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      <title>Estive 10 dias numa Ilha Deserta e... by Lenilda Duarte</title>
      <link>https://padlet.com/lenildaduarte1/361rmlcqta3zzt7c</link>
      <description>Mural de apresentação de textos escritos pelos alunos de Oficina de Escrita Científica e Técnica II, da Universidade de Santiago, ano letivo 2024/2025, no âmbito de um desafio de escrita critativa.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-05-26 13:06:19 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-06-11 18:24:49 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Instruções</title>
         <author>lenildaduarte1</author>
         <link>https://padlet.com/lenildaduarte1/361rmlcqta3zzt7c/wish/3467580429</link>
         <description><![CDATA[<p>Os alunos da disciplina de Oficina de Escrita Científica e Técnica II foram convidados a esquecer, por uns breves momentos, a escrita formal e abraçar a criativa.</p><p><br/></p><p>Com o mote "Estive 10 dias numa Ilha deserta e...", apresentam-se, neste quadro digital, o resultado desse trabalho.</p>]]></description>
         <pubDate>2025-05-26 13:06:22 UTC</pubDate>
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         <title>Taíza Aline Sá Nogueira Rocha</title>
         <author>lenildaduarte1</author>
         <link>https://padlet.com/lenildaduarte1/361rmlcqta3zzt7c/wish/3467855240</link>
         <description><![CDATA[<p>Estive 10 dias numa ilha deserta e, pela primeira vez, senti o que é estar presente. Não havia espelhos, mas vi meu reflexo na água calma, que parecia entender meus silêncios. O vento que sussurrava as minhas histórias vivada nas folhas, e tornou-se minha companhia diária. O tempo deixou de ser medida e passou a ser sentida. Quem precisa de luxo quando se tem o céu cheio de estrelas? Nesses 10 dias, cada pôr do sol foi uma aula de beleza, e cada amanhecer, um convite para recomeçar. Voltei diferente, ou talvez apenas mais verdadeira.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-26 18:38:49 UTC</pubDate>
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         <title>Iete Suzana Horta Freire
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         <author>lenildaduarte1</author>
         <link>https://padlet.com/lenildaduarte1/361rmlcqta3zzt7c/wish/3467857607</link>
         <description><![CDATA[<p>Estive 10 dias numa ilha deserta e descobri que o silêncio não era ausência, mas uma</p><p>sinfonia. A princípio o medo foi o meu único companheiro, os dias se passavam</p><p>marcadas pelo sol quente e pela fome que me roía o estâmago. Contei os graus de areia,</p><p>tentei decifrar as nuvens, e a cada pôr do sol o desespero tomava conta de mim. A</p><p>solidão pesava como a âncora, e a voz da razão sussurrava no meu ouvido de que não</p><p>havia resgate.</p><p>Mas no sexto dia, algo mudou o meu pensamento, talvez seja pela exaustão que calou a</p><p>mente barrulhenta, ou seja, a beleza indomável que finalmente a ilha tinha. Comecei a</p><p>ver a ilha não como uma prisão, mas como um refúgio. O som das ondas que batia nas</p><p>rochas tornou-se uma canção para me ninar. As gaivotas, antes mensageiras de uma</p><p>civilização muito distante, tornaram-se minhas vizinhas curiosas. Encontrei uma fonte</p><p>de água doce que corria nas ribeiras e pequenos peixes coloridos que pareciam dançar</p><p>na água cristalina. Aprendi a pescar com uma varinha, linha improvisada e a acender o</p><p>fogo com pequenos pauzinhos secos. As noites, antes aterrorizantes, transformaram –se</p><p>em espetáculos celestiais, com um milhão de estrelas brilhando uma mais intensamente</p><p>que a outra que eu nunca vi. A cada dia, um novo desafio, uma nova descoberta, a luta</p><p>pela sobrevivência deu lugar a um ritmo de vida mais simples, e conectado com a</p><p>natureza.</p><p>Finalmente, surgiu no horizonte um navio e a alegria tomou conta de mim. Os 10 dias</p><p>na ilha deserta me despiram de tudo que eu pensava ser essencial na vida e me</p><p>devolveram algo muito mais precioso: a capacidade de ver o mundo com novos olhos e</p><p>de ouvir a melodia que residia no mais profundo silêncio.</p><p>Voltei diferente da ilha, com a areia entre os dedos e com o eco das ondas na alma e</p><p>nunca mais olhei para o pôr do sol da mesma forma.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-26 18:43:13 UTC</pubDate>
