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      <title>Mídias Científicas - 1 A by Ana Carla Oliveira Moraes</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-02-10 11:15:55 UTC</pubDate>
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         <title>Gás da floresta amazônica e tempestades de raios aceleram formação de nuvens
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         <description><![CDATA[<p>Dois artigos publicados na revista <em>Nature </em>desta semana mostram em detalhes a sequência de interações físico-químicas que permite a formação de enormes quantidades de partículas de aerossóis na alta atmosfera da Amazônia, a altitudes entre 10 e 15 quilômetros (km). Essas partículas são transportadas para diversas partes do globo em razão da circulação atmosférica e têm um papel importante na gênese dos núcleos de condensação das nuvens, o embrião das gotas de chuva, e também em outros parâmetros climáticos.</p><p>Há 20 anos, os pesquisadores tomaram conhecimento da existência de concentrações de aerossóis na alta atmosfera da Amazônia que eram 160 vezes maiores do que as medidas perto da superfície. No entanto, não havia uma explicação consistente para o fenômeno até a publicação dos novos trabalhos, feitos por grupos internacionais com a participação de brasileiros. “Agora, resolvemos esse mistério e mostramos que um composto orgânico liberado pela própria floresta, o isopreno, inicia o processo de formação desses aerossóis”, diz o físico Paulo Artaxo, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP), coautor de um dos estudos que receberam destaque de capa na <em>Nature</em>.</p><p>Um dos <a rel="noopener" href="https://www.nature.com/articles/s41586-024-08192-4">artigos</a> se baseia em dados de processos químicos obtidos em sobrevoos sobre a Amazônia com o avião Halo do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. As atividades fizeram parte do projeto Chemistry of the Atmosphere: Field Experiment in Brazil (Cafe-Brazil). “Realizamos 136 horas de voo e percorremos 89 mil km sobre a Amazônia”, conta o meteorologista Luiz Augusto Machado, do IFUSP e colaborador do Max Planck, que supervisionou todos os voos e participou de alguns.O segundo <a rel="noopener" href="https://www.nature.com/articles/s41586-024-08196-0">trabalho</a>, que usou os dados fornecidos pelo experimento Cafe-Brazil, foi feito nas dependências da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN), na Suíça, na câmara Cloud (Cosmics Leaving Outdoor Droplets). Esse aparelho reproduz as condições e os processos que ocorrem na atmosfera. “O Cloud é um cilindro de aço inoxidável de 3 metros de altura, que é suprido de ar ultralimpo com as mesmas proporções de nitrogênio e oxigênio que temos na atmosfera”, conta a meteorologista brasileira Gabriela Unfer, que faz doutorado no Instituto Leibniz de Pesquisa na Troposfera, em Leipzig, na Alemanha. Unfer é a única brasileira que assina os dois artigos sobre os aerossóis de alta altitude.</p><p>Um aspecto surpreendente dos estudos é que os aerossóis formados ente 10 e 15 km de altitude devem sua existência a processos que se iniciam no meio da floresta tropical. Em momentos de estresse térmico, as folhas das árvores da Amazônia emitem isopreno, um composto volátil orgânico incolor, com um levíssimo aroma que pode remeter a borracha ou petróleo. A liberação dessa molécula gasosa, expelida como uma espécie de transpiração da vegetação, é um mecanismo evolutivo que auxilia as plantas, em especial a dos trópicos, a se proteger dos efeitos negativos dos picos de calor. Perto da superfície, na baixa atmosfera, o isopreno dura minutos ou poucas horas. Durante o dia, sob a luz solar, ele se degrada rapidamente ao reagir com outros compostos.</p><p>Mas as moléculas de isopreno emitidas depois do pôr do sol pelas árvores da Amazônia escapam desse fim precoce e são transportadas à alta atmosfera pela ação de tempestades noturnas. A cerca de 15 km de altitude, onde a temperatura é inferior a -30 graus Celsius (ºC), o isopreno não se degrada como ocorre perto da superfície e reage com outros compostos. A produção noturna de raios durante as tempestades faz com que o isopreno se ligue a moléculas de óxidos de nitrogênio e forme rapidamente uma enorme quantidade de partículas de aerossol de alguns nanômetros. “Na alta atmosfera, o isopreno acelera em 100 vezes a velocidade de formação de aerossóis”, comenta Machado.</p><p>É provável que esse mesmo mecanismo de formação de aerossóis em altitudes elevadas também ocorra em outras partes do globo, sobretudo sobre as florestas tropicais do Congo, na África, e no Sudeste Asiático. O isopreno é o principal composto volátil emitido pelas plantas. Cerca de 600 milhões de toneladas são liberadas para a atmosfera anualmente. “A floresta amazônica sozinha é responsável por mais de um quarto dessas emissões”, estima, em comunicado de imprensa, o meteorologista Joachim Curtius, da Universidade de Frankfurt, principal autor do estudo com os dados de experimento de campo Cafe-Brazil.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 14:52:15 UTC</pubDate>
