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      <title>Criaturas Mitológicas by Nina Howaitoookami</title>
      <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz</link>
      <description>Unicórnio,
Fénix,
Grifo,
Raposa  Teumessian,
Pégaso, 
Hipocampo,
Esfinge,
Quimera,
Centauro,
Cérberus,
Corça de Cerineia,
Equidna, 
Ladão, o Dragão de cem cabeças,
Tifão,
Ortros,
Titãs,
Ninfas,
Hidra de Lerna,
Gaia,
Deusa Atena,
Ciclopes,
Leviatã,
Quetzalcóatl,
Erínias,
Lilith,
Harpias,
Aves do Lago Estínfalo,
Telquines,
Nephilim,</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-03-09 21:01:12 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Unicórnio</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242020269</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br>Unicórnio</strong>, também conhecido como <strong>licórnio</strong> ou <strong>licorne</strong>, é um animal <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia">mitológico</a> que tem a forma de um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cavalo">cavalo</a>, geralmente branco, com um único <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Chifre">chifre</a> em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Espiral">espiral</a>. O nome "unicórnio" deriva do latino <em>unicornis</em>: do prefixo <em>uni-</em> e do substantivo <em>cornu</em>, "um só chifre". Sua imagem está associada à pureza e à força. Segundo as narrativas são seres dóceis; porém são as mulheres virgens que têm mais facilidade para tocá-los.<br><br></div><div><br>Tema de notável recorrência nas <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_da_Idade_M%C3%A9dia">artes medievais</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento">renascentistas</a>, o unicórnio, assim como todos os outros animais fantásticos, não possui um significado único.<br><br></div><div><br>Considerado um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Equus">equino</a> fabuloso benéfico, com um grande <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Corno">corno</a> na cabeça, o unicórnio entra nos bestiários em associação à <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Virgindade">virgindade</a>, já que o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mito">mito</a> compreende que o único ser capaz de domar um unicórnio é uma donzela pura. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Leonardo_da_Vinci">Leonardo da Vinci</a> escreveu o seguinte sobre o unicórnio:<br><br></div><div><em><br>"O unicórnio, através da sua intemperança e incapacidade de se dominar, e devido ao deleite que as donzelas lhe proporcionam, esquece a sua ferocidade e selvajaria. Ele põe de parte a desconfiança, aproxima-se da donzela sentada e adormece no seu regaço. Assim os caçadores conseguem caçá-lo."<br></em><br></div><div><br>A origem do tema do unicórnio é incerta e se perde nos tempos. Presente nos pavilhões de imperadores chineses e na narrativa da vida de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Conf%C3%BAcio">Confúcio</a>, no <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mundo_ocidental">Ocidente</a> faz parte do grande número de monstros e animais fantásticos conhecidos e compilados na era de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre,_o_Grande">Alexandre</a> e nas <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Biblioteca">bibliotecas</a> e obras <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Helenismo">helenísticas</a>.<br><br></div><div>Ilustração de um unicórnio do livro <em>The history of four-footed beasts and serpents</em>de <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Edward_Topsel&amp;action=edit&amp;redlink=1">Edward Topsel</a>, 1658</div><div><br>É citado no livro grego <em>Physiologus</em>, do século V d.C., como uma correspondência do milagre da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Encarna%C3%A7%C3%A3o_(religi%C3%A3o)">Encarnação</a>. Centro de calorosos debates, ao longo do tempo, o milagre da Encarnação de Deus em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_(m%C3%A3e_de_Jesus)">Maria</a> passou a ser entendido como o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dogma">dogma</a> da virgindade da mãe de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristo">Cristo</a>: nessa operação teológica, o unicórnio tornou-se um dos atributos recorrentes da Virgem.<br><br></div><div><br>Representações profanas do unicórnio encontram-se em tapeçarias do Norte da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Europa">Europa</a> e nos <em>cassoni</em> (grandes caixas de madeira decoradas, parte do enxoval das noivas) <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia">italianos</a> dos séculos XV e XVI. O unicórnio também aparece em emblemas e em cenas alegóricas, como o Triunfo da Castidade ou da Virgindade.<br><br></div><div><br>A figura do unicórnio está presente também na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Her%C3%A1ldica">heráldica</a>, como no <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Bras%C3%A3o_de_armas_do_Canad%C3%A1">brasão de armas do Canadá</a>, da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%B3cia">Escócia</a> e do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_Unido">Reino Unido</a>.<br><br></div><div><br>Na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Astronomia">astronomia</a>, o unicórnio é o nome de uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Constela%C3%A7%C3%A3o">constelação</a> chamada <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Monoceros">Monoceros</a>.<br><br></div><div><br>O unicórnio tem sido uma presença frequente na literatura fantástica, surgindo em obras de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lewis_Carroll">Lewis Carroll</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/C.S._Lewis">C.S. Lewis</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_S._Beagle">Peter S. Beagle</a>. Anteriormente, na sua novela <em>A Princesa de Babilônia</em>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Voltaire">Voltaire</a> inclui um unicórnio como montada do herói Amazan.<br><br></div><div><br>Modernamente, na obra de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/J._K._Rowling">J. K. Rowling</a>, a série <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Harry_Potter"><em>Harry Potter</em></a>, o sangue do unicórnio era necessário para <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Voldemort">Voldemort</a> manter-se vivo, porém o ato de matar uma criatura tão pura para beber-lhe o sangue dava ao praticante de tal ação apenas uma semi-vida — uma vida amaldiçoada. No livro diz-se que o unicórnio bebê é dourado, adolescente prateado e adulto branco-puro. Também é interessante observar, ainda na obra de Rowling, que a varinha do personagem <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ronald_Weasley">Ronald Weasley</a> possui o núcleo de pelo de unicórnio.<br><br></div><div><br>Em outro livro, "<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3rias_de_Idh%C3%BAn">Memórias de Idhún</a>", de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Laura_Gallego_Garc%C3%ADa">Laura Gallego García</a>, o unicórnio é um dos personagens principais da história, sendo parte de uma profecia que salva Idhún dos <em>sheks</em>. Em <em>Memórias de Idhún</em>, o unicórnio está no corpo de Victoria.<br><br></div><div><br>Em 2008, um "unicórnio" nasceu na Itália. O animal, obviamente não é parte de uma nova espécie. Mas sim uma corça (pequena espécie de cervídeo europeu), que nasceu com somente um chifre. Pesquisadores atribuem o ocorrido a um "defeito genético".<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Unic%C3%B3rnio#cite_note-2"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>Alguns relatos dizem também, que esses seres mágicos são capazes alimentar-se de nuvens do entardecer e raios de sol. Isso só ocorre pelo fato de essas serem as únicas substâncias puras o suficiente para esse animal fantástico ingerir. Além disso, os unicórnios, devido a sua origem mágica, conseguem transformar quaisquer tipos de substâncias impuras e putrefatas em substâncias brilhantes, cheias de luz e vida.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 17:40:53 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242021323</link>
         <description><![CDATA[￼]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 17:42:24 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Raposa Teumessian</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242028450</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Αλωπεξ Τευμησιος (Alopex Teumesios), Raposa de Têumesso, era um animal gigantesco que fora enviado pelos deuses para o campo de Tebas como castigo por algum crime. A raposa era uma besta sanguinária, que espalhava a destruição nas vizinhanças de Tebas. Para conter sua selvageria, os tebanos eram obrigados a entregar-lhe, todos os meses, uma criança do sexo masculino para ser devorada, como decretara o oráculo. Isso era um sacrifício terrível e parecia impossível matar a raposa, pois estava escrito que nenhum homem ou animal seria capaz de superar sua velocidade e agarrá-la. Como se isso não bastasse, a raposa estava sob a proteção de Posídon, o deus do mar.<br><br></div><div>Creonte, o então rei de Tebas, designou a Anfítrion a impossível tarefa de destruir a besta – impossível porque a raposa nunca poderia ser pega. O herói descobriu uma solução para o problema, levando <a href="https://mitologiahelenica.wordpress.com/2015/06/23/lelape/">Lélape</a>, cão mágico, para a caça, um animal que estava destinado a nunca perder sua presa.<br><br></div><div>Anfítrion, para cumprir sua <a href="https://mitologiahelenica.wordpress.com/2015/06/14/o-nascimento-de-heracles-parte-i-anfitrion-e-alcmena/">promessa a Alcmena</a>, pegou o cão e saiu a perseguir tal raposa. Lélape logo identificou-lhe o cheiro e começou a caçá-la. Assim, a raposa que nunca poderia ser capturada e o cão que nunca poderia perder sua presa entraram numa luta selvagem. Qual dos dois venceria? Aquilo era um problema não só para Anfítrion e os tebanos, mas também para os próprios deuses, que tiveram que se reunir e examinar o caso.<br><br></div><div>Se Lélape pegasse a raposa, de que serviriam as palavras escritas pelas moiras, as três deusas que personificam o destino? Sem falar no fato de que todas elas temiam a ira do protetor, Posídon. Por outro lado, se o temível animal escapasse, de que valeria o dom de Lélape? Quanto aos deuses, ousaria algum deles resistir à vontade de Zeus, que certamente exigiria a vitória de Lélape? Zeus confrontado com uma contradição do destino (uma raposa incapturável sendo perseguido por um cão inevitável), finalmente, encontrou uma solução de seu agrado e de aceitação geral: ambos, Lélape e a raposa  de Têumesso, transformariam-se em estátuas de pedra. Segundo outra versão, conta-se  que Zeus transformou-os em constelações: Cão maior (Lélape) e Cão menor (raposa de Têumesso).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 17:53:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242029336</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 17:54:59 UTC</pubDate>
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         <title>Pégaso</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242032493</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Pégaso é um cavalo alado símbolo da imortalidade.<br>Sua figura é originária da mitologia grega, presente no mito de Perseu e Medusa.<br><br></div><div>Pégaso nasceu do sangue de Medusa quando esta foi decapitada por Perseu. Medusa estava grávida de Poseidon naquela época. Havendo feito brotar com uma patada a fonte Hipocrene, tornou-se o símbolo da inspiração poética.<br><br></div><div>Belerofonte matou a poderosa Quimera, montando Pégaso após domá-lo com ajuda de Atena e da rédea de ouro, que em seguida tentou usá-lo para chegar ao Olimpo. Mas Zeus fez com que ele derrubasse seu cavaleiro fazendo uma vespa o picar, e Belerofonte morreu devido à grande altura.<br><br></div><div><br></div><div>Zeus o recompensou transformando-o na constelação de pegasus, onde deveria dali em diante ficar à serviço do deus dos deuses. Outra história diz que quando Zeus mandou a vespa e Belerofonte caiu, Atena ordenou que o chão ficasse macio, assim ele não morreria pela queda.<br><br></div><div>Pégaso é considerado por muitos, o Rei do Céu. Procure um mapa do céu em um livro de Astronomia: você vai ver, lá, o conjunto de estrelas que forma o desenho de Pégaso, o cavalo alado.<br><br></div><div>Na Constelação de Pegasus está a estrela fixa Markab a 23º Peixes (*), que é considerada de natureza Marte/Mercúrio por Ptolomeu. Simmonite considera de natureza Marte/Vênus; e para Alvidas, tem natureza Júpiter quadrado Mercúrio/ com Saturno desde Peixes e Gêmeos. (*) posição m 2009<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 17:59:48 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242032526</link>
         <description><![CDATA[￼]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 17:59:51 UTC</pubDate>
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         <title>Fénix</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242036964</link>
         <description><![CDATA[<div><br>A <strong>fênix, fênice</strong> <sup>(</sup><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Portugu%C3%AAs_brasileiro"><sup>português brasileiro</sup></a><sup>)</sup> ou <strong>fénix</strong> <sup>(</sup><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Portugu%C3%AAs_europeu"><sup>português europeu</sup></a><sup>)</sup> (em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega_antiga">grego clássico</a>: ϕοῖνιξ) é um pássaro da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_grega">mitologia grega</a> que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da <strong>fênix</strong> é sua força que a faz transportar em voo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Elefante">elefantes</a>. Podendo se transformar em uma ave de fogo.<br><br></div><div><br>Teria <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pena">penas</a> brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81guia">águia</a>. Segundo alguns escritores gregos, a fênix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97 200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fênix queimava-se numa <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pira">pira</a> funerária. A vida longa da fênix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Imortalidade">imortalidade</a> e do renascimento espiritual.<br><br></div><div><br>Os gregos parecem ter se baseado em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Bennu">Bennu</a>, da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_eg%C3%ADpcia">mitologia egípcia</a>, representado na forma de uma ave acinzentada semelhante à <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gar%C3%A7a">garça</a>, hoje extinta, que habitava o Egito. Cumprido o ciclo de vida do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Bennu">Bennu</a>, ele voava a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Heli%C3%B3polis_(Egito)">Heliópolis</a>, pousava sobre a pira do deus <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A1">Rá</a>, ateava fogo em seu ninho e se deixava consumir pelas chamas, renascendo das cinzas.<br><br></div><div><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hes%C3%ADodo"><br>Hesíodo</a>, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que a fênix vivia nove vezes o tempo de existência do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Corvo">corvo</a>, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97 200 anos.<br><br></div><div><br>De forma semelhante a Bennu, quando a ave sentia a morte se aproximar, construía uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pira">pira</a> de ramos de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Canela">canela</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A1lvia">sálvia</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mirra">mirra</a> em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova fênix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ovo">ovo</a> de mirra e voava com ele à cidade egípcia de Heliópolis, onde os colocava no Altar do Sol.