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      <title>3•Periodo - Filosofia by Inês Janeiro 10A ESRG</title>
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      <description>Dimensão Estética: Estética e Beleza
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-06-08 10:54:36 UTC</pubDate>
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         <title>Dimensão Estética: Estética e Beleza</title>
         <author>inesjaneiro</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; As primeiras manifestações artísticas são, provavelmente, tão antigas como o próprio homem, mas o conceito de estética é relativamente recente. A estética é uma especialidade filosófica que procura investigar a essência da beleza e as bases da arte. Procura também compreender as emoções, ideias e juízos que são despertados ao observar uma obra de arte. Na Antiguidade Clássica, a estética não era considerada uma disciplina autônoma, uma vez que era investigada junto à lógica e ética. Posteriormente, em meados do século XVIII, Alexander Gottlieb Baumgarten, filósofo alemão, elaborou o livro <em>Aesthetica, </em>&nbsp;contribuindo, assim, para que este antigo ramo da filosofia adquirisse independência, distinguindo-se da metafísica, da lógica e da ética. Relembrando ainda que a beleza é uma experiência( um processo cognitivo, mental, ou ainda espiritual) relacionada à percepção de elementos que agradam de forma singular aquele ue a experimenta. As formas de beleza são inúmeras, e a ciência ainda tenta dar uma explicação para este processo. Ao longo da história, a estética enquanto ramo da filosofia tentou várias vezes explicar o conceito de belo.<br>&nbsp;Uma das questões fundamentais sobre este tema é perguntar se o belo está no objeto ou no sujeito que o contempla. É certo que todos os indivíduos exprimem um estado afetivo de agrado e de prazer para com um determinado objeto belo, porém nenhum argumento racional ou conjunto de regras poderá nos convencer de que um objeto é belo se não estivermos frente a frente com ele. A isto chamamos experiência estética.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Sócrates, um dos três principais pensadores da Grécia Antiga, acreditava que o belo era uma concordância observada pelos olhos e ouvidos, ou seja, o belo é permissível através dos sentidos sensoriais. Na visão de Sócrates, “o belo é útil”, ou seja, beleza não está associada à aparência de um objeto, mas sim em quão proveitoso ele for. Ele inaugura um tipo de estética funcional e utilitária que, se prestarmos atenção, está de todo, presente no nosso quotidiano. Por exemplo: A vassoura mais bela não é aquela repleta de diamantes, mas sim aquela que cumpre a sua função, ou seja, varrer. Quão bela seria uma vassoura se quando precisássemos dela, ela não varresse? Não seria bela para Sócrates.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Platão, já não tem essa preocupação prática de encontrar objetos belos. Ele não se questiona sobre o que é belo, mas o que é “o belo” em si. Para Platão, a beleza que se encontra nas coisas não é uma preocupação,no entanto preocupa-se com a beleza ideal. Este conceito de beleza ideal mostra que os objetos só são belos na medida em que participam no ideal mostra que os objetos só são belos na medida em que participam no ideal de beleza, que se diz perfeito, atemporal e supra-sensível, ou seja, está para além da dimensão material. Platão afirma que a beleza que encontramos no mundo material participa de um belo ideal: a característica fundamental nessa determinação do belo é a proporção do quanto um objeto consegue imitar o ideal de beleza; só desta forma pode ser considerado como belo.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Considerando as opiniões destes filósofos relativamente ao conceito de estética e beleza, será que existe uma definição concreta para "o belo"? É possível definir a beleza de várias formas, cabe a cada um definir o seu próprio conceito, através do gosto. É justamente o gosto que nos predispõe a julgar os objetos de sentimento, mediante a capacidade que eles têm de nos causar satisfação. Na filosofia, o "belo" e o "feio" são escolhas estéticas individuais. "Quem ama o feio, bonito lhe parece"; Esta expressão popular significa que não há uma única forma de analisar o que é feio e o que é bonito. Tratadas como objeto de estudo da filosofia, estas expressões, o feio e o bonito, proporcionaram a formulação de inúmeras ideias a seu respeito. Para muitos discutir o belo e o feio&nbsp; é uma tarefa inútil, pois cada um vê o mundo da sua maneira, influenciado pela sua cultura e pela sua educação que é diferente de pessoa para pessoa.