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         <title>Anónima</title>
         <author>lenildaduarte1</author>
         <link>https://padlet.com/lenildaduarte1/361rmlcqta3zzt7c/wish/3467858584</link>
         <description><![CDATA[<p>Ondas desconhecidas para aí me levaram</p><p>Não foi um naufrágio, ou ter-me-ia dado conta</p><p>Nem um tsunami, nem tempestades fortes</p><p>Pequenas ondas, a princípio calorosas</p><p>Aos poucos, afastaram-me da costa, do porto seguro.</p><p>&nbsp;</p><p>ISOLADA</p><p>Numa ilha deserta</p><p>Apenas eu... e as minhas dores</p><p>Mil fantasmas, traumas</p><p>Apenas eu... e as minhas dores</p><p>Numa ilha deserta</p><p>ISOLADA</p><p>&nbsp;</p><p>Devo ter andado náufraga, não o sei</p><p>Distraída pelo telemóvel,</p><p>Pelas milhentas notificações,</p><p>Pelas fotos de realidades belas, inalcançáveis para mim</p><p>Corpos esculturais que nunca terei</p><p>Cabelos lindos, fartos e volumosos que nunca tocarei</p><p>Paisagens, viagens e aventuras</p><p>Que nunca</p><p>Eu</p><p>Experimentarei</p><p>Devo ter andado náufraga, não o sei.</p><p>&nbsp;</p><p>Pareciam dias normais</p><p>Como todos os outros</p><p>Mas o céu estava bem mais cinzento</p><p>Mesmo sem ter uma única nuvem</p><p>&nbsp;</p><p>O dia, não tinha brilho</p><p>Nada mais fazia mais sentido</p><p>Não tinha amigos, nem familiares</p><p>Não tinha vizinhos</p><p>Estava sozinha</p><p>&nbsp;</p><p>ISOLADA</p><p>Numa ilha deserta</p><p>Apenas eu... e as minhas dores</p><p>Mil fantasmas, traumas</p><p>Apenas eu... e as minhas dores</p><p>Numa ilha deserta</p><p>ISOLADA</p><p>Não havia o que comer</p><p>Não faz mal, não me apetecia comer</p><p>Nem beber</p><p>Nem aproveitar as águas calmas para me banhar</p><p>&nbsp;</p><p>Foram 10 dias, se calhar</p><p>Ou um pouco mais, não o sei</p><p>Deixei de contar os dias no calendário</p><p>O calendário já não fazia sentido</p><p>&nbsp;</p><p>Afinal, eu apenas estava</p><p>ISOLADA</p><p>Numa ilha deserta</p><p>Apenas eu... e as minhas dores</p><p>Mil fantasmas, traumas</p><p>Apenas eu... e as minhas dores</p><p>Numa ilha deserta</p><p>ISOLADA</p><p>&nbsp;</p><p>Alguém deve ter notado a minha ausência</p><p>Pois não enviei qualquer pedido de socorro</p><p>Alguém deve ter notado a minha apatia</p><p>O meu desânimo, a minha dor</p><p>&nbsp;</p><p>Pois chegou a salvação</p><p>A princípio não a aceitei, para quê?</p><p>Eu apenas descansava... isolada</p><p>Numa ilha deserta, sem cor</p><p>Sem brilho, sem vida</p><p>&nbsp;</p><p>Apercebi-me depois, sem o saber</p><p>Que estava realmente perdida</p><p>Náufraga</p><p>Isolada</p><p>&nbsp;</p><p>E aceitei toda a ajuda que apareceu, pois...</p><p>&nbsp;</p><p>Numa mais quero estar</p><p>ISOLADA</p><p>Numa ilha deserta chamada depressão</p><p>Apenas eu... e as minhas dores</p><p>Mil fantasmas, traumas</p><p>A partir da agora, recuso-me a estar</p><p>Numa ilha deserta chamada depressão</p><p>ISOLADA</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-26 18:44:22 UTC</pubDate>
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         <title>Ivanilda Santos Pires </title>
         <author>lenildaduarte1</author>
         <link>https://padlet.com/lenildaduarte1/361rmlcqta3zzt7c/wish/3469172687</link>