<br><br></div><div><br>Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Imperador_romano">imperador romano</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Heliog%C3%A1balo">Heliogábalo</a> (204-222 d. C.) decidiu comer carne de fênix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ave-do-para%C3%ADso">ave-do-paraíso</a>, que lhe foi enviada em vez de uma fênix, mas foi assassinado pouco tempo depois.<br><br></div><div><br>Atualmente os estudiosos creem que a lenda surgiu no <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Oriente">Oriente</a> e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a fênix renascida tornou-se um símbolo popular da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ressurrei%C3%A7%C3%A3o">ressurreição</a> de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristo">Cristo</a>.<br><br></div><div><br>Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Her%C3%B3doto">Heródoto</a>, historiador grego do século V a.C. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erroneamente designado por fênix (<em>Phoenix</em>), a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Palmeira">palmeira</a> (<em>Phoenix</em> em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada.<br><br></div><ul><li>A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Antiguidade">Antiguidade</a> como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca têm fim.</li><li>Para os gregos, a fênix por vezes estava ligada ao deus <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hermes">Hermes</a> e é representada em muitos templos antigos. Há um paralelo da fênix com o Sol, que morre todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.</li><li>Os egípcios a tinham por "Bennu" e estava relacionada a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrela">estrela</a> "Sótis", ou estrela de cinco pontas, estrela flamejante, que é pintada ao seu lado.</li><li>Na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/China">China</a> antiga a fênix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Felicidade">felicidade</a>, da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Virtude">virtude</a>, da força, da liberdade, e da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia">inteligência</a>. Na sua <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Plumagem">plumagem</a>, brilham as cinco cores sagradas.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%BArpura">Púrpura</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Azul">azul</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Vermelha">vermelha</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Branco">branco</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dourado_(cor)">dourado</a>.</li><li>No início da era Cristã esta ave fabulosa foi símbolo do renascimento e da ressurreição. Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Iniciado">Iniciado</a>, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou.</li><li>A bandeira da cidade de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Francisco_(Calif%C3%B3rnia)">São Francisco</a> mostra uma fênix, acreditado de estar um símbolo de renovação depois o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sismo_de_S%C3%A3o_Francisco_de_1906">sismo que devastou a cidade em 1906</a>. A bandeira e o selo da cidade de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Atlanta">Atlanta</a> mostram uma fênix também.</li><li>No <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Acidente_na_mina_San_Jos%C3%A9_em_2010">Acidente na mina San José em 2010</a>, a cápsula que estava retirando um por um dos 33 mineiros foi chamada de Fênix, porque o resgate deles a uma profundidade muito funda de terra lembra a ressurreição da ave mítica das cinzas.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 18:06:21 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Cerberus</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242039959</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br>Cerberus tinha como significado "o demônio do poço". Ele era um monstruoso cão de múltiplas cabeças que guardava a entrada do Hades, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem mas jamais saírem, despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. <br><br>Existem inúmeras descrições de Cerberus, todas elas monstruosas. Cerberus deriva da palavra Kroboros, que significa comedor de carne, isto porque Cerberus comia as pessoas. Filho igualmente de dois seres monstruosos, Tífon e Equídna, era irmão de outros monstros. Da sua união com Quimera, nasceram o Leão de Neméia e a Esfinge. <br><br>Como o guardião das portas do Tártaro, não impedia a entrada no reino de Hades mas impedia a saída. Como castigo, Cerberus comia o corpo dos condenados. Quando Piritoo tentou seduzir Perséfone a esposa de Hades, ele foi entregue ao cão. Os únicos que conseguiram passar por Cerberus e sair ilesos do submundo foram Héracles, Orfeu, Enéias e Psiquê. <br><br>Quando chegava um novo visitante, Cerberus se mostrava uma criatura adorável. Porém quando o visitante quisesse sair, Cerberus tornava-se um cão temido e feroz. Para acalmar a sua fúria, os mortos que residiam no submundo jogavam-lhe um bolo de farinha e mel que os seus entes queridos deixavam em seus túmulos. <br><br>Os gregos acreditavam que a morada dos mortos era o reino de Hades. Localizado nos subterrâneos, era rodeado pelos rios do esquecimento. Os mortos atravessavam o rio transportados na barca de Caronte que cobrava uma moeda pela travessia. Os mortos conservavam a forma humana mas não tinham corpo e não se podia tocá-los. O acesso ao reino se dava por uma porta de diamantes junto a qual Cérberus montava guarda. <br><br></strong><br></div><div>***************** </div><div><strong><br></strong><strong><em>Cérberus simboliza o terror da morte, da ideia do inferno mas principalmente simboliza ainda o enfrentamento do pior dos infernos, aquele que habita no interior de cada ser humano. A idéia mais comum de inferno é sobre um local no interior da Terra, onde as almas são condenadas a viver eternamente, em verdadeiro suplício como consequência dos erros cometidos durante a vida terrena. <br><br>Argumenta-se que o inferno é um local imerso em lavas e fogo que queimam aqueles que ali chegam, assim como queima na alma o inferno interior. A maioria dos seres humanos passa a vida debatendo-se entre estes dois símbolos: o inferno e o paraíso. Logicamente todos anseiam pelo paraíso após a morte; muitos estão convictos de que é um lugar perfeito onde a dor e o sofrimento não existem. No entanto, esses dois lugares coexistem em nós a todo tempo. <br><br>Se o inferno é um estado onde não existe a luz e o paraíso é onde a luz brilha intensamente, eles se referem ao nosso próprio interior. Quanto mais nos identificamos com a negatividade e os sentimentos negativos que brotam em nós, como a mágoa, o ódio, o desejo de vingança, mais fortemente experimentaremos o inferno. O sentimento de vitima também é um componente essencial do inferno interior, pois nos paralisa num estado de permanente lamentação em que responsabilizamos o mundo e os outros como causa de nossa infelicidade.</em></strong><strong> </strong><strong><em><br><br>Cérberus era o cão que impedia a saída do reino de Hades. Da mesma forma, encontramos dificuldades para sairmos do nosso inferno interior. Assim como os únicos que conseguiram sair ilesos do reino utilizaram o amor puro e verdadeiro, só o amor, o perdão e a compaixão pode nos libertar do nosso inferno interior. <br><br>Quando estamos conectados com a bondade, a generosidade e o bem, a luz interior é capaz de transmutar qualquer situação ou acontecimento em oportunidade de crescimento interior. E assim criamos o paraíso em nossa vida, ao invés de esperar por ele como uma promessa que só poderemos alcançar após a morte...</em></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 18:10:40 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Quimera</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242042826</link>
         <description><![CDATA[<div><br>A Quimera (Chímaira) é um ser híbrido da <a href="http://mitologiagrega.net.br/mitologia-grega/">mitologia grega</a> com a capacidade de lançar chamas pelo nariz. Ela é filha de dois outros monstros colossais: <a href="http://mitologiagrega.net.br/as-4-criaturas-do-mundo-grego/">Equidna</a>, com seu corpo metade serpente e metade mulher, e <a href="http://mitologiagrega.net.br/titanomaquia-guerra-dos-titas/">Tifão</a>, o maior e mais terrível monstro das lendas gregas. Além disso era irmã da Hidra de Lerna, do Cérbero e outros <a href="http://mitologiagrega.net.br/os-14-terriveis-monstros-da-mitologia-grega/">monstros mitológicos</a>.<br><br></div><div><a href="http://mitologiagrega.net.br/wp-content/uploads/2017/08/mitologia-grega-quimera.jpg"><br></a>Era uma figura com corpo de leão, e três cabeças, sendo uma também de leão, uma de cabra e outra de dragão. Esse assustador mostro ainda possuía um par de assas e uma cauda, que na verdade era uma de serpente.<br><br></div><div>Mesmo sendo um monstro tão espantoso, a Quimera era tratada como um animal de estimação pelo rei de Cária, mas um dia ela escapou e foi viver em uma montanha da Lícia.<br><br></div><div>Segundo o mito, a Quimera teria retornado ao recinto do seu dono, entretanto revoltou-se e incendiou boa parte de Cária, até que foi detida por <a href="http://mitologiagrega.net.br/belerofonte-e-o-pegaso/">Belerofonte e Pégaso</a>, o cavalo alado.<br><br></div><div><a href="http://mitologiagrega.net.br/wp-content/uploads/2017/08/mitologia-grega-quimera-belerofonte.jpg"><br></a>Essa figura mitológica sempre esteve presente no imaginário popular. Na idade média era normalmente apresentada como a representação do mal.<br><br></div><div>No entanto, com o passar do tempo, <em>quimera</em> passou a ser um nome genérico para qualquer monstro fantástico que fosse utilizado arquitetonicamente como decoração.<br><br></div><div>Já no que diz respeito à linguagem popular, o termo <em>quimera</em> faz alusão a qualquer coisa absurda, fantasiosa ou monstruosa, que seja composta de elementos pouco prováveis. Também é utilizado para representar algo utópico ou imaginativo, como um sonho.<br><br></div><div><br>O mito da Quimera<br><br></div><div><a href="http://mitologiagrega.net.br/wp-content/uploads/2017/08/mitologia-grega-quimera-2.jpg"><br></a>As primeiras representações da Quimera vieram da Anatólia, localizada na Turquia em uma parte que pertence à península da Ásia Menor. No entanto, o seu padrão físico como conhecemos atualmente só apareceu por volta do ano 7 a.C. na Grécia.<br><br></div><div>A versão mais conhecida da sua lenda  colocam-na como filha de Tifão e Equidna, porém há outra versão que a descreve como sendo filha da Hidra de Lerna e do Leão da Neméia, dois monstros exterminados por <a href="http://mitologiagrega.net.br/conheca-16-curiosidades-sobre-hercules/">Hércules</a> nos seus <a href="http://mitologiagrega.net.br/os-12-trabalhos-de-hercules/">Doze Trabalhos</a>.<br><br></div><div>Equidna era um ser gigantesco metade mulher e metade serpente. Já Tifão era tão imenso que seus braços abertos tocavam oriente e ocidente, de seus ombros saíam cem dragões e seus olhos e boca lançavam chamas.<br><br></div><div>Embora tenha sido criada pelo rei de Cária, a Quimera fugiu e um dia retornou para se opor ao rei, bem como toda a região da Lícia.<br><br><br></div><div><br></div><div><br>O monstro cuspia fogo incessantemente, dizimando todos os reinos à sua frente, até que o herói grego Belerofonte com a ajuda de Pégaso, o cavalo alado, a matou.<br><br></div><div>Segundo o mito o Rei Iobates procurava um herói que fosse capaz de deter aquele terrível monstro que estava causando tantos estragos nos reinos da região, inclusive no seu.<br><br></div><div>Foi quando chegou o jovem herói Belerofonte, filho de <a href="http://mitologiagrega.net.br/poseidon-o-deus-supremo-dos-oceanos/">Poseidon</a>, que vinha trazendo uma carta secreta de Proteu, genro do rei Iobates. Na carta, Proteu recomendava fortemente o herói para ser seu criado, descrevendo-o como forte e prestativo, mas no fim da mensagem, pedia ao sogro que o matasse, caso decidisse não ficar com ele.<br><br></div><div>O que ninguém sabia era que Proteu tinha um ciúmes exacerbado do herói, pois desconfiava que a sua esposa Antéia possuía uma grande admiração pelo jovem.<br><br></div><div>O rei Iobates não se interessou pelo criado e hesitou bastante o pedido para assassiná-lo, temendo violar as regras sagradas de hospitalidade impostas por <a href="http://mitologiagrega.net.br/zeus-o-deus-dos-deuses/">Zeus</a>. Como alternativa decidiu mandar Belerofonte para uma luta com Quimera, a fim de cumprir o desejo de seu genro.<br><br></div><div>Sem pensar duas vezes, o corajoso herói jogou-se na armadilha criada, mas como precaução, antes da luta, decidiu consultar o poderoso vidente Polido. Assim foi orientado a ir ao templo de <a href="http://mitologiagrega.net.br/atena-a-deusa-da-sabedoria/">Atena</a> e reivindicar a ajuda de Pégaso.<br><br></div><div><br></div><div><br></div><div><br></div><div>Atena deu-lhe uma rédea de ouro que era capaz de dominar o cavalo. Assim foi levado até o poço de Pirene, onde estava Pégaso bebendo água.<br><br></div><div><a href="http://mitologiagrega.net.br/wp-content/uploads/2017/08/mitologia-grega-quimera-3.jpg"><br></a>Segundo o mito, o animal se aproximou docilmente de Belerofonte ao ver as rédeas douradas, permitindo que o herói montasse nele sem resistência. Em seguida, ambos saíram à procura da Quimera, que foi morta facilmente, com somente uma pancada, ao ser encontrada.<br><br></div><div>Ainda no intuito de cumprir o pedido do genro, o rei mandou Belerofonte para outros trabalhos, os quais ele realizou também com facilidade com a ajuda de Pégaso.<br><br></div><div>Com tantos sucessos, o rei percebeu que o assassino da Quimera era uma figura protegida pelos deuses e decidiu mudar sua estratégia. Deu-lhe a mão da sua filha e tornou-o sucessor do seu trono.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 18:15:33 UTC</pubDate>
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         <title>Equidna</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242047194</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br>Equidna</strong> (em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega">grego</a>: <em>Ἔχιδνα</em>, "víbora"), na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_grega">mitologia grega</a>, era uma criatura com tronco de uma bela mulher (ou <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ninfa">ninfa</a>) e cauda de serpente em lugar dos membros. Era gigante, como um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tit%C3%A3">titã</a>. Por isso, era a única capaz de se unir com o horrendo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tif%C3%A3o">Tifão</a>. Vivia numa caverna no <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Peloponeso">Peloponeso</a> ou na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADria">Síria</a>.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Equidna_(mitologia)#cite_note-1"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>As tradições divergem bastante quanto à sua origem. Segundo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hes%C3%ADodo">Hesíodo</a> era filha de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3rcis">Fórcis</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ceto_(mitologia)">Ceto</a>, e portanto neta de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ponto_(mitologia)">Ponto</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gaia_(mitologia)">Gaia</a>. Em outras versões seria descendente de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1rtaro_(mitologia)">Tártaro</a> e Gaia ou ainda de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Crisaor">Crisaor</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cal%C3%ADrroe">Calírroe</a><sup>[</sup><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Desambigua%C3%A7%C3%A3o"><em><sup>desambiguação necessária</sup></em></a><sup>]</sup>.<br><br></div><div><br>Nas versões mais conhecidas, Equidna, em função da própria monstruosidade, casou-se com o horrendo gigante Tifão, tornando-se a "mãe de todos os monstros".