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      <title>Finalmente: O hospital by Camille Henrichs</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-07-22 22:38:18 UTC</pubDate>
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         <title>Semana de nivelamento</title>
         <author>camillehg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Iniciamos a semana com a divisão dos módulos, assim como no período passado é algo que me deixa bem ansiosa, a esperança de ficar com colegas e em qual módulo vamos iniciar, gostei muito do grupo no qual fiquei, tem pessoas mais próximas, e outras mais distantes, porém todas são bem fáceis de conviver. Estou muito ansiosa para essa nova fase pois esperei muito por tal.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-22 22:43:23 UTC</pubDate>
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         <title>simulações</title>
         <author>camillehg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Com as simulações, consegui perceber que a faculdade não nos prepara muito para essa parte prática, ou melhor, para o raciocínio clínico, pois tive muita dificuldade de resolver os casos, pelo menos não estava sozinha, a maioria estava no mesmo barco, mas foi bom ver com as simulações aonde estavam as falhas para eu poder melhorar, estudar e praticar mais!</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-27 17:32:27 UTC</pubDate>
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         <title>Recepção</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3529568343</link>
         <description><![CDATA[<p>Fui levada a ficar na recepção nos três primeiros dias, confesso que no primeiro dia fiquei um pouco perdida, pois fomos para nossas localidades um pode depois do inicio das atividades, mas a enfermeira me auxiliou e explicou algumas coisas, mapa cirúrgico, checklist do paciente, cuidados e responsabilidades do enfermeiro na organização do centro cirúrgico.</p><p><br></p><p>No segundo dia, fiquei com outra enfermeira e ja estava mais habituada a realizar os processos, me senti mais segura também, então logo ja fui receber os primeiros pacientes, gostei muito de me sentir útil de certa forma, e com a enfermeira aprendi um pouco mais sobre a atuação da enfermagem no centro cirúrgico, de uma forma muito leve pois já a conhecia dos estágios na UPA, logo nesse dia foi a primeira vez que chegou um paciente com precaução de contato, sem nenhuma identificação sobre tal caso, o que deixou todos bem chateados pela falta de organização e cuidado da equipe que estava com ele, nos prevenimos e levamos a informação até a sala que o mesmo seria operado, porém, momentos depois descobri que a informação não foi falada com todos, o que deixou o restante da equipe chateados, isso me mostrou a importância da minha pesquisa da semana.</p><p><br></p><p>No terceiro dia, foi um dia mais corrido e fiquei responsável pelas admissões, atender telefone, ajudar a organizar e resolver os problemas, mas no final deu tudo certo kkkk, tivemos mais um paciente de precaução de contato, mas esse foi sinalizado para todos, não houve erro na comunicação. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-27 17:32:55 UTC</pubDate>
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         <title>Importância de Respeitar a Precaução de Contato com o Paciente no Centro Cirúrgico</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3530328640</link>
         <description><![CDATA[<p>A precaução de contato é uma das medidas fundamentais de biossegurança adotadas para prevenir a transmissão de microrganismos multirresistentes (MMR) e outros patógenos por meio do contato direto (pele a pele) ou indireto (por meio de superfícies e equipamentos contaminados). No contexto do centro cirúrgico (CC), onde há maior risco de infecção devido à natureza invasiva dos procedimentos, <strong>o respeito rigoroso a essas precauções por toda a equipe é essencial para a segurança do paciente e dos profissionais</strong>.</p><p><br/></p><p><strong>Redução do risco de infecção hospitalar (IRAS)</strong></p><p>A infecção do sítio cirúrgico (ISS) é uma das complicações mais comuns em pacientes submetidos a cirurgia. Quando há falha no uso adequado de precauções de contato – como o uso de aventais descartáveis, luvas e higienização de mãos – aumenta-se significativamente o risco de disseminação de agentes como <em>Staphylococcus aureus</em> resistente à meticilina (MRSA), <em>Clostridioides difficile</em>, entre outros.</p><p><br/></p><p><strong>Segurança do paciente e da equipe</strong></p><p>A implementação das precauções de contato protege não apenas o paciente, mas também a equipe cirúrgica, anestesistas, enfermagem e demais profissionais que circulam pelo ambiente. O uso correto dos EPIs, aliado a barreiras físicas, como campos cirúrgicos, reduz a probabilidade de contaminação cruzada.</p><p><br/></p><p><strong>Papel da equipe multiprofissional</strong></p><p>No CC, o trabalho em equipe é essencial. Enfermeiros, cirurgiões, técnicos de enfermagem, anestesistas e auxiliares precisam atuar de forma coordenada, respeitando as precauções desde a entrada do paciente até o pós-operatório imediato. O <strong>comprometimento coletivo</strong> com as medidas de precaução minimiza falhas individuais e fortalece a cultura da segurança.</p><p><br/></p><p><strong>Responsabilidade ética e legal</strong></p><p>O descumprimento das precauções de contato pode configurar negligência, colocando em risco a vida do paciente e da equipe. As normas da ANVISA (RDC nº 36/2013 e RDC nº 50/2002), além das diretrizes da OMS e do CDC, reforçam a obrigatoriedade dessas práticas nos serviços de saúde.</p><p><br/></p><p><strong>Educação continuada e fiscalização</strong></p><p>Capacitações frequentes, treinamentos em controle de infecção hospitalar e a presença de um serviço ativo de CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) são estratégias essenciais para garantir o cumprimento e a atualização das práticas de precaução no centro cirúrgico.</p><p><br/></p><p><strong>Referências:</strong></p><ul><li><p>BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. <strong>RDC nº 36, de 25 de julho de 2013</strong>. Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde.</p></li><li><p><strong>CDC (Centers for Disease Control and Prevention)</strong>. Guidelines for Isolation Precautions: Preventing Transmission of Infectious Agents in Healthcare Settings, 2007.</p></li><li><p>WHO. <strong>Global Guidelines for the Prevention of Surgical Site Infection</strong>. Geneva: World Health Organization, 2016.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-28 22:10:44 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>CME</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3530333437</link>
         <description><![CDATA[<p>Iniciei na CME na quinta-feira, e de inicio estava bem desanimada, pois muitos falavam que ficávamos parados lá, sem nada pra fazer, porém não estavam certos kkkk, já cheguei aprendendo como funcionava as autoclaves, elas são equipamentos que realizam a <strong>esterilização a vapor sob pressão</strong>, um método eficaz para eliminar todos os microrganismos, incluindo esporos bacterianos. Elas funcionam basicamente assim:</p><ol><li><p><strong>Entrada de vapor saturado</strong> no interior da câmara.</p></li><li><p><strong>Aumento da temperatura e da pressão</strong>, geralmente entre <strong>121°C a 134°C</strong>, dependendo do ciclo.</p></li><li><p>O calor úmido penetra nos materiais, desnaturando proteínas dos microrganismos, promovendo a esterilização.</p></li><li><p>Após o tempo programado, ocorre a <strong>exaustão do vapor e secagem</strong> dos materiais.</p></li><li><p>A câmara volta à pressão ambiente e os materiais são retirados após o resfriamento.</p></li></ol><p>Diferença de materiais e diferença de ciclos, temos o ciclo leve, que são esterilizados os materiais como:  campos cirúrgicos, compressas, aventais de tecido e etc; já o ciclo pesado, são materiais como: Instrumentais cirúrgicos metálicos pesados e caixas cirúrgicas completas e com muitos instrumentos.</p><p>Logo após os aprendizados fui liberada para comer, porém logo após passei mal e fui encaminhada para a RPA, o que me deixou muito triste e chateada pois não queria passar uma imagem de fraca para a preceptora, porém com as medicações que ando tomando, meu corpo está se adaptando ainda, logo depois melhorei e voltei aos trabalhos, e foi extremamente importante, pois aprendi a técnica de dobra dos campos e entender o porque deve ser dobrado daquela forma, foi muito legal.</p><p>No segundo dia começamos com o round junto com a preceptora, cada um falou um pouco sobre suas pesquisas, principalmente sobre as complicações pós operatórias que devemos ficar bem atentos,e após fomos cada um para seu posto, quando cheguei na CME comecei a aprender sobre a dobra dos capotes e porque deveriam ser dobrados daquela forma, senti mais dificuldade do que os campos, mas foi proveitoso da mesma forma, logo após a enfermeira fez um TOUR comigo pela lava de lavagem e me explicando cada etapa e produto.</p><p>No ultimo dia da CME, foi mais parado, então logo após resolvermos as poucas coisas que chegaram, a Thamires me mostrou e falou sobre o plano de contingencia que ela estava montando, depois a enfermeira Taissa nos explicou sobre toda burocracia envolvida no CME, a programação das escalas, cuidados, compra e organização de produtos, busca de melhorias e etc.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-28 22:27:35 UTC</pubDate>
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         <title>Palestras</title>
         <author>camillehg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Esse dia foi o treinamento dos professores na faculdade e a Rosangela nos proporcionou algumas palestras, já que não daria para realocar todos em outros módulos, mas foi bem proveitoso com o conhecimento que foi levado a nós, eu não sabia como funcionava a casa da gestante e muito menos as notificações sobre os eventos que acontecem no hospital, entender como tudo funciona ao nosso redor e a quantidade de áreas que podemos atuar é muito bom e nos abre um leque maior de oportunidades.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-30 23:02:59 UTC</pubDate>
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         <title>RPA</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3532445926</link>
         <description><![CDATA[<p>Hoje foi o meu primeiro dia no local em que estava mais ansiosa para atuar, onde vejo que temos um maior contato e assistência ao paciente, e nas primeiras horas foi bem parado, porém por umas 9:30h/10hrs, as primeiras cirurgias terminaram e da aquele BUM na RPA, minha colega me ajudou a admitir o primeiro paciente, foi muito interessante ver a importância do cuidado e da RPA, no primeiro dia foi bem tranquilo e eu consegui levar bem, porém no segundo dia, tivemos a aula de drenos e foi muito interessante aprender mais sobre cada um deles, porque não temos esse conteúdo na faculdade, logo após continuei na RPA e foi mais correria, mas eu estava mais acostumada ja com a rotina, e no local havia uma paciente muito legal, era técnica de enfermagem e conversou muito comigo, sobre os anos de experiência dela, quase chegando na hora do almoço, havia uma paciente levemente hipotensa e fiquei bem atenta, mas ela se recuperou e logo foi liberada, porém nesse dia, uma outra colega nossa passou mal, logo a colocamos na maca e pedimos aos médicos para avaliarem a mesma, no final deu tudo certo e ela foi liberada mais tarde.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-31 00:40:07 UTC</pubDate>
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         <title>Salas</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3536350029</link>
         <description><![CDATA[<p>Pela manha de sexta, tivemos o nosso round de sempre, e esse foi ainda mais interessante do que o passado, principalmente o tema da minha colega Leticia e da minha colega Claudia, pois eu não sabia da medicação e nem da condição rara que ela era utilizada, e não sabia que há diferentes nomes para as retiradas de útero, ovário e trompas.</p><p>Após isso, fui para meu primeiro dia em sala, e com tantos comentários interessantes vindo das minhas colegas, eu estava bem ansiosa para esse momento também, eu apenas não esperava que iria para a cesária e que logo na primeira cirurgia haveria uma complicação, parece estranho, mas para alguém que é completamente apaixonada pela urgência e emergencia, passar por isso e sentir essa adrenalina aonde há o famoso "caos controlado" foi bem legal. A manobra feita pela medica foi bem interessante e essencial para colocar o bebe para cima e completar a cesárea, mas o que mais gostei foi da rapidez da professora Rosangela de se paramentar e se aprontar para realizar a manobra, me mostrou a tamanha importância de sabermos realizar manobras emergenciais enquanto a médica ainda não estava no setor. </p><p>No ultimo e segundo dia de sala, eu infelizmente acordei com febre mas mesmo assim fui até o estágio, tentei ficar em sala para ver uma CVL porém, não aguentei o ar e me retirei pois ainda estava febril, aproveitei para conferir o carrinho de parada junto com o sênior Will, e por mais que seja trabalhoso, foi bem legal, pois assim tive um contato maior com as medicações e tirar duvidas sobre para que funcionava cada uma, após fizemos nossa confraternização e avaliação, que me deixou muito feliz e realizada com as palavras da prof., para quem trabalha, estuda, faz estagio e tem todas as responsabilidades da vida pessoal, fica bem complicado, mas foi um ótimo módulo! Com vários ensinamentos e a ajuda e apoio da minha equipe de colegas foi essencial! Agradeço demais por ter feito parte desse módulo maravilhoso!</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-05 23:18:25 UTC</pubDate>
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         <title>Curativo simples</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3536424794</link>
         <description><![CDATA[<p>Iniciei a semana na clinica cirúrgica com o curativo simples, que de certa forma eu ja estava acostumada, pois em 2023 minha tia teve que operar de urgência uma apendicectomia e quem cuidou do curativo dela todos os dias fui eu, foi bem interessante já vir com essa certa "bagagem", assim não fiquei tão nervosa no primeiro dia, e consegui realizar com excelência, um de herniorrafia inguinal e outro de apendicectomia, o que foi um pouco mais diferente, mas consegui faze-lo foi o do dreno torácico, conferi em relação a oscilação, abertura do dreno, quantidade de liquido que deve estar para o paciente não evoluir para um derrame pleural, estava com um pouco de secreção no óstio do dreno, realizei toda a limpeza com SF 0,9% no óstio e no corpo do dreno utilizei clorexidina alcoólica, fechamos com gaze laminada para segurar mais essa secreção e finalizamos o curativo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-06 01:08:56 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Curativo complexo</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3539137655</link>
         <description><![CDATA[<p>Hoje houve a apresentação da preceptora de pediatria pela manha, ela pareceu ser uma moca bem dinâmica e gente boa, logo após fomos encaminhados cada um para seu setor e eu estava bem ansiosa para realizar o curativo do dia, pois no dia anterior uma amiga minha que realizou, e comentou comigo sobre a ferida, estava com exposição de tendão e bem profunda, seria minha primeira vivencia com esse tipo de ferida, preparei junto com a sênior Milena todo o carrinho para realizar e aguardamos o paciente sair do banho, para irmos administrar o tramadol 50mg que havia sido prescrito para que o paciente sentisse menos dor durante o curativo, porém percebemos que o AVP dele havia sido perdido, então peguei os materiais para fazer outro, infelizmente não consegui, pois o mesmo tinha a veia que chamamos de bailarina, e para melhor conforto e não ficar causando maleficência ao paciente, a professora realizou a punção para que ele se sentisse mais confortável, aguardamos novamente o efeito da medicação e começamos o curativo que é todo na técnica estéril e eu acho mais fácil do que utilizando a luva de toque, foi bem tranquilo e foi bem diferente do que eu esperava utilizando a gaze oleada para proteger o tendão, em alguns momentos desconfiamos de estarmos sendo gravados pelo paciente, mas aparentemente foi só uma sensação, tentamos realizar o desbridamento com a pinça, mas saiu bem pouco, comparamos com a primeira foto e conseguimos identificar uma boa melhora e o tendão sendo recoberto, finalizamos colocando a gaze oleada apenas em cima do tendão para melhor absorção da papaina 6% na ferida, todo o curativo e junto com a Milena fizemos a evolução do paciente e conversamos um pouco sobre o processo de enfermagem. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-09 18:39:19 UTC</pubDate>
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         <title>Check-list, fugulin e risco de queda</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3539137704</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesse dia fiquei responsável pelas escalas, mas não era algo tão novo para mim também, pelo menos não a de fugulin, pois ja havia realizado a mesma em estágios da UPA, apenas revisei um pouco as legendas por não me recordar tanto de cada numeração, mas consegui encaminhar bem, ficar nessa parte é bastante correria, pois faz isso tudo logo pela manha, quando tem paciente indo pra centro cirúrgico, outros pro banho, outros sendo admitidos, outros com alta, fica um pouco confuso, mas é só ter paciência e se organizar, para que você consiga alinhar e fazer todos os pacientes, com a constância e pratica vai pegando o jeito e logo ja havia terminado todos, passei para os registros de cada um deles, além de fazer a admissão de mais 3 pacientes. Logo encerramos o dia pois a preceptora havia uma reunião então fomos liberadas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-09 18:39:49 UTC</pubDate>
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         <title>Posto de enfermagem</title>
         <author>camillehg</author>
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         <description><![CDATA[<p>No dia de ficar no posto, eu fiquei meio perdida de inicio, no que fazer, como ajudar mas logo consegui me ambientar e seguir o planejado, meu primeiro trabalho do dia foi a admissão de um paciente, era para realizar uma herniorrafia umbilical, coletei todos os dados precisos e me atentei a listagem de remedio que ele trazia consigo, entre eles havia o uso de AAS após o almoço, pois o paciente havia tido 3 casos de TVP (2000;2013;2015), graças a um bate-papo que tivemos com a preceptora dias antes, eu me recordei sobre o uso do anticoagulante, que deve ser parado no mínimo 7 dias antes da cirurgia, para que diminua o risco de hemorragia, mas o paciente havia tomado no dia anterior, levei a informação até a equipe e não soube o desfecho pois foi resolvido depois que ja havia ido embora, porém, conforme no artigo que pesquisei sobre o uso de AAS no pré-operatório de cirurgias não cardíacas, é recomendado que faca a pausa dias antes da cirurgia, porém todo caso deve ser estudado e avaliado, pois esse paciente havia um histórico de TVP, então poderia ser cogitado a continuação do uso do anticoagulante. </p><p>Além desse paciente, que foi meu foco no dia, também fui direcionada a realizar o SAE de outros 3 pacientes, foi algo bem tranquilo e fácil de entender como fazer, após fechei os diagnósticos, evolui e passei as prescrições, conversamos um pouco sobre a visão do serviço do técnico de enfermagem e do enfermeiro, e após fomos liberados.</p><p><br></p><p>REFERENCIA:</p><p><strong>DEVER EAUX, P. J.; MRKOBRADA, M.; SESSLER, D. I.; et al.</strong> <em>Aspirin in patients undergoing noncardiac surgery</em>. <strong>New England Journal of Medicine</strong>, v. 370, n. 16, p. 1494-1503, 17 abr. 2014. DOI: 10.1056/NEJMoa1401105</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-09 18:40:00 UTC</pubDate>
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         <title>Dia D</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3539541665</link>
         <description><![CDATA[<p>Hoje cada um pegou um caso para evoluir e estudar, o meu foi o Senhor Carlos, o famoso Batata que as meninas apelidaram carinhosamente, era um caso de empiema pleural, que é quando acontece o acumulo de pus entre o pulmão e a parede torácica, ele já estava a mais de duas semanas com o dreno torácico para drenagem do pus, então havia pouca secreção sendo drenada, fora isso o caso dele já estava super estável, o mesmo já havia demostrado bastante ansiedade pela alta pois o aniversario de 15 anos da sua filha estava chegando, bem, com isso vi a importância de estarmos ali mesmo com o quadro patológico já "resolvido", ele estava ansioso e com fome, assim vemos o paciente como um todo, não apenas a situação que o levou ali, mas as outras questões de sua vida também, além disso realizei o curativo do dreno dele, que estava com presença de esfacelo, orientei sobre não dormir em cima do óstio e tomar cuidado com o curativo; após sentamos para organizar a evolução completa do paciente, e tive um pouco de dificuldade para organizar as informações, mas era a primeira vez fazendo esse modelo de evolução, sentamos todas para discutir os casos e isso agregou muito ao meu conhecimento, pois pude ver casos "iguais", um sendo pré-cirúrgico e outro pós, e entender o raciocínio e intervenções das minhas colegas, depois de dessa conversa, eu consegui organizar melhor as informações e montar a evolução mais clara e organizada, colocando as orientações, diagnósticos e prescrições.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-11 01:17:29 UTC</pubDate>
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         <title>Curativo simples</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3542790387</link>
         <description><![CDATA[<p>Bom, se na primeira semana achei que seria “pouco” os curativos, eu estava errada kkkkkk, na primeira semana a Paulinha nos deu poucos apenas para nos preparar para a semana seguinte, nesse dia realizei 5 curativos simples, sendo um de ferida operatória, dois de dreno de tórax, um deles estava bem “tranquilo” logo o paciente seria liberado, mas tive que fazer algumas orientações e observações para ele, pois o óstio do dreno está com presença de tecido esfacelado, possivelmente por conta dele dormir em cima do mesmo, o segundo dreno de tórax foi mais complicado, pois era um caso onde havia saída de MUITA secreção, não apenas para dentro do dreno, mas na saída do óstio também, então na hora do curativo coloquei duas gazes laminadas, além das gazes normais, para que assim pudesse segurar aquela secreção e não deixar vazar para o lençol, fechei com plástico filme pois o paciente era alérgico a qualquer outro tipo de material de fixação; logo depois, realizei pela primeira vez o curativo de um dreno biliar, e eu estava com muito receio pois não havia visto e nem feito esse tipo, mas acabou sendo por bobeira, pois era até mais fácil do que o de tórax kkkkk, no primeiro momento achei que o dreno tinha soltado o ponto, comuniquei a equipe, mas depois observei e percebi que ainda estava tudo em ordem, então corrigi a minha informação a equipe; por último fui realizar o que eu estava mais preocupada, o prolapso anal, por timidez mesmo, isso ser algo tão íntimo do paciente, então eu só pensei em focar em deixar o paciente o mais confortável possível e proteger a sua dignidade, realizei com muito cuidado pois o tecido era muito friável, após isso finalizei o curativo; durante a realização do procedimento, enquanto esperava o PHMB fazer efeito, fiquei conversando com o paciente ao lado (Desimar), o mesmo parecia MUITO com meu falecido pai, que perdi no dia 23 de dezembro de 2023, e isso me pegou de surpresa pois foi logo após o dia dos pais, comentei com ele sobre, e ele disse que realmente confundiram ele quando aconteceu o acidente do meu pai, enfim, quando finalizei, me desparamentei completamente e pedi um abraço a ele, era tudo oque precisava, senti meu pai ali! E isso foi muito especial para mim! </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-13 23:37:06 UTC</pubDate>
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         <title>Curativo complexo</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3542792501</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesse dia, fiquei responsável pelos curativos complexos, que exigem mais atenção, técnica e sensibilidade no cuidado. O primeiro foi no peito do pé do Tiago, um paciente que já havia acompanhado na primeira semana de estágio. Esse momento foi bastante marcante, pois consegui realizar o curativo de forma mais independente, com o auxílio da minha colega apenas para abertura dos materiais. Isso foi importante para mim, pois me trouxe a visão do papel do enfermeiro: assumir a autonomia e a responsabilidade no cuidado. Além disso, foi gratificante observar a evolução da lesão. O que antes era uma ferida com tendão exposto, agora apresentava tecido de granulação bem formado, caminhando para cicatrização. Esse acompanhamento mostra como a assistência contínua de enfermagem contribui para a recuperação do paciente, garantindo a eficácia do tratamento e a redução de riscos.</p><p><br></p><p>O segundo paciente era uma amputação, mas ainda não sabíamos qual seria a condição da ferida. Ao avaliarmos junto com a preceptora, percebemos que se tratava apenas de uma ferida operatória com pontos, o que tornou o cuidado simples e rápido. Mesmo assim, a importância do procedimento esteve na avaliação correta, que permitiu identificar a real situação e evitar classificá-lo desnecessariamente como curativo complexo. Isso demonstra a relevância do olhar clínico do enfermeiro, capaz de reconhecer o tipo de lesão e oferecer a conduta adequada, sem excessos ou falhas.</p><p><br></p><p>Já o terceiro curativo foi o mais desafiador. Tratava-se do Sr. Francisco, um paciente idoso com uma ferida profunda e dolorosa, localizada na região inguinal. Por já conhecer a gravidade da lesão, eu estava receosa, mas compreendi que o enfrentamento desses desafios faz parte da prática do enfermeiro. Durante o procedimento, precisei remover as gazes laminadas que estavam retendo grande quantidade de exsudato, o que causava desconforto ao paciente, mas era necessário para manter o leito da ferida limpo e reduzir risco de infecção. O médico também esteve presente para avaliar a extensão da lesão e pediu que eu verificasse a possível comunicação entre duas áreas, o que reforçou a importância do trabalho multiprofissional e da atuação ativa do enfermeiro dentro da equipe de saúde. Em seguida, diante da necessidade de desbridamento, a preceptora assumiu o procedimento por estar muito próximo ao músculo, considerando o risco de sangramento, especialmente porque o paciente fazia uso de anticoagulantes. Essa conduta evidenciou a prudência no cuidado, mostrando que, mais do que executar, o enfermeiro deve ter discernimento sobre os limites de sua prática para proteger a integridade do paciente.</p><p><br></p><p>Finalizamos o curativo com nova aplicação de gaze laminada, favorecendo a absorção de secreções, e aproveitamos para avaliar o dorso do paciente, onde identificamos hiperemia discreta na região sacral. Nesse momento, realizamos a troca do adesivo protetor e aplicamos hidratante nas costas, medida simples mas de grande relevância para prevenção de lesões por pressão, conforto e bem-estar.</p><p><br></p><p>Esse dia foi fundamental para meu aprendizado, pois reforçou a importância da autonomia, da avaliação criteriosa e da tomada de decisão segura na prática de enfermagem. Cada cuidado, desde o mais complexo até o mais simples, teve impacto direto na recuperação, no conforto e na segurança dos pacientes, demonstrando como a atuação da enfermagem é essencial no processo de cicatrização, na prevenção de complicações e na promoção da qualidade de vida.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-13 23:41:20 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Checklist e medicação</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3545712345</link>
