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      <title>Portfólio - Revisão by Beatriz Polycarpo</title>
      <link>https://padlet.com/beatrizliebest/31vhq5eqxpyvkj3z</link>
      <description>Criado para apresentar habilidades de revisão: conhecimento gramatical e revisões próprias.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-09-25 18:43:45 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-10-31 00:57:44 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Quando há crase?</title>
         <author>beatrizliebest</author>
         <link>https://padlet.com/beatrizliebest/31vhq5eqxpyvkj3z/wish/2740448356</link>
         <description><![CDATA[<p>Existem alguns recursos que decorei que facilitam na hora de usar (ou não) a crase.</p><p><br/></p><p>O primeiro é: </p><p><strong>- se a palavra está flexionada no gênero feminino, há crase. <br>- se a palavra está flexionada no gênero masculino, não leva crase.</strong></p><p>Por exemplo: <em>eu disse à ela (...)</em> e <em>eu disse a ele (...)</em>. </p><p><br/></p><p>Seguindo essa lógica e em caso de dúvida, também tento ler a frase no masculino. Por exemplo: se a preposição "a" estiver unida ao artigo "o", fica fácil converter:</p><p>Ex.: </p><p><strong>Contei aos outros</strong>: pode ser interpretado, dependendo do contexto, que se refere a um grupo de rapazes <strong><em>ou</em></strong><em> </em>de pessoas de gêneros divergentes;</p><p><strong>Contei às outras</strong>: indicação que se refere a uma comunicação dentro de um grupo feminino;</p><p><strong>Contei as outras: </strong>nesse caso, poderá se referir ao ato de calcular.<strong><br></strong>Ex.: <em>Primeiro, contei todas as maçãs daquela caixa, depois contei as outras; </em><strong><em>ou: </em></strong><em>Contei as outras maçãs depois de falar com Pedro.<br><br></em>Na contração da preposição de pronome demonstrativo <em>àquele(a)</em>, sabemos que a crase indica uma ação longe do tempo e espaço de quem fala, portanto não ocorre flexão de gênero. </p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>O segundo é:</strong></p><p><br/></p><p>Aquela rima divertida&nbsp;que de tempos em tempos é relembrada:</p><p><em>Se volta</em> <em>da, crase há!<br>Se volta de, crase pra quê?</em></p><p><br/></p><p><em>= Vou à Bahia. Voltei da Bahia.</em></p><p><em>Vou a São Paulo. Voltei de São Paulo.<br><br></em>O mais importante é sempre estarmos atentos e não deixarmos de pesquisar.&nbsp;O melhor é sempre adequar-se no uso da linguagem atentando-se ao contexto, pois é ele que irá reger a maior parte das colocações gramaticais.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-10 18:10:48 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/beatrizliebest/31vhq5eqxpyvkj3z/wish/2740448356</guid>
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      <item>
         <title>Trecho para revisão; atividade do curso Introdução à Revisão da Língua Portuguesa pela UFRGS</title>
         <author>beatrizliebest</author>
         <link>https://padlet.com/beatrizliebest/31vhq5eqxpyvkj3z/wish/2751538482</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Trecho original</strong></p><p><br/></p><blockquote><p>Os autores comprendem a língua como termos da socio-linguística, como fenômeno social e cultural, diversificando-se em todos seus aspectos por ser meio de expressão de indivíduos que vivem em sociedades também diversificadas social, cultural e geograficamente. Entende-se a língua como um diassistema, conjunto de sistemas linguísticos, e não um sistema unitário. Reconhecem-se a variação como inerente ao sistema da língua e não-prejudicial ao seu funcionamento.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Todas variedades linguísticas são estruturadas. Apresentam a língua padrão como a variedade mais prestigiada; servindo como ideal. Há, assim, duas forças agindo sobre a língua. A da inovação e a da conservação, que garante a superior unidade de um idioma como o português. Se emprega o termo dialeto como variedade regional da língua. Conceituam as variações diatópica, diastrática e diafásica e dedicam um capítulo às diversidades dos dialetos do português no mundo.