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      <title>Erasmus + SCH Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro | Francisco Silva by EBS Ferreira de Castro</title>
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      <description>Projeto - 2024-1-PT01-KA121-SCH-000230125</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-01-17 16:23:32 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2026-03-21 16:05:11 UTC</lastBuildDate>
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         <title>As minhas expectativas para o ERASMUS +</title>
         <author>franciscosilva16951</author>
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         <description><![CDATA[<p>Estou prestes a entrar na experiência que antevejo ser uma das melhores da minha vida e não poderia estar mais ansioso por saber que vou conviver durante duas semanas com pessoas de uma nacionalidade diferente da minha e com uma cultura distinta. </p><p><br></p><p>É um sentimento de ânsia misturado com adrenalina que corre nas minhas veias neste momento e que faz com que eu conte todas as horas até começar a vivenciar este projeto no qual há muito pretendo participar.</p><p><br></p><p>O leque de atividades que iremos fazer deixa-me no mínimo extremamente entusiasmado. Quero mostrar o que o nosso país tem de tão bom, desde os pastéis de nata, à nossa gastronomia, passando pelo futebol, e também pela História deste país, tornando a visita deles inesquecível de tal forma que eles tenham interesse em voltar cá de novo um dia.</p><p>&nbsp;</p><p>Procuro, além de desenvolver todas as minhas competências, enfrentar novos desafios que coloquem em prática as minhas aptidões linguísticas, comunicativas, interpessoais, e de liderança e vivenciar novas atividades que decerto irei recordar para sempre.</p><p>&nbsp;</p><p>São estes momentos que nos fazem crescer, não só enquanto pessoa, mas também como cidadão e tenho a certeza que deste projeto irei sair um rapaz com uma mente ainda mais aberta da que inicialmente apresentava.&nbsp;</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-25 11:02:25 UTC</pubDate>
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         <title>Um pouco de mim </title>
         <author>franciscosilva16951</author>
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         <description><![CDATA[<p>Olá! Chamo-me Francisco Luis Soares Silva, tenho atualmente 17 anos de idade, vivo em Oliveira de Azeméis e frequento o Curso Científico-Humanístico de Línguas e Humanidades na Turma do 12ºG na Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro. </p><p><br></p><p>Sou um rapaz com energia para dar e vender, uma energia inesgotável. </p><p>Gosto de fazer com que as pessoas se sintam bem recebidas e acolhidas, porque também eu gosto de me sentir bem recebido e acolhido pelas mesmas.</p><p><br></p><p>Defendo a ideia de que não são as circunstâncias que nos definem, mas sim a forma como pensamos e agimos e considero que cada dia é uma nova oportunidade que temos para evoluir e nos aprimorarmos. </p><p><br></p><p>Destaco-me pela minha perseverança, pela minha dedicação, pelo meu empenho em atingir os meus objetivos e pelo meu interesse em aderir a novos projetos e melhorar-me a mim mesmo.</p><p><br></p><p>Adoro socializar, divertir-me, sair, conhecer pessoas novas, perceber as suas visões, os seus gostos e perspetivas e acima de tudo construir uma boa relação de amizade.</p><p><br></p><p>Adoro tudo o que envolva desporto, sou apaixonado por desporto e vivo-o muito, especialmente o futebol que é o meu preferido e adoro praticá-lo.</p><p><br></p><p>Além disso, os carros são outra fonte de adrenalina que se injeta em mim, em especial o automobilismo e a Formula 1. </p><p><br></p><p>Gosto de ler, gosto de estudar, e amo ouvir música e praticar exercício físico, é aí que posso treinar a minha mente e desenvolver o meu corpo. </p><p><br></p><p>Gosto de desenvolver a minha cultura geral diariamente, acho que é algo extremamente essencial no quotidiano de uma pessoa, e dessa forma, procuro estar constantemente atualizado sobre o que se passa no mundo e ainda procuro desenvolver as minhas capacidades linguísticas. Além do Inglês (que aprendo desde há muito cedo na escola) estou a aprender Italiano de forma autónoma há quase um ano. </p><p><br></p><p>No que diz respeito a filmes, a minha saga de filmes preferida é a 007 e o meu ator preferido é o Daniel Craig. </p><p><br></p><p>Gosto muito de política, vejo diariamente e já estive, e continuo a estar ligado a vários projetos de âmbito político, dos quais destaco o Parlamento dos Jovens. </p><p><br></p><p>Por fim, sou criativo, dinâmico e inovador e tenho uma forte capacidade de liderança, sendo versátil e estando sempre pronto para ajudar, e, comunicar, para mim, é algo que considero fácil.</p><p><br></p><p>Espero ter dito tudo (ou pelo menos o essencial) 😉</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-09 19:46:13 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>franciscosilva16951</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Poderia dizer que esta aventura começou a partir das 5:40 da madrugada, do dia 30 de março de 2025, porém o seu pontapé de saída deu-se horas antes numa altura em que a ansiedade ao fazer a mala é tão grande que se calcula cada milímetro de espaço e cada grama para que seja possível sair de casa, mas ao mesmo tempo, fazer com que a nossa casa não saia de nós, ou seja, levando tudo o que achamos ser necessário, mesmo que nem sequer saia da mala e veja a luz do dia. O típico português.