<br><br></div><div><br>Seus filhos com Tifão foram:<br><br></div><ul><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9rbero">Cérbero</a>, o cão de três cabeças, que guardava o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hades">Hades</a></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ortros">Ortros</a>, o cão de guarda de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Geri%C3%A3o">Gerião</a>, de duas cabeças</li><li>a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidra_de_Lerna">Hidra de Lerna</a></li><li>a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Quimera">Quimera</a>, morta por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Belerofonte">Belerofonte</a></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Drag%C3%A3o_da_C%C3%B3lquida">Ladão</a>, o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Drag%C3%A3o">dragão</a> de cem cabeças, que guardava o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Velocino_de_ouro">velocino de ouro</a></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cila">Cila</a>, monstro da lenda de Odisseu também é considerada em algumas versões sua filha com Tifão.</li></ul><div><br>Do seu filho Ortros, Equidna concebeu:<br><br></div><ul><li>o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Le%C3%A3o_de_Nemeia">Leão de Nemeia</a></li><li>Fix (ou Sfix), a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Esfinge#Esfinge_grega">Esfinge</a> de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tebas_(Gr%C3%A9cia)">Tebas</a>, derrotada por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89dipo">Édipo</a></li></ul><div><br>Segundo uma lenda do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ponto_Euxino">Ponto Euxino</a> ela se uniu a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9racles">Héracles</a> numa passagem do herói pela <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%ADtia">Cítia</a>, concebendo desta união:<br><br></div><ul><li><a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Agatirso&amp;action=edit&amp;redlink=1">Agatirso</a></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%A9lon">Gélon</a></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cites">Cites</a>, que deu origem aos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Citas">Citas</a></li></ul><div><br>A descendência de Equidna ainda incluía:<br><br></div><ul><li>o dragão que guardava o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jardim_das_Hesp%C3%A9rides">jardim das Hespérides</a></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ethon">Ethon</a>, a águia que comia o fígado de Prometeu</li></ul><div><br>Equidna, assim como suas crias, possuía uma natureza terrível e adorava devorar viajantes inocentes. Veio finalmente a ser morta por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Argos_Panoptes">Argos Panoptes</a>, o monstro de cem olhos, que a surpreendeu adormecida.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 18:23:04 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Ladão, o Dragão de cem cabeças</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242050446</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br>Ladão</strong> ou <strong>Ládôn</strong> (em grego Λάδων), na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_grega">mitologia grega</a>, era um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Potamoi">deus-rio</a> da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Arc%C3%A1dia">Arcádia</a>, o deus do rio Ladão, que nascia no monte Cilene e era um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Afluente">afluente</a> do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Alfeu">rio Alfeu</a>. Ele era filho de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Oceano_(mitologia)">Oceano</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A9tis_(filha_de_Urano)">Tétis</a>, filhos de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Urano_(mitologia)">Urano</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gaia_(mitologia)">Gaia</a>.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lad%C3%A3o#cite_note-hesiodo.134-138-4"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>É citado como o rio que pode apagar as mágoas uma vez que banhado em suas águas. No mito, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dem%C3%A9ter">Deméter</a>, após <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pos%C3%ADdon">Posídon</a> acasalar com a deusa e gerar <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Despina">Despina</a>, foi a época da fome, pois Deméter ficou indignada e saiu do Olimpo, então a terra tornou-se estéril. Foi quando ela recebeu outros nomes como, a Negra por ter ficado de luto e também o nome de Erínia por causa de sua ira. A deusa, por fim, decidiu se banhar no rio Ládon e assim apagar as mágoas. Foi assim que Deméter resolveu voltar para o Olimpo.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lad%C3%A3o#cite_note-5"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>Os autores antigos mencionam algumas ninfas que foram suas filhas, as Ladônides, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Metope">Metope</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dafne">Dafne</a>, Telpusa e Têmis. Metope foi esposa do deus-rio <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Asopo">Asopo</a>, com quem teve filhos e filhas. Dafne era virgem e, perseguida por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Apolo">Apolo</a>, pediu ajuda a Gaia, que abriu a terra e a recebeu. Telpusa deu nome a uma cidade na Arcádia. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Siringe_(mitologia)">Siringe</a> é mencionada por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ov%C3%ADdio">Ovídio</a> como irmã das ninfas que viviam perto do rio Ladão, ela foi perseguida por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A3">Pã</a>, e foi transformada em uma planta, que Pã usou para fazer sua <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Flauta_de_P%C3%A3">flauta</a>.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lad%C3%A3o#cite_note-ovidio.metamorfoses.1.689-711-12"><sup><br></sup></a><br></div><div><strong><br>Dragão</strong> <strong>Ladão</strong> (em grego Δρακον Λάδων) era um dragão de cem cabeças (cada uma das quais falava uma língua diferente), junto com as ninfas <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hesp%C3%A9rides">Hespérides</a>, era o encarregado de custodiar o jardim das Hespérides, também é conhecido como <strong>Dragão das Hespérides</strong> (em latim <em>Draco Hesperidum</em>). Era filho de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3rcis">Fórcis</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ceto">Ceto</a> o de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tif%C3%A3o">Tifão</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Equidna_(mitologia)">Equidna</a> segundo Hesíodo.<br><br></div><div><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hera"><br>Hera</a> o enviou para custodiar seu pomar de maçãs de ouro, presente de casamento de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gaia_(mitologia)">Gaia</a>, já que não confiava nas Hespérides filhas de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Atlas_(mitologia)">Atlas</a>. Heracles o matou em um de seus doze trabalhos. Para agradecer seus leais serviços, Hera, elevou seus restos no céu, onde desde então forma a Constelação de Dragão<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 18:28:40 UTC</pubDate>
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         <title>Grifo</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242057127</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br>Grifo</strong> é uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Criatura_lend%C3%A1ria">criatura lendária</a> com cabeça e asas de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81guia">águia</a> e corpo de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Le%C3%A3o">leão</a>. Fazia seu ninho em bolcacas (nome usado para o ninho do grifo conforme a mitologia grega) e punha ovos de ouro sobre ninhos também de ouro. Outros ovos são frequentemente descritos como sendo de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gata">ágata</a>.<br><br></div><div><br>A figura do grifo surgiu no <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Oriente_M%C3%A9dio">Oriente Médio</a> onde <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Babil%C3%B4nia">babilônios</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ass%C3%ADrio">assírios</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Persas">persas</a> representaram a criatura em pinturas e esculturas. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Voltaire">Voltaire</a>incluiu na sua novela, <em>A Princesa da Babilónia</em>, dois enormes grifos amigos de uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A9nix">fénix</a>, que transportaram a princesa na sua viagem. Na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia">Grécia</a> acreditava-se que viviam perto dos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hiperb%C3%B3reos">hiperbóreos</a> e pertenciam a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Zeus">Zeus</a>. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fil%C3%B3strato">Filóstrato</a>, escritor grego, referiu, na <em>Vida de Apolônio de Tiana</em> (livro VI. I), que os grifos da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndia">Índia</a> eram guardiões do ouro. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Milton">John Milton</a>, no Livro II do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Para%C3%ADso_Perdido"><em>Paraíso Perdido</em></a> escreveu sobre os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Arimaspos">Arimaspos</a> que se tentavam apoderar do ouro dos grifos. Também foi referido na poesia persa de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rumi">Rumi</a>. Na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_M%C3%A9dia">Idade Média</a> Sir John Mandville escreveu sobre estes animais fabulosos no capítulo XXI do seu célebre livro de viagens no qual grande parte dele foi escrito pelo mesmo autor do Kama Sutra. Em tempos mais recentes, sua imagem passou a figurar em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Her%C3%A1ldica">brasões</a> pois aparentemente possui muitas virtudes e nenhum vício.<br><br></div><div><br>Os grifos são inimigos mortais dos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Basilisco">basiliscos</a>.<br><br></div><div><br>Como diversos animais fantásticos, incluindo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Centauro">centauros</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sereia">sereias</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%AAnix">fênix</a>, entre outros, o grifo simboliza um signo zodiacal, devido ao senso de justiça apurado, o fato de valorizar as artes e a inteligência, e o fato de dominar os céus e o ar, simboliza o signo de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Libra_(astrologia)">libra</a>, a chamada <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Balan%C3%A7a">balança</a>.<br><br></div><div><br>Os grifos podem raramente cruzar com éguas e o fruto desse cruzamento recebe o nome de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hipogrifo">hipogrifo</a>.<br><br></div><div><br>Também são retratados em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Moeda">moedas</a>, por exemplo, na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lira_italiana">lira italiana</a> tem, entre outros desenhos, o de um grifo.<br><br></div><div><br>Os grifos são possíveis confusões de fósseis de Protoceratops, dinossauros <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ceratops%C3%ADdeos">ceratopsídeos</a> que viviam na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mong%C3%B3lia">Mongólia</a>.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 18:40:41 UTC</pubDate>
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         <title>Hipocampo</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242059293</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Hipocampo é um "cavalo meio peixe", da cintura para cima um cavalo, e da cintura para baixo um peixe. Na mitologia grega, o hipocampo servia de companhia e montaria às nereidas e de animal de tração ao carro de Poseidon. O hipocampo aparece pouco na mitologia grega, e poucas pessoas os conhecem. Eles aparecem no jogo "Age of Mythology" e no livro "Percy Jackson e O Mar de Monstros".<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 18:44:44 UTC</pubDate>
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         <title>Esfinge</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242063793</link>
         <description><![CDATA[<div><br>A <strong>esfinge</strong> é, tradicionalmente, uma criatura mítica com o corpo de leão e a cabeça de um humano, um <a href="https://www.infoescola.com/aves/falcao/">falcão</a>, ou um gato. Na tradição grega, ela tem pernas de leão, asas de um pássaro grande e o rosto de uma mulher. São criaturas mistificadas como traiçoeiras e impiedosas. Aqueles que não podem responder seu enigma, sofrem um destino bem típico dos contos e histórias mitológicas, sendo mortos e totalmente devorados por esses monstros vorazes. Diferente da esfinge grega, a egípcia é geralmente apresentada com um ser humano. Além disso, a esfinge egípcia era vista como benevolente, em contraste com sua versão malévola grega, sendo considerada como uma espécie de guardiã, muitas vezes representadas em enormes estátuas colocadas nas entradas dos templos.</div><div><br></div><div>Na arte decorativa europeia, a esfinge teve um grande ressurgimento durante o <a href="https://www.infoescola.com/movimentos-culturais/renascimento/">Renascimento</a>. Mais tarde, as esfinges, que seguiam muito o conceito original egípcio, foram incorporadas em muitas outras culturas, embora muitas vezes interpretadas de forma bastante equivocada, devido a problemas nas traduções dos escritos originais, e da evolução do conceito em relação a outras tradições culturais. Geralmente, o papel das esfinges está associado a grandes estruturas arquitetônicas, como tumbas reais e templos religiosos. A esfinge mais antiga conhecida foi encontrada perto de Gobekli Tepe, em Nevali Cori, Turquia, datada de 9.500 a.C.</div><div>Geralmente, as esfinges seguem dois padrões principais, o egípcio e o grego:</div><div><strong>Esfinge egípcia</strong>: a mitologia egípcia retrata a esfinge como uma criatura mística e ancestral, geralmente representada com um leão estendido, com uma cabeça humana, geralmente a cabeça de um faraó. Assim como as pirâmides, também simbolizavam uma demonstração extrema de poder, com associações solares sagradas. Eram consideradas guardiãs, representada nas formas com cabeça de pessoa ou falcão. A maior e mais famosa é a <a href="https://www.infoescola.com/civilizacao-egipcia/esfinge-de-gize/">esfinge do planalto de Gizé</a>, a Sesheps, na Marge oeste do <a href="https://www.infoescola.com/hidrografia/rio-nilo/">Nilo</a>, possuindo um pequeno templo entre suas patas. Acredita-se que essa esfinge carrega o rosto do faraó Djedefré, sendo datada de algum momento na quarta dinastia, um período que compreende entre 2723 a.C. a 2563 a.C.</div><div><br></div><div><strong>Esfinge grega</strong>: a mitologia grega conta que uma esfinge guarda a entrada da cidade grega de <a href="https://www.infoescola.com/civilizacao-egipcia/tebas/">Tebas</a>, permitindo apenas a passagem de viajantes que consigam responder seu enigma. O quebra-cabeça exato perguntado pela esfinge não foi especificado por vários contadores de histórias, e não era padronizado como o dado abaixo até mais tarde na história grega. Conta-se que os deuses Hera e Ares enviaram a esfinge da Etiópia para Tebas, na Grécia, onde ela ficou responsável por questionar os viajantes com seu célebre enigma: “<em>Que criatura anda com quatro pernas pela manhã, duas pernas à tarde e três pernas ao anoitecer</em>”, e aqueles que eram incapazes de responder ao enigma, eram devorados pela criatura. Após ser derrotada em sua charada por Édipo, a esfinge, em seguida, atirou-se de um precipício e morreu. Aqui, Édipo pode ser visto como uma figura limiar, auxiliando na transição entre antigas práticas religiosas, representada pela morte da esfinge, e a ascensão dos novos deuses do Olimpo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 18:53:26 UTC</pubDate>
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         <title>Corça de Cerineia</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242066716</link>