         <description><![CDATA[<p>No segundo dia de estágio, minhas atividades incluíram checklist, administração de medicações e acompanhamento das escalas. Já familiarizada com as escalas por experiências anteriores, pedi à professora para me envolver também na rotina de medicamentos, algo que havia ficado pendente na semana anterior. Ela concordou, desde que eu realizasse primeiro o checklist, passo essencial para garantir segurança e organização no cuidado aos pacientes.</p><p><br/></p><p>O checklist, ainda que rápido, se mostrou fundamental. Durante sua execução, conferi se as pulseiras de identificação estavam legíveis, se os acessos venosos estavam corretos e válidos, se os equipos estavam adequados e se havia presença de dispositivos como cateteres, sondas, drenos e curativos. Também avaliei aspectos como risco de queda, vias de alimentação, alergias e outras observações relevantes. Essa etapa inicial é essencial para prevenir erros e garantir a segurança do paciente.</p><p><br/></p><p>Em seguida, iniciei a preparação das medicações sob supervisão da preceptora. Ao preparar um antibiótico, identificamos um problema: a borrachinha do frasco havia caído no interior, comprometendo a solução, o que resultou na perda de duas doses. Esse incidente ressaltou a importância da observação atenta durante a manipulação de medicamentos. Repreparei o antibiótico e o administrei no horário correto, assegurando a eficácia do tratamento.</p><p><br/></p><p>Depois, fui administrar dipirona no paciente seguinte. Ao limpar o acesso com soro fisiológico, o acesso se perdeu. Fiquei nervosa, mas avisei prontamente a preceptora, que confirmou o problema e solicitou à técnica de enfermagem a abertura de um novo acesso. Esse episódio mostrou como a comunicação clara e o trabalho em equipe são vitais para a continuidade segura da assistência.</p><p><br/></p><p>Em seguida, administrei dipirona em outro paciente, um jovem bastante apreensivo que hesitou em receber o medicamento. Ele só permitiu porque fui eu quem o administrou, o que me fez sentir uma grande responsabilidade. Realizei a limpeza com soro fisiológico e administrei o medicamento de forma muito lenta e cuidadosa, respeitando sua insegurança e priorizando o conforto. Esse cuidado individualizado foi essencial para minimizar o risco de efeitos adversos e fortalecer a confiança entre nós.</p><p><br/></p><p>Concluí o dia com uma conversa reflexiva entre colegas e preceptora, nas quais discutimos o funcionamento dos drenos, especialmente os de tórax, e avaliamos os aprendizados do dia. O dia foi intenso: pude perceber como a administração segura de medicações, desde a preparação até a observação dos sinais do paciente, é essencial para a segurança, confiança e recuperação de quem estamos cuidando.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-18 02:21:05 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Efeitos adversos da dipirona administrada em via EV de forma rápida </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3545723748</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><ul><li><p>Hipotensão (queda da pressão arterial): O risco de reações hipotensivas isoladas aumenta com a administração rápida; por isso, recomenda-se infundir a dipirona lentamente, no máximo 1 mL por minuto, e sob monitoramento hemodinâmico&nbsp; .</p></li><li><p>Reações alérgicas graves (anafilaxia/anafilactoide): Essas reações podem ocorrer mesmo em pacientes que já utilizaram a medicação antes sem problemas, sendo potencialmente fatais. A velocidade lenta da aplicação permite interromper imediatamente ao primeiro sinal de reação&nbsp; .</p></li><li><p>Risco de discrasias sanguíneas, especialmente agranulocitose: Embora seja raro, esse é o efeito adverso potencialmente mais grave da dipirona. A incidência relatada varia entre 0,03 % a 0,5 % na população europeia, e estimativas na população latino-americana giram em torno de 0,38 casos por milhão de habitantes/ano&nbsp; .</p></li><li><p>Reações cutâneas (toxidermia): Em estudos hospitalares com quase 50 mil doses administradas, eventos adversos foram observados em apenas 0,3 % dos casos, todos leves e classificados como reações cutâneas&nbsp; .</p></li><li><p>Lesão hepática: Existem relatos de hepatite aguda occorrendo dias a meses após o uso, possivelmente devido a mecanismo imunoalérgico. Na maioria dos casos, a condição reverte com a interrupção do medicamento, mas há relatos isolados de evolução para insuficiência hepática aguda</p></li></ul><p><br/></p><p>REFERÊNCIAS:</p><p><br/></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://BULAS.MED.BR">BULAS.MED.BR</a>. Dipirona injetável 500 mg/mL – Bula do Profissional. 2025. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.bulas.med.br/p/bulas-de-medicamentos/bula/2480/dipirona-injetavel-500-mg-ml.htm">https://www.bulas.med.br/p/bulas-de-medicamentos/bula/2480/dipirona-injetavel-500-mg-ml.htm</a>. Acesso em: 17 ago. 2025.</p><p><br/></p><p>CONSULTA REMÉDIOS. Dipifarma – Dipirona sódica injetável: bula profissional. 2024. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://uploads.consultaremedios.com.br/drug_leaflet/pro/Bula-Dipifarma-Profissional-Consulta-Remedios.pdf">https://uploads.consultaremedios.com.br/drug_leaflet/pro/Bula-Dipifarma-Profissional-Consulta-Remedios.pdf</a>. Acesso em: 17 ago. 2025.</p><p><br/></p><p>SCIELO. Farmacovigilancia de metamizol: incidencia de agranulocitosis en pacientes hospitalizados. Revista Colombiana de Ciencias Químico-Farmacéuticas, v. 43, n. 1, p. 65-76, 2014. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://scielo.org.co/scielo.php?pid=S0034-74182014000100012&amp;script=sci_arttext">https://scielo.org.co/scielo.php?pid=S0034-74182014000100012&amp;script=sci_arttext</a>. Acesso em: 17 ago. 2025.</p><p><br/></p><p>SCIELO. Eventos adversos relacionados ao uso de dipirona em hospital universitário. Revista Facultad de Medicina, v. 66, n. 2, p. 213-220, 2018. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.scielo.org.co/scielo.php?lng=pt&amp;pid=S0120-33472018000200119&amp;script=sci_abstract">https://www.scielo.org.co/scielo.php?lng=pt&amp;pid=S0120-33472018000200119&amp;script=sci_abstract</a>. Acesso em: 17 ago. 2025.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-18 02:30:04 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Era pra ser o posto kkk</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3545726830</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesse dia, meu plantão estava programado para atuar no posto de enfermagem, mas o dia começou muito tranquilo, o que permitiu observar e ajudar em diversas atividades de forma mais reflexiva. Embora a rotina de admissão de pacientes estivesse calma, aproveitei o tempo para apoiar colegas nos curativos e verificar a situação dos pacientes, garantindo que nenhum cuidado fosse negligenciado. Esse momento reforçou a importância da vigilância constante e da proatividade do enfermeiro, mesmo em dias aparentemente calmos, pois cada detalhe pode impactar diretamente na segurança e no bem-estar do paciente.</p><p><br/></p><p>Durante o plantão, realizei um curativo em um paciente sensível à dor. Ele apresentava pequenas lesões cirúrgicas e alguns pontos de procedimentos prévios, e apesar de meu cuidado delicado, percebi seu desconforto. Esse cuidado exigiu atenção não apenas à técnica, mas também à empatia, mostrando que o manejo da dor e o respeito à sensibilidade do paciente são fundamentais para promover conforto e adesão ao tratamento.</p><p><br/></p><p>Posteriormente, fomos avaliar um paciente cujo curativo havia gerado uma observação de um interno de medicina. Ao verificar a situação, confirmamos que o curativo precisava ser ajustado, e junto com a colega Milena, preparamos o carrinho de curativos. A intervenção envolveu a proteção de uma bolha em um paciente diabético, uma situação que exige cuidado extra para evitar complicações, como infecção ou atraso na cicatrização. Durante o banho, o paciente acabou lesionando superficialmente outro pé, e realizamos a limpeza adequada, aplicando AGE (óleo de geração) para auxiliar na cicatrização. Essa sequência de cuidados reforça como o enfermeiro deve atuar preventivamente e com precisão, especialmente em pacientes com condições de risco como o diabetes.</p><p><br/></p><p>Também avaliamos o tórax do paciente, incluindo feridas operatórias e do dreno, realizando a limpeza completa para manter o leito de ferida protegido. Além disso, aproveitamos para trocar o curativo do cateter venoso central, localizado na veia jugular interna direita. Essa foi a segunda vez que realizei a troca desse tipo de curativo, e a experiência foi muito positiva: consegui aplicar a técnica de forma mais segura e organizada, garantindo fixação adequada e higiene, o que reduz o risco de infecção e promove maior segurança para o paciente.</p><p><br/></p><p>O dia terminou com uma conversa prática sobre intubação com a preceptora Paulinha. Esse momento foi extremamente enriquecedor, pois permitiu compreender o papel crítico do enfermeiro nesse procedimento. Observamos o posicionamento correto do paciente, a administração de medicações, os testes necessários, a pré-oxigenação e a fixação do tubo. Essa experiência evidenciou como o enfermeiro atua de forma central em procedimentos de alta complexidade, onde cada passo errado pode comprometer a segurança do paciente e levar a complicações graves.</p><p><br/></p><p>Esse dia foi importante para reforçar a percepção de que, mesmo em um plantão tranquilo, cada ação do enfermeiro tem impacto direto na segurança, conforto e recuperação dos pacientes. Desde os cuidados básicos, como curativos simples e proteção de feridas, até intervenções complexas, como a troca de cateter central e o aprendizado sobre intubação, cada etapa contribui para o cuidado integral e seguro.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-18 02:32:50 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Dia D</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3552390304</link>
         <description><![CDATA[<p>No dia D, que é quando cada aluno fica responsável por estudar um paciente de forma integral, eu tive a oportunidade de acompanhar o Sr. Gerson. Diferente da primeira experiência, em que o paciente era mais tranquilo, dessa vez o caso era um pouco mais complexo. O Sr. Gerson tinha diagnóstico de empiema pleural, encontrava-se com dreno de tórax e já havia passado um período prolongado na Unidade Intermediária. Foi muito significativo acompanhar sua evolução, já que, desde o início do estágio, ele apresentava um quadro mais delicado, mas com o tempo foi mostrando melhora progressiva, chegando a ser transferido de quarto e até mesmo conseguindo retirar a oxigenação suplementar. Observar esse progresso trouxe um sentimento de satisfação e motivação, pois apesar de muitas vezes presenciarmos casos de agravamento, ter contato com situações de melhora reforça a importância do cuidado contínuo e do trabalho em equipe, mostrando que nossa atuação gera resultados concretos e positivos na vida do paciente.</p><p><br/></p><p>Durante a assistência, encontrei algumas dificuldades, principalmente no exame físico. Na ausculta pulmonar, por exemplo, tive um momento de angústia, pois não consegui ouvir nenhum som respiratório no pulmão esquerdo, o que me deixou bastante insegura. Foi importante contar com a troca interprofissional, já que o interno de medicina explicou que, devido ao histórico de câncer pulmonar, o lado esquerdo estava totalmente fechado, restando apenas parte do pulmão direito preservado em região superior. Essa situação, embora inicialmente desconfortável, foi de grande aprendizado, pois reforçou a importância de conhecer o histórico clínico do paciente antes da avaliação, além de mostrar como o raciocínio clínico deve ser construído considerando o todo, e não apenas o exame físico isolado.</p><p><br/></p><p>No restante da assistência, o paciente manteve-se estável, apresentando apenas taquicardia e taquipneia compatíveis com o seu quadro. Realizei os cuidados com o dreno de tórax, que estavam dentro da normalidade, sem intercorrências. Esses cuidados são essenciais, pois garantem a prevenção de infecções, a manutenção da funcionalidade do dreno e a promoção da segurança do paciente. Além disso, ao registrar a evolução, tive a oportunidade de exercitar e aprimorar minha escrita clínica. Foi uma evolução mais extensa, devido à complexidade do caso, mas esse exercício foi recompensador, especialmente porque recebi um elogio da preceptora, que considerou a evolução digna de uma enfermeira. Esse retorno positivo me trouxe alegria e motivação, pois venho trabalhando para superar a dificuldade que tinha em organizar as informações e estruturar a evolução corretamente.</p><p><br/></p><p>Esse dia foi marcante por unir aprendizado técnico, desenvolvimento do raciocínio clínico e valorização do papel da enfermagem. Cuidar de um paciente complexo, mas ao mesmo tempo tranquilo, me mostrou o quanto é possível aliar técnica, segurança e humanização, além de reforçar a importância da enfermagem na construção de prognósticos favoráveis.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-23 14:58:05 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Curativo simples</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3552390374</link>
         <description><![CDATA[<p>No meu último dia de estágio no setor, tive a oportunidade de finalizar essa experiência exatamente como iniciei: realizando curativos simples. Foi um fechamento simbólico e especial, pois além de rever as técnicas que já havia praticado, também tive a chance de enfrentar novos desafios. Realizei alguns curativos de rotina sem dificuldades, o que me trouxe segurança e confiança em perceber minha evolução desde o primeiro contato. Ao final do dia, fui direcionada para realizar um curativo de gastrostomia (GTT), procedimento que até então nunca havia executado. Naturalmente, senti um certo nervosismo, mas pude contar com o auxílio da minha colega Milena, que me orientou com paciência e segurança em cada etapa. Essa troca foi essencial para que eu conseguisse realizar o procedimento com a técnica adequada, garantindo cuidado, higiene e conforto para o paciente.</p><p><br/></p><p>Durante a assistência, percebi a angústia do paciente, que já tinha o hábito de realizar seus curativos em casa e se mostrava apreensivo ao nos ver conduzindo de forma técnica. Essa situação reforçou para mim a importância da comunicação terapêutica e da empatia, pois além de aplicar corretamente o procedimento, foi necessário acolher a insegurança do paciente e transmitir tranquilidade. Outro ponto marcante foi o curativo de traqueostomia: inicialmente pensei que se tratava apenas de uma lesão, mas ao abrir o curativo me deparei com o orifício do traqueostoma. Apesar do impacto inicial, busquei não transparecer minha surpresa, mantendo a postura profissional, higienizando e realizando o cuidado de forma adequada, sempre prezando pelo bem-estar e pela dignidade do paciente. Esse momento me mostrou o quanto a prática nos desafia a lidar com situações inesperadas, e como o preparo técnico aliado à calma pode transformar a experiência do paciente.</p><p><br/></p><p>Após a finalização dos procedimentos, encerramos o dia com um lanche coletivo que proporcionou um momento de descontração e aproximação entre todos. Esse ambiente leve e acolhedor mostrou que o estágio não é apenas um espaço de aprendizado técnico, mas também de construção de vínculos, troca de experiências e apoio mútuo. Em seguida, tivemos nosso momento de feedback com a professora, que trouxe reflexões muito valiosas. Para mim, ouvir que possuo um diferencial e que tenho potencial para ser uma enfermeira de ponta foi extremamente marcante. Muitas vezes tenho dificuldade em reconhecer minhas próprias capacidades, algo que venho trabalhando inclusive em terapia, mas esse reconhecimento me motivou e fortaleceu minha confiança.</p><p><br/></p><p>Fechar esse ciclo com tanto aprendizado, acolhimento e incentivo me fez perceber a importância de cada vivência nesse setor. Pude aliar teoria e prática, superar inseguranças, exercitar a empatia e reforçar o compromisso com a segurança e o conforto dos pacientes. Foi uma experiência enriquecedora que despertou ainda mais meu amor pela enfermagem, e que desejo reviver no futuro, no meu seniorato, com ainda mais maturidade profissional.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-23 14:58:23 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Apresentação + 1° aspiração </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3552390792</link>
         <description><![CDATA[<p>No meu primeiro dia na UPC, eu estava tomada por um misto de ansiedade e entusiasmo. Sempre tive muito interesse pela área próxima da terapia intensiva, e finalmente ter a oportunidade de vivenciar esse ambiente foi algo que me deixou extremamente feliz, mas ao mesmo tempo nervosa, já que se trata de um setor de grande complexidade. Logo na chegada, o professor nos deu uma explicação detalhada sobre o funcionamento do setor, abordando o SAI, as rotinas e os pontos principais da assistência. Também fomos apresentados às diferentes “casas” e às particularidades de cada uma delas, o que foi muito importante para compreender a organização e a dinâmica do serviço, além de esclarecer dúvidas que já carregávamos.</p><p><br/></p><p>Inicialmente, eu pensei que o dia seria apenas de visita técnica, sem grandes práticas, mas para minha surpresa, tivemos a oportunidade de realizar procedimentos fundamentais no cuidado crítico. Um dos momentos marcantes foi poder participar da aspiração de pacientes. Cada aluno ficou responsável por um paciente, e dessa forma conseguimos observar diferentes níveis de dificuldade nesse procedimento: desde aspirações mais simples até aquelas que exigiam maior habilidade. Essa experiência foi essencial, pois possibilitou comparar situações distintas e entender que a técnica deve ser sempre adaptada às condições do paciente, respeitando a sua individualidade e garantindo a manutenção da via aérea de forma eficaz e segura.</p><p><br/></p><p>Outro ponto muito importante foi ter tido a oportunidade de colocar a pressão arterial invasiva (PAI) na posição correta. Apesar de parecer um detalhe, esse cuidado é fundamental, pois a acurácia da medida depende do correto posicionamento do transdutor em relação ao átrio direito. Garantir essa precisão é um aspecto crítico na monitorização hemodinâmica de pacientes graves, influenciando diretamente nas condutas médicas e de enfermagem. Participar desse ajuste, ainda no meu primeiro contato com a UPC, me fez perceber o quanto o enfermeiro tem um papel central na manutenção da segurança e da qualidade dos parâmetros monitorizados.</p><p><br/></p><p>Esse primeiro dia foi marcante porque uniu teoria, prática e superação da ansiedade inicial. Ao mesmo tempo em que senti o nervosismo natural de estar em um ambiente tão complexo, pude experimentar a satisfação de realizar procedimentos importantes para a estabilidade clínica dos pacientes. Essa vivência me mostrou que, embora os desafios da terapia intensiva sejam grandes, a atuação da enfermagem é essencial para garantir cuidado seguro, humanizado e de qualidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-23 14:59:17 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>SAE paciente Pedro. + troca de curativo de CVC</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3552390939</link>
         <description><![CDATA[<p>No segundo dia na UPC, fomos responsáveis por elaborar o SAE de cada paciente, o que representou um exercício muito importante para o raciocínio clínico e para a visão integral do cuidado. No meu caso, fiquei com o paciente Pedro, que havia sido transferido da clínica cirúrgica e apresentava complicações significativas. Apesar da gravidade, o contato inicial foi tranquilo, já que ele estava entubado e sem resposta a estímulos, mas essa condição exigia ainda mais atenção quanto às necessidades fisiológicas e à segurança. Realizar o SAE foi essencial porque me permitiu enxergar o paciente como um todo, considerando não apenas seu estado clínico, mas também o ambiente em que se encontrava, como o box e os recursos disponíveis.</p><p><br/></p><p>Outro momento marcante foi a troca do curativo do cateter venoso central (CVC). Já havia aprendido esse procedimento em outro contexto, mas naquela situação o enfermeiro João nos explicou a forma correta de realizar, esclarecendo o porquê de cada detalhe técnico. Essa orientação foi fundamental, pois não se tratava apenas de executar uma técnica, mas de compreender como cada etapa contribui para a segurança do paciente, prevenindo complicações graves como infecção da corrente sanguínea. A vivência prática associada à explicação fez com que o aprendizado fosse muito mais significativo, reforçando a importância de não apenas “saber fazer”, mas “saber por que faz assim”.</p><p><br/></p><p>Esse dia foi especialmente valioso porque mostrou o quanto a enfermagem precisa de olhar clínico ampliado, atenção à técnica e também abertura para aprender continuamente, ajustando condutas a partir de novas orientações. Foi também o dia em que precisei me ausentar um pouco mais cedo por conta da cirurgia que faria, mas ainda assim pude aproveitar de forma intensa cada experiência no setor.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-23 14:59:46 UTC</pubDate>
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         <title>Minha cirurgia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3552390992</link>
         <description><![CDATA[<p>Fiz a retirada do meu teratoma e estava de repouso, foi tudo bem! :)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-23 14:59:59 UTC</pubDate>
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         <title>Paciente Célia em dupla + esvaziamento de colostomia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3561630801</link>
         <description><![CDATA[<p>No terceiro dia, ainda em recuperação da cirurgia que havia realizado, precisei adaptar minha atuação no estágio, evitando esforços físicos ou atividades que demandassem peso. Por isso, trabalhei em dupla e ficamos responsáveis pela paciente Célia, que se encontrava com traqueostomia. Logo no primeiro contato, percebi sua ansiedade pelo olhar, já que a limitação da fala causava visível angústia. Iniciamos o SAE da paciente e, em seguida, realizamos o esvaziamento da bolsa de colostomia, que apresentava grande quantidade de gases e fezes líquidas. Foi um momento de aprendizado importante, pois contei com a orientação do professor, já que ainda não havia realizado esse procedimento na prática.</p><p><br/></p><p>Depois, o professor nos explicou sobre a necessidade de realizar a limpeza da cânula da traqueostomia, que apresentava grande acúmulo de secreção. Essa etapa foi fundamental para compreender a gravidade da obstrução: a falta de higienização adequada pode gerar risco iminente de piora clínica ou até óbito, devido à obstrução das vias aéreas. Realizar a limpeza correta não foi apenas um procedimento técnico, mas uma intervenção vital para garantir a segurança da paciente.</p><p><br/></p><p>Em seguida, o fisioterapeuta realizou a oclusão da cânula para que Célia pudesse voltar a falar. Esse foi um dos momentos mais marcantes do estágio: ao recuperar a voz, mesmo que temporariamente, os olhos da paciente se encheram de lágrimas, e ela se emocionou ao conseguir me perguntar o meu nome e conversar novamente. Foi impossível não refletir sobre como damos pouco valor a funções básicas no dia a dia, como o simples ato de falar, até presenciar um momento de reabilitação tão transformador. Essa vivência trouxe não apenas aprendizado técnico, mas também humano, mostrando como a enfermagem pode impactar diretamente na qualidade de vida e no bem-estar emocional dos pacientes.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-30 18:18:29 UTC</pubDate>
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         <title>Paciente Célia sozinha, realização de curativos e decisão de cobertura</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3561630994</link>
         <description><![CDATA[<p>No dia seguinte, eu continuei seguindo a recomendação de não realizar esforço físico, então permaneci com a mesma paciente do dia anterior: a Dona Célia. Dessa vez, o desafio foi maior, pois cada aluno deveria assumir sozinho o cuidado completo do paciente, sem dupla. Essa experiência foi muito significativa para mim, porque me permitiu assumir a responsabilidade integral pelo cuidado, o que amplia o olhar e fortalece a autonomia como futura enfermeira.</p><p><br/></p><p>A Dona Célia estava visivelmente mais ativa e conversativa, demonstrando alegria e satisfação, e essa evolução foi muito gratificante de presenciar. Durante o banho, realizado junto à equipe técnica, fui acolhida e me senti parte do cuidado. A paciente chegou a me questionar o motivo de outros pacientes tomarem banho no chuveiro enquanto ela não podia. Esse diálogo foi muito importante, pois me permitiu orientá-la sobre sua condição: devido à perda de força muscular após quase dois meses de internação, ela ainda não tinha condições físicas de ir ao chuveiro, mas isso seria possível com o tempo, à medida que recuperasse suas funções. Essa orientação trouxe segurança e clareza para ela, além de fortalecer o vínculo de confiança.</p><p><br/></p><p>No decorrer do banho, os técnicos me ofereceram a oportunidade de realizar os curativos, e aceitei prontamente, valorizando essa chance de aprendizado. Apesar de saber que, na prática, esses curativos muitas vezes são realizados por técnicos de enfermagem, poder executá-los me trouxe maior habilidade técnica e segurança. Nessa ocasião, a bolsa de colostomia estava estável e bem fixada, sem intercorrências.</p><p><br/></p><p>No entanto, ao higienizar a região dorsal, percebemos uma lesão superficial no glúteo. Nesse momento, fui surpreendida com a pergunta da equipe: “E aí, enfermeira, o que a gente passa aqui?” Confesso que fiquei nervosa, pois era a primeira vez que alguém me direcionava a tomada de decisão clínica. Entretanto, também me senti extremamente valorizada, por perceber que estavam confiando em minha análise e respeitando a minha posição. Após avaliar a lesão, optei por indicar o uso de AGE (Ácidos Graxos Essenciais), por ser uma ferida superficial, que necessitava principalmente de cuidados preventivos, como troca de decúbito, alívio da pressão local e manutenção da pele hidratada para favorecer a cicatrização.</p><p><br/></p><p>A equipe concordou com a minha conduta, e esse reconhecimento foi muito especial para mim. Foi um momento em que percebi, na prática, que estou adquirindo o olhar crítico necessário para conduzir decisões de enfermagem com segurança. Essa vivência me trouxe confiança, mostrou a importância de pequenos cuidados no conforto e recuperação do paciente e reforçou o quanto a troca com a equipe multiprofissional é essencial para o cuidado integral.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-30 18:19:15 UTC</pubDate>