</strong></p><p><br></p><p><strong>É com uma expectativa enorme que embarcamos na viagem de autocarro em direção ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, onde, ao som de uma bela música e um revigorador nascer do sol, colocamos todos os assuntos pendentes na ordem do dia até se estabelecer um silêncio causado não só pela falta dos mesmos, mas também por uma chama que foi aumentando de proporção ao longo do dia.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Deu-se a chegada ao território dos pássaros de dimensões exorbitantes, e posteriormente, o “tão demorado” check-in que, de facto, não demorou tanto como a minha marcante passagem pela alfândega, local onde fui revistado pelo simples e doloroso facto da minha mochila conter 2 Bongos de tutti-frutti que iria saborear mais tarde, mas que infelizmente não puderam prosseguir comigo. Foi como tirar um brinquedo a uma criança.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Com o controlo de segurança ultrapassado com um sucesso intermédio, seguiu-se uma curta espera, acompanhada de idas à casa de banho e visitas a lojas onde tudo aparenta estar a metade do preço, mas no final das contas, nós, viajantes, é que ficamos com metade do nosso valor inicial.&nbsp;</strong></p><p><br><strong>Chega a altura de embarcamos e o tempo não poderia estar melhor, pelo menos em Portugal, porque aquando da chegada a Copenhaga deparamo-nos com chuva torrencial acompanhada de uma breve trovoada.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Já no aeroporto, com tantas ofertas torna-se impossível escolher apenas uma, mas também, como se costuma dizer, não há duas sem três e foi dessa forma que, multiplicando o valor inicial por seis, foram comprados os souvenirs que toda a gente adora colocar no frigorífico como se fosse este a viajar por nós.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Compradas as lembranças, chega o momento de levantarmos voo para Riga, um voo curto, já com algum cansaço acumulado, mas curto ao ponto de conseguir perceber que os meus ombros são bastante prestáveis, algo que as minhas colegas que estavam dos meus lados podem confirmar.&nbsp;</strong></p><p><br/></p><p><strong><em>Após um touchdown </em>na capital letã realizado com uma aterragem suave, fomos recebidos por alguns dos nossos colegas letãos num momento bonito de muitos abraços, estava na altura de ligar de novo a nossa vertente inglesa.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Passadas algumas complicações à saída do aeroporto seguiu-se uma viagem de hora e meia num país que não possui autoestradas dada a escassa população, que ficou ainda mais reduzida com o eclodir da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, onde constatei que estava de facto numa realidade completamente distinta daquela em que eu vivo.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Deu-se, por fim, a tão esperada chegada à casa do colega que me acolheu, na cidade de Oškalni, onde não poderia ser melhor recebido. Cheguei ao meu quarto, acomodei-me, e fui fazer alguns desafios caricatos propostos pelo meu colega antes de jantarmos.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Honestamente, nem me apetecia dormir, só de pensar que estava noutro país e que tinha tantas atividades para realizar ao longo da semana, mas lá fui eu pregar olho depois de um dia que não deixou de ser incrível só por ficar marcado por viagens, era o início da melhor viagem da minha vida.&nbsp;</strong></p><p><br><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-23 20:55:53 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>franciscosilva16951</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Começa bem cedo o segundo dia na Letónia, comigo a saltar da cama mal o despertador toca e com umas crateras por debaixo dos olhos que pregavam medo ao susto, à imagem de um soldado. Um clima ameno típico do país marcava a manhã que fora gravada pelo meu telemóvel e onde eu começava a obter uma noção nítida do que me rodeava.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Tomado um nutritivo pequeno-almoço, arranjei-me e fomos para a Saldus Vidusskola, ou seja, a escola básica e secundária da cidade. Quando entrei, o meu colega levou-me para um espaço que, quando entrei, estava cheio de casacos pendurados em cabides, e uma senhora bastante atenciosa atrás de um balcão a receber esses mesmos casacos. Moral da história, é um gesto de etiqueta ou apenas algo comum naquela escola ou no país colocar o casaco e mais alguns pertences numa sala específica para depois os alunos se dirigirem para as salas.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>O auditório da escola ficou definido como local principal de encontro e a partir daí desenvolviamos as nossas atividades. Após entregarmos os nossos casacos á responsável pelos mesmos, dirigimo-nos ao amplo auditório para reunir e planear o que iríamos fazer naquele momento, e, desse modo, decidimos visitar e conhecer os espaços da escola, onde pudemos ainda entrar em salas de aula com aulas a decorrer, foi um momento muito divertido mas também algo embaraçoso dado que quando entravamos nas salas fazia se sentir um silêncio que se ouvia a milhas.</strong></p><p><br><strong>Visita feita, voltamos ao auditório para assistir a uma apresentação super intrigante sobre a Letónia efetuada por duas alunas letãs que estavam no nosso grupo de erasmus e para realizar alguns jogos como o jogo da cadeira, o bingo humano e o adivinha quem és, para quebrar o gelo entre todos o que valeu umas belas gargalhadas.</strong></p><p><br></p><p><strong>Uma das partes que mais me impactou na Letónia foi sempre a hora de almoço na escola. A gastronomia letã não tem qualquer parecença com a gastronomia portuguesa e isso incomodou-me tanto de forma positiva como menos positiva dado que, por um lado, estou a experimentar novos tipos de comida, mas por outro, por experimentar, não significa que realmente coma, e foi o que aconteceu, especialmente com a comida da escola.