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      <title>Memorial do Convento_12°A_grupo 1 by Francisco Figueiredo</title>
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      <description>André, Francisco, Leonardo</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-01-11 10:03:04 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>1. Ação<br>2. Personagens<br>3. Tempo<br>4. Espaço<br>5. Narrador</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-27 11:05:41 UTC</pubDate>
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         <title>2.1. Personagens principais</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-01-27 11:07:04 UTC</pubDate>
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         <title>2.1.1. Rei D. João V</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>D. João V foi o vigésimo quarto rei de Portugal, o seu reinado foi o mais rico da História de Portugal. Este foi um grande edificador, e dotou principalmente a capital portuguesa de numerosas construções. Fomentou o estudo da história e da língua portuguesa; gastou a maior parte da sua riqueza nos edifícios que construiu e, uma das maiores obras de arte que construiu foi o Convento na Vila de Mafra. Casou com D. Maria Ana Josefa de Áustria e, o seu sucessor foi o seu filho D. José.<br><br>Caracterização Física:<br>-<br>Caracterização Psicológica e Social:<br>- Vaidoso<br>- Egocêntrico<br>- Megalómano<br>- Libertino<br>- Rico<br>- Poderoso<br>- Tem " medo de morrer"<br>- Arrogante<br>- Cruel<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-27 11:09:45 UTC</pubDate>
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         <title>2.1.2. Rainha D. Maria Ana Josefa</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>A rainha representa a mulher que só através do sonho se liberta da sua condição aristocrática para assumir a sua feminilidade.<br><br>Caracterização Física:<br>-<br>Caracterização Psicológica e Social:<br>- Passiva<br>- Insatisfeita<br>- Vive um casamento baseado na aparência, na sexualidade reprimida e num falso código ético, moral e religioso</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 11:54:53 UTC</pubDate>
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         <title>2.1.3. Baltazar Mateus / Baltazar Sete-Sóis</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Soldado na Guerra da Sucessão espanhola, é um mutilado de guerra, tendo perdido a mão esquerda. É natural de Mafra e ao regressar a Portugal conhece Blimunda, na procissão de um auto-de-fé, em Lisboa, no Rossio. Juntos vivem uma história de amor. Baltasar é um dos que participa na construção da Passarola.<br><br>Caracterização Física:<br>- "Cara escura e barbada"<br>- Olhos cansados<br>- Boca triste<br>- Maneta<br><br>Caracterização Psicológica e Social:&nbsp;<br>- Simples e elementar<br>- Fiel<br>- Analfabeto<br>- Meigo<br>- Aceita a sua vida com naturalidade, bem como, a mulher que o destino lhe ofereceu, sem protestos<br>- Não tem medo do trabalho nem da morte<br>- Humilde<br>- Honesto<br>- Apelido: Sete-Sóis: Sete é um número mágico, que aponta para a totalidade (sete dias da semana, sete pecados mortais, sete cores do arco-íris); Sol é símbolo de vida, da força, do poder do conhecimento</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 12:05:04 UTC</pubDate>
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         <title>2.1.4. Blimunda de Jesus / Blimunda Sete-Luas</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Filha de Sebastiana Maria de Jesus, condenada ao degredo para Angola, conhece Baltasar na procissão do auto-de-fé. Blimunda tem a capacidade especial de ser vidente e acaba por ajudar na construção da Passarola, contribuindo para isso com os seus poderes mágicos.<br><br>Caracterização Física:<br>- Cabelos pesados, espessos, "cor de mel sombrio"(pg.89)<br>- Corpo "alto e delgado"(pg.55)<br>- Olhos místicos, "claros, verdes, cinzentos, azuis quando lhes dava de frente a luz, e de repente escuríssimos, castanhos de terra, água parda, negros se a sombra os cobria ou apenas aflorava"(pg.103), "olhos excessivos"(pg.178), que se tornam em "olhos parados, cujas pálpebras raramente batiam, e que a certas horas e certa luz pareciam lagos onde flutuavam sombras, de nuvens, as sombras que dentro passavam, e não as comuns do ar"(pg.354)<br><br>Caracterização Psicológica e Social:<br>- Visionária<br>- Excêntrica<br>- Tem o poder de ver o interior das pessoas: "O meu dom não é heresia, nem é feitiçaria, os meus olhos são naturais (...) eu só vejo o que está no mundo, não vejo o que é de fora dele"(pg.77), mas promete nunca ver Baltazar por dentro.<br>- Determinada<br>- Corajosa<br>- Decidida</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 12:16:35 UTC</pubDate>
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         <title>2.2. Personagens secundárias</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-02-21 15:48:19 UTC</pubDate>
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         <title>2.1.5. Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>O padre Bartolomeu, tem por alcunha “O Voador”, vive com a obsessão de “elevar-se um dia no ar, onde até agora só subiram Cristo, a Virgem e alguns santos eleitos", daí o seu projecto da “passarola”, apoiado por el-rei D. João V, que mostra-se muito empenhado no progresso do seu invento.<br><br>Mantém laços de profunda amizade com Baltasar e Blimunda, que formam o trio que vai pôr em prática o sonho de voar, e com quem, segundo as suas palavras, formam “uma trindade terrestre, o pai, o filho e o espírito Santo (XVI)”. Assim, o trabalho físico e artesanal, de Baltasar, liga-se à capacidade mágica de Blimunda e aos conhecimentos científicos do padre. Acaba por ter de se refugiar em Toledo (Espanha) devido à perseguição da Inquisição, que o acusa de bruxaria, por isso deixa o seu sonho/projecto nas mãos de Baltasar.<br><br>A sua obsessão de voar domina-o de tal forma, que ele não se inibe de integrar no seu projecto um casal não abençoado pela Igreja e de aceitar e usufruir das capacidades heréticas de Blimunda (“bruxaria”), que farão a passarola voar. A passarola, símbolo da concretização do sonho de um visionário, funciona de uma forma antagónica ao longo da narrativa: é ela que une Baltasar, Blimunda e o padre Bartolomeu, mas também é ela que vai acabar por separá-los.<br><br>A sua caracterização é feita predominantemente de forma indirecta.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-21 15:51:52 UTC</pubDate>
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         <title>2.1.6. Domenico Scarlatti</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>É um músico italiano, que veio para Portugal como professor do irmão de D. João V, o infante D. António, passando depois a ser professor da infanta D. Maria Bárbara. É um homem de completa figura, rosto comprido, boca larga e firme, olhos afastados (XVI). Scarlatti é cúmplice silencioso do projecto da passarola ("Saiu o músico a visitar o convento e viu Blimunda, disfarçou um, o outro disfarçou, que em Mafra não haveria morador que não estranhasse, e (...) fizesse logo seus juízos muito duvidosos").<br><br>Na história, a sua música tem poderes curativos que libertaram Blimunda da sua estranha doença, permitindo-lhe cumprir a sua tarefa de recolher as “vontades” ("Durante uma semana (...) o músico foi tocar duas, três horas, até que Blimunda teve forças para levantar-se, sentava-se ao pé do Cravo, pálida ainda, rodeada de música como se mergulhasse num profundo mar, (...) Depois, a saúde voltou depressa" ).<br><br>É, ainda, Scarlatti que dá a notícia a Baltasar e Blimunda da morte do padre Bartolomeu. A música do cravo de Scarlatti simboliza o ultrapassar, por parte do homem, de uma materialidade excessiva, e o atingir da plenitude da vida.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-21 16:02:33 UTC</pubDate>
