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      <title>MATERIALISMO HISTÓRICO E DIALÉTICO by Claude Bradbury</title>
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      <description>TESE 11 ☭ 
&quot;Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo.&quot; KARL MARX

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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-02-06 19:33:43 UTC</pubDate>
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         <title>Por György Lukáks</title>
         <author>diamat</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Uma hierarquia sistemática, todavia, não é somente algo dado de uma vez por todas. Para sistematizar as categorias numa conexão definitiva, ela deve também - por vezes ao preço de empobrecê-las e violentá-las em seu conteúdo - torná-las homogêneas, reduzi-las ao máximo a uma dimensão única das conexões. Os pensadores que possuem um senso verdadeiramente ontológico para a riqueza e a variedade da estrutura dinâmica da realidade concentrarão seu interesse, ao contrário, precisamente nos tipos de relação que não podem ser encaixados de maneira adequada num sistema. Mas aqui se vê como tal repúdio da sistematização tem um caráter oposto ao do empirismo igualmente antissistemático. Vimos que, no empirismo, está por vezes contido um ontologismo ingênuo, isto é, uma valorização instintiva da realidade imediatamente dada, das coisas singulares e das relações de fácil percepção. Ora, dado que essa atitude diante da realidade, embora autêntica, é apenas periférica, o empirista pode facilmente envolver-se nas mais fantasiosas aventuras intelectuais, bastando que ouse ir só um pouco além do que e é familiar. A crítica de sistema que temos em mente, e que encontramos conscientemente explicitada em Marx, parte, ao contrário, da totalidade do ser na investigação das próprias conexões, e busca apreendê-las em todas as suas intrincadas e múltiplas relações, no grau máximo de aproximação possível. A totalidade não é, nesse caso, um fato formal do pensamento, mas constitui a reprodução ideal do realmente existente; as categorias não são elementos de uma arquitetura hierárquica e sistemática, mas, ao contrário, são na realidade "formas de ser, determinações da existência", elementos estruturais de complexos relativamente totais, reais, dinâmicos, cujas inter-relações dinâmicas dá lugar a complexos cada vez mais abrangentes, em sentido tanto extensivo quanto intensivo."</div><div>LUKÁCS, György. Para uma ontologia do ser social I. 2°ed. São Paulo: Boitempo, 2018, p. 296.</div><div>Arte: Fragrância (Michel Bougas)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-06 19:40:07 UTC</pubDate>
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         <title>Por Mario Bunge</title>
         <author>diamat</author>
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         <description><![CDATA[<div>"No fim das contas, a epistemologia pode ser encarada como uma aplicação da ontologia ao processo cognitivo: diga-me o que há ali, e eu lhe direi o que e como poderemos chegar a conhecê-lo. Se o mundo for ou uma ideia, ou uma massa de aparências, olhe apenas para dentro; mas se ele for concreto, saia e o explore; e se tudo o que podemos fazer é perceber, apenas registre suas impressões sensoriais, mas se você também pode pensar, esteja preparado para pensar a fundo."</div><div>BUNGE, Mario. Caçando a realidade: a luta pelo realismo. São Paulo: Perspectiva, 2010, p. 98</div><div>Arte: Cientistas entediados (Siegfried Zademack, 1980)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-06 19:54:53 UTC</pubDate>
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         <title>Por V. S. Molodtsov </title>
         <author>diamat</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Os machistas negaram a significação objetiva das relações de causa e efeito e restabeleceram a concepcão de Hume a respeito da causalidade. Procuravam impor a idéia mesquinha de que nos próprios fenômenos não há dependência causal e de que a sensação e a experiência nada nos dizem a respeito das relações causais. O ponto de vista subjetivo e idealista dos machistas a respeito da causalidade ainda predomina na moderna filosofia e nas ciências naturais da burguesia. </div><div>[...] Os físicos idealistas afirmam, à maneira de Mach, que lidamos apenas com a experiência sensível e com cálculos matemáticos que nada dizem da existência do mundo material objetivo, independente da consciência. Essas afirmações por parte dos físicos burgueses não passam de traição à ciência, são uma expressão da desesperada crise que atravessam as ciências naturais burguesas. </div><div>[...] A dialética marxista reconhece o caráter objetivo da causalidade. A aplicação do problema fundamental da filosofia à interpretação da causalidade significa que essa categoria filosófica é um reflexo de relações causais inerentes aos fenômenos do mundo objetivo. As relações causais são gerais, inerentes a todos os fenômenos do mundo; na natureza e na sociedade não há fenômenos que não sejam causalmente condicionados. </div><div>[...] A dialética marxista ensina também que a causalidade expressa a lei do desenvolvimento dos fenômenos da natureza e da sociedade. A causalidade expressa o aspecto mais característico da conexão mútua e interdependência entre os fenômenos da natureza e da sociedade; através da causa descobrem-se as condições em que se origina o novo."