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      <title>A linguagem importa? Sobre performance, performatividade e peregrinações conceituais (BORBA, 2014) by Fernanda Louise Vidal Sampaio</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-10-13 12:05:44 UTC</pubDate>
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         <title>Como a linguagem opera diante dos conceitos de performance e performatividade desenvolvidos por Judith Butler?</title>
         <author>fernandalouise</author>
         <link>https://padlet.com/fernandalouise/2yooulhpisgp2411/wish/2338636306</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-10-13 12:09:48 UTC</pubDate>
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         <title>As Teorias Queer</title>
         <author>fernandalouise</author>
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         <description><![CDATA[<div>Se preocupam com a dinâmica de classificação, de construção e manutenção de binarismos, hierarquias e exclusões. Lança-se como crítica aos processos de legislação não voluntária da identidade (p. 444-445)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-13 12:26:54 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>fernandalouise</author>
         <link>https://padlet.com/fernandalouise/2yooulhpisgp2411/wish/2338670166</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Gêneros inteligíveis </strong>são aqueles que instituem em mantêm relações de coerência e continuidade entre sexo, gênero, prática sexual e desejo. Tais noções de <strong>coerência </strong>e <strong>continuidade </strong>são efeitos de normas socialmente instituídas e mantidas, isto é, gênero não decorrer natural e incontestavelmente do aparato genital, mas de regras histórica e discursivamente produzidas que instituem como o corpo-sexuado deve ser generificado com base em uma heterossexualidade compulsória.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-13 12:31:55 UTC</pubDate>
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         <title>Cogito, ergo sum?</title>
         <author>fernandalouise</author>
         <link>https://padlet.com/fernandalouise/2yooulhpisgp2411/wish/2338675612</link>
         <description><![CDATA[<div>O modelo expressivo da identidade tributário do Iluminismo e da Filosofia cartesiana define que tudo que o sujeito faz é a expressão de um "eu" autônomo, de uma essência que a priori molda o sujeito e suas ações e serve de centro organizador de sua subjetividade, ou seja, aqui, a identidade funciona como o reflexo dessa essência que é moldada, em primeira instância, pela biologia: sexo gera gênero que gera desejos, preferências e ações (p. 447).</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-13 12:35:25 UTC</pubDate>
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         <title>Facio, ergo sum!</title>
         <author>fernandalouise</author>
         <link>https://padlet.com/fernandalouise/2yooulhpisgp2411/wish/2338681627</link>
         <description><![CDATA[<div>Ao questionar a pré-determinação iluminista, as obras de cunho pós-estruturalista partem da premissa de que as subjetividades corporificadas não preexistem às convenções culturais que dão significados aos corpos e à experiências identitárias. Nessa visão, o sujeito é um efeito-de-verdade de tramas de poder, saber e discurso que são cultural e historicamente específicas. Para Butler, nossas ações cotidianas são efeito pragmático de uma amálgama de recursos semióticos que, quando repetidas incessantemente, sustentam um modelo performativo de identidade, <em>como se fosse</em> algo natural (p. 448).</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-13 12:39:22 UTC</pubDate>
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         <title>Performance x performatividade </title>
         <author>fernandalouise</author>
         <link>https://padlet.com/fernandalouise/2yooulhpisgp2411/wish/2338690735</link>
         <description><![CDATA[<div>As performances de gênero pressupõem um aspecto constitutivo da performatividade: a <strong>regulação</strong>, a qual impele e sustenta que as performances de gênero só podem acontecer dentro de uma cena discursiva plena de constrangimentos que limitam o que conta como inteligível.&nbsp;<br>Performatividade é o que possibilita, potencializa e limita a performance, ou seja, são os códigos de significação que subjazem determinadas performances, e, com isso, desafia a percepção do senso comum de que nosso comportamento é a simples expressão de nossos eus essenciais. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-13 12:44:45 UTC</pubDate>
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         <title>A linguagem como estrutura reguladora </title>
         <author>fernandalouise</author>
         <link>https://padlet.com/fernandalouise/2yooulhpisgp2411/wish/2338698840</link>
         <description><![CDATA[<div>Butler dá centralidade à linguagem nas dinâmicas culturais que produzem e regulam a identidade. Dentro da teoria da performatividade, a identidade não preexiste à linguagem; falantes têm que marcar suas identidades assídua e repetidamente, porque estas não existem foram dos atos de fala que as sustentam.&nbsp;<br>Uma das propostas políticas de Butler consiste na criação de condições linguísticas de sobrevivência apesar dos (ou contra os) mecanismos de legislação não voluntária da identidade (p. 451).</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-13 12:49:00 UTC</pubDate>
