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      <title>Conflitos mundiais by Murilo Subtil</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-02-22 13:33:53 UTC</pubDate>
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         <title>Golfo Pérsico:</title>
         <author>subtilmurilo31</author>
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         <description><![CDATA[<div>A <strong>Guerra do Golfo</strong> foi um conflito que aconteceu entre os Estados Unidos (liderando forças internacionais) contra o Iraque no começo de 1991. O ataque americano foi consequência da <strong>invasão do Kuwait</strong> pelo exército iraquiano em 1990. Essa guerra ficou internacionalmente conhecida por causa das imagens do conflito que foram transmitidas em tempo real pela cadeia televisiva dos Estados Unidos<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-23 15:25:35 UTC</pubDate>
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         <title>Estreito de Ormuz:</title>
         <author>subtilmurilo31</author>
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         <description><![CDATA[<div>O <strong>Estreito de Ormuz</strong> está situado na entrada do <a href="https://www.infoescola.com/hidrografia/golfo-persico/">Golfo Pérsico</a>, entre <a href="https://www.infoescola.com/oriente-medio/oma/">Omã</a>, localizado na Península Arábica e o Irã. Trata-se de uma via marítima estratégica por onde transita mais de 40% do <a href="https://www.infoescola.com/quimica/petroleo/">petróleo</a> mundial e 20% de transporte marítimo mundial. De pequena extensão, tem 54 km de largura mínima e seu trecho mais largo não passa de 100 km.Mesmo pelo pequeno tamanho, é uma importante rota marítima por ser a única passagem de grandes áreas de exportação de petróleo para o mar aberto. Passam diariamente de 16 a 17 milhões de barris de óleo pelo Estreito de Ormuz, tornando-o um dos mais estratégicos “<em>choke points</em>” do mundo. Localizadas estrategicamente, próximo da costa norte, situam-se as ilhas de Kish, Qeshm, Abu Musa e Tunbs Maior e Menor, as quais funcionam como plataformas de controle do tráfego marítimo.Desde 1997 o ministro do Irã apoiou o livre transporte de petróleo através do estreito, porém se reservou no direito de fechar a rota se o Irã fosse ameaçado. Há alguns anos atrás, rumores afirmavam que o governo do Irã estaria disposto a travar uma nova guerra no Oriente Médio, com a ameaça de bloqueio do Estreito de Ormuz. A questão é a proximidade a que os navios navegam, explicam a facilidade com que podem entrar em confronto, podendo gerar guerras.</div><div>Em março de 2007, um incidente envolvendo o Irã acabou afetando também a marinha britânica, quando quinze marinheiros ingleses foram capturados por lanchas iranianas na região, sendo libertados apenas 2 semanas depois. Já em 2008 um incidente internacional envolveu o Irã e os Estados Unidos: um navio da Guarda Revolucionária Iraniana e três embarcações americanas, pioraram ainda mais a imagem que o governo americano divulga sobre o Irã pelo mundo e a relação entre esses dois países.Fatos recentes mostram que o general Jaafari (Irã) anunciou que a República Islâmica poderia fechar o estreito de Ormuz em represália a um ataque contra suas instalações nucleares. Em resposta aos Iranianos, os Estados Unidos e Israel não descartaram a possibilidade de um choque armado para conter as pesquisas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-23 15:32:35 UTC</pubDate>
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         <title>Judeus x Palestinos:</title>
         <author>subtilmurilo31</author>
