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      <title>Antologia Poética  by Victorio Masiero Ferri</title>
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      <description>3ºA
Anna Laura Godoy;
Ana Laura Macanhã;
Fernanda ;
Sara ;
Victório. </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-03-08 19:44:23 UTC</pubDate>
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         <title>Carlos Drummond de Andrade (Fuvest)</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>No Meio do Caminho<br><br></strong>No meio do caminho tinha uma pedra<br>tinha uma pedra no meio do caminho<br>tinha uma pedra<br>no meio do caminho tinha uma pedra.<br>Nunca me esquecerei desse acontecimento<br>na vida de minhas retinas tão fatigadas.<br>Nunca me esquecerei que no meio do caminho<br>tinha uma pedra<br>tinha uma pedra no meio do caminho<br>no meio do caminho tinha uma pedra.<br><br><strong>Segunda Fase do modernismo brasileiro</strong><br> Estrutura: <strong>Carlos Drummond de Andrade </strong>apresenta uma poesia concreta, objetiva e com linguagem mais popular. O autor incentiva a liberdade para escrever, como muitos modernistas do seu tempo, e dá um tom ácido aos seus escritos com versos irônicos e sarcásticos</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-08 19:54:42 UTC</pubDate>
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         <title>Olavo Bilac- (UNICAMP)</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>A um poeta</strong><br> <br>Longe do estéril turbilhão da rua,<br>Beneditino escreve! No aconchego<br>Do claustro, na paciência e no sossego,<br>Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!<br>Mas que na forma se disfarce o emprego<br>Do esforço: e trama viva se construa<br>De tal modo, que a imagem fique nua<br>Rica mas sóbria, como um templo grego<br>Não se mostre na fábrica o suplicio<br>Do mestre. E natural, o efeito agrade<br>Sem lembrar os andaimes do edifício:<br>Porque a Beleza, gêmea da Verdade<br>Arte pura, inimiga do artifício,<br>É a força e a graça na simplicidade<br><br><strong>Parnasianismo <br>Estrutura: Olavo Bilac</strong> é o poeta mais popular do Parnasianismo, destaca-se pelo devotamento ao culto da palavra e ao estudo da língua portuguesa. Os recursos estilísticos que mais emprega são: a repetição de palavras, o polissíndeto e o assíndeto (separados ou conjugados), suas metáforas e comparações são claras.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-08 19:56:42 UTC</pubDate>
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         <title>Fernando Pessoa (Fuvest)</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Mar Português.</strong><br>Ó mar salgado, quanto do teu sal<br>São lágrimas de Portugal!<br>Por te cruzarmos, quantas mães choraram,<br>Quantos filhos em vão rezaram!<br>Quantas noivas ficaram por casar<br>Para que fosses nosso, ó mar!<br>Valeu a pena? Tudo vale a pena<br>Se a alma não é pequena.<br>Quem quer passar além do Bojador<br>Tem que passar além da dor.<br>Deus ao mar o perigo e o abismo deu,<br>Mas nele é que espelhou o céu. <br><br>- Fernando Pessoa retrata o <strong>contexto</strong> histórico das grandes navegações portuguesas que ocorreram nos séculos XV e XVI, em busca de novas rotas comercias pelo povo lusitano em suas estrofes, entretanto destaca também as dificuldades do percurso que navegadores e suas respectivas famílias encontravam além <strong>mar</strong>.<br><br>Estrutura: No poema o autor utiliza as figuras de linguagem: Metáfora e Hipérbole : Ó mar salgado, quanto do teu sal/São lágrimas de Portugal!-  O <strong>Sal</strong> é amargo no sabor e as lágrimas são amargas não só no sabor, mas também no que elas traduzem de sofrimento e dor. -Símbolo do sofrimento, de tantas tragédias provocadas pelo mar. <br>-<strong><em>Choraram, rezaram, ficaram por casar</em></strong> traduzem sofrimento, aflição, uma dor provocada pela destruição do amor (fraternal, filial e de namorados).<br>-“Para que fosse nosso, ó mar!”.<br>O questionamento do Poeta, depois de tanto sofrimento:<br> Valeu a pena?<br><br><br><strong>Fernando Pessoa</strong> pode ser classificado como modernista, já que foi um dos autores que introduziu o movimento em Portugal. As obras do português contêm características diferenciadas e inovadoras para a época, como o uso do recurso da heteronímia, característica que o torna um artista múltiplos. Seus heterônimos : Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares. <br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-08 19:57:08 UTC</pubDate>