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         <title>Marcos históricos </title>
         <author>fernandalouise</author>
         <link>https://padlet.com/fernandalouise/2yooulhpisgp2411/wish/2338739094</link>
         <description><![CDATA[<div>- Na conferência<strong> Womanliness as a masquerade</strong>, a psicanalista Joan <strong>Rivière </strong>trouxe à tona a discussão sobre a mulher heterossexual masculina, iniciando certas discussões sobre a mulher do século XX, produzida pelas novas sociedades industriais do Ocidente e situada na intersecção entre o espaço privado e o público. Para Rivière, transgredir a divisão sexual do espaço (privado ao público) gerava grande ansiedade e, por isso, surgia a necessidade de disfarçar essa "invasão". Nesse entendimento, a feminilidade é uma defesa para mascarar a masculinadade, a partir de uma teatralização compulsória diante de espaços tradicionalmente reservado aos homens. A linguagem, então, é fator crucial para confecção dessa máscara performática.<br><br>- No percurso dos estudos linguísticos, a distinção <strong>langue x parole</strong>, de <strong>Saussure</strong>, pressupõe uma distinção entre o sistema e o seu uso prático, aqui, entendido como performance. Essa ideia é reforçada pelos trabalhos de <strong>Chomsky</strong>. Em ambos os casos, ainda persistia uma noção de que o estudo do uso concreto, da performance linguística, desafiaria o "conhecimento da língua", pois nela a gramática normativa é frequentemente contestada. <br><br>- Para reconfigurar esse cenário, a introdução do conceito de <strong>competência comunicativa</strong>, de <strong>Hymes</strong>, é importante para que os estudos linguísticos atentem-se à comunicação situada em um contexto sociocultural e, sobretudo, nos sistemas de conhecimentos e habilidades que permitem usuárias/os de uma língua participar da vida em sociedade.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-13 13:13:30 UTC</pubDate>
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         <title>Linguagem como performance</title>
         <author>fernandalouise</author>
         <link>https://padlet.com/fernandalouise/2yooulhpisgp2411/wish/2338745420</link>
         <description><![CDATA[<div>Analisa-se, então, que devemos focar nossa atenção nas dinâmicas socio-histórico-discursivas que fazem com que ao <em>falarmos/escrevermos</em> X, Y, Z sejamos <em>percebidos/as como</em> A, B ou C; ou seja, os recursos linguísticos (e identitários) são produtos de processos históricos, políticos, filosóficos e culturais específicos e sua utilização nos insere nessas dinâmicas (p. 460).</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-13 13:16:54 UTC</pubDate>
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         <title>Do performativo à performatividade</title>
         <author>fernandalouise</author>
         <link>https://padlet.com/fernandalouise/2yooulhpisgp2411/wish/2338752936</link>
         <description><![CDATA[<div>Para Butler, enunciados como "é uma menina" ou "é um menino" não simplesmente descrevem um estado de coisas anterior à enunciação, mas fazem com que o corpo ao qual eles se dirigem entre em um processo infindável - mas não imutável - capturado pelas normas da matriz de inteligibilidade de gênero. Tais enunciados iniciam um processo pelo qual a generificação daquele corpo é social e discursivamente compelida. Com efeito, tal generificação será acompanhada por um sem-número de enunciados tributários ao ato generificador fundancional (ex.: "é uma menina", seguido por "não diga palavrões", "cruze suas pernas ao sentar", etc) (p. 462).</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-13 13:20:53 UTC</pubDate>
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         <title>Do performativo à performativiade </title>
         <author>fernandalouise</author>
         <link>https://padlet.com/fernandalouise/2yooulhpisgp2411/wish/2338776883</link>
         <description><![CDATA[<div>Para <strong>Derrida </strong>(1977), o que confere aos <strong>performativos </strong>sua eficácia de fazer emergir uma nova realidade social é a repetição incessante de signos e formas convencionais que extrapolam o contexto imediato. Ao invés de funcionar devido às intenções de um/a falante, os performativos funcionam porque encarnam formas linguísticas convencionais que já existiam antes da/o falante usá-las. Dessa forma, os performativos funcionam, e a linguagem em geral funciona, porque podemos (re)citá-los/a. A <strong>citacionalidade </strong>é um dos mecanismos que fazem com que os performativos sejam inteligíveis e que, destarte, façam o que dizem. <br>Assim, a <strong>performatividade </strong>implica estilização repetida do corpo que é constrangida por ideais normativos de coerência de gênero, impostos pela heterossexualidade compulsória. Essa repetição&nbsp;dissimula as convenções que produzem corpos generificados, produzindo assim a aparência de uma substância. No entanto, é essa repetição que também possibilita a transformação, a partir da ruptura (p. 465).</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-13 13:33:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>fernandalouise</author>
         <link>https://padlet.com/fernandalouise/2yooulhpisgp2411/wish/2338781939</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-10-13 13:36:17 UTC</pubDate>
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