</p><p><br/></p><p>Se apresenta a idéia de Noreen de três principais critérios de correção (todos posteriormente refutados: 1) histórico-literário, baseado em escritores do passado, considerado arbitrário; 2 - histórico-natural, não impondo coisa nenhuma como correta ou incorreta na língua, que deveria se desenvolver em completa liberdade, considerado absurdo; 3) o do próprio Noreen: melhor é o jeito que poderia ser melhor compreendida pela audiência e mais facilmente produzida pelo falante.</p></blockquote><p><br/></p><p><strong>Revisão</strong></p><p><br/></p><p>Os autores <strong>compreendem</strong> a língua como termos da <strong>sociolinguística,</strong> como fenômeno social e cultural, diversificando-se em todos <strong>os</strong> seus aspectos por ser meio de <strong>uma</strong> expressão de indivíduos que vivem em sociedades também diversificadas social, cultural e geograficamente. Entende-se a língua como um diassistema<strong>:</strong> conjunto de sistemas linguísticos, e não um sistema unitário. <strong>Reconhece-se</strong> a variação como inerente ao sistema da língua, <strong>e não como fator prejudicial</strong> ao seu funcionamento. </p><p><br/></p><p>Todas <strong>as</strong> variedades linguísticas são estruturadas. <strong>Porém, os autores </strong>apresentam<strong> </strong>a <strong>linguagem</strong> padrão como a variedade mais prestigiada<strong>,</strong> servindo como ideal. Há, assim, duas forças agindo sobre a língua<strong>:</strong> a da inovação e a da conservação, que garante a <strong>superioridade</strong> de um idioma <strong>(como o português)</strong>. Se emprega o termo<strong> "dialeto"</strong> como variedade regional da língua. Conceituam as variações diatópica, diastrática e diafásica<strong>,</strong> e dedicam um capítulo às diversidades dos dialetos <strong>de</strong> português no mundo.</p><p><br/></p><p>Se apresenta a <strong>ideia</strong> de Noreen <strong>dos</strong> três principais critérios de correção <strong>(todos posteriormente refutados)</strong>: 1) <strong>histórico literário,</strong> baseado em escritores do passado, considerado arbitrário; <strong>2) histórico natural</strong>, não impondo coisa nenhuma como correta ou incorreta na língua, que deveria se desenvolver em completa liberdade, considerado absurdo; 3) o do próprio Noreen: <strong>"o melhor jeito é aquele [que pode ser] </strong>melhor compreendido pela audiência e mais facilmente produzido pelo falante.<strong>”</strong>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-17 21:10:56 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/beatrizliebest/31vhq5eqxpyvkj3z/wish/2751538482</guid>
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      <item>
         <title>Teoria dos parênteses e travessões</title>
         <author>beatrizliebest</author>
         <link>https://padlet.com/beatrizliebest/31vhq5eqxpyvkj3z/wish/2774490859</link>
         <description><![CDATA[<p>Duas ótimas formas de destacar uma frase ou até uma palavra em particular é usando parênteses () e o famoso travessão. </p><p><br/></p><p>O travessão é mais associado a falas de personagens numa história, por isso pode ser frequentemente esquecido como um bom uso de <strong>destaque.</strong></p><p><br/></p><p>Gosto de dizer que os parênteses são como um sussurro (você quer destacar, mas como se estivesse falando baixo), e o travessão é o destaque mais imponente — pois sua pontuação parece se impor aos olhos. A forma do parênteses é mais tímida, discreta.</p><p><br/></p><p>Então quando usar um ou outro? Simples! Basta encaixar ao contexto em que queira usá-los. Se o próprio contexto não lhe der uma resposta, tente ler a frase entre parênteses (falando baixo, quase num sussurro como se contasse um segredo importante) e em seguida fale com mais firmeza, e nesse caso ela teria o travessão. Ele ajuda a "saltar" as expressões escolhidas dentro de uma frase.