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         <title>2.3.1. Povo</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>O verdadeiro protagonista de Memorial do Convento é o povo trabalhador. Espoliado, rude, violento, o povo atravessa toda a narrativa, numa construção de figuras que, embora corporizadas por Baltasar e Blimunda, tipificam a massa colectiva e anónima que construiu, de facto, o convento.<br><br>A crítica e o olhar mordaz do narrador enfatizam a escravidão a que foram sujeitos quarenta mil portugueses, para alimentar o sonho de um rei megalómano ao qual se atribui a edificação do Convento de Mafra.<br><br>A necessidade de individualizar personagens que representam a força motriz que erigiu o palácio-convento, sob um regime opressivo, é a verdadeira elegia de Saramago para todos aqueles que, embora ficcionais, traduzem a essência de ser português:<br><br>"Grandes feitos, com grande esforço e capacidade de sofrimento"</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-10 18:09:40 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A 1ª linha diegética</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ocupa grande parte da ação, desde promessa do rei (D. João V), em 1711, passando pela escolha do local (Mafra) por D. João V; o lançamento da primeira pedra, em 1717; a construção propriamente dita do monumento, destacando-se o recrutamento forçado de trabalhadores do povo, bem como os seus sofrimentos, o trabalho árduo e até a morte; a sagração da Basílica, em 22 de outubro de 1730 (dia do aniversário do rei).&nbsp;<br>Esta linha engloba a família real (caricatura; farsa palaciana) e os poderosos (Igreja Católica, Inquisição) e relaciona-se com a segunda linha de ação, uma vez que a promessa do rei é que vai originar a construção do convento.<br><br>Excertos:<br>- «Prometo, pela minha palavra real, que farei construir um convento de franciscanos na vila de Mafra se a rainha me der um filho no prazo de um ano a contar deste dia em que estamos» – Cap. I, p. 14</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 18:17:53 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em Memorial do Convento surgem harmoniosamente articuladas a realidade histórica e a ficção,<br>estruturando se a ação em quatro linhas diegéticas (referidas na contracapa da obra):<br>• 1ª linha diegética: «Era uma vez um rei que fez a promessa de levantar um convento em Mafra.»<br>• 2ª linha diegética: «Era uma vez a gente que construiu esse convento.»<br>• 3ª linha diegética: «Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes.»<br>• 4ª linha diegética: «Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido.»</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 18:21:28 UTC</pubDate>
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         <title>Tempo Histórico</title>
         <author>leonardonogueira20121360</author>
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         <description><![CDATA[<div>O tempo da história dura 28 anos (1711 até 1739, século XVIII).<br>A historia começa em 1711 com alguns acontecimentos importantes : D.João V governa ainda sem ter atingido os seus 20 anos de idade; Dona Maria Ana está no quinto mês de gravidez; Blimunda e Baltazar acabam por se conhecer num ato de fé e a mãe de Blimunda é acoitada e condenada a degredo.<br>Em 1717 ocorre a bênção da primeira pedra do Convento de Mafra, Baltazar e Blimunda voltam a Lisboa e continuam a construção da passarola.<br>Em 1729 a infanta Maria Bárbara casa-se com o príncipe Dom Fernando e o príncipe Dom José casa-se com a infanta Mariana Vitória.<br>Em 1730 ocorreu a Sagração do Convento de Mafra e foi o ano em que D.João V celebrou o seu quadragésimo aniversario.<br>Por fim em 1739 Baltazar acaba por falecer e para se referir a esse acontecimento que dá fim a esta historia usou-se&nbsp; a expressão "Naquele momento arde um homem a quem falta a mão esquerda "<br><br>O fluir do tempo, mais do que através da recorrência a marcos cronológicos específicos, é sugerido pelas transformações sofridas pelas personagens e por alguns espaços e objetos ao longo da obra. Logo no início do romance, podemos inferir que a ação tem início no ano de 1711, através da seguinte referência do narrador: «[...] S. Francisco andava pelo mundo, precisamente há quinhentos anos, em mil duzentos e onze [...]».<br>Muitas vezes, a passagem do tempo é anunciada por situações precisas(«Para D. Maria Ana é que lhe vem chegando o tempo. A barriga não aguenta crescer mais por muito que a pele estique») ou por referências temporais que se integram em marcações referenciais:<br>- «tendo partido daqui há vinte meses» - p. 72;&nbsp;<br>- «Meses inteiros se passaram desde então, o ano é já outro» - p. 77;&nbsp;<br>- «Entretanto, nasceu o infante D. Pedro» - p. 88;&nbsp;<br>- «Bartolomeu Lourenço foi à quinta de S. Sebastião da Pedreira, três anos inteiros haviam passado desde que partira» - p. 117;<br>- «é certo que há seis anos que vivem como marido e mulher» - p. 130;<br>-&nbsp;«se não ficou dito já, sempre são seis anos de casos acontecidos» - p. 134;<br>- «e já vão onze anos passados» - p. 162;<br>-&nbsp;«passaram catorze anos» - p. 214;<br>- «Desde que na vila de Mafra, já lá vão oito anos, foi lançada a primeira pedra da basílica» - p. 231.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 18:28:28 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>A 2ª linha diegética</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Presta homenagem/tributo ao sacrifício do povo e confere uma certa dimensão épica à obra (glorificando os homens que sofrem e se sacrificam para cumprir a vontade do rei)<br>Esses operários, que foram marginalizados pela historiografia oficial, vão ser resgatados do esquecimento através do Memorial do Convento.<br>Etapas da construção do Convento:<br>- Escolha do local para a edificação do convento (cap. VIII)<br>- Compra das terras do Alto da Vela; construção dos alicerces (cap. X)<br>- Lançamento da primeira pedra (cap. XII)<br>- A "epopeia da pedra" transportada na "nau da índia" de Pero Pinheiro a Mafra (cap. XIX)<br>- Recrutamento maciço de homens para acelerar a construção da basílica a inaugurar - no aniversário do rei (cap. XXI)<br>- Sagração da basílica com a presença do rei (cap. XXIV)<br><br>Excertos:<br>- «Tão grande fora o sofrimento durante este arrastado dia, que todos diziam, Amanhã não pode ser pior, e no entanto sabiam que iria ser pior mil vezes. [...] não podem as galés ser piores do que isto. [...] Assim, a plataforma ia descer a pulso. Não havia outra maneira. [...]» – Cap. XIX, p. 265<br>- «Seiscentos homens agarrados desesperadamente aos doze calabres que tinham sido fixados na traseira da plataforma, seiscentos homens que sentiam, com o tempo e o esforço, ir-se-lhes aos poucos a tesura dos músculos, seiscentos homens que eram seiscentos medos de ser, agora sim, ontem aquilo foi uma brincadeira de rapazes [...] » – Cap. XIX, p. 266</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 18:32:59 UTC</pubDate>
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         <title>2.3. Figurantes</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 18:49:05 UTC</pubDate>
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         <title>2.3.2. Clero</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Revestidos pelas críticas do narrador, são enfatizados a sua hipocrisia e a sua violência de todos os seus representantes, com foco na Inquisição. Retratados por quebrarem constantemente a castidade e por desprezarem os pobres, é revelada a sua religiosidade vazia, cujos rituais originam a corrupção e a degradação moral no povo, ao invés de elevar os seus espíritos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 19:01:39 UTC</pubDate>