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         <title>Falta </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3561631058</link>
         <description><![CDATA[<p>Estava com muita dor do pós operatório, então conversei com o professor para faltar</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-08-30 18:19:25 UTC</pubDate>
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         <title>Paciente Jorge, cuidado integral em dupla</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3561631441</link>
         <description><![CDATA[<p>No dia seguinte, fiquei responsável, junto com a minha amiga Helena, pelo cuidado integral do paciente Jorge. Foi um momento muito importante, porque além de realizar as técnicas, conseguimos acompanhar o paciente em toda a sua rotina de cuidados, desde a higiene até os procedimentos mais específicos. O Sr. Jorge já tinha passado por uma cirurgia vascular, com amputação da perna direita, e apresentava uma lesão extensa na perna esquerda, na região de perna e beiradura, bastante secretiva e com aspecto sanguinolento. Essa situação exigia atenção especial, tanto para prevenir complicações quanto para promover maior conforto ao paciente.</p><p><br/></p><p>Como ainda estava em recuperação da cirurgia que eu havia feito, a Helena me auxiliou nos esforços físicos, realizando a sustentação do paciente durante o banho, enquanto eu fazia a higienização com água e sabão. Essa parceria foi essencial para garantir a segurança tanto do paciente quanto a minha, mostrando como o trabalho em equipe na enfermagem é indispensável para o cuidado efetivo.</p><p><br/></p><p>O curativo extenso exigiu delicadeza e técnica, pois além da secreção, havia risco aumentado de infecção e necessidade de manter o leito da ferida limpo para favorecer a cicatrização. A realização desse curativo me fez refletir sobre a importância da continuidade do cuidado, do registro adequado e da observação de sinais que poderiam indicar piora clínica. Após o banho e os curativos, também realizamos a estabilização da PAI (pressão arterial invasiva), o que reforçou a importância de manter parâmetros hemodinâmicos controlados em um paciente com histórico vascular complexo.</p><p><br/></p><p>Apesar da gravidade de sua condição clínica, o Sr. Jorge demonstrou bom humor e receptividade, conversando bastante e até brincando conosco, o que tornou o cuidado mais leve e humano. Esse vínculo, ainda que simples, é fundamental para fortalecer a confiança do paciente na equipe de enfermagem e para proporcionar bem-estar durante o período de internação. Esse dia me mostrou, mais uma vez, a importância do olhar integral sobre o paciente, que vai além da técnica, alcançando o acolhimento e a humanização do cuidado.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-30 18:21:01 UTC</pubDate>
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         <title>Café da manhã, paciente Gérson em dupla </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3561631510</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesse dia tivemos o café da manhã coletivo, cada um levou algo para compartilhar, o que deixou o início da manhã mais leve e descontraído. Logo após, tivemos a apresentação da professora de Oncologia, o que fez com que o tempo para os cuidados fosse reduzido.</p><p><br/></p><p>Assim, realizamos apenas a visita aos pacientes. Fiquei em dupla com a Giovana, e acompanhamos o paciente Gerson, que já conhecíamos do treinamento de cirurgia masculina. Ele havia tido algumas complicações no pós-operatório e, por isso, foi encaminhado para a UCP.</p><p><br/></p><p>No momento da visita, o paciente encontrava-se estável, consciente e tranquilo, sem queixas relevantes. Realizamos o SAE de forma geral, observando os parâmetros clínicos e a evolução de sua recuperação cirúrgica, que estava sendo bem monitorada. Foi um cuidado simples, mas importante para acompanhamento da evolução.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-08-30 18:21:19 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Paciente Valter + Diverculite perfurada </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3563765825</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesse dia escolheríamos os pacientes com os quais gostaríamos de trabalhar. Minhas colegas logo pegaram os seus, e eu pedi ao seniores uma indicação de caso interessante para acompanhar. Eles me direcionaram para um paciente que havia tido uma perfuração intestinal.</p><p><br/></p><p>Eu nunca tinha acompanhado um caso assim, então foi uma experiência nova e desafiadora. O paciente havia complicado bastante e apresentava um quadro grave. Fiz todo o SAE, acompanhei suas feridas e o monitoramento geral.</p><p><br/></p><p>O que me chamou atenção foi uma ferida localizada na região peitoral/tórax, de difícil identificação, pois tinha aspecto semelhante a uma queimadura, com coloração arroxeada, áreas enegrecidas e sinais de sofrimento tecidual. Essa lesão me deixou intrigada, porque não conseguíamos definir exatamente a origem.</p><p><br/></p><p>Durante a discussão em grupo, o professor explicou melhor sobre a perfuração intestinal — suas principais causas, complicações, formas de tratamento e cuidados necessários. A troca foi muito enriquecedora, pois trouxe clareza sobre como identificar e manejar esse tipo de caso.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-01 23:45:35 UTC</pubDate>
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         <title>Pesquisa</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3580893786</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong>Importância da Aspiração de Vias Aéreas</strong></p><p><br></p><p><br></p><p>A aspiração de vias aéreas é um procedimento fundamental para a manutenção da permeabilidade das vias aéreas em pacientes críticos, especialmente aqueles sob ventilação mecânica. Sua principal função é remover secreções que podem obstruir a passagem de ar, prejudicar a oxigenação e aumentar o risco de complicações como atelectasias e pneumonia associada à ventilação mecânica. Além disso, a técnica contribui para melhorar a saturação de oxigênio, reduzir a sobrecarga de trabalho respiratório e proporcionar maior conforto ao paciente.</p><p><br></p><p>A execução correta, no entanto, exige preparo e conhecimento técnico, pois a aspiração também pode gerar riscos, como lesão da mucosa traqueal, broncoespasmo, hipoxemia e infecção, caso não sejam seguidas medidas de segurança e técnicas assépticas. Por isso, a aspiração deve ser realizada somente quando indicada, observando sinais clínicos (ruídos respiratórios, dessaturação, aumento da pressão do ventilador) e sempre com atenção ao tempo de aspiração e ao calibre adequado da sonda.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><strong>Importância do Posicionamento Correto da PAI</strong></p><p><br></p><p><br></p><p>A pressão arterial invasiva (PAI) é um dos principais métodos de monitorização hemodinâmica em pacientes críticos, permitindo o acompanhamento contínuo e preciso da pressão arterial. Para garantir a fidedignidade dos valores obtidos, é essencial posicionar corretamente o transdutor ao nível do átrio direito, na linha médio-axilar, na altura do quarto espaço intercostal.</p><p><br></p><p>Um posicionamento incorreto pode gerar valores falsamente elevados ou reduzidos, levando a condutas clínicas inadequadas, como administração desnecessária de vasopressores ou falha em reconhecer uma hipotensão significativa. O ajuste adequado, portanto, impacta diretamente na segurança do paciente e na eficácia da terapêutica proposta.</p><p><br></p><p>Além disso, a manutenção da PAI requer cuidados contínuos de enfermagem, como verificação da permeabilidade do sistema, monitoramento de sinais de complicação (sangramento, infecção, obstrução) e registro rigoroso dos valores, assegurando a confiabilidade do monitoramento.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><strong>Referências (ABNT)</strong></p><p><br></p><p><br></p><p>SILVA, Mariana P. et al. Aspiração endotraqueal em pacientes críticos: revisão integrativa. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 73, supl. 5, p. e20190515, 2020. DOI: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://doi.org/10.1590/0034-7167-2019-0515">https://doi.org/10.1590/0034-7167-2019-0515</a>.</p><p><br></p><p>AMARAL, Juliana L. G. et al. Aspiração de vias aéreas: implicações para a prática clínica em terapia intensiva. Revista de Enfermagem da UFSM, Santa Maria, v. 10, p. e23, 2020. DOI: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://doi.org/10.5902/2179769239575">https://doi.org/10.5902/2179769239575</a>.</p><p><br></p><p>BAPTISTA, Roberto Q. Monitorização hemodinâmica na terapia intensiva: princípios e prática. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, São Paulo, v. 32, n. 1, p. 165-175, 2020. DOI: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://doi.org/10.5935/0103-507X.20200025">https://doi.org/10.5935/0103-507X.20200025</a>.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-11 22:12:23 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Pesquisa </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3581881120</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong>Cuidados Técnicos na Traqueostomia</strong></p><p><br></p><p><br></p><ul><li><p>Limpeza da cânula interna/subcânula com solução fisiológica 0,9% e uso de escovinha ou pinça/gaze fina, removendo secreções internas e externas; enxaguar bem e secar antes de reintroduzir.</p></li><li><p>Troca da fixação da cânula (cadarço, fita específica ou velcro), garantindo que fique firme, porém sem apertar demais. Manter folga de aproximadamente 1 a 2 dedos entre a pele do pescoço e a fixação para evitar lesões de pressão.</p></li><li><p>Avaliação diária da pele ao redor do traqueostoma, verificando sinais como hiperemia, edema, exsudato purulento, odor ou alterações que possam indicar infecção ou irritação.</p></li><li><p>Higienização do orifício do estoma e da pele periestoma com água e sabão neutro, enxaguando cuidadosamente para não haver acúmulo de resíduo ou agentes irritantes.</p></li><li><p>Remoção da cânula interna para limpeza quando necessário; uso de técnica asséptica na troca/limpeza para evitar contaminações.</p></li><li><p>Monitoramento frequente do calibre e do estado da cânula, para prevenir obstruções, especialmente quando há acúmulo de secreções.</p></li></ul><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><strong>Cuidados Técnicos em Colostomia</strong></p><p><br></p><p><br></p><ul><li><p>Inspeção diária do estoma e da pele periestomal, observando alterações como avermelhamento, lesões, irritações ou vazamentos.</p></li><li><p>Higienização da região periestomal com água e sabão neutro, removendo resíduos fecais delicadamente, e secando muito bem para prevenir maceração da pele.</p></li><li><p>Troca da bolsa coletora conforme orientação do fabricante ou sempre que estiver saturada ou com risco de vazamento, preferencialmente no momento do banho para facilitar a remoção do adesivo e evitar danos à pele.</p></li><li><p>Utilização de protetor periestomal ou barreira protetora para proteger a pele ao redor do estoma, especialmente se há umidade ou irritação persistente.</p></li><li><p>Esvaziamento da bolsa coletora quando estiver com volume alto para evitar peso, desconforto ou tensão no adesivo.</p></li><li><p>Orientação ao paciente ou cuidador sobre autocuidado: participação ativa nos cuidados, observação de alterações, cuidado com aderência da placa, recorte adequado do orifício conforme o estoma, evitar roupas apertadas.</p></li></ul><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><strong>Referências em ABNT</strong></p><p><br></p><p><br></p><p>ARTMED. Colostomia: cuidados pela enfermagem. Artmed, 2024. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://artmed.com.br/artigos/colostomia-cuidados-pela-enfermagem">https://artmed.com.br/artigos/colostomia-cuidados-pela-enfermagem</a>. Acesso em: 17 set. 2025.</p><p><br></p><p>HOSPITAL UNIVERSITÁRIO da UFGD – HU-UFGD. POP.DENF.021 – Higiene da cânula de traqueostomia e troca da fixação. Cuiabá: EBSERH-HU-UFGD; 02 jun. 2025.</p><p><br></p><p>NÚCLEO de Telessaúde Bahia. Quais os cuidados de enfermagem diante de um paciente que faz uso de colostomia em domicílio? Bahia: Telessaúde, 2021. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://aps-repo.bvs.br/aps/quais-os-cuidados-de-enfermagem-diante-de-um-paciente-que-faz-uso-de-colostomia-em-domicilio/">https://aps-repo.bvs.br/aps/quais-os-cuidados-de-enfermagem-diante-de-um-paciente-que-faz-uso-de-colostomia-em-domicilio/</a>. Acesso em: 17 set. 2025.</p><p><br></p><p>SOCIEDADE BRASILEIRA de Estomaterapia e Saúde. Cuidados de Enfermagem em pacientes ostomizados: uma revisão integrativa de literatura. Psicologia e Saúde em Debate, v. 5, n. 1, p. 110-120, 2019. DOI: 10.22289/2446-922X.V5N1A9.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-12 09:53:31 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Pesquisa</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3582568205</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><strong>Cuidados de Enfermagem em Feridas Extensas e Secretivas em Paciente Vascular</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>Pacientes submetidos a cirurgias vasculares e que apresentam feridas extensas e exsudativas requerem atenção multiprofissional, especialmente da equipe de enfermagem, que atua na prevenção de complicações e promoção da cicatrização.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Principais Cuidados de Enfermagem:</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ol><li><p>Avaliação da ferida<br></p><ul><li><p>Observar localização, extensão, profundidade, presença de exsudato, tecido desvitalizado e sinais de infecção.</p></li><li><p>Registrar alterações diariamente para acompanhamento da evolução.</p></li></ul></li><li><p>Controle da exsudação<br></p><ul><li><p>Utilizar coberturas absorventes adequadas (espumas, hidrocoloides ou alginatos, dependendo do volume do exsudato).</p></li><li><p>Trocar o curativo com frequência necessária para evitar maceração da pele adjacente.</p></li></ul></li><li><p>Prevenção de infecção<br></p><ul><li><p>Higienizar a ferida com técnica asséptica.</p></li><li><p>Realizar limpeza com solução fisiológica 0,9% ou conforme protocolo institucional.</p></li><li><p>Observar sinais de infecção: odor fétido, aumento da secreção purulenta, rubor e dor.</p></li></ul></li><li><p>Alívio da pressão e prevenção de lesões associadas<br></p><ul><li><p>Realizar mudanças de decúbito frequentes.</p></li><li><p>Manter colchão piramidal ou pneumático, se disponível, para reduzir a pressão sobre a pele.</p></li></ul></li><li><p>Controle da dor<br></p><ul><li><p>Avaliar a intensidade da dor antes, durante e após os cuidados.</p></li><li><p>Solicitar analgesia prescrita, quando necessário, antes da troca de curativo.</p></li></ul></li><li><p>Apoio ao processo cicatricial<br></p><ul><li><p>Incentivar dieta hiperproteica e rica em micronutrientes (zinco, vitamina C e A).</p></li><li><p>Orientar sobre hidratação adequada.</p></li></ul></li><li><p>Acompanhamento hemodinâmico<br></p><ul><li><p>Monitorar pressão arterial invasiva (PAI), saturação e parâmetros vitais, visto que alterações circulatórias impactam diretamente na cicatrização.</p></li></ul><p><br/></p></li></ol>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-12 20:04:29 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3582568205</guid>
      </item>
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         <title>Falta nos dois  primeiros dias </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3582582516</link>
         <description><![CDATA[<p>Iam sorry, estava in travel</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-12 20:29:02 UTC</pubDate>
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         <title>Meus primeiros minis pacientes</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3582583032</link>
         <description><![CDATA[<p>Meu primeiro dia na pediatria foi um pouco diferente, porque eu não participei da ambiência junto com as minhas colegas, já cheguei direto para atender os pacientes. Iniciamos na UTI respiratória, acompanhando um bebê com bronquiolite, que havia complicado bastante e estava entubado e sedado. Foi um momento difícil, porque me fez lembrar do meu irmãozinho que também já precisou ir para o hospital, e mexeu comigo ver uma criança em uma situação tão delicada.</p><p><br></p><p>Depois, a professora distribuiu os pacientes e fiquei responsável por cinco crianças:</p><p><br></p><ul><li><p>Gabi, um bebê de 2 meses, internada devido a crises convulsivas. A dose da medicação havia ficado inadequada após ganho de peso, mas ajustada corretamente, ela voltou a ficar bem. No primeiro dia estava sonolenta, mas nos seguintes ficou sorridente e brincalhona, o que me encantou.</p></li><li><p>Luisa de 2 anos (pós-operatório de reconstrução do trânsito intestinal terminal): no início estava pouco colaborativa, com medo dos procedimentos. Adotei uma estratégia lúdica e comunicativa, mostrando o estetoscópio e explicando cada passo. Assim, consegui realizar o exame sem resistência, o que reforçou para mim a importância da comunicação adaptada à faixa etária.</p></li><li><p>Pietra, 10 anos, com hemoptise (episódio de sangramento). Estava quase de alta, mas preferia permanecer no hospital porque lá tinha amigos. Isso me marcou bastante, mostrando como a hospitalização prolongada influencia na vivência infantil.</p></li><li><p>Isadora, 5 anos, alegre e comunicativa, em uso de oxigênio. Estava brincando quando cheguei e aceitei bem o cuidado, principalmente porque expliquei cada etapa e consegui identificar suas reações pelas expressões faciais.</p></li><li><p>Ana Clara com fibrose cística 7 anos, em isolamento. Ela estava com pneumonia e histórico de fibrose cística, exigindo maior cuidado de proteção. Foi marcante perceber que muitas pessoas não respeitavam as normas de paramentação, que são fundamentais para proteger a criança. Ela se assustou com minha paramentação e temia uma nova punção, mas depois que expliquei que não faria procedimento doloroso, foi se soltando e colaborou.</p></li></ul><p><br></p><p><br></p><p>Finalizamos com o SAE de cada paciente, de forma sucinta, já que não havia complicações graves. Foi um dia intenso, mas muito gratificante, especialmente pelo contato próximo com crianças tão comunicativas e resilientes.</p><p><br></p><p><strong>Pontos de Aprendizado:</strong></p><p><br></p><p><br></p><ul><li><p>Bronquiolite grave: é a principal causa de internação em UTI pediátrica; requer suporte ventilatório e monitoramento contínuo.</p></li><li><p>Convulsões infantis: ajuste de medicação conforme ganho de peso é essencial para evitar crises recorrentes.</p></li><li><p>Pós-operatório de reconstrução intestinal: monitorar dor, aceitação alimentar, sinais de infecção e orientar família.</p></li><li><p>Fibrose cística: exige isolamento protetivo rigoroso, com foco na prevenção de infecções cruzadas.</p></li><li><p>Comunicação na pediatria: usar linguagem simples, explicações claras, recursos lúdicos e permitir participação da criança no cuidado.</p></li></ul><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><strong>Cuidados de Enfermagem Relevantes:</strong></p><p><br></p><p><br></p><ul><li><p>Monitorização dos sinais vitais e da evolução clínica.</p></li><li><p>Apoio emocional às crianças e familiares.</p></li><li><p>Orientação sobre prevenção de infecções em casos de isolamento.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-12 20:29:50 UTC</pubDate>
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         <title>Primeiro dia da neo 🥹</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3587906979</link>
         <description><![CDATA[<p>Hoje foi meu primeiro dia na NEO e eu estava extremamente ansiosa, já que todos comentam que é um dos melhores ambientes do hospital. E realmente, confesso que fiquei completamente apaixonada.</p><p><br/></p><p>Tive a oportunidade de cuidar do Benício, um prematuro encantador, cabeludinho, de fios bem escuros e com um olhar muito calmo. Consegui realizar todos os cuidados dele sem que ficasse choroso ou irritado. Segui a orientação da professora de manter apenas a mão em contato firme sobre a barriguinha dele, em vez de afagos, para transmitir segurança. Ele ficou tranquilo durante todo o processo, me observando com atenção.</p><p><br/></p><p>O momento mais marcante foi o banho na bacia. Achei que seria no leito, como havia visto outra colega fazer, mas a professora orientou diferente. Segurar aquele serzinho tão pequeno foi emocionante. A mãe chegou justamente nesse momento, e como era a primeira vez que ele tomava banho na bacia, ela também se emocionou muito.</p><p><br/></p><p>Realizei a troca do oxímetro, inicialmente com receio de machucar o pezinho, mas consegui sem problemas. O dispositivo chegou a soltar logo depois, e a professora explicou que é algo comum, por ser mesmo uma das partes mais delicadas do cuidado.</p><p><br/></p><p>Por fim, ao evoluir o caso, descobri que o bebê receberia alta. Foi uma sensação incrível saber que o prematuro que cuidei deixaria a incubadora e poderia ter mais contato com a mãe e, finalmente, ir para casa.</p><p><br/></p><p>Foi um dia especial, de muito aprendizado e emoção. Cuidar do Benício aqueceu meu coração e me mostrou o quanto a NEO pode ser um ambiente desafiador, mas também cheio de esperança e vida.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-16 15:11:38 UTC</pubDate>
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         <title>Um dia desafiador na pediatria </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3587921534</link>
         <description><![CDATA[<p>No dia seguinte, permaneci na pediatria e fiquei responsável pelos mesmos pacientes acompanhados anteriormente, além de um novo caso.</p><p><br/></p><ul><li><p>Gabi (2 meses): seguia internada para ajuste de medicação. Estava estável e tranquila durante o atendimento.</p></li><li><p>Pietra (10 anos): apresentou quadro de dor abdominal intensa. Durante a anamnese, relatou dor grau 10/10, mas ao ser questionada novamente reduziu para 9/10. Apesar do relato, não demonstrava expressões faciais condizentes com dor tão intensa. Durante a palpação abdominal, manifestou feição de desconforto, que interpretei como 5-6 pela escala facial de dor. O caso seguia em investigação.</p></li><li><p>Isadora: continuava animada, embora nesse dia estivesse menos comunicativa devido à punção de acesso venoso recente. Já não necessitava de oxigenoterapia, apenas da inalação do aerolin.</p></li><li><p>Ana Clara (fibrose cística, em isolamento): demonstrou grande alegria ao me ver novamente, abrindo um sorriso imediato. Reforcei que não realizaria procedimentos invasivos e apenas repetiria os mesmos cuidados do atendimento anterior, o que a deixou tranquila. Nesse dia, mostrou-se muito mais comunicativa e receptiva, o que favoreceu o vínculo terapêutico.</p></li><li><p>Luísa (2 anos): havia recebido alta no mesmo dia do último atendimento.</p></li><li><p>Ryan (2 anos, nova admissão): foi um dos atendimentos mais desafiadores. Estava em sua primeira internação, o que gerava muito medo e resistência a qualquer procedimento. Não parecia ser fobia do jaleco, mas sim insegurança e receio do ambiente hospitalar. Na brinquedoteca, consegui realizar ausculta cardíaca e pulmonar, além de palpação abdominal de forma lúdica. No quarto, a mãe auxiliou na contenção, permitindo apenas a verificação da temperatura. O paciente chorava, gritava e se debatia durante as tentativas de cuidado, demonstrando alta ansiedade e apreensão.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>Após os atendimentos, realizei a evolução de todos os pacientes. O dia foi de bastante aprendizado, especialmente sobre estratégias para abordagem infantil em diferentes contextos de internação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-16 15:19:56 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>UTI neo avançada </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3587921778</link>
         <description><![CDATA[<p>No dia seguinte, havia apenas um recém-nascido na UTI Neo para cuidados da minha equipe, então decidimos que a colega Helena ficaria responsável, pois ainda não havia realizado práticas nesse setor. Aproveitei o tempo para observar a UTI Neo Avançada, o que despertou bastante minha curiosidade. A professora percebeu meu interesse e, com autorização da técnica, pude auxiliar nos cuidados de alguns pacientes.</p><p><br/></p><ul><li><p>Joaquim: recém-nascido com diagnóstico de síndrome de aspiração meconial (SAM) associada à asfixia perinatal. Estava entubado, apresentava espasmos e havia suspeita de convulsões, sendo avaliado pela neurologia. A história clínica foi particularmente marcante, pois a mãe havia procurado a urgência por três vezes relatando sinais de trabalho de parto, mas foi encaminhada para casa, chegando na terceira vez já com o bebê em sofrimento fetal. Auxiliei no banho, na troca do oxímetro e nos cuidados gerais, sempre com extrema cautela. Foi um caso triste e ao mesmo tempo desafiador, que reforçou a importância do cuidado obstétrico adequado para prevenção de complicações neonatais.</p></li><li><p>Prematura grave: acompanhei com minha colega Cláudia os cuidados de uma prematura em estado mais delicado do que os que havia visto anteriormente. A alimentação era realizada por sonda gástrica com seringa, administrando volumes pré-estabelecidos, o que me permitiu observar diferenças em relação ao uso de bomba ou à amamentação direta. A paciente apresentava bastante edema e notei entrada excessiva de ar durante a infusão, o que poderia gerar desconforto abdominal (gases). Compartilhei a observação com a professora, mas sem conduta imediata a ser tomada por nós.</p></li><li><p>Recém-nascida com edema generalizado: no mesmo dia, chegou uma admissão considerada incomum até mesmo pela professora. O caso era de uma RN com edema extenso, acometendo todo o corpo e mais acentuado no lado direito do rosto. Durante a aspiração de vias aéreas, foi observada saída de grande quantidade de secreção sanguinolenta, densa e viscosa. Houve dificuldade para obtenção de acesso venoso periférico devido ao edema, sendo necessário realizar cateterismo umbilical para administração das medicações. Não acompanhei a punção em si, mas pude observar o cateter posicionado posteriormente. O prognóstico e evolução do caso não foram informados, mas foi uma experiência singular, já que nem a professora havia presenciado situação semelhante.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>Esse dia foi de grande aprendizado, pois tive contato com casos complexos e pouco comuns, ampliando muito minha visão sobre a prática neonatal intensiva.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-16 15:20:06 UTC</pubDate>