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         <title>ANFÍBIOS AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO</title>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Os anfíbios – os vertebrados mais ameaçados de extinção do planeta hoje – contam com uma estratégia eficaz de conservação: ambientes artificiais (zoológicos, aquários etc.), onde se formam as chamadas ‘populações de segurança’. No Brasil, há só quatro projetos do gênero.</strong></p><p><strong>   </strong>Os anfíbios são um grupo de vertebrados que engloba as ordens Anura (sapos, rãs e pererecas), Caudata (salamandras) e Gymnophiona (cecílias ou cobras-cega). Esses animais desempenham papel fundamental no meio ambiente, pois fazem parte de toda a cadeia alimentar, servindo de alimento para outros animais e sendo importantes predadores de pragas, como larvas e mosquitos.&nbsp;</p><p>Esses anfíbios também são excelentes indicadores da saúde dos ecossistemas aquáticos e terrestres, por terem características fisiológicas únicas, como pele permeável e sensível a perturbações. Além disso, os anfíbios têm grande importância econômica: as secreções químicas produzidas por suas glândulas são amplamente estudadas para produção de novos medicamentos. Mais: em certas regiões do mundo, esses animais têm grande importância cultural, fazendo parte das tradições locais.&nbsp;</p><p>Apesar de conhecermos cerca de 8,7 mil espécies de anfíbios no mundo – e eles habitarem quase todos os continentes, com exceção da Antártica –, esses animais são o grupo de vertebrados mais ameaçados do planeta: atualmente, 40,7% de suas espécies correm esse risco, 37 delas já foram extintas na natureza. No Brasil, há 1.188 espécies catalogadas de anfíbios, das quais, pelo menos, 59 estão ameaçadas de extinção, segundo a portaria n. 300 do Ministério do Meio Ambiente (MMA), publicada em dezembro de 2022.</p><p>  <strong>Esses anfíbios também são excelentes indicadores da saúde dos ecossistemas aquáticos e terrestres, por terem características fisiológicas únicas, como pele permeável e sensível a perturbações</strong></p><p>Uma das principais ameaças para os anfíbios é a perda de hábitat, causada pela ação humana. O desmatamento, a fragmentação do ambiente, a expansão agrícola e a urbanização são exemplos de degradação ambiental que afetam processos ecológicos naturais desses animais (por exemplo, reprodução e alimentação), podendo levá-los ao declínio populacional.&nbsp;</p><p>Outra importante ameaça é a quitridiomicose, doença causada pelos fungos <em>Batrachochytrium dendrobatidis</em> e <em>B. salamandrivorans</em>. Essa enfermidade tem sido responsável por inúmeros declínios populacionais de anfíbios em todo o mundo – inclusive, no Brasil. Diante do preocupante declínio populacional e da importância dos anfíbios, é essencial que sejam feitas ações de conservação para proteger suas populações tanto no Brasil quanto no mundo.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Luan</p><p>Larissa</p><p>Victor Hugo</p><p>Maria Eduarda </p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 14:52:51 UTC</pubDate>
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         <title>Fronteira entre fato e ficção...</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Você está passeando pelo centro de sua cidade quando vê um homem correndo. Você percebe que esse homem está carregando uma bolsa nos braços e que, em outro ponto da rua, há uma mulher gritando por ajuda. Ao chegar em casa, você relata o ocorrido aos seus familiares: “eu estava na rua mais cedo e vi um homem que tinha acabado de roubar a bolsa de uma mulher e conseguiu fugir, mas pelo menos ninguém se feriu”.</p><p>O que você acabou de fazer foi narrar, contar uma história. Narrar é expor uma sequência de acontecimentos na qual personagens realizam ações em um tempo e em um espaço específicos. Toda história tem um narrador, seja ele um personagem que participa da história ou um observador externo.</p><p>Nessa pequena história, a mulher e o homem são personagens; a rua do centro da cidade e o horário em que tudo ocorreu são o espaço e o tempo onde os eventos se passaram; e a sequência de acontecimentos é o enredo. Quem faz o papel de narrador é você, mais especificamente um narrador observador, que conta a história sem participar diretamente dela, apenas a assistindo de fora.