraes ("Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis" e "Redemoinho em Dia Quente") também aparecem na lista.</div><div>&nbsp;&nbsp;</div><div>No ano seguinte, Ailton foi o escolhido como intelectual do ano, sendo vencedor da 62ª edição do Troféu Juca Pato de 2020. O prêmio foi concedido pela União Brasileira de Escritores (UBE). Pessoas de todas as regiões do Brasil indicaram 54 autores. Os associados da UBE escolheram cinco finalistas e, por fim, indicaram Krenak como Intelectual do ano (NUNES, 2020).<br><br></div><div>O escritor também recebeu outro título de Doutor <em>Honoris Causa</em>, desta vez, pela Universidade de Brasília (UNB). A concessão aconteceu recentemente, em dezembro de 2021. Esse reconhecimento só retrata a dimensão da atuação e a personalidade destaque do escritor na defesa dos direitos indígenas e da propagação da cultura de seu povo.</div><div>&nbsp;<br><br><strong>REFERÊNCIAS<br></strong><br></div><div>BRASIL, Apex. 2020. <strong>Escritor indígena Ailton Krenak está entre os mais vendidos na Flip</strong>. Disponível em: https://portal.apexbrasil.com.br/noticia/escritor-indigena-ailton-krenak-entre-os-mais-vendidos-durante-a-flip/. Acesso em: 14 fev. 2022<br><br></div><div>DIPLOMATIQUE BRASIL, Le Monde. 2021. <strong>Vozes da Floresta | Ailton Krenak</strong>. Disponível em: https://youtu.be/KRTJIh1os4w. Acesso em: 14 fev. 2022<br><br></div><div>FOLHAPRESS, Diário de Pernambuco. 2029. <strong>Dos 5 autores mais vendidos na Flip, 4 são negros e 1 é indígena</strong>. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/viver/2019/07/dos-5-autores-mais-vendidos-na-flip-4-sao-negros-e-1-e-indigena.html. Acesso em: 15 20 fev. 2022<br><br></div><div>FOLHAPRESS, Diário de Pernambuco. 2020. <strong>Líder indígena Ailton Krenak vence prêmio Juca Pato de intelectual do ano</strong>. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/viver/2020/09/lider-indigena-ailton-krenak-vence-premio-juca-pato-de-intelectual-do.html. Acesso em: 14 fev. 2022<br><br></div><div>FRANÇA, Elvira Eliza. 2019.<strong> Ailton Krenak e as "ideias para adiar o fim do mundo". Amazonia real</strong>. Disponível em: https://amazoniareal.com.br/ailton-krenak-e-as-ideias-para-adiar-o-fim-do-mundo/. Acesso em: 14 fev. 2022<br><br></div><div>KRENAK, A. Discurso de Ailton Krenak, em 04/09/1987, na Assembleia Constituinte, Brasília, Brasil. <strong>GIS - Gesto, Imagem e Som - Revista de Antropologia</strong>, São Paulo, Brasil, v. 4, n. 1, p. 421-422, 2019. DOI: 10.11606/issn.2525-3123.gis.2019.162846. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/162846. Acesso em: 16 fev. 2022.<br><br></div><div>JAENISCH, Damiana Bregalda. Poéticas e Políticas Da Relação: Apontamentos a partir da Ação de Ailton Krenak na Assembléia Constituinte e seu deslocamento para Espaços de Arte Contemporânea. Porto Alegre, v. 18, n. 43, Iluminuras, 2017. p. 215-239<br><br></div><div>LUCCHESE, Ana. 2016. <strong>Ailton Krenak – culturas indígenas. </strong>Disponível em: https://www.itaucultural.org.br/ailton-krenak-culturas-indigenas-2016. Acesso em: 14 fev. 2022<br><br></div><div>NUNES, Mônica. Conexão Planeta. 2020. <strong>Para a edição deste ano, pessoas de todas as regiões do Brasil indicaram 54 autores. Os associados da UBE escolheram cinco finalistas e, por fim, indicaram Krenak como Intelectual do Ano</strong>. Disponível em: https://conexaoplaneta.com.br/blog/uma-brisa-no-meio-da-tempestade-diz-ailton-krenak-sobre-premio-literario-juca-pato-que-recebeu-de-escritores/#fechar. Acesso em: 18 fev. 2022<br><br></div><div>ORTEGA, Anna. UFRGS, 2020. <strong>Ailton Krenak: “A Terra pode nos deixar para trás e seguir o seu caminho”. </strong>Disponível em: https://www.ufrgs.br/jornal/ailton-krenak-a-terra-pode-nos-deixar-para-tras-e-seguir-o-seu-caminho/. Acesso em: 14 fev. 2022.<br><br></div><div>SILVA, Amanda Siqueira da; SCHNEIDER, Giselda Siqueira da Silva. 2018. <strong>Ailton Krenak: O Doutor Honoris Causa e sua contribuição Intelectual Indígena para o direito dos Povos Originários</strong>. Disponível em: https://editora.pucrs.br/edipucrs/acessolivre/anais/ephis/assets/edicoes/2018/arquivos/7.pdf. Estudo Científico, PUCRS. Acesso em: 14 fev. 2022<br><br></div><div>UFJF, Universidade Federal de Juiz de Fora. 2016. <strong>UFJF concede título de professor Honoris Causa a Ailton Krenak. </strong>Disponível em: https://www2.ufjf.br/noticias/2016/02/15/ufjf-concede-titulo-de-professor-honoris-causa-a-ailton-krenak/. Acesso em: 17 fev. 2022<br><br></div><div>UNB, ASCOM. 2021. <strong>Consuni concede título de Doutor Honoris Causa a Ailton Krenak</strong>. Disponível em: https://noticias.unb.br/76-institucional/5399-consuni-concede-titulo-de-doutor-honoris-causa-a-ailton-krenak. Acesso em: 14 fev. 2022<br><br></div><div>UFJF, Centro de Educação à Distância. 2016. <strong>Ailton Krenak recebe hoje à noite título de professor Honoris Causa concedido pela UFJF</strong>. Disponível em: http://www.cead.ufjf.br/2016/02/18/ailton-krenak-recebe-hoje-a-noite-titulo-de-professor-honoris-causa-concedido-pela-ufjf/. Acesso em: 14 fev. 2022<br><br></div><div>VIVA, Roda.<strong> </strong>2021<strong>. Entrevista ao vivo com o ambientalista e escritor Ailton Krenak. </strong>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=BtpbCuPKTq4. Acesso em: 14 fev. 2022.<br><br><br></div><div><a href="#_ftnref1">[1]</a> Ailton Krenak entre 2003 a 2010, ocupou cargo de comissão no Governo do Estado de Minas Gerais, tendo a missão de ser porta voz do Estado junto aos 12,5 mil índios presente naquele território.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-02 23:34:35 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia de Carmézia Emiliano</title>
