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      <title>Redação: Introdução, desenvolvimento e conclusão.  by Nilo Geraldes</title>
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      <description>Estrutura ortodoxa - Dissertativo argumentativo</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2019-07-05 12:09:17 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2019-07-05 14:38:40 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Introdução </title>
         <author>nilogeraldes</author>
         <link>https://padlet.com/nilogeraldes/estruturaredacao/wish/370307821</link>
         <description><![CDATA[<div>Não se deve esperar um início ultra impactante. Isso desfoca a energia para o que realmente deve ser levado em consideração e tira o tempo do candidato<br>Uma boa dissertação é aquela que faz uma ponte entre a questão proposta para debate e a visão de mundo de quem a escreve<br>Antes de tudo é necessário uma leitura atenta dos textos motivadores para fazer um planejamento adequado<br>Em seguida, tomar uma posição contrária ou favorável a problemática apresentada (tese defensável) considerando os direitos humanos e questões éticas que pensem no coletivo<br>A introdução deve mostrar os primeiros caminhos do texto, dar pistas de sua organização, sua orientação geral<br>Objetivo: identificar o tema em discussão e obter uma pista para prever a tese adotada pelo enunciador. Deve também instigar o leitor para que ele queira continuar a leitura<br>A introdução não deve dar "spoiler" do que se vai concluir no final do texto. Deve dar apenas indícios<br><br>Deve conter: <br>a explicitação do tema (no final da leitura da dissertação o leitor já deve saber do que ela fala) <br>A especificação da visão de mundo de quem escreve<br>A relevância da discussão desse assunto<br>Uma contextualização do problema, tirando-o da teoria e aplicando-o a prática. <br><br>Tipos de contextualização <br><br>A) um percurso histórico <br><br>Na década de 1960, estudantes, representados pela UNE (União Nacional dos Estudantes) combatiam o uso de ritmos e instrumentos estrangeiros trazidos pelo movimento conhecido como Tropicalismo. Já na década de 1970, a invasão sa música estrangeira e dos estrangeirismos fica evidente devido à nova mania "nacional": as discotecas. Hoje, o deputado federal Aldo Rebelo procura barrar o uso de expressões estrangeiras no cotidiano nacional por meio de uma lei contra tal ato. <br><br>B) uma enumeração de exemplos concretos <br><br>Mouse, delivery, e-mail, home-banking, fast food. Esses são apenas alguns poucos exemplos de termos estrangeiros já incorporados ao vocabulário de grande parte da população brasileira. Em breve, talvez o inglês seja a língua oficial do país e o português se torne obsoleto como o latim. <br><br>C) uma apresentação de dados estatísticos<br><br>A língua portuguesa é um dos maiores patrimônios culturais do país. Hoje, 75% de todos os lusófonos do planeta são brasileiros. No passado, o idioma atuou como um dos protagonistas da unidade e da integridade territoriais e da criação de uma identidade nacional brasileira. Por isso e por muito mais, o idioma necessita ser valorizado, promovido e, em alguns casos, protegido; sem, contudo, desconsiderar-se seu dinamismo e sua evolução histórica desde os tempos do latim. <br><br>D) uma definição de termos implicados no problema <br><br>A língua é o modo de expressão de um ser ou de um povo e reflete sua identidade cultural. É patrimônio de uma cultura, e do mesmo modo como cada um preserva seu patrimônio material - seja o Estado, sejam as instituições privadas, seja qualquer cidadão - deve-se preservar também a língua materna, a identidade e o patrimônio cultural. <br><br>E) um resumo das teses em circulação <br><br>A questão sobre a proteção da língua portuguesa tem gerado acalorados debates na opinião pública nacional. Em um extremo, sustenta-se a defesa intransigente da língua materna, afastando-se qualquer hipótese de absorção de palavras de outros idiomas. No outro, admite-se a entrega irrestrita de termos estrangeiros. É da conjugação dessas duas vertentes antagônicas que melhor se poderá vislumbrar a preservação da língua pátria. <br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-07-05 12:10:05 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/nilogeraldes/estruturaredacao/wish/370307821</guid>
