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      <title>Rómulo de Carvalho by Maria Inês</title>
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      <description>Maria Inês nº11 8ºD</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-05-28 17:47:54 UTC</pubDate>
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         <title>Nascimento</title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <description><![CDATA[<div>Rómulo Vasco da Gama Carvalho, nasceu a 24 de novembro de 1906 na cidade de Lisboa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-28 17:54:37 UTC</pubDate>
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         <title>Estudos / Profissão</title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <description><![CDATA[<div>Rómulo de Carvalho licenciou-se em Ciências Físico-Químicas, na universidade do Porto.<br>Foi professor, cientista, divulgador científico e investigador da História das ciências.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-28 18:01:31 UTC</pubDate>
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         <title>Livros</title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <description><![CDATA[<div>É o autor de numerosos volumes de divulgação da cultura científica.<br>Publicou, nos anos 50 e 60, na coleção "Ciência para gente nova" e nos anos 70, nos "Cadernos de&nbsp; iniciação científica".<br> Este é também o autor de vários manuais escolares.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-28 18:18:46 UTC</pubDate>
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         <title>Bibliografia</title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <description><![CDATA[<div>https://www.infopedia.pt/$romulo-de-carvalho<br><br>https://www.wook.pt/autor/romulo-de-carvalho/30869<br><br>https://www.fenprof.pt/Download/FENPROF/SM_Doc/Mid_115/Doc_1597/Anexos/15%20Poemas%20de%20Antonio%20Gede%C3%A3o.pdf<br><br>http://biblioteclando2.blogspot.com/2020/04/poesia-estamos-on-maezinha.html<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-28 18:28:40 UTC</pubDate>
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         <title>Literatura</title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <description><![CDATA[<div>Foi com cinquenta anos que começou a publicar literatura, adotando o pseudónimo António Gedeão.<br>O agora poeta é contemporâneo da geração de "Presença", mas só se revelou na segunda metade do século, sendo saudado, no momento da sua revelação, por David Mourão-Ferreira (escritor e poeta português) como uma voz "inteiramente nova" no panorama poético dos anos 50.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-29 13:47:12 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-05-29 16:52:57 UTC</pubDate>
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         <title>Literatura</title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <description><![CDATA[<div>Os poemas alcançaram grande popularidade, pela linguagem simples mas emotiva e carregada de uma inteligente sensibilidade, sempre atenta aos valores humanistas.<br>A sua poesia funde meios de expressão tradicionais com uma visão moderna do mundo, abordando a temática do sentimento da solidariedade, da denúncia do sofrimento e da própria solidão humana.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-29 17:04:52 UTC</pubDate>
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         <title>Lágrima de preta</title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Encontrei uma preta que estava a chorar, pedi-lhe uma lágrima para a analisar.<br><br>&nbsp;Recolhi a lágrima com todo o cuidado num tubo de ensaio bem esterilizado.&nbsp;<br><br>Olhei-a de um lado, do outro e de frente: tinha um ar de gota muito transparente.&nbsp;<br><br>Mandei vir os ácidos, as bases e os sais, as drogas usadas em casos que tais.&nbsp;<br><br>Ensaiei a frio, experimentei ao lume, de todas as vezes deu-me o que é costume:&nbsp;<br><br>nem sinais de negro, nem vestígios de ódio. Água (quase tudo) e cloreto de sódio.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-29 17:14:02 UTC</pubDate>
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         <title>Alguns dos seus poemas</title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-05-29 17:34:09 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <pubDate>2021-05-29 17:35:47 UTC</pubDate>