</div><div>MOLODTSOV, V. S. A dialética marxista e a conexão mútua e a independência dos fenômenos da natureza e da sociedade, Org. Academia de Ciência da URSS. Rio de Janeiro: Editorial Vitória. 1955, p. 68.</div><div>Arte: agitação e propaganda soviética (1961)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-06 19:56:07 UTC</pubDate>
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         <title>Por Khalil Fataliev</title>
         <author>diamat</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Os princípios fundamentais do estatuto neopositivista da Filosofia das Ciências mostram claramente que as fontes dessa Filosofia remontam ao agnosticismo de Hume, ao idealismo subjetivo de Berkeley, ao positivismo de Augusto Comte e ao empiriocriticismo de Mach. Não é indispensável demonstrá-lo porque seus próprios partidários o proclamam em alta voz. É o que assinala, por exemplo, Filiasi Carcano em seu relatório ao Congresso de Zurique, intitulado "Confronto entre as Diferentes Correntes da Filosofia das Ciências". </div><div>Entre os diversos agrupamentos neopositivistas, existem, decerto, nuanças e diferenças sobre a maneira de compreender esse estatuto. M. Schlick, que exerceu uma influência de primeira ordem sobre o desenvolvimento do empirismo lógico, achava que os raciocínios filosóficos não têm sentido, e que só a Ciência empírica busca o conhecimento positivo. Eis como Wittgenstein formula essa idéia em seu Tractatus logico-philosophicus: "os métodos justos da Filosofia" consistem em nada exprimir fora ... "das proposições da Ciência". Reconhece-se, aqui, a velha tese positivista: a Ciência é a sua própria Filosofia. Schlick e Wittgenstein não se contentam em se desembaraçarem da Filosofia, eles enterram também as Ciências, pois de seu ponto de vista a Ciência não estuda absolutamente as leis objetivas da natureza, mas os dados da experiência sensorial do indivíduo."</div><div>FATALIEV, Kh. O materialismo Dialético e as ciências da natureza. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 1966, p. 13</div><div>Arte: Um novo mundo (NC Wyeth, 1940)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-06 19:57:54 UTC</pubDate>
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         <title>Por Maurice Merleau-Ponty</title>
         <author>diamat</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Vemos as coisas mesmas, o mundo é aquilo que vemos - fórmulas desse gênero exprimem uma fé comum ao homem natural e ao filósofo desde que abre os olhos, remetem para uma camada profunda de "opiniões" mudas, implícitas em nossa vida. Mas essa fé tem isto de estranho: se procurarmos articulá-la numa tese ou num enunciado, se perguntarmos o que é este nós, o que é este ver e o que é esta coisa ou este mundo, penetramos num labirinto de dificuldades e contradições." p. 17</div><div>[...] As imagens monoculares não podem ser comparadas à percepção sinérgica: não podemos colocá-las lado a lado, é mister escolher entre a coisa e as pré-coisas fIutuantes. Pode-se etetuar a passagem olhando ativamente, despertando para o mundo, não se pode assistir a ela como espectador. Não é síntese, mas metamorfose pela qual as aparências são instantaneamente destituídas de um valor que possuíam unicamente em virtude da ausência de uma percepção verdadeira. Assim, a percepção nos faz assistir a este milagre de uma totalidade que ultrapassa o que se acredita serem suas condições ou suas partes, e as domina de longe, como se existissem apenas em seu limiar, estando destinadas a nela se perderem." p. 21</div><div>MERLEAU-PONTY, Maurice. O visível e o invisível. São Paulo: Perspectiva, 2014.</div><div>Arte: A árvore da vida (Vito Campanella, 1974)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-06 19:59:22 UTC</pubDate>
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         <title>Por Nelson Werneck Sodré</title>
         <author>diamat</author>