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         <description><![CDATA[<div>Quase que diariamente os jornais do mundo inteiro noticiam os infindáveis ataques mútuos entre israelenses e palestinos e as diversas iniciativas internacionais de tentar promover, sem sucesso, a paz entre os dois povos. O conflito entre árabes e judeus, apesar de atuais, têm origem milenar e carregam uma longa história de desavenças religiosas e de disputa de terras. "Desde os tempos bíblicos, judeus e árabes, que são dois entre vários povos semitas, ocuparam partes do território do Oriente Médio. Como adotavam sistemas religiosos diversos, eram comuns as divergências, que se agravaram ainda mais com a criação do islamismo no século VII", conta Alexandre Hecker, professor de História Contemporânea da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).<br><br></div><div>O conflito mais recente entre os dois povos se intensificou a partir da Primeira Guerra Mundial, quando se deu o fim do Império Otomano, e a Palestina, que fazia parte dele, passou a ser administrada pela Inglaterra. "A região possuía 27 mil quilômetros quadrados e abrigava uma população árabe de um milhão de pessoas, enquanto os habitantes judeus não ultrapassavam 100 mil", afirma o professor. A Inglaterra apoiava o movimento sionista, criado no final do século 19 com o objetivo de fundar um Estado judaico na região da Palestina, considerada o berço do povo judeu. Segundo Alexandre, o papel dos ingleses naquele momento era o de criar esse "lar nacional" para os judeus, que vinham sofrendo perseguições e violências em todo o mundo, mas sem violar os direitos dos palestinos árabes que já viviam ali. "Assim, na década de 20, ocorreu uma grande migração de judeus para a Palestina".<br><br>Depois de 1933, com a ascensão do nazismo na Alemanha e o aumento das perseguições contra os judeus na Europa, a migração judaica para a região cresceu vertiginosamente. Os palestinos, por sua vez, resistiram a essa ocupação e os conflitos se agravaram. Após a Segunda Guerra Mundial e o fim do Holocausto, que levou ao extermínio de 6 milhões de judeus, a crescente demanda internacional pela criação de um estado israelense fez com que a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovasse, em 1947, um plano de partilha da Palestina em dois Estados: um judeu, ocupando 57% da área, e outro palestino (árabe), com o restante das terras. "Essa partilha, desigual em relação à ocupação histórica, desagradou os países árabes em geral", afirma Alexandre Hecker.<br><br>Em 1948, os ingleses finalmente desocuparam a região e os judeus fundaram, em 14 de maio, o Estado de Israel. Um dia depois, os árabes, insatisfeitos com a partilha, declaram guerra à nova nação, mas acabaram derrotados. "O conflito permitiu a Israel aumentar seu território para 75% das antigas terras palestinas: o restante foi anexado pela Transjordânia (a parte chamada Cisjordânia) e pelo Egito (a faixa de Gaza)", explica o professor. Em consequência disso, muitos palestinos refugiaram-se em Estados árabes vizinhos, enquanto boa parte permaneceu sob a autoridade israelense. "Outras guerras se sucederam por causa de fronteiras, com vantagens para Israel e sempre sem uma solução para o problema dos refugiados". Apesar de algumas tentativas de acordos e planos de paz, a situação atual ainda é de muito impasse, principalmente pelo fato de os palestinos, liderados pelo movimento radical islâmico Hamas, não reconhecerem o direito de existência de Israel. Na opinião de Alexandre, "a guerra entre palestinos e judeus só terá um fim quando for criado um Estado palestino que ocupe, de forma equitativa com Israel, a totalidade do território tal qual ele se apresentava em 1917"<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-23 15:43:07 UTC</pubDate>
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         <title>Guerra dos seis dias:</title>
         <author>subtilmurilo31</author>
         <link>https://padlet.com/subtilmurilo31/2fdz1jk58aump5a8/wish/1232102379</link>
         <description><![CDATA[<div>A <strong>Guerra dos Seis Dias</strong>, ou <strong>Terceira Guerra árabe-israelense</strong>, foi travada entre os dias 5 e 10 de junho de 1967, tendo de um lado do conflito as forças armadas do Estado de Israel e, do outro, as do Egito, Síria, Jordânia e Iraque, que, por sua vez, receberam o apoio de Kuwait, Líbia, Arábia Saudita, Argélia e Sudão. Essa foi a guerra mais rápida travada entre árabes e israelenses e foi também a guerra que possibilitou a Israel expandir seu território, conquistando a Península do Sinai, a Cisjordânia, Gaza, Jerusalém oriental e as colinas de Golã – o que, posteriormente, desencadeou a <a href="https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/guerra-do-yom-kippur-e-a-crise-do-petroleo.htm"><strong>Guerra do Yom Kippur</strong></a>, em 1973.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-23 15:54:10 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Guerra do Yom Kippur:</title>