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         <title>2.2.1. Infanta D. Maria Bárbara</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Filha primogénita do casal real. Tem cara «bexigosa e de lua cheia», mas é «boa rapariga», musical a quanto pode chegar uma princesa. Casa aos 17 anos com o infante D. Fernando de Espanha, pelo que não chega sequer a ver o convento erigido em honra do seu nascimento.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 19:07:00 UTC</pubDate>
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         <title>2.2.2. Infante D. Francisco</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>A loucura impune do irmão do Rei, infante D. Francisco, exercitando nos marinheiros a pontaria com a espingarda, é bem ilustrativa da crueldade de um tempo que tudo admite aos poderosos. A intriga e disputa pela coroa, sonhando a morte do irmão, é outra faceta do seu comportamento.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 19:10:20 UTC</pubDate>
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         <title>2.2.4. Sebastiana Maria de Jesus</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Mãe de Blimunda, condenada a ser açoitada em público e ao degredo por ter “visões e revelações”.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 19:21:52 UTC</pubDate>
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         <title>2.2.5. Marta Maria</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Mãe de Baltasar, é quem recebe o “filho pródigo” e Blimunda em sua casa, quando estes vão pela primeira vez juntos a Mafra.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 19:22:14 UTC</pubDate>
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         <title>2.2.6. João Francisco</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Pai de Baltasar. Homem do povo cuja subsistência reside na agricultura.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 19:22:52 UTC</pubDate>
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         <title>2.2.7. Inês Antónia</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Irmã de Baltasar, mãe de dois filhos, que sofre a morte do rapaz mais novo, com pouco mais de dois anos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 19:23:26 UTC</pubDate>
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         <title>2.2.8. Álvaro Diogo</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Homem do povo e antigo soldado com quem Baltasar trava amizade ao chegar a Lisboa. Morre ao cair de uma janela durante a construção do convento.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 19:24:12 UTC</pubDate>
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         <title>2.2.3. João Elvas</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Antigo soldado, vadio e amigo de Baltasar.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 19:25:40 UTC</pubDate>
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         <title>2.2.9. Frei António de São José</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>É o franciscano que alega ter tido a premonição na qual diz que o rei terá a tão desejada sucessão se este construir um convento franciscano. Perante esta condição, D. João V promete construir um convento em Mafra se tiver um filho varão dentro de um ano a partir desse mesmo dia. É revelado no romance pelo narrador que esta premonição é falseada pelo clero, pois este já sabia da gravidez da rainha através do confessionário, com a revelação de mais "milagres" produzidos pela ordem franciscana ou que são apenas coincidências.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 19:27:35 UTC</pubDate>
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         <title>A 3ª linha diegética</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Conta uma história de amor em evidente antítese à relação contratual que caracteriza a relação do rei com a rainha: a de Baltasar e Blimunda. Estes são também construtores da passarola. Baltasar é ainda um dos construtores do convento, constituindo-se como paradigma da força que faz mover Portugal – a do povo.<br><br>O amor contratual:<br>O rei e a rainha são representantes do poder e da ordem, mas também da repressão característica de um regime absolutista. A relação conjugal resume-se a um único objetivo: dar um herdeiro à coroa. Não existe nenhum envolvimento afetivo entre o rei e a rainha.<br>O rei cumpre «vigorosamente» o seu dever de marido e vai ao quarto da rainha duas vezes por semana, mas a «devota parideira» é já culpabilizada por mais de dois anos de esterilidade, pois que «caiba a culpa ao rei, nem pensar, porque abundam no reino bastardos da real semente».<br>O amor contratual entre D. João V e a rainha D. Maria Ana (severamente criticado pelo narrador) dá origem à infidelidade do rei e aos sonhos eróticos da rainha com o infante D. Francisco.<br>O rei e a rainha são descritos caricaturalmente e os episódios jocosos tentam destituí-los do seu estatuto real e aproximá-los das pessoas vulgares e mortais. Daí a referência às orações antes de darem início ao ato sexual para evitar a morte e à presença de percevejos, tanto na cama do rei como na da rainha.<br><br>O amor verdadeiro:<br>O encontro entre Baltasar e Blimunda está marcado pela crueldade do auto-de-fé, que condena ao degredo Sebastiana de Jesus, e pelo misticismo da promessa de Blimunda de que nunca «olhará por dentro» Baltasar.<br>Blimunda amou apaixonadamente Baltasar desde o primeiro momento. O silêncio e os gestos simples, como o de deixar a porta aberta, o acender o lume, o servir a sopa, o esperar pela colher usada de Baltasar, marcam a entrega e a comunhão entre estes dois seres.<br>O casal transgride os códigos de amor estabelecidos, porque não procriam e entregam-se plenamente às carícias e jogos eróticos, sem olharem a limites, lugares ou datas. Vivem um amor sem regras, instintivo e natural. Não há discurso amoroso, pois as palavras tornam-se desnecessárias quando o silêncio é rico de significação, quando entre os dois há apenas amor, paixão, gozo, cumplicidade, entendimento perfeito. O tempo passa, eles envelhecem, mas o casal continua eternamente enamorado e até escandaliza a vila de Mafra.<br><br>Excertos:<br>- «Lembras-te da primeira vez que dormiste comigo, teres dito que te olhei por dentro, Lembro-me, Não sabias o que estavas a dizer, nem soubeste o que estavas a ouvir quando eu te disse que nunca te olharia por dentro. [...] Eu posso olhar por dentro das pessoas. [...] mas só vejo quando estou em jejum, perco o dom quando muda o quarto da lua, mas volta logo a seguir, quem me dera que o não tivesse» – Cap. VIII, pp. 79-80<br>- «Durante nove anos, Blimunda procurou Baltasar.» – Cap. XXV, p. 369<br>- «Encontrou-o. [...]São onze os supliciados. A queima já vai adiantada, os rostos mal se distinguem. Naquele extremo arde um homem a quem falta a mão esquerda. Talvez por ter a barba enegrecida, prodígio cosmético da fuligem, parece mais novo. E uma nuvem fechada está no centro do seu<br>corpo. Então Blimunda disse, Vem. Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda.» – Cap. XXV, pp. 372-373</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-11 19:42:09 UTC</pubDate>
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         <title>Tarefas</title>
         <author>leonardonogueira20121360</author>
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         <title>Categorias da narrativa</title>