         <author>biancadamiao07</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Carmézia Emiliano</strong> é uma artista plástica brasileira contemporânea, de etnia Macuxi, é uma figura da arte naif, tendo participado das edições de 2014, 2012-2010 e 2008 da Bienal Naifs do Brasil.<br><br></div><div>Nascida na comunidade indígena de Maloca do Japó - por conta do seu trabalho como empregada doméstica mudou-se para Boa Vista (Roraima) em 1990, começou a pintar de forma íntegra a partir de 1992, e em 2005 conheceu Augusto Luitgards, que foi comercializador de suas obras levando-as circularem pelo país, participando de exposições e recebendo premiações.<br><br></div><div>Luitgards (2019), afirma&nbsp; em sua ora Parixara que: “Escrever sobre a pintura de Carmézia Emiliano demanda, antes de qualquer coisa, conhecer um pouco da história dessa mulher indígena&nbsp; Macuxi, uma vez que artista e obra são indissociáveis.<br><br></div><div>O universo imagético de Carmézia é fortemente telúrico e sugere ter função dupla: manter a artista ligada permanentemente às suas origens e propiciar ao espectador o acesso a uma cultura muito peculiar. “Seus quadros têm cheiro de mato e sabor de néctar”.<br><br></div><div>Ela aprendeu a pintar olhando as paisagens, a natureza, e como viveu no interior ela tirava suas obras da sua cultura, gostando sempre de pintar e enfatizar sempre a sua origem indígena, observando as mulheres fazendo beiju,farinha,desfiando algodão, fazendo comida, e dançando.<br><br></div><div>Os materiais usados por ela pra executar&nbsp; suas obras&nbsp; são óleo e acrílico e pigmentação natural&nbsp; e com passar do tempo ela parou de usar acrílico e o só usa o óleo<br><br></div><div>É isso que ela gosta de retratar: as paisagens, as lendas dos antigos, a leda das malocas onde ela vivia e onde cresceu, e ainda anda visitando outras malocas retratando as suas historias&nbsp; focando sempre nos povos Macuxi.<br><br></div><div>Em sua tese A arte de ver, Oscar D’Ambrósio&nbsp; (2006) cita que:<br><br></div><div>Observar uma obra de arte é um exercício de liberdade do olhar. Quanto mais fiel a um padrão ou limitada a certos conceitos, a pessoa pode perder a grandeza de um trabalho plástico. Saber ver significa buscar o novo a cada instante e manter a humildade e a ingenuidade do frescor do olhar. A obra de Carmézia Emiliano exige esse prazer associado a uma liberdade total . Antes de didática de classificação que pode reduzir a alegria do olhar a uma dimensão próxima mesmo dizer se apreciam ou não um trabalho, existe, para muitos, uma obrigação do zero absoluto.<br>&nbsp; &nbsp;O fato de ser uma pintora índia não a torna mais ou menos importante. O essencial está naquilo que se vê – e essa capacidade de ver será mais produtiva quanto mais fiel a si mesma.<br><br></div><div>Durante todo esse período de artista plástica Carmézia esteve presente em algumas exposições individuais e participações, sendo prestigiada em premiações sendo elas:<br><br></div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Premio aquisição das obras “Parixara” e “Lenda do Monte”, SESC Piracicaba (SP), passando as oras a fazer parte do acervo do SESC/SP;</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Obtenção do Premio de Notoriedade Cultural concedida pelo governo do Estado de Roraima;</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Premio Buriti da Amazônia de Preservação do Meio Ambiente, categoria revelação, 1996.<br><br></div><div>Carmézia faz parte do coletivo de artista&nbsp; indígenas, trabalha em conjunto com o seu marido em um circo&nbsp; com artes circenses , e vive também das artes circense.<br><br></div><div>&nbsp;Em geral, seus indivíduos são representados desnudos ou vestidos com tangas ou roupas rituais feitas de palha..“Esse elemento humano que aparece em suas telas surge completamente integrado à natureza, sua pele tem a mesma cor da terra. Em geral, entretanto, as telas retratam indígenas que trabalham na caça, pesca, coleta, fabrico de utensílios e tecelagem e tais atividades são predominantemente executadas em conjunto por mulheres, homens e crianças, revelando o caráter comunitário das práticas cotidianas dos indígenas”.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>Referencias<br></strong><br></div><div>D’AMBROSIO, Oscar<strong>.A arte de ver</strong>. Piracicaba 2006.<br><br></div><div>LUITGADS, Augusto. <strong>A arte naif de Carmézio Emiliano.</strong> Piracicaba 2019<strong>.<br></strong><br></div><div>MARTINS, Elisângela. <strong>A obra de Carmézio Emiliano, das lutas Indígenas e de Gênero</strong>. Florianópolis 2014.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-06 19:02:56 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia de Brô Mc&#39;s</title>
         <author>offlinemetaoficial</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><br>POR</strong></div><div><strong>HENRIQUE DA SILVA SANTIAGO, DANYELLE BATISTA, MELGAÇO, GABRIEL PEREIRA BARBOSA<br></strong><br></div><div><strong>&nbsp;<br></strong><br></div><div><strong>BRÔ MC’S – O PRIMEIRO GRUPO DE RAP INDÍGENA DO BRASIL<br></strong><br></div><div><strong>&nbsp;<br></strong><br></div><div><strong>QUEM SÃO OS BRO MC’S?<br></strong><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Neste texto iremos falar sobre a história e feitos do primeiro grupo de rap indígena do Brasil: Brô Mc’s (2009). É um grupo de etnia Guarani Kaiowá da aldeia Jaguapirú e Bororó que fica no Mato Grosso do Sul, sua localidade vai ser muito importante pois os Guarani Kaiowá dessa região têm uma disputa muito grande pelas suas terras (MINDÊLO, 2018). Em suas músicas o grupo tenta retratar o seu cotidiano, problemas e desejos, falam sobre as lutas pelas terras de seu povo, sua identidade como indígena, problemas do álcool, drogas e alto índice de suicídio nas aldeias, tudo isso por meio do rap.