<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Os tipos Conhecimento voltado aos grupos tradicionais existentes na Bahia e no Brasil by Laísa Nascimento</title>
      <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim</link>
      <description>Atividade proposta pela Disciplina Conhecimento científico e Vida Social- IPSB69.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-10-08 00:24:09 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-12-11 14:49:09 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>A Barquinha da Enseada do Paraguaçu</title>
         <author>marylenanataliasocial</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3203271323</link>
         <description><![CDATA[<p>Na Comunidade Quilombola de Enseada do Paraguaçu, toda noite de 31 de dezembro, há mais de 50 anos ocorre uma tradição em que consiste em entregar nas águas a "barquinha" no rio paraguaçu. Trata-se de uma forma de agradecimento a Iemanjá pela fartura da pesca, além de pedir paz, prosperidade e muita luz, renovando a fé de toda comunidade que acredita nessa manifestação religiosa e cultural, ao ofertar para Iemanjá as suas oferendas. Crianças vestidas de marinheiro e baianas, além de uma adolescente que carrega a barquinha percorrem as ruas da Enseada por volta das 19h00, e após percorrer de porta em porta por toda a comunidade pegando pequenas oferendas, ao chegar no Porto por volta das 23h30, um grupo embarca com a barquinha com as oferendas para serem entregues à Rainha das Águas por volta da meia noite, sob cânticos, rezas, danças e fogos de artifícios. Os donos da barquinha naquele ano passam a responsabildade para que outra pessoa faça a barquinha no ano que vem, e essa tradição continua todos os anos, passado de geração em geração. Se a barquinha não retornar posteriormente para praia significa que Iemanjá gostou dos presentes e se voltar foi porque ela não gostou. </p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/2994012252/19a555dc82d923faa063c7ce1c4b03ec/MicrosoftTeams_image_4_642x361.png" />
         <pubDate>2024-11-05 23:28:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3203271323</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Turbante: muito além da estética uma forma de resistência</title>
         <author>andreial1</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3205394760</link>
         <description><![CDATA[<p>O Turbante (<em>Coroa, Doek, Gélè, Headwrap, Iqhiya, Nemes, Ojá, Scarfhead,Torço, Turban</em>), não é somente um acessório de moda, ele também é um símbolo cultural que traz consigo uma potente história e significado.</p><p>Cada povo atribuiu ao turbante significados específicos, seja como símbolo de status, religião ou tradição.</p><p>No período colonial do Brasil, o turbante foi introduzido por meio da cultura africana, trazido pelas mulheres africanas escravizadas de diversas regiões, como Senegâmbia (Guiné), Angola, Congo, Costa da Mina e Benin. Esse adorno, utilizado nas cabeças das mulheres negras, servia para cobrir os cabelos, proteger a cabeça ao levar cestos pesados, carregar os filhos, esconder a cabeça raspada devido a sua fé  e como proteção.  O significado do turbante variava conforme a região de origem dessas mulheres. </p><p>Nesse sentido, na cultura  africana, ele é usado pela população negra como uma forma de expressar sua identidade étnica cultural e de resistência contra o processo de colonização. Diante disso, se torna uma expressão de empoderamento e de preservação da ancestralidade que sempre foi forçada à repressão. Ele também se apresenta como uma uma indumentária que traz discussões de raça, gênero e classe.</p><p>O tipo de turbante pode variar entre dos mais simples modelos, aos mais volumosos e personalizados. </p><p>Por fim, em religiões afro-brasileiras como o Candomblé e a Umbanda, o turbante é utilizado para proteger o<em> "ori",</em>  que significa cabeça na língua yorubá. </p><p><br/></p><p><br/></p><p>REFERÊNCIAS </p><p><br/></p><p>PEREIRA, Gabriele Costa. <strong>Turbantes: Uma Ferramenta de Educação Antirracista. </strong>V Copene Sul. UNESC, Criciúma/SC, 2021. </p><p><br/></p><p>SILVA, Rosyane Maria da. <strong>Iqhiya: Um olhar sobre o significado e a simbologia do uso de Turbantes por mulheres negras. </strong>Conexão: Brasil, África do Sul e Moçambique, 2017.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/2995006626/3637b505037bbe8ca9deea2078698848/Post_para_Instagram_Dia_da_Consci_ncia_Negra__tnico_Amarelo_Verde_e_Vermelho__1_.png" />
         <pubDate>2024-11-07 01:12:17 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3205394760</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Lavagem do Senhor do Bonfim </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3208786083</link>
         <description><![CDATA[<blockquote><p>A Lavagem do Senhor do Bonfim é uma tradição que é considerada a segunda maior manifestação popular da Bahia. A celebração foi trazida para o Brasil em 1745 pelo Teodósio Rodrigues de Faria, um capitão da Marinha Portuguesa que foi o responsável pelo início da construção da basílica, que fica situada na Colina Sagrada no Largo do Bonfim na cidade de Salvador. De acordo com registros históricos o ritual da lavagem teve origem no tempo em que os escravos eram obrigados a lavar as escadarias da Igreja para a festa dos brancos e há indícios de que a primeira lavagem ocorreu em 1804. O cortejo de orações é voltado a devoção e ao agradecimento das graças concedidas pelo Senhor Bom Jesus do Bonfim, que na religião Candomblé é sincretizado como “Oxalá”, por conta disso essa é uma festa que mescla a religião católica e o candomblé. A celebração ocorre toda quinta feira anterior ao último domingo do mês de Janeiro e é recheada de tradições como: a lavagem das escadarias por baianas de acarajé caracterizadas, a caminhada do cortejo de seis quilômetros entre os bairros do Comércio e o Largo do Senhor do Bonfim, além das vendas de fitinhas do senhor do Bonfim que podem ser amarradas nos portões da igreja ao realizar um pedido ao padroeiro. Após o encerramento de todo cortejo e lavagem, é dada a largada para o início da festa “profana”, onde ocorre vendas de comidas típicas da região e muita música com grupos musicais desfilando nas ruas da cidade baixa de Salvador. Essa é uma tradição que ocorre todos os anos e traz milhares de pessoas da cidade e de diversos outros cantos do país.</p></blockquote>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3010041291/d0f755b7ed6c5e2c17c7f24e608f83ad/IMG_6779.jpeg" />
         <pubDate>2024-11-08 20:56:09 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3208786083</guid>
      </item>
      <item>
         <title>As Andirobeiras </title>
         <author>UFBA</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3208810632</link>
         <description><![CDATA[<p>  <strong>São comunidades extrativistas, localizadas na Amazônia, que tem na extração da andiroba sua principal atividade, organizando suas vidas em torno dos conhecimentos e manejo deste fruto. Se trata de  um movimento organizado, protagonizado e liderado por mulheres. Produzem desde repetente, velas, sabão a remédios tradicionais com a andiroba, também conhecida por andiroba-saruba, andiroba-branca, aruba, sanuba ou canapé, é uma árvore de grande porte cujo nome científico é Carapa guaianensis.</strong></p><p><strong>O fruto da andiroba, quando cai no chão, abre e libera de 4 a 6 sementes, em que há a extração do óleo de andiroba, que é muito utilizado em produtos cosméticos, devido à sua capacidade de hidratação, além de alguns medicamentos, já que é capaz de auxiliar no controle do colesterol e da pressão arterial</strong>. </p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3010120918/0e412a8b7618e4383456488224528f83/photo_output.jpeg" />
         <pubDate>2024-11-08 21:37:19 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3208810632</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Jurema: Planta Sagrada e Símbolo de Resistência Cultural</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3208868382</link>
         <description><![CDATA[<p>A <strong>jurema</strong> é uma planta sagrada utilizada em rituais espirituais por comunidades indígenas e afro-brasileiras, especialmente no Nordeste do Brasil, incluindo povos como os Tupinambá e praticantes de religiões de matriz africana. Conhecida tanto por seu poder espiritual quanto por suas propriedades medicinais, a jurema desempenha um papel central nos rituais de cura e conexão com os ancestrais. O <strong>vinho da jurema</strong> é consumido para fortalecer essa ligação espiritual, promovendo bem-estar emocional e equilíbrio.</p><p><br></p><p>Além do valor espiritual, a jurema possui propriedades <strong>analgésicas, anti-inflamatórias e calmantes</strong>, sendo tradicionalmente usada para aliviar dores, tratar feridas e reduzir a ansiedade. Esses saberes são transmitidos entre gerações, reforçando a identidade cultural e religiosa das comunidades que a utilizam, e fazem da planta um símbolo de <strong>resistência e proteção espiritual</strong>.</p><p><br></p><p>Hoje, o uso da jurema enfrenta desafios, como a <strong>apropriação cultural</strong> e questões legais. Comunidades e organizações têm se mobilizado para proteger e valorizar essa prática ancestral, buscando garantir o respeito ao conhecimento tradicional e preservar esse legado cultural.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3010385421/4242cc1821ecc3cdb7136323d5761695/IMG_1355.jpg" />
         <pubDate>2024-11-08 23:45:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3208868382</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Ajeum, num ritual de alimentação para Exu</title>
         <author>kellyarjsantos</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3208883985</link>