         <author>leonardonogueira20121360</author>
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         <title>Categoria da narração: Ação</title>
         <author>leonardonogueira20121360</author>
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         <title>Categoria da narração: Personagens</title>
         <author>leonardonogueira20121360</author>
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         <title>3. Categoria da narrativa: Tempo</title>
         <author>leonardonogueira20121360</author>
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         <title>4. Categoria da narrativa: Espaço</title>
         <author>leonardonogueira20121360</author>
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         <title>5. Categoria da narrativa: Narrador</title>
         <author>leonardonogueira20121360</author>
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         <title>Intertextualidade</title>
         <author>leonardonogueira20121360</author>
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         <title>Elementos Simbólicos</title>
         <author>leonardonogueira20121360</author>
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         <title>Conclusão</title>
         <author>leonardonogueira20121360</author>
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         <pubDate>2023-03-11 22:31:39 UTC</pubDate>
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         <title>Referências (bibliográficas e da web)</title>
         <author>leonardonogueira20121360</author>
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         <pubDate>2023-03-11 22:31:52 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>A 4ª linha diegética</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Representa o poder do sonho (o desejo de voar de Bartolomeu Lourenço e a construção de uma máquina voadora) e a força da vontade (essencial para cumprir o sonho). Articula-se com a primeira e segunda linhas de ação, porque o padre é simultaneamente uma personagem histórica e ficcional e assume uma função de mediador entre a corte e o povo. Também se liga à terceira linha de ação, uma vez que a construção da passarola só é possível com a colaboração de Baltasar e Blimunda.<br>O padre funciona como elemento agregador entre ficção e realidade histórica durante a construção da passarola, constituindo esta o fio condutor da narrativa. Por seu turno, Baltasar (personagem fictícia) funciona como elo de ligação entre a linha diegética da construção da passarola e a linha diegética da construção do convento.<br>É a construção da máquina que conduz a narrativa e é ela que materializa o sonho dos seus construtores e lhes vai permitir a fuga de um mundo dominado pela injustiça e pela prepotência que caracteriza a política vigente.<br><br>Excertos:<br>- «Tenho sido a risada da corte e dos poetas, um deles, Tomás Pinto Brandão, chamou ao meu invento coisa de vento que se há de acabar cedo, se não fosse a proteção de el-rei não sei o que seria de mim, mas el-rei acreditou na minha máquina» – Cap. VI, p. 64<br>- «És um homem natural, nem cascos de mula nem asas de passarola, É assim que se chama a sua máquina, perguntou Baltasar, e o padre respondeu, Assim lhe têm chamado por desprezo.» – Cap.VI, p. 66</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 13:34:31 UTC</pubDate>
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         <title>Espaço Físico</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>A ação do livro "Memorial do Convento" privilegia dois macroespaços exteriores:&nbsp; Lisboa e Mafra.<br><br><strong>Lisboa </strong>surge caracterizada como «imunda, alcatifada de excrementos, de lixo, de cães lazarentos e gatos vadios, e lama mesmo quando não chove [...] Lisboa cheira mal, cheira a podridão, o incenso dá um sentido à fetidez» (p.14). Pelo olhar de Baltazar «Lisboa derramava-se para fora&nbsp; das muralhas. Via-se o castelo lá no alto, as torres das igrejas dominando a confusão das&nbsp; casas baixas, a massa indistinta das empenas [...] ali estava, oferecida na palma da terra, agora alta de muros e de casas.» (pp. 22-23). Descrevem-se vários espaços dos quais se destacam o Terreiro do Paço, o Rossio e S. Sebastião da Pedreira:<br>- Terreiro do Paço: Local onde Baltasar trabalha num açougue, após a sua chegada a Lisboa, e onde decorre a procissão do Corpo de Deus. É um espaço fulgurante de vida, com grande importância no contexto da sociedade lisboeta da época. («Atravessava o Terreiro do Paço o padre Bartolomeu Lourenço» - p. 35)<br>- Rossio: Este espaço aparece no início da obra como o local onde decorrem o auto-de-fé e a procissão da Quaresma ou dos penitentes. («a procissão é uma serpente enorme que não&nbsp; cabe direita no Rossio» - p. 30)<br>- S. Sebastião da Pedreira: local ao qual só acedem o padre Bartolomeu Lourenço, Baltasar e Blimunda. É lá que se encontra a máquina voadora que está a ser construída em simultâneo com o Convento de Mafra. A passarola insere-se na narrativa como um mito, do qual o homem depende para viver. Mito proibido mas que se evidenciará e se deixará ver pelo voo espetacular que se realizará, mostrando que ao homem nada é impossível e que a vida é uma grande aventura. Na época, S. Sebastião da Pedreira era um espaço rural onde existiam várias quintas que integravam palacetes. («Vou a S. Sebastião da Pedreira ver&nbsp; a minha máquina, queres tu vir comigo, a mula pode com os dois [...] Todas as portas e janelas do&nbsp; palácio estavam fechadas, a quinta abandonada, sem cultivo. A um lado do pátio espaçoso&nbsp; ficava um celeiro, ou abegoaria, ou adega, estando vazio não se podia saber que serventia fora a sua» - p. 39)<br><br><strong>Mafra </strong>é o segundo macroespaço. Até à construção do convento, a vida de Mafra decorria na vila velha e no antigo castelo, próximo da igreja de Sto. André. A Vela foi o local escolhido para a construção do convento, que deu lugar à vila nova, à volta do edifício. Nas imediações da obra, surge a "Ilha da Madeira", onde começaram por se alojar dez mil trabalhadores, ascendendo, mais tarde, a quarenta mil. Além de Mafra, são ainda referidos espaços como Pêro Pinheiro, a serra do Barregudo, Torres Vedras, Montejunto (onde aterrou a "Passarola Voadora") e a casa da família de Baltazar Sete-Sóis. («El-rei foi a Mafra escolher o sítio onde há de ser levantado o convento. Ficará neste alto a que chamam da Vela» - p. 53)</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 13:41:56 UTC</pubDate>
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         <title>Espaço Social</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>O espaço social é construído através do relato de determinados momentos e do percurso de personagens que simbolizam um determinado grupo social. Destaca-se:<br><br>Procissão da Quaresma:&nbsp;<br>- Excessos praticados durante o Entrudo (satisfação dos prazeres carnais) e brincadeiras carnavalescas – as pessoas comiam e bebiam demasiado, davam “umbigadas pelas esquinas”, atiravam água à cara umas das outras, batiam nas mais desprevenidas, tocavam gaitas, espojavam-se nas ruas.<br>- Penitência física e mortificação da alma após os “abusos” durante o Entrudo (é tempo de “mortificar a alma para que o corpo finja arrepender-se”).<br>- Descrição da procissão (os penitentes à cabeça, atrás dos frades, o bispo, as imagens nos andares, as ordens e as irmandades).<br>- Manifestações de fé que tocavam a histeria (as pessoas arrastam-se pelo chão, arranham-se, puxam os cabelos, esbofeteiam-se) enquanto o bispo faz sinais da cruz a um acólito balançam o incensório; os penitentes recorrem à autoflagelação.