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O grupo encontrou uma forma de mostrar seu trabalho e sua arte por um meio de comunicação que foge dos estereótipos criados sobre a cultura indígena, muita gente quando pensa sobre arte indígena ou cultura indígena associa a algo do passado, algo que precisa ser resgatado e guardado, deixando de lado a contemporaneidade dos povos indígenas (OLIVEIRA, 2016). Brô Mc’s vêm quebrando essa barreira do estereótipo quando constrói sua voz e a voz de seu povo por meio de uma linguagem da cultura pop, que é o hip hop.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>ENCONTRO DE CULTURAS<br></strong><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Brô Mc’s é um grupo que surgiu em Dourados, Mato Grosso do Sul, com mais de 215 mil habitantes sendo a segunda maior do estado em densidade populacional a partir de escutas em rádios como “Ritmos na Batida” que apresentavam alguns raps e principalmente por um trabalho de escola em que Bruno Veron teria que falar sobre determinado assunto de uma forma criativa, então ele escolheu o rap (MINDÊLO, 2018). De acordo com Veron o começo do grupo foi bem turbulento, por dois lados, o exterior e o interior (MONTESANTI,2017). No lado exterior tiveram dificuldade de aceitação do público, afinal era uma coisa totalmente nova, o grupo mistura a estética do hip hop com a arte indígena, além de misturar a língua nativa com o português, um jeito de fazer rap totalmente novo, mas que segue as mesmas bases do rap popular, batidas com um kick alto, um estilo de cantar mais falado, além do peso muito forte nas letras (em algumas de suas obras experimentaram até o trap, que é o estilo de hip hop mais popular atualmente e que levanta um número muito alto de visualizações nas redes sociais e plataformas digitais). Essa estética foi ganhando reconhecimento aos poucos, a partir das redes sociais foi se propagando cada vez mais e dando visibilidade ao grupo de rap indígena e indiretamente a cultura indígena em geral, chegando até o Rock in Rio em 2022, onde se apresentarão sendo os primeiros artistas indígenas a fazer uma apresentação no Rock in Rio pelo convite de Xamã.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O lado interior da turbulência inicial foi a própria comunidade, de acordo com Veron muitas pessoas da região, incluindo os caciques, olhavam com desconfiança pra essa nova prática do grupo e se questionavam se isso daria certo (MONTESANTI, 2017), porém com o tempo a comunidade começou a aceitar, vendo os resultados e percebendo uma nova forma de dar voz as suas histórias e necessidades, tendo uma participação maior nas produções.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; É fato que Brô Mc’s inspirou muitos outros grupos de rap indígena, a estética que eles criaram fazendo uma junção de duas culturas que até então eram vistas como distantes pelas pessoas fez com que as poéticas que ali estão inseridas fossem escutadas por pessoas de diferentes tipos, não só em debates antropológicos ou acadêmicos, mas também em rádios, programas, plataformas digitais, shows, eventos, entre muitas outras formas de se propagar um conteúdo hoje em dia. A ideia de juntar a língua nativa e o português dá um aspecto totalmente diferente na música, isso já era utilizado em algumas obras, misturando inglês com português, espanhol com português e assim vai, esse tipo de prática traz uma mistura entre duas culturas então fazer isso com a língua nativa foi de grande importância e talvez não teria tanto impacto se eles só fizessem em português ou só fizessem em Guarani. Além das músicas o grupo conta com produções visuais muito bem estruturadas, muitas vezes com ajuda de profissionais da área que se interessam pelo grupo e acabam fazendo um <em>collab</em> entre os artistas tendo como resultado vídeo clipes incríveis normalmente gravados no próprio espaço que a comunidade do grupo se insere.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>OBRA “A RETOMADA”<br></strong><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <em>Retomada</em> é uma obra audiovisual muito única, que faz parte da estética apresentada em diversos vídeos e músicas do grupo, como se trata de uma produção onde temos o áudio e o vídeo vamos falar de um modo geral, porém também separando cada um e falando mais especificamente sobre as duas linguagens. Em resumo é uma música que fala sobre a disputa de terras que existe até hoje entre indígenas e ruralistas, onde o vídeo acompanha muito a temática da música, mostrando sempre o espaço indígena e onde a comunidade é inserida.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Na questão musical temos uma estética bem única nessa música que é um ritmo mais voltado para o <em>trap</em> no refrão e voltando ao rap “tradicional” nos versos, bem parecido com o que muitos rappers estão fazendo, misturando um refrão mais cantado com versos menos cantados e mais falados. Podemos ver no refrão a utilização do auto tune que até então não estava muito presente nas produções dos Brô Mc’s e que é uma característica muito predominante no <em>trap</em>. A letra vem falando explicitamente sobre disputa territorial que acontece em sua comunidade e em muitas comunidades indígenas “Eu não quero dinheiro, importante é minha terra”, frase presente no refrão que diz muito sobre a música em geral, colocando o objetivo principal dos indígenas nessa luta, não prata ou dinheiro, mas sim suas terras, que são deles por direito.