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         <title>Augusto dos Anjos</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><em>Psicologia de um Vencido<br></em></strong><br></div><div><em>do carbono e do amoníaco,<br>Monstro da escuridão e rutilância,<br>Sofro, desde a epigênese da infância,<br>A influência má dos signos do zodíaco.<br><br>Profundissimamente hipocondríaco,<br>Este ambiente me causa repugnância...<br>Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia<br>Que se escapa da boca de um cardíaco.<br></em><br></div><div><em>Já o verme – esse operário das ruínas -<br>Que o sangue podre das carnificinas<br>Come, e à vida em geral declara guerra,<br></em><br></div><div><em>Anda a espreitar meus olhos para roê-los,<br>E há de deixar-me apenas os cabelos,<br>Na frialdade inorgânica da terra!<br><br><br></em>Augusto dos Anjos (1884-1914) foi um poeta brasileiro, considerado um dos poetas mais críticos de sua época. Foi identificado como o mais importante poeta do pré-modernismo, embora revele em sua poesia, raízes do simbolismo, retratando o gosto pela morte, a angústia e o uso de metáforas.<br><br><em><br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-08 19:57:44 UTC</pubDate>
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         <title>Castro Alves - (Aspostila) </title>
         <author>00001090654546sp</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>O navio negreiro </strong><br><br>'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço<br>Brinca o luar — dourada borboleta;<br>E as vagas após ele correm... cansam<br>Como turba de infantes inquieta.<br>'Stamos em pleno mar... Do firmamento<br>Os astros saltam como espumas de ouro...<br>O mar em troca acende as ardentias,<br>— Constelações do líquido tesouro...<br>'Stamos em pleno mar... Dois infinitos<br>Ali se estreitam num abraço insano,<br>Azuis, dourados, plácidos, sublimes...<br>Qual dos dois é o céu? qual o oceano?...<br><br>    O poema de <strong>Castro Alves</strong> é uma pequena narrativa sobre o tráfico de escravos entre a África e o Brasil. A beleza e a infinitude do mar e do céu são colocadas em cheque com a barbárie e a falta de liberdade nos porões do navio negreiro.  Uma das características do poema é o universalismo. Quando a viagem é feita pela aventura ou pelo comércio, as bandeiras e as nações não são importantes.<br>    Castro Alves é um dos maiores poetas da terceira geração romântica, também conhecida como geração Condor. Conhecido como o "único poeta social do Brasil", sua obra atingiu fama e reconhecimento pela crítica.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-08 19:59:27 UTC</pubDate>
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         <title>Camões - (UNICAMP) </title>
         <author>00001090654546sp</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Verdes são os campos<br></strong><br>Verdes são os campos,<br>De cor de limão:<br>Assim são os olhos<br>Do meu coração.<br><br>Campo, que te estendes<br>Com verdura bela;<br>Ovelhas, que nela<br>Vosso pasto tendes,<br>De ervas vos mantendes<br>Que traz o Verão,<br>E eu das lembranças<br>Do meu coração.<br><br>Gados que pasceis<br>Com contentamento,<br>Vosso mantimento<br>Não no entendereis;<br>Isso que comeis<br>Não são ervas, não:<br>São graças dos olhos<br>Do meu coração.<br><br><br><strong>Classicismo Português</strong><br>No poema ele expressa sentimentos de tristeza e solidão.<br>A obra  mostra a sua rica linguagem de palavras e o estilo em que ele escreve suas obras.AA linguagem que ele usa é formal e possui metáfora na maioria de suas obras. Não há efeitos cômicos na poesia.O Gênero predominante na poesia é o Lírico.<br><br>Rimas: São ultilizadas no poema a rima Cruzada, em que o primeiro verso rima com o terceiro, e o segundo com o quarto, e a rima intercalada, em que o primeiro verso rima com o quarto, e o segundo com o terceiro.<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-08 20:02:03 UTC</pubDate>
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         <title>Gregório de Matos- (FUVEST)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>À cidade da Bahia<br></strong><br></div><div>Triste Bahia! ó quão dessemelhante<br>Estás e estou do nosso antigo estado!<br>Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,<br>Rica te vi eu já, tu a mi abundante.<br>A ti trocou-te a máquina mercante,<br>Que em tua larga barra tem entrado,<br>A mim foi-me trocando, e tem trocado,<br>Tanto negócio e tanto negociante.<br>Oeste em dar tanto açúcar excelente<br>Pelas drogas inúteis, que abelhuda<br>Simples aceitas do sagaz Brichote.<br>Oh se quisera Deus, que de repente<br>Um dia amanheceras tão sisuda<br>Que fora de algodão o teu capote!<br><br><strong>Barroco</strong><br>No poema em questão podemos observar uma lamentação sobre a situação da Bahia. A palavra "dessemelhante" aqui tem o sentido de "desigual", expondo a contradição econômica do lugar.<br>O poeta crítica exploração da Bahia por comerciantes estrangeiros, especialmente os ingleses.</div><div>No soneto, a Bahia, personificada, é objeto das recriminações do poeta, como frequentemente ocorre em seus poemas satíricos. </div><div>Nas 2 primeiras estrofes, ele faz um paralelo entre a sua vida e a da cidade, descrevendo as transformações que ambas sofreram. </div><div><br><br><br><br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-08 20:03:22 UTC</pubDate>
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