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      <title>Declama um poema, para celebrar a poesia em língua portuguesa by ana.corga.vieira</title>
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      <pubDate>2021-03-18 18:35:15 UTC</pubDate>
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         <title>Fala!</title>
         <author>ascvpt</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Fala a sério e fala no gozo<br>Fá-la p’la calada e fala claro<br>Fala deveras saboroso<br>Fala barato e fala caro</div><div><br>Fala ao ouvido fala ao coração<br>Falinhas mansas ou palavrão</div><div><br>Fala à miúda mas fá-la bem<br>Fala ao teu pai mas ouve a tua mãe</div><div><br>Fala francês fala béu-béu<br>Fala fininho e fala grosso<br>Desentulha a garganta levanta o pescoço</div><div><br>Fala como se falar fosse andar<br>Fala com elegância - muito e devagar.</div><div>&nbsp;</div><div>Alexandre O’Neill</div>]]></description>
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         <title>Porque</title>
         <author>ascvpt</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Porque os outros se mascaram mas tu não.<br>Porque os outros usam a virtude<br>Para comprar o que não tem perdão.<br>Porque os outros têm medo mas tu não.<br><br>Porque os outros são os túmulos caiados<br>Onde germina calada a podridão.<br>Porque os outros se calam mas tu não.<br><br>Porque os outros se compram e se vendem<br>E os seus gestos dão sempre dividendo.<br>Porque os outros são hábeis mas tu não.<br><br>Porque os outros vão à sombra dos abrigos<br>E tu vais de mãos dadas com os perigos.<br>Porque os outros calculam mas tu não.<br><br>Sophia de Mello Breyner Andresen</div>]]></description>
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         <title>Urgentemente</title>
         <author>ascvpt</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>É urgente o Amor,<br>É urgente um barco no mar.<br><br>É urgente destruir certas palavras<br>ódio, solidão e crueldade,<br>alguns lamentos,<br>muitas espadas.<br><br>É urgente inventar alegria,<br>multiplicar os beijos, as searas,<br>é urgente descobrir rosas e rios<br>e manhãs claras.<br><br>Cai o silêncio nos ombros,<br>e a luz impura até doer.<br>É urgente o amor, <br>É urgente permanecer.<br><br>Eugénio de Andrade<br><br></div>]]></description>
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         <title>Não posso adiar o amor</title>
         <author>ascvpt</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Não posso adiar o amor para outro século<br>não posso<br>ainda que o grito sufoque na garganta<br>ainda que o ódio estale e crepite e arda<br>sob as montanhas cinzentas<br>e montanhas cinzentas<br><br>Não posso adiar este braço<br>que é uma arma de dois gumes amor e ódio<br><br>Não posso adiar<br>ainda que a noite pese séculos sobre as costas<br>e a aurora indecisa demore<br>não posso adiar para outro século a minha vida<br>nem o meu amor<br>nem o meu grito de libertação<br><br>Não posso adiar o coração.<br><br>António Ramos Rosa<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-18 18:40:58 UTC</pubDate>
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         <title>Não és Bom, nem és Mau</title>
         <author>ascvpt</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Não és bom, nem és mau: és triste e humano...<br>Vives ansiando, em maldições e preces,<br>Como se a arder no coração tivesses<br>O tumulto e o clamor de um largo oceano.<br>Pobre, no bem como no mal padeces;<br>E rolando num vórtice insano,<br>Oscilas entre a crença e o desengano,<br>Entre esperanças e desinteresses.<br>Capaz de horrores e de ações sublimes,<br>Não ficas com as virtudes satisfeito,<br>Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:<br>E no perpétuo ideal que te devora,<br>Residem juntamente no teu peito<br>Um demónio que ruge e um deus que chora.<br><br>Olavo Bilac</div>]]></description>
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         <title>De Que São Feitos os Dias?</title>
         <author>ascvpt</author>
         <link>https://padlet.com/ascvpt/2ku76hnzxunpz9sk/wish/1327197064</link>