         <description><![CDATA[<div><br>A <strong>corça de Cerineia</strong> (ou <strong>Cerineia</strong>, ou <strong>Cerínia</strong>), também conhecida como <strong>corça cerinita</strong>, era um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Animalia">animal</a> lendário da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_grega">mitologia grega</a>, com chifres de ouro e pés de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Bronze">bronze</a>, que corria com assombrosa rapidez sem se cansar. Habitava o monte <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Cerineu&amp;action=edit&amp;redlink=1">Cerineu</a>, na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Arc%C3%A1dia_(Gr%C3%A9cia)">Arcádia</a>, escondendo-se num templo da deusa <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rtemis">Ártemis</a>, a quem era consagrada. Na verdade, a corça era a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ninfa">ninfa</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ta%C3%ADgete">Taígete</a>, que, para fugir a perseguição de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Zeus">Zeus</a> foi transformada por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rtemis">Ártemis</a> no magnífico animal. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cor%C3%A7a_de_Cerineia#cite_note-2"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>Em um dos famosos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Doze_trabalhos_de_H%C3%A9rcules">doze trabalhos de Hércules</a>, o rei <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Euristeu">Euristeu</a> exigiu de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9racles">Héracles</a> que capturasse o animal. Querendo evitar ferir a corça e desagradar à deusa, Héracles perseguiu-a incansavelmente durante um ano, passando por muitas regiões da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia">Grécia</a> e mesmo além. Finalmente a corça, de volta à Arcádia, procurou refúgio no monte <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Artem%C3%ADsio&amp;action=edit&amp;redlink=1">Artemísio</a>. Ainda com Hércules em seu encalço, tentou atravessar o rio Ladão, onde foi alcançada pelo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Her%C3%B3i">herói</a>. Exausta, foi ferida levemente por uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Flecha">flecha</a> que ele disparou. Héracles colocou-a nos ombros e levou-a até o reino de Euristeu. No caminho, porém, ao atravessar a Arcádia, Héracles encontrou Ártemis e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Apolo">Apolo</a>, que quiseram tomar o animal que lhes pertencia, acusando-o de sacrilégio. Héracles explicou-lhes que, para expiar a culpa de haver matado seus filhos com <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9gara">Mégara</a>, estava condenado a realizar trabalhos para Euristeu, a quem atribuiu a responsabilidade pelo ocorrido. Desta forma convenceu-os a deixá-lo levar a corça ao palácio do rei, em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Micenas">Micenas</a>, com a condição que este a libertasse assim que a tivesse visto. Além disso o herói ofereceu <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sacrif%C3%ADcio_expiat%C3%B3rio">sacrifícios expiatórios</a> a Ártemis, para apaziguar os resquícios de sua ira.<br><br></div><div><br>Em outra versão, Héracles deveria capturar a corça, mas sem machucá-la. Ele a perseguiu durante um ano, até conseguir pegá-la com uma rede, porém ela acabou se ferindo nesta tentativa.<br><br></div><div><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%ADndaro"><br>Píndaro</a> apresenta ainda uma outra versão do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mito">mito</a>, onde Héracles persegue a corça em direção ao norte, passando pela <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dstria">Ístria</a> até chegar ao país dos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hiperb%C3%B3reos">Hiperbóreos</a>, nas geladas regiões do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rtico">Ártico</a>. Lá, Ártemis os acolhe com benevolência.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 18:59:23 UTC</pubDate>
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         <title>Centauro</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242069374</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_grega">mitologia grega</a>, o <strong>centauro</strong> (em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega">grego</a> Κένταυρος, <em>Kentauros</em>, "matador de touros", plural Κένταυρι, <em>Kentauri</em>; em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Latim">latim</a><em>Centaurus/Centauri</em>) é uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Criatura">criatura</a> com cabeça, braços e dorso de um ser <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Humano">humano</a> e com corpo e pernas de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cavalo">cavalo</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Centauro#cite_note-2"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>Os centauros viviam nas montanhas de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tess%C3%A1lia">Tessália</a> e repartiam-se em duas famílias:<br><br></div><ul><li>Os filhos de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dxion">Íxion</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nefele">Nefele</a>, que simbolizavam a força bruta, insensata e cega. Viviam originalmente nas montanhas da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tess%C3%A1lia">Tessália</a> e alimentavam-se de carne crua. Alternativamente, consideravam-se filhos de <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Kentauros&amp;action=edit&amp;redlink=1">Kentauros</a> (o filho de Íxion e Nefele) e algumas éguas <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Magn%C3%A9sia">magnésias</a>, ou de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Apolo">Apolo</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hebe">Hebe</a>. Conta-se que Íxion planejava manter relações sexuais com <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hera">Hera</a>, mas <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Zeus">Zeus</a>, seu marido, evitou-o modelando uma nuvem (<em>nefele</em>, em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Grego_antigo">grego</a>) com a forma de Hera. Posto que Íxion é normalmente considerado o ancestral dos centauros, pode se fazer referência a eles poeticamente como <strong>Ixiônidas</strong>.</li><li>Os filhos de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Filira">Filira</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cronos">Cronos</a>, dentre os quais o mais célebre era <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Qu%C3%ADron">Quíron</a>, amigo de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9racles">Héracles</a>, representavam, ao contrário, a força aliada à bondade, a serviço dos bons combates.</li></ul><div><br>Os centauros são muito conhecidos pela luta que mantiveram com os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A1pitas">Lápitas</a>, provocada pelo seu intento de raptar <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hipod%C3%A2mia">Hipodâmia</a> no dia da sua boda com <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pir%C3%ADtoo">Pirítoo</a>, rei dos Lápitas e também filho de Íxion. A discussão entre estes primos é uma metáfora do conflito entre os baixos instintos e o comportamento civilizado na humanidade. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Teseu">Teseu</a>, herói e fundador de cidades, que estava presente, inclinou a balança para o lado da ordem certa das coisas e ajudou Pirítoo. Os centauros foram expulsos da Tessália e foram habitar o <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=%C3%89piro&amp;action=edit&amp;redlink=1">Épiro</a>. Mais tarde, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9racles">Héracles</a> (Hércules) exterminou quase todos.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Centauro#cite_note-6"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>Cenas da batalha entre os Lápitas e os centauros foram esculpidas em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Baixo_relevo">baixos relevos</a> no <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Friso">friso</a> do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Parten%C3%A3o">Partenão</a>, que estava dedicado à deusa da sabedoria, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Atena">Atena</a>.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 19:04:35 UTC</pubDate>
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         <title>Tifão</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242071370</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br>Tifão, Tufão,Tífon ou Tifeu</strong> (em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega_antiga">grego antigo</a>: Τυφωευς, Τυφων, Τυφαων, Τυφως, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Translitera%C3%A7%C3%A3o">transl.</a> <em>Typhôeus, Typhôn, Typhaôn, Typhôs</em>), é um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tit%C3%A3">gigante</a> da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_grega">mitologia</a> a quem imputavam os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga">gregos</a> a paternidade dos ventos ferozes e violentos. É filho de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gaia_(mitologia)">Gaia</a> e de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1rtaro_(mitologia)">Tártaro</a>.<br><br></div><div><br>No <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sincretismo">sincretismo</a> com o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_eg%C3%ADpcia">mito</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo_Egipto">egípcio</a> de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Os%C3%ADris">Osíris</a>, Tifão era identificado com o gigante <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Geb"><em>Seb</em></a>, responsável pela seca do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Nilo">Nilo</a>, e que por inveja da fecundidade daquele o matara, sendo vingado por seu filho <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%BAbis">Anúbis</a> (deus da morte).<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tif%C3%A3o#cite_note-murray-1"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>Junto à esposa <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Equidna">Equidna</a> foi pai de vários dos monstros que povoam as aventuras de heróis e deuses, como o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Le%C3%A3o_da_Nemeia">Leão da Nemeia</a>, combatido por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9rcules">Hércules</a>, a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidra_de_Lerna">Hidra de Lerna</a> ou a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Esfinge">Esfinge</a>, na fusão com os mitos nilóticos, dos cães <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ortros">Ortros</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9rbero">Cérbero</a>.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tif%C3%A3o#cite_note-rene3-3"><sup><br><br></sup></a><br></div><div><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hes%C3%ADodo"><br>Hesíodo</a> descreve-o assim:<br><br></div><div><em>As vigorosas mãos desse gigante trabalhavam sem descanso, e os seus pés eram infatigáveis; sobre os ombros, erguiam-se as cem cabeças de um medonho dragão, e de cada uma se projetava uma língua negra; dos olhos das monstruosas cabeças jorrava uma chama brilhante; espantosas de ver, proferiam mil sons inexplicáveis e, por vezes, tão agudos que os próprios deuses não conseguiam ouvi-los; ora o poderoso mugido de um touro selvagem, ora o rugido de um leão feroz ; muitas vezes — ó prodígio! — o ladrar de um cão, ou os clamores penetrantes de que ressoavam as altas montanhas.</em><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tif%C3%A3o#cite_note-rene1-2"><sup>[2]<br></sup></a><br></div><div><em>Tifão é uma besta horripilante nascida para acabar com Zeus e com o Olimpo. Filho da vingativa Gaia e do sinistro Tártaro, um deus primordial que vive enclausurado nas profundezas. Foi responsável pela fuga em massa dos deuses olimpianos, porque é capaz de incutir grande pavor. Venceu a primeira luta contra Zeus, mas foi derrotado na segunda.<br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 19:08:48 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Ortros</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242073084</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br>Ortro</strong> ou <strong>Ortros</strong> era um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Canis_lupus_familiaris">cão</a> bicéfalo da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_grega">mitologia grega</a>. Considerado o cão de guarda mais feroz da antiguidade, sua cauda era uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Serpente">serpente</a>. Sua mãe, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Equidna">Equidna</a>, era uma mulher-serpente e seu pai, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tif%C3%A3o">Tifão</a>, possuía cabeça de cavalo. Ortro era irmão do cão <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9rbero">Cérbero</a>, que guardava o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hades_(reino)">Hades</a>.<br><br></div><div><br>Ortro era mascote de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Geri%C3%A3o">Gerião</a>, gigante de três corpos, seis asas e seis braços, pastor de um dos maiores e melhores rebanhos de toda a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica">África</a>. Ortro vigiava seu gado, na ilha de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Er%C3%ADtia">Erítia</a>, onde <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9racles">Héracles</a> o matou, para cumprir o seu décimo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_doze_trabalhos_de_H%C3%A9rcules">trabalho</a>.<br><br></div><div><br>Há quem diga que o dono original de Ortro foi <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Atlas_(mitologia)">Atlas</a>, o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tit%C3%A3">titã</a> que carregava o Céu nos ombros.<br><br></div><div><br>Conta-se que depois de ter sido morto por Héracles, Ortro ascendeu aos céus e transformou-se na estrela <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sirius">Sirius</a> (Estrela do Cão), que é a estrela mais brilhante do céu noturno.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 19:12:50 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Titãs</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242075950</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Os <strong>titãs</strong> (masculino) e as <strong>titânides</strong> (feminino) (em grego antigo, singular: Τιτάν e Τιτανίς, plural: Τiτάνες e Τιτανίδες), na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_grega">mitologia grega</a>, estão entre as entidades que enfrentaram <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Zeus">Zeus</a> e os demais <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Deuses_ol%C3%ADmpicos">deuses olímpicos</a> na sua ascensão ao poder. Outros oponentes foram os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gigantes_(mitologia_grega)">gigantes</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tif%C3%A3o">Tifão</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Of%C3%ADon">Oríon</a>.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tit%C3%A3#cite_note-2"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>Dos vários poemas gregos da Idade Clássica sobre a guerra entre os deuses e os titãs, apenas um sobreviveu. Trata-se da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Teogonia"><em>Teogonia</em></a>atribuída a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hes%C3%ADodo">Hesíodo</a>. Também o ensaio <em>Sobre a música</em> atribuído a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Plutarco">Plutarco</a>, menciona de passagem um poema épico perdido intitulado <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Titanomaquia"><em>Titanomaquia</em></a> ("Guerra dos Titãs") e atribuído ao bardo trácio cego <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A2miris">Tâmiris</a>, por sua vez um personagem lendário. Além disso, os titãs desempenharam um papel importante nos poemas atribuídos a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Orfeu">Orfeu</a>. Ainda que apenas se conservem fragmentos dos relatos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Orfismo_(culto)">órficos</a>, estes revelam diferenças interessantes em relação à tradição hesiódica.