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         <description><![CDATA[<div>"[...] na produção social de sua vida, os homens contraem determinadas relações, necessárias, independentes de sua vontade, relações de produção que correspondem a determinado nível de desenvolvimento de suas forças produtivas materiais. O conjunto dessas relações de produção constitui a estrutura econômica da sociedade, a base real sobre a qual se levanta uma superestrutura jurídica e política e à qual correspondem determinadas formas de consciência social. O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social, política e espiritual. Não é a consciência dos homens que determina seu ser, mas, ao contrário, é seu ser social que determina sua consciência. A certo grau de seu desenvolvimento, as forças produtivas materiais da sociedade entram em contradição com as relações de produção existentes, ou, o que não é senão sua expressão jurídica, com as relações de propriedade no âmbito das quais tinham-se mantido até então. De formas de desenvolvimento das forças produtivas, tais relações tornam-se entraves a essas forças. Abre-se, então, uma época de revolução social. Com a mudança das bases econômicas, toda a colossal superestrutura é mais ou menos subvertida. Quando se consideram tais subversões, deve-se distinguir sempre entre a subversão material das condições econômicas da produção - constatáveis por meio das ciências da natureza - e as formas jurídicas, políticas, religiosas ou filosóficas, as formas ideológicas, em suma, pelas quais os homens tomam consciência desse conflito e o levam ao fim. Assim como não se pode julgar de um indivíduo pelo que ele pensa de si mesmo, não se pode julgar tal época de subversão à base de sua consciência; deve-se, antes, explicar esta consciência pelas contradições da vida material, pelo conflito que existe entre as forças produtivas materiais e as relações de produção."</div><div>SODRÉ, Nelson Werneck. Fundamentos do materialismo histórico, Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1968, p. 2.</div><div>Arte: Dois Vietnamitas (Rene Mederos, 1972)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-06 20:02:22 UTC</pubDate>
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         <title>Por Adolfo Sánchez Vázquez</title>
         <author>diamat</author>
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         <description><![CDATA[<div>"[...] ao tentar reduzir o Espírito hegeliano a uma medida humana, [FEUERBACH] prepara o caminho para que o problema da práxis se situe também em um terreno propriamente humano e assim chegue - com Marx e Engels - a uma concepção do homem como ser ativo e criador, prático, que transforma o mundo não só em sua consciência, mas também em sua prática, realmente. Com isso, por sua vez, a transformação da natureza não só não aparece dissociada da transformação do próprio homem, mas, sim, como condição necessária dessa. A produção - isto é, a práxis material produtiva - não só é fundamento do domínio dos homens sobre a natureza como também do domínio sobre sua própria natureza. Produção e sociedade, ou produção e história, formam uma unidade indissolúvel.</div><div>[...] a categoria da práxis passa a ser, no marxismo, a categoria central. À sua luz devem-se abordar os problemas do conhecimento, da história, da sociedade e do próprio ser. [...] os problemas filosóficos fundamentais têm de ser formulados em relação à atividade prática humana, que assim passa a ter a primazia nao só do ponto de vista antropológico - posto que o homem é o que é em e pela práxis -, histórico - posto que a história é, definitivamente, história da práxis humana -, mas também gnoseológico - como fundamento e fim do conhecimento, e critério de verdade - e ontológico - já que o problema das relações entre homem e natureza, ou entre o pensamento e o ser, não pode ser resolvido à margem da prática."</div><div>VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Filosofia da práxis. São Paulo: Expressão Popular, 2°ed., 2011, p. 53.</div><div>Arte: agitação e propaganda chinesa (1970)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-06 20:04:15 UTC</pubDate>
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         <title>Por D. M. Trochin</title>
         <author>diamat</author>
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         <description><![CDATA[<div>"A passagem do velho ao novo é um processo, regido por leis, de desaparecimento do velho e de nascimento do novo. O processo da passagem do velho ao novo representa a unidade entre a possibilidade e a realidade. Cada nova fase do desenvolvimento da matéria é uma realidade que contém a possibilidade de aparecimento de novas formas da realidade. Por exemplo, toda espécie orgânica existente, modificando-se sob a influência do meio, contém a possibilidade de que surja uma nova espécie. Cada grau do conhecimento contém a possibilidade de um conhecimento novo, mais profundo. </div><div>A transformação da possibilidade em realidade é processo complexo e contraditório. Nem sempre a possibilidade se transmuda em realidade: para a transformação da possibilidade em realidade são necessárias determinadas condições.  </div><div>[...] a possibilidade de que surja a vida existe na base da matéria, mas no sistema solar, essa possibilidade só se transformou em realidade em determinados planetas: na Terra, em particular, e como supõem alguns sábios, em Marte e em Vênus. Em outros planetas e satélites essa possibilidade não se transformou em realidade, devido à ausência nos mesmos de várias condições necessárias à vida. Do mesmo modo que com o desenvolvimento da natureza, o processo de desenvolvimento da vida social representa a transformação em realidade daquilo que a princípio só existe como possibilidade, como tendência do desenvolvimento. Na vida social, a condição decisiva para a transformação da possibilidade em realidade é a atividade prática dos homens, a atividade consciente das classes, dos partidos e dos dirigentes."</div><div>TROCHIN, D. M. Materialismo dialético: O movimento e o desenvolvimento da natureza e da sociedades, Org. Academia de Ciência da URSS. Rio de Janeiro: Editorial Vitória. 1955, p. 121.</div><div>Arte: agitação e propaganda chinesa (1954)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-06 20:05:40 UTC</pubDate>
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         <title>Por I. G. Gaidukov</title>
         <author>diamat</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Toda a história da ciência e da atividade prática do homem confirma a justeza da doutrina marxista-leninista sobre a cognoscibilidade do mundo e de suas leis. A teoria do conhecimento marxista-leninista considera o conhecimento como reflexo, na consciência do homem, da realidade material que o cerca. Ao contrário dos representantes do materialismo metafísico, que interpretavam o processo do conhecimento humano como um ato espontâneo e simples que refletisse diretamente os objetos, como num espelho, não compreendendo o caráter histórico, complexo e contraditório do processo de conhecimento, o materialismo filosófico marxista considera o conhecimento humano como um processo complexo, contraditório e que se desenvolve historicamente, que procede da ignorância para o conhecimento, do conhecimento incompleto ao conhecimento mais completo, do conhecimento dos fenômenos do mundo objetivo ao conhecimento de sua essência, ao conhecimento das conexões internas e das conexões regulares entre os objetos e fenômenos.</div><div>[...] A tarefa de desmascarar a gnosiologia subjetiva e idealista dos filósofos burgueses, seus novos artifícios na luta contra o materialismo filosófico marxista, exigia a elaboração mais acabada da teoria marxista do conhecimento, a única científica. A elaboração da teoria do conhecimento materialista dialética era historicamente necessária não só para desmascarar os machistas e outros pregadores da filosofia reacionária da burguesia, mas também para que se generalizassem teoricamente os novos dados revelados pela ciência e pela atividade prática revolucionária do proletariado, do Partido bolchevique, e para que se conhecessem cientificamente as leis do desenvolvimento social e se formulassem a estratégia e a tática bolcheviques."</div><div>GAIDUKOV, I. G. Materialismo dialético: A cognoscibilidade do mundo e suas leis, Org. Academia de Ciência da URSS. Rio de Janeiro: Editorial Vitória. 1955, p. 343.</div><div>Arte: Vamos cumprir as diretrizes do XX Congresso do PCUS! (Nazarov G., 1956)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-06 20:07:16 UTC</pubDate>
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         <title>Por Khalil Fataliev</title>
         <author>diamat</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Ao CONTRÁRIO do idealismo que acha que o mundo é a concretização da idéia absoluta, da consciência, o materiadismo dialético parte do fato de que o mundo é material por sua natureza. Após haver desenvolvido e estabelecido a materialidade do mundo, o materialismo dialético mostrou que uma das condições de existência da matéria, uma de suas formas objetivas reais, era o movimento. Trouxe plenamente à luz a falsidade da concepção idealista que considera o movimento como uma propriedade da consciência, como a sucessão de nossas sensações. <br><br>Os materialistas pré-marxistas também partiam do reconhecimento do caráter material do mundo, da realidade objetiva do movimento, mas suas representações da matéria e do movimento, que eram metafísicas e mecanicistas, deixavam, em certa medida, o campo livre ao idealismo. O materialismo dialético ultrapassou esses limites e elaborou concepções inteiramente novas da matéria e do movimento.