         <description><![CDATA[<div>De que são feitos os dias?<br>- De pequenos desejos,<br>vagarosas saudades,<br>silenciosas lembranças.<br><br>Entre mágoas sombrias,<br>momentâneos lampejos:<br>vagas felicidades,<br>inactuais esperanças.<br><br>De loucuras, de crimes,<br>de pecados, de glórias<br>- do medo que encadeia<br>todas essas mudanças.<br><br>Dentro deles vivemos,<br>dentro deles choramos,<br>em duros desenlaces<br>e em sinistras alianças...<br><br>Cecília Meireles</div>]]></description>
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         <title>Dizer um poema</title>
         <author>ascvpt</author>
         <link>https://padlet.com/ascvpt/2ku76hnzxunpz9sk/wish/1353202333</link>
         <description><![CDATA[<div>Ouve as leituras dos poemas apresentados e escolhe pelo menos um para leres.<br><br></div><div>Lembra-te que, para dizer um poema, é importante compreendê-lo… conhecer o vocabulário, apreender o sentido… Não te esqueças também de indicar o título e o autor do texto.<br><br></div><div>Podes gravar um documento áudio ou vídeo, diretamente na aplicação.<br><br></div><div>Deves também ouvir as leituras dos colegas e avaliá-las, atribuindo estrelas, de 1 (não gostei) a 5 (gostei muito) estrelas.<br><br></div><div>Conheces outros poemas em língua portuguesa? Partilha com a turma!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-25 14:44:21 UTC</pubDate>
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         <title>Contemplo o Lago Mudo</title>
         <author>samybruges</author>
         <link>https://padlet.com/ascvpt/2ku76hnzxunpz9sk/wish/1357582098</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Contemplo o lago mudo&nbsp;<br>Que uma brisa estremece.&nbsp;<br>Não sei se penso em tudo&nbsp;<br>Ou se tudo me esquece.&nbsp;<br><br>O lago nada me diz,&nbsp;<br>Não sinto a brisa mexê-lo&nbsp;<br>Não sei se sou feliz&nbsp;<br>Nem se desejo sê-lo.&nbsp;<br><br>Trêmulos vincos risonhos&nbsp;<br>Na água adormecida.&nbsp;<br>Por que fiz eu dos sonhos&nbsp;<br>A minha única vida?&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-26 15:07:34 UTC</pubDate>
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         <title>Eu </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu sou a que no mundo anda perdida,<br>Eu sou a que na vida não tem norte,<br>Sou a irmã do Sonho, e desta sorte<br>Sou a crucificada … a dolorida …<br><br></div><div>Sombra de névoa ténue e esvaecida,<br>E que o destino amargo, triste e forte,<br>Impele brutalmente para a morte!<br>Alma de luto sempre incompreendida! …<br><br></div><div>Sou aquela que passa e ninguém vê …<br>Sou a que chamam triste sem o ser …<br>Sou a que chora sem saber porquê …<br><br></div><div>Sou talvez a visão que Alguém sonhou,<br>Alguém que veio ao mundo pra me ver<br>E que nunca na vida me encontrou!<br><br>Florbela Espanca&nbsp;<br><br>Raquel C. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-26 18:40:57 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/ascvpt/2ku76hnzxunpz9sk/wish/1359775181</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Não Posso Adiar o Amor<br><br></div><div>Não posso adiar o amor para outro século<br>não posso<br>ainda que o grito sufoque na garganta<br>ainda que o ódio estale e crepite e arda<br>sob montanhas cinzentas<br>e montanhas cinzentas<br><br>Não posso adiar este braço<br>que é uma arma de dois gumes<br>amor e ódio<br><br>Não posso adiar<br>ainda que a noite pese séculos sobre as costas<br>e a aurora indecisa demore<br>não posso adiar para outro século a minha vida<br>nem o rneu amor<br>nem o meu grito de libertação<br><br>Não posso adiar o coração<br><br><em>António Ramos Rosa<br><br>Rachele Lassola</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-27 12:46:13 UTC</pubDate>
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         <title>Amor é fogo que arde sem se ver</title>
         <author>ric032001</author>