</p><p><br/></p><p>Leia essas duas sentenças de acordo com os métodos citados e faça o teste vendo a diferença na pronúncia:</p><p><br/></p><blockquote><p>É claro que eu não poderia permitir — ele sabia exatamente disso —, e portanto, foi justamente sua melhor motivação para fazê-lo.</p></blockquote><p><br/></p><blockquote><p>É claro que eu não poderia permitir (ele sabia exatamente disso), e portanto, foi justamente sua maior motivação para fazê-lo.</p></blockquote><p><br/></p><p>Você consegue ler as duas formas de formas diferentes? Percebe que a sonoridade ou a intenção dela muda junto à pontuação escolhida? E por fim, como posso decidir qual usar? Novamente digo: <em>contexto</em>. </p><p>Mas para não ficar na redundância, adiciono um fator muito importante: <strong><em>a intenção</em></strong> do destaque naquela sentença. Qual minha intenção? Só citar o fato que ele sabia (para informar o leitor que "ele" tinha consciência da minha reprovação) ou destacar este fato para dar mais intensidade à sua ação contraditória? Pois a ação do personagem em fazer algo proibido já recebe reprovação de quem diz, mas há uma alteração de intensidade conforme se informa o tal fato.</p><p><br/></p><p>Esse é apenas um dos casos, pois como feito no trecho acima, podemos usar parênteses (ainda como sussurro) para explicar algo que não está explícito no texto. Essa forma de explicação tende a aparecer mais nesse uso de pontuação em textos jornalísticos e artigos acadêmicos. </p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-02 23:28:19 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/beatrizliebest/31vhq5eqxpyvkj3z/wish/2774490859</guid>
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         <title>Se há males que vem para o bem, o mau pode vir a ser bom?</title>
         <author>beatrizliebest</author>
         <link>https://padlet.com/beatrizliebest/31vhq5eqxpyvkj3z/wish/2790336852</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Não, não é uma filosofia!</strong></p><p><br></p><p>A frase acima é o tema dessa publicação. Muitas pessoas não sabem diferenciar <em>mal </em>e <em>mau. </em>Há uma regra muito simples <em>(além de lembrar os devidos </em><strong><em>antônimos!</em></strong><em>)</em> para se lembrar na hora de escrever, revisar ou corrigir, e conforme uma professora ensinou há muitos anos, ela está na própria forma das letras.</p><p><br></p><p>Vamos verificar:</p><p><br></p><p><strong>MAL</strong> e <strong>BEM</strong></p><p>Perceba que a forma da letra E segue a forma da letra L. É até possível transformar um L em um E (em letra "de mão" como chamávamos na escola).</p><p><br></p><p><strong>MAU</strong> e <strong>BOM</strong></p><p>Perceba que a letra U e a letra O possuem um arredondamento muito semelhante em sua base.</p><p><br></p><p>É importante lembrar desses detalhes mais simples, pois eles facilitam na produção de textos, correções e qualquer atividade relacionada, além de ser uma explicação que pode ajudar alunos mais novos e pessoas menos instruídas.</p><p><br></p><p><strong>Agora, e no inglês?</strong></p><p><br></p><p>Bom, se o caso for uma tradução, devemos lembrar que:</p><p><br></p><p><strong>Good</strong> = <em>bom, bem.</em></p><p><strong>Bad</strong> = <em>ruim, mal, mau</em>.</p><p><br></p><p>Sabemos que o inglês possui um vocabulário de uma variação menor de palavras para respectivos significados, então assim como na revisão, a tradução desse idioma para o nosso se dará pelo <strong><mark>contexto</mark></strong>. Vejamos exemplos em que isso se aplica:</p><p><br></p><p><strong><em>He is a <mark>bad</mark> guy.</em></strong></p><p><br></p><p><strong><em>Ele é um cara <mark>mau</mark>.</em></strong></p><p><br></p><p>Nessa sentença, eu não poderia traduzir que <strong><em>ele é um cara mal</em></strong><em>, </em>pois o significado é de um<strong> fator da personalidade</strong>, de <strong><em>ser</em></strong>, e <strong><em>bem</em></strong><em> </em>costuma ser utilizado para um estado de ânimo (assim como <em>mal</em>). Não dizemos que algo <strong><em>é</em></strong><em> bem</em>. Dizemos que <strong><em>vai</em></strong><em> bem, que </em><strong><em>está</em></strong><em> bem. </em>Também não se diz que algo vai mau. Ex.: <strong><em>ele <mark>está</mark> de mau/bom humor.