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      <title>Meu padlet para Literatura by </title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-01-23 10:09:14 UTC</pubDate>
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         <title>Página 118</title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[<p>      As cantigas de amor influenciaram muito o discurso do cortesão de <em>Auto da Lusitânia, </em>de Gil Vicente pois, quando lemos as características das cantigas de amor, entendemos o porquê dessa afirmação. </p><p>       Originadas na idade média, as cantigas de amor são composições de imitação provençal, com uma emissor masculino, que revela o sofrimento que passa pela “senhor”, uma mulher de elevado estatuto social, casada e nunca nomeada, mantendo um perfil secreto e misterioso sobre a tal. Nas cantigas, o emissor faz sempre um elogio exagerado da amada, colocando-a num lugar inalcançável por outras mulheres. No <em>Auto da Lusitânia</em>, de Gil Vicente, o cortesão realiza muitas dessas características, como o perfil secreto da Lediça, ele não a corteja num espaço público, ele vai a sua casa e pergunta se os pais estão presentes “Vosso pai é cá senhora?” (v16) “Vossa mãe é também fora” (v26), a sua coita, “Temos muito que me leixe/vosso amor pobre coitado/ de favor com que me queixe” (vv46 a 48) “Ó flor de minhas floreles/ e meus primeiros amores/ folgai ser de mi querida” (vv 130-132)</p><p>        Por estes exemplos podemos ver como as cantigas de amor influenciaram o discurso desse personagem. </p><p>   </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-23 10:27:13 UTC</pubDate>
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         <title>Resumo das paginas 170-171 e estrutura</title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[<p><em><mark>Menina e Moça</mark></em></p><p><br></p><p>Novela Menina e Moça, escrita por Bernadim Ribeiro, apresenta diversas variantes textuais, foi impressa pela primeira vez em Ferrera (1554), a segunda vez em Évora (1557), com acrescentos cuja autenticidade não foi ainda provada e a terceira edição na Colónia, também continha não impressas (manuscritos). </p><p>A obra é um exemplo da melancolia portuguesa com presença do destino e valoriza a saudade. Está organizada em quatro grandes sequências narrativas. </p><p>A primeira sequência protagoniza por uma narradora feminina desterrada, triste e longe de tudo e de todos, assiste à morte de um rouxinol e encontra uma Dona infeliz que lhe vai cantar três histórias de sofrimento amoroso, nos quais as mulheres surgem como vítimas do destino e os homens como seres inferiores em termos de expressão de sentimentos.</p><p><br></p><p>Em termos de estrutura a obra está organizada em 4 grandes sequências narrativas: a 1ª sequência tem grande proximidade com os diálogos bucólicos(sinónimo do género da poesia pastoril, campestre) ao apresentar uma narradora feminina, triste e isolada te tudo e todos, que assiste à morte de um rouxinol. A narradora entertanto encontra uma Dona infeliz que lhe vai contar três histórias de sofrimento amoroso nas quais as mulheres surgem como vítimas do destino e dos homens como seres inferiores em termos de expressão de sentimentos. A 1ª história, Lamentor e Belisa em que morre a donzela, a 2ª história, Binmarder e Aónia que aborda um casamento forçado da donzela e o desaparecimento do cavaleiro e finalmente a 3ª história,  Arima e Avalor em que a donzela regeita o amor do cavaleiro.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-07 11:51:09 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia de Bernadim Ribeiro</title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[<p>Sobre Bernadim Ribeiro não se sabe ao certo muito sobre a sua biografia, crê-ss que nasceu na vila de Torrão, em 1482 e talvez tenha morrido em 1552, em Lisboa, por uma alusão que assim pode ser interpretada numa das suas éclogas. Frequentou a corte onde foi poeta conhecido entre os colaboradores do Cancioneiro Geral, de Garcia de Resende e Sá de Miranda refere-se-lhe em obras suas como amigo e companheiro de letras e, com as suas éclogas, introdutor do bucolismo em Portugal. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-07 12:23:32 UTC</pubDate>