         <description><![CDATA[<p> Ajeum é uma palavra de origem iorubá, que significa “comer junto”. É a realização de uma confraternização de origem das matrizes africanas, na qual inclui comidas, bebidas e samba de roda. Nesse evento, a comida ofertada para os orixás é dividida entre todos que estão presentes. </p><p>Entretanto, existe um ritual especificamente que utiliza do Ajeum para alimentar o Exu. Esse costume era utilizado pelos negros escravizados. Ele sofre alteração da nação, no caso da religião candomblecista ou de matriz africana, apesar disso, os objetivos são os mesmos. O Exu trata-se de espíritos que se unem para fortalecer um ou mais Orixás e fazem isso de acordo com as suas especialidades. Nesse caso, o objetivo é guiar no processo evolutivo. A princípio é ofertado a comida, que pode variar de Exu para Exu, mas é comum a farofa de dendê ou farofa de cachaça, carne e pimenta. </p><p>O prato a ser utilizado é o “Agdá”, que é feito de barro. O ritual permite incluir flores ou frutas dependendo também da realidade do grupo. O próximo passo consiste em ofertar uma matança, de um animal que pode ser pombo, galo ou galinha. É necessário determinar um local, fazer uma oração, cantar três músicas para a entidade em que está ofertando e cortar o pescoço do animal escolhido, sem arrancá-lo e seguir derramando o sangue no prato de comida e a partir disso iniciar os pedidos. Assim, se coloca o animal em cima do prato, abre a cachaça, deixa próximo do Agdá, vira de costas e vai embora sem olhar para trás.  </p><p>O intuito é justamente alimentar os espíritos protetores. Nas coisas que foram ofertadas possui elementos espirituais que os fortalecem. Por fim, a pessoa fica aberta a realizar seus pedidos como uma troca de favores.</p><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3010455525/0e814021215558e51439bedf7b4f6916/images__4_.jpeg" />
         <pubDate>2024-11-09 00:26:49 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3208883985</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Cachaça de Jambu</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209378837</link>
         <description><![CDATA[<p>A&nbsp;cachaça de jambu&nbsp;é típica da região amazônica, produzida com cachaça de cana-de-açúcar com infusão de jambu.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Jambu é uma hortaliça utilizada em receitas culinárias paraenses, como tacacá e pato no tucupi, mas também passou a ser manuseada na fabricação da cachaça. A erva tem a capacidade de anestesiar os lábios e a língua. Ao consumir a bebida, a boca fica em estado de dormência e formigamento, esse efeito acontece devido ao espilantol, substância presente derivada do jambu.</p><p>A bebida foi criada na década de 90, em Belém do Pará, pelo piauiense Leodoro Porto, dono do bar "Meu Garoto".</p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3012550300/87b8428ca64c022a9576eddbec49c5b5/foto.jfif" />
         <pubDate>2024-11-09 19:33:46 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209378837</guid>
      </item>
      <item>
         <title>PANC&#39;S </title>
         <author>erikasantosw243</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209388361</link>
         <description><![CDATA[<p>As PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) são plantas comestíveis que, apesar de serem comuns na natureza, não são amplamente cultivadas ou consumidas, muitas vezes por desconhecimento de suas propriedades nutricionais e benefícios. Essas plantas são resistentes e adaptáveis, crescendo em diversas condições, o que as torna uma alternativa acessível e sustentável para a alimentação.</p><p><br></p><p>As PANCs não surgiram recentemente, mas o interesse por elas cresceu nas últimas décadas. Antigamente, as pessoas usavam uma grande variedade de plantas nativas e espontâneas na alimentação. Porém, com o desenvolvimento da agricultura moderna, o consumo se concentrou em um número limitado de espécies cultivadas em larga escala, deixando muitas dessas plantas de lado.</p><p><br></p><p>O conceito de PANCs foi popularizado pelo botânico brasileiro Valdely Kinupp, que se dedicou ao estudo e divulgação dessa prática alimentar. Em 2014, ele lançou o livro Plantas Alimentícias Não Convencionais no Brasil, em parceria com Harri Lorenzi, que consolidou o termo e o conhecimento sobre essas plantas. Esse movimento visa resgatar práticas antigas, incentivar a diversidade alimentar e a sustentabilidade, além de promover o reconhecimento das PANCs como alimentos nutritivos e acessíveis.</p><p>Na Bahia, comunidades quilombolas, indígenas e ribeirinhas, entre outras, conhecem e utilizam PANCs no seu dia a dia, tanto na culinária quanto na medicina popular. Esse conhecimento é passado de geração em geração e representa um saber ancestral importante.</p><p><br></p><p>Um exemplo de PANC é o dente-de-leão (Taraxacum officinale), muito conhecido como planta espontânea em jardins e terrenos baldios. Rico em vitaminas A, B e C, além de ferro e potássio, suas folhas e raízes podem ser consumidas cruas ou refogadas. Já as flores podem ser utilizadas no preparo de geleias, saladas e até empanadas.</p><p><br></p><p>Outro exemplo é a ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata), uma planta trepadeira com folhas que são fontes de proteína e ferro. Ela pode ser usada no preparo do feijão, no recheio de massas e salgados, e até na </p><p>polenta.</p><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3012659389/70aa762527281e5307c1ebf411e46f8a/Picsart_24_11_09_17_00_05_246.jpg" />
         <pubDate>2024-11-09 20:04:19 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209388361</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Banho de Pipoca</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209439370</link>
         <description><![CDATA[<p>O banho de pipoca <strong>é um ritual de purificação, associado ao orixá da medicina e da transformação</strong>. O banho é especialmente procurado por aqueles que buscam cura física e espiritual, bem como renovação em suas vidas. Esse ritual é feito na Umbanda e no Candomblé.</p><p><br></p><p><br></p><ul><li><p><strong>Origem</strong></p><p>Segundo a mitologia, Iansã transformou as feridas de Obaluaiê em pipoca para que ele pudesse participar de uma festa dos deuses.&nbsp;</p><p><br></p></li><li><p><strong>Propósitos</strong></p><p>O banho de pipoca tem vários propósitos, como:</p><ul><li><p>Cura física e espiritual&nbsp;</p><p><br></p></li><li><p>Transformação e renovação&nbsp;</p><p><br></p></li><li><p>Limpeza energética&nbsp;</p><p><br></p></li><li><p>Proteção e fortalecimento espiritual&nbsp;</p><p><br></p></li><li><p>Liberação de energias negativas&nbsp;</p><p><br></p></li></ul></li><li><p><strong>Como fazer</strong></p><p>Para fazer o banho de pipoca, pode-se:</p><ol><li><p>Estourar pipoca sem sal&nbsp;</p><p><br></p></li><li><p>Reservar uma boa parte das pipocas&nbsp;</p><p><br></p></li><li><p>Jogar as pipocas no corpo seco, mentalizando saúde, energia e restauração&nbsp;</p><p><br></p></li></ol></li></ul><p>A pipoca é uma oferenda ao orixá Omolú, filho de Nanã e adotado por Iemanjá. Omolú é sincretizado com São Lázaro.&nbsp;</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3012909451/80cf948f4fd28a3a568c0dc186bff4c8/IMG_20241109_WA0130.jpg" />
         <pubDate>2024-11-09 23:02:24 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209439370</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Capoeira </title>
         <author>larilemosprofissional</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209450859</link>
         <description><![CDATA[<p>A capoeira é uma manifestação cultural que surge no Brasil no século XVI através dos africanos escravizados como uma forma de resistência e preservação da cultura e identidade, era utilizada para se proteger das violências praticadas pelos senhores de engenho e capitães do mato. </p><p>Durante muitos anos a capoeira foi proibida, em 1890 o Código Penal Brasileiro considerava crime podendo levar a prisão caso alguém fosse pego praticando-a. Por esse motivo, foram incorporados movimentos de dança,  musicalidade, entre outros métodos como estratégia para disfarçar as atividades. Um fato que representa a resistência da capoeira, é que, existe um toque de berimbau  chamado "cavalaria", criado para alertar aos capoeiristas que estavam na roda a aproximação da polícia, para que eles pudessem camuflar a prática ou escapar a tempo.</p><p> Somente em 1937 a capoeira deixa de ser crime quando o presidente da época, Getúlio Vargas, se impressiona ao assistir a uma apresentação e decide descriminalizar a prática. Duas personalidades importantes para  a legalização da capoeira no Brasil é o Mestre Bimba que fundou a primeira escola de capoeira regional no ano de 1932 formalizando o ensino, e o Mestre Pastinha responsável por preservar e disseminar as tradições da capoeira Angola.</p><p>No ano de 2008 a capoeira se torna patrimônio cultural imaterial da humanidade pelo UNESCO, sendo um símbolo de resistência, liberdade e expressão cultural, preservando as tradições e mantendo viva a influência da herança Africana no Brasil. </p><p><br/></p><p>Referências:</p><p><br/></p><p>GALINDO, José; TROMBINE, Maria. Do Crime ao patrimônio cultural, capoeira  conquista espaço nas escolas e universidades,Jornal da USP. 2024. Disponível em: https://jornal.usp.br/diversidade/de-crime-a-patrimonio-cultural-capoeira-conquista-espaco-nas-escolas-e-universidades/ Acesso em: 09 Nov 2024</p><p> </p><p>Onde Nasceu a capoeira: História e Origem. Capoeira do Brasil. 2024. Disponível em: https://capoeiradobrasil.com.br/onde-nasceu-a-capoeira-historia-e-origem/ Acesso em: 09 Nov 2024</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1b/I_Encontro_Esportivo_e_Pedag%C3%B3gico_de_Capoeira_de_Olinda.jpg" />
         <pubDate>2024-11-09 23:50:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209450859</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O CONHECIMENTO PATAXÓ E A FISIOTERAPIA</title>
         <author>lua07720</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209473274</link>