         <description><![CDATA[<p>A Ilha Deserta&nbsp;</p><p>Eu e a ilha deserta, um lugar de solidão profunda</p><p>Onde as ondas de mar quebram , sem cessar,</p><p>uma melodia constante e triste .</p><p>Eu sou o refúgio de ninguém , o esconderijo de</p><p>todos os sonhos perdidos ,</p><p>Um lugar onde o tempo não tem sentido, e a</p><p>vida é&nbsp; apenas&nbsp; um eco distante .</p><p>Minha praia é de area branca , minha água é de</p><p>um azul profundo ,&nbsp;</p><p>Meu céu é de um azul sem nuvens, mas meu</p><p>coração é de pedra .</p><p>Eu sou um lugar de silêncio , onde as vozes do</p><p>mundo não chegam ,&nbsp;</p><p>Um lugar onde as lágrimas do mar são as únicas</p><p>que eu conheço .</p><p>Eu sonho com a presença de alguém , com o</p><p>som de&nbsp; uma&nbsp; voz humana,</p><p>Com o cheiro de uma flor , com o gosto de fruto</p><p>fresco .</p><p>Mas eu estou apenas numa ilha deserta,&nbsp; um</p><p>lugar de&nbsp; solidão ,</p><p>Um lugar onde o mundo não existe , e eu sou</p><p>apenas eu .</p><p>E ainda assim , e&nbsp; eu estou num&nbsp; lugar de beleza ,</p><p>de paz e de tranquilidade,&nbsp;</p><p>Um lugar onde uma as&nbsp; almas cansada&nbsp; podem</p><p>encontrar refúgio .</p><p>Eu espero que um dia , alguém venha me visitar</p><p>,</p><p>E traga consigo , um pouco&nbsp; de vida e&nbsp; alegria.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-27 11:50:20 UTC</pubDate>
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         <title>Aline Freire Correia e Silva</title>
         <author>lenildaduarte1</author>
         <link>https://padlet.com/lenildaduarte1/361rmlcqta3zzt7c/wish/3476236117</link>
         <description><![CDATA[<p>Se eu estivesse numa ilha deserta,</p><p>Onde o vento é meu único amigo,</p><p>O mar é meu confidente mudo,</p><p>E o céu, meu teto sem fim.</p><p>Se eu estivesse numa ilha deserta,</p><p>A solidão seria meu único eco,</p><p>E, ao para olhar no horizonte distante,</p><p>Sentiria falta de algo não sei o que é.</p><p>E, então talvez eu compreendesse</p><p>Que a verdadeira ilha deserta</p><p>Não é feita de areia e mar ,</p><p>Mas da ausência do ser humano</p><p>Então a minha companhia será mim mesmo</p><p>E aproveitar cada momento.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-02 13:35:06 UTC</pubDate>
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         <title>Ariene Fernandes Lopes</title>
         <author>lenildaduarte1</author>
         <link>https://padlet.com/lenildaduarte1/361rmlcqta3zzt7c/wish/3476258827</link>
         <description><![CDATA[<p>No meu primeiro dia, acordei na praia, com o sol quente no meu rosto e o som suave das ondas e um bom cheiro da brisa do mar . Estava sozinha, mas a natureza parecia acolher-me com todo o seu amor com os braços abertos.</p><p>No segundo dia, comecei a explorar a ilha. Descobri uma cachoeira de águas cristalinas e árvores carregadas de frutos. Cada descoberta era como um presente, uma prova de que a ilha cuidava de mim e que tinha de tudo para aproximar comigo mesmo.</p><p>No terceiro dia, sentei-me à beira-mar e escrevi na areia os nomes das pessoas que amo. Senti saudades, mas também gratidão por tê-las na minha vida.</p><p>No quarto dia, construí uma casa com folhas das bananeiras . Enquanto trabalhava, pensava em como a simplicidade pode ser bela e suficiente para fazer uma pessoa sentir feliz mesmo não estando acompanhada .</p><p>No quinto dia, a solidão fez-se mais presente. Olhei para o céu estrelado e conversei com as estrelas, como se fossem amigas antigas.</p><p>No sexto dia, escrevi cartas que nunca seriam enviadas. Palavras de amor, de perdão, de esperança. Foi espontâneo para tirar tudo para fora.</p><p>No sétimo dia, dancei na chuva que caiu de repente. Senti-me vivo, conectado com o mundo e comigo mesmo.</p><p>No oitavo dia, avistei um barco ao longe. Acenei com um pano colorido, mas ele seguiu seu caminho. Apesar da decepção, mantive a esperança.</p><p>No nono dia, comecei o dia a cantar louvores e a agradecer ao Senhor Todo Poderoso que cuida de mim. Encontrei paz dentro de mim, uma serenidade que nunca havia sentido antes.</p><p>No décimo dia, ouvi vozes e vi um helicóptero aproximar-se. Fui resgatado. Enquanto me afastava da ilha, olhei para trás com carinho. Aquela ilha deserta ensinou-me sobre amor, resiliência e a beleza da vida simples.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-02 13:53:35 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Taiba Bari Jau</title>