         <link>https://padlet.com/ascvpt/2ku76hnzxunpz9sk/wish/1371341021</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Amor é fogo que arde sem se ver;&nbsp;<br>É ferida que dói e não se sente;<br>É um contentamento descontente;<br>É dor que desatina sem doer;<br><br>É um não querer mais que bem querer;&nbsp;<br>É solitário andar por entre a gente;<br>É nunca contentar-se de contente;&nbsp;<br>É cuidar que se ganha em se perder;<br><br>É querer estar preso por vontade;&nbsp;<br>É servir a quem vence, o vencedor;&nbsp;<br>É ter com quem nos mata lealdade.&nbsp;<br><br>Mas como causar pode seu favor&nbsp;<br>Nos corações humanos amizade,&nbsp;<br>Se tão contrário a si é o mesmo Amor?&nbsp;<br><br>Luís Vaz de Camões</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-31 11:11:49 UTC</pubDate>
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         <title>A Língua Portuguesa</title>
         <author>rosmeryvasvi15</author>
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         <description><![CDATA[<div>Língua mãe<br>Que os mares venceu<br>E se juntou ao irmão<br>Que nesta terra nasceu<br><br>Língua mãe<br>Que de Portugal zarpou<br>atravessou tempestades<br>e na América ficou<br><br>Língua mãe<br>Que ao vir parar aqui&nbsp;<br>Compreendeu a necessidade<br>De se mesclar ao tupi guarani<br><br>Língua mãe<br>Que aqui encontrou destino<br>E se juntou ao dialeto afro<br>Colorindo mais nosso hino<br><br>Língua Portuguesa<br>Que em nossas vidas entrou<br>E transformou em poema<br>Toda beleza que aqui encontrou<br><br>Adriana Barbosa<br><br>Rosmery Vasquez Villa<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-31 17:56:04 UTC</pubDate>
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         <title>O carvalho e o junto </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O carvalho, que é muito sólido e imponente</div><div>nunca se curva com o vento.</div><div>Vendo que o junto se inclinava todo</div><div>quando o vento passava, o carvalho lhe disse:</div><div>-Não se curve, fique firme, como eu faço.</div><div>&nbsp;O junto respondeu:</div><div>-Você é forte, pode ficar firme.&nbsp;</div><div>Eu que sou frágil não consigo.&nbsp;</div><div>Veio então uma tempestade de vento.&nbsp;</div><div>O carvalho, que resistiu ao vento,&nbsp;</div><div>foi arrancado com raízes e tudo.</div><div>Já o junto inclinou-se todo,&nbsp;</div><div>não opôs resistência e ficou de pé.</div><div><br><br></div><div>La Fontaine&nbsp;</div><div>Desculpe a selecção, não é potuguês, mas é uma tradução de um grande clássico&nbsp;</div><div>com uma forte moral que o meu avô me lie sempre e de que eu gosto muito<br>Laidet Margaux&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-31 21:57:48 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Autopsicografia- Fernando Pessoa</title>
         <author>victoriapinto24</author>
         <link>https://padlet.com/ascvpt/2ku76hnzxunpz9sk/wish/1374714339</link>
         <description><![CDATA[<div>Autopsicografia<br><br>O poeta é um fingidor<br>Finge tão completamente<br>Que chega a fingir que é dor<br>A dor que deveras sente.<br><br>E os que leem o que escreve,<br>Na dor lida sentem bem,<br>Não as duas que ele teve,<br>Mas só a que eles não têm.<br><br>E assim nas calhas de roda<br>Gira, a entreter a razão,<br>Esse comboio de corda<br>Que se chama coração.<br><br>Fernando Pessoa</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-01 08:34:43 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Urgentemente</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/ascvpt/2ku76hnzxunpz9sk/wish/1374840454</link>
         <description><![CDATA[<div>É urgente o Amor,<br>É urgente um barco no mar.<br><br>É urgente destruir certas palavras<br>ódio, solidão e crueldade,<br>alguns lamentos,<br>muitas espadas.<br><br>É urgente inventar alegria,<br>multiplicar os beijos, as searas,<br>é urgente descobrir rosas e rios<br>e manhãs claras.<br><br>Cai o silêncio nos ombros,<br>e a luz impura até doer.<br>É urgente o amor,<br>É urgente permanecer.<br><br><br>Charity Potaux.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-01 09:42:23 UTC</pubDate>