<br><br></div><div>No vídeo acompanhando a letra vemos sempre presente o cotidiano da sua comunidade utilizando sempre o ambiente, além de muitas cenas se dirigirem a natureza, mostrando também muito da questão visual das pinturas corporais e do processo dessa pintura, utilizando as frutas, danças sempre em relação ao espaço em que a comunidade deles vive.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>UM NOVO JEITO DE FAZER RAP<br></strong><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Vemos então a importância e impacto que a criação de um grupo de rap indígena têm e como é estereotipada a distância que se constrói dos indígenas com a contemporaneidade e cultura pop. Um novo jeito de fazer rap se cria junto com esse grupo, além de uma nova forma de dar voz a esses povos, a internet e a mídia podem ser grandes aliadas de disputas sociais e culturais, elas não estão nenhum pouco distantes dos povos originários (Claro que temos uma questão econômica que vai dificultar o acesso à internet de muitas comunidades), pelo contrário, vemos cada vez mais novas produções artísticas com novos meios de comunicação como o cinema, audiovisual, música, entre tantas outras possibilidades que se têm e que surgirá.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>REFERÊNCIAS<br></strong><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>MINDÊLO, Olívia. BRÔ MCS. 01 de julho de 2018. Disponível em: <a href="https://revistacontinente.com.br/edicoes/211/bro-mcs-1">https://revistacontinente.com.br/edicoes/211/bro-mcs-1</a> . Acesso em: 23/02/2022.<br><br></div><div>MONTESANTI, Beatriz. Quem são os Brô MC's, primeiro grupo de rap indígena do Brasil. 16 Fev 2017 (Atualizado 17/Abr 18h02). Disponível em: <a href="http://abemeducacaomusical.com.br/congressos/imagens/Bromcs.pdf">http://abemeducacaomusical.com.br/congressos/imagens/Bromcs.pdf</a>. Acesso em: 23/02/2022.<br><br></div><div>OLIVEIRA, L. de. Bro MC’s Rap Indígena: O pop e a consituição de fóruns cosmopolíticos na luta pela terra Guarani e Kaiowa<strong>. Revista Eco-Pós</strong>, [S. l.], v. 19, n. 3, p. 199–220, 2016. DOI: 10.29146/eco-pos.v19i3.3790. Disponível em: https://revistaecopos.eco.ufrj.br/eco_pos/article/view/3790. Acesso em: 23 fev. 2022.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 00:44:34 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>mdenemeduarda</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>A VIDA E OBRA DE DENILSON BANIWA <br><br></strong>Discentes: FABRÍCIA SANTANA DE LIMA e MARIA EDUARDA&nbsp;<br><br>Denilson Monteiro Baniwa, ou apenas Denilson Baniwa, como é mais conhecido, é um artista visual indígena, nascido na aldeia Darí, à margem do Rio Negro no estado do Amazonas, Brasil. Além de artista é curador, design, ilustrador e ativista. Sua trajetória como artista se inicia já na sua infância a partir de referências indígenas.<br><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como ativista, Baniwa chama atenção para a questão dos direitos dos povos originários, a valorização da cultura indígena e o impacto do sistema colonial, assim propondo à sociedade que reflita sobre a atual condição dos povos indígenas. Como artista, seus trabalhos transitam por diversas linguagens, como pintura, ilustração, performance, fotografias, vídeos e entre outros. Ele viveu na aldeia onde nasceu até seus 20 anos, quando se mudou para Manaus.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br>Deu-se início, então, a sua trajetória em espaços de resistência ligados aos movimentos indígenas pela região amazônica, onde consequentemente conheceu vários povos e aldeias. Trabalhou na COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira) e produziu programas em várias rádios. Estudou ciência da computação na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e contribuiu para o uso de sistemas de informação geográfica via satélite no Centro Acadêmico de Formação Indígena, que ele mesmo ajudou a fundar em Manaus, no ano de 2004.<br><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;Passou a viver em Niterói, Rio de Janeiro, em 2013. Ainda neste ano, em novembro, juntamente com o comunicador Anápuáka Muniz Tupinambá Hãhãhãe (1976) e a jornalista Renata Tupinambá (1990), fundou a Rádio Yandê. Yandê é uma palavra originada da língua Tupi que significa “nós/nossos”. Foi a primeira rádio indígena de nosso país ouvida em outros 70 países, atraindo milhares de acessos todos os dias.&nbsp;<br>&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br>Em 2017 foi convidado a participar de uma exposição artística chamada Djá Guatá Porã no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Foi no Rio de Janeiro que se descobriu artista e começou a se dedicar mais ao seu trabalho e encará-lo como uma expressão artística. A arte apresentada se chama "Cobra do Tempo", que é baseada no mito dos povos indígenas Baniwaa, que acreditam que no início da criação do mundo um ancestral atravessou a terra em forma de relâmpago e, ao tocar o chão, transformou-se em uma Serpente-Canoa, que carrega dentro do seu corpo os primeiros seres do planeta. O desenho da cobra mede cerca de 75 metros e ocupa duas salas do museu, e foi vista por mais de 104 mil pessoas nos cincos primeiros meses de exibição.<br><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sem sequer estar entre os artistas convidados, realizou uma grande e polêmica performance na Bienal de São Paulo, um dos mais tradicionais eventos brasileiros das artes. Percorreu a pé, na grande São Paulo, um caminho iniciado no Monumento às Bandeiras, onde colheu flores e marchou até a Bienal, e lá circulou por toda a exposição trajado com manto e máscara de onça, ao mesmo tempo em que evocava cantos. Lá encontrou objetos e imagens pertencentes a indígenas sendo apresentados por pessoas não indígenas, comprou um livro sobre a história da arte, despiu a máscara e o manto, e rasgou o livro recém-comprado, ao passo que fazia um discurso-manifesto, declarando nele que a arte mantém os indígenas presos ao passado e sem direito a um futuro.