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>A cidade de Saldus embora algo curta, é bastante acolhedora, e até algo moderna com largos espaços verdes, todavia algo queimados por conta da neve e do frio que se faz sentir na localidade, um movimento considerável especialmente em horas de ponta como se é de esperar. É ainda uma cidade que valoriza bastante o desporto, tendo eu a oportunidade de experimentar o judo com os meus amigos no mesmo dia, uma modalidade com enorme prestígio na Letónia.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Antes do judo, visitamos o Saldus Youth Centre de acordo com o nosso plano para a mobilidade. Neste foram nos introduzidas atividades interativas dentro da temática do <em>bullying</em>, sendo o momento de enunciação de frases polémicas pela oradora e a nossa tomada de decisão sobre as mesmas o meu preferido pelo simples motivo de serem nos dadas a conhecer as razões pelas quais um ou mais elementos tomaram determinada decisão, o que é bastante enriquecedor.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Após um passeio para conhecer melhor a cidade, e uma ida ao supermercado para nos abastecermos livremente sem os nossos pais a opinar sobre o que devemos realmente comer ou não, cada um seguiu com os seus hosts. Eu segui com o meu e já tinha como objetivo realizar um treino na Letónia, e foi o que fiz, cheguei a casa, troquei para roupa desportiva, calcei as sapatilhas de treino, e corri com dores de barriga durante quase uma hora pela cidade de Saldus, foi um duro, mas valioso treino.&nbsp;&nbsp;</strong></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-23 21:04:11 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>franciscosilva16951</author>
         <link>https://padlet.com/aefcastrooaz/2tjp09zx5j5n2lf8/wish/3422164140</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>O primeiro de abril na Letónia nasceu com o nevoeiro a dizer que vinha para ficar. Rotina feita e o frio que se fazia sentir obrigava-me a sair de casa cheio de roupa e a começar a usar as minhas luvas que há muito esperavam sair da mala de viagem.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Era terça-feira, o que significava que tínhamos de ir a pé para a escola uma vez que a mãe do meu colega trabalha em Riga. Saímos de casa e um quilómetro e meio depois estávamos a entrar no espaço escolar.</strong></p><p><br></p><p><strong>De notar que, quando entrávamos na escola, havia uma pequena televisão que mostrava o dia da semana não só em letão, mas também em português, o que fez com que eu me sentisse de certo modo em casa. Os pequenos detalhes de facto fazem a diferença.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>O relógio marcava as 08:30 da manhã quando nos dirigimos para o museu Kalpaka, em Saldus. Meia hora depois havíamos chegado ao local, descemos do autocarro e deparamo-nos que estávamos numa região de mato, com escassas casas por perto, era o sítio exato onde decorreu uma batalha sangrenta entre letões, alemães e soviéticos durante a Primeira Guerra Mundial.</strong></p><p><br><strong>Entramos na casa (que se tornara museu) de Oskars Kalpaks, o coronel que muito lutou pela independência da Letónia liderando o seu batalhão mas acabando por morrer após uma bala que causou a perda da sua mobilidade. Nesta podemos observar de forma detalhada todo o progresso da vida de Oskars assim como a sua personalidade e o seu papel fulcral como soldado.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Entretanto, algo que demorou um pouco até o meu cérebro raciocinar foi a presença de dois soldados em representação da NATO, provenientes do Canadá. A nossa interação foi curta, mas deu para perceber que, enquanto um soldado ficava pelo inglês, o outro pouco ou nada sabia, preferindo dessa forma, o francês.</strong></p><p><br><strong>A foto não podia faltar, e lá a tiramos, felizes e contentes. De seguida, fomos para o exterior do museu e entramos no que seria uma espécie de memorial da guerra, um local de terra batida com carros, armas, motas, etc. Fiquei em choque por sentir um pouco da tensão que era vivida na época. Foi um momento muito enriquecedor.</strong></p><p><br></p><p><strong>Terminada a visita ao museu, estava na altura de ingressar na próxima aventura que se baseou numa viagem de meia hora de autocarro em estradas autenticamente desertas, até finalmente chegarmos à estação de Airite, um local ainda mais deserto em relação ao anterior.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Nestas pequenas aldeias ou povoações, as pessoas são bastante humildes, com vestuários muito simples mas com uma personalidade bastante tenra e amigável. A prova disso foi o nosso guia que nos mostrou a estação a qual para minha admiração incluia quartos publicados numa aplicação de estadias, o Airbnb.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>O sol sorria finalmente e nós também pelo facto de termos um momento em que podíamos descongelar os nossos corpos do frio que se fazia sentir, tal como quando a minha mãe me pede para tirar o frango do congelador.</strong></p><p><br></p><p><strong>Todos concordamos que a visita à estação não foi tão interessante como a do museu, é compreensível. Mas valeu a pena quando o nosso guia chamou dois voluntários para uma mesa que continha uma linha de comboio em miniatura, movida a eletricidade, eletricidade essa gerada pelo movimento constante dos meus pés e do meu colega como se estivessemos a costurar.