<br><br></div><div><br>Os titãs não formam um conjunto homogêneo. Trata-se, em geral, de deidades muito antigas ou "proto-deuses" (primeiros deuses) que, por uma razão ou outra, continuaram a ter uma certa vigência dentro dos mitos gregos clássicos e, ao constituir-se o esquema genealógico dos deuses, foram incluídas entre os descendentes de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Urano_(mitologia)">Urano</a>.<br><br></div><div><br>Os mitos gregos da Titanomaquia caem na classe dos mitos semelhantes na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Europa">Europa</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9dio_Oriente">Médio Oriente</a>, em que uma geração ou grupo de deuses confronta os dominantes. Por vezes os deuses maiores são derrotados. Outras os rebeldes perdem, e são afastados totalmente do poder ou ainda incorporados no <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pante%C3%A3o">panteão</a>. Outros exemplos seriam as guerras dos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Aesir">Aesir</a> com os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Vanir">Vanir</a> e os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jotun">Jotunos</a> na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_n%C3%B3rdica">mitologia nórdica</a>, o épico <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Enuma_Elish">Enuma Elish</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Paleobabil%C3%B4nico">babilónico</a>, a narração <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hititas">hitita</a> do "Reino do Céu" e o obscuro conflito geracional dos fragmentos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ugarit">ugaritas</a>.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 19:19:46 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Ninfas</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242076971</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Ninfas</strong> (em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Grego_Antigo">grego antigo</a> Νύμφαι, em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Grego_moderno">grego moderno</a> Νύμφες), na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_grega">mitologia grega</a>, são <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Esp%C3%ADrito">espíritos</a> naturais <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Feminino">femininos</a>, ligados a um local ou objeto particular da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Natureza">natureza</a>. Muitas vezes, ninfas compõem o aspecto de variados <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Divindade">deuses e deusas</a>, ver também a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Genealogia_dos_deuses_gregos">genealogia dos deuses gregos</a>. São frequentemente alvo da luxúria dos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A1tiros">sátiros</a>. Simplificando, as ninfas seriam <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fada">fadas</a> sem asas, leves e delicadas. São a personificação da graça criativa e fecundadora na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Natureza">natureza</a>.<br><br><strong>Culto e mitologia</strong></div><div><strong>Ninfa</strong> deriva do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega">grego</a> <em>nýmphê</em> (Νύμφη), que significa "<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Noiva">noiva</a>", "velado", "botão de rosa", dentre muitos outros significados. As ninfas são espíritos, habitantes dos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lago">lagos</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Riacho">riachos</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Bosque">bosques</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Floresta">florestas</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Prado">prados</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Montanha">montanhas</a>.<br><br></div><div><br>São frequentemente associadas a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Divindade">deuses e deusas</a> maiores, como a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ca%C3%A7a">caçadora</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rtemis">Ártemis</a>, ao aspecto profético de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Apolo">Apolo</a>, ao deus das <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rvore">árvores</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dion%C3%ADsio">Dionísio</a>, ao aspecto pastoreador de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hermes">Hermes</a>.<br><br></div><div><br>Uma classe especial de ninfas, as <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mel%C3%ADades">melíades</a>, foram citadas por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Homero">Homero</a> como as mais ancestrais das ninfas. Enquanto as demais ninfas são normalmente filhas de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Zeus">Zeus</a>, as melíades descendem de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Urano_(mitologia)">Urano</a>.<br><br></div><div><br>Apesar de serem consideradas divindades menores, espíritos da natureza, as ninfas eram divindades cultuadas, com grande devoção e mesmo temor, em todo o mundo helénico. De acordo com a mitologia grega, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dione">Dione</a> era a rainha das fadas e ninfas.<br><br></div><div><br>Embora não fossem imortais, as ninfas tinham vida muito longa e não envelheciam. Benfazejas, tudo propiciavam aos homens e à natureza. Tinham ainda o dom de profetizar, curar e nutrir.<br><br></div><div><br><strong>Classes</strong></div><div>Encontramos vários tipos ou classes de ninfas conforme os seus hábitos, ou as diferentes esferas naturais a que estão associadas.<br><br></div><div><br>Entre as mais populares, cita-se:<br><br></div><ul><li>Epigeias (Επιγαῖαι) — É um grupo de Ninfas da terra ou do cultivo:<ul><li><a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ore%C3%ADade&amp;action=edit&amp;redlink=1">Oreíades</a> (Ὀρειάδες) ou Orestíades (Όρεστιάδες) — associadas a montanhas.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Antr%C3%ADades&amp;action=edit&amp;redlink=1">Antríades</a> (Ἀντριάδες) — associadas às cavernas.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Aulon%C3%ADade">Auloníades</a> (Αὐλωνιάδες) — associadas a pastos.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Napeia">Napeias</a> (Ναπαῖαι) — associadas a vales.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Leim%C3%A1quide">Limáquides</a> (Λειμακίδες) ou Limonídes (Λειμωνιάδες) — associadas a campinas e os prados.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Hileoros&amp;action=edit&amp;redlink=1">Hileoros</a> (Ὑληωροί) — associadas a bosques.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alse%C3%ADde">Alseídes</a> (Ἀλσηίδες) — associadas a arvoredos.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Antusas">Antusas</a> (Ἀνθούσαι) — associadas às flores.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dr%C3%ADade">Dríades</a> (Δρυάδες) — associadas a árvores (carvalhos).</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hamadr%C3%ADade">Hamadríades</a> (Ἁμαδρυάδες) — associadas a todas as outras árvores.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mel%C3%ADade">Melíades</a> (Μελιάδες) ou Melias (Μελίαι) — associadas à árvore do freixo.</li></ul></li><li>Agrónomos (Ἀγρονόμοι) — É um grupo de Ninfas dos campos cultivados:<ul><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Epim%C3%A9lides">Epimélides</a> (Ἐπιμηλίδες) — associadas aos pomares.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Perim%C3%A9lides">Perimélides</a> (Περιμηλίδες) — associadas aos rebanhos.</li></ul></li><li>Halíades (Ἁλιάδες) ou Halias (Ἅλιαι) — É um grupo de ninfas das águas salgadas:<ul><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Oce%C3%A2nides">Oceânides</a> (Ὠκεανίδες) — filhas de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Oceano_(mitologia)">Oceano</a>, qualquer corpo de água, normalmente água salgada.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nereida">Nereides</a> (Νηρηίδες) — filhas de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nereu">Nereu</a>, associadas ao Mar Mediterrâneo, aos mares calmos e às águas litorâneas.</li></ul></li><li>Hidríades (Ὑδριάδες) — É um grupo de ninfas das águas doces:<ul><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%A1iade">Náiades</a> (Ναϊάδες) — associadas à água doce.<ul><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Crineias">Crineias</a> (Κρηναῖαι) — associadas a fontes.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pegeias">Pegeias</a> (Πηγαῖαι) — associadas a nascentes.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pot%C3%A2mide">Potâmides</a> (Ποταμίδες) — associadas a rios.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Limn%C3%A1tide">Limenides</a> (Λειμενίδες) ou Limnades (Λιμνάδες) — associadas a lagos.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Heleiades">Heleiades</a> (Ελειάδες) ou Heleionomos (Ἑλειονόμοι) — associadas a pântanos.</li></ul></li></ul></li><li>Uranias (Οὐρανίαι) - É um grupo de ninfas associadas ao céu:<ul><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%A9feles">Néfeles</a> (Νεφέλαι) — ninfas das nuvens.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Auras">Auras</a> (Αὒραι) - ninfas das brisas.</li></ul></li><li>Asterias (Ἀστερίαι) - É um grupo de ninfas associadas às estrelas:<ul><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%ADades">Híades</a> (Ὑάδες) — filhas de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Atlas_(mitologia)">Atlas</a> e ou Etra, irmãs de <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=H%C3%ADas&amp;action=edit&amp;redlink=1">Hías</a>. Foram as responsáveis pelos cuidados de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dion%C3%ADsio">Dioníso</a>, ninfas da navegação.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%AAiades_(mitologia)">Plêiades</a> (Πλειάδες) — filhas de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Atlas_(mitologia)">Atlas</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pleione">Pleione</a>, ninfas da chuva e irmãs das <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%ADades">Híades</a>.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hesp%C3%A9rides">Hespérides</a> (Ἑσπερίδες) — filhas de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Atlas_(mitologia)">Atlas</a> e Hesperia, ninfas do entardecer. Foram as responsáveis pelos cuidados do jardim de pomos de ouro.</li></ul></li></ul><div>"As Ninfas – Dança das Águas", bronze de <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Remo_Bernucci&amp;action=edit&amp;redlink=1">Remo Bernucci</a>, premiado no Salão de Belas Artes de 1965. As figuras femininas representam as ninfas: <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Oce%C3%A2nides">oceânides</a>, das águas do oceano, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nereidas">nereidas</a>, das águas dos mares e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Naiades">naiades</a>, das águas das fontes. Conforme a mitologia grega, essas figuras ligam-se à ideia de juventude eterna, protegiam quem se banhasse em suas águas e dotavam de fertilidade quem bebesse de suas fontes.</div><ul><li>Outros tipos de ninfas:<ul><li><a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Cab%C3%ADrides&amp;action=edit&amp;redlink=1">Cabírides</a> (Καβειρίδες) — irmãs dos Cabiros, faziam parte dos mistérios samotrácios.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cila">Cila</a> (Σκύλλα) - a ninfa que virou monstro marinho.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Hecat%C3%A9rides&amp;action=edit&amp;redlink=1">Hecatérides</a> (Ἑκατερίδες) — irmãs dos Dáctilos, mães das Oréades, dos Sátiros e dos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Curetes">Curetes</a>.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hel%C3%ADades">Helíades</a> (Ἡλιάδες) - filhas de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lio_(mitologia)">Hélio</a>, deus Sol, irmãs de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Faetonte">Faetonte</a>, foram transformadas em choupos, após a morte do irmão.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Melissas&amp;action=edit&amp;redlink=1">Melissas</a> (Μέλισσαι) — ninfas do mel, faziam parte dos mistérios eleusinos de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9meter">Démeter</a>.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9nades">Ménades</a> (Μαινάδες) ou Bacantes (Βάκχαι) — ninfas frenéticas do séquito de Dioníso.</li><li>As <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Musas">Musas</a> (Μούσαι) — filhas de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Zeus">Zeus</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mnemosine">Mnemosine</a>, ou de Urano e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gaia_(mitologia)">Gaia</a>, passaram a compor o séquito de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Apolo">Apolo</a> durante a era olímpica:<ul><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cal%C3%ADope">Calíope</a> — poesia épica</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Clio">Clio</a> — história</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Erato">Erato</a> — poesia lírica ou erótica</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Euterpe">Euterpe</a> — música</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Melp%C3%B4mene">Melpômene</a> — tragédia</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADmnia">Polímnia</a> — poesia sacra</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1lia">Tália</a> — comédia</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Terps%C3%ADcore">Terpsícore</a> - dança</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ur%C3%A2nia_(musa)">Urânia</a> — astrologia</li></ul></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%ADas">Trías</a> (Θρίαι) — ninfas associadas às abelhas.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A2mpade">Lâmpades</a> (Λαμπάδες) — associadas ao submundo, compõem o séquito de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9cate">Hécate</a>.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%AAmides">Têmides</a> (Θεμείδες) — As têmides eram ninfas filhas de Zeus e da titânide Têmis, que viviam em uma caverna do rio Erídano; Personificavam as leis divinas e eram as guardiãs de importantes artefatos dos deuses.</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Quione_(Bor%C3%A9ade)">Quione</a> (Χιόνη) — talvez a única ninfa da neve, filha de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3reas">Bóreas</a>.</li></ul></li></ul><div><br><strong>Citações</strong></div><div><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cal%C3%ADmaco">Calímaco</a>, no seu "Hino a Delos", descreve-nos a angústia de uma ninfa pelo seu carvalho recentemente atingido por um raio.<br><br></div><div><br>As ninfas aparecem muitas vezes como auxiliares de outras divindades, como são exemplo as ninfas de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Circe">Circe</a>, ou como ajudantes de certos deuses, particularmente <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rtemis">Ártemis</a>, ou mesmo de outras ninfas de maior estatuto como <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Calipso_(mitologia)">Calipso</a>.<br><br></div><div><br>As ninfas também aparecem bastante em lendas onde o amor é o motivo central, como as histórias de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Eco_(mitologia)">Eco</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Calisto_(mitologia)">Calisto</a>, e ainda onde o papel de mulher de um herói é de certa maneira tema recorrente, como são exemplos a lenda de <em>Aegina e Aeacus</em> ou a da ninfa <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Taigete">Taigete</a>.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 19:22:25 UTC</pubDate>