         <description><![CDATA[<p>A comunidade Pataxó, aplica seus saberes e conhecimentos absurdamente ricos em práticas de saúde e cura. Quando se trata da fisioterapia, os indígenas profissionais da área, unem os saberes clínicos e naturais para o tratamento dos doentes no território. Fazendo o uso de ervas e plantas com propriedades analgésicas, relaxantes e anti-inflamatórias, técnicas de massagem, exercícios do corpo e outros formas de abordagem como; esquentar as mãos ao tocar no paciente, usar  termos conhecidos para os que residem no local, e se necessário indicar que haja visita ao pajé. Tudo isso ligados a formação clinica que possuíram ao realizar a graduação. Através da redes sociais podemos acompanhar pessoas como Vanessa Pataxó, da Aldeia Coroa Vermelha, amante da fotografia e graduada em fisioterapia pela Universidade Federal da Bahia, a jovem profissional aplica os métodos e demonstra a efetividade, valorizando a cultura indígena e ampliando as abordagens de tratamento para incluir técnicas de cura naturais e baseadas na sabedoria ancestral.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3013033703/9532bb6f6886ef402c23f8b3704c5072/O_CONHECIMENTO_PATAX__E_A_FISIOTERAPIA.jpg" />
         <pubDate>2024-11-10 01:16:33 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209473274</guid>
      </item>
      <item>
         <title>CULTURA E TRADIÇÃO  DA FESTA DA BOA MORTE</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209718342</link>
         <description><![CDATA[<p>A Festa da Boa Morte, ou Festa de Nossa Senhora da Boa Morte, é uma tradicional comemoração religiosa afro-brasileira, que ocorre anualmente, acontece no município de Cachoeira-Bahia, tem raízes profundas na cultura afro-brasileira, e de significado principalmente religioso e cultural, O evento é organizado pela Irmandade da Boa Morte, uma confraria religiosa composta exclusivamente por mulheres negras descendentes de escravizados africanos, que misturam tradições católicas e de religiões afro-brasileiras, como o candomblé.</p><p>A festa é realizada em agosto, homenageando Nossa Senhora da Boa Morte e representa um pedido de uma “boa morte” e uma passagem tranquila para o outro mundo, com dignidade e paz, algo muito significativo para a cultura africana e seus descendentes. Esse evento expressa, além do caráter espiritual, a força de resistência dessas mulheres que mantêm viva a herança cultural e religiosa afro-brasileira.</p><p>Ao longo dos dias de celebração, as integrantes da irmandade fazem procissões, missas e oferendas aos orixás, celebrando a vida, a morte e a ancestralidade. Assim, a Festa da Boa Morte é um símbolo de preservação da identidade, resistência cultural e afirmação da espiritualidade afro-brasileira.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://live.staticflickr.com/2577/4113383466_5eded5d364_b.jpg" />
         <pubDate>2024-11-10 12:24:21 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209718342</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Banho da Espada de São Jorge na religião candomblecista </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209741340</link>
         <description><![CDATA[<p>Espada de São Jorge que também é conhecida como Espada de Ogum no candomblé, é uma planta originária do continente africano .</p><p>O banho é utilizado para proteção e fortalecimento espiritual . A espada de São Jorge é associada a Ogum o orixá da guerra , coragem e caminhos abertos.</p><p>O banho é feito em um recipiente grande com água limpa é utilizadas entre 3 e 7 folhas, dependendo da orientação e propósito espiritual . As folhas devem está bem lavadas e maceradas na água com as mãos, é muito importante mentalizar o propósito do banho, que é o de proteção, coragem e força pedindo a Ogum a proteção necessária.</p><p>Antes do banho da Espada de Ogum a pessoa deve fazer o banho de higiene normalmente, depois derramar a água da espada de Ogum do pescoço para baixo ,fazendo seus pedidos e afastando energias negativas.</p><p>Logo após o banho deixar o corpo secar naturalmente para que o corpo absorva o axé da folha , as folhas devem ser descartadas em um local apropriado .</p><p>Todo esse ritual do banho de ervas é feito com a orientação de uma pessoa experiente na tradição como um zelador ou mãe de santo.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.picturethisai.com/image-handle/website_cmsname/image/1080/153998749679484932.jpeg?x-oss-process=image/format,webp/resize,s_300&amp;v=1.0" />
         <pubDate>2024-11-10 13:04:20 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209741340</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Caruru de Sete Meninos</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209914746</link>
         <description><![CDATA[<p>O Caruru de Sete Meninos é uma tradicional crença popular brasileira que busca curar doenças, realizada especialmente no mês de setembro. Essa prática é uma oferenda aos santos católicos Cosme e Damião, conhecidos como irmãos médicos que curavam pessoas de graça e pregavam o cristianismo. De acordo com a lenda, eles foram condenados e mortos por sua fé. Para expressar gratidão por uma promessa atendida, as pessoas preparam o caruru e convocam sete crianças para comerem com as mãos. Em seguida, as crianças limpam o corpo do enfermo com as mãos sujas de caruru, transferindo assim a energia curativa. Essa prática é baseada na crença de que a pureza e inocência das crianças, juntamente com a intercessão dos santos, podem curar doenças e promover a saúde.</p><p><br></p><p>Na tradição africana, especialmente no culto iorubá, São Cosme e Damião são reverenciados como Ibejis, divindades gêmeas associadas à fertilidade, saúde e proteção. Essa identificação reflete a importância da dualidade e da complementaridade na cosmologia africana. Além disso, em alguns cultos afro-brasileiros, Cosme e Damião são sincretizados com Orixás, como:</p><p><br></p><p>- Oxóssi, o deus da caça e da fertilidade, associado à abundância e à prosperidade.</p><p><br></p><p>- Omulu, o deus da saúde e da proteção, relacionado à cura e ao bem-estar.</p><p><br></p><p>O Caruru Completo é uma tradicional oferenda gastronômica brasileira, especialmente dedicada a São Cosme e São Damião. O prato é composto por uma variedade de ingredientes, incluindo xinxim de galinha, vatapá, arroz, milho branco, feijão fradinho, feijão preto, farofa, acarajé, abará, banana-da-terra frita, rapadura, inhame e pipoca.</p><p><br>A preparação e servimento do Caruru seguem um ritual específico:</p><p><br></p><p>- O prato é primeiramente oferecido aos santos ou ibejis (duplas de crianças sagradas na tradição africana) em um prato de najé.</p><p><br></p><p>- A oferenda é apresentada em uma mesa especialmente preparada, com velas, a imagem dos santos, um copo com água e balas.</p><p><br></p><p>- Em seguida, o Caruru é servido aos sete meninos, que devem ter no máximo 7 anos de idade.</p><p><br></p><p>- Eles comem juntos, com as mãos, simbolizando a união e pureza.</p><p><br></p><p>- Somente após os sete meninos terminarem sua refeição, os convidados podem se servir do Caruru</p><p><br></p><p>Essa prática é comumente realizada na região nordeste do Brasil, como Salvador, Recife, Pernambuco, entre outras. Essa tradição é fruto da rica mistura de influências católicas e afro-brasileiras, refletindo a diversidade cultural e religiosa do país.</p><p><br></p><p>Para os praticantes, o Caruru de Sete Meninos é uma expressão vigorosa de fé e resiliência, desempenhando um papel vital em suas vidas. Além de sua importância espiritual, essa crença é um tesouro cultural, abrigando elementos simbólicos e rituais que perpetuam a memória e a identidade do povo brasileiro.</p><p><br></p><p>Referências:</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://bahia.ba/entretenimento/caruru-de-sete-meninos-e-distribuicao-de-doces-conheca-a-origem-das-tradicoes-de-cosme-e-damiao/">https://bahia.ba/entretenimento/caruru-de-sete-meninos-e-distribuicao-de-doces-conheca-a-origem-das-tradicoes-de-cosme-e-damiao/</a></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://historiasdopovonegro.wordpress.com/fe-2/caruru-de-cosme-e-damiao/">https://historiasdopovonegro.wordpress.com/fe-2/caruru-de-cosme-e-damiao/</a></p><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3014865251/7a611e158a5327ff38c0a91083caa980/carurusetemeninos.jpg" />
         <pubDate>2024-11-10 17:35:44 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209914746</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Festa de Iemanjá: Lavagem do Rio vermelho</title>
         <author>camifarias567</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209943767</link>
         <description><![CDATA[<p>A lavagem de Iemanjá é uma festa que homenageia a rainha dos mares e acontece no dia 2 de fevereiro em diversas partes do Brasil. A mais famosa é a que ocorre no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, e reúne milhares de pessoas a festa começa ás 5h da manhã com a chegada do presente de Iemanjá e abertura da colônia dos pescadores. Devotos formam uma longa fila na casa de Iemanjá para deixar os presentes que serão colocados em cestos e balaios, que são levados ao alto-mar por pescadores junto com a oferenda principal. Alguns dos presentes oferecidos são: Flores brancas, perfume e alfazema, velas, champanhe, joias e espelhos. </p><p><br/></p><p>A festa de Iemanjá foi tombada em 2020 como patrimônio cultural de Salvador, escrita no ''Livro do Resgistro Especial dos Eventos e Celebrações''. O registro especial de patrimônio imaterial da prefeitura municipal de Salvador é uma maneira de preservar a tradição que ocorre desde os anos de 1920. De acordo com Gilberto Gil '' Dia 2 de fevereiro é o dia mais lindo que à, é o mar é o amor é afirmação total de Iemanjá''. </p><p><br/></p><p>Referências</p><p><br/></p><p>Festa de Iemanjá: Lavagem do Rio Vermelho, em Salvador. JORNAL JOCA. 3 de janeiro. 2016. Disponível em:<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.jornaljoca.com.br/festa-de-yemanja-lavagem-do-rio-vermelho-em-salvador/">https://www.jornaljoca.com.br/festa-de-yemanja-lavagem-do-rio-vermelho-em-salvador/</a> Acesso em 10 Nov 2024</p><p><br/></p><p><br/></p><p>GILSONS. Várias Queixas. Narcisinho, Germano Meneghel, Afro Jhow. 2020. Disponível em:<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=bBHPq3UQFsw">https://www.youtube.com/watch?v=bBHPq3UQFsw</a> Acesso em: 10 Nov 2024</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3014909026/91e374759f91ad0cf8b1791e853d5453/Iemanj_.jpeg" />