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         <title>Poema de Francisco Sá de Miranda</title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[<p>O sol é grande, caem co’ a calma as aves do tempo em tal sazão, que sói ser fria;</p><p>esta água que d’alto cai acordar-m’-ia</p><p>do sono não, mas de cuidados graves. </p><p><br></p><p>Ó cousas, todas vãs, todas mudaves, </p><p>qual é tal coração qu’ em vós confia?</p><p>Passam os tempos vai dia trás dia,</p><p>incertos muito mais que ao vento as naves. </p><p><br></p><p>Eu vira já aqui sombras, vira flores, </p><p>vi tantas águas, vi tanta verdura,</p><p>as aves todas cantavam d’amores. </p><p><br></p><p>Tudo é seco e mudo; e, de mestura, </p><p>também mudando-m’ eu fiz doutras cores:</p><p>e tudo o mais renova, isto é sempre cura!</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-14 12:41:50 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia de Luís de Camões</title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[<p>Poeta português, filho de Simão Vaz de Camões e de Ana de Sá e Macedo, Luís Vaz de Camões terá nascido por volta de 1524/1525, não se sabe exatamente onde, e morreu a 10 de junho de 1580, em Lisboa. Pensa-se que estudou Literatura e Filosofia em Coimbra.</p><p>Atribuem-se-lhe vários desterros, sendo um para Ceuta, onde se bateu como soldado e em combate perdeu o olho direito - perda referida na <em>Canção Lembrança da Longa Saudade</em> - e outro para Constância, entre 1547 e 1550, obrigado, diz-se, por ofensas a uma certa dama da corte.</p><p>&nbsp;</p><p>Depois de regressado a Lisboa, foi detido, em 1552, em consequência de uma rixa com um funcionário da Corte, e preso na cadeia do Tronco. Saiu logo no ano seguinte, inteiramente perdoado pelo agredido e pelo rei, conforme se lê numa carta enviada da Índia, para onde partiu nesse mesmo ano, quer para mais facilmente obter perdão quer para se libertar da vida lisboeta, que o não contentava.</p><p>&nbsp;</p><p>Segundo alguns autores, terá sido por essa altura que compôs o primeiro canto de <em>Os Lusíadas.</em></p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-06 10:18:52 UTC</pubDate>
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         <title>Classicismo </title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[<p>Movimento estético que vai buscar à antiguidade greco-romana, à sua civilização e cultura, as fontes de inspiração e os seus modelos.<br>Desponta nos meados do século XV, desabrochando em força a partir do século XVI, embora durante muitos anos coexistam a arte medieval e a arte clássica. Introduzem-se novas formas, novas espécies, novos géneros. O maravilhoso ocidental é substituído pela mitologia pagã. E porque a <em>razão</em> impera sobre o <em>sentimento</em>, porque os valores universais se sobrepõem aos individuais, o Classicismo espartilha o sentimento e a inspiração, o que leva à falta de originalidade; a realidade humana é desprezada enquanto se prepara remotamente a preocupação formal e vocabular que vai caracterizar a poética do século seguinte. Com base nos modelos clássicos greco-romanos, este movimento tem as suas normas e estas visam a harmonia, a simplicidade, o equilíbrio, a precisão, o sentido das proporções em qualquer realização artística, na literatura como na música, na pintura como na arquitetura. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-06 10:35:47 UTC</pubDate>
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         <title>Humanismo</title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[<p>O humanismo na literatura foi um movimento caracterizado pela presença de elementos medievais e renascentistas, em evidente transição do trovadorismo para o classicismo. Dessa forma, houve uma revalorização da cultura greco-latina e dos seus autores.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-06 10:36:28 UTC</pubDate>