<br>- O narrador afirma que, apesar da tentativa de purificação através do incenso, Lisboa permanecia uma cidade suja, caótica e as suas gentes eram dominadas pela hipocrisia de uma alma que, ironicamente, este define como "perfumada“.<br><br>Autos-de-fé:<br>- O Rossio está novamente cheio de assistência; a população está duplamente em festa, porque é domingo e porque vai assistir a um auto-de-fé (passaram dois anos após o último evento deste tipo).<br>- O narrador revela a sua dificuldade em perceber se o povo gosta mais de autos-de-fé ou de touradas, evidenciando com esta afirmação a sua ironia crítica perante um povo que revela um gosto sanguinário e procura nas emoções fortes uma forma de preencher o vazio da sua existência.<br>- A assistência feminina, à janela, exibe as suas “toilettes”, preocupa-se com pormenores fúteis relativos à sua aparência (a segurança dos sinaizinhos no rosto, a borbulha encoberta), e aproveita a ocasião para se entregar a jogos de sedução com os pretendentes que se passeiam em baixo.<br>- A proximidade da morte dos condenados constitui o motivo do ambiente de festa; esta constatação suscita, mais uma vez, a crítica do narrador - na realidade, o facto de as pessoas saberem que alguns dos sentenciados iriam, em breve, arder nas fogueiras não as inibia de se refrescarem com água, limonada e talhadas de melancia e de se consolarem com tremoços, pinhões, tâmaras e queijadas.<br>- Sai a procissão - à frente os dominicanos; depois, os inquisidores.<br>- Distinção entre os vários sentenciados, assim como o crucifixo de costas voltadas, para as mulheres que irão arder na fogueira.<br>- Menção dos nomes de alguns dos condenados (inclusivamente, o de Sebastiana Maria de Jesus, mãe de Blimunda).<br>- Início da relação entre Baltasar e Blimunda.<br>- Punição dos condenados pelo Santo Ofício - o povo dança em frente das fogueiras.<br><br>Tourada (Terreiro do Paço):<br>- O espectáculo começa e o narrador enfatiza a forma como os touros são torturados, exibindo o sangue, as feridas, as "tripas“ ao público que, em exaltação, se liberta de inibições ("os homens em delírio apalpam as mulheres delirantes, e elas esfregam-se por eles sem disfarce”).<br>- Dois toiros saem do curro e investem contra bonecos de barro colocados na praça; de um saem coelhos que acabam por ser mortos pelos capinhas, de outro, pombas que acabam por ser apanhadas pela multidão.<br>- A ironia do narrador é ainda traduzida pela constatação de que, em Lisboa, as pessoas não estranham o cheiro a carne queimada, acrescentando ainda numa perspectiva crítica, que a morte dos judeus é positiva, pois os seus bens são deixados à Coroa.<br><br>Procissão do Corpo de Deus:<br>&nbsp; &nbsp;Preparação da Procissão:<br>- Descrição dos "preparos da festa” feita pelo narrador, que assume o olhar do povo (as colunas, as figuras, os medalhões, as ruas toldadas, os mastros enfeitados com seda e ouro, as janelas ornamentadas com cortinas e sanefas de damasco e franjas de ouro), que se sente maravilhado com a riqueza da decoração (uma reflexão do narrador leva-o a concluir que não se verificam muitos roubos durante a cerimónia, pois o povo teme os pretos que se encontram armados à porta das lojas e os quadrilheiros, que procederiam à prisão dos infratores).<br>- Referência do narrador às damas que aparecem às janelas, exibindo penteados, rivalizando com as vizinhas e gritando motes.<br>- À noite, passam pessoas que tocam e dançam, improvisa-se uma tourada.<br>- De madrugada, reúnem-se aqueles que irão formar as alas da procissão, devidamente fardados.<br>&nbsp; &nbsp;Realização da Procissão:<br>- O evento começa logo de manhã cedo.&nbsp;<br>- Descrição do aparato: À frente, as bandeiras dos ofícios da Casa dos Vinte e Quatro, em primeiro lugar a dos carpinteiros em honra a S. José; atrás, a imagem de S. Jorge, os tambores, os trombeteiros, as irmandades, o estandarte do Santíssimo Sacramento, as comunidades (de S. Francisco, capuchinhos, carmelitas, dominicanos, entre outros) e o rei, atrás, segurando uma vara dourada, Cristo crucificado e cantores de hinos sacros.<br><br>Outros espaços sociais:<br>- O trabalho no Convento – Mafra simboliza o espaço da servidão desumana a que D. João V sujeitou o seu povo (cerca de 40 mil trabalhadores).<br>- A miséria do Alentejo – este espaço associa-se à fome e à miséria.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 17:41:27 UTC</pubDate>
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         <title>Espaço Psicológico</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Vivências íntimas, pensamentos, sonhos, estados de espírito, memórias, reflexões das personagens e que caracterizam o ambiente a elas associado.<br><br>O sonho:&nbsp;<br>- O rei sonha com a sua descendência e com o convento («Também D. João V sonhará esta noite. Verá erguer-se do seu sexo uma árvore de Jessé, frondosa e toda povoada dos ascendentes de Cristo […] um convento de franciscanos.» - p. 8).<br>- A rainha tem sonhos eróticos com o infante D. Francisco («Porém, vossa majestade sonha comigo quase todas as noites, que eu bem no sei, É verdade que sonho, são fraquezas de mulher guardadas no meu coração.» - p. 73).<br><br>A imaginação: por exemplo, a peregrinação em busca de Baltasar, durante nove anos («Quantas vezes imaginou Blimunda que estando sentada na praça de uma vila, a pedir esmola, um homem se aproximaria» - Cap. XXV).<br><br>A memória: quando Baltasar, por exemplo, relembra o momento em que perdeu a sua mão esquerda na guerra (Cap. VIII).<br><br>A reflexão: nomeadamente, a conversa entre a infanta D. Maria Bárbara e sua mãe durante o cortejo nupcial (Cap. XXII).</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 19:04:55 UTC</pubDate>
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         <title>Tempo do Discurso</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>O tempo do discurso é revelado através da forma como o narrador relata os acontecimentos. Este pode apresentá-los de forma linear, optar por retroceder no tempo em relação ao momento da narrativa em que se encontra (analepses - «quando S. Francisco andava pelo mundo, precisamente há quinhentos anos, em 1211» - p. 9) ou antecipar situações (prolepses). O narrador também pode alterar o tempo da história, utilizando elipses (supressão do tempo da história).<br><br>As analepses explicam, geralmente, acontecimentos anteriores, contribuindo para a coesão da narrativa. É de assinalar, anteriormente ao ano do início da ação (1711 ), a analepse que explica, em parte, a construção do convento como consequência do desejo expresso, em 1624, pelos franciscanos, de possuírem um convento em Mafra.<br><br>As prolepses têm os seguintes objetivos:<br>- A crítica social - é o caso das prolepses que dão a conhecer as mortes do sobrinho de Baltasar e do infante D. Pedro, de modo a estabelecer o contraste entre os dois funerais, ou a morte de Álvaro Diogo, que viria a cair de<br>uma parede, durante a construção do convento, assim<br>como a informação sobre os bastardos que o rei iria gerar, filhos das freiras que seduzia.<br>&nbsp;- A visão globalizante de tempos distintos por parte do narrador (o tempo da história e, num tempo futuro, o<br>do momento da escrita) - cabem aqui as referências aos cravos (outrora, nas pontas das varas dos capelães; muito mais tarde, símbolos da revolução do 25 de abril), a associação entre os possíveis voos da passarola e o facto de os homens terem ido à Lua, no século XX, a alusão ao tipo de diversões que se vivia no século XVII e ao cinema, entre outras.<br><br>A elipse foi utilizada, por exemplo, na descrição do período em que Bimunda procurou Baltazar durante 9 anos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 19:46:12 UTC</pubDate>