&nbsp;<br><br>No ano de 2018 realizou a mostra "Terra Brasilis: o Agro não é pop!" no Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense (UFF). A exposição apresenta a luta de um país colonizado, a exploração de territórios indígenas que há séculos continuam resistindo apesar de todos os ataques. Denilson Baniwa situa a monocultura do agronegócio junto com outros frutos do colonialismo, como a exterminação de diferentes formas de conhecimento e crenças religiosas. A mostra também apresenta outra perspectiva, que é o uso das tecnologias de comunicação entre os povos originários, que desta forma forma expõe o outro lado do agro.<br><br>No Centro Cultural São Paulo (CCSP) na capital paulista, Denilson apresentou uma instalação como metáfora sobre a violência contra os indígenas no Brasil. Uma cruz representa a primeira missa do Brasil está fincada sobre uma pilha de pacotes de açúcar da marca Guarani, espalhando sangue pelo chão, e em cima da mancha vermelha está escrito "Eu sou Guarani Kaiowá". Ao lado uma grande faixa na parede onde se lia "Decolonize" sem a letra S, indicando o posicionamento adotado por alguns antropólogos e militantes das questões indígenas. A menção aos Guarani Kaiowá é significativa em seu trabalho por ter conhecido a situação desse povo em 2017, no Mato Grosso do Sul, um dos estados brasileiro que registra altos índices de violência contra indígenas no Brasil.&nbsp;<br><br>Como curador, Denilson atuou de 2016 a 2019 no Mekukradjá, que é um evento do Itaú Cultural onde são promovidos debates acerca da cultura indígena. Ainda no ano de 2019, ganhou o Prêmio Pipa, vencendo a categoria Pipa Online com 1.474 votos, e doou o valor do prêmio para a Escola Baniwa.<br>Um ano depois, Baniwa apresenta a obra “Nada que é dourado permanece” na exposição Vexoá: Nós sabemos, na Pinacoteca do estado de São Paulo. A obra, em resumo, consiste em um jardim contendo plantas de poder, medicinais e ornamentais. O jardim se localiza no estacionamento do museu, desta forma, questionando a condição do objeto de arte e da aura do próprio, consagrada em contexto museológico, o uso e a demarcação dos espaços institucionais, e a aldeia de elementos invisíveis, tais como as sementes, que se tornam visíveis devido a ciclos naturais.<br><br>Em seus trabalhos, Denilson Baniwa traz questões bastante complexas sobre arte, representatividade e a representatividade na arte, usando como apoio tecnologias e espaços simbólicos da arte como uma forte ferramenta de resistência, e também o trânsito entre a cidade e sua aldeia natal, suas tradições e seu repertório, juntamente a seus complementos e contrastes.<br><br><br>Referências:<br>ITAÚ CULTURAL. Denilson Baniwa. In .Rio de Janeiro. 2019. Disponível em: &lt;https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa628975/denilson-baniwa?gclid=Cj0KCQiApL2QBhC8ARIsAGMm-KFNFkcZESswVRh9QoC9nC7q_dnFOugNJdUR7-HmEkVevxaP0LrJEVYaArf9EALw_wcB&gt;. Acesso em 21/02/2022<br><br>ROCHA. Marcelo Garcia. Arte indígena contemporânea: Entrevista com Denilson Baniwa. Revista Cartema. Recife, n . 9, p. 62-71, Agost 2021.&nbsp;<br><br>SescTV. Denilson Baniwa. Youtube, 17 de set. 2021. Disponível em: &lt;https://youtu.be/HCVmCsXdVv8&gt;. Acesso em: 21/02/2022</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-08 01:20:31 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia da pioneira da escritora indígena feminina, Eliane Potiguara</title>
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         <description><![CDATA[<div>Pioneira da escrita indígena feminina, Eliane Lima dos Santos, conhecida como Eliana. Potiguara é formada em Letras e Educação, licenciada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e é especializada em Educação Ambiental pela UFOP, a escritora recebeu no ano de 2021 o título de “Honoris Causa” pelo CONSUNI. Foi participativa em seminários, principalmente dos direitos indígenas na Organização das Nações Unidas<a href="#_msocom_2">[2]</a> , foi também nomeada uma das dez mulheres do ano de 1988 por ter criado o GRUMIN e por ter defendido a educação e a integralização da mulher indígena no meio político, social e econômico, participando da criação e elaboração da Constituição Brasileira em 1988.</div><div>A Rede Grumin&nbsp; foi fundada ideologicamente em 1979 e tomou forma física a partir de 1982 e tomou posse juridicamente em 1987.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;</div><div>Baseada na vivência da fundadora durante sua infância e pelos sacrifícios vividos pela sua família, principalmente a sua avó, Maria de Lourdes de Souza, indígena paraibana que buscava sobreviver moral, física e etnicamente após serem forçados a migrar compulsivamente para terem oportunidade de vida. No Tribunal das Histórias Não Contadas e Direitos Humanos das Mulheres/Conferência da ONU, na China, em 1995, Eliane Potiguara fez a narração da história de sua família que emigrou,&nbsp; das terras paraibanas nos anos 1920&nbsp;</div><div><br></div><div>por ação violenta dos neo-colonizadores e as consequências físicas e morais desta violência à dignidade histórica de seu bisavô, Chico Solon de Souza, avós e descendentes.</div><div>&nbsp;</div><div>Potiguara antes da década de 80 peregrinou em diversas terras indígenas e notou a veracidade das histórias contadas pela sua avó. Foi então, criada a Grumin, por um grupo pequeno de mulheres indígenas e a partir do crescimento regional com várias etnias. Contemplado pelo BAHÁ’í, o Grumin com o cidadania mundial e pelos trabalhos desenvolvidos para as mulheres indígenas. Tem vários projetos de proteção ambiental que visa o resgate e a preservação cultural e foi o grupo pioneiro do movimento das mulheres indígenas brasileiro.