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         <title>Renascimento </title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[<p>O Renascimento foi um movimento cultural, artístico e político, surgido na Itália no século XIV e se estendeu até o século XVII por toda a Europa.</p><p>Inspirado nos valores da Antiguidade Clássica e gerado pelas modificações econômicas e sociais ocorridas na Baixa Idade Média, o Renascimento reformulou a vida medieval e deu início à Idade Moderna.</p><p>O termo Renascimento foi criado no século XVI para descrever o movimento artístico que surgiu um século antes. Posteriormente, esse conceito acabou incorporando também as mudanças sociais e políticas do período, embora sua ideia apresente contestações hoje em dia.</p><p>O conceito "Renascimento" carrega a ideia de que esse período trouxe profundas e drásticas mudanças para o contexto europeu</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-06 10:41:33 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Analise de um quadro de um artista do renascimento</title>
         <author>aleonorserrano</author>
         <link>https://padlet.com/aleonorserrano/2l5p3ep8rmzlftin/wish/3366317002</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>A arte do renascimento, artistas mais relevantes: </mark></strong></p><p>Pintura: Leonardo da Vinci</p><p>Escultura: Donatello</p><p>Arquitetura: Miguel Ângelo</p><p><br></p><p><br></p><p><mark>O nascimento de Venus, de Sandro </mark></p><p><mark>Botticelli.</mark></p><p>Alessandro di Mariano Vanni Filipepi nasceu em Florença em 1.º de março de 1445. Reconhecido pela sagacidade e rapidez, Sandro era filho de um curtidor. Recebeu treinamento para ourives, mas atuou muito cedo no estúdio do pintor renascentista florentino Fra Filippo Lippi, em Florença, de quem foi discípulo.</p><p>O estilo de Lippi, um dos mais importantes pintores da época, é evidenciado na maior parte da obra de Botticelli.</p><p>Por meio de Lippi, Botticelli apreendeu a técnica da perspectiva linear e o uso de cores pálidas e ressonantes muito usadas nas obras do renascentista.</p><p>Também sofreu influência de Antonio Pollaiuolo e Andrea del Verrocchio. </p><p>Sandro Botticelli morreu dia 17 de maio de 1510 em sua cidade natal. O artista morreu pobre e atropelado pela popularidade de seus contemporâneos como Michelangelo, Rafael Sanzio e Leonardo Da Vinci.</p><p><br></p><p>O quadro <em>O nascimento de Vénus</em>, pintado por Sandro Botticelli em 1482, faz parte, em conjunto com a tela <em>A Alegoria da primavera</em> realizada entre 1477 e 1478, de uma encomenda de Lorenzo di Pier Francesco, primo do influente Lourenço de Medicis, o <em>Magnífico</em>, que as queria colocar numa das <em>Villas</em> da família.</p><p>A pintura procura captar, com requintado lirismo, a altura do nascimento da deusa, momento que simboliza igualmente o surgir dos ideiais platónicos de beleza e de verdade. Colocada no centro da composição, a Deusa ergue-se sobre uma concha que se aproxima da costa, empurrada pelo doce movimento das ondas e acompanhada por dois personagens, tradicionalmente associados aos deuses do vento que tentam imprimir a Vénus a sua essência divina. Do lado oposto encontra-se a figura de Flora que procura cobrir a deusa com um longo manto florido.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-14 11:55:17 UTC</pubDate>
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         <title>Medida Nova</title>
         <author>aleonorserrano</author>