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         <title>Desenvolvimento </title>
         <author>nilogeraldes</author>
         <link>https://padlet.com/nilogeraldes/estruturaredacao/wish/370308305</link>
         <description><![CDATA[<div>Lugar para a dissertação crescer, brigar, apresentar argumentos e dados que embasem e, assim, convençam. É nesse espaço que entra mais em cena do que nunca o repertório cultural de quem escreve, mesclado à visão de mundo e posicionamento pessoal (subjetivo) acerca do tema proposto. Quanto mais informativa for a dissertação, mais ela terá chances de convencer (que é seu objetivo geral). Esse convencimento estará ligado a comentários críticos, atraentes e originais que sejam pertinentes ao tema.<br><br>•	Demonstração:<br>Baseia-se em princípios lógicos e dados verificáveis;<br>Possui conclusões incontestáveis;<br>Prova uma verdade por meio de descobertas e raciocínios lógicos;<br>Encerra uma polêmica.<br>•	Argumentação:<br>Baseia-se em valores, crenças e interesses de quem escreve;<br>Suas conclusões permitem contestação;<br>Defende a conveniência ou inconveniência de teses e atitudes;<br>Realimenta uma polêmica.<br><br>As quatro condições da argumentação<br><br>1) Disposição para dialogar e respeito mútuo entre as partes<br>2) A presença de uma linguagem compartilhada<br>3) O acordo em torno de alguns valores humanos<br>4) A existência de um repertório de vivências, informações e questões comuns.<br><br>•	Linguagem: deve ser clara, sem abuso de termos técnicos e do vocabulário erudito, porém deve seguir a norma padrão da língua.<br>•	Valores: deve prevalecer um discurso calcado nos valores humanos que respeitem o maior número possível de seres humanos e que pense no convívio deles, a coletividade. Deve respeitar o direito à vida, à liberdade, à justiça e à igualdade.<br>•	Repertório: deve apresentar uma visão crítica acerca de temas discutidos no momento em que a dissertação é produzida e deve conter referências que funcionem como exemplos a nortear o pensamento do leitor.<br><br>Recursos argumentativos<br><br>•	Argumento baseado na autoridade:<br>Consagrado pela tradição. Consiste em fazer alusões ou em recorrer a citações de personalidades de saber reconhecido sobre o tema em questão. Confere, assim, credibilidade ao texto. Dá suporte a quem escreve já que apoia a argumentação com outra já reconhecida, muitas vezes mundialmente.<br><br>•	Argumento baseado no consenso:<br>É o argumento que corresponde aos valores em circulação na sociedade sobre os quais não pairam dúvidas: são tão aceitos pela sociedade que não geram dúvidas. Deve-se tomar cuidado quando um desses assuntos são tratados pois, se são da concordância de todos, pode-se cair no erro do texto apresentar informações óbvias demais (aids é uma doença contagiosa, homens não podem engravidar, o homem é mortal).<br><br>•	Argumento baseado em provas concretas:<br>"Contra números, não há argumentos".<br>Pode ser observado pela observação. Cria efeito de evidência, de realidade. Esses dados são extraídos da experiência concreta, "real", estão presentes em fontes diversas, como levantamentos estatísticos, relatórios, pesquisas, etc. (IBGE, índices do FGV), etc.<br><br>Exemplo de redação nota 1000 para análise do desenvolvimento:<br>2014 – Publicidade infantil em questão no Brasil<br><br>“Desde o início da expansão da rede dos meios de comunicação no Brasil , em especial o rádio e a televisão, a mídia publicitária tem veiculado propagandas destinadas ao público infantil , mesmo que os produtos ou serviços anunciados não sejam destinados a este. Na década de 1970, por exemplo, era transmitida no rádio a propaganda de um banco utilizando personagens folclóricos, chamando a atenção das crianças que, assim, persuadiam os pais a consumir.<br>É sabido que, no período da infância, o ser humano ainda não desenvolveu claramente seu senso crítico, e assim é facilmente influenciado por personagens de desenhos animados, filmes, gibis, ou simplesmente pela combinação de sons e cores de que a publicidade dispõe. Os adolescentes também são alvo, numa fase em que o consumo pode ser sinônimo de autoafirmação. Ciente deste fato, a mídia cria os mais diversos produtos fazendo uso desses atributos, como brindes em lanches, produtos de higiene com imagens de personagens e até mesmo utilizando atores e modelos mirins nos comerciais.