</div><div>&nbsp;</div><div>OBRAS DA ESCRITORA</div><div>&nbsp;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A Terra é Mãe do Índio (1989)&nbsp;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Acajutibiro: Terra do Índio Potiguara (1994)</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Metade Cara, Metade Máscara (2004):&nbsp;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Sol do Pensamento [E-book] (2005):&nbsp;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O Coco que Guardava a Noite (2004):</div><div>○&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O Pássaro Encantado (2014):</div><div><br></div><div>○&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A Cura da Terra (2015): &nbsp;</div><div>&nbsp;Seu Magnum Opus se chama "Metade Cara, Metade Máscara" (2004) e recebeu muitos elogios da crítica especialmente aquela que é considerada o maior trabalho da sua carreira e é um trabalho de excelente criatividade, essa obra apresenta uma análise crítico-interpretativa de eventos pessoais e comunitárias. Teve filhos com o cantor e compositor Taiguara, seu esposo de 1978 a 1985.</div><div><br>Foi a primeira escritora indígena no Brasil e recebeu em dezembro de 2021 o título de doutora <em>Honoris Causa</em>, do Conselho Universitário (Consuni), órgão máximo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).&nbsp; Atua também como professora e ativista indígena respeitada e conhecida internacionalmente.<br><br></div><div><br>Eliane debateu sobre a questão dos Direitos Indígenas em vários fóruns nacionais, e internacionais, governamentais e não governamentais, com uma diversidade de diretrizes e&nbsp;<br><br></div><div><br>estratégias de ordem político econômica, inclusive no fórum sobre o Plano Piloto para a&nbsp;<br><br></div><div><br>Amazônia em Luxemburgo&nbsp; em 1999.&nbsp;<br><br></div><div><br>Uma de suas célebres frases: “Bonito é florir no meio do ódio, da inveja, da mentira ou do lixo da sociedade.”<br><br></div><div><br>&nbsp;<br><br></div><div><strong><br>REFERÊNCIAS&nbsp;<br></strong><br></div><div><br>&nbsp;<br><br></div><div><br>ELIANE POTIGUARA . Blogspot, Saquarema, RJ, RJ, Brasil. Blogger desde junho de 2005 Disponível em: &lt;https://elianepotiguara.blogspot.com/?zx=cadd0562476a7d8d/&gt;. Acesso em: 16 de fev. de 2022.<br><br></div><div><br>&nbsp;<br><br></div><div><br>HISTÓRICO ELIANE POTIGUARA . Organização Eliane Potiguara, Rio de Janeiro - RJ. Disponível em: &lt;http://www.elianepotiguara.org.br/&gt;. Acesso em: 14 de fev. de 2022.<br><br></div><div>POTIGUARA, Eliane (2004). Metade cara, metade máscara. São Paulo: Global.</div><div><br>&nbsp;<br><br></div><div>‘.</div><div><br>&nbsp;<br><br></div><div><br>&nbsp;<br><br></div><div><br>&nbsp;<br><br></div><div><br>&nbsp;<br><br></div><div><br>&nbsp;<br><br></div><div><br>&nbsp;<br><br></div><div><br>&nbsp;<br><br></div><div><br>&nbsp;<br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-09 20:05:14 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[
<br>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-09 20:05:27 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia de Arissana Pataxó</title>
         <author>charlieandrade2002</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><br></strong><br></div><div>Nascida na cidade de Porto Seguro, no ano de 1983, Arissana Braz é conhecida no mundo das artes como Arissana Pataxó. A pintora baiana se tornou um dos grandes nomes emergentes da arte contemporânea brasileira ao ter se classificado em segundo lugar no Prêmio <em>Pipa</em> de 2016. Tendo crescido às margens do rio e em uma comunidade indígena pataxó localizada na região de Santa Cruz Cabrália, a temática mais tratada em suas pinturas se refere à vivência indígena e ao cotidiano nas aldeias.&nbsp;<br><br></div><div>A artista possui uma ligação muito forte com o mundo da educação, sendo que já aos 19 anos lecionava na Escola Indígena Pataxó de Santa Cruz Cabrália. Em 2005, deixou de dar aulas em sua cidade para ingressar no curso de Artes Plásticas da Escola de Belas Artes (UFBA), em Salvador, Bahia, onde seguiu com a graduação até sua formatura em 2009. Nesse período, Arissana desenvolveu seu interesse em lecionar através de estudos e da feitura de atividades de extensão com foco em arte-educação, principalmente voltadas para o povo pataxó.<br><br></div><div>Durante o curso de graduação, Arissana começou a expor suas obras e, já em 2007, sua exposição individual “Sob o Olhar Pataxó” é lançada no Museu de Arqueologia e Etnologia, em Salvador, Bahia. Ainda no mesmo ano, participa coletivamente da exposição “Numa Folha Qualquer”, realizada no Memorial da Câmara Municipal de Salvador, e da exposição “XIII Expogravura da EBA”, na Escola de Belas Artes (UFBA), também na cidade de Salvador.<br><br></div><div>Em 2009, ano de sua graduação, Arissana procede com a exposição de “Sob o Olhar Pataxó”, levando-a agora ao Museu Eugênio Teixeira Leal e seguindo para a exposição de “Kahab Kitokip”, novamente no Museu de Arqueologia e Etnologia, em Salvador. Ainda com ampla participação em exposições coletivas, a artista marca presença em “Gravura Making Off” e “Curta Belas Artes” realizadas na Escola de Belas Artes (UFBA), “Senso Plural” na Escola de Belas artes em parceria com a Galeria Canizares e da exposição “Salões Regionais de Artes Visuais da Bahia”, em Porto Seguro, Bahia. Também é destacável sua presença na Mostra Panorama Nacional do XIII Festival Nacional de 5 minutos, em Salvador.