&nbsp;</strong></p><p><br><strong>O barulho que as nossas barrigas emitiam com a fome que tínhamos ouvia-se a quilómetros. Porém a fome foi-se embora quando me foi colocado o meu almoço à minha frente, num restaurante em Skrunda.&nbsp;</strong></p><p><br><strong>Um panado (segundo os meus colegas porque eu insistia constantemente que era um filete de pescada) batatas cozidas, uma espécie de molho que jamais vi e um pouco de salada; para beber? a água que trazia comigo, dado que o que eles nos tinham dado era um copo de sumo roxo que sabia a xarope. Como sobremesa, um gelado que tinha como base mais uma espécie de sumo roxo, e por cima, sendo esta parte digerível, natas com cobertura de chocolate.&nbsp;&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Mais uma vez o fator “gastronomia letã” com uma avaliação negativa no meu portfólio. Mas não me posso queixar, de longe, é comida, e além disso, quem dera a muita gente sequer ter a possibilidade de apreciar uma simples refeição.</strong></p><p><br></p><p><strong>Almoço comido, seguimos para uma quinta perto de Skrunda chamada “Ziki” onde o nosso guia, muito prestável, nos colocou perto de avestruzes maiores que qualquer um nós ali presente. Visitamos as macieiras, vimos e tivemos a oportunidade de segurar nos enormes ovos de avestruz, passamos pelas vacas e entretanto havia chegado à nossa beira um gato gordinho que não nos largava por nada, derretemo-nos com a sua fofura e estivemos grande parte do tempo a fazer-lhe festas, foi de certo a figura principal da visita.</strong></p><p><br><strong>Por fim, vimos ainda salas que continham máquinas fotográficas e muitos equipamentos de cinema de gerações diferentes. Descascamos um pouco de um ovo de avestruz que mais parecia tirar pedaços de um tijolo e colocamos a nossa assinatura no livro de visitas.</strong></p><p><br></p><p><strong>Terminada a visita, regressamos a Saldus, e enquanto esperava pelo meu colega, decidi ir em direção ao campo de jogos da escola para tentar a sorte e falar com alguém que me ajudasse a poder realizar um dos meus grandes objetivos na Letónia: Efetuar um treino de futebol com a equipa local.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Como “manobra de recurso” caso o meu plano inicial “falhasse”, escrevi um texto em português e traduzi-o para letão de modo a facilitar a compreensão do leitor do mesmo. Aproximei-me aos poucos e comecei a conversar com um rapaz que estava a treinar as camadas jovens e que mais tarde descobri que também fazia parte da equipa. Chamava-se Richards e disse simplesmente para comparecer 15 minutos antes do início do treino.</strong></p><p><br></p><p><strong>Eram exatamente 17:15 e eu tinha meia hora para fazer o impossível, andar quilómetro e meio até casa do meu colega Damars, e mais quilómetro e meio de volta para o campo de jogos. Dito e feito!!! (cheguei atrasado 5 minutos)&nbsp;</strong><br></p><p><strong>Coloco este treino no top 3 de experiências mais incríveis de sempre, o companheirismo criado, a própria experiência em si, o facto de eu ter conseguido alcançar aquele objetivo, significou 90% do meu dia e uma parte considerável da minha semana na Letónia, é simplesmente algo que só o futebol consegue fazer, tirando o facto de ter saído dele com uma entorse no pé…</strong></p><p><br></p><p><strong>Para terminar este dia mais que completo, festa em casa da nossa colega Alise com jacuzzi e sauna, um momento para relaxar e também conhecer mais pessoas, algumas delas (especialmente uma) que marcaram a minha viagem nos dias seguintes:)</strong></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-23 22:06:32 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>franciscosilva16951</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Quarta-feira. Um dia mais tranquilo onde começamos pela rotina normal, seguindo para a escola e desta vez permanecendo nela, onde, de acordo com os nossos colegas e as turmas em que eles estavam integrados, assistimos e participamos nas suas aulas.&nbsp;</strong><br></p><p><strong>Entrei na sala com mais alguns colegas portugueses para termos aula de matemática, onde pudemos construir primas apresentando-os no final da aula, o meu grupo não concluiu o último prisma, mas pelo menos divertimo-nos a tentar.&nbsp;</strong><br></p><p><strong>Algo que achei bastante interessante na escola de Saldus foi o facto de haver intervalos de 10 minutos a cada 40 minutos de aula, o tempo passa a voar e é muito mais divertido e menos cansativo ou exaustivo.&nbsp;</strong></p><p><br/></p><p><strong>Após a primeira aula reunimo-nos no corredor com os nossos restantes colegas portugueses para partilhar impressões sobre as aulas e seguimos logo para a próxima aula, esta de cultura. Antes da mesma começar, estivemos a ensinar algum vocabulário português aos letões com a ajuda de um quadro onde eu escrevia palavras de facto importantes. Eles entenderam, ou pelo menos tentaram.&nbsp;</strong></p><p><strong>A segunda aula começou com os letões a mostrarem-nos um vídeo da turma feito para uma competição escolar, a criatividade deles supera limites. As atividades que se seguiram tinham como base a apresentação de duas frases sobre nós, uma verdadeira e uma falsa, nas quais a turma tinha de tentar adivinhar qual era a verdadeira e qual era a falsa, e mais uma vez a enunciação de frases por parte de uma aluna onde nós tínhamos de nos colocar no lugar que estava de acordo com a nossa posição.</strong></p><p><br/></p><p><strong>Aulas terminadas e seguimos para o auditório para assistir a uma palestra feita pela Annija e pelo Elans acerca do impacto do uso dos telemóveis no espaço escolar. Foi um belo momento para colocar em debate as perspectivas de ambos os países e ambas as escolas quanto a esta problemática onde chegamos à conclusão que tanto portugueses como letões partilham a mesma opinião base sobre o uso dos mesmos: deve ser feito de forma responsável e nunca para incitar ao ódio.