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         <title>Tempo Psicológico</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Tempo subjetivo, relacionado com as emoções, a problemática existencial das personagens, ou seja, a forma como estas sentem a passagem do tempo, vivendo momentos felizes e/ou infelizes.<br>Exemplo: No percurso até Espanha, Maria Bárbara vai observando o que a rodeia e, a partir daí, medita sobre vários assuntos, nomeadamente sobre o facto de nunca ter visto o convento erigido em honra do seu nascimento (Cap. XXII).</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 19:49:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Participação</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>O narrador é, geralmente, heterodiegético, ou seja, trata-se de uma entidade exterior à história que assume a função de relatar os acontecimentos. Surge, normalmente, na 3ª pessoa, o que é visível nas marcas linguísticas, como os pronomes e verbos na 3ª pessoa («D. João, quinto na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher» - p. 3).&nbsp;<br><br>Por vezes, a voz do narrador heterodiegético confunde-se com o pensamento de outra personagem (exemplo: p. 36 e 47).&nbsp;<br><br>Surge, igualmente, na obra um narrador homodiegético, que ocorre na 1ª pessoa do singular ou do plural («porém sosseguemos, a pobre não emprestes, a rico não devas, a frade não prometas, e D. João V é rei de palavra. Haveremos Convento.» - p. 44):&nbsp;<br>- Trata-se de uma personagem secundária da história, que revela as suas próprias vivências, um eu nacional e coletivo, associado aqui à ideia de pátria (p. 35) ;<br>- "Eu" narrador com o "eu" autor textualmente implícito (p. 143 ou 187);&nbsp;<br>- Narrador mesclado com a própria multidão (p. 101 ou 130);&nbsp;<br>- União entre a voz do narrador e a de outras personagens, em substituição do discurso direto (p. 92).<br><br>Para além do narrador principal, existem outros narradores secundários homodiegéticos / vozes narrativas, como por exemplo:<br>- Manuel Milho, que durante a ida a Pêro Pinheiro, noite após noite, vai contando parte de uma história aos companheiros;<br>- João Elvas, que para entreter durante a noite, enquanto estão abrigados no telheiro, conta a Baltazar uma série de crimes horrendos.<br><br>Por vezes torna-se autodiegético, quando representa um pensamento de uma personagem.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 21:53:45 UTC</pubDate>
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         <title>Focalização</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
         <link>https://padlet.com/franciscofigueiredo20171025/2fqsz6bl7085fs7b/wish/2513459489</link>
         <description><![CDATA[<div>O tipo de focalização que predomina na obra é a de carácter omnisciente, pois o narrador tem um conhecimento absoluto acerca dos eventos.<br>Este saber não implica apenas a transcendência em relação a todas as personagens, mas também uma perspectiva tridimensional do tempo – passado, presente e futuro.<br>É este conhecimento que permite ao narrador seguir eventos ocorridos em tempos distintos – tempo da história e, simultaneamente, tempo da escrita (Exemplo: p. 109, 111 ou 139).<br><br>Focalização Interna:<br>- É-nos dada a perspectiva de outras personagens (p. 221 ou 291);<br>- Acontecendo ser esta que relata os acontecimentos (p. 53);<br>- Ou nos apresenta os seus pensamentos (p. 122).<br><br>Focalização Externa:<br>- Narrador observador, que descreve objetivamente o ambiente que o cerca (p. 101).<br><br>Focalização Interventiva e Judicativa:<br>- A voz do narrador irmanado com o leitor / narratário, visto que o narrador interpela o narratário, criando uma certa cumplicidade e familiaridade (p. 83/84 ou 314);<br>- O narrador não se inibe de fazer comentários, juízos de valor, dar opiniões (p. 189, 266 ou 351).</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 22:13:50 UTC</pubDate>
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         <title>Posição</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>O narrador de Memorial do Convento é clara e assumidamente subjetivo, faz comentários, emite juízos de valor, critica, previne, prevê, ironiza, dirige-se ao leitor.&nbsp;<br>Assim, são recorrentes os seus comentários, nos quais manifesta as suas perspectivas pessoais, ou então, exprime ironicamente a voz do senso comum.&nbsp;<br>Exemplo: «é a grande, interminável conversa das mulheres, parece coisa nenhuma, isto pensam os homens, nem eles imaginam que esta conversa é que segura o mundo na sua órbita, não fosse falarem as mulheres umas com as outras, já os homens teriam perdido o sentido da casa e do planeta» (p. 111); «porque a esterilidade não é mal dos homens, das mulheres sim, por isso são repudiadas tantas vezes» (p. 11).&nbsp;<br><br>A ironia do narrador nunca poupa D. João V e todos os poderosos.<br>Pelo contrário, a sua simpatia e cumplicidade são evidentes, quando fala, em tom lírico, do amor de Blimunda e Baltasar ou, em tom épico, dos homens que construíram o convento.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 22:25:34 UTC</pubDate>
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         <title>Linguagem e Estilo</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>- «tornou-se espessa, ferida como uma cortiça.» - Comparação<br>- «Portugal inteiro esteve debaixo destes passos» – Metáfora/Sinédoque<br>- «Algumas vezes atravessou a raia de Espanha porque não via no chão qualquer risco a separar a terra de lá da terra de cá.» – Ironia/Antítese/Repetição<br>- «Não se lembra de mim, chamavam-me Voador» – Inexistência de pontos de interrogação<br>- «Ai pobrezinha» – diminutivo/registo de língua popular<br>- «Sobre a sua mão outra mão se pousava» – Aliteração<br>- «Cardumes de cristal e prata» – metáfora<br>- «Sob as águas escuras do rio» – Adjetivação<br>- «Como um farol de nevoeiros» – comparação<br>- «Foi das praias e das arribas do oceano à fronteira, depois recomeçou a procurar por outros lugares, por outros caminhos» – progressão<br>- «Em dois anos foi das praias e das arribas...Onde nasceu» – Gradação<br>- «Praias, arribas, oceanos»; «Archotes, fumo negro, fogueiras» – Enumeração<br>- «Dorsos escamosos e lisos] – Dupla adjetivação</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 22:31:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Utilização de citações de outros textos e autores, nomeadamente a Bíblia e Os Lusíadas de Camões.<br><br>A propósito da procissão do Corpo de Deus e da preocupação do narrador com o vestuário, faz-se notar que «só os lírios do campo não sabem fiar nem tecer e por isso estão nus», o que vem de encontro ao Salmo bíblico: «Olhai os lírios do campo, não fiam nem tecem, .. ». Outra referência bíblica surge ainda aquando -da decisão do Rei de imprimir maior velocidade às obras do convento, marcando a data da sagração da basílica coincidente com o seu aniversário. A ironia do narrador leva-o a comparar a decisão do Rei com outras proclamações históricas, como «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito».<br>É também ainda a ironia do narrador que o faz exclamar, perante, mais uma vez, as exigências do Rei quanto à data de sagração do convento, «vós me direis qual é mais excelente, se ser do mundo rei, se desta gente», invertendo completamente (...) a mensagem de Os Lusíadas, na Dedicatória, de onde, com ligeira adaptação, este passo foi retirado. É que, se em Os Lusíadas era a grandeza, a coragem e a determinação de um povo que orgulhava e engrandecia o seu rei, aqui é justamente a capacidade de obedecer sem limites e a subserviência total que elevam o rei a quem todas as vontades, por mais inconcebíveis que sejam, são imediata e inquestionavelmente satisfeitas.