         <author>subtilmurilo31</author>
         <link>https://padlet.com/subtilmurilo31/2fdz1jk58aump5a8/wish/1232117937</link>
         <description><![CDATA[<div>A Guerra do Yom Kippur teve início após um ataque súbito à Israel, organizado por Síria e Egito. O nome do conflito remete ao feriado da cultura judaica chamado Yom Kippur, pois na data da celebração, Síria e Egito ultrapassaram as barreiras do cessar-fogo nas <a href="https://www.infoescola.com/oriente-medio/colinas-de-gola/">Colinas de Golã</a> e no Monte Sinai, que pertenciam à Israel. Aos primeiros 6 dias do conflito, as forças sírio-egípcias conseguiram retomar parte de seus territórios. Porém, após duas semanas de batalhas, Israel começa a predominar na guerra, fazendo o exército da Síria recuar das colinas de Golã, mas as forças do Egito continuavam na região do Monte Sinai.A saída encontrada pelos israelenses foi um atalho na área sul do Sinai, desprotegido pelo exército egípcio. Desta forma, conseguiu deslocar-se para a região oeste referente ao <a href="https://www.infoescola.com/hidrografia/canal-de-suez/">canal de Suez</a>, localidade em que a muralha Bar-Lev não tinha sido ocupada pelas forças do Egito. Então, o exército do Israel começou a ameaçar Ismaília, província egípcia.</div><div>Entre os dias em que a Guerra do Yom Kippur ocorria, as maiores potências do mundo organizaram-se para interferir no conflito para defender seus interesses. Os <a href="https://www.infoescola.com/estados-unidos/">Estados Unidos</a> auxiliaram Israel e a <a href="https://www.infoescola.com/uniao-sovietica/">União das Repúblicas Socialistas Soviéticas</a> (URSS) ficou ao lado de Síria e Egito. Com isso, ocorreu um aumento na tensão entre as duas nações (EUA e URSS), que à época mediam forças na corrida armamentista e tecnológica conhecida como <a href="https://www.infoescola.com/historia/guerra-fria/">Guerra Fria</a>. Evitando maiores proporções ao conflito, através da <a href="https://www.infoescola.com/geografia/organizacao-das-nacoes-unidas-onu/">Organização das Nações Unidas</a> (ONU), foi promulgado um cessar-fogo em outubro de 1973.Após o fim dos conflitos armados, o exército de Israel havia se recuperado e apresentava enorme poder bélico. As forças armadas israelenses encontravam-se infiltradas em territórios árabes, sendo que chegaram a 40 quilômetros da capital síria, Damasco, e a 101 quilômetros da capital do Egito, Cairo. Ambas as cidades foram fortemente bombardeadas.</div><div>As consequências da Guerra do Yom Kippur ultrapassaram as fronteiras dos países envolvidos e influenciaram profundamente outras nações. Tempo após o final do conflito, as relações entre Israel e Egito foram normalizadas através dos Acordos de Camp David, de 1978. Pela primeira vez na história, uma nação árabe havia reconhecido o território de Israel.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-23 15:56:46 UTC</pubDate>
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         <title>Iraque e Ira</title>
         <author>subtilmurilo31</author>
         <link>https://padlet.com/subtilmurilo31/2fdz1jk58aump5a8/wish/1232131493</link>
         <description><![CDATA[<div>O conflito conhecido como Guerra Irã-Iraque ocorreu entre os anos de 1980 e 1988. Sob uma perspectiva histórica, as rivalidades que culminaram na Guerra Irã-Iraque estão atreladas a uma das etapas do antigo conflito árabe-persa pelo controle das terras férteis da Planície da Mesopotâmia. Os dois países, que possuem fronteiras em comum, estão localizados na região da Mesopotâmia, palco de inúmeras disputas territoriais desde a Antiguidade, tendo sido povoada por civilizações como os assírios, babilônios, persas e árabes. O maior elemento dessas disputas é de ordem natural: a configuração do relevo, em áreas planas e com a presença de solos férteis, o que favorece a prática agrícola e também por conta da sua rede hidrográfica formada por grandes rios perenes, a se destacar os rios Tigre e Eufrates, algo raro em uma área onde predomina os climas árido e semi-árido.