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         <title>Língua Portuguesa </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><em><br>Última flor do Lácio, inculta e bela,<br>És, a um tempo, esplendor e sepultura:<br>Ouro nativo, que na ganga impura<br>A bruta mina entre os cascalhos vela<br></em><br></div><div><em><br>Amo-te assim, desconhecida e obscura<br>Tuba de alto clangor, lira singela,<br>Que tens o trom e o silvo da procela,<br>E o arrolo da saudade e da ternura!<br></em><br></div><div><em><br>Amo o teu viço agreste e o teu aroma<br>De virgens selvas e de oceano largo!<br>Amo-te, ó rude e doloroso idioma,<br></em><br></div><div><em><br>Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”,<br>E em que Camões chorou, no exílio amargo,<br>O gênio sem ventura e o amor sem brilho!<br><br></em>Olavo Bilac<br><br>Flavia Marrone&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-01 10:14:07 UTC</pubDate>
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         <title>Fala - jacqueline</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/ascvpt/2ku76hnzxunpz9sk/wish/1375060973</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>Amar</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Amar<br><br>Eu quero amar, amar perdidamente!<br>Amar só por amar: Aqui… além…<br>Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente<br>Amar! Amar! E não amar ninguém!<br><br></div><div>Recordar? Esquecer? Indiferente!…<br>Prender ou desprender? É mal? É bem?<br>Quem disser que se pode amar alguém<br>Durante a vida inteira é porque mente!<br><br></div><div>Há uma Primavera em cada vida:<br>É preciso cantá-la assim florida,<br>Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!<br><br></div><div>E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada<br>Que seja a minha noite uma alvorada,<br>Que me saiba perder… pra me encontrar…<br><br>Florbela Espanca<br><br>Naiara</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-01 13:41:38 UTC</pubDate>
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         <title>Eu (segunda versão, RC)</title>
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         <description><![CDATA[<div>Sou a crucificada... a dolorida<br><br>Sombra de névoa ténue e esvaecida<br>E que o destino amargo, triste e forte<br>Impele brutalmente para a morte!<br>Alma de luto sempre incompreendida!<br><br>Sou aquela que passa e ninguém vê<br>Sou a que chamam triste sem o ser<br>Sou a que chora sem saber porquê<br><br>Sou talvez a visão que Alguém sonhou<br>Alguém que veio ao mundo pra me ver<br>E que nunca na vida me encontrou!<br><br>Florbela Espanca&nbsp;<br><br>Raquel C. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-01 17:05:45 UTC</pubDate>
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         <title>O Amor, Quando Se Revela </title>
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         <description><![CDATA[<div>O amor, quando se revela,&nbsp;<br>Não se sabe revelar.&nbsp;<br>Sabe bem olhar p'ra ela,&nbsp;<br>Mas não lhe sabe falar.&nbsp;<br>&nbsp;<br>Quem quer dizer o que sente&nbsp;<br>Não sabe o que há de dizer.&nbsp;<br>Fala: parece que mente&nbsp;<br>Cala: parece esquecer&nbsp;<br>&nbsp;<br>Ah, mas se ela adivinhasse,&nbsp;<br>Se pudesse ouvir o olhar,&nbsp;<br>E se um olhar lhe bastasse&nbsp;<br>Pra saber que a estão a amar!&nbsp;<br>Mas quem sente muito, cala;&nbsp;<br>Quem quer dizer quanto sente&nbsp;<br>Fica sem alma nem fala,&nbsp;<br>Fica só, inteiramente!&nbsp;<br>&nbsp;<br>Mas se isto puder contar-lhe&nbsp;<br>O que não lhe ouso contar,&nbsp;<br>Já não terei que falar-lhe&nbsp;<br>Porque lhe estou a falar...&nbsp;<br>&nbsp;<br>Fernando Pessoa&nbsp;<br><br>Lise Kin Kiey</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-21 17:17:59 UTC</pubDate>
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         <title>“Vacinação e Pandemia” de Sávio Pinheiro</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Tentando acabar com tão triste chacina eu busco anticorpos, saúde e bonança,<br>e contra a Covid, com forte esperança<br>exponho o meu braço e tomo a vacina.<br><br>Com a força dos livros está a medicina<br>que a peste pandêmica se pôs a enganar.<br>O infame Corona terá de encontrar<br>com o néctar da vida, uma pura semente,<br>mexeu com o pobre e com o rico valente<br>do chão, do agreste, sertão, beira-mar.<br>(Clara)&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-28 13:05:20 UTC</pubDate>
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