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         <title>Pediatria</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3587921966</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesse dia, acompanhei novamente os mesmos pacientes do último plantão, mas com a alegria de vivenciar três altas:</p><p><br></p><ul><li><p>Gabi (2 meses): após o ajuste de medicação para convulsões, não apresentou novas intercorrências. Realizei a retirada do acesso venoso e pude me despedir dela, que, apesar de tão pequenininha, demonstrava reconhecimento com lindos sorrisos.</p></li><li><p>Isadora (5 anos): estava muito animada, pois receberia alta para casa apenas com o uso de Aerolim. Realizei a retirada do acesso sem dificuldades. Dessa vez, ela estava muito mais receptiva e feliz, em contraste com o dia anterior, em que se mostrava mais desanimada.</p></li><li><p>Ana Clara (7 anos, fibrose cística): após melhora da pneumonia, também foi liberada para casa. Acompanhei a retirada do isolamento e do acesso, e pude compartilhar de sua alegria. Conversamos bastante sobre a escola e suas amigas, mostrando o vínculo de confiança que criamos durante os dias de atendimento.</p></li></ul><p><br></p><p><br></p><p>Quanto aos pacientes que permaneceram internados:</p><p><br></p><ul><li><p>Pietra (10 anos): seguia em investigação devido a dor abdominal persistente. Diferente dos dias anteriores, nesse plantão pude perceber maior intensidade da dor, pois mesmo à palpação superficial ela se contorcia e expressava desconforto. Durante meu atendimento, foi encaminhada para exames de imagem (ultrassonografia e colonoscopia). Ressalto, porém, um episódio de desrespeito profissional: enquanto realizava o exame físico, uma médica interrompeu minha assistência, invadindo o espaço sem esperar a conclusão do procedimento. Isso me deixou bastante incomodada, pois acredito que o respeito mútuo entre os profissionais é essencial para a assistência integral ao paciente.</p></li><li><p>Ryan (2 anos): no plantão anterior, havia sido um dos maiores desafios, por ser uma criança muito assustada e resistente à manipulação. Entretanto, neste dia, com estratégias de vínculo — brincadeiras na brinquedoteca, apoio da mãe e das recriadoras — consegui conquistar sua confiança. Realizei ausculta pulmonar e cardíaca, contagem das frequências respiratória e cardíaca e palpação abdominal sem resistência significativa. Apenas a aferição da temperatura não foi possível, pois optei por não forçar a criança. Foi um grande avanço, inclusive ele se despediu de mim com um tchau. Registrei em evolução a importância de manter a abordagem gradual e lúdica, para que ele se sinta seguro durante os atendimentos.</p></li></ul><p><br></p><p><br></p><p>Esse dia foi especialmente gratificante, pois além de acompanhar as altas de pacientes que já havia cuidado, pude observar minha própria evolução na relação com pacientes pediátricos, conquistando confiança e garantindo uma assistência mais humanizada.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-16 15:20:12 UTC</pubDate>
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         <title>Pesquisa sobre o cisatracurio</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3588964934</link>
         <description><![CDATA[<p>Cisatracúrio besilato é um medicamento usado principalmente em hospitais, durante procedimentos cirúrgicos ou em terapia intensiva.</p><p><br></p><p>Classe farmacológica: Bloqueador neuromuscular não despolarizante.</p><p><br></p><p>Mecanismo de ação: Atua competindo com a acetilcolina nos receptores nicotínicos da placa motora, impedindo a transmissão do impulso nervoso para o músculo esquelético → causa relaxamento muscular.</p><p><br></p><p>Indicação principal:</p><p><br></p><ul><li><p>Facilitar intubação traqueal.</p></li><li><p>Proporcionar relaxamento muscular durante cirurgias.</p></li><li><p>Manter relaxamento em pacientes sob ventilação mecânica.<br></p></li></ul><p>Características importantes:<br></p><ul><li><p>É de curta a média duração.</p></li><li><p>É metabolizado principalmente por degradação espontânea (Hoffmann), não dependendo tanto do fígado ou rins, o que é útil em pacientes críticos.</p></li><li><p>Tem menor risco de liberar histamina que outros bloqueadores (como o atracúrio).<br></p><p>Administração: Via intravenosa (IV).</p><p>Efeitos adversos possíveis:</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>Hipotensão (mais raro que com atracúrio).</p></li><li><p>Broncospasmo (incomum).</p></li><li><p>Bloqueio neuromuscular prolongado se não houver monitorização adequada.</p></li></ul><p><br></p><p>⚠️ Observação importante:</p><p><br></p><ul><li><p>O cisatracúrio não possui efeito analgésico nem sedativo, então sempre deve ser usado junto com sedação e analgesia adequadas.</p></li><li><p>Seu uso é restrito a ambiente hospitalar, com monitorização e suporte à ventilação mecânica.</p></li></ul><p><br></p><p>Indicações na UTI respiratória:</p><p>1. Facilitar a ventilação mecânica em pacientes graves, quando:</p><p>• Há asincronia paciente–ventilador (o paciente não “acompanha” o ritmo do ventilador, mesmo sedado).</p><p>• Precisa-se de controle rigoroso da ventilação (ex.: síndrome da angústia respiratória aguda – SDRA).</p><p>• Quando sedação e analgesia não são suficientes para manter o conforto respiratório.</p><p>2. Evitar esforço respiratório excessivo que pode piorar lesões pulmonares (reduz o chamado volutrauma e barotrauma).</p><p>3. Melhorar a oxigenação, pois o relaxamento muscular pode favorecer a sincronia ventilatória e permitir estratégias protetoras (como ventilação com baixo volume corrente na SDRA).</p><p>4. Facilitar procedimentos em pacientes críticos, como:</p><p>• Intubação orotraqueal difícil.</p><p>• Colocação de tubo de traqueostomia.</p><p><br></p><p>⚠️ Pontos de atenção na UTI:</p><p>• Sempre com sedação contínua (senão o paciente fica consciente, mas paralisado).</p><p>• Exige monitorização neuromuscular (ex.: TOF – train of four).</p><p>• Suspender o quanto antes, porque uso prolongado pode levar a fraqueza muscular adquirida na UTI.</p><p><br/></p><p> Em resumo: na UTI respiratória, o Cisatracúrio serve para manter o paciente sincronizado com o ventilador, reduzir lesão pulmonar e otimizar a oxigenação em casos graves, como SDRA.</p><p><br></p><p>Referências:</p><p><br></p><p>ACURASYS Trial:</p><p>PAPAZIAN, L.; FOREL, J.-M.; GACOUIN, A.; PENOT-RAGON, C.; PERRIN, G.; LOUNDOU, L.; JABER, S.; ARNAL, J.-M.; PEREZ, D.; SEGHBOYAN, J.-M.; CONSTANTIN, J.-M.; COURANT, P.; LEFRANT, J.-Y.; GUÉRIN, C.; Investigators AS. Neuromuscular blockers in early acute respiratory distress syndrome. The New England Journal of Medicine, v. 363, n. 12, p. 1107-1116, 2010.</p><p><br></p><p>THOMPSON, B. T.; CHAMBERS, R. C.; LIU, K. D.; et al. Neuromuscular blockade in patients with ARDS: a rapid practice guideline. Intensive Care Medicine, v. 46, n. 12, p. 1977-1988, 2020.</p><p><br></p><p>TARAZAN, N.; ALSHEHRI, M.; SHARIF, S.; AL DUHAILIB, Z.; HYLANDER MØLLER, M.; BELLEY-COTE, E.; et al. Neuromuscular blocking agents in acute respiratory distress syndrome: updated systematic review and meta-analysis of randomized trials. Intensive Care Medicine Experimental, v. 8, article 61, 2020.</p><p><br></p><p>Diretrizes brasileiras de ventilação mecânica:</p><p>Associação Brasileira de Medicina Intensiva, Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Diretrizes Brasileiras de Ventilação Mecânica, Parte I. Jornal Brasileiro de Pneumologia, suplemento especial, 2013.</p><p><br></p><p>BEAUFOY, F.; TARAZAN, N.; ALSHEHRI, M. Neuromuscular blocking agents in acute respiratory distress syndrome: updated systematic review and meta-analysis of randomized trials. Intensive Care Medicine Experimental, 2020.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-17 03:28:18 UTC</pubDate>
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         <title>SAM + asfixia </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3588971760</link>
         <description><![CDATA[<p>A síndrome de aspiração meconial (SAM) ocorre quando o recém-nascido inala líquido amniótico misturado com mecônio, antes, durante ou logo após o parto. Esse material aspirado pode obstruir as vias aéreas, provocar inflamação química nos pulmões, inativar o surfactante e levar a complicações graves, como atelectasias, hipoxemia e hipertensão pulmonar persistente. Na prática clínica, a presença de mecônio no líquido amniótico costuma indicar sofrimento fetal. Isso acontece porque, diante da hipóxia intraútero, o feto pode apresentar relaxamento do esfíncter anal e eliminar mecônio, além de realizar movimentos de “gasping” que favorecem a aspiração. Assim, muitas vezes o SAM está intimamente associado a episódios de asfixia perinatal.</p><p><br/></p><p>A asfixia neonatal representa uma privação de oxigênio e perfusão tecidual, especialmente cerebral. Essa condição pode causar encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI), uma das principais causas de convulsões no período neonatal. O cérebro do recém-nascido é particularmente vulnerável, pois apresenta imaturidade nos mecanismos inibitórios e uma predominância de vias excitatórias, o que aumenta a propensão a crises convulsivas diante de insultos como a hipóxia. Além disso, distúrbios metabólicos frequentes nesses casos, como hipoglicemia, hipocalcemia e acidose, contribuem para aumentar a excitabilidade neuronal e desencadear espasmos.</p><p><br/></p><p>Por esse motivo, é comum que o bebê com história de asfixia apresente muitos espasmos ou convulsões nas primeiras horas ou dias de vida. Essas crises podem ser motoras evidentes (movimentos repetitivos, tônicos ou clônicos), mas também podem ser sutis, ou até mesmo apenas eletrográficas, sendo detectadas apenas por meio de monitorização com EEG.</p><p><br/></p><p>O manejo clínico nesses casos envolve tanto o tratamento respiratório, quando há SAM, com medidas de suporte ventilatório, uso de surfactante, óxido nítrico inalatório e até ECMO em situações graves, quanto a abordagem neurológica da asfixia, com monitorização rigorosa, correção de distúrbios metabólicos e uso de anticonvulsivantes, como o fenobarbital. Em recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica moderada a grave, a hipotermia terapêutica é considerada uma intervenção capaz de reduzir mortalidade e sequelas neurológicas a longo prazo.</p><p><br/></p><p>Em resumo, a relação entre SAM e asfixia é estreita: a hipóxia fetal favorece a eliminação e aspiração de mecônio, e, ao mesmo tempo, a própria asfixia e suas repercussões metabólicas e cerebrais explicam por que esses bebês apresentam espasmos e convulsões com tanta frequência.</p><p><br/></p><p>Referências: </p><p><br/></p><p>1.	WISWELL, T. E.; TUGGLE, J. M.; TURNER, B. S. Meconium aspiration syndrome: have we made a difference? Pediatrics, v. 85, n. 5, p. 715-721, 1990.</p><p>	2.	DARGAVILLE, P. A.; COPNELL, B. The epidemiology of meconium aspiration syndrome: incidence, risk factors, therapies, and outcome. Pediatrics, v. 117, n. 5, p. 1712-1721, 2006.</p><p>	3.	GOMELLA, T. L.; CUNNINGHAM, M. D.; EHSANIPOOR, R. M. Neonatology: Management, Procedures, On-Call Problems, Diseases, and Drugs. 8. ed. New York: McGraw-Hill Education, 2020.</p><p>	4.	VOLPE, J. J. Volpe’s Neurology of the Newborn. 7. ed. Philadelphia: Elsevier, 2018.</p><p>	5.	GLUCKMAN, P. D.; WYLLIE, J.; CHATTORAJ, S.; GUNN, A. J. Hypoxic-ischemic encephalopathy in the term infant. New England Journal of Medicine, v. 344, n. 8, p. 583-589, 2001.</p><p>	6.	PRESSLER, R. M.; AZZOPARDI, D. Electrographic seizures in neonates with hypoxic-ischemic encephalopathy. Epilepsia, v. 54, s. 6, p. 36-41, 2013.</p><p>	7.	KRAWIEC, C.; MUZIO, M. R. Neonatal Seizure. In: StatPearls. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing, 2025. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK554535/">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK554535/</a>.</p><p>	8.	AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. Neonatal Encephalopathy and Neurologic Outcome. Pediatrics, v. 133, n. 5, p. e1482-e1488, 2014.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-17 03:32:35 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Espasmos X Convulsão </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3588973670</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong>Espasmos / movimentos benignos (não convulsivos)</strong></p><p><br></p><p><br></p><ul><li><p>Tremores: movimentos rítmicos rápidos, principalmente de mãos, braços ou mandíbula.<br> Características:<br></p><ul><li><p>São simétricos.</p></li><li><p>Param quando se segura o membro ou muda a posição.</p></li><li><p>Frequentes após estímulo (toque, ruído, choro).</p></li><li><p>Sem alterações autonômicas (FC, respiração, cor da pele).<br></p></li></ul></li><li><p>Mioclonias benignas do sono: contrações bruscas, rápidas, durante o sono.<br></p><ul><li><p>Não ocorrem quando o bebê está acordado.</p></li><li><p>Não se associam a alteração de consciência.</p></li></ul><p><br></p></li><li><p>Reflexos neonatais (ex.: Moro, sucção, tônico-cervical): podem ser confundidos, mas são previsíveis e desencadeados por estímulo.<br></p></li></ul><p><strong>Crises convulsivas neonatais</strong><br></p><ul><li><p>Podem ser sutis (nem sempre clássicas como em adultos).</p></li><li><p>Tipos principais:<br></p><ul><li><p>Clônicas: movimentos rítmicos repetitivos de um grupo muscular, geralmente assimétricos e focais (ex.: só um braço ou só face).</p></li><li><p>Tônicas: postura sustentada de rigidez, pode ser focal (um membro) ou global.</p></li><li><p>Mioclônicas: abalos rápidos, isolados ou repetitivos, não ligados ao sono.</p></li><li><p>Sutis: olhar fixo, piscamento repetitivo, movimentos de mastigação, pedalar pernas, apneia, alterações autonômicas (FC, pressão, cor da pele).</p><p><br></p></li></ul><p>Características:<br></p><ul><li><p>Não param com contenção física.</p></li><li><p>Podem ocorrer em vigília ou sono.</p></li><li><p>Muitas vezes associadas a alterações autonômicas (apneia, cianose, bradicardia).</p></li></ul></li><li><p>Frequentemente ligadas a insulto cerebral (asfixia, hemorragia, hipoglicemia, infecção).<br></p></li></ul><p><strong>Manejo clínico</strong></p><p><br></p><ul><li><p>Sempre suspeitar de convulsão em RN com história de asfixia, prematuridade extrema, hipoglicemia, hemorragia intracraniana.</p></li><li><p>Avaliar glicemia, eletrólitos, gasometria.</p></li><li><p>Monitorização com EEG é o padrão-ouro, porque até 50% das crises neonatais são apenas eletrográficas (sem manifestação clínica visível).</p></li><li><p>Tratamento envolve corrigir causas metabólicas e, se necessário, anticonvulsivantes (fenobarbital como primeira linha).</p></li></ul><p><br>Resumindo:</p><p><br></p><ul><li><p>Espasmos benignos → simétricos, desencadeados por estímulo, param ao conter o movimento, sem alteração de consciência ou sinais autonômicos.</p></li><li><p>Convulsões → assimétricas, não param com contenção, podem vir acompanhadas de alteração respiratória, coloração ou olhar fixo, e muitas vezes têm origem em lesão/sofrimento neurológico.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-17 03:33:42 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Último dia na pediatria </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3590660054</link>
         <description><![CDATA[<p>No último dia oficial da pediatria, realizamos uma atividade de educação em saúde sobre higiene bucal. Foi nossa primeira experiência desse tipo dentro do hospital, em formato mais coletivo, semelhante a uma ação em unidade básica de saúde.</p><p><br/></p><p>Iniciamos a dinâmica na brinquedoteca, com pacientes que não estavam em isolamento. Nesse momento, as crianças se mostraram pouco interessadas, não demonstravam entusiasmo nem grande participação, mas ainda assim realizamos a atividade, entregamos escovas, capas e pastas de dente, e fizemos a escovação supervisionada.</p><p><br/></p><p>Em seguida, seguimos para os quartos de isolamento, com todos os cuidados necessários de paramentação. Ali, a resposta foi completamente diferente: as crianças se mostraram muito mais atentas, participativas e interessadas em aprender. Acreditamos que isso se deve ao fato de estarem privadas de estímulos externos, então a chegada de algo diferente, como o teatro e a interação lúdica, despertou nelas alegria e engajamento. Foi muito gratificante perceber o carinho e os sorrisos que recebemos em troca.</p><p><br/></p><p>Confesso que, inicialmente, estava desanimada com a proposta, pois pensei que seria uma atividade mais adequada para UBS do que para hospital. Porém, ao vivenciar, percebi que a educação em saúde acontece o tempo todo, em cada leito, quando orientamos uma mãe sobre higiene, quando ensinamos sobre alimentação adequada, quando explicamos a importância da hidratação. Ou seja, a prática educativa está presente em todos os momentos da assistência, mesmo que não seja em uma dinâmica estruturada.</p><p><br/></p><p>Esse encerramento na pediatria me marcou bastante. Apesar de não ter intenção de atuar nessa área futuramente (exceto em UTI, por afinidade com a terapia intensiva), foi um módulo que me trouxe experiências ricas, crianças incríveis e a superação de várias expectativas pessoais.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-17 23:30:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Último dia UTI neo </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3598345919</link>
         <description><![CDATA[<p>No último dia de estágio na UTI Neonatal, foi um dos módulos mais marcantes de todo o módulo. Foi um setor que me encantou desde o início e, nesse dia em especial, a movimentação foi intensa, pois havia quatro recém-nascidos internados, cada um acompanhado por uma colega.</p><p><br></p><p>Fiquei responsável pela Helena, uma bebê que já se encontrava no berço, em processo de preparação para alta. Sua condição clínica era estável, apresentando apenas icterícia leve, classificada como zona 1 de Kramer, e dificuldades na amamentação.</p><p><br></p><p>Helena era uma bebê ativa e reativa, chorosa em alguns momentos de procedimentos, como durante a realização do HGT, mas, em geral, se mantinha tranquila. Um momento muito especial foi o primeiro banho de banheira realizado pela mãe. Inicialmente nervosa com o manuseio do bebê, a mãe foi se acalmando ao longo do processo e demonstrou emoção e relaxamento ao cuidar da filha.</p><p><br></p><p>Após o banho, finalizei os cuidados de rotina: vesti a bebê, posicionei o oxímetro e acompanhei a tentativa de amamentação. Observamos que Helena apresentava sucção ineficaz, parando após as primeiras deglutições, como se esperasse que o leite viesse espontaneamente. No entanto, com o uso do copinho, a alimentação ocorreu de forma mais adequada.</p><p><br></p><p>O dia encerrou com a evolução dos pacientes, um momento de confraternização durante o lanche, reflexões sobre as experiências no setor e, por fim, a devolutiva da nossa avaliação. Foi uma experiência enriquecedora e emocionante, que consolidou meu carinho pela UTI Neonatal.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-09-22 22:34:10 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3598345919</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Classificação de risco</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3598346386</link>
         <description><![CDATA[<p>Iniciamos mais um setor de estágio, desta vez na maternidade. Eu estava ansiosa para essa experiência, especialmente pela expectativa de assistir a um parto, mas ao mesmo tempo sem tanta empolgação, já que minhas vivências anteriores em classificação me deixaram receosa de não poder realizar muitas atividades.</p><p><br></p><p>No entanto, a experiência foi completamente diferente do que eu imaginava. Logo na chegada, fui designada para a classificação de risco, junto com a Bruna, a sênior. Fomos muito bem acolhidas pela enfermeira responsável, que nos deu autonomia para participar dos atendimentos.</p><p><br></p><p>Atendemos 26 pacientes em um curto período de tempo, entre 8h da manhã e pouco depois do meio-dia. A maioria dos casos envolvia internações por trabalho de parto e a realização de inúmeros exames, o que demandou agilidade e organização. Também acompanhamos situações diferentes e desafiadoras, como casos de abortamento, incluindo um diagnóstico que até então eu não conhecia.</p><p><br></p><p>Essas experiências foram muito enriquecedoras, pois me permitiram não apenas observar, mas também praticar a classificação de risco, utilizando o manual de apoio e desenvolvendo a capacidade de conduzir a triagem com segurança. A vivência anterior que tive em classificação no estágio extracurricular da UPA me deu certa facilidade, mas percebi que aqui o contexto é diferente, uma vez que a maioria das pacientes são gestantes, o que exige outro olhar clínico.</p><p><br></p><p>Ao final do dia, participamos de um round com a professora, em que discutimos os diferentes tipos de aborto, incluindo o aborto legal, suas indicações e condutas, além dos aspectos relacionados ao manejo do feto conforme a idade gestacional. Esse momento foi extremamente esclarecedor, ampliando meu conhecimento e compreensão sobre a temática.</p><p><br></p><p>Foi um dia de muito aprendizado e prática, que superou minhas expectativas iniciais e marcou o início de uma vivência significativa na maternidade.</p><p><br></p><p>O segundo dia na maternidade foi bem mais tranquilo em relação ao primeiro. Dessa vez, a residente também estava presente, o que nos proporcionou ainda mais suporte durante os atendimentos. Trabalhei junto à enfermeira Melani, e percebi um fluxo menor de pacientes em comparação ao dia anterior.</p><p>Grande parte dos atendimentos foi voltada para consultas ginecológicas, em vez de obstétricas, e a demanda geral foi reduzida. No entanto, presenciamos novamente um caso de abortamento, que me deixou bastante sensibilizada. A paciente havia retornado para realizar a curetagem, pois o feto não tinha sido completamente expelido. Era possível perceber o impacto emocional que essa situação causava nela, demonstrando o quanto é fundamental o acolhimento e a humanização do cuidado nesse tipo de caso.</p><p>Após a internação da paciente para o devido procedimento, seguimos com a rotina. Fizemos uma pausa para o lanche e, no retorno, havia poucos pacientes na classificação. Logo depois, a professora nos chamou para o round, que desta vez foi ainda mais enriquecedor.</p><p>O tema discutido foi a placenta. Conhecemos aspectos que eu desconhecia completamente, como pesquisas em andamento que investigam seu potencial para auxiliar na cura da tetraplegia, além de curiosidades sobre o consumo da placenta pelas mães, em diferentes formas. Apesar de soar estranho a princípio, foi muito interessante compreender a importância e as possibilidades associadas a esse órgão.</p><p>Além disso, tivemos a oportunidade de realizar a pintura de placenta, experiência marcante e divertida, especialmente pelo tamanho expressivo da que foi apresentada. Esse momento contribuiu para um aprendizado diferenciado, despertando curiosidade e tornando o round mais leve e dinâmico.</p><p>Foi um dia mais calmo, mas ainda assim muito rico em conhecimento, marcado por novos aprendizados teóricos e práticos, além de reflexões importantes sobre acolhimento em situações delicadas, como no abortamento.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-22 22:34:59 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Medicação </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3617411734</link>
         <description><![CDATA[<p>No dia em que fiquei responsável pela medicação, foi bem tranquilo, principalmente no segundo dia, quando houve mais admissões de pacientes. Já no primeiro dia, precisei realizar atividades como punção venosa, administração de medicamentos e admissões.</p><p><br></p><p>Um momento marcante foi quando precisei fazer o acesso venoso na mãe de uma das minhas melhores amigas. Ela está enfrentando um problema grave no útero, com hemorragias constantes, e por isso precisa receber ferro semanalmente. Foi muito significativo, porque uma das primeiras pessoas em que realizei o procedimento ali foi justamente ela.</p><p><br></p><p>Depois, compartilhei uma foto com a minha amiga, brincando para ver se ela reconhecia o braço da mãe pelas tatuagens. Mais tarde, ela me trouxe um feedback que me deixou muito feliz: a mãe dela elogiou muito o meu cuidado durante a punção, dizendo que, ao contrário de outras vezes em que o procedimento causava dor e sangramento, comigo foi tranquilo, delicado e sem complicações.</p><p><br></p><p>Esse retorno reforçou para mim a importância de realizar cada procedimento com técnica, atenção e, principalmente, carinho.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-03 22:28:54 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Alojamento </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3617414198</link>
         <description><![CDATA[<p>Durante o período de estágio, tive a oportunidade de passar um dia na unidade de alojamento conjunto. Inicialmente, eu não estava muito ansiosa para essa vivência, pois havia ouvido comentários de que era um setor muito corrido e com grande demanda de atividades. No entanto, a experiência foi bastante positiva e tranquila. Passei o dia acompanhada da colega Júlia, e conseguimos desenvolver as atividades de forma organizada e leve.</p><p><br></p><p>Apesar de algumas práticas serem semelhantes às realizadas em outros setores — como a passagem de visita —, no alojamento conjunto essa rotina possui um foco diferente, voltado à observação da puérpera e do recém-nascido, à orientação sobre amamentação, autocuidados e cuidados com o bebê. Foi interessante perceber como o diálogo e a escuta atenta são essenciais nesse contexto, já que muitas mães ainda estão em processo de adaptação ao pós-parto.</p><p><br></p><p>Durante o turno, também realizei procedimentos que ainda não havia tido a oportunidade de executar em outros campos, como a administração de penicilina benzatina para tratamento de sífilis materna. Essa prática foi importante para consolidar meus conhecimentos sobre a terapêutica e reforçar a importância da prevenção da transmissão vertical. Além disso, pude realizar a administração da vacina Anti-D (Combst), indicada em casos de incompatibilidade sanguínea entre mãe e bebê. Essa foi uma experiência particularmente enriquecedora, pois a professora havia explicado anteriormente sobre o preparo e a aplicação desse imunobiológico, incluindo o uso da seringa de vidro, o que tornou muito interessante ver a teoria aplicada na prática.</p><p><br></p><p>De modo geral, o dia no alojamento conjunto foi uma vivência muito produtiva, que me proporcionou novos aprendizados e um olhar mais amplo sobre o cuidado de enfermagem voltado à mulher e ao recém-nascido no período pós-parto.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-03 22:35:12 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Centro obstétrico</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3617414503</link>