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         <title>Gaia</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242080657</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br>Gaia</strong>, <strong>Geia</strong> ou <strong>Gé</strong> (em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega">grego</a>: Γαία, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Translitera%C3%A7%C3%A3o">transl.</a>: <em>Gaía</em>), na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_grega">mitologia grega</a>, é a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Terra">Mãe-Terra</a>, como elemento primordial e latente de uma potencialidade geradora incrível. Segundo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hes%C3%ADodo">Hesíodo</a>, no princípio surge o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Caos_(mitologia)">Caos</a> (o vazio) e dele nascem Gaia, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1rtaro_(mitologia)">Tártaro</a> (o abismo), <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Eros">Eros</a>(o amor), <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89rebo">Érebo</a> (as trevas) e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nix">Nix</a> (a noite).<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gaia_(mitologia)#cite_note-hesiodo.teogonia.116-1"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>Gaia gerou sozinha <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Urano_(mitologia)">Urano</a> (o Céu), <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ponto_(mitologia)">Ponto</a> (o mar) e as <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93reas">Óreas</a> (as montanhas). Ela gerou Urano, seu igual, com o desejo de ter alguém que a cobrisse completamente, e para que houvesse um lar eterno para os deuses "bem-aventurados".<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gaia_(mitologia)#cite_note-hesiodo.teogonia.116-1"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>Com <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ponto_(mitologia)">Ponto</a>, Gaia gerou <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nereu">Nereu</a>: É um deus marinho primitivo, representado como um idoso <em>o velho do mar</em>. Além de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3rcis">Fórcis</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ceto_(mitologia)">Ceto</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Eur%C3%ADbia">Euríbia</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Taumante">Talmas</a>.<br><br></div><div><br>Com Urano, Gaia gerou os doze <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tit%C3%A3">titãs</a>: <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Oceano_(mitologia)">Oceano</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9os">Céos</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Crio">Crio</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hiperi%C3%A3o">Hiperio</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%A1peto">Jápeto</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Teia_(filha_de_Urano)">Teia</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Reia">Reia</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%AAmis">Têmis</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mnemosine">Mnemosine</a>, a coroada de ouro <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Febe">Febe</a> e a amada <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A9tis_(tit%C3%A2nide)">Tétis</a>; por fim nasceu <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cronos">Cronos</a>, o mais novo e mais terrível dos seus filhos, que odiava a luxúria do seu pai.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gaia_(mitologia)#cite_note-hesiodo.teogonia.134-2"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>Período após haverem concebido os titãs, Urano e Gaia geraram os três <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclope">ciclopes</a> e os três <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hecat%C3%B4nquiros">hecatônquiros</a>.<br><br></div><div><br>Como fosse Urano capaz de prever o futuro, temeu o poder desses filhos, quais tornar-se-iam poderosos, e os encerrou novamente no útero de Gaia. Ela, que gemia com dores atrozes sem poder parir, clamou pelo favor de seus filhos titãs e pediu auxílio para libertarem os irmãos e vingarem-se do pai. Dos doze irmãos, porém, somente Cronos aceitou a conspiração.<br><br></div><div><br>Gaia então retirou do peito o aço e com o auxílio de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nix">Nix</a>, dele fez a foice dentada. Concedeu-a a Cronos e o escondeu, para que, quando viesse o pai durante a noite, não percebesse sua presença. Ao descer Urano para se unir mais uma vez com a esposa, foi surpreendido por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cronos">Cronos</a>, que atacou-o e castrou-o, separando assim o Céu e a Terra.<br><br></div><div><br>Cronos lançou os testículos de Urano ao mar, mas algumas gotas caíram sobre a terra, fecundando-a. Do sangue de Urano derramado sobre Gaia, nasceram os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gigantes_(mitologia_grega)">gigantes</a>, as <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Er%C3%ADnias">erínias</a> as <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mel%C3%ADade">melíades</a>.<br><br></div><div><br>Após a queda de Urano, Cronos subiu ao trono do mundo e libertou os irmãos. Mas vendo o quanto eram poderosos, também os temia e os aprisionou mais uma vez. Gaia, revoltada com o ato de tirania e intolerância do filho, tramou nova vingança.<br><br></div><div><br>Já havendo assumido regência do universo e se casado com <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Reia">Reia</a>, Cronos foi por Urano advertido de que um de seus filhos o destronaria. Ele então passou a devorar cada recém-nascido tal qual o fizera o pai. Contudo, Gaia ajudou Reia a salvar o filho que viria a ser <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Zeus">Zeus</a>, escondendo-o em caverna dum monte em Creta, onde seria amamentado pela cabra Aix da ninfa <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Amalteia">Amalteia</a>. Reia então, em vez de entregar seu filho para Cronos devorá-lo, entregou-lhe uma pedra.<br><br></div><div><br>Já adulto, Zeus declarou guerra ao pai e aos demais titãs com suporte de Gaia. Durante cem anos nenhum dos lados chegava ao triunfo. Gaia então foi até Zeus e prometeu que ele venceria e se tornaria rei do universo se descesse ao <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1rtaro_(mitologia)">Tártaro</a> e libertasse os três ciclopes e os três hecatônquiros.Ouvindo os conselhos de Gaia, Zeus venceu Cronos com a ajuda dos filhos libertos da Terra e se tornou o novo soberano do Universo. Zeus realizou um acordo com os hecatônquiros para que estes vigiassem os Titãs no fundo do Tártaro. Gaia pela terceira vez se revoltou e lançou mão de todas as suas armas para destronar Zeus.<br><br></div><div><br>Num primeiro momento, ela pariu os incontáveis <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Androginia">andróginos</a>, seres com quatro pernas e quatro braços que se ligavam por meio da coluna terminado em duas cabeças, além de possuir os órgãos genitais femininos e masculinos. Os andróginos surgiam do chão em todos os quadrantes e escalavam o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Olimpo">Olimpo</a> com a intenção de destruir Zeus, mas, por conselhos de Têmis, ele e os demais deuses deveriam acertar os andróginos na coluna, de modo a dividi-los exatamente ao meio. Assim feito, Zeus venceu.<br><br></div><div><br>Noutra oportunidade, Gaia produziu uma planta que ao ser comida poderia dar imortalidade aos gigantes; todavia a planta necessitava de luz para crescer. Ao saber disto Zeus ordenou que <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lio_(mitologia)">Hélio</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Selene">Selene</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Eos">Eos</a> e as estrelas não subissem ao céu, e escondido nos véus de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nix">Nix</a>, ele encontrou a planta e a destruiu. Mesmo assim Gaia incitou os gigantes a empilharem as montanhas na intenção de escalar o céu e invadir o Olimpo. Zeus e os outros deuses permaneceram invictos, entretanto.<br><br></div><div><br>Como última alternativa, Gaia enviou seu filho mais novo e o mais horrendo, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tif%C3%A3o">Tifão</a>, para dar cabo dos deuses e seus aliados. Os deuses se uniram contra a terrível criatura e depois duma terrível e sangrenta batalha, lograram triunfar sobre a última intentona e prole de Gaia.<br><br></div><div><br>Enfim, Gaia cedeu e concordou com Zeus que jamais voltaria a tramar contra seu governo. Dessa forma foi ela recebida como uma titã olímpica.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 19:31:43 UTC</pubDate>
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         <title>Hidra de Lerna</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242082539</link>
         <description><![CDATA[<div><br>A <strong>Hidra de Lerna</strong> (em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega_antiga">grego antigo</a>: <em>Ὕδρα</em>), na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_grega">mitologia grega</a>, era um monstro, filho de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tif%C3%A3o">Tifão</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Equidna_(mitologia)">Equidna</a>, que habitava um pântano junto ao lago de Lerna, na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Arg%C3%B3lida">Argólida</a>, hoje o que equivaleria à costa leste da região do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Peloponeso">Peloponeso</a>. A Hidra tinha corpo de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Drag%C3%A3o">dragão</a> e várias cabeças de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Serpente">serpente</a>. Segundo a lenda, as cabeças da Hidra podiam se regenerar; algumas versões dizem que, quando se cortava uma cabeça, cresciam duas em seu lugar, mas as primeiras versões da lenda não incluíam essa característica.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidra_de_Lerna#cite_note-3"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>A Hidra era tão venenosa que matava os homens apenas com o seu hálito; se alguém chegasse perto dela enquanto ela estava dormindo, apenas de cheirar o seu rastro a pessoa já morria em terrível tormento.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidra_de_Lerna#cite_note-higino.30-4"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>A Hidra foi derrotada por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9racles">Héracles</a> (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9rcules">Hércules</a>, na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_romana">mitologia romana</a>), em seu segundo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_doze_trabalhos_de_H%C3%A9rcules">trabalho</a>.Inicialmente Héracles tentou esmagar as cabeças, mas a cada uma que cortava surgiam duas no lugar. Decidiu então mudar de tática e, para que as cabeças não se regenerassem, pediu ao sobrinho <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Iolau">Iolau</a> para que as queimasse com um tição logo após o corte, cicatrizando desta forma a ferida. Sobrou então apenas a cabeça do meio, considerada imortal. Héracles cortou e enterrou a última cabeça com uma enorme pedra. Assim, o monstro foi morto.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidra_de_Lerna#cite_note-6"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>Segundo a tradição, o monstro foi criado por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hera">Hera</a> para matar Héracles. Quando percebeu que Héracles iria matar a serpente, Hera enviou-lhe a ajuda de um enorme caranguejo, mas Héracles pisou-o e o animal converteu-se na constelação de caranguejo (ou <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cancer">Câncer</a>).<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidra_de_Lerna#cite_note-7"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>Instruído por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Atena">Atena</a>, Héracles, após matar a Hidra, aproveitou para banhar suas flechas no sangue do monstro, para torná-las venenosas.Euristeu não considerou este trabalho válido (Héracles deveria cumprir dez trabalhos, e não doze), pois o herói teve ajuda.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidra_de_Lerna#cite_note-apolodoro.2.5.2-2"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>Héracles morreu, mais tarde, na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fr%C3%ADgia">Frígia</a>, por causa do veneno da Hidra:após ferir mortalmente o centauro <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nesso">Nesso</a> com flechas envenenadas no sangue da Hidra, este deu seu sangue a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dejanira">Dejanira</a>, dizendo que era uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Po%C3%A7%C3%A3o_do_amor">poção do amor</a>, para ser usada na roupa.Dejanira acreditou, e, quando sentiu ciúmes de <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=%C3%8Dole&amp;action=edit&amp;redlink=1">Hiole</a>, usou o sangue de Nesso para banhar as roupas de Héracles, que sentiu dores de queimadura insuportáveis, preferindo o suicídio na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pira">pira</a> crematória.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidra_de_Lerna#cite_note-higino.36-10"><sup><br></sup></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 19:36:38 UTC</pubDate>
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         <title>Deusa Atena</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242089777</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Atena</strong> era a deusa grega da sabedoria e das artes. Os romanos a chamavam de <strong>Minerva</strong>. Foi concebida da união de <a href="https://www.infoescola.com/mitologia-grega/zeus/">Zeus</a> e da deusa Métis. Era uma deusa virgem, linda guerreira protetora de seus heróis escolhidos e também de sua cidade Atenas.</div><div><br></div><div><br></div><div>Atena era a filha predileta de Zeus, porém quando Métis ficou grávida, Zeus engoliu a esposa com medo de sua filha nascer mais poderosa que ele e lhe tirar o trono, mas para que isso acontecesse convenceu Métis a participar de uma brincadeira divina, onde cada um se transformava em um animal diferente e Métis pouco prudente acabou se transformando em uma mosca, e Zeus a engoliu. Métis foi para a cabeça de Zeus. Mas com o passar dos anos, Zeus sentiu uma forte dor de cabeça e pediu para que <a href="https://www.infoescola.com/mitologia-grega/hefesto/">Hefesto</a> lhe desse uma machadada, foi então que Atena já adulta saltou de dentro do cérebro de seu pai, já com armadura, elmo e escudo.</div><div>Atena leva uma lança em sua mão, mas que não significa guerra e sim uma estratégia de vencer, também foi a inventora do freio, sendo a primeira que amansou os cavalos para que os homens conseguissem domá-los. A cidade Atenas era sua preferida já que levou seu nome e onde também se fazia cultos em sua homenagem.</div><div>Atena e <a href="https://www.infoescola.com/mitologia-grega/poseidon/">Poseidon</a>, seu tio, chegaram a disputar o padroado de uma cidade importante, para isso estabeleceram um concurso: quem desse o melhor presente à cidade ganharia a disputa. Poseidon bateu com seu tridente e fez jorrar água do mar e também fez aparecer um cavalo. Já Atena além de domar o cavalo e torna-lo um animal doméstico, também deu como presente uma <a href="https://www.infoescola.com/plantas/oliveira/">Oliveira</a> que produzia alimento, óleo e madeira, foi então que ganhou e assim a cidade levou seu nome, Atenas.</div><div>Atena, considerada a deusa virgem, ficou assim durante toda a história, pois pedia para que os deuses não se apaixonassem, pois ela ficaria grávida e teria que largar sua vida de guerras e passar a viver em uma vida doméstica.</div><div>Atena também ficou conhecida como Minerva pelo voto de desempate que deu quando julgou Orestes juntamente com o povo de Atenas. Orestes matou a mãe para se vingar da morte do pai. Atena deu o voto de Minerva como é conhecido hoje, e declarou Orestes inocente.</div><div>Essa grande deusa era para ser a nova Rainha do Olimpo, mas como era mulher seu pai continuou no trono. Mas Atena foi a deusa da sabedoria, prudência, capacidade de reflexão, poder mental, amante da beleza e da perfeição.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 19:54:55 UTC</pubDate>