<br><br></div><div>Pouco antes do início do conflito, no ano de 1979, o Irã atravessou uma enorme transformação política conhecida como Revolução Islâmica, quando organizações religiosas associadas a partidos esquerdistas contaram com o apoio popular para derrubar o regime pró-Ocidente do xá (título oferecido aos monarcas persas) Reza Pahlevi, instaurando um Estado teocrático islâmico e de oposição à presença política dos países ocidentais e de Israel. A maioria da população iraniana e o regime inaugurado pelo Aiatolá Khomeini tinham orientação religiosa xiita, divisão do islã que abrange cerca de 10% da população islâmica do mundo, mas que são maioria no Irã, Iraque e Barein.<br><br></div><div>Já o Iraque, ainda no final da década de 1960, criou um governo de cunho nacionalista através do partido Baath e que teve na figura de Saddam Takriti Hussein um dos seus principais representantes. Saddam foi o vice-presidente do país de 1968 até 1979, quando finalmente assumiu a presidência do país. Apesar de laico, o regime de Saddam Hussein, que pertencia à seita sunita, impôs restrições à maioria da população, composta por xiitas, que<strong> </strong>sofreu com repressão, confisco de terras e limitações para a prática religiosa. Os curdos, outra etnia que existe na região, também tiveram de submeter a diversas retaliações.<br>Naquele momento, tanto o Iraque quanto o Irã detinham sociedades que contavam com os ganhos de uma década de crescimento econômico pautado na produção de petróleo, além de grande poder militar, apresentando enorme potencial para o crescimento econômico e social. O presidente iraquiano Saddam Hussein, mesmo tendo realizado progressos significativos no desenvolvimento de um Estado iraquiano, acreditava que a nova liderança do Irã revolucionário xiita ameaçava o equilíbrio do Iraque e seu governo sunita, explorando as vulnerabilidades geoestratégicas do Iraque, como por exemplo suas limitações de acesso mínimo ao Golfo Pérsico.<br><br></div><div>Voltando ao ponto de vista da evolução das territorialidades presentes na região, a postura de Saddam Hussein em invadir o Irã teve um precedente histórico: os governantes da Mesopotâmia, temendo conflitos internos e as invasões de povos estrangeiros se envolveram diversas vezes em batalhas frequentes com os povos das chamadas ‘terras altas’, uma referência ao entorno montanhoso e planáltico da área correspondente à Planície da Mesopotâmia.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-23 15:59:08 UTC</pubDate>
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         <title>A questão Curda:</title>
         <author>subtilmurilo31</author>
         <link>https://padlet.com/subtilmurilo31/2fdz1jk58aump5a8/wish/1232173207</link>
         <description><![CDATA[<div>Os <strong>curdos</strong> formam uma etnia composta por cerca de 30 milhões de pessoas, são descendentes do reino mesopotâmico ou medo-persa e habitam uma região localizada em seis diferentes países: Turquia, Armênia, Azerbaijão, Iraque, Irã e Síria. Em geral, os curdos professam a religião islâmica e reivindicam a área em que ocupam nesses países para a criação de um Estado chamado <strong>Curdistão</strong>. Não obstante, a <strong>questão curda</strong> estabelece-se no fato de esse povo formar a maior <a href="https://brasilescola.uol.com.br/geografia/nacoes-sem-estado.htm">nação sem um Estado territorial</a>.O <a href="https://brasilescola.uol.com.br/geografia/povo-curdo.htm">povo curdo</a>, segundo relatos históricos, habita a região que denominam por Curdistão há cerca de 2600 anos. No ano de 612 a.C., eles teriam conquistado a cidade de Nínive, mas foram derrotados, mais tarde, pelo Império Persa no ano de 550 a.C. Tempos depois, possivelmente no século VII d.C, os curdos converteram-se em massa ao islamismo e passaram a se guiar pelos valores e leis do Alcorão.