         <description><![CDATA[<p>No último setor em que permaneci durante o estágio, tive a oportunidade de vivenciar a rotina do Centro Obstétrico, um dos campos que eu mais aguardava conhecer desde o início da prática. Antes mesmo de começar o estágio, eu já imaginava como seria acompanhar um parto, presenciar esse momento tão marcante na vida de uma mulher e participar, ainda que de forma indireta, do nascimento de um bebê. No entanto, apesar da expectativa, acabei não presenciando nenhum parto natural — algo que brinquei bastante com os colegas, dizendo que fui “pé frio”.</p><p><br></p><p>No primeiro dia, quando cheguei ao setor, havia uma gestante em trabalho de parto ativo, e fiquei muito animada com a possibilidade de acompanhar todo o processo. Mesmo com outros acadêmicos na sala, permaneci dando apoio à gestante, tentando auxiliá-la durante as contrações e oferecendo conforto. Porém, por falta de cooperação da paciente — que, mesmo tendo três partos normais anteriores, se mostrava bastante resistente e agitada —, os médicos decidiram encaminhá-la para uma cesariana, apesar de o quadro clínico permitir o parto normal. Após o nascimento, participei dos cuidados imediatos ao recém-nascido, uma menina chamada Khloé. O nome diferente chamou a atenção de todos, e acabamos comentando sobre isso com carinho. Durante os cuidados, suspeitou-se de algumas alterações que poderiam estar relacionadas a uma síndrome, mas a equipe médica seguiria com a investigação posteriormente. Além disso, realizei o checklist dos materiais e equipamentos do carrinho de parto, conferindo se todos os itens estavam devidamente organizados e disponíveis para uso.</p><p><br></p><p>No segundo dia, a rotina foi mais tranquila. Fiz novamente a conferência dos materiais do centro obstétrico e acompanhei uma puérpera reinternada para tratamento com sulfato de magnésio (sulfatoterapia) devido a um quadro de pré-eclâmpsia. Observei atentamente a conduta da equipe e a importância do monitoramento rigoroso desses casos, tanto pela gravidade da doença quanto pela necessidade de vigilância contínua. No final do turno, enquanto nos preparávamos para o lanche de encerramento do estágio, chegou uma recém-nascida de cesariana, e prontamente me dispus a realizar os cuidados iniciais. A técnica de enfermagem aplicou as vacinas, pois a enfermeira Jéssica estava ocupada dando os feedbacks, e eu fiquei responsável por vestir a bebê e deixá-la pronta para o acolhimento materno.</p><p><br></p><p>O feedback da enfermeira Jéssica foi um momento marcante e muito significativo para mim. Ela destacou pontos fortes da minha atuação, reconhecendo meu empenho e postura profissional, mas também apontou aspectos em que posso evoluir, tanto no campo técnico quanto pessoal. Foi uma devolutiva construtiva, que me fez refletir sobre meu desenvolvimento como futura enfermeira e como pessoa. Embora o centro obstétrico não seja a área em que eu me vejo trabalhando futuramente, a experiência foi extremamente valiosa, pois me permitiu compreender mais sobre a atuação da enfermagem nesse setor, desenvolver novas habilidades e fortalecer minha autoconfiança profissional.</p><p><br></p><p>Essa vivência encerrou o ciclo de estágio de forma muito especial, reunindo aprendizado técnico, amadurecimento pessoal e o sentimento de gratidão por todo o percurso vivido durante a formação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-03 22:35:57 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Istmocele </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3617483223</link>
         <description><![CDATA[<p>A istmocele, também conhecida como “nicho de cesariana” ou “defeito de cicatriz uterina”, é uma invaginação ou falha no miométrio, localizada geralmente na parede anterior do útero, na região onde foi realizada uma cesariana. Essa alteração ocorre devido à cicatrização incompleta ou inadequada da histerotomia e tem se tornado cada vez mais comum com o aumento das taxas de parto cesariano. De acordo com o portal Artmed (2023), a istmocele representa uma sequela anatômica importante que pode ter implicações tanto ginecológicas quanto obstétricas.</p><p><br></p><p>A prevalência da istmocele varia bastante dependendo do método diagnóstico utilizado, podendo ser identificada em cerca de 24% a 70% das mulheres submetidas à cesariana quando se utiliza a ultrassonografia transvaginal, e em até 84% dos casos com o uso da histerossonografia, conforme estudos citados pela Sociedade Brasileira de Ultrassonografia (SBUS, 2024). Entre os principais fatores de risco estão o número de cesarianas anteriores, a realização de fechamento da incisão uterina em camada única, o posicionamento muito baixo da incisão, a retroversão uterina, o intervalo curto entre cesarianas e a técnica cirúrgica inadequada.</p><p><br></p><p>A istmocele pode ser assintomática e descoberta de forma incidental durante exames de imagem, mas também pode causar sintomas clínicos relevantes. Entre os principais estão o sangramento uterino anormal, especialmente escapes pós-menstruais, dor pélvica, dismenorreia, desconforto durante a relação sexual e infertilidade secundária. O estudo de Santos et al. (2022), publicado no Repositório Suprema, ressalta que o acúmulo de sangue e muco no nicho pode gerar inflamação local e prejudicar o ambiente endometrial, interferindo na fertilidade. Além disso, há risco de complicações mais graves, como gravidez ectópica na cicatriz da cesariana, ruptura uterina em gestações futuras e inserção anormal da placenta (como placenta prévia ou acreta), conforme descrito por Glamis Amazonas (2023).</p><p><br></p><p>O diagnóstico da istmocele é feito principalmente por meio de exames de imagem. A ultrassonografia transvaginal é o método de escolha inicial, pois permite visualizar o defeito e medir a espessura do miométrio residual (RMT). Em casos onde há dúvida diagnóstica ou necessidade de avaliação mais detalhada, a histerossonografia com infusão salina ou a ressonância magnética podem ser utilizadas. Segundo o estudo de Wozniak et al. (2021), publicado na Ginekologia Polska, a espessura miometrial residual é um parâmetro importante para guiar a conduta terapêutica, sendo geralmente considerada segura para histeroscopia quando o RMT é superior a 2,5 mm.</p><p><br></p><p>O tratamento depende da gravidade dos sintomas, do tamanho do defeito e do desejo reprodutivo da paciente. Nos casos leves ou em mulheres que não pretendem engravidar, pode-se optar pelo tratamento conservador, com o uso de anticoncepcionais hormonais para controle do sangramento irregular. No entanto, essa abordagem não corrige o defeito anatômico. Quando há sintomas significativos ou infertilidade, a correção cirúrgica pode ser indicada. A via histeroscópica é recomendada quando a espessura do miométrio residual é adequada, permitindo a ressecção do tecido fibrótico e a regularização da cavidade uterina de forma minimamente invasiva. Já nos casos de defeitos maiores, com miométrio muito fino, as abordagens laparoscópica, vaginal ou robótica são preferidas, pois permitem a reconstrução do miométrio e a restauração da anatomia uterina.</p><p><br></p><p>Nezhat et al. (2023), em um estudo publicado na revista Journal of Clinical Medicine, avaliaram 27 pacientes submetidas à correção laparoscópica da istmocele e observaram melhora significativa dos sintomas em 77% dos casos, além da restauração da fertilidade em aproximadamente 73% das mulheres que desejavam engravidar. Esses resultados reforçam a eficácia do tratamento cirúrgico na melhora da qualidade de vida e no prognóstico reprodutivo das pacientes.</p><p><br></p><p>Em síntese, a istmocele é uma condição frequentemente subdiagnosticada, mas de grande importância clínica. Sua detecção precoce e o manejo adequado são fundamentais para evitar complicações e promover o bem-estar ginecológico e reprodutivo da mulher. A atuação do profissional de saúde, especialmente da equipe de enfermagem, é essencial no acompanhamento, orientação e encaminhamento das pacientes para avaliação diagnóstica e tratamento adequado.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p>Referências</p><p><br></p><ul><li><p>ARTmed. Istmocele: como identificar e manejar? Portal Secad, 2023. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://portal.secad.artmed.com.br">https://portal.secad.artmed.com.br</a>.</p></li><li><p>Sociedade Brasileira de Ultrassonografia (SBUS). Congresso Brasileiro de Ultrassonografia – Anais 2024.</p></li><li><p>FEBRASGO. Isthmocele: from risk factors to management. Rev Bras Ginecol Obstet, 2019.</p></li><li><p>SANTOS, M. et al. Istmocele e suas complicações: uma revisão de literatura. Repositório Suprema, 2022.</p></li><li><p>GLAMIS AMAZONAS. Istmocele uterina: o que é e como tratar. 2023. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://glamisamazonas.com.br">https://glamisamazonas.com.br</a>.</p></li><li><p>WOZNIAK, S. et al. Isthmocele – diagnostic criteria and management. Ginekologia Polska, v. 92, n. 7, p. 482–489, 2021.</p></li><li><p>NEZHAT, C. et al. Outcomes of Laparoscopic Cesarean Scar Defect Repair: A Case Series and Literature Review. Journal of Clinical Medicine, v. 12, n. 11, p. 3720, 2023.</p></li></ul><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-04 01:28:55 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Hidropsia fetal</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3617483794</link>
         <description><![CDATA[<p>A hidropsia fetal é uma condição grave caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido em pelo menos dois compartimentos fetais, como a cavidade abdominal (ascite), pleural, pericárdica ou sob a pele, podendo também ser acompanhada por edema generalizado e placenta espessada. Essa alteração reflete um desequilíbrio entre a produção e a drenagem de fluidos no organismo do feto, sendo considerada um sinal de comprometimento fetal importante. De acordo com a Cleveland Clinic (2024), a hidropsia fetal pode ser classificada em dois tipos principais: imune e não imune. A forma imune ocorre, principalmente, devido à incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto, especialmente relacionada ao fator Rh, quando a mãe é Rh negativa e o feto Rh positivo, levando à produção de anticorpos maternos que destroem as hemácias fetais. Já a forma não imune é a mais comum atualmente, graças à profilaxia com imunoglobulina anti-D, e pode ter diversas causas.</p><p><br></p><p>Entre as causas mais frequentes da hidropsia não imune estão as anemias fetais graves (como as provocadas por infecções congênitas, principalmente pelo parvovírus B19), as doenças genéticas ou cromossômicas (como as síndromes de Turner e de Down), as malformações cardíacas ou arritmias que causam insuficiência cardíaca, e as infecções intrauterinas (como citomegalovírus e sífilis congênita). Também podem ser causas tumores fetais, como corioangiomas e teratomas, e a síndrome de transfusão feto-fetal em gestações gemelares monocoriônicas. Em alguns casos, mesmo após investigação completa, a etiologia permanece desconhecida, conforme relatado pela Fetal Medicine Foundation (2023).</p><p><br></p><p>O diagnóstico é realizado principalmente por ultrassonografia obstétrica, que identifica o acúmulo de líquidos nos compartimentos fetais e permite avaliar outros sinais associados, como placenta espessada e excesso de líquido amniótico. Para determinar a causa, são realizados exames complementares, como testes maternos de anticorpos para descartar incompatibilidade sanguínea, sorologias para infecções congênitas, ecocardiografia fetal para avaliação da função cardíaca e exames genéticos fetais por meio de amniocentese ou cordocentese. O National Center for Biotechnology Information (NCBI, 2022) destaca que o Doppler fetal é fundamental para avaliar a presença de anemia e o comprometimento hemodinâmico do feto.</p><p><br></p><p>O tratamento da hidropsia fetal depende da causa e da gravidade do caso. Quando a etiologia é identificável e tratável, como nas anemias fetais, pode-se realizar transfusões intrauterinas guiadas por ultrassom, o que melhora significativamente o prognóstico. Nos casos de arritmias, podem ser administrados medicamentos antiarrítmicos à mãe, que atravessam a placenta e tratam o feto. Em situações em que há acúmulo de líquido em cavidades torácicas, é possível realizar drenagem ou colocação de shunt toracoamniótico para reduzir a compressão dos pulmões e do coração. De acordo com a Fetal Medicine Barcelona (2024), o manejo deve ser feito em centros especializados, com monitorização intensiva e avaliação frequente do bem-estar fetal.</p><p><br></p><p>O prognóstico da hidropsia fetal é variável, mas geralmente reservado. A literatura descreve taxas elevadas de mortalidade fetal e neonatal, principalmente nos casos em que não é possível identificar ou tratar a causa subjacente. Segundo revisão publicada pela St George’s University of London (2023), a sobrevida depende fortemente da etiologia e da idade gestacional ao diagnóstico. Fetos tratados precocemente para causas reversíveis, como anemia, podem apresentar boa evolução. Entretanto, em casos associados a anomalias genéticas graves ou infecções congênitas severas, a taxa de mortalidade permanece alta. Mesmo entre os recém-nascidos sobreviventes, há risco de complicações respiratórias, neurológicas e metabólicas, especialmente quando o nascimento ocorre de forma prematura.</p><p><br></p><p>Em resumo, a hidropsia fetal é uma condição multifatorial e potencialmente letal, que requer diagnóstico precoce, abordagem multiprofissional e acompanhamento em centros de referência em medicina fetal. O papel da equipe de enfermagem e dos profissionais de saúde é fundamental tanto no apoio emocional à gestante e à família quanto na assistência durante o acompanhamento pré-natal e no manejo hospitalar, contribuindo para o prognóstico e a segurança materno-fetal.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p>Referências</p><p><br></p><ul><li><p>CLEVELAND CLINIC. Hydrops Fetalis: Symptoms, Causes, Diagnosis &amp; Treatment. 2024. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/hydrops-fetalis">https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/hydrops-fetalis</a>.</p></li><li><p>NATIONAL CENTER FOR BIOTECHNOLOGY INFORMATION (NCBI). Nonimmune Hydrops Fetalis. 2022. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK563214">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK563214</a>.</p></li><li><p>FETAL MEDICINE FOUNDATION. Hydrops Fetalis – Diagnosis and Management. 2023. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://fetalmedicine.org/education/fetal-abnormalities/hidrops-fetal/revision">https://fetalmedicine.org/education/fetal-abnormalities/hidrops-fetal/revision</a>.</p></li><li><p>FETAL MEDICINE BARCELONA. Non-immune Hydrops Fetalis: Protocols and Management. 2024. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://fetalmedicinebarcelona.org">https://fetalmedicinebarcelona.org</a>.</p></li><li><p>ST GEORGE’S UNIVERSITY OF LONDON. Hydrops Fetalis Review: Diagnosis, Causes and Outcomes. 2023. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://openaccess.sgul.ac.uk">https://openaccess.sgul.ac.uk</a>.</p></li></ul><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-04 01:30:31 UTC</pubDate>
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         <title>Sala lilás </title>
         <author>camillehg</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-10-04 01:55:24 UTC</pubDate>
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         <title>Primeiro dia</title>
         <author>camillehg</author>
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         <description><![CDATA[<p>O primeiro dia ficou bem dividido o setor, pois haviam poucos pacientes e muitos alunos, fiquei com 3 pacientes, (579) a primeira foi super simples, pois se tratava apenas de um curativo em uma F.O. em região abdominal, havia 12 dias de operação, o motivo foi apendicite, utilizei apenas soro fisiológico 0,9% e gaze para higiene pois estava sem sinais flogísticos e precisava apenas higienizar e realizar a troca da gaze para não ficar úmido e propício a infecções.</p><p>Minha segunda paciente foi a Tatiane (573), havia sido uma colecistectomia, porém se tratava de um curativo um pouco mais complexo pois ela também havia um dreno de Jackson Pratt em fossa ilíaca direita, no momento que realizei a visita e curativo, não havia nenhum conteúdo no dreno, a F.O. estava localizada na região abdominal, utilizei apenas soro fisiológico e gaze para limpeza pois estava sem sinais de infecção, já o dreno, utilizei os mesmos materiais em seu óstio que também não possuía sinais que poderiam sugerir uma infecção, ja no seu circuito utilizei clorexidina alcoólica pois a clorexidina atua na redução de microrganismos, enquanto o álcool contribui para a rápida secagem e desinfecção do local, não é utilizado direto no óstio pois pode causar ressecamento da pele e matar as bactérias que nos protegem.</p><p>A Maria das Graças, foi a última paciente (572) do meu dia foi a mais interessante, ela deu entrada no hospital com suspeita de colecistite, fez todo o preparo para a cirurgia, porém quando foi aberta no centro cirúrgico encontraram dificuldade para "encontrar" a vesícula dela pois (segundo palavras da própria paciente) o fígado havia "engolido" a vesícula, mas na verdade era uma massa que estava recobrindo a mesma, foi realizada a retirada de uma parte para biópsia, mas até então não havia resultado, concluindo, para realizar o curativo utilizei gaze e soro fisiológico, pois ela havia uma F.O. em região abdominal, e também realizei a troca do curativo do CVC que estava localizado em jugular interna esquerda, utilizei luva estéril, clorexidina alcoólica e gaze para desinfecção e higiene.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-13 22:28:38 UTC</pubDate>
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         <title>Segundo dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3630420891</link>
         <description><![CDATA[<p>No dia seguinte realizei os mesmos curativos do dia anterior (572 e 573), novamente utilizando os mesmos materiais pois ambos estavam sem sinais de infecção, perguntei sobre atualizações do caso da Tatiane (573), a mesma me informou que iria tirar o dreno naquele mesmo dia e iria de alta; já a Maria, não havia nenhuma atualização sobre o caso dela, o que me deixou um pouco frustrada pois estava muito interessada pelo caso dela, e nesse dia pensei, se eu, uma pessoa de fora estava ansiosa e querendo saber mais sobre o caso dela, imagino como estava a ansiedade da própria paciente.</p><p>A paciente que atendi diferente desse dia, foi a do leito (577), mas também não foi algo MUITO diferente, ela iria fazer uma cirurgia de tireoidectomia, estava ansiosa pela cirurgia e para ir de alta (e ela havia sido admitida naquele mesmo dia), achei isso levemente engraçado, pois a paciente mal havia chegado no setor e já pensava em ir embora.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-13 22:36:40 UTC</pubDate>
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         <title>Terceiro dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3634226494</link>
         <description><![CDATA[<p>Ficou eu e minha colega Helena apenas na CCF nesse dia, as demais foram para outros setores do hospital, no início fiquei bem apreensiva com medo de não darmos conta de todos os pacientes, mas assim que a preceptora Sara nos deu os leitos, eu me organizei e planejei a forma que seria melhor e mais rápida de resolver as demandas; decidi então que começaria pelas visitas rápidas, para saber quem havia curativo ou não, faria os curativos e depois retornava para realizar o SAE.</p><p><br/></p><p>A primeira paciente que realizei o curativo, foi da LPP estagio 4 em sacra (583), e foi bem interessante, pois no dia anterior havíamos conversado sobre o caso dela e que seria bem capaz de não a vermos pois ela realizava hiperbárica no ST todos os dias, acabava que saia bem cedo, mas nesse dia não havia ambulância para levar ela, estava "ansiosa" de certo modo para ver a ferida, pois não havia visto ate hoje uma LPP de estagio 4; com o auxilio da professora, realizei o curativo com técnica estéril, utilizando gaze estéril, clorexidina degermante e SF 0,9% para anti-sepsia das bordas, para o interior da ferida utilizei soro fisiológico 0,9%, gaze estéril e pinça estéril, para menor risco de contaminação dos tecidos internos, após umedecemos algumas gazes com PHMB para te uma limpeza, desinfecção e promoção da cicatrização melhor, removendo biofilmes (camadas de bactérias) e diminuindo a carga bacteriana, aguardamos 10 minutos que é o tempo de ação do PHMB, retirei as gazes e preparamos a papaina a 10%, que tem como função o desbridamento químico pois a enzima papaína quebra e dissolve o tecido necrosado e esfacelo, limpando o leito da ferida; também ha um auxílio à cicatrização promovendo a formação de novo tecido de granulação e acelerando a cicatrização; e a ação antimicrobiana<strong>, </strong>pois<strong> </strong>possui propriedades que ajudam a combater infecções bacterianas na ferida, fechamos com a gaze + papaina a 10%.</p><p><br/></p><p>Os demais curativos, foram simples, então a prof. foi auxiliar a Helena, realizei a troca do curativo da paciente em cuidados paliativos (568) ela tinha CA de cabeça de pâncreas, estava em região epigástrica, apenas abri para observar como estava, estava limpo, sem sinais logísticos e não estava úmido, entalo coloquei novamente no local e troquei a fita em cima com a data do dia; na sexta, acabei recebendo a noticia que ela havia falecido na quinta pois teve uma PCR as 1:30 da manha, fiquei bastante triste, mas entendi que isso era o melhor para ela, pelo menos ela descansou, e me confortou saber que fui a última a poder cuidar dela e dar conforto para a mesma.</p><p><br/></p><p>A paciente do pré-operatório do dia anterior (579), ja havia sido operada, estava com a F.O. e um dreno em seu pescoço, como seria o primeiro curativo dela pós-cirurgia, realizei com luva estéril, com gaze + SF 0,9% em F.O. e óstio do dreno, e clorexidina alcoólica no circuito do dreno, na hora de realizar o fechamento, utilizei uma gaze para proteção da F.O. pois no CC colocaram o micropore diretamente na ferida, assim, tendo mais chances de lesionar a pele e ficar desconfortável e dolorido para o paciente.</p><p><br/></p><p>A ultima paciente (581) do meu dia foi um pouco mais trabalhoso também, ela havia uma F.O. em região abdominal e dois drenos, um em cada flanco, utilizei gaze + SF 0,9% para limpeza da F.O. e óstios de drenos, e clorexidina alcoólica nos circuitos, fechei com gaze + micropore.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-15 17:48:45 UTC</pubDate>
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         <title>Quarto dia</title>
         <author>camillehg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Fiquei na UPC.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-15 20:12:52 UTC</pubDate>
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         <title>Quinto dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3634424030</link>
         <description><![CDATA[<p>Fiquei no setor de imagem, e foi muito interessante pois só tinha a visão desses exames como paciente, não enfermeira, e descobri varias questões que não sabia sobre o uso da TC e RM, um paciente com DRC não faz contraste na ressonância por ser nefrotóxico, para um paciente normal o contraste é de no máximo 20ml dependendo do peso, e sempre se orienta a beber bastante água para ajudar na eliminação desse contraste; não da pra fazer RM em paciente entubado, monitorizado ou descompensado, pois a sala não tem suporte, nesse caso faz a TC.</p><p>Já na TC o paciente pode fazer contraste, porque é feito de iodo e não agride tanto o rim, é administrado até 150/180ml dependendo do peso.</p><p><br/></p><p>Sempre bom anotar no livro para respaldo nosso, o motivo do paciente não fazer o exame ou não realizar o contraste; isso foi uma dica da enfermeira e pude usar isso na prática, pois em um momento que ela estava resolvendo outra questão, uma medica chegou questionando porque não havia o resultado da RM, fui até o livro e nele achei a anotação sobre o paciente, o mesmo estava agitado e desorientado no momento do exame.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-15 20:25:52 UTC</pubDate>
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         <title>Sexto dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3649447074</link>
         <description><![CDATA[<p>Fiquei na UPC.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-24 16:32:00 UTC</pubDate>
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         <title>Sétimo dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3649501769</link>
         <description><![CDATA[<p>Fiquei pela primeira vez no PU, com a Helena e a Isa, estava bem ansiosa para esse momento do módulo, pois gosto muito dessa parte de urgência e emergencia, cti e ali era um dos lugares mais parecidos com esse meu amor. Mas para o meu azar e sorte dos funcionários foi um plantão super tranquilo, conhecemos todo o setor, a enfermeira da amarela nos mostrou e explicou como funcionava o acolhimento dos pacientes na classificação de risco, visto que o PU do HAC é referencia apenas para pacientes oncológicos ou então até 30 dias de pós cirúrgico, obvio que se aparecer um paciente com sinais de infarto ou qualquer coisa alarmante, não será negado atendimento. Bom, a única coisa movimenta nesse plantão foi uma acompanhante de um paciente, que a médica ja havia explicado para ela o procedimento que seria realizado, a enfermeira também, e mesmo assim parecia que ela estava "buscando" confusão, o paciente foi levado até a sala de medicação e lá posicionamos ele para aguardar os resultados dos exames, porém a cada 2 min éramos chamadas pela acompanhante para reclamar de algo, ou então perguntar porque ainda não tínhamos feito tal coisa, sendo que foi o momento de passagem de visita, então estávamos com outras responsabilidades e o caso dela não era urgente, uma das coisas que ela solicitou, para não falar que obrigou, foi um colchão para o marido ficar deitado na poltrona, foi debatido entre a equipe que ali se fazia presente, e eu estava junto (isso foi muito gratificante, pois ver que eles valorizam nossa opinião mesmo sendo como acadêmico), eu e a enfermeira descordamos de dar o colchão, porem foi feito mesmo assim para que a acompanhante parasse de "encher o saco", sendo que na minha opinião, isso não mudou nada e apenas mostrou pra ela que se ela chamar atenção, vai conseguir as coisas. Bom, após isso realizei as visitas da sala amarela, e iniciamos o curativo de erisipela, eu e Isa, porém havia pacientes na recepção e estava sem enfermeira na classificação, me ofereci para ir pois a minha colega Helena não havia muita pratica, e eu como ja havia ficado algumas vezes no estagio da UPA, conseguia tranquilamente. Classifiquei e um dos pacientes era apenas para continuar tomando o atb IM, então com auxilio da técnica e da enfermeira, preparei e apliquei a medicação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-24 17:22:02 UTC</pubDate>