</em></strong></p><p><strong><em>Os negócios <mark>vão</mark> </em></strong>ou<em> </em><strong><em><mark>estão</mark> indo</em></strong><em> </em><strong><em>mal/bem. </em></strong>Não se diz que <strong><mark>é</mark></strong> um <strong><em>bem</em></strong> negócio<strong>, </strong>mas que <strong><em>é um</em> <em>bom</em></strong> negócio.</p><p><br></p><p><mark>Podemos dizer, então, que o uso de </mark><strong><em><mark>mal</mark></em></strong><mark> e </mark><strong><em><mark>mau</mark></em></strong><mark> pode ser simplificado, respectivamente, pelos verbos </mark><strong><em><mark>estar </mark></em></strong><mark>e</mark><strong><em><mark> ser</mark></em></strong><mark>.</mark></p><p><br></p><p>Seguindo o exemplo, vejamos o antônimo:</p><p><br></p><p><strong><em>He is a <mark>good</mark> guy.</em></strong></p><p><br></p><p><strong><em>Ele é um cara <mark>bom</mark>.</em></strong></p><p><br></p><p>O contexto combina e se aplica. Vejamos outro, agora para <em>bem e mal</em>:</p><p><br></p><p><strong><em>She's feeling so <mark>bad</mark> right now.</em></strong></p><p><br></p><p><strong><em>Ela está se sentindo tão <mark>mal</mark> agora.</em></strong></p><p><br></p><p>E o antônimo:</p><p><br></p><p><strong><em>She's feeling good.</em></strong></p><p><br></p><p><strong><em>Ela está se sentindo <mark>bem</mark>.</em></strong></p><p><br></p><p>Claro que esses são exemplos baseados apenas nas palavras trazidas, pois outras com significados semelhantes (para <em>bem, mau</em> e <em>mal</em>) temos, por ex.: <em>well, evil, </em>usados, por exemplo: <em>he's evil</em> (ele é mau, malvado); <em>well, I've should know (bem, eu devia saber</em>)<em> I'm very well, thank you (estou muito bem, obrigada).</em></p><p><br></p><p><strong><em>*o adjetivo <mark>ruim</mark> não foi incluído por não fazer parte do "ramo" ou conjunto morfológico das palavras analisadas, pois diz-se 'o bolo está ruim', 'fulano é ruim'.</em></strong></p><p><br></p><p><strong>CONCLUSÃO</strong></p><p><br></p><p><strong>Tanto em revisão quanto em tradução:</strong></p><p><br></p><p>O uso de <strong><em>mau</em></strong><em> e </em><strong><em>mal</em></strong><em>, assim como </em><strong><em>bom</em></strong><em> e </em><strong><em>bem</em></strong><em>,</em> dependerá principalmente do verbo. Ele é determinante no uso adequado da palavra.</p><p><br></p><p>Mas como aconselhado no início: no "branco" de usar L ou U, pense no antônimo!</p><p><br></p><p>Se couber <strong><em>bem</em></strong><em>, </em>use o <strong><em>mal</em></strong><em>, </em>e se for <strong><em>bom</em></strong>, <strong><em>mau</em></strong> será!</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-15 05:43:43 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/beatrizliebest/31vhq5eqxpyvkj3z/wish/2790336852</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Em que ou onde? Cuidado! - O tempo e o lugar</title>
         <author>beatrizliebest</author>
         <link>https://padlet.com/beatrizliebest/31vhq5eqxpyvkj3z/wish/2790376518</link>
         <description><![CDATA[<p>Já viu alguma situação em que<em> </em>a sentença não era corretamente escrita por conta da troca desses dois termos?</p><p>Por exemplo:</p><p><br/></p><p><strong>Vivi situações <em>onde </em>me vi encurralada.</strong></p><p><br/></p><p>O correto seria:</p><p><br/></p><p><strong>Vivi situações <em>em que</em> me vi encurralada.</strong></p><p><br/></p><p>A própria frase que dá início ao assunto poderia ser um exemplo: <em>já viu alguma situação onde a sentença...</em></p><p><br/></p><p><strong><em>Onde</em></strong><em> </em>é um <strong>advérbio que indica lugar</strong>, permanência. </p><p><strong><em>Em que</em></strong> é um termo equivalente a <strong><em>no / na qual</em></strong><em>, </em>por exemplo. </p><p><br/></p><p>Outro exemplo do uso incorreto e a correção abaixo:</p><p><br/></p><p><strong>Tive dias <em>onde</em> questionei tudo.