<br><br></div><div>Até a Segunda Guerra Mundial, os curdos habitavam áreas correspondentes ao que era os Impérios Turco-Otomano e Persa, respectivamente. Atualmente, eles habitam os países sucessores ou herdeiros desses impérios, com destaque maior para o Iraque e a Turquia, onde seus gritos por independência foram duramente reprimidos. No território iraquiano, a maior onda de violência aconteceu durante o governo de Saddam Husseim, que reprimiu duramente todo e qualquer ativismo curdo, incluindo o uso de armas químicas nos anos 1990. Na Turquia, ainda nos dias atuais, os curdos são duramente reprimidos em suas manifestações pelo Estado, e a comemoração de suas datas nacionais e o ensino da língua curda – o <em>indoirani</em> e alguns outros dialetos – nas escolas são vedados.<br><br></div><div>Em resposta às duras repressões, os curdos organizaram-se em diversos grupos armados ligados ao <strong>PKK (Partido dos Trabalhadores Curdos)</strong>, reconhecidos como terroristas, que atuam muitas vezes por meio da ativação de carros-bombas e atentados públicos contra os governos, principalmente na Turquia e, mais recentemente, na crise da Síria. Essa instabilidade e a dura repressão do governo turco em relação os curdos são, inclusive, uns dos entraves que o país possui para conseguir sua entrada na União Europeia, que não admite governos tidos como antidemocráticos e que violam os direitos humanos.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-23 16:06:06 UTC</pubDate>
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         <title>Fontes:</title>
         <author>subtilmurilo31</author>
         <link>https://padlet.com/subtilmurilo31/2fdz1jk58aump5a8/wish/1232203511</link>
         <description><![CDATA[<div>-https://www.infoescola.com/hidrografia/estreito-de-ormuz/<br>-https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/guerra-do-golfo.htm<br>-https://novaescola.org.br/conteudo/332/por-que-judeus-e-palestinos-vivem-em-conflito#:~:text=Ap%C3%B3s%20a%20Segunda%20Guerra%20Mundial,um%20judeu%2C%20ocupando%2057%25%20da<br>-https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/guerra-dos-seis-dias.htm#:~:text=A%20Guerra%20dos%20Seis%20Dias%2C%20ou%20Terceira%20Guerra%20%C3%A1rabe%2Disraelense,Ar%C3%A1bia%20Saudita%2C%20Arg%C3%A9lia%20e%20Sud%C3%A3o.<br>-https://www.infoescola.com/historia/guerra-do-yom-kippur/<br>-https://brasilescola.uol.com.br/geografia/a-guerra-ira-iraque.htm<br>-https://brasilescola.uol.com.br/geografia/questao-curda.htm#:~:text=A%20quest%C3%A3o%20curda%20estabelece%2Dse,sem%20uma%20p%C3%A1tria%20territorial%20estabelecida.&amp;text=At%C3%A9%20a%20Segunda%20Guerra%20Mundial,%2DOtomano%20e%20Persa%2C%20respectivamente.<br>-https://brasilescola.uol.com.br/geografia/afeganistao.htm<br>-https://www.preparaenem.com/historia/india-x-paquistao.htm<br>-https://www.infoescola.com/historia/a-questao-dos-bascos/<br>-https://www.infoescola.com/historia/conflitos-da-irlanda-do-norte/<br>-https://www.todoestudo.com.br/historia/dissolucao-da-iugoslavia#:~:text=Em%20fevereiro%20de%202003%2C%20a,sua%20uni%C3%A3o%20com%20a%20S%C3%A9rvia.<br>-https://brasilescola.uol.com.br/geografia/a-independencia-kosovo.htm</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-23 16:11:09 UTC</pubDate>
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         <title>Afeganistão:</title>
         <author>subtilmurilo31</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Afeganistão é um país asiático, seu território está localizado no centro deste continente. Faz fronteira com o Turcomenistão, Uzbequistão, Tadjiquistão, China, Paquistão e Irã.<br><br>Desde a Antiguidade, o Afeganistão tem sido objeto de invasões e conquistas. Esse fato ocorre em razão de sua localização geográfica privilegiada, pois é um ponto estratégico para as relações comerciais e uma área estratégica de fundamental importância para dominar a Índia ou estabelecer domínio na Ásia Central<br><br>A área que corresponde ao território afegão tem registros de ocupação há mais de 2500 anos. A região foi ocupada pelo Império Persa por volta de 500 anos a.C., porém, após um século, Alexandre, o Grande, através de suas tropas, invadiu esse território e fundou a cidade de Alexandrópolis.<br><br>No século II a.C., povos de origem celta criaram o Império Kushana, principal responsável pela propagação do budismo e por sua inserção na China. No entanto, a região foi integrada definitivamente ao Império Persa no século III d.C., nesse período se iniciou a influência islâmica, religião predominante no país atualmente.