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         <title>Oitavo dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3652882186</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesse dia retornei para a clinica e cuidei de algumas pacientes, a primeira foi Dona Irena, do leito 569, ela era uma paciente cirúrgica de coledocolitíase que é a presença de cálculos (pedras) no ducto colédoco, o canal que transporta a bile da vesícula e do fígado para o intestino delgado, a paciente ao lado fez questão de me mostrar a pedra que foi retirada e disse que estava famosa entre as pessoas que iam examinar ela, fora isso era uma paciente super tranquila e estável apesar de ter HAS, realizei o curativo dela em região abdominal, com gaze, SF0.9%, luva de procedimento e luva de toque, sem nenhum tipo de intercorrência; após o cuidado com ela fui para sua colega de quarto, a Ana Carolina do leito 570, que estava lá pelo mesmo motivo, porém não havia feito a cirurgia ainda, pois estava ictérica, com bilirrubinuria, então estavam tratando inicialmente essa questão e depois ela iria para cirurgia, era uma paciente bem ativa, comunicativa e também era psiquiátrica, ela me comunicou que mesmo comendo tudo no momento das refeições, ela continuava sentindo fome, relatei isso na evolução e fiquei muito feliz no dia seguinte quando vi ela comendo duas quentinhas kkkk; minha terceira paciente, foi a Macrelly do leito 565, estava por la aguardando exames para conseguir visualizar aonde estavam os cálculos/pedras para fazer a abordagem cirúrgica (nesse dia parecia até que eu havia sido premiada, pois só peguei paciente com esse histórico), ela era uma paciente portadora de HAS, estava com a PA alterada mesmo com a medicação, mas como não havia nenhum outro sinal, acredito que essa questão era a ansiedade do exame e da cirurgia; minha quarta e ultima paciente foi a Fernanda do leito 567, era preparo de colono e foi uma luta para conseguir realizar a visita nela por conta da preparação que precisa ser feita para o exame, quando consegui realizar a visita tentei ser o mais ágil possível para não prender muito ela, mas não havia queixas e nem alteração nos sinais, então foi bem tranquilo de fazer a visita.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-27 16:37:39 UTC</pubDate>
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         <title>Nono dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3652929561</link>
         <description><![CDATA[<p>Ja começou complicado kkk, pois estava com muita cólica e dor de cabeça por conta da minha endometriose, fui ate a maternidade e tomei medicação IV para melhorar, após isso fui direcionada ao PU, e mais uma vez estava ansiosa para viver a "correria" de lá, porém estou percebendo que sou pé frio, mais uma vez o setor estava tranquilo, fiz classificação, passei visita em todos os leitos da sala amarela, fiz SAE de todos os pacientes e só, nesse dia também aproveitei para realizar uma ausculta em uma paciente diferente, que havia CA de pulmão + derrame pleural, era uma ausculta bem difícil, muitos roncos e barulhos misturados, foi bem interessante.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-27 17:06:05 UTC</pubDate>
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         <title>Décimo dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3653007224</link>
         <description><![CDATA[<p>Voltei para o setor novamente, e eu iniciei o dia cuidando da Rosimere do leito 561, o diagnostico dela era uma diverticulite aguda, era um caso ja conhecido por mim pois peguei alguns na UPC, ela ainda estava aguardando para realizar a cirurgia, relatava bastante dor ao se movimentar e também durante a palpação abdominal superficial, por isso não fiz a profunda, era portadora de HAS e DM, porém se encontrava estável e em dieta zero; Minha segunda paciente do dia foi a Camila do leito 584, era uma paciente cirúrgica de apendicite, realizei os curativos na região abdominal e pelve que havia, com gaze, SF0,9%, luva estéril pois havia apenas um dia de pós operatório, ela havia bastante sensibilidade na área onde havia a cicatriz da cesárea, então tive que ir com bastante delicadeza, fora isso ela estava super bem e mais que preparada para alta; Logo atendi a Priscilene no leito 568, era uma paciente cirúrgica de apendicite, também estava estável e a ferida operatória estava limpinha, utilizei gaze, SF 0,9%, luva de procedimento e luva de toque, para a F.O. e óstio do dreno, e clorexidina alcoólica para a limpeza do circuito; novamente fiquei com a Ana Carolina do 570, ela ainda aguardava a cirurgia; a minha próxima foi a Sheyla do 578, era uma paciente que ja estava sendo liberada de alta, retirei o AVP e refiz o curativo dela, utilizando gaze, SF 0,9% e luva estéril pois o procedimento havia sido feito no dia anterior; a minha ultima paciente foi a Nadia do leito 579, era uma paciente muito feliz e comunicativa, me senti muito acolhida, mas depois percebi que ela estava no estagio de negação do CA, ela havia feito uma colectomia, realizei o curativo dela com SF 0,9%, gaze, luva de procedimento e luva de toque.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-27 17:55:20 UTC</pubDate>
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         <title>Décimo primeiro dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3655297894</link>
         <description><![CDATA[<p>Iniciamos o último dia com nossas visitas rotineiras, ao final faríamos nosso lanche e uma dinâmica sobre cânceres; iniciei com a paciente Marinea do leito 563, estava lá para realizar um CPRE que significa Colangiopancreatografia<strong> </strong>Retrógrada<strong> </strong>Endoscópica, um procedimento que combina endoscopia e raios-X para examinar e tratar problemas nos ductos biliares e pancreáticos. O exame é utilizado para diagnosticar e tratar condições como pedras nos canais biliares, tumores e estreitamentos, que podem causar icterícia, dor abdominal e alterações nos exames de fígado e pâncreas, era uma paciente que visualmente estava ++++/++++ para icterícia, ao exame físico sentia um leve desconforto abdominal e também foi me relatado que estava nauseada, fui até sua prescrição e havia um ondansetrona como SOS, comuniquei ao posto, realizei e chequei a medicação, após também adicionei na minha evolução de enfermagem; minha segunda paciente foi novamente a Priscilene do leito 568, foi bem tranquilo como na última vez, ela não havia queixas e apenas realizei a troca de curativos, o CVC de forma estéril, com luva estéril, gaze e clorexidina alcoólica, e as feridas operatórias e óstio do dreno com SF 0,9%, gaze, luva de procedimento e luva de toque, já o circuito do dreno com clorexidina alcoólica; minha última paciente era a que estava mais ansiosa pra atender, pois não era brasileira, e eu queria usar meus aprendizados do ensino fundamental na matéria de língua espanhola, porém ela foi para o CC antes que eu pudesse passar a visita nela! :( </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-28 20:48:28 UTC</pubDate>
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         <title>Rounds </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3655299755</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Feridas tumorais</strong></p><p>Cheiro intenso</p><p>Bordas irregulares</p><p>Não pode usar AGE</p><p>Tecido necrótico</p><p><br/></p><ul><li><p>Nunca vai fechar</p></li><li><p>Ploriferacao das células do câncer, mas ao invés de ficar dentro da pessoa ela vem pra fora</p></li><li><p>5 etapas para classificar</p></li><li><p>1° pele integra - grau 1 - vai estar só um elevado, como se fosse um nódulo, maleável e fixo no local, coloração avemerlhada ou parecendo que vai estourar, normalmente são assintomáticos, quando encosta não sente dor, é bem delimitado</p></li><li><p>1N - segundo estágio - bem parecido com o grau 1 - ele tem orifícios e pode sair secreção,</p></li><li><p>Estágio 2 pega a derme e a epiderme, já está aberto</p></li><li><p>Estágio 3 envolve o tecido subcutâneo, coloração esverdeada, amarelada, necrosada, pode ter secreção ou não, odor ou não, bordas irregulares, característico lesões satélites - pontos de lesões em volta da lesão principal</p></li><li><p>Estágio 4 - tem que ver estruturas profundas principalmente osso, tem q visualizar!</p></li></ul><p><br/></p><p>Odor - 3 tipos</p><ul><li><p>Grau 1 - quando abre a ferida você sente o cheio</p></li><li><p>Grau 2 - ferida fechada e vc se aproxima do paciente, sente o cheiro</p></li><li><p>Grau 3 - quando entrar no quarto já sente o cheiro</p></li></ul><p><br/></p><p>Tipos de cobertura</p><ul><li><p>Poupar gastos, pq a ferida n vai fechar!</p></li><li><p>Poupe material mas traga conforto pra o paciente</p></li></ul><p><br/></p><ul><li><p>AGE não pode pq estimula o crescimento ainda mais</p></li><li><p>Utiliza vaselina com a ferida “bonitinha” sem nenhum sintoma, só quer cobrir para não aderir</p></li><li><p>Se tiver odor, PHMB (mas é caro e fica pouco tempo), carvão ativado (segunda opção), metranidazol 0,8% (primeira opção, manipulado, o enf pode prescrever)</p></li><li><p>Sangramento - alginato de cálcio, terceira escolha (mas se for só isso o custo é caro), soro gelado se for pontos de sangramento (segunda escolha), hemostatico (primeira escolha, gelatina suína), sessão de rádio hemorrágica (não tem em todo lugar, também pode ser anti alguca)</p></li><li><p>Exudato - alginato de cálcio (primeira escolha), carvão ativado (segunda escolha)</p></li></ul><p><br/></p><p>Classifique a lesão:</p><p>Odor - 2º - estágio 3</p><p><br/></p><p>Também tivemos rounds de dimensionamento e eu achei bem interessante, pois meu grupo não teve essa prática em outros setores, e no último dia alem do lanche fizemos uma dinâmica para fixar melhor os cânceres, localização, maligno, benigno, sintomas e etc, além de diagnósticos e cuidados de enfermagem para cada um deles.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-28 20:50:39 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>CA de mama</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3655410957</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito</strong><br>Neoplasia maligna que se origina nos tecidos mamários (ductos e/ou lóbulos). É o câncer mais comum entre mulheres em muitos países e tem subtipos histológicos e moleculares que orientam o tratamento. </p><p><strong>Sinais e sintomas principais</strong></p><ul><li><p>Nódulo palpável fixo ou endurecido na mama.</p></li><li><p>Alterações na pele (retração, “casca de laranja”), saída de secreção papilar (especialmente sanguinolenta).</p></li><li><p>Alterações no mamilo (inversão nova), dor (nem sempre presente) e linfonodos axilares aumentados.</p></li></ul><p><strong>Tratamento (visão geral)</strong></p><ul><li><p>Tratamento curativo: cirurgia (mastectomia ou cirurgia conservadora), muitas vezes associada à dissecção/estadiamento linfonodal.</p></li><li><p>Terapias adjuvantes: radioterapia (quando indicada), quimioterapia sistêmica, terapia endócrina (em tumores hormonossensíveis) e terapias alvo/biológicas conforme perfil molecular (HER2, receptores hormonais, mutações).</p></li><li><p>Reabilitação e cuidado de suporte (controle de efeitos adversos, cuidado com linfedema, suporte psicológico).</p></li></ul><p><strong>Caso clínico hipotético que pedi para o chat montar :)</strong><br>Paciente: mulher, 52 anos, diagnosticada com carcinoma ductal invasivo ER+/PR+ HER2-, submetida à quadrantectomia + radioterapia planejada.</p><ul><li><p><strong>Avaliação (coleta de dados):</strong></p><ul><li><p>História: tempo de aparecimento do nódulo, comorbidades, medicações, antecedentes familiares de câncer.</p></li><li><p>Exame físico: sinais locais (feridas, drenagem), linfonodos, sinais de infecção pós-op.</p></li><li><p>Avaliação de sintomas: dor (escala VAS), fadiga, náusea (se em quimioterapia), mobilidade do braço e risco/ sinais de linfedema.</p></li><li><p>Psicossocial: ansiedade, suporte familiar, compreensão do diagnóstico/tratamento.</p></li><li><p>Educação: conhecimento sobre cuidados com a ferida, higiene, sinais de complicação e exercícios de mobilidade. </p></li></ul></li><li><p><strong>Diagnósticos de enfermagem:</strong></p><ol><li><p>Dor aguda relacionada a intervenção cirúrgica (quadrantectomia).</p></li><li><p>Risco de infecção relacionado a ferida cirúrgica.</p></li><li><p>Ansiedade relacionada ao diagnóstico e ao tratamento oncológico.</p></li><li><p>Risco de linfedema relacionado à manipulação/lesão de linfonodos axilares.</p></li><li><p>Conhecimento ineficaz sobre cuidados pós-operatórios e terapias adjuvantes.</p></li></ol></li><li><p><strong>Intervenções / Atividades de enfermagem:</strong></p><ol><li><p><strong>Controle da dor</strong>: avaliar dor usando escala; administrar analgésicos prescritos; aplicar medidas não farmacológicas (compressas mornas/frio conforme protocolo, técnicas de relaxamento). Registrar resposta e ajustar plano. (meta: dor VAS ≤ 3).</p></li><li><p><strong>Prevenção de infecção da ferida</strong>: cuidado asséptico no curativo; observação diária da ferida para exsudato, rubor, calor; orientar higiene; notificar sinais de infecção. (meta: sem sinais de infecção).</p></li><li><p><strong>Prevenção/educação sobre linfedema</strong>: instruir exercícios de amplitude de movimento do ombro, evitar pressão/venopunção no membro afetado, explicar sinais precoces (edema, sensação de peso) e encaminhar para fisioterapia se detectar alteração.</p></li><li><p><strong>Suporte psicossocial</strong>: avaliar nível de ansiedade; oferecer escuta terapêutica; encaminhar a grupos de apoio e/ou psicologia; fornecer informações claras sobre prognóstico e etapas do tratamento. (meta: paciente verbaliza redução da ansiedade/entendimento satisfatório).</p></li><li><p><strong>Ensino em saúde (autocuidado e seguimento)</strong> — orientar sobre sinais de complicação, cuidados com curativo, importância da adesão ao tratamento adjuvante e agendamento de consultas; entregar material educativo e confirmar compreensão.</p></li></ol></li><li><p><strong>Avaliação:</strong></p><ul><li><p>Reavaliação da dor e do local cirúrgico (parâmetros objetivos).</p></li><li><p>Verificar adesão aos exercícios e ausência de sinais de linfedema.</p></li><li><p>Confirmar compreensão das orientações por teach-back.</p></li><li><p>Avaliar sintomas relacionados à radioterapia/terapia adjuvante e registrar eventos adversos. </p></li></ul></li></ul><p><strong>Referências:</strong></p><p>LIU, N. <em>Symptomatic Nursing Management of Advanced Breast Cancer</em>; 2024. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC11668318/">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC11668318/</a>. Acesso em: 20 out. 2025.</p><p><br/></p><p>LI, H.; <em>Systematic review and meta-analysis of the efficacy and safety...</em> 2022. (Meta-análise sobre intervenções psicológicas/enfermagem em câncer de mama). Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://gs.amegroups.org/article/view/94556/html">https://gs.amegroups.org/article/view/94556/html</a>. Acesso em: 20 out. 2025.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-10-28 23:26:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3655410957</guid>
      </item>
      <item>
         <title>CA de pulmão </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3655425340</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito</strong><br>Neoplasia maligna que se origina nas células do tecido pulmonar. Classicamente divide-se em dois grandes grupos: câncer de pulmão de pequenas células (CPPC) e câncer de pulmão de não-pequenas células (CPNPC — incluindo adenocarcinoma, carcinoma epidermoide, e grandes células). A localização (central vs. periférica), o subtipo histológico e o estadiamento determinam o tratamento e o prognóstico. </p><p><strong>Sinais e sintomas principais</strong></p><ul><li><p>Tosse persistente ou mudança no padrão da tosse pré-existente.</p></li><li><p>Hemoptise (expectoração com sangue).</p></li><li><p>Dispneia (falta de ar), dor torácica.</p></li><li><p>Perda de peso inexplicada, fadiga.</p></li><li><p>Pneumonias de repetição (quando a lesão é central, causa obstrução).</p></li><li><p>Sintomas por metástase (dor óssea, cefaleia ou alterações neurológicas se metástase cerebral)</p></li></ul><p><strong>Tratamento (visão geral)</strong></p><ul><li><p><strong>Curas potenciais</strong>: cirurgia (ressecção anatômica — lobectomia, ressecção segmentar) em tumores ressecáveis; radioterapia com intenção curativa em pacientes não cirúrgicos selecionados.</p></li><li><p><strong>Terapia sistêmica</strong>: quimioterapia, terapias alvo (EGFR, ALK, ROS1, entre outras quando presentes alterações moleculares) e imunoterapia (inibidores de checkpoint) conforme perfil molecular e estágios.</p></li><li><p><strong>Tratamento paliativo</strong>: controle de sintomas respiratórios, manejo da dor, cuidados paliativos especializados quando indicado. Avaliação pré-operatória com função pulmonar é crucial.</p></li></ul><p><strong>Caso clínico hipotético</strong><br>Paciente: homem, 68 anos, ex-fumante, diagnóstico de adenocarcinoma de pulmão estágio IIIA, em preparo para quimioterapia concomitante com radioterapia.</p><ul><li><p><strong>Avaliação (coleta de dados):</strong></p><ul><li><p>História: tempo de início dos sintomas (tosse, hemoptise), história de tabagismo, comorbidades (DPOC, cardiopatia), medicações.</p></li><li><p>Exame físico: saturação de O₂, presença de cianose, uso de musculatura acessória, ruídos respiratórios, dor torácica.</p></li><li><p>Exames complementares: acompanhar laudos de imagem (TC de tórax), função pulmonar (espirometria), hemograma, testes de função hepática/renal; avaliar efeitos colaterais prévios.</p></li><li><p>Avaliação nutricional e do estado funcional (ECOG/WHO).</p></li><li><p>Psicossocial: ansiedade frente ao prognóstico, rede de apoio, compreensão do tratamento.</p></li></ul></li><li><p><strong>Diagnósticos de enfermagem:</strong></p><ol><li><p><strong>Troca gasosa prejudicada</strong> relacionada à lesão pulmonar/obstrução brônquica.</p></li><li><p><strong>Risco de infecção</strong> relacionado a terapia antineoplásica (imunossupressão).</p></li><li><p><strong>Intolerância à atividade</strong> relacionada à dispneia e fadiga.</p></li><li><p><strong>Dor aguda ou crônica</strong> relacionada à invasão tumoral ou efeitos do tratamento.</p></li><li><p><strong>Ansiedade</strong> relacionada ao diagnóstico e às incertezas do tratamento.</p></li><li><p><strong>Nutrição desequilibrada: ingestão inferior às necessidades</strong> relacionada à anorexia e náuseas induzidas por tratamento.</p></li></ol></li><li><p><strong>Intervenções:</strong></p><ol><li><p><strong>Melhorar a oxigenação / monitorização respiratória</strong></p><ul><li><p>Monitorar saturação de O₂ em repouso e com atividade; administrar oxigenoterapia conforme prescrição; ensinar técnicas de respiração (respiração diafragmática, uso de lábios semicerrados) e posicionamento que facilite a ventilação.</p></li><li><p>Meta: saturação &gt; 92% em repouso (ou conforme meta médica individual).</p></li><li><p>Fonte de evidência: recomendações gerais de manejo respiratório e avaliação de sintomas.</p></li></ul></li><li><p><strong>Prevenção e detecção precoce de infecção</strong></p><ul><li><p>Aferir sinais vitais e temperatura; cuidado estrito com higiene das vias centrais (se houver), orientações sobre evitar contato com pessoas doentes; monitorar leucograma e informar a equipe diante de sinais de neutropenia/infecção.</p></li><li><p>Educar paciente/família quanto a sinais de infecção e quando procurar serviço de saúde.</p></li><li><p>Meta: ausência de infecções durante a fase de maior risco.</p></li></ul></li><li><p><strong>Controle da fadiga e intolerância à atividade</strong></p><ul><li><p>Avaliar nível de fadiga; planejar atividades graduais com períodos de descanso; ensinar estratégias de conservação de energia; encaminhar para fisioterapia respiratória e reabilitação pulmonar quando indicado.</p></li><li><p>Meta: melhora na tolerância ao esforço e realização das atividades diárias com menor fadiga.</p></li></ul></li><li><p><strong>Manejo da dor e sintomas</strong></p><ul><li><p>Avaliar dor com escala validada; administrar analgésicos conforme prescrição; aplicar medidas não farmacológicas (posicionamento, técnicas de relaxamento); monitorar efeitos adversos.</p></li><li><p>Para tosse intensa/hemoptise: monitorização, posicionamento e notificação imediata ao médico se sangramento ativo.</p></li><li><p>Meta: dor controlada (nível tolerável para o paciente).</p></li></ul></li><li><p><strong>Suporte nutricional e controle de náuseas</strong></p><ul><li><p>Avaliar padrão alimentar, peso, sinais de desnutrição; colaborar com equipe de nutrição para plano dietético hipercalórico/hyperproteico; administrar antieméticos conforme prescrição antes de quimioterapia; orientar pequenas refeições frequentes e alimentos palatáveis.</p></li><li><p>Meta: manutenção de peso ou perda mínima, ingestão adequada.</p></li></ul></li><li><p><strong>Suporte psicossocial e educação</strong></p><ul><li><p>Avaliar nível de ansiedade/depressão; oferecer escuta e informações claras sobre plano terapêutico; encaminhar para psicologia, grupos de apoio e serviços sociais quando necessário; utilizar teach-back para confirmar entendimento.</p></li><li><p>Meta: paciente demonstra compreensão das etapas do tratamento e acessa suporte psicosocial.</p></li></ul></li><li><p><strong>Planejamento de alta e coordenação do cuidado</strong></p><ul><li><p>Organizar orientações para cuidados domiciliares (medicação, monitorização de sinais de alarme como febre, dispneia intensa, hemoptise); agendar retorno e contatos de enfermagem/ambulatório; facilitar encaminhamentos (fisioterapia, nutrição, psicologia).</p></li><li><p>Meta: alta com plano de seguimento claro e suporte disponível.</p></li></ul></li></ol></li><li><p><strong>Avaliação:</strong></p><ul><li><p>Reavaliação contínua da saturação e sintomas respiratórios; registro de episódios de infecção; mensuração de dor (escala) e fadiga (escalas específicas); acompanhamento do peso e ingestão alimentar; avaliação da adesão ao tratamento e satisfação com o suporte recebido. Estudos demonstram que intervenções de enfermagem bem estruturadas melhoram qualidade de vida e sintomas em pacientes com câncer de pulmão</p></li></ul></li></ul><p><strong>Referências:</strong></p><p>INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). <em>Câncer de pulmão</em>. Portal INCA: Tipos de câncer. Publicado em 04 jun. 2022 (atualizado em 18 jul. 2022). Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-pulmao">https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-pulmao</a>. Acesso em: 21 out. 2025. </p><p><br/></p><p>KIM, Hye Jin; LEE, Myung Kyung. <em>Effectiveness of nursing interventions based on lung cancer trajectory: a systematic review and meta-analysis</em>. International Nursing Review, v. 72, n. 3, e13074, 2025. DOI: 10.1111/inr.13074. Acesso em: 21 out. 2025.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-28 23:44:16 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3655425340</guid>
      </item>
      <item>