<br>Também existe referencia ao Adamastor: «Na frente deles ergue-se um vulto escuro, será o adamastor desta viagem, montes que se erguem redondos da terra, ainda riscados de luz vermelha na cumeada»; «foi como o sopro gigantesco de Adamastor, se Adamastor soprou, quando lhe dobravam o cabo dos seus e nossos trabalhos».</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 22:42:45 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>- Três: De acordo com a numerologia simbólica, podemos constatar, que ambos os nomes (Baltasar Sete-Sóis e Blimunda Sete-Luas) representam perfeição, totalidade e até magia, sugeridas pela extensão trissílaba&nbsp; (e aqui reside a simbologia do número três, revelador de uma ordem intelectual e espiritual traduzida na união do céu e da terra).<br><br>- Quatro: O número quatro está associado à transgressão religiosa já que a junção de um quarto elemento, Domenico Scarlatti, faz com que se deixe o número divino (três) para se passar ao símbolo da totalidade e à imagem da Terra. Quatro são as fases da Lua, cujo ciclo influencia a vida de Blimunda Sete-Luas, que quando é Lua Nova pode estar em jejum sem que veja o interior das coisas.<br><br>- Número Sete: Data e hora da sagração do convento; sete anos vividos em Portugal pelo músico Scarlatti; sete vezes que Blimunda passa por Lisboa à procura de Baltasar; sete igrejas visitadas na Páscoa; sete bispos que batizaram Maria Francisca; sete sóis de ouro e de prata colocados no altar-mor. A sua presença, no nome de Blimunda e Baltasar, tem um significado dual, uma vez que se liga à mudança de um ciclo e renovação positiva.<br><br>- Nove: Representa a gestação, a renovação e o nascimento. O número nove surge a simbolizar insistência e determinação quando Blimunda procura Baltasar durante 9 anos. Este número encerra também simbolicamente a ideia de procura pois, o que realmente acontece a Blimunda após os 9 anos de busca é que reencontra finalmente Baltasar, não como um encontro físico, mas místico e completo.<br><br>- Sol: Associado a Baltasar e ao povo, sugere a ideia de vida, de renovação de energias&nbsp; (o povo trabalha até à exaustão no convento, Baltasar constrói uma máquina, mesmo depois de amputado). Como o Sol, que todos os dias tem de vencer os guardiães da noite (mitologia antiga), também Baltasar vence as forças obscuras da ignorância e da intolerância ao voar.<br><br>- Lua: Símbolo do ritmo biológico da Terra, traduz a força vital que é representada pelas vontades recolhidas por Blimunda para fazer voar a passarola. Tradicionalmente a Lua simboliza, por não ter luz própria, o princípio passivo do sol. No entanto, a obra revoluciona o conceito da Lua ao dar a Blimunda capacidades sobrenaturais que dependem das fases da lua, tornando-a tão relevante como o sol. Sol e Lua: simboliza a união como um todo, porque são o verso e o reverso da mesma realidade, o dia.<br><br>- Passarola: Traduz a harmonia entre o sonho e a sua realização. Graças ao sonho, foi possível juntar a ciência, o trabalho artesanal, a magia e a arte, para fazer a passarola voar. Simboliza o elo de ligação entre o céu e a terra. É tanto o símbolo da concretização do sonho, representando assim também a libertação do espírito e a passagem a outro estado de consciência, uma vez que que esta é igualmente um símbolo da ligação do céu e da terra, pois ousa sair do domínio dos homens e entrar no domínio de Deus. Por outro lado é um símbolo dual, pois é por sua causa que nasce a Trindade terrestre, mas também é o motivo de separação desta.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 22:46:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Tendo como pretexto a construção do convento de Mafra, Saramago, adotando a perspetiva de um narrador distanciado do tempo da diegese, apresenta uma visão crítica da sociedade portuguesa da primeira metade do século XVIII. É neste sentido que Memorial do Convento transpõe a classificação de romance histórico, uma vez que não se trata de uma mera reconstituição de um acontecimento histórico, mas é antes um testemunho intemporal e universal do sofrimento de um povo sujeito à tirania de uma sociedade em que só a vontade de el-rei prevalecem o resto é nada (XXII).<br><br>Logo desde o início do romance é visível o tom irónico e, até mesmo, sarcástico do narrador relativamente à hipotética esterilidade da rainha e à infidelidades do rei. Esta atitude irónica do narrador mantém se ao longo da obra, denunciando o comportamento leviano do rei, a sua vaidade desmedida e as promessas megalómanas de que resulta o sofrimento extremo de homens que não fizeram filho nenhum à rainha.<br><br>O clero, que exerce o seu poder sobre o povo ignorante através da instauração de um regime repressivo entre os seus seguidores e que constantemente quebra o voto de castidade, também não escapa ao olhar crítico e sarcástico do narrador. A atuação da Inquisição que, à luz da fé cristã, manipula os mais fracos é de igual modo criticada ao longo do romance, nomeadamente, através da apresentação de diversos autos-de-fé e uma crítica às pessoas que dançam em volta das fogueiras onde se queimaram os condenados.<br><br>Assim, são sobretudo as personagens de estatuto social privilegiado o alvo da crítica do narrador que denuncia as injustiças sociais, a omnipotência dos poderosos e a exploração do povo – evidenciada nas miseráveis<br>condições de trabalho dos operários do convento de Mafra; ao mesmo tempo que denota empatia face aos mais<br>desfavorecidos, cujo esforço elogia e enaltece.<br><br>A crítica estende-se ainda, à Justiça portuguesa que castiga os pobres e despenaliza os ricos, ao facto de se preterir os artífices e os produtos nacionais em defesa dos estrangeiros, bem como ao adultério e à corrupção generalizados.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 22:55:20 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>andregaspar20151059</author>
         <link>https://padlet.com/franciscofigueiredo20171025/2fqsz6bl7085fs7b/wish/2513482250</link>
         <description><![CDATA[<div>Este trabalho tem como objetivo a interpretação da obra Memorial do Convento. Para isso irão ser estudadas as categorias da narrativa: a ação, as personagens, o tempo, o espaço e o narrador. Também será analisada a intertextualidade com outras obras, os elementos simbólicos presentes no livro e a critica feita pelo autor.<br><br>Memorial do Convento é um romance de José Saramago, conhecido internacionalmente, publicado pela primeira vez em Outubro de 1982.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 23:09:47 UTC</pubDate>
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         <title>Visão Crítica</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 23:10:03 UTC</pubDate>