<br><br>[...] Para os antigos materialistas, a materialidade do mundo, a realidade objetiva do movimento, a unidade da matéria e do movimento, eram algo que parecia evidente. [...] Com suas concepções da matéria e do movimento, os pensadores da antiguidade compreendiam, no conjunto, de maneira correta os fenômenos da natureza, mas essa ainda era uma representação ingênua do mundo, baseada na contemplação da natureza e que não tinha nenhum fundamento científico.<br><br>No decorrer dos séculos XVII e XVIII, a Filosofia materialista se elevou a um nível superior. Superando a ingenuidade do materialismo dos pensadores antigos, os filósofos materialistas dessa época desenvolveram a concepção materialista da natureza baseando-se nas descobertas da Ciência, que havia enveredado pelo caminho das pesquisas experimentais e analíticas e das generalizações matemáticas exatas."<br><br>FATALIEV, Kh. O materialismo Dialético e as ciências da natureza. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 1966, p. 72.<br><br>Arte: Mural em Tashkent (Uzbequistão, 1980)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-06 20:15:00 UTC</pubDate>
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         <title>Por Machado Gustavo</title>
         <author>diamat</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Algumas vertentes do marxismo, ao considerar os modos de produção como meros conceitos mentais, modelos, paradigmas, hipóteses teóricas ou estruturas independentes da história, esquecem, decerto, um dado modo de produção e, ao mesmo tempo e inseparavelmente, um modo de reprodução social. Antes de uma abstração gélida e inanimada, um amontoado de características típicas de certas sociedades reunidas pelo gênio astucioso do teórico em um conceito, um modo de produção se refere a um "modo de existência objetivo" que, por sua vez, é sempre processo, movimento, um emaranhado de relações, por vezes contraditórias. Retire-se o caráter processual das categorias que determinam uma dada forma social de produção e elas se esvanecerão por completo."<br><br>GUSTAVO, Machado. Marx e a história. Das particularidades nacionais à universalidade da revolução socialista. São Paulo: Sundermann, 2018, p. 115.<br><br>Arte: Amie R Gillingham</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-06 20:21:47 UTC</pubDate>
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         <title>Por György Lukács</title>
         <author>diamat</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Algumas vertentes do marxismo, ao considerar os modos de produção como meros conceitos mentais, modelos, paradigmas, hipóteses teóricas ou estruturas independentes da história, esquecem, decerto, um dado modo de produção e, ao mesmo tempo e inseparavelmente, um modo de reprodução social. Antes de uma abstração gélida e inanimada, um amontoado de características típicas de certas sociedades reunidas pelo gênio astucioso do teórico em um conceito, um modo de produção se refere a um "modo de existência objetivo" que, por sua vez, é sempre processo, movimento, um emaranhado de relações, por vezes contraditórias. Retire-se o caráter processual das categorias que determinam uma dada forma social de produção e elas se esvanecerão por completo."<br><br>GUSTAVO, Machado. Marx e a história. Das particularidades nacionais à universalidade da revolução socialista. São Paulo: Sundermann, 2018, p. 115.<br><br>Arte: Amie R Gillingham</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-06 20:23:04 UTC</pubDate>
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         <title>Por Lucien Goldmann</title>
         <author>diamat</author>
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         <description><![CDATA[<div>"[...] O racionalismo partindo de idéias inatas ou evidentes e o empirismo partindo da sensação ou da percepção admitem, tanto um como outro, em cada movimento da pesquisa, um conjunto de conhecimentos adquiridos, a partir do qual o pensamento científico avança em linha reta, com maior ou menor certeza, sem entretanto ter de voltar normal e necessariamente aos problemas já resolvidos. O pensamento dialético afirma, em compensação, que nunca há pontos de partida absolutamente certos, nem problemas definitivamente resolvidos; afirma que o pensamento nunca avança em linha reta, pois toda verdade parcial só assume sua verdadeira significação por seu lugar no conjunto, da mesma forma que o conjunto só pode ser conhecido pelo progresso no conhecimento das verdades parciais. A marcha do conhecimento aparece assim como uma perpétua oscilação entre as partes e o todo, que se devem esclarecer mútuamente."<br><br>GOLDMANN, Lucien. Dialética e cultura. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967, p. 5<br><br>Arte: O sonho duplo da primavera de Paris, (Giorgio de Chirico, 1915)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-07 14:38:24 UTC</pubDate>
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      </item>
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