         <link>https://padlet.com/aleonorserrano/2l5p3ep8rmzlftin/wish/3366357412</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>Medida nova: uso de versos decassílabos</mark></strong></p><p><strong><mark>Exemplo:sonetos</mark></strong></p><p><br></p><p><strong>Lembranças Saudosas</strong></p><p><br></p><p>Lembranças saudosas, se cuidais<br>De me acabar a vida neste estado,<br>Não vivo com meu mal tão enganado,<br>Que não espere dele muito mais.<br><br>De longo tempo já me costumais<br>A viver de algum bem desesperado:<br>Já tenho co'a Fortuna concertado<br>De sofrer os tormentos que me dais.<br><br>Atada ao remo tenho a paciência<br>Para quantos desgostos der a vida;<br>Cuide quanto quiser o pensamento.<br><br>Que pois não posso ter mais resistência<br>Para tão dura queda, de subida,<br>Aparar-lhe-ei debaixo o sofrimento.</p><ul><li><p>Camões em “Sonetos”</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-14 12:31:43 UTC</pubDate>
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         <title>Medida Velha</title>
         <author>aleonorserrano</author>
         <link>https://padlet.com/aleonorserrano/2l5p3ep8rmzlftin/wish/3366384614</link>
         <description><![CDATA[<p><mark>Medida velha: uso de redondilhas: redondilha maior sete silabas métricas, redondilha menor cinco sílabas métricas.</mark></p><p><mark>Exemplos:vilancetes, cantigas</mark></p><p><br></p><p><strong>Amor cuja providência (1595)</strong></p><p><br></p><blockquote><p><strong>a este moto alheio<br>Sem vós e com meu cuidado<br>olhai com quem, e sem quem</strong></p></blockquote><p>Amor, cuja providência</p><p>foi sempre que não errasse,</p><p>porque n’alma vos levasse,</p><p>respeitando o mal de ausência</p><p>quis que em vós me transformasse.</p><p>E vendo-me ir maltratado,</p><p>eu e meu cuidado sós,</p><p>proveio nisso, de atentado,</p><p>por não me ausentar de vós,</p><p>sem vós e com meu cuidado.</p><p>Mas est’alma que eu trazia</p><p>porque vós nela morais,</p><p>deixa-me cego, e sem guia;</p><p>que há por milhor companhia</p><p>ficar onde vós ficais.</p><p>Assi me vou de meu bem</p><p>onde quer a forte estrela,</p><p>sem alma, que em si vos tem,</p><p>co mal de viver sem ela:</p><p>olhai com quem, e sem que</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-14 12:54:50 UTC</pubDate>
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         <title>Cancioneiro Geral Garcia de Resende</title>
         <author>aleonorserrano</author>
         <link>https://padlet.com/aleonorserrano/2l5p3ep8rmzlftin/wish/3374730915</link>
         <description><![CDATA[<p>Volumosa coletânea poética, reunida e organizada por <strong>Garcia de Resende</strong>, impressa em <strong>Lisboa</strong>, em 1516, por Hermão de Campos. Agrupa a produção poética de 289 poetas portugueses e de 29 poetas castelhanos, num total de 1000 composições. Aí encontramos novas formas poéticas como vilancetes, cantigas, esparsas, trovas, em <strong>medida velha</strong> - redondilha menor ou maior - e ainda um certo número de composições de arte maior.</p><p>Entroncando na tradição galego-portuguesa dos cancioneiros trovadorescos coletivos e em contacto com os cancioneiros castelhanos quatrocentistas, nomeadamente o de Hernando del Castilho, o <em>Cancioneiro Geral</em> nasce do propósito de perpetuar as "cousas de folgar e gentylezas", no qual conto entra a "arte de trovar", cultivadas nos serões palacianos, declarando-se o autor, no prólogo, leal ao princípio de não continuar a incúria com que os portugueses registam as coisas "dinas de grande memoria", votando-as, assim, ao esquecimento. Refletindo nas composições dos seus cerca de 300 colaboradores, a mentalidade e os costumes das cortes de D. Afonso V, D. João II e D. Manuel I, a poesia palaciana, produzida entre cerca de 1440 e 1516, na sua dupla vocação, lúdica e de convívio social, desenvolve aí géneros, temas, e tradições literárias diversas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 10:27:44 UTC</pubDate>