&nbsp;</strong></p><p><br><strong>Era hora de almoçar e dirigimo-nos para a cantina da escola para tal. Já nem preciso de dizer como foi ou como soube. Depois do incrível almoço fomos novamente para o auditório para falar brevemente sobre a vida na Letónia, a sua relação com os países vizinhos, e uma avaliação geral dos letões sobre a União Europeia.&nbsp;</strong></p><p><br/></p><p><strong>Abreviamos então pé para o centro de saldus, mais especificamente para um centro de empreendedorismo denominado “KOPTELPA” onde nos foi muito bem apresentado o propósito da empresa, o seu impacto na cidade e arredores tendo nós a oportunidade de jogar um kahoot sobre a cidade de Saldus, onde acabei por ganhar uns caramelos que ainda estão no saco que me foi dado, à exceção de um que comi na empresa, decidindo aí manter os restantes no saco, sabe-se lá porque razão… Além disso recebi um porta-chaves de Saldus que recentemente adicionei à minha chave de casa como forma de recordação. Traz-me sempre boas memórias mas um sabor amargo na boca por saber que esta jornada terminou.</strong></p><p><br/></p><p><strong>Após a visita, o Damars queria me levar a Kuldiga, uma cidade a 50 quilómetros de Saldus, é exatamente como ir de Oliveira de Azeméis até ao Porto de carro. Esperamos pela mãe dele e após a sua chegada iniciamos viagem com primeira paragem na fábrica e gelataria de Druvas onde compramos gelados para ir comendo durante a viagem até Kuldiga.</strong><br></p><p><strong>Chegamos a Kuldiga, cidade conhecida por conter a cascata mais larga da Europa inteira, o “Venta Rapid” com uma largura de 249 metros. A cidade de Kuldiga não tem quaisquer sinais de modernidade, à exceção da pequena universidade que lá existe. Casas rústicas, antigas; estradas feitas com paralelos e muitos espaços verdes, assim como bandeiras da Letónia em cada canto.&nbsp;</strong></p><p><br><strong>Não podia faltar a famosa ida à loja de souvenirs onde torrei uma nota de vinte num sino pequeno e num abre cervejas; valeu a pena. Antes de irmos embora tive o privilégio de comer um hambúrguer no restaurante mais conhecido de Kuldiga, o Riverside, como o próprio nome indica, situava-se ao lado do famoso rio. Estava uma delícia, embora fossem 17:30 da tarde.</strong></p><p><br/></p><p><strong>Não me lembro totalmente do regresso a Saldus, fui a viagem toda a contar carneirinhos e quando parei de contar já estávamos nós a passar Druvas, a cidade vizinha de Saldus.&nbsp;</strong></p><p><br><strong>O dia terminou na escola de Saldus com a visualização do filme (sem uma única fala) mais famoso da Letónia, lançado em 2024, ganhando um oscar, o “Flow” que conta a história de um gato cuja casa foi destruída através de uma grande inundação, acabando este por encontrar refúgio num barco povoado por diferentes espécies tendo de se unir a eles apesar das suas diferenças.</strong></p><p><br/></p><p><strong>A maior parte das pessoas que se encontravam na sala assistiam ao filme com a máxima atenção possível, pelo menos nos primeiros dez minutos de um filme de quase hora e meia. No total, acredito ter visto pelo menos cinco minutos do filme, o restante tempo foi dedicado a tentar comer a pizza que me foi dada para comer, como previsto no programa, e a falar com a restante malta, quer portugueses, quer letões.&nbsp;</strong></p><p><br/></p><p><strong>Depois do filme, o Damars levou-me à torre de Saldus para ver o belíssimo pôr do sol que infelizmente já quase não se via, mas deu para matar a curiosidade. Depois disso voltamos a casa, falei com colegas que estavam em Portugal e com a minha família e fui dormir. Estavam concluídos 3 dias na Letónia.&nbsp;&nbsp;</strong></p><p><strong>&nbsp;</strong></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-24 00:28:00 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>franciscosilva16951</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>O quinto dia nos Bálticos começou bastante rápido. Digo rápido uma vez que o meu colega colocou o programa errado na máquina de lavar roupa, o que nos obrigou a ficar em casa à espera que ele terminasse, atrasando-nos em quase mais de meia hora.&nbsp;</strong></p><p><br/></p><p><strong>Era dia de ir a pé para a escola, e à medida que os minutos passavam eu já sabia o que me esperava ao sair de casa, uma caminhada que quem visse diria que estávamos a treinar para as olimpíadas da marcha atlética (era a forma como o meu colega caminhava, ou seja, cada passada dele equivalia a três passadas minhas)</strong></p><p><br/></p><p><strong>Saímos de casa e eu já estava a quase 10 metros de distância do Damars. Passados 300 metros, senti que Deus me ouviu e percebeu o quão lixado eu estava, e, por sorte, aparece uma pessoa conhecida do Damars que ia levar a sua filha para a escola, perguntou se queríamos boleia a qual o Damars aceitou, a minha reação foi de uma tamanha gratidão e alívio.</strong></p><p><br/></p><p><strong>Chegamos à escola, e como era dia de competição de dança na escola, ultimamos os preparativos para atuar horas mais tarde. Após o mini-treino, seguimos para dentro do autocarro que nos iria levar à “Schwenk” uma empresa dedicada à produção de cimento de alta qualidade localizada em Brocēni.</strong></p><p><br/></p><p><strong>A visita em si foi interessante, porém a parte mais secante foi aquela hora e meia em que assistimos a uma apresentação sobre as origens da empresa, o seu impacto e os seus objetivos, efetuada por duas senhoras pertencentes aos recursos humanos de empresa.