<br><br></div><div>O ano de 2010 foi marcado pela sua participação na exposição internacional “ECOART”, projetada no Museu de Arte de Montenegro (RS), tendo retorno ao mesmo museu no ano seguinte, só que dessa vez em parceria com o Grupo Arte sem Fronteira, na exposição “Revelações e Formas”.&nbsp;<br><br></div><div>Em 2012, Arissana passa por um novo marco acadêmico ao se tornar mestre em Estudos Étnicos e Africanos, através da Universidade Federal da Bahia. Com a temática de “Arte e Identidade: Adornos Corporais Pataxós”, orientada pela Prof. Dra. América Lúcia César, sua dissertação entra a fundo na cultura dos adornos e adereços dos povos pataxós da região do sul da Bahia, compondo uma viagem por conceitos de identidade, historicidade das aldeias e da visão indígena sobre a arte. Essa tese, assim como suas pinturas e produções artísticas, reforça a conexão inseparável entre o corpo e o território.&nbsp;<br><br></div><div>Os anos de 2013 e 2014 foram palco de sua exposição coletiva mais recente. “Mira! – Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas” é um marco dos projetos culturais ao reunir 50 artistas indígenas de países como Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, compondo uma representatividade necessária para o meio e possuindo um resultado crítico majoritariamente positivo com a curadoria de Maria Inês de Almeida.<br><br></div><div>A colocação em segundo lugar no Prêmio Pipa Online de 2016 é um marco em sua carreira e impulsiona seu lugar como uma das artistas mais importantes do movimento contemporâneo, como uma das principais artistas indígenas da atualidade e como a primeira mulher indígena a concorrer ao prêmio.<br><br></div><div>Nos dias de hoje, Arissana segue com suas paixões pela arte e pela educação. Tendo retornado para Santa Cruz Cabrália, na Bahia, voltou ao seu trabalho como professora e segue produzindo no meio das artes visuais. Com uma técnica mista, variada, cheia de cores e cenas que são tão marcantes quanto são cotidianas para sua realidade, Arissana Pataxó é um destaque e uma lufada de ar fresco na arte contemporânea brasileira.&nbsp;<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-11 02:03:18 UTC</pubDate>
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         <title>GRAÇA GRAUNA </title>
         <author>joanabrandao1</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div><em>“Creio que, enquanto houver poesia, haverá esperança, haverá manhã.” - Graça Grauna<br></em><br></div><div><br></div><div>Maria das Graças Ferreira, conhecida como Graça Graúna, sendo este o seu nome indígena, é mulher indígena, docente, escritora-poeta etc. Graduada, mestre e doutora em Letras, estudou na Universidade Federal de Pernambuco, especializou-se e concluiu pós-doutorado em Literatura, Educação e Direitos Indígenas pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Graça, compõe um grupo de escritores indígenas. É originária dos povos Tupã, Potiguara. Nascida em 1948 na cidade São José do Campestre no estado Rio Grande do Norte. Graça traz alguns relatos e memórias do início de sua caminhada com a escrita, ela conta como foi sua descoberta artística.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;Em sua adolescência, estudou em um internato sendo um colégio católico administrado por freiras, intitulado como “Colégio das Neves” que se situava na cidade de Natal. Graça conta que em seus momentos livres escrevia todos os dias, formando um diário, ela sentia-se segura em compartilhar suas escritas com algumas amigas/colegas e que pôde ouvir das mesmas que ela escrevia uma espécie de “poesia misturada com história”, ouvindo todos os elogios e guardando para si de forma a pensar com cuidado e atenção, Graça compreendeu o carecimento que fruía de depositar sua “intuição” no papel.&nbsp;<br><br></div><div>“Nasci no Agreste do Rio Grande do Norte, em São José do Campestre; uma cidadezinha a 64 km (em linha reta) da cidade de Canguaretama, onde vivem os parentes da Aldeia Catu” (GRAUNA, 2019) em suas memórias ela vai de encontro à lembrança do nascimento de seus caminhos com a escrita em relatos em entrevistas:<br><br></div><div>&nbsp;“Tenho memória das leituras de mundo que eu escrevia num diário, quando adolescente. Estudei no Colégio das Neves, em Natal (RN): um colégio de freira, onde as poucas colegas de internato (a quem eu mostrava acanhadamente os meus escritos) diziam que eu escrevia poesia misturada com história. Nunca me esqueci dessa observação, e foi, assim, que eu dei conta da necessidade de botar no papel o que eu já intuía. É que aprendi desde cedo que a intuição é a mensageira da alma, como dizem os antigos.” (GRAUNA, 2019)<br><br></div><div>&nbsp;Passado o tempo, Graça seguiu escrevendo e construindo vida, percorreu por caminhos de sua intuição que a levaram a se entender no espaço-mundo enquanto mulher indígena e possuidora da palavra-escrita, quando foi de encontro à faculdade de Letras, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em que se graduou, fez mestrado sobre mitos indígenas na literatura infantil e doutorado.