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         <title>Garcia de Resende</title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Garcia de Resende</strong></p><p>Escritor português, nasceu em <strong>Évora</strong> por volta de 1470, de uma família nobre, a que pertencem dois humanistas ilustres: <strong>André de Resende</strong> e <strong>André Falcão de Resende</strong>. Contemporâneo de Gil Vicente e de <strong>Sá de Miranda</strong>, Garcia de Resende desenvolveu na corte o seu talento de escritor e de artista, como poeta, músico, desenhador e cronista, granjeando ainda em vida uma aura de homem culto e ilustre. Morreu em 1536, sendo sepultado na capela de Nossa Senhora que mandara edificar. Personalidade complexa, homem de gosto e cultura, Garcia de Resende impôs-se sobretudo como escritor e compilador.</p><p>Ainda jovem, é acolhido no paço sob a proteção de um tio materno, desembargador, e nomeado moço de câmara e de escrivaninha por D. João II, merecendo a amizade do monarca. Sob o reinado de D. Manuel, recebe novos privilégios: integra, em 1498, o séquito que acompanha o monarca na viagem à corte dos <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/%24reis-catolicos?intlink=true"><strong>Reis Católicos</strong></a>; participa, em 1514, na embaixada ao Papa Leão X; é nomeado Cavaleiro da Ordem de Cristo, em 1515; e, no ano seguinte, escrivão da Fazenda do príncipe D. João.<br>A partir de 1530, fixou residência em <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/%24evora?intlink=true"><strong>Évora</strong></a> para ultimar os seus escritos, leal ao princípio enunciado no prólogo ao <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/%24cancioneiro-geral?intlink=true"><strong><em>Cancioneiro Geral</em></strong></a> de não continuar a incúria com que os portugueses registam as coisas "dinas de grande memoria", votando-as, assim, ao esquecimento. Nascido do propósito de perpetuar a poesia cultivada nos serões palacianos, as "cousas de folgar e gentylezas", o <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/%24cancioneiro-geral?intlink=true"><strong><em>Cancioneiro Geral</em></strong></a>, coligido por Garcia de Resende, publicado em <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/%24lisboa?intlink=true"><strong>Lisboa</strong></a>, em 1516, entroncando na tradição peninsular dos cancioneiros coletivos, oferece um repositório poético muito vasto e literariamente diversificado.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 10:28:41 UTC</pubDate>
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         <title>Cantiga</title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[<p>Composição medieval galego-portuguesa de tema religioso, como no cancioneiro de Alfonso X, <strong><em>Cantigas de Santa Maria</em></strong>, ou profano, como nos cerca de 1680 textos compostos entre finais do século XII e meados do século XIV reproduzidos nos cancioneiros da <em>Ajuda</em>, da <em>Vaticana</em> e da <strong><em>Biblioteca Nacional</em></strong>. Destinada a ser cantada, a cantiga conjuga as palavras e a música, pelo que nos remete para um contexto em que o poema, enquanto forma literária, não possui autonomia relativamente ao canto e até à dança. Embora só se conheça o texto melódico das cantigas de Santa Maria, de seis cantigas de amigo de <strong>Martin Codax</strong>(Pergaminho Vindel) e de sete cantigas de D. Dinis (fragmento Sharrer), a presença de um texto musical é revelada no próprio texto poético por um investimento em estruturas rítmicas como o paralelismo, o refrão, a rima, o dobre, o mordobre, etc. Na poesia lírica galego-portuguesa, a cantiga podia assumir, de acordo com a "Arte de Trovar", incluída <em>no Cancioneiro da Biblioteca Nacional</em>, os géneros de cantiga de amigo, cantiga de amor, cantiga de escárnio e maldizer e, formalmente, as variantes de cantiga de refrão ou cantiga de mestria. Ao lado destas formas, consideram-se ainda cantigas certos subgéneros como as cantigas de vilão, cantigas de seguir, a tenção, o descordo, o lais, a pastorela, etc. No contexto <em>do Cancioneiro Geral</em>, a cantiga corresponde a uma composição poética composta por um mote de quatro ou cinco versos e de uma glosa de oito, nove ou dez versos, que retoma no final, total ou parcialmente, os versos do mote</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 10:32:17 UTC</pubDate>