<br><br>Os povos mongóis dominaram esse território entre os séculos XII e XVI. Em 1747, o monarca Ahmad Shah Durrani unificou a região e logo em seguida consolidou o Afeganistão à condição de Estado – Nação. Em 1887, através de um acordo entre a Inglaterra e a Rússia, ficou estabelecido que o Afeganistão seria área de influência inglesa, o regime monarca na região ficaria sob tutela da Inglaterra, esse processo durou até 1919, quando finalmente o Afeganistão conquistou sua independência.<br><br>Porém, o país continua sendo alvo de invasões, em 1979, os soviéticos invadiram o Afeganistão e consolidaram no poder Babrak Karmal, adotando o sistema comunista. A dominação soviética ocorreu durante dez anos, e só chegou ao fim quando o grupo fundamentalista sunita, denominado Talibã (plural de talib, que significa estudante), tomou o poder no país entre os anos de 1996 e 1998.<br><br>O país sofreu outra invasão, desta vez uma aliança internacional - liderada pelos Estados Unidos da América - invadiu o Afeganistão após os atentados terroristas ocorridos em 11 de setembro de 2001.<br>Bin Laden e a Al Qaeda são acusados por serem os responsáveis pelos ataques terroristas nos Estados Unidos. Após confrontos, cerca de 500 combatentes do grupo Talibã e pertencentes a Al Qaeda foram mortos.<br>O regime instalado no país pelo Talibã chegou ao fim. E, em dezembro de 2004, através de eleições populares, Hamid Karzai foi eleito o primeiro presidente do Afeganistão.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-23 16:12:54 UTC</pubDate>
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         <title>Índia x Paquistão</title>
         <author>subtilmurilo31</author>
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         <description><![CDATA[<div>A tensa relação entre Índia e Paquistão, pela disputa da região da Caxemira, teve início a partir da independência da Índia do imperialismo britânico, em 1947. Para entender a disputa pela Caxemira, é preciso ter em mente que, no momento da criação desses dois países (Índia e Paquistão), várias regiões e principados tiveram que optar por integrar uma dessas nações. A religião acentuou as tensões na região: a Índia formou-se basicamente por povos hindus; e o Paquistão, por povos muçulmanos, em sua maioria.<br><br></div><div>O território correspondente à Caxemira era governado na década de 1940 por um marajá (nobres da Índia) hindu que, por motivos religiosos, incorporou a região à Índia, pois a grande parte da população indiana era hindu. Em 1960, os chineses ocuparam uma parte do leste da Caxemira, que os indianos até hoje reivindicam. Na década de 1980, com o fortalecimento do fundamentalismo religioso muçulmano, tentativas de separação da Caxemira indiana tiveram início, com o apoio do Paquistão. Os líderes do movimento separatista reivindicavam a separação da Caxemira da Índia e a anexação ao Paquistão.<br>Na década de 1990, os movimentos separatistas e os conflitos se intensificaram na região, em virtude da radicalidade do governo paquistanês e do crescimento do fundamentalismo hindu por parte da Índia. As intensas ameaças pela disputa entre a região da Caxemira intensificaram a corrida armamentista paquistanesa e indiana e a intensa militarização das fronteiras desses dois países.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-23 16:15:51 UTC</pubDate>
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         <title>Conflito Basco:</title>
         <author>subtilmurilo31</author>
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         <description><![CDATA[<div>A <strong>questão basca</strong>, ou <strong>questão dos bascos</strong>, é um conflito territorial e étnico surgido no final do século XV e início do XVI com a unificação da Espanha em um só reino e a anexação da porção sul da região à Espanha e da porção norte da região à França.