</strong></p><p><br><strong>Depois da apresentação, colocamos olho sobre o coração da fábrica, ou seja, a sala de controlo. Com tantas televisões e tantos indicadores tornava-se um desafio olhar para um e não desviar o olhar para saber o que estava a acontecer no outro televisor.&nbsp;</strong></p><p><br/></p><p><strong>Visita feita, dirigimo-nos para o centro da cidade e como tínhamos tempo decidimos ir ao centro desportivo de Brocēni andar de patins no gelo. Para quem vê do lado de fora, parece fácil, mas quando coloquei os patins no ringue de gelo, foi como se tivesse a patinar em manteiga.&nbsp;</strong></p><p><strong>Posto isso, passámos uma bela hora de muito riso, muitas fotos, e quedas à mistura.</strong></p><p><br/></p><p><strong>Voltamos para a escola e fomos almoçar, era aceitável o almoço, deu para não passar fome. Estava então na altura de nos prepararmos para o momento em que todos os olhares iriam recair em nós. Vestimo-nos (os rapazes de forma algo feminina) e fomos para o auditório, o local onde o espetáculo iria acontecer.&nbsp;</strong></p><p><br/></p><p><strong>O espetáculo começa e passadas 6 ou 7 atuações chegou o nosso momento de brilhar; e foi o que fizemos, brilhamos, o público adorou, e o nosso papel estava cumprido com tal sucesso que nos foi entregue o prémio do público. Foi um momento gratificante.</strong></p><p><br/></p><p><strong>Um kebab e umas horas depois estava na altura da tão esperada festa numa casa em frente ao rio; e o que dizer? Inesquecível. Um pôr do sol maravilhoso, música a bombar e a cereja no topo do bolo, a companhia.&nbsp;</strong></p><p><strong>As relações e as memórias criadas são coisas que jamais se esquecerão.&nbsp;</strong></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-27 22:15:04 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>franciscosilva16951</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>O dia seis contou inicialmente com um alarme programado à hora de ir dormir, mas que passou muito facilmente a quatro que iam sendo adiados à medida que me iam acordando. Já tinha organizado a mala no dia anterior porque sabia que ia chegar a casa bastante cansado. Desse modo após o pequeno-almoço fui acabar de fazer a mala para me despedir da casa que me alojou durante cinco noites. Passaram a voar.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Naturalmente que cheguei atrasado à escola mas não atrasado ao ponto de, aquando da minha chegada, ser logo anunciado o meu nome para receber o meu diploma da mobilidade Erasmus+. Após essa pequena mas emotiva cerimónia, disse adeus à senhora Dayla, a mãe do Damars, o que ela fez para que tudo fosse perfeito não está escrito em lugar algum, sou-lhe eternamente grato, assim como ao Damars. Os dois ficaram no meu coração.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Estava na hora de seguirmos para Riga, entramos no autocarro e durante a viagem não podiam faltar as fotos de todas as pessoas que iam a dormir, dava para fazer um álbum só com fotos de cada um a dormir. A música era a única coisa que mantinha metade do autocarro acordado.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>À chegada, a sair do autocarro, nunca senti tanto frio na minha vida, o vento que se fazia sentir cortava a minha respiração e queimava a minha pele. Estávamos em Riga e seguíamos para o Museu da Ocupação da Letónia, e, honestamente, foi uma das melhores visitas que já tive até hoje.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Todo o meu conhecimento histórico sobre esta temática num único local, é algo fabuloso, mas acima de tudo, muito triste por saber que tudo aquilo aconteceu. Apesar disso, a visita foi extremamente interessante e não tenho palavras para explicar o quanto gostei da mesma e o quanto aprendi com ela.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Saímos do museu e fomos a pé até ao Lido, uma cadeia de restaurantes buffet bastante conhecida na capital. Comi bastante, acho que foi o resultado dos almoços escolares ao longo da semana.</strong></p><p><br/></p><p><strong>No nosso tempo livre após almoço passeamos pela bonita cidade de Riga, visitamos a gigantesca igreja de S. Pedro onde no seu topo conseguimos observar praticamente a cidade inteira, que vista magnífica.</strong><br></p><p><strong>Terminada a visita fomos logo atrás de souvenirs para comprar, onde cada um acabou por comprar um postal de Riga para todos deixarem a sua assinatura antes de partirem de volta para Saldus. Foi então que decidimos ir procurar mais souvenirs mas eram extremamente caros, então fizemos uma seleção específica mais tarde.&nbsp;</strong><br></p><p><strong>Um sentimento estranho de aperto no coração ganhava força em mim, à medida que subíamos a um parque, sabia que estava a acabar o nosso tempo com eles e que provavelmente não os veria mais pessoalmente.&nbsp;</strong></p><p><br/></p><p><strong>Chegou a altura de recolher, o autocarro chegou ao hotel com as nossas malas, e o choro começou. Era altura de os nossos colegas irem embora, e passado uns minutos estavam eles a entrar no autocarro e este a distanciar-se cada vez mais enquanto nós acenávamos dizendo adeus para os letões e vice versa. Mas ficaram 3 letões connosco que decidiram ir embora mais tarde.</strong></p><p><br/></p><p><strong>Entramos no hotel e posteriormente nos quartos, onde ficamos a descansar antes de sairmos outra vez para ir comprar comida ao shopping de Riga. Com a comida comprada estava na hora de irmos buscar o nosso jantar, que acabámos por comer no hotel.</strong></p><p><br><strong>Já estava de noite quando saímos do hotel para levar o Sandis, o Elans e a Lote (que tinham ficado connosco) à estação de autocarros. O choro dos meus colegas já tinha começado e culminou com baba e ranho quando esperavam pela entrada dos letões no autocarro.