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         <title>Ciclopes</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242092825</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Os Ciclopes, gigantes monstruosos, filhos de Netuno e de Anfitrite, e segundo outros, do Céu da Terra, só tinham um olho no meio da testa, onde vem o nome (<em>Cuclos</em>, circulo, <em>ops</em>, olhar). Eles viviam dos frutos da terra inculta, e do produto dos seus rebanhos; não eram governados por nenhuma lei.<br><br></div><div>Muitos poetas os consideram como os primeiros habitantes da Siculia, e representam-nos como antropófagos. Apesar da sua crueldade ou barbaridade, os Ciclopes foram colocados entre os deuses; e em um templo de Corinto possuíam um altar sobre o qual lhes faziam sacrifícios.<br><br></div><div><br>A Lenda dos Ciclopes na Mitologia<br><br></div><div>Atribui-se-lhes a construção primitiva das cidades de Micenas e de Tirento, formadas de massas de pedras tão grandes, que era preciso duas juntas de bois para arrastar a menor.<br><br></div><div>Logo que nasceram, Júpiter precipitou-os no Tártaro. mas em seguida pô-los em liberdade, a pedido de Tenus (a Terra) que predissera a sua vitória. Tomaram-se os ferreiros de Vulcano (Hefstos), e trabalhavam ora na ilha de Lemos, ora nas profundidades da Sicília, sob a Etna. Fabricaram para Plutão (Hades) o capacete que o toma invisível, para Netuno o tridente com que levanta e acalma os mares, para Júpiter o raio com que faz temer os deuses e os homens.<br><br></div><div><br></div><div><br></div><div>Os três principais Ciclopes eram: Brontes, que forjava o raio, Esteropes, que o punha na bigorna, e_on que o batia a golpes repetidos. Os outros Ciclopes eram mais de cem. Conta-se que Apoio, para vingar seu filho Esculápio, fulminado pelo raio, matou-os todos a flechadas.<br><br></div><div>O maior, o mais forte e o mais célebre dos Ciclopes era Polífemo, filho de Netuno e da ninfa Toa. Alimentava-se sobretudo de carne humana. Tendo Ulisses sido atirado por uma tempestade às costas da Sicília, onde habitavam os Ciclopes, Polífemo encerrou-o com todos os companheiros e rebanhos de carneiros no seu antro, para devorá-los; mas Ulisses fê-lo beber tanto vinho, distraindo-o com a narração do cerco de Tróia, que conseguiu embriagá-lo. Depois, ajudado pelos companheiros, vazou-lhe o olho com uma estaca.<br><br></div><div>O Ciclope, ao sentir-se ferido, deu gritos medonhos; todos os vizinhos acorreram para saber o que lhe tinha acontecido; e quando lhe perguntaram o nome daquele que o ferira, respondeu ser Ninguém (pois Ulisses lhe dissera chamar-se assim); então regressaram todos, julgando que ele houvesse enlouquecido.<br><br></div><div><br></div><div>Entretanto Ulisses ordenou a seus companheiros que se amarrassem sob os carneiros, para que não fossem detidos pelo Ciclope quando levasse o seu rebanho a pastar.<br><br></div><div>Aconteceu o que Ulisses previra, porque Polífemo, tendo tirado uma pedra que cem homens não poderiam mover e que tapava a entrada da sua caverna, colocou-se e maneira que os carneiros só pudessem passar de um em um entre as suas pernas.<br><br></div><div>Quando sentiu que Ulisses e seus companheiros estavam fora, perseguiu-os e atirou sobre eles o imenso rochedo; mas eles o evitaram facilmente e embarcaram, tendo perdido apenas quatro camaradas que o Ciclope comeu.<br><br></div><div>Polifemo, apesar da sua ferocidade natural, apaixonou-se por uma ninfa do mar, a Nereida Galatéa, que amava o jovem e belo pastor Mis. Indignado dessa preferência, atirou um bloco do rochedo sobre o jovem e o matouo-o.<br><br></div><div>Ao ver isso, Galatéa atirou-se ao mar e se uii]u às Nereidas, sua irmãs; depois, a seu pedido. Netuno mudou Acis em um rio da Sicília.<br><br></div><div>A fábula do Ciclope Polífemo inspirou mais de um pintor, notadamente Aníbal Ror-rache e Nicolas Poussin.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 20:03:14 UTC</pubDate>
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         <title>Leviatã</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242097450</link>
         <description><![CDATA[<div><br>O <strong>Leviatã</strong> ou <strong>Leviathan</strong> é uma criatura, geralmente de grandes proporções, bastante comum no imaginário dos navegantes europeus da Idade Moderna. Foi citado na bíblia, mas suas origens são mais antigas.<br><br></div><div><br></div><div><br>No Antigo Testamento, a imagem do <em>Leviathan</em> é retratada pela primeira vez no Livro de Jó. Sua descrição na referida passagem é breve, descrevendo-o como o maior ou mais poderoso monstro aquático. Foi considerado pela Igreja Católica durante a Idade Média, como o demônio representante do quinto pecado, a Inveja, também sendo tratado com um dos sete príncipes infernais. Uma nota explicativa revela uma primeira definição: "monstro que se representa sob a forma de crocodilo, segundo a mitologia fenícia" (Velho Testamento, 1957: 614). Não se deve perder de vista que nas diversas descrições no Antigo Testamento ele é caracterizado sob diferentes formas, uma vez que funde-se com outros animais. Formas como a de dragão marinho, serpente e lula (semelhante ao Kraken) também são bastante comuns.<br>O grande inimigo do Leviathan na biblia seria o Behemoth, um monstro terrestre enviado por Deus, e ambos estariam destinados a lutar até a morte.<br>A origem histórico-mitológica de tais animais descritos na Bíblia é uma questão um tanto obscura. Ambos animais têm sido associados a algumas sagas, o leviatã talvez esteja associado ao "Tiamat", uma divindade da saga da Babilônia.<br>Uma lenda ainda mais antiga sobre o Leviathan diz que este monstro é na verdade o guardião de um tesouro submarino. Sua forma tambem é variável, podendo ser até um dragão. Lendas mais recentes dizem que o Leviathan seria o guardião de Atlantis.<br>Alguns historiadores relacionam o Leviathan com uma baleia, pois os povos antigos temiam essas gigantes do mar, assim como temem o Leviathan.<br>Vários livros, jogos, séries e animes citam essa criatura, e existe até uma banda de black metal com esse nome.<br><br><br>Sendo um demônio, um dragão, uma serpente marinha ou uma baleia, o Leviathan está na minha lista de monstros preferidos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 20:15:45 UTC</pubDate>
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         <title>Quetzalcóatl</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242098355</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br>Quetzalcóatl</strong> (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%A1uatle_cl%C3%A1ssico">náuatle clássico</a>: <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Alfabeto_fon%C3%A9tico_internacional">[ketsaɬˈko.aːtɬ]</a>) é uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Divindade">divindade</a> das culturas <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mesoam%C3%A9rica">mesoamericanas</a>, cultuado especialmente pelos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Astecas">astecas</a> e pelos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Toltecas">toltecas</a>, e identificado por alguns pesquisadores como a principal deidade do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pante%C3%A3o">panteão</a> centro-mexicano <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rica_pr%C3%A9-colombiana">pré-colombiano</a>. Seu nome significa "serpente emplumada" (de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Quetzal"><em>quetzal</em></a>, nome comum do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pharomachrus_mocinno"><em>Pharomachrus mocinno</em></a>, e <em>cóatl</em>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Serpente">serpente</a>).<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Quetzalc%C3%B3atl#cite_note-1"><sup>[1]<br></sup></a><br></div><div><br>Os astecas incorporaram esta deidade em sua chegada ao <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_do_M%C3%A9xico">vale do México</a>, no entanto modificaram seu <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Culto">culto</a>, eliminando algumas partes, como a proibição dos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sacrif%C3%ADcio_humano">sacrifícios humanos</a>. Especula-se que a origem desta deidade provém da cultura <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Olmeca">olmeca</a>, no entanto sua primeira aparição inequívoca ocorreu em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Teotihuacan">Teotihuacan</a>. A cultura teotihuacana dominou durante séculos o planalto mexicano. Sua influências culturais abarcaram grande parte da mesoamérica, incluindo as culturas <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Civiliza%C3%A7%C3%A3o_maia">maia</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mixteca">mixteca</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tolteca">tolteca</a>. Os maias retomaram a Quetzalcóatl como <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Kukulk%C3%A1n">Kukulkán</a>.<br><br></div><div><br>Quetzalcoatl representa as energias telúricas que ascendem, daí a sua representação como uma serpente emplumada. Neste sentido, representa a vida, a abundância da vegetação, o alimento físico e espiritual para o povo que a cultua ou o indivíduo que tenta uma ascese espiritual.<br><br></div><div><br>Posteriormente, passou a ser cultuado como <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Deus">deus</a> representante do planeta <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%AAnus_(planeta)">Vênus</a>, simultaneamente Estrela da Manhã e Estrela da noite, correspondendo, com o seu gêmeo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Xolotl">Xolotl</a>, à noção de morte e ressurreição. Deus do Vento e Senhor da Luz, era, por excelência, o deus dos sacerdotes. É às vezes confundido com o rei sacerdote de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tula_(M%C3%A9xico)">Tula</a>. Governava o leste.<br><br></div><div><br>Segundo fontes incertas e tradições orais, uma das representações deste deus é um homem branco, barbado e de olhos claros. Esta representação seria uma das justificativas da teoria de que os povos indígenas, durante a conquista da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Espanha">Nova Espanha</a> (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mesoam%C3%A9rica">Mesoamérica</a>), acreditaram que <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hern%C3%A1n_Cortez">Hernán Cortez</a> era Quetzalcóatl. O acadêmico <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Multiculturalismo">multiculturalista</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Serge_Gruzinski">Serge Gruzinski</a>, analisando as crônicas do século XVI sobre a conquista do México, compartilha da crença de que os astecas realmente acharam que <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hern%C3%A1n_Cortez">Cortez</a> fosse Quetzalcóatl e essa é uma das razões pela qual os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Espanha">espanhóis</a> dominaram tão facilmente a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rica_Central">América Central</a>.<br><br></div><div><br>O <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cacau">cacau</a>, fruto tipicamente americano, era usado durante os rituais ao deus como uma bebida quente, o xocóatl, bebida que deu origem ao <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Chocolate">chocolate</a> tão apreciado atualmente.<br><br></div><div><br>Os astecas acreditavam na volta de Quetzalcóatl e isso contribui positivamente em seu contato com os espanhóis, pensando terem sido enviados pelo deus ou serem o próprio.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 20:18:33 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Erínias</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/242101505</link>
         <description><![CDATA[<div><br>As Erínias, chamadas de Fúrias pelos romanos, eram personificações da vingança semelhantes a Nêmesis que punia os deuses enquanto as Erínias puniam os mortais. Tisífone - o castigo, Megera - o rancor e Alecto - a interminável, viviam no submundo onde torturavam as almas pecadoras que ali chegavam depois de passar pelo veredito de Hades.</div><div><br></div><div><br></div><div>Elas nasceram das gotas do sangue de Urano quando ele foi castrado por Cronos. Pavorosas e cruéis, as Erínias encarregavam-se de criar nas almas pecadoras o remorso e a necessidade de perdão.</div><ul><li>Tisífone era a vingadora dos assassinatos e homicidios, principalmente aqueles praticados contra os pais, irmãos, filhos e parentes. Açoitava os culpados enlouquecendo-os.</li><li>Megera personificava o rancor, a inveja, a cobiça e o ciúme. Castigava principalmente os delitos contra o matrimônio, em especial a infidelidade. Era a Erínia que perseguia fazendo a vítima fugir eternamente. Gritando a todo momento nos ouvidos do criminoso, lembrava-lhe das faltas cometidas.</li><li>Alecto, a implacável e eternamente encolerizada, encarregava-se de castigar os delitos morais como a ira, a cólera, a soberba etc. Era a Erínia que espalhava as pestes e maldições. Seguindo o infrator sem parar, ameaçava-o com fachos acesos e não o deixava dormir em paz.</li></ul><div>As Erínias eram divindades presentes desde as origens do mundo e, apesar de terem poder sobre os deuses e não estarem submetidas à autoridade de Zeus, viviam às margens do Olimpo. Os deuses as rejeitavam, mas as toleravam. Os homens fugiam delas. Sendo forças primitivas, atuavam como vingadoras dos crimes e reclamavam com insistência a punição do homicida com a morte.<br><br></div><div>Porém, visto que o castigo final dos crimes é um poder que não corresponde aos homens por mais horríveis que sejam, estas três irmãs se encarregavam do castigo dos criminosos, perseguindo-os incansavelmente até mesmo no mundo dos mortos, pois seu campo de ação não tinha limites.</div><div><br></div><div><br></div><div>As Erínias eram convocadas pela maldição lançada por alguém que clamava vingança. Eram deusas justas, porém implacáveis e não se deixavam abrandar por sacrifícios nem suplícios de nenhum tipo. Não levavam em conta atenuantes e castigavam toda ofensa contra a sociedade e a natureza, como o perjúrio, a violação dos rituais de hospitalidade e, sobretudo, os assassinatos e crimes contra a família.</div><div><br></div><div>*******************</div><div><br></div><div><br></div><div><em>As Erínias são representadas normalmente como mulheres aladas de aspecto terrível, com olhos que escorrem sangue no lugar de lágrimas e madeixas trançadas de serpentes, estando muitas vezes acompanhadas por muitos destes animais. Aparecem sempre empunhando chicotes e tochas acesas, correndo atrás dos infratores dos preceitos morais.</em></div><div><br></div><div><em>Quando Saturno castra Urano, psicologicamente Saturno castra as novas idéias de Urano, uma nova ação ou direção. Pode ser por um senso de dever, compromisso e responsabilidade que mantém Urano sem ação ou uma necessidade básica de segurança, unindo-se ao medo do desconhecido que se sobreponha a qualquer iniciativa de mudança.<br><br>As consequências da castração de Urano por Cronos são retratadas na mitologia. Quando reprimimos ou bloqueamos as necessidades de mudanças que surgem em nós por Urano, nascem as Fúrias em nosso interior. Podemos ter um profundo ressentimento contra aqueles que estão impedindo nosso avanço ou sentimos inveja daqueles que tem liberdade para progredir, enquanto permanecemos parados.<br><br>Se usamos a energia de Urano e seguimos nossos impulsos uranianos para mudar e romper com as estruturas vigentes, indo em busca de algo novo, então quem se enfurece são as forças de Saturno. Aí descobrimos que essas Fúrias vem em nossa direção através daqueles que se sentem ameaçados por nossas ações rebeldes.<br><br>Tal fato não é incomum quando rompemos um relacionamento. Quando há um rompimento sempre o motivo está na insatisfação daquele que rompe, que sente necessidade de mudar algo. Aquele que se sente limitado no relacionamento acaba indo embora. Isto faz despertar as Fúrias no outro que não aceita o final do relacionamento, o que resulta em ameaças e outras manifestações graves.</em></div><div><br></div><div><em>As Fúrias despertam, como na Grécia antiga, para atormentar e podem acontecer também em outras esferas, como nas famílias, departamentos governamentais, onde as Fúrias são postas em evidência contra os dissidentes ou rebeldes que ameaçam o Estado.<br><br>Nas famílias formam-se sistemas e estruturas que organizam suas próprias regras que, apesar de não escritas, servem para criar limites - quem pode fazer ou dizer alguma coisa. Se um dos membros da família começa a agir de forma a ameaçar essa estrutura, é provável que as Fúrias sejam lançadas contra ele.</em></div><div><br></div><div><em>Por exemplo, a família deseja que o filho jovem seja um advogado. No entanto, o jovem pretende decidir sua vida e seguir uma carreira artística. Com certeza a família irá conspirar contra ele, lançando suas Fúrias de modo a impedí-lo de seguir a carreira escolhida. Mas se o jovem atender aos desejos da familia, então as Fúrias agitarão em seu interior, por não seguir sua vontade de decidir a própria vida. Instala-se um impasse.<br><br>Porém da castração de Urano por Cronos nasceu Vênus. Esta parte do mito sugere que Vênus - princípio do amor, da beleza, da harmonia, diplomacia e equilibrio - pode nascer da tensão entre as forças saturninas e as forças uranianas. Isso se traduz pela possibilidade de apresentar novas idéias e alternativas de forma habilidosa e diplomática que não seja ameaçadora para a ordem estabelecida das coisas. É abrandar a tendência uraniana de romper abruptamente com as coisas e a tendência saturnina de manter tudo como está.<br><br>Se Urano desenvolve um estilo venusiano - diplomático - de fazer as coisas, pode persuadir Saturno a ter maior flexibilidade, mantendo o melhor do passado e abrindo espaço para novas idéias, propondo experimentar novas coisas. Ajudado por Vênus, Urano consegue preparar Saturno para algo novo de forma suave e ponderada. Quando desejamos mudar algo, devemos abrir espaço para que algo de novo aconteça. A transição se faz de forma diplomática e venusiana.<br><br>Às vezes, o tato e a diplomacia não funcionam. O sistema vigente pode recusar a ceder e aí não resta outra alternativa senão desafiar diretamente o sistema vigente e enfrentar as consequências. Em certas ocasiões, é politicamente correto romper com certas coisas, mesmo que tenhamos de enfrentar as Fúrias, para que possamos tomar um caminho que seja verdadeiro para nós.</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-14 20:26:49 UTC</pubDate>