         <pubDate>2024-11-10 18:27:03 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209943767</guid>
      </item>
      <item>
         <title>A Festa de Iemanjá: é expressão de fé, tradição e respeito à diversidade religiosa.</title>
         <author>ludleleta</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209987214</link>
         <description><![CDATA[<p>A Festa de Iemanjá é um evento religioso que celebra a orixá Iemanjá, a “rainha do mar”. A festa é um momento sagrado no qual devotos e simpatizantes se reúnem para agradecer, pedir proteção e oferecer presentes à divindade. Milhares de fiéis se vestem de branco e azul e se unem às margens das praias do bairro do Rio Vermelho e da Ilha de Itaparica para deixarem oferendas à Iemanjá. Normalmente, são deixadas rosas brancas e outras flores, bem como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes etc. Barqueiros e pescadores também fazem um cortejo, com barcos cheios de flores!</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3015297780/2a688f1c439b190b64e12ed974b10ed5/IMG_3593.jpeg" />
         <pubDate>2024-11-10 19:54:53 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3209987214</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Pinturas corporais indígenas, resistência, proteção e representação 🪷</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3210020361</link>
         <description><![CDATA[<p> <strong>AS PINTURAS CORPORAIS INDÍGENAS COMO AMULETO DE PROTEÇÃO E SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA </strong></p><p><br></p><p>As <mark>pinturas corporais indígenas</mark> são uma forma de comunicar informações sobre a identidade, aspectos da identidade, status social, cerimônias e cosmologia de cada grupo indígena. A forma de expressão e <mark>reconhecimento</mark> representa a <mark>resistência</mark> cultural, tendo em vista que essa prática superou a repressão colonizadora e está inserida no período contemporâneo.</p><p> Além disso, pode ter funções práticas, como proteção contra insetos e camuflagem durante a caça e proteção espiritual. Os pigmentos utilizados são extraídos de fontes naturais como sementes, cascas de árvores, minerais e até insetos, como o Urucum, o Jenipapo e o Açaí.&nbsp; </p><p> Em muitas culturas indígenas, acredita-se que a pintura corporal oferece proteção espiritual contra forças negativas e doenças. As cores e os padrões utilizados são escolhidos cuidadosamente para formar uma espécie de escudo espiritual.&nbsp;</p><p> Essa prática pode ser observada em rituais de cura, onde o pajé ou xamã pinta o corpo do doente como parte do tratamento.</p><p> Ademais, sabe-se que essa prática também é vista como um amuleto de proteção pois está, para os povos originários, diretamente ligada a natureza, a cosmologia, e as figuras sagradas. Contudo, a relação com a proteção também está relacionada à caça e a proteção animal, uma vez que o conjunto de cores, figuras e materiais naturais utilizados estabelece essa questão, como as pinturas em listras que, segundo o povo Yanomami, também tem função de repelente contra insetos. </p><p><br></p><p><strong>REFERÊNCIA:</strong></p><p>SILVA, Mariana Pereira da; SANTOS, Luciana Ferreira dos. As pinturas corporais indígenas como amuletos de proteção: uma análise da simbologia e função espiritual. Revista de Antropologia e Arqueologia, v. 15, n. 2, p. 45-62, 2020.</p><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3015452075/731b7aa559c62208abae24e27602881d/Banho.png" />
         <pubDate>2024-11-10 21:04:31 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3210020361</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Comunicação com o Apito no Clube de Desbravadores</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3210074893</link>
         <description><![CDATA[<p>O que é o Clube de Desbravadores?</p><p><br/></p><p>O Clube de Desbravadores é uma organização mundial para crianças e adolescentes de 10 a 15 anos, promovida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. No clube, os jovens desenvolvem habilidades práticas, exploram o ambiente natural e aprendem a trabalhar em equipe, além de fortalecer o caráter e os valores. A comunicação eficaz é fundamental nas atividades do clube, especialmente nas aventuras ao ar livre, onde garantir a segurança do grupo é prioridade.</p><p><br/></p><p><strong>Sinais de Apito e seus Significados:</strong></p><p><br/></p><p>O apito é uma ferramenta essencial de comunicação no Clube de Desbravadores. Em atividades ao ar livre, o som do apito permite que o líder comunique instruções rapidamente e garanta que todos estejam cientes do que fazer. Estes são os sinais principais usados pelos desbravadores:</p><p><br/></p><p>1 Apito Curto: Atenção! – Usado para que o grupo preste atenção ao líder.</p><p><br/></p><p>2 Apitos Curtos: Preparar-se! – Indica que o grupo deve se organizar para a próxima atividade.</p><p><br/></p><p>3 Apitos Curtos: Aproximar-se! – Sinal para que todos se reúnam ao redor do líder para novas instruções.</p><p><br/></p><p>1 Apito Longo: Emergência! – Alerta de emergência; todos devem se reunir imediatamente.</p><p><br/></p><p>3 Apitos Longos e Intercalados: Socorro! – Sinal de pedido de ajuda em uma situação perigosa ou de socorro urgente.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3015694426/592748b167ed343ffd3f65c9bcfab4e1/5fd1babb8b1256249c39ae6f125714b2.jpg" />
         <pubDate>2024-11-10 23:04:53 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3210074893</guid>
      </item>
      <item>
         <title>#sou Quilombola </title>
         <author>edilenepimenta10</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3210116074</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3015796798/7dba1560b3057d3e77446064f998c196/IMG_20241110_WA0001.jpg" />
         <pubDate>2024-11-11 00:04:56 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3210116074</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O mito da carverna (Platão)</title>
         <author>edilenepimenta10</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3210121051</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3015796798/d5fa4ce6ea6f0c14133cbb1f41a571b9/IMG_20241110_WA0000.jpg" />
         <pubDate>2024-11-11 00:09:01 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3210121051</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Ensinamentos do povo Tikuma socializado pela Weena Tikuma: o uso de óleo de Andiroba e Copaíba para proteger a pele contra picadas de insetos</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3210273311</link>
         <description><![CDATA[<p>Os povos indígenas da Amazônia utilizam diversos recursos naturais para proteger a pele contra picadas de insetos. Foi compartilhado pela Ativista e Influencer Indígena Weena Tikuma através da rede social Instagram, dois principais óleos utilizados como repelentes naturais, sendo: o óleo de andiroba que possui propriedades repelente, hidratante, cicatrizante, além de aliviar inflamações e dores musculares, auxilia no tratamento de doenças,  e o óleo de copaíba,&nbsp; utilizado tanto para repelir insetos quanto para tratar feridas (cicatrização e desinfecção), também tem ação calmante, alivia tosse, protege as células do estômago e também auxilia no tratamento de doenças, de acordo com as informações prestadas por Weena e também matéria do jornal O Globo.</p><p><br/></p><p>Portanto, essas práticas refletem o profundo conhecimento dos povos indígenas sobre as plantas e recursos naturais ao seu redor, transmitido de geração em geração, para garantir a saúde e o bem-estar da comunidade.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:</p><p><br/></p><p>FRONTSAUDE<strong>.</strong> Andiroba e copaíba: tesouros da Amazônia. <em>Front Saúde</em>, 15 set. 2024. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://frontsaude.com/andiroba-e-copaiba-tesouros-da-amazonia-para-saude-e-beleza/">https://frontsaude.com/andiroba-e-copaiba-tesouros-da-amazonia-para-saude-e-beleza/</a>. Acesso em: 08/11/2024;</p><p><br/></p><p>O GLOBO. Copaíba: conheça os benefícios da planta medicinal que chama a atenção de cientistas. O Globo, Rio de Janeiro, 24 out. 2024. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://oglobo.globo.com/saude/copaiba-conheca-os-beneficios-da-planta-medicinal-que-chama-atencao-de-cientistas-1-25399038">https://oglobo.globo.com/saude/copaiba-conheca-os-beneficios-da-planta-medicinal-que-chama-atencao-de-cientistas-1-25399038</a>. Acesso em: 08/11/2024;</p><p>&nbsp;</p><p>Tikuma, Weena. Remédio natural indígena para picada de insetos. Instagram, 15/07/2024. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.instagram.com/weena_tikuna/">https://www.instagram.com/weena_tikuna/;</a></p><p>&nbsp;</p><p>SILVA, J. A.; PEREIRA, M. B. Efeitos do óleo de copaíba em tratamentos dermatológicos. Anais da Academia Brasileira de Ciências, v. 92, n. 2, p. 123-135, 2024. DOI: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://doi.org/10.1590/0001-376520242026">https://doi.org/10.1590/0001-376520242026</a>.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3016163449/afaecaf46696fdce198c5e9ae2c2b2c1/Cart_o_agradecimento_de_compra_minimalista_bege.png" />
         <pubDate>2024-11-11 01:50:46 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3210273311</guid>
      </item>
      <item>
         <title>A Lenda do Tesouro da Fonte Nova</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3210399265</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3016394324/b82e28ef31026a07f2c6fc81f57478ca/download_lenda_tesouro_da_fonte_nova.jpg" />