         <title>CA de pele</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3655428915</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito</strong><br>O câncer de pele é a proliferação anormal e descontrolada das células que compõem a epiderme. Divide-se em dois grandes grupos:</p><ul><li><p><strong>Não melanoma (CPNM):</strong> inclui o carcinoma basocelular (CBC) e o carcinoma espinocelular (CEC), que têm evolução mais lenta e menor risco de metástase.</p></li><li><p><strong>Melanoma:</strong> tipo mais agressivo, originado dos melanócitos, com alta capacidade de metástase e mortalidade significativa se não diagnosticado precocemente.</p></li></ul><p><strong>Sinais e sintomas principais</strong></p><ul><li><p>Lesão cutânea nova ou mudança em uma pinta pré-existente (assimetria, bordas irregulares, cor variável, diâmetro &gt; 6 mm, evolução rápida — regra “ABCDE”).</p></li><li><p>Feridas que não cicatrizam, crostas ou sangramentos espontâneos.</p></li><li><p>No carcinoma basocelular: lesão perolada, translúcida, com telangiectasias.</p></li><li><p>No carcinoma espinocelular: lesão avermelhada, escamosa, que pode ulcerar.</p></li><li><p>No melanoma: pinta ou mancha escura com variação de cor, crescimento rápido e possível sangramento.</p></li></ul><p><strong>Tratamento (visão geral)</strong></p><ul><li><p><strong>Cirúrgico:</strong> principal tratamento curativo (excisão completa com margens livres).</p></li><li><p><strong>Radioterapia:</strong> usada em casos não ressecáveis ou adjuvante em tumores agressivos.</p></li><li><p><strong>Terapia sistêmica:</strong> imunoterapia (inibidores de checkpoint imunológico, como nivolumabe e pembrolizumabe) e terapias alvo (BRAF/MEK para melanomas mutados).</p></li><li><p><strong>Prevenção:</strong> proteção solar diária, roupas protetoras, autoexame e exames dermatológicos periódicos.</p></li></ul><p>Caso clínico hipotético</p><p>Paciente: homem, 47 anos, diagnóstico de melanoma em estágio IIB, submetido à excisão cirúrgica ampla com enxerto de pele.</p><p><strong>Avaliação:</strong></p><ul><li><p>Histórico: tempo de surgimento da lesão, exposição solar ocupacional, uso de proteção solar, antecedentes familiares de câncer de pele.</p></li><li><p>Exame físico: inspeção de toda a pele, região da ferida operatória, presença de linfonodos palpáveis, dor, sinais de infecção.</p></li><li><p>Exames complementares: laudo anatomopatológico, margens, exames de imagem (para descartar metástases).</p></li><li><p>Avaliação psicossocial: medo da recidiva, alterações na autoimagem, ansiedade com cicatriz ou necessidade de enxerto.</p></li></ul><p><strong>Diagnósticos de enfermagem (NANDA):</strong></p><ol><li><p><strong>Integridade da pele prejudicada</strong> relacionada a procedimento cirúrgico.</p></li><li><p><strong>Risco de infecção</strong> relacionado à ferida operatória.</p></li><li><p><strong>Imagem corporal perturbada</strong> relacionada à alteração estética causada pela cirurgia.</p></li><li><p><strong>Déficit de conhecimento</strong> sobre prevenção e detecção precoce de novas lesões.</p></li><li><p><strong>Ansiedade</strong> relacionada à possibilidade de recidiva e ao prognóstico.</p></li></ol><p><strong>Intervenções:</strong></p><ol><li><p><strong>Cuidado com ferida operatória e enxerto</strong></p><ul><li><p>Realizar curativos assépticos conforme protocolo; avaliar coloração, secreção, sinais de infecção e integridade do enxerto.</p></li><li><p>Manter área limpa e seca; orientar paciente sobre higiene adequada e sinais de complicações.</p></li><li><p>Meta: cicatrização sem infecção em 14–21 dias.</p></li></ul></li><li><p><strong>Prevenção de infecção</strong></p><ul><li><p>Aferir temperatura, observar sinais flogísticos e drenagem; educar sobre não manipular a ferida; promover higiene das mãos e uso de roupas limpas.</p></li><li><p>Notificar equipe médica em caso de febre ou secreção purulenta.</p></li></ul></li><li><p><strong>Apoio à autoimagem e bem-estar psicológico</strong></p><ul><li><p>Proporcionar espaço para o paciente expressar sentimentos sobre aparência e diagnóstico; encorajar verbalização de preocupações; envolver familiares e psicologia.</p></li><li><p>Meta: paciente verbaliza aceitação gradual da nova imagem corporal.</p></li></ul></li><li><p><strong>Educação para prevenção e autocuidado</strong></p><ul><li><p>Ensinar uso de protetor solar FPS ≥ 30 diariamente, evitar sol das 10h às 16h, uso de chapéus, roupas e óculos protetores.</p></li><li><p>Orientar autoexame mensal da pele (regra ABCDE) e consultas dermatológicas regulares.</p></li><li><p>Explicar importância de relatar qualquer nova lesão, sangramento ou alteração em pintas.</p></li></ul></li><li><p><strong>Controle da ansiedade</strong></p><ul><li><p>Avaliar nível de ansiedade com escalas; oferecer escuta ativa; esclarecer dúvidas sobre diagnóstico, tratamento e prognóstico; encaminhar a psicólogo se necessário.</p></li><li><p>Meta: paciente demonstra redução da ansiedade e compreensão do plano terapêutico.</p></li></ul></li><li><p><strong>Planejamento da alta e seguimento</strong></p><ul><li><p>Entregar plano de cuidados domiciliares: troca de curativos, cuidados com exposição solar, sinais de alerta.</p></li><li><p>Garantir agendamento do seguimento oncológico e dermatológico.</p></li></ul></li></ol><p><strong>Avaliação:</strong></p><ul><li><p>Ferida cirúrgica cicatrizada sem sinais de infecção.</p></li><li><p>Paciente demonstra conhecimento sobre prevenção e sinais de alerta.</p></li><li><p>Ansiedade reduzida e aceitação da autoimagem.</p></li><li><p>Aderência ao uso contínuo de protetor solar e seguimento médico.</p></li></ul><p><strong>Referências:</strong></p><p>INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). <em>Câncer de pele</em>. Portal INCA: Tipos de câncer. Publicado em 27 abr. 2022 (atualizado em 16 ago. 2023). Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/pele">https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/pele</a>. Acesso em: 23 out. 2025.</p><p><br/></p><p>FERREIRA, Ana C. et al. <em>Cuidados de enfermagem ao paciente com câncer de pele: revisão integrativa</em>. Revista de Enfermagem UFPE, v. 17, e248763, 2023. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/248763">https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/248763</a>. Acesso em: 23 out. 2025.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-28 23:48:06 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3655428915</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Fim do módulo</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3656425719</link>
         <description><![CDATA[<p>O módulo de Oncologia chegou ao fim, e posso dizer que foi um dos mais intensos e marcantes até agora. Foi um módulo pesado, porque a Oncologia em si é um setor muito delicado, onde lidamos diretamente com o sofrimento, a finitude e a esperança. No entanto, apesar de todo o peso, foi também um período repleto de aprendizado, de risadas e de momentos leves. Percebi que, mesmo em meio à dor, a vida continua sendo leve — e foi exatamente isso que aprendi com os pacientes.</p><p><br/></p><p>Vi pessoas felizes, acolhendo seus diagnósticos com serenidade, aproveitando o tempo que ainda tinham, conversando, sorrindo. Também acompanhei pacientes em seus últimos dias, nos seus últimos cuidados, e poder ser a última pessoa a cuidar deles foi algo profundamente marcante. Essa vivência me fez refletir muito sobre o papel da enfermagem e sobre o quanto somos importantes em cada etapa da vida de um paciente.</p><p><br/></p><p>Confesso que Oncologia nunca foi uma área que despertou muito meu interesse, talvez porque carrego uma relação pessoal com o tema. Tenho uma tia que está enfrentando o câncer atualmente, e já perdi um tio pela mesma doença. Além disso, há um histórico forte de câncer na minha família. Por isso, eu imaginava que seria difícil vivenciar esse estágio. Mas, surpreendentemente, foi uma experiência muito bonita e transformadora.</p><p><br/></p><p>Aprendi que a enfermagem vai muito além do cuidado físico — ela toca a alma, oferece conforto e presença. Esse módulo me fez crescer não só como futura enfermeira, mas também como ser humano.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-29 11:06:26 UTC</pubDate>
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         <title>Primeiro dia </title>
         <author>camillehg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Passei mal 🤮🥺</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-10 21:07:52 UTC</pubDate>
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         <title>Segundo dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3676036994</link>
         <description><![CDATA[<p>fomos remanejados e eu fui para a UPC</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-10 21:12:47 UTC</pubDate>
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         <title>Terceiro dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3676037433</link>
         <description><![CDATA[<p>O início do módulo de Clínica Médica Masculina foi marcado por muita expectativa e apreensão. Desde o começo, eu ouvia de colegas que esse era um setor bastante cansativo, com alta demanda de pacientes e inúmeras tarefas diárias. Além disso, por ser um dos últimos módulos do curso, eu já estava bastante sobrecarregada com as entregas do TCC e o cansaço acumulado do internato. Por isso, confesso que cheguei a sentir medo antes mesmo de começar.</p><p><br/></p><p>No primeiro dia, infelizmente, não consegui comparecer por não estar me sentindo bem. No segundo dia, acabei sendo remanejada para o PC, mas quando finalmente consegui ir para o setor, fiquei encantada com o que encontrei. A quantidade de atividades, de casos clínicos e de oportunidades de aprendizado me surpreendeu positivamente.</p><p><br/></p><p>Já no primeiro dia, participei das visitas aos pacientes e da realização de curativos. A princípio, fiquei bem apreensiva, pois todos os curativos designados para mim eram de origem vascular, o que tornava os procedimentos mais complexos do que os que eu vinha realizando até então. Além disso, todos exigiam desbridamento, algo que eu ainda não havia executado na prática.</p><p><br/></p><p>No início, confesso que fiquei nervosa. No primeiro curativo, acompanhei a execução feita pela minha colega Carol, e observei atentamente cada detalhe. A segurança e a explicação dela durante o procedimento me tranquilizaram e me ajudaram a compreender o raciocínio por trás de cada decisão técnica.</p><p><br/></p><p>Nos curativos seguintes, consegui me desenvolver com mais segurança, aplicando o que havia observado e participando ativamente da escolha das coberturas. Discutir com os sêniores e refletir sobre o motivo de cada tipo de cobertura me fez sentir ainda mais enfermeira, pois percebi o quanto o pensamento clínico e o conhecimento técnico caminham juntos.</p><p><br/></p><p>Foi um dia muito intenso e desafiador, mas ao mesmo tempo extremamente enriquecedor, mostrando que, embora o setor seja realmente exigente, é também uma fonte imensa de aprendizado. Saí do plantão com a sensação de que cada esforço valeria a pena, e com o desejo de aprender ainda mais com os excelentes sêniores que acompanham o módulo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-10 21:13:24 UTC</pubDate>
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         <title>Prova na faculdade </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3676039058</link>
         <description><![CDATA[<p>Dia de prova na faculdade</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-10 21:15:32 UTC</pubDate>
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         <title>Quinto dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3676040367</link>
         <description><![CDATA[<p>Fui para o internato, tentei ficar ao máximo porém minha vista estava queimando e com secreção, fui até o PU e recebi atendimento, estava com conjuntivite, então fui afastada esse dia.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-10 21:17:12 UTC</pubDate>
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         <title>Cuidados Técnicos em Feridas Vasculares e Desbridamento</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3676063554</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong>Principais Aspectos</strong></p><p><br></p><p><br></p><ul><li><p>O desbridamento é um procedimento essencial em feridas com tecido desvitalizado, pois a remoção de necrose e biofilme favorece a granulação tecidual e acelera a cicatrização.</p></li><li><p>Em feridas vasculares (venosas, arteriais ou mistas), a prática de curativos deve considerar a perfusão, a drenagem venosa, o edema e a proteção da pele perilesional.</p></li><li><p>A abordagem deve seguir o princípio DIME (Debridement, Inflammation/Infection control, Moisture balance, Edge of wound/Epithelial advancement).</p></li><li><p>A avaliação da ferida exige checagem da qualidade do tecido, presença de esfacelo ou necrose, exsudato, bordas, e condição da pele ao redor (periwound).</p></li><li><p>Escolha da cobertura: para exsudado elevado, coberturas absorventes (espuma, alginato) são indicadas; para perfusão comprometida, avaliar suporte vascular associado.</p></li><li><p>A equipe de enfermagem desempenha papel central na monitorização, troca de curativo, controle de infecção, orientação ao paciente e documentação sistemática.</p></li></ul><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><strong>Cuidados de Enfermagem Práticos</strong></p><p><br></p><p><br></p><ul><li><p>Avaliar diariamente a ferida: aspecto, profundidade, mudança de cor, volume de exsudato, presença de odor, sinais de infecção ou deterioração.</p></li><li><p>Planejar desbridamento (quando indicado) em conjunto com equipe interdisciplinar: se for desbridamento cirúrgico ou mecânico, avaliar riscos (sangramento, perfusão).</p></li><li><p>Manter ambiente da ferida limpo, úmido, com trocas de curativo conforme necessidade, respeitando a técnica asséptica.</p></li><li><p>Controlar fatores que prejudicam a cicatrização: má perfusão, edema, diabetes, tabagismo, nutrição deficiente, imobilização.</p></li><li><p>Registrar evolução da ferida, fazendo medições, fotografias se possível, relatando mudanças e respondendo ao tratamento.</p></li><li><p>Educar o paciente/família sobre postura, mobilização, cuidados com pele, sinais de alerta, importância da adesão ao tratamento.</p></li></ul><p><br></p><p><br></p><p><strong>Referências em ABNT</strong></p><p><br></p><p><br></p><p>MANNA, Biagio; NAHIRNIAK, Phillip; MORRISON, Christopher A. Wound Debridement. [s.l.]: StatPearls Publishing, 2023. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK507882/">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK507882/</a>. Acesso em: 18 nov. 2025.</p><p><br></p><p>ABBÂDE, L. P. F. et al. Consenso sobre o diagnóstico e manejo das úlceras arteriais crônicas. Anais Brasileiros de Dermatologia, v. 95, n. 1, p. 70-88, 2020.</p><p>OROPALLO, A. Integrating wound care in vascular practice. Journal of Vascular Surgery, [s.l.], 2025. DOI: 10.1016/j.jvs.2024.09.001.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-10 21:46:31 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Sexto dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3676110114</link>
         <description><![CDATA[<p>Fizemos a contagem e conferência do carrinho de PCR, eu já havia realizado esse trabalho em outro setor, então não foi algo novo para mim, mas mesmo assim é muito interessante fazer sempre que possível para ter certeza da quantidade e validade das medicações, também para tirar dúvidas sobre algumas medicações e ver nomes diferentes para conhecer.</p><p><br/></p><p>Nesse dia também passei uma SVD no Flávio, que até então estava aparentemente bem, estava no quarto comum, com um colega ao seu lado, sua esposa e foi tudo muito tranquilo, não tive dificuldades e recebi algumas orientações para ser melhor de realizar o procedimento na prática. </p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-10 22:53:07 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Sétimo dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3676181460</link>
         <description><![CDATA[<p>A partir desse dia, ficamos com os mesmos pacientes, realizando as visitas e demandas de cada um, no primeiro dia cuidei de todos os pacientes, a maioria estava sem pulseira e alguns precisaram realizar um novo acesso, também teve um paciente contido, de início fiquei um pouco preocupada, pois durante estágios na UPA eu passei por algumas situações em que quase fui agredida, então meu maior medo era passar por isso novamente, porém o senhor Antônio era muito tranquilo, estava contido apenas por precaução, para que ele não puxasse a SVD, o mesmo também havia uma ferida no pescoço, que não souberam me informar qual no início, então só soube quando abri, era uma ferida tumoral como se fosse uma queimadura da radioterapia. Realizei o curativo com gaze, soro e PHMB apenas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-11 00:10:50 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Oitavo dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3676315559</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesse dia realizei os mesmos procedimentos do dia anterior, fiz acesso a outro paciente que estava precisando, novamente o curativo do sr Antônio, e o aspecto dele estava bem melhor no segundo dia que cuidei, com menos secreção. Também realizei acesso e medicação no sênior Gustavo, foi bem difícil, mas ele teve muita paciência comigo hahaha. Todos esses dias eu realizei também o aprazamento de medicações, e eu de início achei difícil, mas fui pegando o jeito e entendendo um pouco mais sobre os horários e porque cada medicação entrava em tal horário, ou interações medicamentosas. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-11 01:22:04 UTC</pubDate>
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         <title>Nono dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3676317082</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesse dia só tinha o paciente do curativo com algo para ser feito, mas enquanto aguardava ele ir pro banho, conversei um pouco com o Flávio, infelizmente ele estava decaindo, ficando cada vez mais desorientado e rebaixado, infelizmente ele não melhorou. Nesse dia também realizei vários outros procedimentos em outros pacientes, como retirada de SVD, preparo de medicações, depois de tudo realizei as coisas dos meus pacientes, entre eles havia um acesso com jelco mais calibroso para o paciente realizar uma RM. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-11 01:22:43 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Décimo dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3676317390</link>
         <description><![CDATA[<p>Último dia nesse setor incrível que me fez perceber muitas coisas incríveis e aprender muito também, adquiri um olhar e raciocínio clínico muito melhores por conta do setor! E no último dia realizamos nosso café da manhã para nos despedir, então além da nossa rotina no setor, nos distraímos e conversamos bastante sobre o internato e as coisas da vida. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-11 01:22:50 UTC</pubDate>
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         <title>Principais tipos de coberturas utilizadas em feridas</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3676432494</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><strong>1. Colagenase</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>A colagenase é uma enzima proteolítica usada em pomadas ou géis com ação debridante enzimática, ou seja, ela auxilia na remoção do tecido necrosado ou desvitalizado da ferida, sem danificar o tecido saudável.</p><p><br/></p><ul><li><p>Indicação: Feridas com tecido necrótico, úlceras por pressão, feridas vasculares, queimaduras e pé diabético.</p></li><li><p>Ação: Promove o debridamento químico, facilitando a formação de tecido de granulação e acelerando o processo de cicatrização.</p></li><li><p>Vantagens: Remove tecido morto sem dor, facilita o preparo do leito da ferida e melhora a absorção de coberturas secundárias.</p></li><li><p>Cuidados de enfermagem:<br></p><ul><li><p>Aplicar diretamente sobre o tecido desvitalizado após limpeza com soro fisiológico.</p></li><li><p>Evitar uso em feridas com sangramento ativo.</p></li><li><p>Cobrir com gaze ou cobertura secundária adequada.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>2. AGE (Ácidos Graxos Essenciais)</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>Os Ácidos Graxos Essenciais são substâncias naturais que auxiliam na hidratação, regeneração e manutenção da integridade da pele. São muito utilizados como adjuvantes na prevenção e tratamento de lesões superficiais.</p><p><br/></p><ul><li><p>Indicação: Feridas superficiais, áreas de risco para úlcera por pressão, lesões de pele iniciais e pele ressecada.</p></li><li><p>Ação: Favorece a regeneração tecidual e mantém o equilíbrio hídrico da pele, prevenindo fissuras e irritações.</p></li><li><p>Vantagens: Fácil aplicação, baixo custo e boa tolerância.</p></li><li><p>Cuidados de enfermagem:<br></p><ul><li><p>Aplicar sobre a pele limpa e seca.</p></li><li><p>Pode ser usado para hidratar a pele perilesional antes da cobertura.</p></li><li><p>Não indicado para feridas com exsudato abundante.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>3. Hidrogel</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>O hidrogel é uma cobertura composta majoritariamente por água e polímeros, responsável por manter o ambiente úmido e favorecer o debridamento autolítico (natural).</p><p><br/></p><ul><li><p>Indicação: Feridas secas ou com pouca exsudação, feridas com necrose seca e queimaduras superficiais.</p></li><li><p>Ação: Hidrata o tecido necrosado, amolecendo a crosta e facilitando a remoção.</p></li><li><p>Vantagens: Promove alívio da dor e acelera a cicatrização.</p></li><li><p>Cuidados de enfermagem:<br></p><ul><li><p>Não usar em feridas com muito exsudato.</p></li><li><p>Trocar a cada 24–72 horas, conforme saturação.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>4. Hidrocoloide</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>O hidrocoloide é uma cobertura composta por carboximetilcelulose, pectina e gelatina, que forma um gel protetor ao entrar em contato com o exsudato.</p><p><br/></p><ul><li><p>Indicação: Feridas com exsudato leve a moderado, úlceras de pressão em estágio I e II, feridas limpas e queimaduras leves.</p></li><li><p>Ação: Mantém ambiente úmido e promove cicatrização por segunda intenção.</p></li><li><p>Vantagens: Reduz trocas frequentes, é confortável e cria barreira contra agentes externos.</p></li><li><p>Cuidados de enfermagem:<br></p><ul><li><p>Evitar em feridas infectadas ou com exsudato intenso.</p></li><li><p>Observar bordas para evitar maceração.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>5. Espuma de Poliuretano</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>A espuma é uma cobertura absorvente e sem aderência, indicada para feridas com exsudato moderado a alto.</p><p><br/></p><ul><li><p>Indicação: Úlceras venosas, arteriais, feridas cirúrgicas e queimaduras profundas.</p></li><li><p>Ação: Controla a umidade e protege o leito da ferida de traumas externos.</p></li><li><p>Vantagens: Alta capacidade de absorção e conforto para o paciente.</p></li><li><p>Cuidados de enfermagem:<br></p><ul><li><p>Trocar conforme saturação da espuma.</p></li><li><p>Fixar sem compressão excessiva.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>6. Alginato de Cálcio</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>Feito a partir de algas marinhas, o alginato tem alta capacidade de absorção e hemostasia, formando um gel em contato com o exsudato.</p><p><br/></p><ul><li><p>Indicação: Feridas com exsudato moderado a intenso ou com sangramento leve.</p></li><li><p>Ação: Absorve o excesso de secreção e estimula o crescimento de tecido saudável.</p></li><li><p>Cuidados de enfermagem:<br></p><ul><li><p>Necessita de cobertura secundária.</p></li><li><p>Não usar em feridas secas.</p></li></ul></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>ABBÂDE, L. P. F. et al. Consenso sobre o diagnóstico e manejo das úlceras arteriais crônicas. Anais Brasileiros de Dermatologia, v. 95, n. 1, p. 70-88, 2020.</p><p><br/></p><p>PERCIVAL, S. L.; McCARTY, S. M.; HUNT, J. A. Wound dressings – a review. Wound Repair and Regeneration, v. 23, n. 6, p. 939-949, 2015.</p><p><br/></p><p>SANTOS, R. C. et al. Aplicabilidade das coberturas de feridas na prática clínica de enfermagem. Revista de Enfermagem Atual In Derme, v. 96, n. 34, p. 1-10, 2022.</p><p><br/></p><p>COCHRANE, J.; FERGUSON, L. Dressings and topical agents for treating pressure ulcers. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2017</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-11 02:20:35 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Primeiro dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3692589542</link>
         <description><![CDATA[<p>Perdi a hora :( </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-20 21:45:04 UTC</pubDate>
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         <title>Aula sobre hemodiálise </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3696793675</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><strong>1. Anatomia básica dos rins</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>O corpo humano possui dois rins, localizados na região lombar.</p></li><li><p>Cada rim contém cerca de 1 milhão de néfrons, que são as unidades funcionais responsáveis pela filtração.</p></li><li><p>Partes principais:<br></p><ul><li><p>Córtex renal: onde ficam os glomérulos.</p></li><li><p>Medula renal: contém os túbulos e alças de Henle.</p></li><li><p>Pelve renal: recebe a urina formada e a conduz ao ureter.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>2. Fisiologia renal (o que o rim faz?)</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>Os rins são essenciais para manter o equilíbrio interno do corpo.</p><p>Principais funções:</p><p><br/></p><ul><li><p>Filtração do sangue (remoção de toxinas, ureia, creatinina).</p></li><li><p>Regulação hídrica (controla a quantidade de água no corpo).</p></li><li><p>Equilíbrio eletrolítico (sódio, potássio, cálcio…).</p></li><li><p>Controle da pressão arterial (via sistema renina–angiotensina–aldosterona).</p></li><li><p>Equilíbrio ácido–base.</p></li><li><p>Produção de hormônios:<br></p><ul><li><p>Eritropoetina (estimula produção de hemácias).</p></li><li><p>Vitamina D ativa (metabolismo ósseo).</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>3. Principais doenças renais</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>3.1. Insuficiência Renal Aguda (IRA)</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>Perda rápida e súbita da função renal.</p></li><li><p>Causas:<br></p><ul><li><p>Pré-renais: hipovolemia, choque, desidratação.</p></li><li><p>Renais: lesões diretas ao rim (nefrotoxinas, glomerulonefrites).</p></li><li><p>Pós-renais: obstruções (cálculos, tumores).</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li><li><p>Sinais:<br></p><ul><li><p>Oligúria ou anúria.</p></li><li><p>Aumento de ureia e creatinina.</p></li><li><p>Alterações eletrolíticas (hipercalemia!).</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Cuidados de enfermagem na IRA</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>Monitorar diurese rigorosamente.</p></li><li><p>Avaliar sinais de sobrecarga hídrica (edema, dispneia).</p></li><li><p>Controlar sinais vitais e pressão arterial.</p></li><li><p>Vigiar níveis de potássio.</p></li><li><p>Administração correta de fluidos conforme prescrição.</p></li><li><p>Preparar e orientar para hemodiálise quando indicada.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>3.2. Insuficiência Renal Crônica (IRC)</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>Perda lenta, progressiva e irreversível da função dos rins.</p></li><li><p>Causas principais:<br></p><ul><li><p>Diabetes mellitus.</p></li><li><p>Hipertensão arterial.</p></li><li><p>Glomerulopatias.</p></li><li><p>Doenças hereditárias (ex.: rim policístico).</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Manifestações clínicas</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>Fadiga, anemia.</p></li><li><p>Edema.</p></li><li><p>Náuseas, inapetência.</p></li><li><p>Alterações ósseas (desmineralização).</p></li><li><p>Retenção de líquidos.</p></li><li><p>Uremia.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Cuidados de enfermagem na IRC</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>Orientar dieta adequada:<br></p><ul><li><p>Restrição de sódio.</p></li><li><p>Controle de potássio e fósforo.</p></li><li><p>Ajuste protéico.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li><li><p>Aderência ao tratamento e às sessões de diálise.</p></li><li><p>Monitorar:<br></p><ul><li><p>Peso diário.</p></li><li><p>Edema.</p></li><li><p>Pressão arterial.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li><li><p>Cuidar do acesso vascular (FAV – fístula arteriovenosa).</p></li><li><p>Educação em saúde para evitar complicações.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>3.3. Pedras nos rins (Litíase renal)</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>Formação de cálculos nos rins ou vias urinárias.</p></li><li><p>Tipos: oxalato de cálcio, ácido úrico, fosfato, cistina.</p></li><li><p>Causas:<br></p><ul><li><p>Baixa ingestão de água.</p></li><li><p>Dieta rica em sódio e proteínas.</p></li><li><p>Alterações metabólicas.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li><li><p>Sintomas:<br></p><ul><li><p>Dor intensa tipo cólica lombar irradiada para virilha.</p></li><li><p>Náuseas, vômitos.</p></li><li><p>Hematúria.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li><li><p>Tratamento:<br></p><ul><li><p>Hidratação.</p></li><li><p>Analgésicos.</p></li><li><p>Expulsão natural ou litotripsia.</p></li><li><p>Em alguns casos, cirurgia.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Cuidados de enfermagem na litíase</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>Avaliar intensidade da dor e administrar analgesia.</p></li><li><p>Estimular boa hidratação (se liberado).</p></li><li><p>Observar eliminação urinária e presença de sangue.</p></li><li><p>Orientar prevenção:<br></p><ul><li><p>Aumentar consumo de água.</p></li><li><p>Dieta com menos sódio.</p></li><li><p>Evitar excesso de proteína animal.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>4. Hemodiálise (conceito e funcionamento)</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>O que é?</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>A hemodiálise é um tratamento que substitui parcialmente a função dos rins quando eles não conseguem mais filtrar o sangue adequadamente.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Como funciona?</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>O sangue do paciente é retirado por um acesso vascular (FAV, cateter venoso).</p></li><li><p>Passa por um dialisador (um “rim artificial”).</p></li><li><p>Nesse filtro ocorre:<br></p><ul><li><p>Filtração de toxinas (ureia, creatinina).</p></li><li><p>Remoção de excesso de água (ultrafiltração).</p></li><li><p>Correção de eletrólitos.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li><li><p>O sangue “limpo” retorna ao corpo.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Quando é indicada?</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>Na IRC em estágio avançado.</p></li><li><p>Na IRA com complicações graves:<br></p><ul><li><p>Hipercalemia.</p></li><li><p>Sobrecarga hídrica.</p></li><li><p>Acidose severa.</p></li><li><p>Uremia sintomática.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>5. Cuidados de Enfermagem na Hemodiálise</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Antes da sessão</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>Verificar sinais vitais.</p></li><li><p>Pesar o paciente (peso seco vs. peso atual).</p></li><li><p>Inspecionar acesso vascular:<br></p><ul><li><p>Na FAV: checar sopro e frêmito.</p></li><li><p>No cateter: observar sinais de infecção.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li><li><p>Certificar-se de que o paciente não usou medicações hipotensoras antes da diálise (conforme rotina da unidade).</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Durante a sessão</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>Monitorar PA, FC, FR.</p></li><li><p>Observar sinais de hipotensão (muito comum):<br></p><ul><li><p>Tontura, náusea, palidez.</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li><li><p>Vigiar câmaras do dialisador e linhas.</p></li><li><p>Comunicar intercorrências rapidamente.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Após a sessão</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>Pesar novamente.</p></li><li><p>Avaliar sinais de hipotensão pós-diálise.</p></li><li><p>Compressão e curativo do local de punção na FAV.</p></li><li><p>Orientar paciente quanto à hidratação, dieta e cuidados com o acesso.</p></li></ul><p><br/></p><p><strong>Resumo final</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>Os rins filtram o sangue e mantêm o equilíbrio do corpo.</p></li><li><p>A IRA é súbita e reversível; a IRC é lenta e irreversível.</p></li><li><p>Litíase renal gera fortes dores e depende de boa hidratação para prevenção.</p></li><li><p>A hemodiálise substitui funções renais e exige cuidados rigorosos de enfermagem, especialmente na análise do acesso, controle hemodinâmico, peso, fluidos e orientações gerais.</p></li></ul><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-24 21:02:05 UTC</pubDate>