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         <title>Lilith</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/243002362</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Citada em vários textos da antiguidade como o <a href="https://www.infoescola.com/biblia/antigo-testamento/">Antigo Testamento</a>, o mito de <strong>Lilith</strong> é encontrado em muitas culturas. Na mitologia da Babilônia, Lilith era um demônio com corpo de mulher que vivia no inferno. Entre outros documentos onde sua história pode ser encontrada, há uma referência na Cabala, em que ela é apresentada como a primeira mulher de Adão, personagem bíblico do mito de Adão e Eva. Em uma das passagens da história bíblica, o demônio feminino é acusado de assumir forma de serpente e influenciar Eva a provar o fruto proibido.</div><div><br></div><div>Criado em meados do século VII, o Alfabeto de Ben-Sira, apresenta Lilith como uma antecessora de Eva. Antes desta citação, não havia qualquer ligação entre sua figura e a <a href="https://www.infoescola.com/linguistica/parabola/">parábola</a> da Criação e com Adão e Eva. Na idade contemporânea, a figura do demônio feminino tem sido muito discutida por teólogos e estudiosos da mitologia, a questão mais relevante desta discussão é se a história de Lilith é o ou não apresentada na Bíblia.</div><div>Na mitologia mesopotâmica, Lilith era associada à figura de um demônio noturno do sexo feminino. Nesta cultura, a criatura sombria simbolizava o vento e, por isso, tinha sua imagem relacionada a pestes, mal-estar e à morte. Para entrar em contato com seu universo, Lilith utilizava-se da água como portal. Já na mitologia hebraica, com citações no Midrash e Talmud, Lilith também é vista como um demônio.</div><div>Entre os sumérios, em meados de 3000 a. C., Lilith era conhecida pelo nome de Lilitu. Naquele período, sua figura apareceu, em um primeiro momento, na representação de um grupo de demônios ou espíritos relacionados às tormentas e ventos. De acordo com alguns mitólogos, em 700 a.C. ocorreu a alteração do nome para Lilith. Assim como na <a href="https://www.infoescola.com/historia/civilizacao-sumeria/">Suméria</a>, os povos da Babilônia associavam Lilith com espíritos ruins e entidades demoníacas. Simbolizando-a pela lua, os babilônicos acreditavam que o demônio feminino variava entre fases ruins e boas.</div><div>Na época contemporânea, ocorre outra interpretação da imagem de Lilith, que deixa de ser apenas um demônio feminino maligno para se tornar, entre os românticos, um símbolo de sensualidade e sedução. Essa alteração ocorreu entre intelectuais de origem europeia, que homenagearam Lilith em obras como o quadro de John Collier, de 1892, no qual a criatura é retratada como uma mulher sensual envolta por uma serpente.  Desta forma, Lilith deixa de ser associada ao mal, à proliferação de doenças, entre outras pestes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-16 20:24:30 UTC</pubDate>
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         <title>Harpias</title>
         <author>raaserra2007</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/243127066</link>
         <description><![CDATA[<div><br>As <strong>harpias</strong> (em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega">grego</a>, ἅρπυιαι) são criaturas da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_grega">mitologia grega</a>, frequentemente representadas como <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Aves_de_rapina">aves de rapina</a> com rosto de mulher e seios. Na história de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jas%C3%A3o">Jasão</a>, as harpias foram enviadas para punir o cego rei trácio <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fineu">Fineu</a>, roubando-lhe a comida em todas as refeições. Os argonautas Zetes e Calais, filhos de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3reas">Bóreas</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Or%C3%ADtia">Orítia</a>, libertaram Fineu das hárpias, que, em agradecimento, mostrou a Jasão e os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Argonautas">argonautas</a> o caminho para passar pelas <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Simpl%C3%A9gades">Simplégades</a>. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Eneias">Eneias</a> e seus companheiros, depois da queda de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Troia">Troia</a>, na viagem em direção à <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia">Itália</a>, pararam na ilha das harpias; mataram animais dos rebanhos delas, atacaram-nas quando elas roubaram as carnes, e ouviram de uma das harpias terríveis profecias a respeito do resto da sua viagem.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Harpia#cite_note-3"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>Segundo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hes%C3%ADodo">Hesíodo</a>, as harpias eram irmãs de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dris_(mitologia)">Íris</a>, filhas de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Taumante">Taumante</a> e a oceânide <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Electra_(filha_de_Oceano)">Electra</a>, e seus nomes eram Aelo (a borrasca), Celeno (a obscura) e Ocípete (a rápida no voo). <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Higino">Higino</a> lista os filhos de Taumante e Electra como Íris e as harpias, Celeno, Ocípete e Aelo, mas, logo depois, dá as harpias como filhas de Taumante e Oxomene.<br><br></div><div><br>As harpias são referidas na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Eneida">Eneida</a> de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Virg%C3%ADlio">Virgílio</a> como residindo nas <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Estr%C3%B3fades">Estrófades</a>, um pequeno arquipélago do mar Jónico,à entrada do Orcus,ou numa gruta em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Creta">Creta</a>, por Apolónio.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Harpia#cite_note-8"><sup><br></sup></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-17 22:56:00 UTC</pubDate>
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         <title>Aves do Lago Estínfalo</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/243176529</link>
         <description><![CDATA[<div><br>De acordo com a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_grega">mitologia grega</a>, as <strong>Aves do Lago Estínfalo</strong> eram enormes criaturas aladas, que de tão grandes podiam barrar a luz do sol. Suas asas, cabeça e bico eram feitos de ferro, com o qual devoravam os frutos de toda a região e acabando com todos os recursos. O lago Estínfalo ficava na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Arc%C3%A1dia_(Gr%C3%A9cia)">Arcádia</a>, uma região na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia">Grécia</a>.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Aves_do_Lago_Est%C3%ADnfalo#cite_note-1"><sup>[1]</sup></a><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Aves_do_Lago_Est%C3%ADnfalo#cite_note-2"><sup>[2]<br></sup></a><br></div><div><br>Elas habitariam os locais mais ermos da área, como os pântanos insalubres, fazendo seus ninhos nos galhos retorcidos, onde era difícil de se alcançar e de ver. Eram conhecidas por atacarem os homens impiedosamente e por comerem sua carne. Diz-se que <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hefesto">Hefesto</a>, o ferreiro dos deuses, forjou duas castanholas de bronze a pedido da deusa <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Atena">Atena</a>. Ao serem tocadas, elas criavam um barulho ensurdecedor que fazia as aves se desentocarem dos pântanos e tentarem alçar voo. Nesta tentativa, elas foram alvejadas por flechas que estavam envenenadas com o sangue da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidra_de_Lerna">Hidra de Lerna</a> e que foram atiradas por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9rcules">Hércules</a>.<br><br></div><div><br>Foi a sexta tarefa de Hércules em seus <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Doze_trabalhos_de_H%C3%A9rcules">doze trabalhos</a>.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-18 12:08:58 UTC</pubDate>
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         <title>Telquines</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/243177298</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Os <strong>telquines</strong> (em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega_antiga">grego antigo</a>: <em>Τελχίνες</em>), na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_grega">mitologia grega</a>, eram demônios marinhos, filhos de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ponto_(mitologia)">Ponto</a> com <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1lassa">Tálassa</a>, que tinham cabeça de cachorro, os corpos eram lisos e negros como o dos mamíferos marinhos, com pernas curtas e grossas, que eram meio nadadeiras, meio pés, e mãos semelhantes às de humanos, com garras afiadas.<br><br></div><div><br>Em algumas versões do mito de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pos%C3%ADdon">Posídon</a>, foram eles os criadores do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tridente">tridente</a> do deus do mar, e não os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclope">ciclopes</a>. Mas quando começaram a utilizar magia negra foram lançados ao <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1rtaro_(mitologia)">Tártaro</a> por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Zeus">Zeus</a>.<br><br></div><div><br>Em outros mitos, há relatos de que eram imunes a magia, mesmo de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9cate">Hécate</a>.<br><br></div><div><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A1lia"><br>Hália</a>, irmã dos telquines, foi amada por Posídon, com quem teve seis filhos homens e uma filha, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rode">Rode</a>, que deu nome à ilha de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rodes">Rodes</a>.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-18 12:17:15 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Nephilim</title>
         <author>ninahowaitoookami</author>
         <link>https://padlet.com/ninahowaitoookami/344bx7ka48nz/wish/249476493</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Nefilim (hebraico:. נְפִילִים) termo derivado do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hebraico">hebraico</a> <em>naphal</em> (<em>ele caiu</em>), é um termo que ocorre duas vezes na Bíblia, em <a href="https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/G%C3%AAnesis/VI#6:4">Gênesis 6:4</a> e <a href="https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/N%C3%BAmeros/XIII#13:33">Números 13:33</a>. A <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Septuaginta">Septuaginta</a> traduziu o termo pela palavra grega que significa, literalmente, <em>nascido da terra</em>, e as traduções seguintes verteram o termo para <em>gigantes</em>.  <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lutero">Lutero</a> traduziu nefilim como <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tirano">tiranos</a>.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nefilim#cite_note-keil.delitzsh.gen.6-4"><sup><br></sup></a><br></div><div><br>Segundo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Adam_Clarke">Adam Clarke</a>, a tradução de nefilim como <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gigante">gigantes</a> é um erro: o texto de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%AAnesis">Gênesis</a> faz uma distinção entre os <em>filhos dos homens</em> e os <em>filhos de Anjos</em>; os <em>filhos dos homens</em>seriam os nefilim, homens caídos e nascidos da terra, com a mente animalesca e diabólica, contrastando com os filhos de Anjos. Esta distinção seria entre os pecadores e os santos. Os nefilim teriam se tornado <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Giborim&amp;action=edit&amp;redlink=1">giborim</a>, do hebraico <em>gabar</em> (eles prevaleceram, foram vitoriosos) que significa conquistadores ou heróis.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nefilim#cite_note-adam.clarke.gen.6-1"><sup><br></sup></a><br></div><div><a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Carl_Friedrich_Keil&amp;action=edit&amp;redlink=1"><br>Carl Friedrich Keil</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Franz_Delitzsh&amp;action=edit&amp;redlink=1">Franz Delitzsh</a> também atribuem a tradução de nefilim como gigantes a um erro. Segundo estes autores, a interpretação de <a href="https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/G%C3%AAnesis/VI#6:4">Gênesis 6:4</a> é controversa, porém eles rejeitam como absurda a ideia de que a passagem se refere à reprodução entre anjos (<em>filhos de Deus</em>) e filhas dos homens, produzindo uma raça de monstros, como se fossem semideuses, demônios ou anjos-homens. Segundo Keil e Delitzsh, os nefilim, ou seja, os tiranos, já habitavam a terra antes dos filhos de Deus (descendentes de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sete_(B%C3%ADblia)">Sete</a>) terem filhos com as filhas dos homens (descendentes de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Caim">Caim</a>), e continuaram existindo depois que nasceram os filhos destas uniões.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nefilim#cite_note-keil.delitzsh.gen.6-4"><sup><br></sup></a><br></div><div><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/A._H._Sayce"><br>A. H. Sayce</a>, porém, ao comentar sua tradução de uma inscrição de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tiglate-Pileser_I">Tiglate-Pileser I</a>, interpretou que a palavra <em>naplu</em>, que ele verteu como <em>o poderoso destruidor</em>, era a mesma palavra que <em>nefilim</em>, ou <em>gigantes</em>. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Senaqueribe">Senaqueribe</a> também menciona <em>Napallu</em> como um deus protetor.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nefilim#cite_note-5"><sup><br></sup></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-08 00:42:09 UTC</pubDate>
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