         <pubDate>2024-11-11 03:01:18 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3210399265</guid>
      </item>
      <item>
         <title>A medicina popular</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211616331</link>
         <description><![CDATA[<p>A medicina popular no Brasil, especialmente em comunidades tradicionais e indígenas, faz uso das folhas, frutas e outras partes das plantas há séculos para cuidar da saúde e tratar diversas enfermidades. Essa prática, conhecida como fitoterapia, envolve o uso de conhecimentos passados por gerações sobre as propriedades curativas das plantas, sendo uma parte essencial da cultura e da sabedoria popular.</p><p>Aqui estão algumas formas de como as pessoas tradicionalmente usavam as folhas e frutas na medicina popular:</p><p><strong>Chás e Infusões</strong>: As folhas e ervas são frequentemente preparadas como chás para o tratamento de problemas como gripes, dores, insônia e problemas digestivos. Por exemplo, o chá de erva-cidreira é conhecido por suas propriedades calmantes, enquanto o chá de boldo é usado para auxiliar na digestão.</p><p><strong>Cataplasmas e Compressas</strong>: Folhas frescas ou secas eram esmagadas e aplicadas diretamente sobre a pele, especialmente em casos de feridas, inflamações e dores articulares. A arnica, por exemplo, é usada para aliviar contusões e inchaços quando aplicada de forma tópica.</p><p><strong>Banhos Medicinais</strong>: Algumas folhas, como a arruda e o alecrim, são colocadas em banhos para ajudar a revitalizar o corpo, afastar energias negativas ou tratar problemas de pele.</p><p><strong>Sucos e Xaropes</strong>: Frutas como limão, laranja, abacaxi, e folhas como o guaco são transformadas em sucos ou xaropes para combater sintomas de resfriados, aliviar tosses, e fortalecer o sistema imunológico. O xarope de guaco, por exemplo, é conhecido por ajudar no alívio de problemas respiratórios.</p><p><strong>Óleos e Essências</strong>: Folhas e frutas são utilizadas para produzir óleos medicinais e essências aromáticas que auxiliam em tratamentos para a pele e também na aromaterapia. Óleo de copaíba, por exemplo, é aplicado na pele para aliviar inflamações e dores.</p><p><strong>Alimentação e Fortalecimento</strong>: Frutas, verduras e ervas eram incorporadas à dieta para fortalecer o organismo, prevenir doenças e manter o equilíbrio do corpo. Muitas frutas têm propriedades antioxidantes e vitamínicas que contribuem para uma melhor imunidade.</p><p>Essas práticas de medicina popular são ainda muito valorizadas em diversas regiões do Brasil e são um exemplo da biodiversidade do país, que oferece uma enorme variedade de plantas medicinais. Hoje em dia, a fitoterapia é reconhecida e praticada junto à medicina moderna em algumas áreas, com pesquisas científicas explorando e validando os benefícios terapêuticos das plantas.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3019755256/019320e1a31a75958afafa06ea379994/1942215516_capa_bons_fluidos_2024_10_09t173122759.webp" />
         <pubDate>2024-11-11 17:46:59 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211616331</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Festa da Boa Morte: Força ancestral, fé e resistência</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211708639</link>
         <description><![CDATA[<p>Realizada anualmente, em Cachoeira -Ba, a Festa da Boa Morte é uma das celebrações afro-brasileiras mais importantes, com profundas raízes históricas e religiosas. Ela ocorre de 13 à 17 de Agosto e é promovida pela Irmandade da Boa Morte, uma confraria composta exclusivamente por mulheres negras, majoritariamente idosas, descendentes dos povos africanos que foram trazidos e escravizados aqui. Esse evento surgiu no final do século 18 e início do século 19, com o objetivo de preservar práticas iorubás e resistir dentro do contexto de escravização, sincretizando com o catolicismo. Mas para além disso, as mulheres da confraria também tinham como objetivo arrecadar fundos para a compra de cartas de alforria de outras mulheres (mas não somente), o que nos traz a reflexão sobre uma união antiga, ancestral, luta e resistência das mulheres negras no panorama da escravidão. A festividade é dedicada à Nossa Senhora da Boa Morte, padroeira da Irmandade, e possui uma divisão nos dias do evento, que conta com rezas, missas, cânticos, banquetes, samba de roda, filarmônica.  </p><p>O evento é dividido em etapas principais, como a “Missa de Corpo Presente”, a procissão pelas ruas de Cachoeira, e o Banquete das Irmãs, um momento de celebração e partilha. A Festa da Boa Morte celebra não só a espiritualidade, mas também a resistência, a preservação da ancestralidade africana e a afirmação da identidade afro-brasileira, atraindo pessoas de várias partes do mundo e mantendo viva uma tradição que simboliza a luta e a resiliência das mulheres&nbsp;negras&nbsp;baianas.</p><p><br/></p><p>Referências:</p><p><br/></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.geledes.org.br/irmandade-da-boa-morte-g1-conta-historia-da-festa-secular-do-reconcavo-que-resiste-ao-tempo/">Irmandade da Boa Morte: G1 conta história da festa secular do recôncavo que resiste ao tempo</a></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3020167744/fb03510fb79cc1b2b69a4a2d353dec74/festa_da_boa_morte2_foto_joao_ramos_bahiatursa.jpg" />
         <pubDate>2024-11-11 19:06:48 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211708639</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O Samba de Roda do Recôncavo Baiano: Uma Expressão Cultural Afro-Brasileira de Resistência e Tradição</title>
         <author>beatriznunesoliveira98</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211858437</link>
         <description><![CDATA[<p>O Samba de Roda do Recôncavo Baiano é uma expressão cultural única e rica da cultura afro-brasileira. Originário da região do Recôncavo Baiano, é uma combinação de dança, música e canto, que preserva saberes e práticas transmitidos por gerações em comunidades afro-brasileiras. Suas raízes estão ligadas ao período colonial, quando influências africanas moldaram essa manifestação em uma celebração coletiva cheia de simbolismo e tradição. Realizado em roda, o samba envolve uma estrutura de participação onde todos se revezam entre tocar, cantar e dançar ao som de pandeiros, atabaques e outros instrumentos de percussão. Os movimentos podem ser coreografados e improvisados, unindo ritmos e beleza, representando um espaço de identidade e harmonia. Além do entretenimento, essa prática sustenta valores comunitários e respeito às tradições ancestrais, caracterizando-se como um ritual de fortalecimento dos laços comunitários e preservação de saberes transmitidos oralmente. Em 2005, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) reconheceu o Samba de Roda do Recôncavo Baiano como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, destacando sua importância para a preservação da identidade afro-brasileira e resistência cultural. Esse título simboliza o compromisso com a continuidade dessa herança cultural, perpetuando a história e memórias de um povo resiliente e forte.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3020182852/7db701a03d75a55927e3d37800ca46fc/IMG_2833.jpeg" />
         <pubDate>2024-11-11 21:52:14 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211858437</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Ilê Aiyê - Primeiro bloco afro do Brasil</title>
         <author>gabriellereis2488</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211860026</link>
         <description><![CDATA[<p>Dança, música, arte, luta social, negritude. Essas são algumas das palavras que definem o Ilê Aiyê, o primeiro bloco afro do Brasil. </p><p>Embora seja muito associado ao Carnaval, pelo menos para as pessoas que não conhecem a cultura baiana, a verdade é que a influência desse bloco vai muito além de alguns dias de folia.</p><p>Quem conhece Salvador, a capital do estado baiano, entende a importância do espetáculo visual e ritmo-musical promovido pelo bloco. </p><p>E mais do que isso: compreende a relevância social e cultural da existência desse movimento para a valorização da cultura afro e para a representatividade negra.</p><p>Fundado em novembro de 1974 por Antonio Carlos dos Santos Vovô, conhecido como o Vovô do Ilê, a história do bloco coincide com um momento histórico importante. Na década de 1970, o mundo assistiu ao surgimento de vários movimentos que lutavam e incentivavam a valorização da cultura negra. </p><p>Foi o caso do movimento Négritude, da prisão de Angela Davis (EUA), da criação do Dia da África (ONU) e da independência de vários países africanos, como Cabo Verde, Angola e Moçambique, entre outros eventos.</p><p>Foi nesse contexto que surgiu o bloco Ilê Ayê, que chegou com uma proposta até então inédita no país: um bloco formado exclusivamente por negros. </p><p>Na época, a ideia desagradou vários setores da sociedade, mas não houve desistência e o projeto seguiu em frente. </p><p>Sediado no terreiro Ilê Axé Jitolu, localizado na ladeira do Curuzu, no bairro da Liberdade em Salvador – Bahia, o bloco ocupou uma periferia majoritariamente negra da capital baiana. </p><p>Nesse local, o Ilê funcionou por aproximadamente 20 anos, onde foi estabelecido a diretoria, a secretaria, o salão de costura e a recepção de associados do Ilê Ayê. </p><p>E sua estreia no Carnaval de Salvador não demorou muito. Em 1975, o bloco saiu às ruas da capital baiana pela primeira vez, como o Vovô do Ilê tocando timbal.</p><p>Diferentemente de outros blocos, o Ilê não atua apenas durante os dias de folia. Ao longo de toda sua história, o bloco estendeu suas ações para diversos setores da comunidade, promovendo a defesa de questões éticas e ações educativas e de transformação social. </p><p>Além disso, em diversos momentos, o bloco abordou assuntos ligados à temática negra, que muitas vezes, não eram abordados nas escolas brasileiras. </p><p>Entre 1976 e 1988, por exemplo, o Ilê escolhei trabalhar temas que contassem um pouco da história do continente negro. Em 1976, o bloco contou a história de Watusi; em 1981, Zimbábue, em 1981; em 1984, Angola; e em 1988, Senegal, em 1988.</p><p>Por isso, diferentemente de outros blocos, o Ilê não se limita a canções de militância tocadas apenas durante os dias de folia. Trata-se de um projeto amplo que defende questões éticas, de educação e transformação social, oferecendo educação e arte aos jovens do bairro.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1055088400/40e4adcbbdcebcfaa422359a04e2284e/Screenshot_20241111_184834.png" />