</strong></p><p><br/></p><p><strong>Tive dias <em>em que</em> questionei tudo</strong>.</p><p><br/></p><p>Como dito acima, o termo <strong><em>onde</em></strong> só deve ser utilizado para indicar lugar e permanência, como:</p><p><br/></p><p><strong>Já sabe onde ele está?</strong></p><p><strong>Onde estou?</strong></p><p><strong>Visitei um belo lugar onde os animais são livres.</strong></p><p><br/></p><p>Agora vamos tentar substituir a expressão <em>em que </em>por seus sinônimos.</p><p><br/></p><p><strong>Tive dias <em>nos quais</em> chorei muito. </strong></p><p><strong>Tive dias <em>em que</em> chorei muito.</strong></p><p><br/></p><p><strong>A situação <em>na qual</em> me meti foi surpreendente.</strong></p><p><strong>A situação<em> em que</em> me meti foi surpreendente.</strong></p><p><br/></p><p>Podemos concluir, dessa forma rápida, que a substituição <em>faz sentido</em> e mantém a clareza de que se tratou de<strong> <em>algo que aconteceu. </em></strong>Contudo, é claro, pode se aplicar em qualquer tempo verbal. Exemplos:</p><p><br/></p><p><strong>a) Em que pé estamos?</strong></p><p><strong>b) Foram as férias em que mais nos divertimos!</strong></p><p><strong>c) Havia muito em que pensar antes de tomar uma decisão.</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-15 06:30:02 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/beatrizliebest/31vhq5eqxpyvkj3z/wish/2790376518</guid>
      </item>
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         <title>Maravilha de morfologia!</title>
         <author>beatrizliebest</author>
         <link>https://padlet.com/beatrizliebest/31vhq5eqxpyvkj3z/wish/2818896250</link>
         <description><![CDATA[<p>Vamos lembrar o que são <strong>morfemas gramaticais </strong>ou <strong><em>gramemas?</em></strong></p><p><br/></p><p>Essas palavras fazem parte do <strong>sistema</strong> ou <strong>inventário fechado, </strong>que são aquelas que não nos remetem a uma ideia ou imagem mental <strong>(como: é, em, no(a), com), </strong>e elas são utilizadas principalmente para estabelecer uma relação entre outras palavras (que são conhecidas como <strong>lexicais, </strong>pertencentes do<strong> inventário aberto,</strong> que nos remetem a uma imagem - como bolo, chave, quadro, relógio, etc.)</p><p><br/></p><p><strong>formas livres:</strong> são palavras que por si só constituem  significado.</p><p><br/></p><p><strong>formas presas:</strong> não constituem significado ou sentido sozinhas.</p><p><br/></p><p><strong>Recapitulando: Morfemas gramaticais (gramemas) são do inventário fechado, não produzem uma imagem mental e são usadas para estabelecer uma relação entre lexicais, que são do inventário aberto e produzem uma imagem mental.</strong></p><p><br/></p><p><strong><mark>Quero</mark> comer bolo <mark>com</mark> sorvete <mark>de</mark> baunilha</strong></p><p><br/></p><p>As palavras em destaque são exemplos de morfemas que não nos remetem a uma imagem. Já a palavra <strong><em>comer:</em></strong><em> </em><strong><em><mark>podemos visualizar o ato de comer algo</mark>; bolo, sorvete e baunilha </em></strong>também fazem parte do nosso mundo visual, sensorial (olfato, paladar, tato) e objetivo; conseguimos fazer associações visuais diversas e exatas (se fosse <strong><em>um bolo de morango,</em></strong><em> a imagem já seria mais específica)</em>.</p><p><br/></p><p>Agora, sobre a definição da <em>palavra </em>em si, o que ela é e como podemos entendê-la, existem divergências. Mas podemos afirmar, com certeza, que se tratam de <strong>unidades</strong> <strong>lexicais</strong> com <strong>variações de classificação (verbo, substantivo, adjetivo, advérbio), de possibilidade de flexão (em número, grau, gênero, etc.) e diferentes composições.</strong></p><p><br/></p><p>A morfologia é um ótimo caminho para estudar as palavras em sua <strong><em>forma</em></strong><em>, </em>que nos possibilita uma compreensão melhor de seu uso e colocação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-08 15:58:53 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/beatrizliebest/31vhq5eqxpyvkj3z/wish/2818896250</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Revisão de texto autoral: A dinâmica das gotas</title>