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         <title>Vilancete</title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[<p>Etimologicamente quer dizer "cantiguinha vilã" e o termo surgiu pela primeira vez no <strong><em>Cancioneiro Geral</em></strong>. Esta composição poética nasce de um <em>mote</em>pequeno, popular ou alheio, e desenvolve-se nas coplas (estrofes) da <em>glosa</em> ou <em>volta</em>. Usa o metro tradicional (5 ou 7 sílabas). À <em>cabeça</em>, o tema inicial, seguem-se os <em>pés</em> (geralmente de 7 versos), o desenvolvimento. Destinava-se ao canto. Praticamente desapareceu no século XVIII, pois os árcades e os pré-românticos não o cultivaram.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 10:33:22 UTC</pubDate>
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         <title>Esparsa</title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[<p>Trova de tema amoroso que não é precedida nem de glosa nem de mote, constituída por uma única estrofe de redondilha maior, com oito a dezasseis versos, generalizada na <strong>Península Ibérica</strong> a partir do século XV e presente no <strong><em>Cancioneiro Geral</em></strong>.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-20 10:34:27 UTC</pubDate>
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         <title>200 anos de Camilo Castelo Branco</title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 11:55:44 UTC</pubDate>
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         <title>Fernando Pessoa</title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[<p>Fernando Pessoa nasceu dia 13 de junho en 1888 e morreu dia 30 de novembro de 1935 foi um dos mais importantes poetas da língua portuguesa e figura central do Modernismo português. Poeta lírico e nacionalista cultivou uma poesia voltada aos temas tradicionais de Portugal e ao seu lirismo saudosista, que expressa reflexões sobre seu “eu profundo”, suas inquietações, sua solidão e seu tédio.</p><p>Fernando Pessoa foi vários poetas ao mesmo tempo, criou heterônimos -&nbsp;poetas com personalidades próprias&nbsp;que escreveram sua poesia e, com eles procurou detectar, sob vários ângulos, os dramas do homem de seu tempo.</p><p>Fernando Pessoa foi vários poetas ao mesmo tempo. Tendo sido "plural", como se definiu, criou personalidades próprias para os vários poetas que conviveram nele.</p><p>Cada um tem sua biografia e traços diferentes de personalidade. Os poetas, não são pseudônimos e sim&nbsp;<em>heterônimos</em>, isto é, indivíduos diferentes, cada qual com seu mundo próprio&nbsp;representando o que angustiava ou encantava seu autor.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 12:02:01 UTC</pubDate>
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         <title>Quando vier a Primavera</title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[<p>Quando vier a primavera,&nbsp;<br>Se eu já estiver morto,&nbsp;<br>As flores florirão da mesma maneira&nbsp;<br>E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.&nbsp;<br>A realidade não precisa de mim.</p><p>Sinto uma alegria enorme&nbsp;<br>Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.</p><p>Se soubesse que amanhã morria&nbsp;<br>E a primavera era depois de amanhã,&nbsp;<br>Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.&nbsp;<br>Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?&nbsp;<br>Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;&nbsp;<br>E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.&nbsp;<br>Por isso, se morrer agora, morro contente,&nbsp;<br>Porque tudo é real e tudo está certo.</p><p>Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.&nbsp;<br>Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.&nbsp;<br>Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.&nbsp;<br>O que for, quando for, é que será o que é.</p><p><strong>&nbsp;</strong></p><p>&nbsp;</p><p><strong>CAEIRO, Alberto</strong>, <em>Poesia (Poemas Inconjuntos),</em> ed. Fernando Cabral Martins, Richard Zenith. Lisboa: Assírio &amp; Alvim, 2001, p. 109</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 12:05:06 UTC</pubDate>