         <pubDate>2024-11-11 21:54:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211860026</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Festival Folclórico de Parintins: Muito mais que uma festa</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211894355</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Em produção... aguarde por favor</strong></p><p><br></p><p><strong>Ressalva inicial:</strong> Como sou uma pessoa branca do sudeste, gostaria de antes de mais nada falar que eu sou bem ignorante a respeito desse tema que escolhi. É algo de outra cultura que eu só li e ouvi falar, nunca vivi e mal conheço. Mas me interessei bastante pelo tema, pois um amigo meu de Manaus recentemente me apresentou ao festival, então pensei em fazer sobre ele e falar um pouco sobre. Falo de um lugar de admiração e respeito, sempre disposta a aprender com quem de fato vive e sabe. Baseei esse texto em um artigo, uma música de um dos bois (Caprichoso), um podcast local que fala sobre o festival e conversas com meu amigo Sander.</p><p><br></p><p>O Festival de Parintins é o maior festival em céu aberto do Brasil, que ocorre na cidade amazonense que faz divisa com o Pará desde 1965. A partir de 1988 ele passou a ser realizado no bumbódromo, criado especialmente para o festival.</p><p><br></p><p>Anualmente cerca de 100 mil pessoas visitam a cidade para acompanhar o festival, o que dobra a população da cidade. Ele ocorre sempre na última semana de junho, contando com 3 noites de apresentação. </p><p><br></p><p>Temos dois bois que competem: o caprichoso (azul) contra o garantido (vermelho). É uma rivalidade histórica que chega a ser maior do que as rivalidades que vemos no futebol. O Bumbá de Parintins é uma celebração da rivalidade e das afeições. </p><p><br></p><p>Com esse primeiro olhar, pensa-se que é apenas uma festa. É o carnaval do norte. Alegorias, música, dança, festejos, lendas...</p><p><br></p><p>Mas quando recorremos à história e paramos para prestar atenção e ir mais a fundo nas raízes que fazem Parintins existir, percebemos que é muito mais que uma mera festa. É sobre resistência, luta, sobre os povos indígenas, caboclos, quilombolas, ribeirinhos, sobre todas aquelas pessoas que seguem lutando há mais de 500 anos por terra e território, lutando por sua sobrevivência.</p><p><br></p><p>Parintins é um grito anual em forma de festival que expõe toda resistência histórica e riqueza cultural dos povos originários, algo que os brancos - raça usurpadora e assassina - nunca tiveram e nunca terão.</p><p><br></p><p>Uma parte muito importante do festival é o rito, onde ocorrem:  "[...] a Lenda Amazônica (uma lenda regional), Conjunto Folclórico (a lenda do boi) e Ritual (uma lenda indígena de morte e destruição) – em meio às quais dançam as tribos (grupos de dançarinos fantasiados de índios) e os personagens individualizados do Boi (boi, sinhazinha da fazenda, cunhã poranga, pajé)." - CAVALCANTI, p. 26</p><p><br></p><p>Além disso, Cavalcanti nos trás na página 28 que "[...] o trabalho do rito no Bumbá protege o lugar fundamental da brincadeira no mundo adulto. Uma brincadeira séria que fala de morte, destruições e renascimentos, ligando lendas e mitos amazônicos às narrativas de morte e ressurreição do boi; que custa dinheiro, trabalho, empenho e muita briga." </p><p><br></p><p>A seguir trouxe uma música que fala um pouco sobre a questão política e cultural por trás do festival.</p><p><br></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2Q7FZhGW3ad1AeWL91UhLl?si=BJrcxBhNTcSH8A6rgOiXXA&amp;nd=1&amp;dlsi=087ec91919c24d11">https://open.spotify.com/intl-pt/track/2Q7FZhGW3ad1AeWL91UhLl?si=BJrcxBhNTcSH8A6rgOiXXA&amp;nd=1&amp;dlsi=087ec91919c24d11</a></p><p><br></p><p>Punhos erguidos aqui<br>De braços dados até o fim<br>Liberdade é arte que triunfa e voa</p><p>Valentes, guerreiros tutores<br>Guardiões azulados protetores<br>Cingidos de poesia, o nosso canto ecoa, ecoa, ô</p><p>Ô-ô, ô-ô-ô-ô, ô-ô-ô<br>Amazônia, nossa luta em poesia<br>Ô-ô, ô-ô-ô-ô, ô-ô-ô</p><p>Amazônia da vida, morada dos deuses<br>Das aves em bando, dos rios<br>A cura da terra, a luz da ciência<br>Esperança futura a iluminar</p><p>Amazônia das gentes<br>Das mentes dos povos antigos e novos<br>Das penas e braços, de aldeias<br>Barrancos, cabanos e povos indígenas</p><p>Amazônia festeira de gente de beira<br>Canção da alegria, pura poesia<br>Vem celebrar na dança, no passo<br>O batuque do meu boi-bumbá</p><p>Amazônia, território ancestral<br>Ribanceiras, palafitas, viventes da vida ribeirinha<br>Um rio agigantado corre em teu ventre<br>Erguendo os clamores de toda essa gente<br>Misturados num canto só</p><p>Eu sou Tupi, Parintintim, povo marcado<br>Banto, Nagô, martirizado<br>Eu sou negro, sou caboclo<br>Poeta por inteiro</p><p>Punhos erguidos aqui<br>De braços dados até o fim<br>Liberdade é arte que triunfa e voa</p><p>Valentes, guerreiros tutores<br>Guardiões azulados protetores<br>Cingidos de poesia, o nosso canto ecoa, ecoa</p><p>Amazônia é nossa luta<br>(Amazônia) é meu clamor<br>(Amazônia) em poesia<br>Manifesto do povo floresta</p><p>é nossa luta<br>(Amazônia) é Caprichoso<br>(Amazônia) em poesia<br>Manifesto do povo floresta ao som do tambor</p><p>Amazônia festeira de gente de beira<br>Canção da alegria, pura poesia<br>Vem celebrar na dança, no passo<br>O batuque do meu boi-bumbá</p><p>Amazônia, território ancestral<br>Ribanceiras, palafitas, viventes da vida ribeirinha<br>Um rio agigantado corre em teu ventre<br>Erguendo os clamores de toda essa gente<br>Misturados num canto só</p><p>Eu sou Tupi, Parintintim, povo marcado<br>Banto, Nagô, martirizado<br>Eu sou negro, sou caboclo<br>Poeta por inteiro</p><p>Punhos erguidos aqui<br>De braços dados até o fim<br>Liberdade é arte que triunfa e voa</p><p>Valentes, guerreiros tutores<br>Guardiões azulados protetores<br>Cingidos de poesia o nosso canto ecoa, ecoa</p><p>Amazônia é nossa luta<br>(Amazônia) é meu clamor<br>(Amazônia) em poesia<br>Manifesto do povo floresta</p><p>é nossa luta<br>(Amazônia) é Caprichoso<br>(Amazônia) em poesia<br>Manifesto do povo floresta ao som do tambor</p><p><br></p><p>___________________________________</p><p><br></p><p><em>"Punhos erguidos / Braços dados / Liberdade;</em></p><p><br></p><p><em>Guerreiros / Deuses, aves, rios, cura, terra;</em></p><p><br></p><p><em>Mentes, povos antigos e novos, aldeias, povos indígenas;</em></p><p><br></p><p><em>Território ancestral, ribeirinhos/ Amazônia é luta;</em></p><p><br></p><p><em>Tupi, parintintim, bantô, nagô, negro, caboclo."</em></p><p><br></p><p>É uma música de resistência e exaltação da sua cultura e sua história.</p><p><br></p><p>É a luta ecoando em arte, em música.</p><p><br></p><p><strong>Referências:</strong></p><p><br></p><p>CAVALCANTI, M. L. V. C. Rivalidade e Afeição: ritual e brincadeira no bumbá de Parintins. Manaus: Editora UEA; Rio de Janeiro: Autografia, 2022.</p><p><br></p><p>BOI BUMBÁ CAPRICHOSO. Amazônia: Nossa luta em poesia - Manifesto do Povo Floresta. Parintins: Boi Bumbá Caprichoso: 2022. 4:26 min.</p><p><br></p><p>PAPO BOM QUISÓ. T2E8 - Especial: Festival de Parintins part.1. 2024. 29 min 45s.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3020681832/5ac00ae19a2809b70feeb785053c0361/Parintins.png" />
         <pubDate>2024-11-11 22:50:19 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211894355</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Sambadeiras de Matarandiba: O samba da ilha de Vera Cruz, no bairro de Matarandiba, representado pelas mulheres do grupo Voa Voa Maria. </title>
         <author>eduarda9eo</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211919596</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>Conforme observou Sueli Carneiro (2005) o colonialismo sequestra a razão pela negação da racionalidade do outro ou, pela assimilação cultural imposta pelos colonizadores, anulando, desqualificando a cultura de povos subjugados.</p></li><li><p>O samba de Matarandiba, revitalizado como Voa Voa Maria, ecoa em diferentes áreas da região, incluindo os tradicionais pontos de pesca conhecidos como "lanços". Esses locais, nomeados há muito tempo pelos habitantes da Baía de Todos os Santos, são identificados por nomes como Canto do Cação, Curnizolo, Enseada de Badú, Restinga, Canto de Gaçú e Canto Grande. No entanto, quem preservou esses nomes não saberá explicar as suas origens.</p></li><li><p>Antes da chegada da companhia de mineração, em 1976, conforme consta em escassos registros orais, já existia uma comunidade de marisqueiras e pescadores, datada do século XIX, segundos relatos dos mais antigos, transmitidos pelos seus familiares mais próximos.</p></li><li><p>De acordo com Bad, um ex-pandeirista da ilha, mestre ativo nas experiências e disputas na maré dessa área da Baía de Todos os Santos, suas avós já mencionavam o samba em Matarandiba desde uma época em que eram crianças.</p></li><li><p>O Samba de Roda local se estabelece como o maior sustentáculo de toda a cultura de Matarandiba, sendo essas mulheres como protagonistas na preservação dessa memória, sob a ótica dos estudos decoloniais.</p><p><br></p><p>Fontes:<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://dippg.cefet-rj.br/pprer/attachments/article/81/199_Walmir%20Pimentel%20Baptista.pdf">https://dippg.cefet-rj.br/pprer/attachments/article/81/199_Walmir%20Pimentel%20Baptista.pdf</a></p></li></ul>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1779778195/17ef3f8cdfd90e521ccb7ddfb40b6da8/samba_de_matarandiba__png_1.png" />