</div><div>O <strong>País Basco</strong>, como pode ser chamado, é composto por sete regiões tradicionais: Álava, Biscaia, Guipúscoa e Navarra que compõem o território de Hegoalde na Espanha, e Baixa Navarra, Lapurdi e Sola que compõem o território de Iparralde na região francesa. Oficialmente, o território de Iparralde é considerado uma parte do Departamento Francês dos Pirineus Atlânticos. E, Hegoalde, é considerada uma comunidade autônoma denominada Euzkadi separada da Comunidade Foral de Navarra, ambas constituintes da <a href="https://www.infoescola.com/formas-de-governo/monarquia-constitucional/">Monarquia Constitucional Espanhola</a>.O povo basco teria ocupado a região da Península Ibérica por volta de 2000 a.C. tendo resistido durante séculos a invasões e à dominação por outros reinos, inclusive os romanos. Sua cultura resistiu ao tempo e às conquistas, se tornando, a língua basca, a língua mais antiga falada atualmente na <a href="https://www.infoescola.com/geografia/europa/">Europa</a>, mesmo tendo surgido como língua escrita apenas no século XVI o que, apenas contribuiu para fortalecer o espírito nacionalista do povo basco.</div><div>A principal característica da questão basca é que os bascos lutam para manter sua identidade como povo, sua língua, cultura e modo de vida. Ao invés de serem incorporados e suplantados por outra cultura, como a maioria dos povos que habitaram a Península Ibérica e a Europa. Outro ponto interessante é o apoio que a luta armada do <a href="https://www.infoescola.com/geografia/guerrilha/">grupo guerrilheiro</a> <strong>ETA</strong> (Euzkadi Ta Askatana, que em vasconço significa “Pátria Basca e Liberdade”) tem da população basca. Ou, pelo menos tinha.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-23 16:20:01 UTC</pubDate>
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         <title>Irlanda do Norte:</title>
         <author>subtilmurilo31</author>
         <link>https://padlet.com/subtilmurilo31/2fdz1jk58aump5a8/wish/1232271951</link>
         <description><![CDATA[<div>O <strong>conflito da Irlanda do Norte</strong> tem suas raízes na dominação britânica da ilha da Irlanda. Tudo começa no ano de 1800, com o Act of Union (em inglês, ato de união ou unificação), posto em prática em 1 de janeiro de 1801, e que unificou os reinos da Grã-Bretanha e Irlanda, dando origem ao Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, entidade dominada na prática pelos ingleses, e que foi a grande potência econômica, militar e cultural durante toda a sua existência.Ao fim do século XIX, crescia o movimento pelo "Home Rule", ou seja, o direito da Irlanda dentro da união de ter seu próprio parlamento e ter jurisdição plena sob assuntos internos. Este é conquistado poucas semanas depois do início da <a href="https://www.infoescola.com/historia/primeira-guerra-mundial/">Primeira guerra mundial</a>, em 1914.</div><div>O descontentamento com a união, porém, não cessa, e logo a Irlanda luta pela independência, conquistada em 1922 por meio de um conflito armado iniciado em 1919.Assim era criado o Estado Livre da Irlanda, por meio do Tratado anglo-irlandês de 1921. Este previa, porém, que cada um dos 32 condados do novo país podiam exercer o livre direito de permanecerem unidos à Grâ-Bretanha. Foi exatamente o que aconteceu com seis destes condados, equivalentes à região da Irlanda chamada de Ulster (nordeste da ilha), onde parte significativa da população era protestante e tinha muito mais afinidade com os britânicos do que o restante dos irlandeses. O resultado foi que o Ulster (com capital em Belfast) seguiu ligado à Grã-Bretanha, situação que se mantém até hoje.O conflito no Ulster é um exemplo clássico de que no mundo ocidental, de religião cristã há também conflitos fomentados pelo fundamentalismo religioso, utilizado ao mesmo tempo para sustentar bandeiras político-ideológicas. Ao longo dos anos, as mortes por repressão das autoridades britânicas, além do choque entre os dois grupos contrários causaram grande número de mortes, especialmente a partir da década de 70 do século XX, quando a Grâ-Bretanha começou a experimentar um declínio econômico social que alimentou as diferenças na região. Para tornar a situação pior, as autoridades britânicas foram acusadas por décadas de favorecer os irlandeses protestantes, dando importantes postos administrativos aos mesmos e favorecendo economicamente tal comunidade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-23 16:22:20 UTC</pubDate>
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         <title>Desintegração da Iugoslávia:</title>
         <author>subtilmurilo31</author>