         <author>lenildaduarte1</author>
         <link>https://padlet.com/lenildaduarte1/361rmlcqta3zzt7c/wish/3477739392</link>
         <description><![CDATA[<p>Eu estou aqui, sozinha e sem voz</p><p>Nessa ilha deserta, onde o tempo não tem vez</p><p>O sol nasce e se põe, sem que eu tenha alguém</p><p>Com quem compartilhar o silêncio e a dor que sinto dentro</p><p>As ondas quebram na praia, um som constante e triste</p><p>Um lembrete de que estou longe de tudo o que eu amo e sinto</p><p>A areia é fria e branca, como os meus sonhos desfeitos</p><p>E o vento sussurra segredos, que só eu posso ouvir</p><p>Eu procuro por sinais, de que não estou esquecido</p><p>Um navio ao longe, um pássaro que me visite</p><p>Mas nada aparece, apenas o vazio e o mar</p><p>E eu fico aqui, sozinho, sem saber se alguém me procurará</p><p>A noite cai, e as estrelas brilham no céu</p><p>Um espetáculo lindo, que eu posso apenas contemplar sozinho</p><p>Eu sinto a solidão, como um peso que eu carrego</p><p>E pergunto se alguém, algum dia, me encontrará.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-03 18:47:45 UTC</pubDate>
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         <title>Katiliana Gonçalves Rodrigues Lopes</title>
         <author>lenildaduarte1</author>
         <link>https://padlet.com/lenildaduarte1/361rmlcqta3zzt7c/wish/3486979158</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Eu e a Ilha Solitária</strong></p><p><br></p><p><strong><em>DIA 0</em></strong></p><p>Minha irmã me acordava aos berros, para não perder o navio. Hoje seria a primeira vez que iríamos visitar os nossos pais, depois de muito tempo.</p><p>O ar estava estranhamente condensado e eu não queria ir.</p><p>O cais estava quieto, com o habitual cheiro de sal e peixes que se misturava ao odor metálico da chuva que caiu esta madrugada.</p><p>Já dentro do navio, ouvindo a minha irmã á reclamar, do balançar do navio, do cheiro do mar, de tudo. Aí eu resolvi sair para relaxar. Andando e pensando, como os peixes eram sortudos, por poder ir onde eles quiserem, viajar para toda parte do mundo sem precisar se separar, se eu e minha família fossemos peixes não iríamos ter a necessidade de nos separar. Foi aí que avistei um bote e teve a brilhante ideia de entrar dentro dele e dormir por lá ( ideia estúpida, sei).</p><p>Mas lá adormeci, só sentindo a chuva por cima da lona que cobria&nbsp; o bote, nem sei quando começou a chover e sentindo o balançar do mar, só eu e o livro que sempre andava comigo. Meu velho e fiel livro, uma antologia linda cheia de prosas.</p><p><br></p><p><strong><em>DIA 1</em></strong></p><p>Quando acordei estranhamente não senti o balançar do navio, e estava cedo demais para já termos chegado.</p><p>Quando sai do bote, eu estava em uma ilha? Numa praia( logicamente ): muita areia, coqueiros, não sei dizer, também não avistei nem um sinal do navio. O que será que aconteceu?</p><p>Sai andando para procurar algum vestígio de ser vivo. Mas não achei nada, bom pelo menos não irei morrer de fome, havia muitos tipos de árvores frutíferas.</p><p><br></p><p><strong><em>DIA 2</em></strong></p><p>Já passaram um dia nessa ilha solitária, calma e estranhamente confortável?&nbsp; Já tinha explorado a ilha toda, ela não era tão grande. As frutas todas doces e suculentas e tinha muitos peixes, tudo sem pagar nada -risos-.</p><p><br></p><p><strong><em>DIA 3</em></strong></p><p>Pensando bem, aqui não é tão ruim assim, é mais calmo e talvez melhor que&nbsp; lá em casa, pelo menos não tinha uma irmã sempre gritante no meu ouvido logo pela manhã.</p><p><br></p><p><strong><em>DIAS 4 E 5</em></strong></p><p>Desde ontem, eu estou me sentindo um pouco solitária, começava a sentir falta de uma irmã sempre gritante no meu ouvido logo pela manhã. A ironia do destino não passava abatido.