<br>Muitos pais têm então se queixado do comportamento consumista de seus filhos, apelando para organizações de defesa dos direitos da criança e do adolescente . Em abril de 2014, foi aprovada uma resolução que julga abusiva essa publicidade infantil , gerando conflitos entre as empresas, organizações publicitárias e os defensores dos direitos deste público-alvo. Entretanto, tal resolução configura um importante passo dado pelo Brasil com relação ao marketing infantil . Alguns países cujo índice de escolaridade é maior que o brasileiro já possuem legislação que limita os conteúdos e horários de exibição dos comerciais destinados às crianças. Outros, como a Noruega, proíbem completamente qualquer publicidade infantil.<br>A legislação brasileira necessita, portanto, continuar a romper com as barreiras impostas pela indústria publicitária, a fim de garantir que o público supracitado não seja alvo de interesses comerciais por sua inocência e fácil persuasão. No âmbito educacional , as escolas devem auxiliar na formação de cidadãos com discernimento e capacidade crítica. Desta forma, é importante que sejam ensinados e discutidos nas salas de aula os conceitos de cidadania, consumismo, publicidade e etc., adequando-os a cada faixa etária.” Gabriela Costa<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-07-05 12:14:12 UTC</pubDate>
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         <title>Conclusão </title>
         <author>nilogeraldes</author>
         <link>https://padlet.com/nilogeraldes/estruturaredacao/wish/370308393</link>
         <description><![CDATA[<div><br>• A conclusão deve ser sucinta, conter apenas 01 parágrafo e deve retomar a ideia principal, desenvolvida no texto, de forma convincente;<br> • A conclusão deve conter a síntese de tudo o que foi apresentado no texto, e não somente em relação às ideias apresentadas no último parágrafo do desenvolvimento;<br> • Não se devem acrescentar informações novas na conclusão, pois, se ainda há informações a serem inclusas, o desenvolvimento ainda não terminou;<br> • Uma boa conclusão é aquela que passa a impressão de que o enunciador já disse tudo o que deveria ter dito ou, em outras palavras, de que não há mais nada a discutir sobre o tema posto em debate;<br> • A conclusão deve estar de acordo com o que já foi escrito na dissertação até aquele momento. Ela não pode, por exemplo, concluir algo que não desenvolveu ou mudar de opinião de repente, ela deve reiterar a lógica e o valor defendido até ali.<br> Exemplo:<br> Premissa 1) As desigualdades sociais são maiores nos países africanos do que na França.<br> Premissa 2) A Etiópia é um país africano.<br> Conclusão: As desigualdades sociais na Etiópia são maiores do que na França.<br> Perceba que, neste tipo de raciocínio, a conclusão apenas explicita uma informação que já estava contida nas premissas iniciais. Por isso, a conclusão nunca traz uma ideia nova ao raciocínio, sua função é apenas a de enunciar o que já estava implícito. Portanto,como já foi dito, a conclusão não deve apresentar informações novas sobre o tema em questão.<br><br></div><div><br>A conclusão "sunshine" ou "azul e rosa":<br> Existe uma certa tendência para que a conclusão do texto dissertativo se aproxime do discurso utópico. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, utopia (palavra inventada por Thomas Morus para designar uma ilha imaginaria) seria "qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal, fundamentada em leis justas e em instituições político-econômicas verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da coletividade". Assim, a conclusão "azul e rosa" ou "sunshine" seria aquela que acreditasse que toda a problemática apresentada poderia ser resolvida num passe de mágica e passaria uma ideia ingênua ao texto, avessa ao pensamento maduro e crítico que se pretende num gênero como a dissertação. Observe:<br><br></div><div><br>“A mãe natureza é a origem da vida. Por isso, nenhum homem pode existir se não mantiver uma relação equilibrada com o meio ambiente. É preciso que as pessoas se conscientizem disso, para que, em pouco tempo, possamos viver num mundo em que árvores, flores, animais e homens sejam, de fato, bons irmãos”.