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      <title>Crise política: 31-01-1891 by </title>
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      <description>Ana Pereira, Ana Campos, Leandro Coelho, Rafaela Gonçalves 1209</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-09-17 10:35:55 UTC</pubDate>
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         <title>Ultimato britânico </title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Em 1890, o Ultimato britânico obrigou Portugal a retirar forças militares da região do Chire e áreas próximas a Moçambique, sob ameaça de rutura diplomática e intervenção militar. </p><p>A cedência do governo português gerou uma grave crise nacional, marcada por forte sentimento patriótico e antibritânico. Houve manifestações, boicotes, conferências, subscrições para reforço militar e criação de ligas patrióticas. Os intelectuais republicanos começaram a usar a imprensa para atacar com violência o rei e o regime, associando-os à humilhação sofrida perante os britânicos, acusando D. Carlos de traição à Pátria e apelando à revolução.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 09:43:46 UTC</pubDate>
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         <title>Tratado luso-britânico</title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>O tratado luso-britânico de 20 de agosto de 1890, prejudicial a Portugal em África, provocou forte agitação política e social, levando diversas instituições — da imprensa a câmaras municipais, universidades e associações comerciais e industriais — a manifestarem oposição.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 09:46:40 UTC</pubDate>
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         <title>Abertura das Cortes</title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Em setembro, durante a abertura das Cortes para discutir a ratificação do tratado, ocorreram manifestações em Lisboa que foram violentamente reprimidas, culminando no dia 17 com o “assalto” ao Café Martinho, onde a Guarda Municipal abriu fogo sobre os presentes. Apesar do ambiente favorável a uma ação mais radical, o Partido Republicano Português, liderado por José Elias Garcia, manteve uma postura moderada, defendendo a conquista gradual da República por via eleitoral e educativa. Essa atitude gerou insatisfação entre os republicanos mais radicais, que viam na crise pós-Ultimato a oportunidade para uma revolução.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 09:58:35 UTC</pubDate>
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         <title>A conspiração</title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>A conspiração que levaria à revolta republicana de janeiro de 1891 teria sido iniciada completamente à revelia do PRP. </p><p>Resultou, de uma colaboração, talvez improvável, entre o jornalismo republicano radical do Porto e os sargentos e praças da guarnição da mesma cidade, feridos no seu orgulho de militares pela afronta britânica e a cobardia dos governantes portugueses. </p><p>Colaboração que contou também com os sargentos, descontentes pela recente lei que lhes dificultava a promoção ao oficialato.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 10:08:26 UTC</pubDate>
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         <title>Jornais</title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>A partir de setembro de 1890, jovens republicanos reuniram-se em torno dos jornais <em>A República Portuguesa</em>, de <strong>João Chagas</strong>, e <em>A Justiça Portuguesa</em>, de <strong>Henrique dos Santos Cardoso,</strong> transformando as redações em centros conspirativos. Com o apoio de <strong>Augusto Alves da Veiga</strong>, que assumiu a liderança civil do movimento revolucionário, a conspiração espalhou-se pelo Porto, mas de forma imprudente, discutida abertamente em cafés e locais públicos, sem sigilo nem precaução.</p><blockquote><p><em><sub>«[…] discutia-se em toda a parte, mormente nos cafés; e nos lugares, os mais públicos, se exibiam opiniões revolucionárias. Os militares confundiam-se com os civis; conspirava-se ao ar livre. […] Citavam-se nomes de militares que aderiam. Os sargentos andavam em grupos, fardados, pelas ruas. Não se tomava precauções, não se guardava sigilo.» </sub></em></p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 10:13:11 UTC</pubDate>
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         <title>Infiltrado</title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Para dar dimensão nacional ao movimento, Alves da Veiga tentou articular a conspiração do Porto com o Diretório do PRP, que inicialmente colaborou, mas no Congresso de janeiro de 1891 mudou de liderança e orientação, passando a rejeitar qualquer ação revolucionária. Ao mesmo tempo, sargentos do Porto, insatisfeitos com o sistema de promoções, ameaçaram revoltar-se e foram descobertos por um infiltrado, levando o governo a ordenar a sua transferência. Temendo a dispersão, os sargentos decidiram precipitar a revolta, apesar da oposição de Veiga, que acabou por ceder. À última hora, conseguiu que o general reformado José Maria Correia da Silva aceitasse a chefia militar da insurreição.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 11:51:05 UTC</pubDate>
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         <title>31 de janeiro de 1891</title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Cerca das duas horas da manhã do dia 31 de janeiro de 1891, os regimentos de Caçadores 9 e de Infantaria 10 deixaram os quartéis e encaminharam-se para o Campo de Santo Ovídio, atual Praça da República, tal como planeado na última reunião, poucas horas antes. A intenção era ficarem próximos do quartel de Infantaria 18 para que as suas tropas, ao verem os colegas dos outros regimentos na rua, também aderissem.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 12:00:51 UTC</pubDate>
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         <title>31 de janeiro de 1891</title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>As colunas revolucionárias eram formadas por soldados, cabos, sargentos e apenas dois oficiais — <strong>capitão António Amaral Leitão</strong> e <strong>tenente Manuel Maria Coelho</strong> —, aos quais se juntou o <strong>alferes Augusto Malheiro</strong>, de Caçadores 9. No Campo de Santo Ovídio, diante de jornalistas e populares, receberam apoio de cerca de cem homens da Guarda Fiscal e tentaram atrair o regimento de Infantaria 18, sem sucesso. Após a invasão popular do quartel, o capitão Leitão falou com o comandante, <strong>coronel João de Lencastre e Meneses</strong>, que prometeu a adesão do regimento à revolta.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 12:02:52 UTC</pubDate>