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         <title>Pedra Filosofal</title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida tão concreta e definida como outra coisa qualquer, como esta pedra cinzenta em que me sento e descanso, como este ribeiro manso em serenos sobressaltos, como estes pinheiros altos que em verde e oiro se agitam, como estas aves que gritam em bebedeiras de azul.&nbsp;<br><br>Eles não sabem que o sonho é vinho, é espuma, é fermento, bichinho álacre e sedento, de focinho pontiagudo, que fossa através de tudo num perpétuo movimento.&nbsp;<br><br>Eles não sabem que o sonho é tela, é cor, é pincel, base, fuste, capitel, arco em ogiva, vitral, pináculo de catedral, contraponto, sinfonia, máscara grega, magia, que é retorta de alquimista, mapa do mundo distante, rosa-dos-ventos, Infante, caravela quinhentista, que é Cabo da Boa Esperança, ouro, canela, marfim, florete de espadachim, bastidor, passo de dança, Colombina e Arlequim, passarola voadora, pára-raios, locomotiva, barco de proa festiva, alto-forno, geradora, cisão do átomo, radar, ultra-som, televisão, desembarque em foguetão na superfície lunar.&nbsp;<br><br>Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida. Que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-29 17:41:35 UTC</pubDate>
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         <title>Homem</title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Inútil definir este animal aflito. Nem palavras,&nbsp;<br>nem cinzéis,&nbsp;<br>nem acordes,&nbsp;<br>nem pincéis&nbsp;<br>são gargantas deste grito. Universo em expansão. Pincelada de zarcão<br>&nbsp;desde mais infinito a menos infinito.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-29 18:01:04 UTC</pubDate>
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         <title>Falecimento</title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <description><![CDATA[<div>Rómulo de Carvalho veio a falecer a 19 de fevereiro de 1997, na sequência de uma operação cirúrgica delicada.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-29 18:04:54 UTC</pubDate>
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         <title>Breve biografia de Rómulo de Carvalho</title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-05-29 18:15:20 UTC</pubDate>
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         <title>Mãezinha</title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <description><![CDATA[<div>A terra de meu pai era pequena</div><div>e os transportes difíceis.<br>Não havia comboios, nem automóveis, nem camiões, nem mísseis.<br>Corria branda a noite e a vida era serena.</div><div><br></div><div>Segundo informação, concreta e exata,<br>dos boletins oficiais,<br>viviam lá na terra, a essa data,<br>3023 mulheres, das quais<br>45 por cento eram de tenra idade,<br>chamando tenra idade<br>à que vai do nascimento até à puberdade.<br>28 por cento das restantes<br>eram senhoras, daquelas senhoras que só havia dantes.<br>Umas, viúvas, que nunca mais (oh! Nunca mais!) tinham sequer sorrido<br>desde o dia da morte do extremoso marido;<br>outras, senhoras casadas, com filhos…<br>(De resto, as senhoras casadas,<br>pelas suas próprias condições,<br>não têm que ser consideradas<br>nestas considerações.)</div><div><br></div><div>Das outras, 20 por cento,<br>eram meninas casadoiras, seriíssimas, discretas,<br>mas que, por temperamento,<br>ou por outras causas mais ou menos secretas,<br>não se inclinavam para o casamento.</div><div><br></div><div>Além destas meninas</div><div>havia, salvo erro, 32,<br>que à meiga luz das horas vespertinas<br>se punham a tricotar por detrás das cortinas<br>espreitando, de revés, quem passava nas ruas.</div><div><br></div><div>Dessas havia 9 que moravam<br>em prédios baixos como então havia,<br>um aqui, outro ali, mas que todos ficavam<br>no troço habitual que o meu pai percorria,<br>calmamente, no maior sossego,<br>às horas em que entrava e saía do emprego.</div><div><br></div><div>Dessas 9 excelentes raparigas<br>uma fugiu com o criado da lavoura;<br>5 morreram jovens, de bexigas;<br>outra, que veio a ser grande senhora,<br>teve as suas fraquezas mas casou-se<br>e foi condessa por real mercê;<br>outra suicidou-se<br>não se sabe porquê.</div><div><br></div><div>A que sobeja<br>chama-se Mariazinha.</div><div>Foi essa que o meu pai levou à igreja.<br>Foi a minha mãezinha.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-29 18:21:11 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>017649_mariapereira</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-05-29 18:22:14 UTC</pubDate>
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