</strong></p><p><br/></p><p><strong>Deram se os últimos abraços e lá iam eles começar viagem enquanto nós íamos era começar a viagem de volta para o hotel. Organizamos as nossas malas e as respetivas roupas, vestimos os pijamas e ficamos a conversar até decidirmos ir dormir. Estava dado como concluído o penúltimo dia em Riga.</strong></p><p><br></p><p><br> </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-27 23:54:20 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>franciscosilva16951</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>O último dia na Letónia começa com uma mensagem do professor Mário Matos a qual continha um vídeo que mostrava como estava o clima em Saldus. Num espaço de horas a cidade ficara inundada de neve tal como se vê nos filmes de Hollywood. Ficamos invejosos, quer dizer, bastante frustrados, logo no dia que não estamos em Saldus, neva.&nbsp;</strong></p><p><br/></p><p><strong>Já em Riga, quando esperávamos que também nevasse, o que se fazia sentir era um frio de rapar acompanhado de uns quantos flocos de neve que caiam do céu. Tomei banho, juntei-me para tomar o pequeno-almoço e fui acabar de fazer a mala para me juntar ao lado da restante malta que aos poucos se ia reunindo fora dos quartos para fazermos o check-out.</strong><br></p><p><br/></p><p><strong>Saímos do hotel e fomos em direção ao Mercado Central de Riga, o maior da Europa. O nosso objetivo era encontrar souvenirs que estivessem dentro do chamado custo-benefício, pelo menos foi o que eu disse à minha cabeça. Lá conseguimos.&nbsp;</strong></p><p><br/></p><p><strong>Continuamos a explorar o mercado até decidirmos ir embora e visitar o Gueto de Riga mas, estava fechado. Foi aí que voltamos para trás e achamos melhor irmos almoçar a uma pizzaria no shopping de Riga, porém eu apenas comi uma bela massa à bolonhesa acompanhada de um cocktail (sem-álcool). Se foi do cocktail ou não, a verdade é que aterrei na mesa do restaurante por uns quinze ou vinte minutos, estava de rastos.&nbsp;</strong></p><p><br/></p><p><strong>Depois do almoço, fomos dar uma volta pela cidade, visitamos lojas, uma igreja e uns cafés. Sentíamos que faltava algo, e eram os nossos colegas letões, então resolvemos ir ao McDonald´s afogar as mágoas em Mcfluries de Oreo e Daim. Soube pela vida.&nbsp;</strong></p><p><br/></p><p><strong>Para passar o tempo antes de irmos buscar as malas ao hotel, fomos a outro shopping que havia em Riga, compramos mais algumas coisas, saímos do shopping para jantar no Lido, voltamos para o hotel para ir buscar as malas e fomos em direção a uma paragem para apanhar o autocarro que nos levaria ao aeroporto. Foi uma viagem relativamente curta, com um pequenino percalço quase à chegada, mas muito divertida.&nbsp;</strong></p><p><br><strong>Chegamos ao aeroporto, fizemos o check-in, e passamos à alfândega, onde, à imagem do que aconteceu no Porto, aqui fui também alvo de revistas por parte de uma senhora que trabalhava no controlo de segurança do aeroporto. Não sei o que queriam embirrar tanto comigo, mas não funcionou. De seguida, fomos para uns bancos enquanto esperávamos duas horas pelo voo para Estocolmo onde a par do meu colega Rúben, experienciamos a famosa cadeira de massagens. Se já estava com dores antes da massagem, então pior fiquei quando saí dela.</strong></p><p><br/></p><p><strong>Chegava a hora de ir para o avião, entramos, levantamos voo, e aterramos na Suécia onde tínhamos de esperar 5 longuíssimas horas até ao próximo voo. Mas por acaso com tanta coisa que fizemos naquele aeroporto, passaram rápido. Estava na hora de passar no controlo de segurança e desta vez tinha corrido bem.&nbsp;</strong></p><p><br/></p><p><strong>Só faltavam mais duas horas até entrarmos no avião e essas foram passadas a passear pelo aeroporto, a ir buscar comida, a relaxar um pouco e a tirar fotos às pessoas que dormiam. Terminada a espera, fomos para o Terminal e entramos para o avião, onde após 3 horas de desconforto total, havíamos finalmente chegado a Portugal, e posteriormente às respectivas casas.</strong></p><p><br/></p><p><strong>E se numa semana estava a ir de autocarro de Oliveira de Azeméis para o Aeroporto do Porto para ingressar na melhor semana da minha vida, noutra estava a voltar nele com um sorriso na cara, cansado, mas com um sorriso na cara. Nunca vou esquecer o quanto este projeto impactou a minha vida de forma positiva.&nbsp;</strong></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-28 01:22:38 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>franciscosilva16951</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>A identidade europeia baseia-se em valores como a paz, a liberdade, a democracia, o respeito pelos direitos humanos e o Estado de direito. Estes princípios unem os países da União Europeia, apesar das suas diferenças culturais e históricas que mesmo assim se interligam.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Os programas Erasmus+ têm um papel muito importante na educação para a cidadania europeia. Ao permitir que jovens estudem e convivam noutros países, promovem o respeito pela diversidade, o desenvolvimento de competências cruciais no envolvimento social e a construção de uma identidade europeia comum.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Além disso, ajudam a combater a desinformação, incentivando o pensamento crítico, e ainda apoiam a inclusão de minorias e migrantes, promovendo projetos educativos e sociais que defendem a igualdade de oportunidades para todos.</strong></p><p><br></p><p><strong>Por fim, motivar os jovens a participarem nos processos democráticos, debatendo temas da atualidade e desse modo, promovendo a troca saudável de ideias e argumentos é algo crucial na construção de uma sociedade preparada para diversos desafios.