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Segundo o filósofo Immanuel Kant, toda a obra de arte tem a sua beleza, e para o ser humano identificar e distinguir o que é belo, é necessário a intuição (sentidos sensoriais), dessa forma, todo o indivíduo tem a capacidade humana de distinguir e refletir sobre a beleza, produzindo um juízo estético. Antigamente, o padrão de beleza era determinado pelas classes predominantes. O alto poder aquisitivo pra financiar e consumir, fez com que novos gostos artísticos começassem a surgir, fazendo com que cada indivíduo passasse a observar e determinar o que era belo, segundo a criatividade e entendimento pessoal. As alterações sociais, políticas e econômicas influenciaram de forma direta os conceitos e padrões de beleza da sociedade. Na visão de Kant, para determinar o belo era necessário a valorização da intuição, a sensação que cada ser sente, a criatividade, o prazer não intelectual, mas sim subjetivo e sensível, que juntos produzem o juízo estético. Por isso, quando achamos algo belo sentimos prazer e atribuímos beleza ao objeto. A beleza não está relacionada com o sentido biológico, mas sim ao juízo e sentimento. Nos dias de hoje, na maioria das vezes, somos levados e influenciados pela mídia, com o padrão de beleza estabelecido perante a sociedade.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Um dos outros objetos de estudo da Estética é a arte. A arte desafia as nossas capacidades perceptivas e emocionais, de tal maneira que quando nos expomos a uma obra de arte podemos educar o nosso gosto, ter a sensibilidade mais aguda e enriquecemos emocional e intelectualmente por meio do prazer e da compreensão que nos proporciona.&nbsp; O filósofo vienense Ludwig Wittgenstein sustentava a firme convicção de que a arte era um mio possível de encontrar a solução para os diversos conflitos que cercavam a vida humana. De acordo com ele, a arte em geral poderia conduzir a vida a um fim positivo, no sentido de uma satisfação ou uma liberdade. A liberdade e a paz resultantes da música&nbsp; do poema não são um estado meramente psicológico, mas um sentimento de admiração e de respeito para com a linguagem poética e a expressão musical. É assim com a atividade estética, assim deve ser com a atividade filosófica. Para a filosofia, a arte faz parte do questionamento do mundo, colaborando para fomentar questões em torno do eu e do "nós", levando a pensar e a questionar o que está oculto por trás das aparências. Como no caso do pressuposto filósofo Kantiano, que diz que não se ensina filosofia, mas sim filosofar; a arte precisa ser vivida para que possamos entendê-la plenamente, descobrindo a sua utilidade. Mas será que existe uma definição concreta de "arte"? É necessário ter m conta que o termo "arte" ou a expressão "obra de arte" são frequentemente usadas em dois sentidos diferentes: o sentido classificativo e valorativo. No primeiro destes dois sentidos não se tem em conta se uma determinada obra de arte é boa ou não, pretende-se apenas estabelecer se um certo objeto deve ser classificado como obra de arte. Ao classificarmos um veículo como um automóvel nada dizemos acerca do seu valor como automóvel. No entanto, às vezes, proferimos frases como " isto sim, é um automóvel", em que o significado de automóvel não é o mesmo que o apartado anteriormente.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Estamos, neste caso, perante um exemplo da utilização valorativa de "automóvel", uma vez que com esta expressão queremos manifestar de forma positiva&nbsp; nossa apreciação do veículo em causa, tal como fazemos em relação a uma obra de arte ao afirmar "este quadro sim, é uma obra de arte."&nbsp; Aqui não estamos a classificá-lo como, mas sim a avaliá-lo como obra de arte boa. Estes dois usos são frequentemente confundidos e é imprescindível tê-los em mente quando se discutem as diferentes teorias da arte. Estas teorias, defendem uma ideia de arte intuitivamente partilhada por muitas pessoas. Para Hegel, existe uma diferenciação fundamental entre o belo artístico e o belo natural. O belo da arte está diretamente relacionado com a pureza do espírito enquanto que o belo natural encontra-se diretamente submisso à realidade da natureza. Nesta perspetiva, o belo artístico é superior ao belo natural, por ser um produto do espírito que comunica essa superioridade dos seus produtos, à arte.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Em conclusão, sabe-se que o conceito de estática é relativamente recente, sendo que esta especialidade filosófica abrange o estudo da beleza e das artes. Vários filósofos tentaram definir "o belo" e o que deveria ser considerado belo, tendo em conta determinadas características definidas por cada um destes mesmos filósofos. Nos dias de hoje, a mídia é uma questão que está cada vez mais a afetar-nos e a influenciar-nos no que diz respeito ao padrão estabelecido perante a sociedade. Não adquirimos a nossa própria opinião sobre o que deveria ou não ser belo. A arte, o outro ramo da estética, admite várias definições possíveis , uma vez que esta sofreu alterações ao longo dos tempos de acordo com a época e contexto. A arte tornou-se, em alguns casos, tão complexa quanto a mente humana atual, a utilização total da arte está no entendimento intrínseco que cada um de nós tem. <br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-06-08 10:58:03 UTC</pubDate>
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