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         <title>A portuguesa</title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Garantido o apoio crucial de Infantaria 18, a confiança dos revoltosos redobrou e, quando o relógio rondava as seis da manhã, marcharam na direção da Praça D. Pedro, continuando a reprodução do trajeto dos liberais na Revolução de 1820. Acompanharam-nos músicos das bandas de ambos os regimentos a tocar <em>A Portuguesa</em>, e, nas varandas, a população saudou-os com palmas, lenços, e vivas à República.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 12:08:48 UTC</pubDate>
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         <title>A portuguesa </title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 12:11:05 UTC</pubDate>
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         <title>A revolta militar na cidade do Porto</title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Uma vez chegados ao destino, ocuparam os Paços do Concelho, para onde tinham afluído revolucionários civis como Alves da Veiga, Santos Cardoso, Joaquim Felizardo de Lima ou o ator Miguel Verdial. Da varanda do edifício, Alves da Veiga proclamou a República e anunciou a formação de um Governo Provisório, cujo elenco foi lido por Miguel Verdial. Para lá de Veiga, incluía, entre outros, o primeiro deputado republicano eleito, José Joaquim Rodrigues de Freitas, o matemático Joaquim de Albuquerque, o banqueiro Licínio Pinto Leite, e o general Correia da Silva, que, diga-se, faltou ao compromisso assumido perante os revoltosos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 12:14:59 UTC</pubDate>
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         <title>Bandeira</title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Foi hasteada, ainda, a bandeira vermelha e verde do Centro Democrático Federal 15 de Novembro, um clube republicano do Porto.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 12:25:22 UTC</pubDate>
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         <title>Bombardeamento pelas tropas fieis ao governo</title>
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         <description><![CDATA[<p>O plano dos republicanos era, uma vez mais, tentar convencer os opositores a passarem-se para o seu lado, confiando que aqueles até já saberiam da adesão de Infantaria 18. Porém, quando iam a meio da dita rua, por motivos nunca completamente clarificados, a Guarda Municipal abriu fogo, sem qualquer aviso. O que a seguir se passou ficou bem expresso num relato da imprensa da época: </p><blockquote><p><sub>«Não se descreve, nem se calcula, o que foi nesse momento a Rua de Santo António. Os populares, a maior parte dos quais acompanhavam o movimento por simples curiosidade, retrocederam precipitadamente, caindo, atropelando-se, esmagando-se uns aos outros, invadindo as escadas dos prédios, as portas abertas, rolando pelas escadarias da passagem do Príncipe Real. No leito da rua jaziam alguns cadáveres, arrastavam-se os feridos. A calçada achava-se juncada de chapéus, armas, capacetes, xailes de mulher, calçado de toda a ordem. Os gritos, os gemidos, o crepitar da fuzilaria, eram medonhos.»</sub></p></blockquote><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 12:31:05 UTC</pubDate>
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         <title>A derrota dos revoltosos no Porto</title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>A coluna revolucionária entrou em desordem, com muitos a recuar ou esconder-se nos prédios. A <strong>Infantaria 10</strong> retirou-se para os Paços do Concelho, enquanto os líderes <strong>Manuel Maria Coelho</strong> e <strong>Augusto Malheiro</strong> ficaram encurralados e <strong>Amaral Leitão</strong>, ferido, chegou tarde demais para reorganizar as tropas. Sem comando, os revoltosos foram atacados pela Guarda Municipal, apoiada por duas peças de artilharia da <strong>Serra do Pilar.</strong></p><p><br></p><p>Por volta das dez, dez e meia, da manhã, tudo estava terminado. O regimento de Infantaria 18 nunca chegou a aparecer. Os revoltosos que não se renderam, fugiram e foram quase todos capturados mais tarde. Contaram-se doze mortos e quarenta feridos, números provavelmente muito aquém da realidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 12:39:29 UTC</pubDate>
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         <title>Os presos a bordo do transporte</title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>No mesmo dia, o estado de sítio foi declarado no Porto, e o Governo decretou a dissolução dos regimentos de Caçadores 9 e de Infantaria 10. Alves da Veiga e Augusto Malheiro fugiram para o estrangeiro, de onde só regressariam depois da implantação da República.&nbsp; Em conjunto com centenas de sargentos e praças, foram presos e julgados em três conselhos de guerra, a bordo de navios ancorados no porto de Leixões, no final de fevereiro. As penas foram pesadas, sobretudo para os militares, pois, ao contrário dos civis, não beneficiaram da amnistia de 1893.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 12:42:09 UTC</pubDate>
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         <title>Partido Republicano Português </title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>O Partido Republicano Português entrou em crise após a derrota do movimento revolucionário do Porto. Apenas cerca de uma década passada, conseguiria voltar a ganhar importância na cena política portuguesa, beneficiando do crescimento da sua base de apoio, da ousadia da nova geração de políticos republicanos, e da capacidade organizativa e operativa da Carbonária, uma mistura explosiva que, finalmente, abriria caminho à implantação da República em Portugal, em 1910.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 12:45:51 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>a40702_1</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-09-18 13:08:02 UTC</pubDate>
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