<br><br></div><div><br>Como escrever uma boa proposta de intervenção? <br> O Enem exige apenas uma proposta de intervenção, mas, como exige que seja completíssima, é recomendado que ela envolva vários setores da sociedade. <br> Por exemplo: para melhorar a educação dos surdos no Brasil, uma boa ideia seria preparar as escolas para receberem tais alunos. Porém, não só as escolas que devem ser equipar, os alunos também devem se preparar e, se possível, aprender a se comunicar com os novos colegas. Além disso, para que as escolas possam receber alunos surdos, intérpretes serão necessários, o que movimenta universidades e o Instituto Nacional de Educação dos Surdos. Veja como uma proposta que parece simples (tornar as escolas capacitadas a receberem alunos surdos) na verdade é bem complicada e envolve muita gente. Além do mais, só falar que é necessário melhorar as escolas não faz sentido nenhum se não explicarmos como isso vai ser feito, quem vai fazer, de onde vão sair os recursos necessários e daí em diante. <br> Você deve fazer as seguintes perguntas: <br> "Como fazer isso?" <br> "Quem é responsável por isso?" <br> "Quem teria dinheiro e interesse em investir nisso?" <br> Também é muito importante informar-se sobre as instituições públicas no Brasil e suas funções: os ministérios, as Forças Armadas e auxiliares (Exército, Aeronáutica, Marinha, Corpo de Bombeiros e polícias), os tipos de polícia (federal, rodoviária federal, ferroviária federal, militar e civil estadual), as instâncias de governo (federal, estadual e municipal) e conhecer o que cada uma delas é capaz de fazer. <br> Observação: o ideal seria que sua dissertação retomasse tudo o que fosse sito no texto (de forma concisa). No entanto, pode ser que você gaste suas linhas quase unicamente para fazer a proposta de intervenção. Não se preocupe pois, neste caso, o corretor saberá que não houve espaço necessário para conciliar ambas as abordagens. <br><br></div><div><br>Veja abaixo alguns exemplos de esqueletos que poderão servir como base para a elaboração de sua conclusão:<br><br></div><div><br>MODELO DE CONCLUSÃO PARA SUSTENTABILIDADE OU PROBLEMAS AMBIENTAIS<br> É preciso que os indivíduos assumam, portanto, sua responsabilidade diante do [PROBLEMA], uma vez que [RETOMADA DA TESE]. Sendo assim, desde que haja a parceria entre governo, comunidade e família, será possível amenizar os problemas ambientais, construindo um Brasil mais sustentável.<br><br></div><div><br>MODELO DE CONCLUSÃO PARA QUESTÕES POLÍTICAS E ECONÔMICAS<br> Recai sobre o ser humano, portanto, o compromisso de administrar com mais consciência as mudanças proporcionadas pelo avanço do mundo globalizado, uma vez que [RETOMADA DA TESE]. Sendo assim, desde que haja a parceria entre governo, comunidade e família, será possível amenizar [PROBLEMA], construindo o progresso sem desconsiderar a ordem.<br><br></div><div><br>MODELO DE CONCLUSÃO PARA PROBLEMAS SOCIAIS<br> O combate à liquidez citada inicialmente, a fim de conter o avanço [PROBLEMA], deve tornar-se efetivo, uma vez que [RETOMADA DA TESE]. Sendo assim, desde que haja parceria entre governo, comunidade e família, será possível amenizar [O PROBLEMA EM QUESTÃO], construindo uma sociedade mais fiel aos [IDEAIS OU PRINCÍPIOS] da constituição.<br> Fonte: <a href="http://lendo.org">lendo.org</a> e Redação Infalível, de Débora Aladim.<br><br></div><div><br>Exemplos de frases para o início da conclusão:<br> Em virtude dos fatos mencionados …<br> Por isso tudo …<br> Levando-se em consideração esses aspectos …<br> Dessa forma …<br> Em vista dos argumentos apresentados …<br> Dado o exposto …<br> Tendo em vista os aspectos observados …<br> Levando-se em conta o que foi observado …<br> Em virtude do que foi mencionado …<br> Por todos esses aspectos …<br> Pela observação dos aspectos analisados …<br> Portanto … / logo … / então …<br><br></div><div><br>Após a frase inicial, pode-se continuar a conclusão com as seguintes frases:<br> … é-se levado a acreditar que …<br> … entende-se que …<br> … conclui-se que …<br> … percebe-se que …<br> … resta aos homens …<br> … é imprescindível que todos se conscientizem de que …<br> … é preciso que …<br> … é necessário que …<br> … faz-se necessário que …<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-07-05 12:15:24 UTC</pubDate>
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