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         <title>Tarefa Final</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>A máquina estremeceu, oscilou como se procurasse um equilíbrio subitamente perdido, ouviu-se um rangido&nbsp; geral, eram&nbsp; as lamelas de ferro, os vimes entrançados,&nbsp; e&nbsp; de&nbsp; repente,&nbsp; como&nbsp; se&nbsp; a&nbsp; aspirasse&nbsp; um&nbsp; vórtice&nbsp; luminoso,&nbsp; girou&nbsp; duas&nbsp; vezes sobre si própria&nbsp; enquanto&nbsp; subia, mal ultrapassara ainda&nbsp; a altura das paredes,&nbsp; até que,&nbsp; firme,&nbsp; novamente&nbsp; equilibrada,&nbsp; erguendo&nbsp; a&nbsp; sua&nbsp; cabeça&nbsp; de&nbsp; gaivota,&nbsp; lançou-se em&nbsp; flecha,&nbsp; céu&nbsp; acima.&nbsp; Sacudidos&nbsp; pelos&nbsp; bruscos&nbsp; volteios,&nbsp; Baltasar&nbsp; e&nbsp; Blimunda tinham&nbsp; caído&nbsp; no&nbsp; chão&nbsp; de&nbsp; tábuas&nbsp; da&nbsp; máquina,&nbsp; mas&nbsp; o padre&nbsp; Bartolomeu&nbsp; Lourenço agarrara-se a um dos prumos que sustentavam as velas, e assim pôde ver afastar-se&nbsp; a&nbsp; terra&nbsp; a&nbsp; uma&nbsp; velocidade&nbsp; incrível,&nbsp; já&nbsp; mal&nbsp; se&nbsp; distinguia&nbsp; a&nbsp; quinta,&nbsp; logo&nbsp; perdida entre colinas, e aquilo além, que é, Lisboa, claro está, e o rio, oh, o mar, aquele mar por onde eu, Bartolomeu Lourenço de Gusmão, vim por duas vezes do Brasil, o mar por onde viajei à Holanda, a que mais continentes da terra e do ar me levarás tu, máquina,&nbsp; o&nbsp; vento&nbsp; ruge-me&nbsp; aos&nbsp; ouvidos,&nbsp; nunca&nbsp; ave&nbsp; alguma&nbsp; subiu&nbsp; tão&nbsp; alto,&nbsp; se&nbsp; me visse el-rei, se me visse aquele Tomás Pinto Brandão que se riu de mim em verso, se o Santo Ofício me visse, saberiam todos que sou filho predileto de Deus, eu sim, estou&nbsp; subindo&nbsp; ao&nbsp; céu&nbsp; por&nbsp; obra&nbsp; do&nbsp; meu&nbsp; génio,&nbsp; por&nbsp; obra&nbsp; também&nbsp; dos&nbsp; olhos&nbsp; de Blimunda, se haverá no céu olhos como eles, por obra da mão direita de Baltasar, aqui te levo, Deus, um que também não tem a mão esquerda, Blimunda, Baltasar, venham ver, levantem-se daí, não tenham medo.&nbsp;<br>Não tinham medo, estavam apenas assustados com a sua própria coragem. O padre&nbsp; ria,&nbsp; dava&nbsp; gritos,&nbsp; deixara&nbsp; já&nbsp; a&nbsp; segurança&nbsp; do&nbsp; prumo&nbsp; e&nbsp; percorria&nbsp; o&nbsp; convés&nbsp; da máquina&nbsp; de&nbsp; um&nbsp; lado&nbsp; a&nbsp; outro&nbsp; para&nbsp; poder&nbsp; olhar&nbsp; a&nbsp; terra&nbsp; em&nbsp; todos&nbsp; os&nbsp; seus&nbsp; pontos cardeais, tão grande agora que estavam longe dela, enfim levantaram-se Baltasar e Blimunda,&nbsp; agarrando-se&nbsp; nervosamente&nbsp; aos&nbsp; prumos,&nbsp; depois&nbsp; à&nbsp; amurada,&nbsp; deslumbrados&nbsp; de&nbsp; luz&nbsp; e&nbsp; de&nbsp; vento,&nbsp; logo sem&nbsp; nenhum&nbsp; susto,&nbsp; Ah,&nbsp; e&nbsp; Baltasar&nbsp; gritou,&nbsp; Conseguimos, abraçou-se&nbsp; a&nbsp; Blimunda e&nbsp; desatou&nbsp; a chorar,&nbsp; parecia uma criança perdida, um&nbsp; soldado que andou na guerra,&nbsp; que&nbsp; nos&nbsp; Pegões&nbsp; matou um homem com o seu espigão,&nbsp; e&nbsp; agora&nbsp; soluça&nbsp; de&nbsp; felicidade&nbsp; abraçado&nbsp; a&nbsp; Blimunda,&nbsp; que&nbsp; lhe&nbsp; beija&nbsp; a&nbsp; cara suja, então, então. O padre veio para eles e abraçou-se também, subitamente perturbado por uma analogia, assim dissera o italiano, Deus ele próprio, Baltasar seu filho, Blimunda o Espírito Santo, e estavam os três no céu, Só há um Deus, gritou, mas o vento levou-lhe as palavras da boca. Então Blimunda disse, Se não abrirmos a vela, continuaremos a subir, aonde iremos parar, talvez ao sol. Nunca&nbsp; perguntamos&nbsp; se&nbsp; haverá&nbsp; juízo&nbsp; na&nbsp; loucura,&nbsp; mas&nbsp; vamos&nbsp; dizendo&nbsp; que&nbsp; de louco todos temos um pouco.<br><br>Excerto retirado do capítulo XVI, das páginas 214 a 216.<br><br>QUESTÕES<br>1. Situa o excerto na ação de Memorial do Convento.&nbsp;<br>2. Comenta a intencionalidade das palavras do padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão: “se me visse el-rei, se me visse aquele Tomás Pinto Brandão que se riu de mim em verso, se o Santo Ofício me visse, saberiam todos que sou filho predileto de Deus” (ll. 13-15).&nbsp;<br>3. Explica a “analogia” (l. 30) sobre a qual refletiu o padre Bartolomeu.&nbsp;<br>4. Mostra como a afirmação final do texto ajuda a compreender a atitude das personagens e o desenrolar da ação.<br><br>RESPOSTAS:<br>1. O excerto corresponde ao momento em que Baltasar, Blimunda e o padre Bartolomeu conseguem fazer a passarola levantar voo, iniciando uma viagem que os levará para longe e que terá consequências determinantes para o progresso da ação. O momento relatado constitui o culminar do sonho, depois do trabalho levado a cabo pelos três, e será decisivo para o futuro de todos: Bartolomeu, que já dava mostras de instabilidade mental, foge e morre mais tarde em Espanha; o casal Sete-Sóis e Sete-Luas acaba separado, por causa de uma visita de Baltasar aos destroços da passarola. &nbsp;<br>2. Bartolomeu Lourenço de Gusmão, por um lado, manifesta o desejo de partilhar a sua alegria com quem confiou no projeto da passarola, mas, por outro, critica todos aqueles que duvidaram e se opuseram à realização do sonho da construção da máquina voadora.<br>3. O padre afirma que, pelo facto de terem conseguido voar na passarola, de terem realizado um feito tão extraordinário, apesar de todos os obstáculos, se assemelham a Deus (o padre Bartolomeu, com o seu conhecimento e o sonho de voar), ao seu filho (Baltasar, que “herda” o sonho do pai e contribui com o seu trabalho) e ao Espírito Santo (Blimunda, pelos seus poderes espirituais). Transformaram-se em seres superiores, quase divinos. &nbsp;<br>4. Foi necessária uma grande coragem e um pouco de loucura para realizar o sonho de voar, visto que as personagens tiveram de se esconder, de enfrentar muitos obstáculos e de arriscar a própria vida para realizar o seu desejo. É esse construir gradual do sonho que conduz ao desenrolar da ação relativa à construção da passarola.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 23:21:57 UTC</pubDate>
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         <title>Tarefa 1</title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Diversas pessoas referem que a atribuição do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago foi devido à sua «capacidade de tornar compreensível uma realidade fugidia com parábolas sustentadas pela imaginação, pela compaixão, pela ironia» e que foi «o único Nobel bem atribuído», mencionando que «não há romancistas […] tão modernos como ele». Saramago, numa entrevista, diz: «Não aspiro a esses tronos, nem poderia»; também refere que sente que «a língua portuguesa […] foi distinguida» e que toma o prémio «como qualquer coisa que nos pertence a todos».</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 23:42:21 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>Com este trabalho foi possível interpretar a obra Memorial do Convento.&nbsp;<br>Com este livro, José Saramago reescreve as convenções históricas, religiosas e literárias da nossa cultura, mostrando, como salienta Eduardo Lourenço, que, à semelhança da Passarola, «o fim de toda a ficção é voar, elevar-se sobrevoando, não céus inexistentes nem realidades mágicas, mas descolar da sua própria realidade humana, pesada, obscura, opaca, para ver melhor ou de outra maneira […]».</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 23:43:13 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>andregaspar20151059</author>
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         <description><![CDATA[<div>https://drive.google.com/file/d/1mn7QaEVweVEJSpiW0giqaEFUwRawlEWl/view<br>https://pt.wikipedia.org/wiki/Memorial_do_Convento<br>https://drive.google.com/file/d/15SLqcPxuti9sGkzQ83aT3aa-oUcaXZys/view<br>http://linguaportuguesa12.blogspot.com/2011/03/caracterizacao-das-personagens-do.html<br>https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$d.-joao-v-(memorial-do-convento)<br>https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$memorial-do-convento<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-12 23:47:26 UTC</pubDate>
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         <title>Intertextualidade</title>
         <author>nunesclar</author>
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         <description><![CDATA[<div>Intertextualidade, hipotexto e hipertexto</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-19 17:05:31 UTC</pubDate>
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