         <author>beatrizliebest</author>
         <link>https://padlet.com/beatrizliebest/31vhq5eqxpyvkj3z/wish/2993422825</link>
         <description><![CDATA[<blockquote><p><strong>A dinâmica das gotas</strong></p><p><br></p><p>Observava-as jogando-se contra o vidro vindas da diagonal por conta do vento, escorrendo pela janela, traçando caminhos curvilíneos e desaparecendo por trás da porta.&nbsp;</p><p>Observando-as atentamente, pude ver a gota se arrastando para perto da outra; uma parte dela se esticou e alcançou a outra, levando-a para agregar ao seu corpo líquido. A gota arrastou-se para o lado, coletou outra para aumentar seu pequenino corpo e ficou assim, em zigue-zague, coletando mais e mais até escorregar completamente para fora da minha vista.</p><p>Outra gota seguia a mesma dinâmica: caía na diagonal, escorria em zigue-zague, coletava gotas que estavam paralisadas — seriam provenientes de outras coletas? —, e caíam, finalmente em linha reta, sumindo como todas as outras.&nbsp;</p><p>Eram pequenos ímãs líquidos — impossível! Fazia parte da dinâmica das gotas, quando se locomoviam pausadamente para os lados — sendo aleatórios ou não — e atraíam as outras.</p><p>Enquanto isso, a velocidade nos levava pela rodovia e a neblina ia ficando espessa — sendo muito mais na volta — como o condutor tinha tanta certeza de seus movimentos ágeis? Era insanidade ou confiança plena? Movia-se agilmente como se o automóvel fosse muito leve, quase como se estivesse patinando — como se toda aquela lataria e todos nós fôssemos todos líquidos e rasos, maleáveis, fluidos, fáceis.</p><p>Deslizávamos sobre a água extremamente rasa, separando momentaneamente as junções magnéticas. As gotas continuavam caindo no vidro, parando, escorrendo, juntando-se, sumindo… era o ciclo da dinâmica até que fossem secas ou evaporassem novamente — ou fossem absorvidas pelo solo, pela terra, pelas raízes.</p><p>Enquanto isso, corríamos sobre as poças — tantas junções! E deixávamos para trás aquelas costumeiras conexões que podiam ser tão diferentes (em diferentes escalas) enquanto algumas juntavam-se em nós, desaparecendo em algum momento. Tão parecidas com nossas próprias dinâmicas, evaporando ou sendo absorvidos em algum momento.</p></blockquote><p><br></p><p><strong>REVISÃO: versão atualizada:</strong></p><p><br></p><p>Observava-as <strong>colidindo<sup>1</sup></strong> contra o vidro <strong>(vindo da diagonal por conta do vento)<sup>2</sup></strong>, escorrendo pela janela, traçando caminhos curvilíneos e desaparecendo por trás <strong>do parapeito<sup>3</sup>.&nbsp;</strong></p><p>Observando-as atentamente, pude ver uma gota se arrastando para perto da outra<strong>,</strong> <strong>se esticou e a alcançou,</strong> <strong>agregando-a ao seu corpo líquido<sup>4</sup>.</strong> A gota arrastou-se para o lado, coletou outra para aumentar seu <strong>(ainda pequenino)<sup>5</sup></strong> corpo e ficou assim<strong>:</strong> em zigue-zague, coletando mais e mais, até escorregar <strong>completamente pelo acúmulo e pela dinâmica da superfície<sup>6</sup>.</strong></p><p>Outra gota <strong>seguiu<sup>7</sup></strong> a mesma dinâmica: <strong>caiu<sup>7.1</sup></strong> na diagonal, <strong>escorreu<sup>7.2</sup></strong> em zigue-zague, <strong>coletou<sup>7.3</sup></strong> outras gotas que estavam paralisadas<strong> (seriam provenientes de outras coletas que se interromperam?)<sup>8</sup></strong>, <strong>e caiu em linha reta, sumindo como todas as outras<sup>9</sup>.</strong><mark> Eram pequenos ímãs líquidos </mark><strong><mark>(impossível!)<sup>10</sup>. </mark></strong><mark>Fazia parte da dinâmica das gotas quando se locomoviam pausadamente para os lados</mark><strong><mark>, sendo aleatórios ou não,<sup>11</sup> </mark></strong><mark>e atraíam as outras.