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         <title>Um homem em declínio de Osamu Dazai - Ficha de Leitura </title>
         <author>aleonorserrano</author>
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         <description><![CDATA[<p>Osamu Dazai, pseudônimo de Shuji Tsushima, foi um autor japonês considerado um dos maiores escritores da literatura japonesa do século XX. Ele é conhecido pelo seu estilo de escrever tipicamente irónico e pessimista, incorporando elementos autobiográficos, e tratando de temas como o suicídio e o alcoolismo. A sua obra mais famosa é o livro <strong><em>Um homem em declínio</em></strong>. Também conhecido por ser alcoólico, Dazai suicidou-se junto de sua última mulher, Tomie Yamazaki, afogando-se no canal Tamagawa, em um local que ficava próximo de sua casa. Seus corpos não foram descobertos até o dia 19 de junho, o que coincidiu com o seu aniversário de 39 anos. Sua sepultura está no templo Zenrin-ji, em Mitaka, Tokyo.</p><p><br></p><p><strong><em>Um homem em declínio </em></strong>é um livro forte. Inevitavelmente, cada ser humano encara a vida a seu modo peculiar. Alguns conseguem passar pelas adversidades de forma mais tranquila, outros veem se navegando em mares sempre revoltos. A densidade do livro está no fato de que, ao conhecermos a vida do autor, percebemos que Yozo é um alter ego de Osamu Dazai. A vida de Yozo é a vida de Osamu. Ambos mantiveram seus vícios em álcool e cigarro até o fim de suas vidas; ambos lutaram contra uma depressão profunda; mas, infelizmente, ambos sucumbiram às angústias e à solidão da existência. A história e o personagem são profundos, repletos de reflexões importantes sobre o mundo e as pessoas que nos rodeiam. O livro pode servir de gatilho para alguns leitores, então, recomenda-se moderação. Apesar das dificuldades da vida, sempre há uma saída.</p><p><br></p><p>O livro segue a trajetória de vida de Yozo, em suas próprias palavras. Revivendo suas memórias, Yozo retorna à sua infância para traçar um perfil de si próprio. Busca no interior de sua alma a resposta para seus anseios e angústias. Desde muito jovem, Yozo descobriu que não era um rapaz como os outros que conhecia. A proximidade de outro ser humano o angustiava. Conversar com amigos era um fardo para ele, já que não considerava ninguém de seu círculo como amigo. No seio de sua família tudo era pior. Sendo o mais novo de uma família numerosa, sempre foi deixado à margem das coisas. Era o último a se sentar para as refeições e sentava sempre distante dos outros. Com o pai ausente por conta do trabalho, Yozo logo descobriria que seria solitário.</p><p><br></p><p>Para esconder sua timidez e seu medo, Yozo utilizava a comédia. A sua vida se resumia a fazer palhaçadas e brincadeiras para entreter as pessoas, para que, assim, ele não precisasse ter que encará-las. Yozo foi levando a sua vida dessa forma até que um de seus amigos da escola, Horiki, descobriu que tudo o que Yozo fazia era proposital. A máscara de Yozo havia caído. Para fugir dos julgamentos alheios, Yozo se aproximou de Horiki. Por mais peculiar que fosse aquela amizade, Yozo e Horiki mantiveram a amizade por longos anos.</p><p>Mas logo a fase adulta se avizinhou e Yozo procurou estudo e trabalho em Tóquio. Ele ficou deslumbrado com a cidade que viu. A imensidão daquele espaço e a frieza das pessoas o angustiou ainda mais. Ele largou os estudos, apesar de desenhar muito bem, e vivia de pequenos serviços. Todo o dinheiro que ganhava era destinado aos vícios que Yozo adquiriu na capital. Mulheres, cigarros e álcool. Para fugir da realidade que o cercava e oprimia, Yozo passou a fumar muito, a ter sempre uma prostituta a lhe saciar, e também a beber de forma cada vez mais descontrolada.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-31 17:08:29 UTC</pubDate>
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