         <pubDate>2024-11-11 23:27:42 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211919596</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Os Ribeirinhos: Guardiões da Amazônia e da Tradição.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211931159</link>
         <description><![CDATA[<p>Os ribeirinhos são comunidades que habitam as margens dos rios, especialmente na região Amazônica, onde mantêm uma relação de simbiose com o ambiente natural ao seu redor. Esses grupos, compostos por diversas etnias, possuem uma cultura rica, baseada no convívio com os rios, a pesca, a agricultura de subsistência e o extrativismo. Sua forma de vida tem sido moldada ao longo de séculos, com práticas que mesclam tradição, conhecimento empírico e adaptação às mudanças do ambiente.</p><p><br></p><p>A vida dos ribeirinhos é intrinsicamente ligada aos rios. A pesca artesanal, a agricultura de subsistência (como o cultivo de mandioca, banana e açaí), e o uso de recursos naturais para alimentação e medicina são atividades fundamentais para sua sobrevivência. Muitos ribeirinhos vivem em pequenas comunidades isoladas, acessíveis apenas por barcos ou canoas, e suas casas são simples, geralmente construídas com materiais locais como madeira e palmeiras.</p><p><br></p><p>O rio é, para os ribeirinhos, não só uma fonte de alimento, mas também um caminho para a mobilidade e comunicação, especialmente em áreas remotas onde o acesso por estradas é difícil ou inexistente. Esse estilo de vida fluvial é, de certa forma, um reflexo de uma economia circular, onde o que é retirado da natureza é sempre reposto de forma sustentável.</p><p><br></p><p>Os ribeirinhos são detentores de um vasto conhecimento tradicional sobre o ambiente natural, passando de geração em geração um entendimento profundo da flora e fauna local. Eles sabem identificar plantas medicinais, compreendem os ciclos de pesca e observam padrões climáticos que ajudam a prever mudanças no tempo e nas cheias dos rios.</p><p>Esse conhecimento é crucial para a preservação da Amazônia. As práticas sustentáveis dos ribeirinhos, como a roça de capoeira (agricultura de curta duração com rotação de terras) e a pesca com técnicas tradicionais, contribuem para a conservação da biodiversidade, evitando práticas destrutivas como o desmatamento e a pesca predatória.</p><p><br></p><p>Apesar de sua importância cultural e ecológica, os ribeirinhos enfrentam vários desafios. A expansão de atividades ilegais, como a mineração e o desmatamento, ameaça diretamente seus modos de vida e o equilíbrio do ecossistema. Além disso, as mudanças climáticas têm alterado os ciclos dos rios, afetando as cheias e secas, que são essenciais para a agricultura e a pesca na região. A falta de acesso a serviços básicos, como saúde e educação, também é um obstáculo para muitas comunidades ribeirinhas. A integração das populações ribeirinhas ao desenvolvimento, de maneira sustentável e respeitosa às suas tradições, é uma questão urgente. O reconhecimento de seu conhecimento tradicional e a valorização de seu papel na preservação ambiental são essenciais para garantir um futuro mais equilibrado e justo para essas comunidades.</p><p><br></p><p>Os ribeirinhos desempenham um papel crucial não apenas na manutenção de suas culturas e modos de vida, mas também na conservação do ecossistema amazônico. Sua estreita relação com os rios e a natureza torna-os, de fato, guardiões da biodiversidade da Amazônia. Portanto, apoiar e reconhecer as necessidades e direitos dos ribeirinhos é fundamental para a preservação da maior floresta tropical do mundo e para a construção de um futuro mais sustentável para todos.</p><p><br></p><p><strong>FATOS CURIOSOS E COSTUMES DOS RIBEIRINHOS: </strong></p><ul><li><p><strong>A Medicina Tradicional:</strong> Os ribeirinhos possuem vasto conhecimento sobre o uso de plantas medicinais da floresta. Cada comunidade tem suas próprias "farmácias naturais", onde são cultivadas ou colhidas ervas como a andiroba, jaborandi, e guaraná, que são usadas para tratar uma série de doenças, de resfriados a problemas digestivos. Esse conhecimento é transmitido principalmente pela oralidade, e muitos ribeirinhos consideram as ervas mais eficazes do que os remédios farmacêuticos.</p></li><li><p><strong>A Importância do "Açaí" e da "Mandioca": </strong>Os ribeirinhos têm uma dieta rica em alimentos típicos da Amazônia, como o açaí, que é consumido principalmente como uma pasta ou suco, e a mandioca, que é usada para fazer farinha e outros pratos. Esses alimentos não são apenas essenciais na alimentação, mas também fazem parte de festas e celebrações, sendo símbolos de resistência e identidade cultural da região.</p></li><li><p><strong>Cultura da Pesca Artesanal e Sustentável: </strong>Os ribeirinhos utilizam técnicas de pesca que são passadas de geração em geração, com destaque para a pesca com tarrafas e redes feitas à mão. Essas técnicas são adaptadas aos ciclos naturais dos rios e buscam um equilíbrio sustentável, sem sobrecarregar o ecossistema. Alguns ribeirinhos ainda praticam a "pesca do taperebá" (uma técnica de pesca tradicional que envolve o uso de armadilhas artesanais feitas de bambu).</p></li><li><p><strong>Festas Religiosas e Culturais:</strong> As festas religiosas e culturais têm grande importância na vida dos ribeirinhos. Uma das mais conhecidas é o Círio de Nazaré, celebrado em algumas comunidades ribeirinhas, que mistura elementos de devoção católica com manifestações culturais locais. A festa é marcada por procissões, cantos tradicionais e grandes celebrações comunitárias, reforçando a união da comunidade e a conexão com suas raízes espirituais.</p></li><li><p><strong>Rituais de Passagem e Comunidade: </strong>Os<strong> </strong>ribeirinhos têm fortes laços comunitários e realizam rituais de passagem para marcar momentos importantes na vida dos indivíduos, como o nascimento, a iniciação na vida adulta, o casamento e a morte. Muitas dessas cerimônias misturam crenças indígenas e católicas e envolvem festas, cânticos e rituais específicos que reforçam a coesão social e a identidade da comunidade.</p></li></ul>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3021136352/60e6c361f7cec079bed4dbcfd3250da6/IMG_0633.jpeg" />
         <pubDate>2024-11-11 23:41:47 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211931159</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Acarajé: Baianas de acarajé como patrimônio cultural no Brasil. </title>
         <author>gilsilva1109</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211963550</link>
         <description><![CDATA[<p> Baiana do acarajé é uma profissão que acima de tudo é responsável por manter uma ancestralidade viva. As baianas de acarajé, são mulheres que preparam e vendem o acarajé e outras iguarias.</p><p> O legado que inclui a produção e a venda dos bolinhos é tão preciosa que recebeu uma atenção especial do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Assim como a capoeira, a função das baianas do acarajé recebeu o título de patrimônio imaterial, concedido a práticas, festas, saberes, danças e outros elementos valiosos para identidade de um lugar.</p><p><br/></p><p>Sobre o acarajé:</p><p> Sua origem vem do mito da relação de Xango com suas esposas Oxum e Iansã. O bolinho se tornou assim um tipo de oferenda entre esses orixás. Ele é considerado por muitos como uma comida sagrada. Por este motivo sua receita, além de não poder ser modificada, deve ser preparada pelas filhas-de-santo.<br> Mas foi o acarajé dos Iurubas da África ocidental, originário do faláfel do Oriente Médio, que deu origem ao brasileiro. Os Árabes levaram essa iguaria para a África nas suas diversas incursões durante os séculos VII e XIX. As favas secas e o grão de bico do faláfel foram substituídos pelo feijão fradinho na África. A diferença é que na gastronomia baiana, o acarajé é mais temperado e mais saboroso, feitos com feijão fradinho, cebola, sal, azeite de dendê e camarão, diferentemente daquele servido aos orixás.</p><p><br/></p><p>Referências:</p><p><br/></p><p>NEOTIX. Baiana do Acarajé: conheça um patrimônio brasileiro. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.costadosauipe.com.br/blog/baiana-do-acaraje">https://www.costadosauipe.com.br/blog/baiana-do-acaraje</a>&gt;. Acesso em: 11 nov. 2024.</p><p><br/></p><p>Pontifecia Universidade Catolica de Sao Paulo. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www5.pucsp.br/maturidades/sabor_saber/acaraje_43.html">https://www5.pucsp.br/maturidades/sabor_saber/acaraje_43.html</a>&gt;. Acesso em: 11 nov. 2024.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3021152203/a35426e2c06b8856a76d74cb2ebfc0d2/702717F8_A731_462E_8FCA_3412A8B2D0C6.jpg" />
         <pubDate>2024-11-12 00:12:19 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3211963550</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Saberes das parteiras tradicionais </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3212257860</link>
         <description><![CDATA[<p>Muitas parteiras, que em várias culturas acompanham o parto desde tempos antigos, possuem conhecimentos sobre a gestação e o parto natural, acumulando experiência sobre como lidar com situações difíceis sem o uso de tecnologias médicas avançadas. Tendo como recurso as ervas, massagens e métodos próprios para auxiliar no nascimento de forma segura e respeitosa para a mãe e o bebê.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3021907714/0ce6d6e2413a5e3bc3c8aec28d10b00a/parteiras2hi1.jpg" />
         <pubDate>2024-11-12 02:52:37 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3212257860</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Capoeira Angola</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3214235005</link>