</p><p><br></p><p><strong><em>DIAS 6 E 7&nbsp;</em></strong></p><p>Por algum milagre lembrei do livro que trouxera comigo no bote (que descobri estar forrada, sei dois milagres, o bote não ter afundado, acho que Deus teve pena de mim e do livro ).</p><p>Nada melhor que um bom peixe assado com água de coco e umas frutas suculentas de sobremesa. Depois deitar debaixo de um coqueiro (de preferência sem côcos, para não cair na sua cabeça ) e ler um bom livro.</p><p><br></p><p><strong><em>DIA 8</em></strong></p><p>Eu tive sorte, além do livro não ter molhado, ele era bem grande, com mais de 70 páginas e 20 prosas.&nbsp;</p><p>Bem que meu pai disse , era o melhor presente do mundo.</p><p>Pena que faltavam só duas prosas para acabar.</p><p><br></p><p><strong><em>DIA 9</em></strong></p><p>Hoje cheguei a última prosa, e senti uma estranha familiaridade com ela, não sei se é pelo fato de sentir a mesma solidão ou por passar em uma ilha também.</p><p><br></p><p>“ &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O Brilho da caís&nbsp;</p><p>A névoa rastejava preguiçosa pela baía, engolindo os telhados vermelhos da cidade e transformando os faróis distantes em halos espectrais. No cais, o cheiro de sal e peixe se misturava ao odor metálico da chuva recente, que havia transformado as tábuas de madeiras em espelhos escuros e escorregadios. Aurora puxou o colarinho do casaco, sentindo o frio húmido perfurar a roupa e gelar-lhe os ossos .</p><p>Seu olhar varreu a superfície cinzenta da água, procurando por algo, qualquer coisa, que quebrasse a monotonia daquela manhã desolada. As gaivotas, geralmente&nbsp; barulhentas e intrusivas, permaneciam estranhamente silenciosas, pairando como fantasmas brancas acima dos mastros solitários dos barcos atracados. Era como se o próprio mundo estivesse contendo a respiração, aguardando um sinal.</p><p>Um brilho fugaz chamou sua atenção. Não era o reflexo do sol, pois o sol estava escondido, mas um lampejo pálido e esverdeado vindo das profundezas. Aurora hesitou, o coração batendo com um ritmo descompassado no peito. Teria sido apenas a imaginação? A fadiga de uma noite mal dormida? Mas intenso, e algo começou a emergir lentamente da água, quebrando a superfície com um borbulhar suave. Não era peixe, nem lixo. Era algo… bioluminescente, pulsante com uma luz etérea que iluminava o contorno de uma forma estranha, quase orgânica. O medo instintivo lutou com a curiosidade insana que sempre a impulsionava. Ela deu um passo à frente, a mão estendida, como se pudesse tocar o impossível.”</p><p>Talvez por me sentir da mesma forma….</p><p>E agora o que irei fazer?</p><p><br></p><p><strong><em>DIA 10</em></strong></p><p>“O peso da solidão apertou-lhe o peito. Ela arrastou os pés, o corpo curvado como um galho quebrado pelo vento, e deixou escapar um suspiro que pareceu esvaziar o último resquício de ar nos pulmões.”</p><p>O dia estava muito bonito, o sol parecia feliz, as gaivotas tentavam caçar os peixes, os peixes nadando despreocupadamente e eu? Eu estava triste, as frutas doces não me agradavam mais, a calma e o silêncio da ilha já não me deixavam confortável.</p><p>Eu não sabia que hora era, nem&nbsp; que dia ou ano. Perdi completamente a noção do tempo, estava só eu e a ilha solitária.&nbsp;</p><p>Foi aí que eu vi, lá no horizonte um barco,navio, bote, não sabia dizer. Senti que as minhas esperanças voltavam. Corri com todas as minhas forças e lá estava o meu pai com algumas pessoas que eu não reconhecia, em um barco.</p><p>Feliz? Eu estava mais que feliz. Tava aliviada. Eu poderia finalmente sair desta ilha, embora calma e linda, já não aguentava a solidão.</p><p>Adeus peixes abundantes, adeus gaivotas que me fizeram companhia nestes dias. Adeus ilha bela e solitária.</p><p>Enquanto o barco se afastava, senti uma estranha sensação, como se a ilha estivesse despedindo de mim.</p><p>Nota mental: <strong>NÃO ENTRAR EM UM BOTE DENTRO DO NAVIO NO ALTO MAR.</strong></p><p><br><br></p><p><strong><em>FIM</em></strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-11 18:23:38 UTC</pubDate>
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