<sup>TD</sup></mark></p><p>Enquanto isso, a velocidade nos levava pela rodovia e a neblina ia ficando espessa <strong>— sendo muito mais na volta<sup>12</sup>. </strong>Como o condutor tinha tanta certeza de seus movimentos ágeis? <strong>Era intuição ou experiência?<sup>13</sup></strong> Movia-se agilmente como se o automóvel fosse muito leve, quase como se estivesse patinando — como se toda aquela lataria e todos nós fôssemos todos líquidos e rasos, maleáveis, fluidos, fáceis.</p><p>Deslizávamos sobre a água rasa,<strong> separando momentaneamente as suas junções<sup>14</sup>.</strong> As gotas continuavam caindo no vidro, parando, escorrendo, juntando-se, sumindo… era o ciclo da dinâmica até que fossem secas ou evaporassem novamente — ou fossem absorvidas pelo solo, pela terra, pelas raízes.</p><p>Enquanto isso, corríamos sobre as poças — tantas junções! E deixávamos para trás aquelas costumeiras conexões que podiam ser tão diferentes (em diferentes escalas) enquanto algumas juntavam-se <strong>a<sup>15</sup></strong> nós, desaparecendo em algum momento. Tão parecidas com nossas próprias dinâmicas, evaporando ou sendo absorvidos em algum momento.</p><p><br></p><p><strong>Objetivo de cada alteração do texto</strong></p><p><br></p><p>1. Optei por uma descrição mais simples que coincidisse de forma mais apropriada com a realidade observada no contexto;</p><p>2. Isolei a caracterização mais específica do ato, ou seja, de que forma as gotas colidiam contra o vidro, deixando a descrição em parênteses;</p><p>3. Não me lembro porquê coloquei porta no primeiro, pra ser sincera;</p><p>4. Simplificação e eliminação de redundância ("outra");</p><p>5. Isolamento de parte não essencial do texto;</p><p>6. Distanciamento da primeira pessoa para o foco do momento narrado;</p><p>7, 7.1, 7.2, 7.3. Mudança de tempo verbal do pretérito imperfeito para o pret. perfeito: a prosa conta uma situação já observada;</p><p>8. Alteração de destaque: de um mais chamativo para um mais "tímido" (como exemplificado no texto sobre parênteses e travessões);</p><p>9. Correção para o singular: o início do texto falava de uma outra gota que, nesse caso, juntou-se à massa de outras; exclusão de "finalmente" por redundância do contexto: fica claro que a ação é final por uma sequência pré-determinada anteriormente;</p><p>10. Alteração de isolamento para parênteses;</p><p>11. Alteração para vírgula por ser destaque desnecessário;</p><p>12. O destaque se mantém, mas termina com pontuação final. A frase seguinte deve ser uma nova oração, principalmente por ser uma interrogação e não ter relação direta com a primeira;</p><p>13. Racionalização do questionamento adequada à realidade; eliminação de exagero;</p><p>14. Simplificação;</p><p>15. Alteração de preposição; "nós" na primeira versão está como objeto tal qual uma superfície, já na segunda apresenta-se como similar às gotas, que é a intenção  da última frase. O termo ajuda a criar a relação que se algo se junta <strong>a nós, </strong>pode se tratar de um semelhante; enquanto quando se juntam <strong>em nós </strong>coloca o pronome como objeto de apoio para as gotas.</p><p><br><strong>Conclusão</strong></p><p><br></p><p>O estudo da gramática normativa, bem como a prática de revisão, é especialmente útil não apenas para a construção de sentido de um texto, mas para <strong>a forma como se quer apresentá-lo. </strong>Em dois anos a escrita por si só amadurece, mas os recursos gramaticais e o desenvolvimento semântico são essenciais para que essa evolução também seja técnica. Além disso, é proveitoso revisar a própria escrita e <strong>saudável </strong>atualizá-la.</p><p>Pessoalmente, coloco-me sempre em posição de questionar e à disposição de melhorar o que foi escrito (e reescrito). Escrita sem humildade, estudo e aprimoramento é amaciante de ego.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-15 00:29:49 UTC</pubDate>
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