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;Graça Grauna, é uma grande escritora bem como de poesias, crônicas e etc. Foi convidada em sua excelência à participar de uma entrevista ao Programa de Pós-graduação em Letras na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) para promover uma palestra em que é partilhado aqui uma de suas falas, que retrata um relato de sabedoria e enriquecimento. Em uma de suas falas, Graça revela sentimentos de resistência e força pelo e com seu povo em que ela diz:&nbsp;<br><br></div><div>“Acredito, com todas as forças do meu ser, que os caminhos de Ameríndia são caminhos de resistência. Por esse caminho, encontro parentes indígenas, amigos, guerreiros e tantas outras pessoas que buscam um lugar no mundo e lutam por dias melhores. Nesse caminho, percebo que as utopias não se perderam, isto é, elas se materializam toda vez que as pessoas lutam contra o preconceito, entre outras formas de violência; lutam pelo direito de construir seu próprio relato, sua literatura em prosa ou em verso, oral ou escrita, como quer a nossa literatura indígena.” (GRAUNA, 2019)<br><br></div><div><br></div><div><br></div><div>Partilhamos aqui alguns poemas escritos por Graça Graúna:<br><br></div><div><strong>Ser potiguara<br></strong><br></div><div>– Vamu apanhá sol?<br><br></div><div>– Vamu.<br><br></div><div><br></div><div>De sal a sol, multiplicar a semente<br><br></div><div>pelo caminho de volta<br><br></div><div>com Tupuna sorrindo.&nbsp;<br><br></div><div>- Graça Graúna, em "Poesia para mudar o mundo". (org.). Leila Míccolis,<br><br></div><div><br></div><div><strong>Caos climático<br></strong><br></div><div>É temerário descartar<br><br></div><div>a memória das Águas<br><br></div><div>o grito da Terra<br><br></div><div>o chamado do Fogo<br><br></div><div>o clamor do Ar.<br><br></div><div>As folhas secas rangem sob os nossos pés.<br><br></div><div>Na ressonância o elo da nossa dor<br><br></div><div>em meio ao caos<br><br></div><div>a pavorosa imagem<br><br></div><div>de que somos capazes de expor<br><br></div><div>a nossa ganância<br><br></div><div>até não mais ouvir<br><br></div><div>nem mais chorar<br><br></div><div>nem meditar,<br><br></div><div>nem cantar...<br><br></div><div>só ganância, mais nada.<br><br></div><div>É temerário descartar<br><br></div><div>a memória das Águas<br><br></div><div>o grito da Terra<br><br></div><div>o chamado do Fogo<br><br></div><div>o clamor do Ar. &nbsp;<br><br></div><div>- Graça Graúna (outubro 2009), in: LIMA, Tarsila de Andrade Ribeiro. Entrevista com Graça Graúna(...). Palimpsesto, nº 20, Ano 14 - 2015, p. 146.<br><br></div><div><br></div><div><strong>Resistência<br></strong><br></div><div>Ouvi do meu pai que a minha avó benzia&nbsp;<br><br></div><div>e o meu avô dançava&nbsp;<br><br></div><div>o bambelô na praia, e batia palmas<br><br></div><div>com as mãos encovadas<br><br></div><div>ao coco improvisado,<br><br></div><div>ritmando as paixões&nbsp;<br><br></div><div>na alma da gente.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<br><br></div><div>Ouvi do meu pai que o meu avô cantava&nbsp;<br><br></div><div>as noites de lua, e contava histórias<br><br></div><div>de alegrar a gente e as três Marias.<br><br></div><div>Meu avô contava:<br><br></div><div>a nossa África será sempre uma menina.<br><br></div><div>Meu pai dizia:<br><br></div><div>ô lapa de caboclo é esse Brasil, menino!<br><br></div><div>E coro entoava:<br><br></div><div>_ dançamos a dor<br><br></div><div>tecemos o encanto<br><br></div><div>de índios e negros<br><br></div><div>da nossa gente&nbsp;<br><br></div><div>- Graça Graúna,poema "Resistência". in: RIBEIRO, Esmeralda; BARBOSA, Marcio (Org.) Cadernos Negros, nº 29. São Paulo: Quilombhoje, 2006, p. 120.<br><br></div><div><br></div><div>Partilhamos algumas de suas obras produzidas sendo poesias e contos indígenas:&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp;Canto Mestizo, 1999 – Graça Grauna<br><br></div><div>&nbsp; Criaturas de Nanderu, 2009 – Graça Grauna<br><br></div><div>&nbsp; Flor da Mata, 2014 – Graça Grauna<br><br></div><div>REFERÊNCIAS:<br><br></div><div>LOURES, Marisa. Graça Graúna: “Ao escrever, dou conta da ancestralidade, do caminho de volta, do meu lugar no mundo”. In. Tribuna de Minas, 2019. Disponível em: <a href="https://tribunademinas.com.br/colunas/sala-de-leitura/06-08-2019/graca-grauna-ao-escrever-dou-conta-da-ancestralidade-do-caminho-de-volta-do-meu-lugar-no-mundo.html">https://tribunademinas.com.br/colunas/sala-de-leitura/06-08-2019/graca-grauna-ao-escrever-dou-conta-da-ancestralidade-do-caminho-de-volta-do-meu-lugar-no-mundo.html</a>&nbsp; Acesso em 28/02/2022.<br><br></div><div>FENSKE, Elfi Kürten. Graça Graúna: a poética indígena. In: Templo Cultural Delfos, novembro/2021 Disponível em: <a href="http://www.elfikurten.com.br/2016/02/graca-grauna.html#:~:text=Gra%25C3%25A7a%2520Gra%25C3%25BAna%2520%25C3%25A9%2520o%2520pseud%25C3%25B4nimo,e%2520Direitos%2520Ind%25C3%25ADgenas%2520pela%2520UMESP">http://www.elfikurten.com.br/2016/02/graca-grauna.html#:~:text=Gra%C3%A7a%20Gra%C3%BAna%20%C3%A9%20o%20pseud%C3%B4nimo,e%20Direitos%20Ind%C3%ADgenas%20pela%20UMESP</a> Acesso em<br><br></div><div>28/02/2022.<br><br></div><div>CARTAS INDÍGENAS AO BRASIL. De Graça Graúna para os ancestrais. Diego Fox. Disponível em: <a href="https://cartasindigenasaobrasil.com.br/biografia/graca-grauna/">https://cartasindigenasaobrasil.com.br/biografia/graca-grauna/</a>&nbsp; Acesso em 28/02/2022.<br><br></div><div>&nbsp;POESIA NA ALMA. Lilian Farias. Graça Graúna - Escritora Indígena. 09/2016.&nbsp; Disponível em: <a href="http://www.poesianaalma.com.br/2016/05/graca-grauna-escritora-indigena.html">http://www.poesianaalma.com.br/2016/05/graca-grauna-escritora-indigena.html</a>&nbsp; Acesso em 05/03/2022.<br><br></div><div>TECIDO DE VOZES. Graça Grauna. Livros. Disponível em: <a href="https://gracagrauna.com/livros/">https://gracagrauna.com/livros/</a> Acesso em 05/03/2022.<br><br></div><div>ART’PALAVRA. Graça Grauna e outros autores. Disponível em: <a href="https://ggrauna.blogspot.com/">https://ggrauna.blogspot.com/</a> Acesso em 05/03/2022.<br><br></div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-12 22:36:19 UTC</pubDate>
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