         <link>https://padlet.com/subtilmurilo31/2fdz1jk58aump5a8/wish/1232293285</link>
         <description><![CDATA[<div>A Iugoslávia constituiu um caso à parte no Leste europeu. A expulsão dos nazistas foi obra dos próprios iugoslavos, comandados por seu maio líder, Josip Broz Tito, o marechal Tito.</div><div>Apoiado principalmente pelo pequeno campesinato, o movimento de libertação, à medida que avançava, promovia o confisco de propriedades e a reforma agrária.</div><div>Assim, o estabelecimento do Estado socialista da Iugoslávia ocorreu paralelamente à luta contra a ocupação nazista e seus colaboradores.</div><div>Em janeiro de 1946, uma Assembleia Constituinte proclamou a nova forma de organização da Iugoslávia. A monarquia, abolida durante a Segunda Guerra, deu lugar a seis repúblicas: Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia-Herzegovina, Macedônia e Montenegro.</div><div>A Sérvia reunia em suas fronteiras duas províncias autônomas, sendo uma delas Kosovo, onde a maioria da população era de origem albanesa.</div><div>Apoiando-se em sua enorme popularidade, Tito procurou seguir uma orientação independente de Moscou. Ao contrário dos dos soviéticos, os iugoslavos promoveram a descentralização política e administrativa, dando prioridade à gestão local e reduzindo a intervenção do governo central.</div><div>Com isso, Tito atraiu para si o ódio de Stalin, que não admitia dissidências nem manifestações de autonomia. Assim, em 1948 a União Soviética rompeu relações diplomáticas com a Iugoslávia.</div><div>Apesar do rompimento, Tito conseguiu governar durante várias décadas, neutralizando as tensões entre as diversas etnias que compunham a população iugoslava.</div><div>Depois de sua morte, as diferenças étnicas e religiosas se acirram, desencadeando sérios confrontos.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-23 16:25:50 UTC</pubDate>
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         <title>Conflito Separatista na Servia:</title>
         <author>subtilmurilo31</author>
         <link>https://padlet.com/subtilmurilo31/2fdz1jk58aump5a8/wish/1232317519</link>
         <description><![CDATA[<div>A Iugoslávia era um país formado pelas repúblicas da Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia-Herzegóvina, Macedônia e Montenegro, além de duas regiões autônomas – Kosovo e Vojvodina – de influência sérvia. Sua população apresentava grande pluralidade étnico-cultural, composta por sérvios, croatas, eslovenos, macedônios, albaneses, húngaros. Apesar dessa diversidade, o governo de Josip Broz (marechal Tito), líder de origem croata, conseguiu manter a harmonia no país.<br><br></div><div>Com a morte de Tito, em 1980, os diferentes grupos étnicos entraram em constantes convergências políticas e em 1990, com o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), os movimentos separatistas se fortaleceram na Iugoslávia. As diferentes repúblicas que integravam a nação iugoslava foram obtendo suas independências através de conflitos armados e muitas mortes.<br><br>Kosovo, considerado território autônomo, era habitado por 2 milhões de pessoas, sendo que 90% da sua população era de origem albanesa. Entretanto, em 1989, o poder central da Sérvia adotou medidas rígidas nesse território, proibindo o ensino da língua albanesa e o direito de uma polícia própria. Com o fortalecimento do movimento separatista armado, liderado pelo ELK (Exército de Libertação de Kosovo), o então presidente da Iugoslávia, Slobodan Milosevic, reagiu com violência, promovendo um massacre à população civil de origem albanesa, numa tentativa de limpeza étnica. Em represália, vários sérvios residentes em Kosovo passaram a ser perseguidos pela população local, intensificando ainda mais os conflitos.<br><br>A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tentou, em 1999, um acordo pacífico para o fim do conflito, porém Slobodan Milosevic negou o acordo. A resposta foi dada através do envio de tropas da Otan para o confronto com os iugoslavos. Esse fato ficou conhecido como a guerra de Kosovo e só teve fim após 78 dias de intensos bombardeios e milhares de mortes.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-23 16:29:56 UTC</pubDate>
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