</strong></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-29 19:04:04 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>franciscosilva16951</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>A viagem à Letónia abriu uma nova zona da minha mente que nunca antes fora descoberta. Nascido e criado em Portugal e habituado a uma cultura e a uma tradição, após pousar no país Báltico percebi que havia muito mais por conhecer.</strong></p><p><strong>Durante a estadia, tive a oportunidade de observar o sistema educativo letão, que, apesar de bastante exigente, parece preparar bem os jovens para o futuro. No entanto, muitos estudantes sentem dificuldades em encontrar empregos bem pagos e, por isso, muitos consideram emigrar para outros países da União Europeia em busca de melhores condições para estudar. Além disso, a oferta superior é escassa comparando com outros países da UE o que motiva os estudantes a procurar outro local para poderem prosseguir as suas carreiras académicas</strong></p><p><strong>Apesar destes desafios, os jovens letões parecem sentir-se cada vez mais ligados à União Europeia. Muitos veem-na como uma porta aberta para novas oportunidades, embora ainda haja quem sinta uma certa distância, talvez por causa do passado histórico da Letónia e do domínio soviético que ainda marca algumas gerações, algo que pude constatar aquando da visita ao Museu da Ocupação da Letónia, onde os nossos colegas letões não nos quiseram acompanhar na visita.</strong></p><p><strong>Por fim, outro aspeto interessante é a influência das redes sociais e da cultura ocidental. Os jovens, em especial os da chamada “Geração Z” estão muito conectados, sobretudo nas redes sociais tradicionais como o Instagram e o Tik Tok.&nbsp;</strong></p><p><strong>Na Letónia, estes jovens utilizam de forma assídua o Snapchat e seguem muitas tendências internacionais, à imagem dos restantes países da UE.&nbsp;</strong></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-01 22:57:02 UTC</pubDate>
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         <author>franciscosilva16951</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Cheguei ao fim deste projeto Erasmus+ e concluo que me ajudou imenso a crescer a nível pessoal. Ao sair da minha zona de conforto e conhecer uma nova cultura, aprendi a ser mais autónomo, aberto e sobretudo adaptável. Conviver com jovens de outros países fez-me perceber que, apesar das diferenças culturais, temos muito em comum e podemos aprender muito uns com os outros.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Desenvolvi a minha capacidade de comunicação, melhorei o meu inglês e ganhei mais confiança em mim próprio; adquiri uma vontade enorme em viajar, descobrir novos lugares e experienciar novas e diferentes aventuras. Além disso, desenvolvi o meu vocabulário em letão, o que fez com que em poucos dias dissesse algumas palavras e até frases em letão.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>O meu maior desafio era obviamente manter diálogo com alguém que não tivesse um inglês algo avançado, desse modo as conversas eram curtas, mas fazia sempre de tudo para que a pessoa que eu estivesse a conversar pudesse entender, e uma das minhas manobras de recurso era recorrer ao Google Tradutor, tal como quando fui treinar à equipa de futebol de Saldus.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Quando me perguntam se a realidade vivida na Letónia foi ao encontro das minhas expectativas iniciais, eu diria que sim e não. No que diz respeito ao clima, sim, esperava um clima fresco, gelado, e em alguns momentos desconfortável. Já no que diz respeito à gastronomia, não tinha sequer a mínima noção de que o que me seria apresentado seria aquilo que eu tinha imaginado semanas antes. Passamos de uma francesinha para uma sopa rosa de beterraba e muitas outras comidas cujo nome desconheço e muito menos consigo descrever.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Sentir que fui capaz de comunicar, adaptar-me e aprender num país estrangeiro deu-me mais confiança para enfrentar novos desafios e até para considerar estudar ou trabalhar fora de Portugal. Além disso, estar num país diferente, rodeado de hábitos e formas de pensar novas abriu-me os horizontes e despertou em mim o interesse por conhecer mais o mundo. No futuro, gostava de aproveitar outras oportunidades como esta, talvez num intercâmbio ou até a estudar no estrangeiro.&nbsp;</strong></p><p><br></p><p><strong>Diria mesmo que é o projeto mais impactante dentro do espaço europeu e que qualquer pessoa devia ter a vontade ou a ambição de experimentar. Os momentos vividos são únicos e só este projeto os consegue proporcionar. O conselho principal é, acima de tudo, procurar oportunidades, experimentar atividades, fazer algo a mais daquilo que está no programa, vivenciar tudo aquilo que seja possível, sempre com responsabilidade.</strong></p><p><br><strong>Ser autónomo é isto, é ter a capacidade de enfrentar os medos, os receios, a vergonha, e criar momentos que um dia possamos contar. O projeto Erasmus+ não é sobre viver o passado, não é sobre viver o futuro, é sobre viver o agora e saber vivê-lo da melhor forma possível. São estes momentos que ficam para sempre.&nbsp;</strong></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-02 00:56:57 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>franciscosilva16951</author>
         <link>https://padlet.com/aefcastrooaz/2tjp09zx5j5n2lf8/wish/3433559075</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-05-02 01:12:22 UTC</pubDate>
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