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         <title>Primeiro dia na passagem de sonda </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3696793871</link>
         <description><![CDATA[<p>No dia da passagem de sonda no ambulatório, eu já cheguei sabendo que seria um turno movimentado, porque normalmente há muitos pacientes para atendimento. Mesmo assim, eu estava tranquila, já que passagem de sonda é um procedimento que faço com segurança, principalmente pela vivência que tive na UPA. Até comentei isso com a preceptora Jana e deixei claro que, caso alguma colega ainda não tivesse feito o procedimento, eu poderia dar prioridade para elas e depois realizaria também.</p><p><br/></p><p>Fiquei muito feliz quando a preceptora me elogiou pela técnica — disse que eu estava trocando direitinho, de forma rápida e tranquila. Esse comentário me marcou bastante, porque reforçou que toda experiência que já tive está se refletindo no meu desempenho atual no internato.</p><p><br/></p><p>Apesar do volume de pacientes, o dia foi bem tranquilo no geral. Havia apenas uma cistostomia para troca e três de nós se dispuseram a realizar: eu, a Cláudia e a Helena, que acabou abrindo mão. Fizemos par-ímpar (eu e Cláudia) e eu ganhei. Me paramentei, organizei o material e fui realizar o procedimento. No entanto, acabou ocorrendo uma intercorrência: a travinha da sonda não estava funcionando corretamente, o que impedia a retirada normal. Por causa disso, o paciente precisou ser encaminhado ao PU para retirada por ultrassom — onde é feito o procedimento de furar o balanete para remoção.</p><p><br/></p><p>Infelizmente, como só havia aquela cistostomia no dia, ninguém conseguiu realizar a troca por completo. Mas, mesmo com essa intercorrência, considero que foi um dia muito positivo. Tivemos vários procedimentos de sonda uretral, muito movimento, mas tudo ocorreu de forma organizada, com apoio constante da professora, dos sêniores e também das colegas. Todos colaboraram, tiraram dúvidas e ajudaram quando necessário, o que deixou o ambiente leve e acolhedor.</p><p><br/></p><p>Saí desse dia com sensação de confiança, aprendizado e reconhecimento — tanto pelo elogio que recebi quanto pela tranquilidade com que conduzi o que estava ao meu alcance. Foi um daqueles dias simples, mas importantes, que mostram o quanto estou amadurecendo como futura enfermeira.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-24 21:02:26 UTC</pubDate>
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         <title>Quarto dia </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3696794176</link>
         <description><![CDATA[<p>No segundo dia com a Jana, fomos para a Clínica Médica Feminina. Apesar de não ter sido meu primeiro dia no estágio, foi meu primeiro dia efetivamente dentro da clínica, já que no primeiro eu não consegui comparecer. Eu estava ansiosa e curiosa, desde o início, já senti que seria um setor rico em aprendizado.</p><p><br></p><p>Antes de começar os curativos, realizei algumas demandas que estavam pendentes: medicações, pequenos auxílios numa coisa ou outra. Foi bom para aquecer e reorganizar a cabeça antes dos procedimentos maiores.</p><p><br></p><p>Quando iniciamos os curativos, entrei no primeiro do dia, de uma paciente chamada Maria Filomena. Ela tinha uma lesão localizada na ponta do hálux, uma ferida bem exposta, com estruturas profundas aparentes, como tendões. A enfermeira já estava no meio do processo, então optei por não intervir muito para não atrapalhar. Fiquei auxiliando, observando e absorvendo tudo — cada detalhe da técnica, do cuidado e do raciocínio clínico dela naquele momento.</p><p><br></p><p>Em seguida, fomos para um curativo de uma paciente com erisipela no membro inferior direito. Ela também possuía uma lesão extensa no dorso do pé. A princípio, a enfermeira me avisou que eu apenas auxiliaria, porque a paciente sentia muita dor e seria preciso alguém experiente conduzindo a limpeza e manipulação. Mas, aos poucos, ela foi me deixando fazer mais: limpar, auxiliar na aplicação das coberturas, ajudar no fechamento… e de repente eu já estava realmente fazendo parte do cuidado daquela paciente.</p><p><br></p><p>E foi ali que tive uma surpresa muito boa: a paciente me elogiou bastante. Disse que eu seria uma ótima enfermeira, que tinha muita delicadeza e que, mesmo com uma lesão tão extensa e dolorosa, ela quase não sentiu dor enquanto eu mexia. Comentou que minha mão era leve e que isso fazia diferença. Esse elogio mexeu muito comigo, porque me lembrei de tudo o que a Paulinha falava lá no início — “Mille, cuidado, tua mão é pesada”, “Pega mais leve no paciente”, “Cuidado com a ferida!”. E ver que, com prática, atenção e evolução, consegui transformar um ponto fraco em um ponto forte… foi muito especial.</p><p><br></p><p>Saí desse dia com um sentimento enorme de gratidão. Gratidão por estar num setor que estimula tanto nosso raciocínio, gratidão pela paciência da equipe em nos orientar, e principalmente gratidão pelas pequenas devolutivas dos pacientes, que fazem tudo valer a pena. Foi um dia de muito aprendizado técnico, mas também de sensibilidade — entender que tocar alguém com cuidado é, muitas vezes, a primeira intervenção de enfermagem.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-24 21:03:01 UTC</pubDate>
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         <title>Quinto dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3696794342</link>
         <description><![CDATA[<p>No quinto dia, minha rotina mudou um pouco em relação aos dias anteriores. Como a Helena ficaria responsável pelos curativos, eu me dediquei mais às medicações e aos SAE. E confesso que foi um dia bastante rico, principalmente no desenvolvimento do olhar clínico.</p><p><br/></p><p>Iniciei realizando as medicações, e depois fiz o SAE de três pacientes: dona Isabel, dona Rita e outra senhora que estava recebendo alta — por isso não consegui acompanhar tanto o caso dela.</p><p><br/></p><p>Escolhi ficar novamente com dona Rita, que estava em tratamento de erisipela. Eu já tinha tido contato com ela no dia anterior, durante o curativo, então fazia sentido dar continuidade ao cuidado. Já conhecia um pouco do quadro clínico, e isso me deu mais segurança para realizar a avaliação de forma completa.</p><p><br/></p><p>Mas o caso que mais marcou meu dia foi o da dona Isabel. Quando li no prontuário que ela tinha TVP, imediatamente quis atendê-la, porque é justamente o tema do meu TCC. Fiquei animada para aplicar meu conhecimento teórico na prática, observar sinais clínicos, correlacionar achados e ver a evolução dela.</p><p><br/></p><p>Ao chegar no quarto, tive uma surpresa: eu reconheci a dona Isabel. Eu já havia cuidado dela durante o módulo da Oncologia. E revê-la agora, em outro setor, me fez perceber como o atendimento longitudinal muda completamente a forma de enxergar o paciente. A gente se acostuma a passar por vários setores em pouco tempo e nem sempre revê os mesmos pacientes; mas com ela foi diferente. Vi a progressão do caso, o tratamento, e isso me deu uma compreensão muito mais completa.</p><p><br/></p><p>Durante a ausculta, tive um momento muito especial para mim: identifiquei um regurgitamento no foco pulmonar. Foi a primeira vez que eu identifiquei um achado sem que estivesse previamente descrito no diagnóstico ou relatado por outro profissional. Fiquei em dúvida se eu realmente estava escutando aquilo, então chamei o Bruno para avaliar também. Ele confirmou o achado comigo — e essa validação significou muito.</p><p><br/></p><p>Foi um daqueles momentos em que eu realmente me senti crescendo como futura enfermeira. A sensação de reconhecer algo clinicamente relevante por conta própria, usando apenas o raciocínio e a semiologia, foi muito gratificante. Fiquei orgulhosa de mim mesma.</p><p><br/></p><p>No geral, foi um dia menos corrido na questão de procedimentos, mas extremamente enriquecedor na questão de escuta qualificada, raciocínio clínico e autonomia. E ver minha evolução — tanto técnica quanto perceptiva — reforça cada vez mais que estou no caminho certo.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-11-24 21:03:16 UTC</pubDate>
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         <title>Sexto dia </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3696794401</link>
         <description><![CDATA[<p>Na segunda-feira, permaneci com as minhas pacientes do dia anterior, a dona Rita e a dona Isabel. Porém, como a Helena estava na escala, os dois pacientes dela foram redistribuídos entre mim e a Cláudia. Com isso, fiquei responsável também pela paciente Ceir — um nome que inclusive eu nunca tinha visto antes.</p><p><br/></p><p>No primeiro contato, percebi que a Ceir não estava muito receptiva. Mesmo assim, mantive meu atendimento da forma mais acolhedora e respeitosa possível, seguindo todos os passos do SAI e escuta ativa. Durante a anamnese, notei que ela respondia de forma mais curta e parecia desconfortável.</p><p><br/></p><p>Foi então que os acadêmicos de medicina entraram no quarto no meio do meu atendimento, me interrompendo completamente. Isso me deixou bastante irritada, porque é uma falta de respeito com o paciente e com o profissional que já está conduzindo aquele cuidado. E imediatamente após isso, percebi que a mudança de comportamento dela tinha muito mais relação com aquele tipo de situação do que comigo.</p><p><br/></p><p>Assim que as acadêmicas saíram, ela própria comentou que não gostava muito dos estudantes de medicina, porque entravam sem pedir licença, perguntavam repetidas vezes as mesmas coisas e não demonstravam muita empatia. E, naquele momento, ela percebeu que eu era acadêmica de enfermagem — já que eu havia me apresentado desde o início — e sua postura mudou completamente. Tornou-se mais aberta, falou sobre seu cansaço, sobre as doses de medicação que sempre eram questionadas ou alteradas, e desabafou sobre se sentir pouco ouvida.</p><p><br/></p><p>Eu entendi o lado dela, porque realmente existem condutas que poderiam ser diferentes e mais delicadas. Mas também expliquei, mesmo que de maneira sutil e acolhedora, que o ambiente é um hospital-escola. Estamos todos ali para aprender. E que por isso muitos profissionais, de diferentes cursos, acabam entrando, reavaliando e realizando perguntas semelhantes. Ela compreendeu, e isso deixou o vínculo bem mais tranquilo.</p><p><br/></p><p>Após atender a Ceir, voltei para as minhas outras pacientes.</p><p><br/></p><p>A dona Rita estava muito bem, tranquila, colaborativa e evoluindo bem do quadro de erisipela. Foi um atendimento simples e sem intercorrências.</p><p><br/></p><p>Já a dona Isabel mostrou uma melhora significativa em relação ao dia anterior. Quando a examinei pela primeira vez, ela estava com sinais de descompensação e o regurgitamento no foco pulmonar era bem mais evidente. Dessa vez, porém, ela estava com parâmetros vitais estáveis, menos taquicárdica e o regurgitamento estava mais discreto. Foi gratificante ver na prática a evolução dela e perceber como um dia faz diferença no estado clínico de um paciente em tratamento.</p><p><br/></p><p>Este dia reforçou em mim a importância da continuidade do cuidado, da relação terapêutica e, principalmente, do respeito ao espaço do paciente — algo que muitas vezes é esquecido no ambiente hospitalar. E mais uma vez eu saí do plantão com a certeza de que a enfermagem é, acima de tudo, escuta, paciência e presença.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-24 21:03:24 UTC</pubDate>
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         <title>Sétimo dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3696794472</link>
         <description><![CDATA[<p>Novamente fiquei responsável pelas mesmas pacientes: Dona Rita e Dona Isabel. Ambas já eram conhecidas e estavam relativamente estáveis dentro de suas condições.</p><p><br/></p><p>Dona Rita estava tranquila e bem-humorada. Realizei o curativo dela como de costume e ela recebeu a notícia de que teria alta. No entanto, demonstrou preocupação em relação ao feriado, pois não teria ninguém em casa para auxiliá-la com os cuidados. Por isso, ela pretendia permanecer internada por mais alguns dias, garantindo assistência até o feriado passar.</p><p><br/></p><p>Em seguida, retornei aos cuidados da Dona Isabel. Diferente do dia anterior, ela apresentou nova piora clínica. Estava rebaixada, muito hipoativa e respondia pouquíssimo às minhas tentativas de comunicação. Apesar disso, permanecia orientada quanto ao local e à situação, apenas mais lenta e apática. Seus sinais vitais também refletiam essa piora: pressão arterial mais elevada, taquicardia e taquipneia, mostrando novamente a descompensação dos sistemas. Fiquei abalada porque no dia anterior ela havia melhorado bastante, dando esperança de evolução mais positiva.</p><p><br/></p><p>Realizei todos os cuidados necessários e, ao final, participei novamente do aplaçamento das medicações. Essa parte sempre me chama atenção, porque nos faz entender melhor as interações medicamentosas, combinações possíveis, horários adequados e a lógica por trás da organização terapêutica.</p><p><br/></p><p>E assim foi o meu penúltimo dia na clínica — cheio de aprendizados, desafios e sentimentos misturados ao acompanhar a evolução (e a involução) das pacientes pelas quais criei tanto carinho.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-24 21:03:32 UTC</pubDate>
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         <title>Oitavo dia - segundo dia de passagem de sonda </title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3696794727</link>
         <description><![CDATA[<p>Nosso segundo dia dedicado exclusivamente à passagem de sondas foi bem tranquilo. Inicialmente ficamos assustadas ao ver que seríamos responsáveis por 12 pacientes, já que a enfermeira do turno da tarde estava de férias e todos os atendimentos dela foram remanejados para nós. Porém, no fim, acabamos realizando menos procedimentos, pois alguns pacientes não chegaram até o horário previsto.</p><p><br/></p><p>Mesmo assim, o movimento foi bastante proveitoso. Já estávamos com mais prática e segurança, e isso tornou o fluxo muito mais leve. A própria enfermeira Jana chegou a realizar uma troca também, quando pensamos que teríamos realmente os 12 pacientes consecutivos.</p><p><br/></p><p>Um ponto muito interessante desse dia foi que, além das sondas vesicais habituais, eu, a Cláudia e a Geovanna tivemos a oportunidade de realizar troca de cistostomia em três pacientes. O procedimento é diferente da passagem de sonda uretral e, para mim, mostrou-se mais simples e mais direto de executar. Foi uma experiência nova, importante e que ampliou bastante nossa visão prática.</p><p><br/></p><p>De forma geral, acredito que essa manhã foi extremamente valiosa para o nosso aprendizado. Ter um período inteiro focado apenas em um procedimento que é exclusivo do enfermeiro nos permitiu desenvolver técnica, segurança e fluidez, reforçando a importância da vivência prática na formação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-24 21:03:56 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Primeira pesquisa - IMPORTÂNCIA DA TROCA HABITUAL DE SONDA VESICAL E DE CISTOSTOMIA</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3696794965</link>
         <description><![CDATA[<p>A troca habitual da sonda vesical de demora (SVD) e da sonda de cistostomia é uma prática fundamental para a segurança do paciente, para a prevenção de infecções e para a manutenção da funcionalidade adequada do dispositivo. O uso prolongado de cateteres urinários está relacionado a complicações importantes, como infecção do trato urinário associada ao cateter (ITU-AC), obstruções, trauma uretral e formação de biofilme (FERREIRA; ANDRADE; FERNANDES, 2021).</p><p><br/></p><p>Do ponto de vista fisiopatológico, a permanência da sonda dentro da bexiga favorece o acúmulo de micro-organismos e sedimentos urinários, que podem aderir à superfície interna do cateter formando um biofilme resistente, aumentando o risco de ITU, pielonefrite e sepse (CDC, 2022). A troca periódica reduz esse risco, além de permitir a avaliação do balonete, que pode sofrer desgaste, deformação ou ruptura com o tempo (AZEVEDO et al., 2020).</p><p><br/></p><p>Outro aspecto relevante é a prevenção de obstruções. Sondas mantidas por longos períodos acumulam cristais, muco, coágulos e precipitados de sais urinários, levando à obstrução parcial ou completa do sistema. Esse fenômeno pode causar dor, retenção urinária, extravasamento e até lesão vesical (BRASIL, 2021). Nas sondas de cistostomia, o risco adicional envolve o fechamento do trajeto estomizado caso a troca não seja realizada no prazo adequado.</p><p><br/></p><p>A periodicidade da troca varia conforme o material do cateter e as recomendações institucionais. Sondas de látex revestido geralmente são trocadas entre 15 e 30 dias, enquanto sondas de silicone puro podem permanecer de 6 a 12 semanas (SOBEP, 2020). Já a cistostomia costuma ter primeira troca em 4 a 6 semanas após a cirurgia, seguindo-se trocas mensais ou bimestrais, de acordo com avaliação clínica (PINTO; PEREIRA, 2022).</p><p><br/></p><p>Além da prevenção de infecções e obstruções, a troca habitual melhora o conforto do paciente, reduz odor urinário, previne traumatismos uretrais, e mantém a integridade do estoma na cistostomia. Para a equipe de enfermagem, representa um procedimento privativo essencial, que envolve avaliação, técnica adequada, higienização, monitoramento e educação em saúde (COFEN, 2013).</p><p><br/></p><p>Assim, a troca periódica de sondas vesicais e de cistostomia constitui um cuidado imprescindível para reduzir riscos, promover segurança e garantir a qualidade da assistência prestada ao paciente.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>REFERÊNCIAS </strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>AZEVEDO, L. M. et al. Complicações associadas ao uso prolongado de sondas vesicais de demora. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 73, n. 4, p. 1–8, 2020.</p><p><br/></p><p>BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Medidas de prevenção de infecção relacionada à assistência à saúde. Brasília: ANVISA, 2021.</p><p><br/></p><p>CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Guideline for Prevention of Catheter-Associated Urinary Tract Infections. Atlanta, 2022.</p><p><br/></p><p>COFEN – Conselho Federal de Enfermagem. Resolução nº 0450/2013: Dispõe sobre a prática de inserção e manejo de cateterismo urinário pelo enfermeiro. Brasília, 2013.</p><p><br/></p><p>FERREIRA, M. A.; ANDRADE, D. O.; FERNANDES, A. F. Cateterismo urinário: riscos e práticas seguras. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 34, p. 1–9, 2021.</p><p><br/></p><p>PINTO, R. F.; PEREIRA, A. M. Cuidados de enfermagem ao paciente com cistostomia: uma revisão integrativa. Journal of Nursing and Health, Porto Alegre, v. 12, n. 2, p. 1–10, 2022.</p><p><br/></p><p>SOBEP – Sociedade Brasileira de Enfermeiros em Pediatria. Diretrizes para manejo e troca de sondas urinárias. São Paulo, 2020.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-24 21:04:24 UTC</pubDate>
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         <title>Segunda pesquisa - IMPORTÂNCIA DO SAE PARA A EQUIPE MULTIDISCIPLINAR</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3696795429</link>
         <description><![CDATA[<p>O Sistema de Assistência de Enfermagem (SAE), regulamentado no Brasil pela Resolução COFEN nº 358/2009, constitui um método científico que organiza o trabalho da enfermagem por meio do Processo de Enfermagem. Sua aplicação não se restringe à categoria de enfermagem, mas impacta diretamente toda a equipe multidisciplinar, tornando-se um instrumento essencial para a comunicação, continuidade do cuidado e segurança do paciente (COFEN, 2009).</p><p><br/></p><p>A padronização do cuidado proporcionada pelo SAE favorece a comunicação interdisciplinar, uma vez que informações sistematizadas, como diagnósticos, intervenções e resultados esperados, tornam-se acessíveis a todos os profissionais envolvidos no cuidado. Segundo Fonseca, Penna e Pontes (2021), a clareza das informações registradas no SAE possibilita que outras categorias — como fisioterapia, nutrição, medicina, psicologia e serviço social — compreendam a evolução do paciente de maneira integrada, facilitando a tomada de decisões conjuntas.</p><p><br/></p><p>Além disso, o SAE contribui para a redução de erros, uma vez que a avaliação contínua e o registro estruturado permitem identificar precocemente alterações no quadro clínico. A literatura aponta que equipes que utilizam processos sistematizados têm maior assertividade na condução terapêutica e diminuem riscos relacionados a falhas de comunicação e procedimentos duplicados ou contraditórios (SILVA et al., 2020).</p><p><br/></p><p>Outro ponto fundamental é a continuidade assistencial. O detalhamento das intervenções no SAE permite que diferentes profissionais compreendam o histórico recente do paciente, garantindo que mudanças no plano terapêutico sejam justificadas e alinhadas ao restante da equipe. Para Martini e colaboradores (2022), a sistematização auxilia na coordenação multiprofissional, especialmente em setores de alta complexidade, onde o cuidado fragmentado tende a gerar prejuízo clínico.</p><p><br/></p><p>O SAE também fortalece a segurança do paciente, pois organiza o raciocínio clínico e direciona intervenções baseadas em evidências. Isso impacta diretamente outras áreas, que passam a planejar e executar ações complementares de forma sinérgica. De acordo com a ANVISA (2021), ambientes com registros estruturados apresentam menor incidência de eventos adversos e maior rastreabilidade das ações.</p><p><br/></p><p>Por fim, ao tornar o cuidado mais visível e mensurável, o SAE qualifica a atuação da enfermagem dentro da equipe multidisciplinar, promovendo reconhecimento profissional e participação ativa na construção do plano terapêutico. Nesse sentido, o SAE não só melhora a organização interna do cuidado, mas também fortalece o modelo colaborativo entre diferentes áreas da saúde.</p><p><br/></p><p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Assistência Segura: Uma Reflexão Teórica Aplicada à Prática. Brasília: ANVISA, 2021.</p><p><br/></p><p>COFEN – Conselho Federal de Enfermagem. Resolução nº 358/2009: Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem. Brasília, 2009.</p><p><br/></p><p>FONSECA, R. M.; PENNA, C. M. M.; PONTES, A. C. Comunicação multiprofissional e o impacto da Sistematização da Assistência de Enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 74, p. 1–9, 2021.</p><p><br/></p><p>MARTINI, J. G. et al. A influência do Processo de Enfermagem na coordenação do cuidado multiprofissional. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 35, p. 1–8, 2022.</p><p><br/></p><p>SILVA, T. P. et al. Importância do raciocínio clínico e do registro estruturado no trabalho em equipe. Texto &amp; Contexto Enfermagem, Florianópolis, v. 29, p. 1–12, 2020.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-24 21:05:07 UTC</pubDate>
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         <title>Último dia</title>
         <author>camillehg</author>
         <link>https://padlet.com/camillehg/3g046gv7hthotsbl/wish/3696872307</link>
         <description><![CDATA[<p>No último dia recebi a notícia que dona Isabel havia sido transferida, fui até o PU na sala vermelha, para onde ela havia sido transferida, porém descobri que a mesma foi a óbito naquele mesmo dia, fiquei muito triste pois foi uma paciente a qual me apaguei bastante.</p><p><br/></p><p>Fizemos as mesmas coisas dos outros dias, com medicações e aprazamentos, e encerramos com um café delicioso junto com a equipe! 🤍</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-24 23:35:32 UTC</pubDate>
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