         <description><![CDATA[<p>A Capoeira Angola é uma das formas mais antigas de capoeira, desenvolvida por africanos escravizados no Brasil durante o período colonial. Originária principalmente da Bahia, essa prática combina luta, dança, música e espiritualidade, sendo usada pelos escravizados tanto como uma forma de resistência cultural e preparação física quanto como um modo de preservar suas tradições. Na Capoeira Angola, o objetivo vai além da luta física: é criar um jogo de estratégia e de malícia (esperteza), onde os capoeiristas se expressam por movimentos lentos e engenhosos, executados próximo ao solo e acompanhados pelo som do berimbau e do pandeiro.</p><p><br/></p><p>Diferente da Capoeira Regional, que foi formalizada por Mestre Bimba e que possui movimentos mais rápidos e acrobáticos, a Capoeira Angola foca na manutenção de tradições e na cadência, trazendo uma performance com movimentos suaves e compassados. Além disso, enquanto a Capoeira Regional é mais praticada como esporte e em competições, a Capoeira Angola é vista como uma prática cultural e espiritual, carregando um forte simbolismo e um respeito profundo pela ancestralidade africana.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3027495155/872ea41f36401ee175f23852f49533d0/imagem_2024_11_12_224239110.png" />
         <pubDate>2024-11-13 01:46:40 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3214235005</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Aluna: Gisele Leite de Deus </title>
         <author>giseledeus</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3215883017</link>
         <description><![CDATA[<p>Conhecimento: Ada Lovelace</p><p><br></p><p>Ada Lovelace (1815-1852) é conhecida como a primeira programadora da história. O trabalho de Ada Lovelace permaneceu amplamente esquecido até o século XX, quando a importância de suas contribuições foi finalmente reconhecida. Ada Lovelace é considerada uma figura visionária, que antecipou conceitos fundamentais da programação e da computação, contribuindo significativamente para o desenvolvimento dessa área, mesmo antes da existência de computadores eletrônicos. Ada foi a primeira pessoa a perceber que a máquina de Babbage poderia manipular não apenas números, mas qualquer tipo de informação que pudesse ser representada simbolicamente (como música ou texto). Ela enxergou a Máquina Analítica como um dispositivo capaz e criar algoritmos complexos e realizar operações além de cálculos matemáticos, o que é considerado um insight pioneiro sobre a capacidade dos computadores. Lovelace introduziu a ideia de "loops" (ou repetições) em programas de computador. Isso é parte fundamental de quase todas as linguagens de programação modernas, permitindo que instruções sejam repetidas de forma automatizada. Em suas notas, Ada Lovelace discutiu conceitos abstratos sobre o que viria a ser conhecido como ciência da computação teórica. Ela abordou as limitações e capacidades de máquinas computacionais, incluindo a necessidade de uma programação precisa para o funcionamento correto de um algoritmo.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3032132917/2a7145d83fd0b5d9ad69495e4383de2f/7519c71f0b5c07ac23e9c4de136bd49e.jpg" />
         <pubDate>2024-11-13 20:44:59 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3215883017</guid>
      </item>
      <item>
         <title>A percussão como identidade baiana e resistência</title>
         <author>ntlreis06</author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3222315299</link>
         <description><![CDATA[<p>Que a percussão e os saberes musicais inclusos faz parte da cultura solteropolitana não é novidade. Mas é importante compreender que esse costume, além do estereótipo criado para o turista e largamente comercializado pela indústria nacional e internacional, compõe a identidade local e carrega consigo tradição e memória de uma herança e ancestralidade que resistiu ao genocídio colonial. A história da percussão em Salvador está profundamente ligada à herança africana e à formação cultural brasileira. Essa tradição começou a se consolidar com a chegada dos africanos escravizados, que trouxeram ritmos, instrumentos e práticas culturais que moldaram a identidade musical da região. Esses povos trouxeram seus tambores, atabaques e outros instrumentos de percussão, que se tornaram centrais em rituais religiosos, mantendo viva as tradições de suas terras natais. Nos quilombos, a música percussiva era usada como elemento de união e identidade. Ela ajudou a construir uma cultura coletiva em um ambiente que unia pessoas de diversas origens africanas. A percussão estava profundamente ligada à espiritualidade africana. Em religiões como o candomblé, os tambores (como os atabaques) eram e continuavam sendo essenciais para evocar e louvar os orixás. Durante a escravidão, essas práticas religiosas foram perseguidas e criminalizadas, mas os tambores continuaram a ser tocados. Cientes do poder subversivo da percussão, os senhores de escravos frequentemente proibiam ou restringiam o uso de tambores. Apesar disso, os escravizados resgataram maneiras criativas de manter suas tradições musicais. Quando os tambores eram confiscados ou destruídos, improvisavam instrumentos com materiais disponíveis, como latas, troncos ou suas próprias mãos e corpos (como no caso da capoeira, onde o ritmo é marcado por palmas e instrumentos como o berimbau). Os ritmos percussivos durante a escravidão não eram apenas música; eram uma <strong>linguagem secreta e estratégica </strong>que transcende <strong>comunicação codificada</strong>. Os tamboristas usavam frases feitas, quase sempre muito rebuscadas, para evitar a imprecisão. Mensagens de aviso, alerta e até chamado de guerra. Portanto, o tambor é símbolo da resistência negra na cidade de Salvador, a capital mais preta fora da áfrica, carregando no âmago da sua identidade as raízes de sua história. Para além de aspectos religiosos, a percussão estabelece uma conexão com os corpos que pertencem a esse local, estabelecendo uma ligação  étnica que atravessa os corpos e mentes. Hoje, em religiões de matrizes africanas, cristãs, se identificam com a percussão como forma de manifestação no mundo, pois o tambor e seus sons são parte de uma identidade e resistência que marcou a personificação do solteropolitano, se transformando em ritmos musicais terceiros, como pagode baiano, samba e axé. Portanto, esse conhecimento associado a prática da percussão é popular e tradicional da localidade de Salvador e da Bahia, e deve ser preservado e valorizado como parte importante da cultura brasileira.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3052694740/fad03f408bdefe7f8b76b434d39b9e33/Terapia.png" />
         <pubDate>2024-11-18 14:33:36 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3222315299</guid>
      </item>
      <item>
         <title>As encruzilhada como espaços de sociabilidade e troca de saberes  para mulheres  trans profissionais  de sexo..</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3222790362</link>
         <description><![CDATA[<p>As ruas como espaço  de sociabilidade  e troca de saberes para pessoas trans profissionais  de sexo e muito comun se um espaço  de afeto, troca de informações,  onde muitas das vezes  somos, inferioriziradas, e colocadas as vargens  de acordo  com a articulação  nacional de travesti e transexuais  A comunidade trans não tem oportunidades de emprego e educação, dizem ativistas .Os dados são da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e mostram ainda que, em média, pessoas desse grupo são expulsas de casa pelos pais aos 13 anos. Informações do Projeto Além do Arco-Íris/ AfroReggae apontam que apenas 0,02% estão na universidade, 72% não possuem o ensino médio e 56% o ensino fundamental.</p><p>Além da falta de oportunidade, o Brasil é o país que mais mata pessoas trans e travestis no mundo. De forma contraditória, é o lugar onde mais se consome pornografia deste grupo. A estimativa é de que a cada 48h uma pessoa trans seja assassinada por aqui. A idade média da vítima é de 27,7 anos. E é na prostituição que se encontra a maioria esmagadora das vítimas: 70% dos assassinados foram direcionados àquelas que são profissionais do sexo. 55% deles aconteceram nas ruas. logo as ruas  sao espaço  de sociabilidade, e troca de informações  inclusive  importantes, seja na área  social, jurídica, empregabilidade  e saúde.   e também  apesar dos ricos, também  construímos  novos afetos familia e uma rede de apoio e soloridade entra as trans e travesti  quer trabalham nesse encruzilhadas. </p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3054205212/1f373a6ea61f2ab65d8408a75707a08a/Screenshot_20241111_234357_Chrome.jpg" />
         <pubDate>2024-11-18 19:24:43 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3222790362</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Zambiapunga: uma manifestação folclórica de origem africana</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3255830478</link>
         <description><![CDATA[<p>Zambiapunga é uma&nbsp;manifestação folclórica africana que acontece no baixo-sul da Bahia. A festa consiste em um cortejo de homens mascarados que saem às ruas na madrugada do dia 1 de novembro, véspera do Dia de Finados, para acordar a população.&nbsp;</p><p>A palavra Zambiapunga pode ter origem em Zamiapongu, o deus supremo dos candomblés de países como Angola e Congo.&nbsp;A festa pode durar alguns dias e é marcada por homens mascarados vestidos com roupas coloridas feitas de retalhos de panos e papéis de seda, além do uso de búzios gigantes para tocar ao longo do percurso e danças típicas.</p><p>Há a suspeita de que a tradição do Zambiapunga teria se originado no município de Cairu, e um dos mestres teria migrado para Nilo Peçanha, levando a tradição consigo.</p><p>Cada grupo de Zambiapunga se diferencia pelas roupas usadas, pelas datas em que se apresentam e pelo toque de cada instrumento utilizado.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3160201598/1d49fd6ee164e86fc0c80d99232315d4/images.jpeg" />
         <pubDate>2024-12-11 14:49:07 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aslaisanascimento/3qgjmeg1yhls9zim/wish/3255830478</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