</p><p>Esses elementos narrativos estão presentes em boa parte do que lemos ou assistimos. Estão nos livros de literatura, nos quadrinhos, nos filmes, nos vídeos da internet, nos programas de televisão. Estão até mesmo nas reportagens jornalísticas e nos documentários.</p><p>Se a narrativa está presente em tantos estilos – escritos e orais – de comunicação, qual a diferença entre uma narrativa jornalística e uma literária? Se tanto uma reportagem de um telejornal quanto um filme de super-herói são histórias (dotadas de personagens, tempo, espaço, enredo e narrador), qual a diferença entre elas?&nbsp;</p><p>Costuma-se distinguir as narrativas com base no seu compromisso com a realidade e seu nível de inventividade. A narrativa fatual é aquela que se refere a acontecimentos reais, em que tudo o que é contado realmente aconteceu e há pouca ou nenhuma invenção. Entram nessa categoria as narrativas jornalísticas e históricas.</p><p><br></p><p>-Ana Carolina Leite Winder-</p><p>-Vitor Manoel da Conceição-</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 14:56:24 UTC</pubDate>
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         <title>As reais indicações da tadalafila</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Na bula, há apenas três condições para a prescrição médica desse remédio.</p><p><br></p><p>A primeira e mais óbvia delas é a impotência sexual.</p><p><br></p><p>"A disfunção erétil tem causas orgânicas e psicogênicas. Se chega no meu consultório um jovem que tem falhas ocasionais, ele provavelmente não está com uma questão específica no organismo. O problema então está na cabeça e ele pode se beneficiar de uma psicoterapia", aponta Torres.</p><p><br></p><p>"Agora, quando se trata de um homem de certa idade, com outros fatores de risco e doenças crônicas, a disfunção provavelmente possui causas orgânicas. Nesses casos, os remédios podem ajudar", diferencia ele.</p><p><br></p><p>A segunda indicação da tadalafila envolve um quadro chamado hiperplasia prostática benigna, marcada por um inchaço da próstata, que estrangula a uretra e dificulta a passagem da urina. O remédio é prescrito aqui porque traz algum alívio na saída da urina.</p><p><br></p><p>O terceiro uso dessa medicação envolve pacientes com hipertensão pulmonar — o aumento da pressão arterial no principal órgão do sistema respiratório. Mas esse tratamento envolve doses muito mais elevadas do que nas duas situações citadas anteriormente.</p><p><br></p><p> </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 15:00:53 UTC</pubDate>
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         <title>Por que mamíferos não cresceram tanto quanto os dinossauros</title>
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         <description><![CDATA[<p>Os grandes dinossauros saurópodes, os famosos “pescoçudos”, atingiam dimensões colossais. Entre os maiores já identificados estão os sul-americanos Patagotitan mayorum e Argentinosaurus huinculensis, com 100 milhões de anos. Esses verdadeiros monstros mediam até 40 metros de comprimento e estima-se que pesavam até 80 toneladas, sendo os maiores animais terrestres conhecidos. Por outro lado, os maiores mamíferos terrestres que já existiram não devem ter pesado mais de 22 toneladas. Isso provavelmente se deve a uma limitação anatômica e fisiológica, como aponta o paleontólogo estadunidense Steve Brusatte em seu livro Ascensão e reinado dos mamíferos (editora Record, 2024).</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 15:03:22 UTC</pubDate>
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         <title>um peixe das nuvens reaparece no litoral paulista</title>
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         <description><![CDATA[<p>Espécie criticamente em perigo de extinção é encontrada em vala de estrada e poças temporárias após 17 anos sem registros publicados Classificada como criticamente em perigo na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a espécie foi encontrada na sub-bacia do Rio Preto, em Itanhaém, litoral paulista, tanto em uma vala de estrada, quanto em uma poça temporária. Típico de águas escuras e ácidas, esse peixe é nativo da região. A redescoberta aconteceu no início de 2024 e foi publicada em outubro na revista <em>Biota Neotropica</em> .Por viverem em locais diferentes do que estamos acostumados a encontrar peixes, como rios, riachos, lagos e lagoas, sua existência acaba passando despercebida. Quando as poças secam, elas podem ser aterradas, colocando essa espécie entre as mais ameaçadas do país</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 15:16:16 UTC</pubDate>
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