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      <title>pacientes impacientes by </title>
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      <description>Impressões, reflexões, inquietações sobre texto e filme</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-10-24 12:01:08 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mariasocorro5/Soorro/wish/1840956786</link>
         <description><![CDATA[<div>Destaco essa cena do filme, nela o protagonista questiona sua equipe a respeito da forma em que os pacientes tratados. Em minha visão, é possível traçar um paralelo da construção dessa cena com o princípio "saber ouvir", explicitado por Paulo Freire.<br><br>Na trajetória do protagonista é mostrado inicialmente que ele trata seus pacientes de forma genérica, ele não os ouve, não fala à eles, tampouco proporciona que esses sujeitos em cuidado sejam ativos no seu processo de cura. Ao passar pela experiência de tratar um câncer no hospital em que trabalha, o médico sente&nbsp; diversas angústias que seus pacientes, dentre as quais estão a exclusão do processo de tomada de decisão acerca do tratamento e o apagamento de suas individualidades, ele é tratado de forma genérica.&nbsp; Com isso, na cena destaca no print, o doutor repreende seus companheiros de equipe, os quais haviam se referido a um enfermo sem citar seu nome, apenas como um paciente terminal, pois sua morte se aproximava.<br><br>A partir desse momento, é construída a redenção do protagonista no filme, que passa a dar uma maior atenção aos seus pacientes. De forma análoga, essa reconstrução na forma de tratar o sujeito em cuidado pode ser observada no discurso do educador Paulo Freire. O pedagogo definiu cinco princípios fundamentais para serem praticados por educadores em suas práticas.<br><br>O primeiro deles, definido como "saber ouvir" trata a respeito da necessidade de levar em consideração tudo que é dito pela pessoa que está sendo educada e para isso é necessário um diálogo efetivo, que por definição se dá quando há turnos de fala. Semelhantemente, na prática médica, apenas com o exercício de ouvir efetivamente o paciente, o médico poderá fazer com que o mesmo seja um agente ativo em seu processo de cura. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 07:49:56 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<blockquote>“Que tal nós daqui pra frente nesse hospital retirarmos o sinto muito da nossa conversa, está bem? É só imaginar que ele inicia a cada frase: eu sinto muito o médico não pode vê-lo hoje, eu sinto muito tem que preencher outros formulários, eu sinto muito lhe demos o tratamento errado. Que tal isso?”</blockquote><div><br>Apesar do filme se passar em um outro país, com uma realidade social completamente diferente da brasileira, e retratar situações de quase 30 anos atrás, as experiências vivenciadas pelo Médico Mckee, depois de ter saído da situação confortável de Médico e ter passado à condição de paciente, se assemelham bastante com algumas as experiência de pacientes brasileiro. Muitos pacientes do Brasil, especialmente do SUS, vivenciam inúmeras realidades retratadas no filme diariamente: meus tratos, negligência, banalidade no atendimento, mentiras, dificuldades, burocracia, entre outras. Apesar dos avanços na rede de saúde pública nesses 30 anos de SUS, a maioria dos problemas que as pessoas enfrentam diariamente são os mesmo de 30 anos atrás.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Essa cena e a fala do personagem em especial retratam fielmente a “verdadeira realidade” enfrentada na saúde do país. Todas as situações expostas pelo médico ocorrem todos os dias e são gravíssimas. É necessário tirar o “sinto muito” da conversa dos profissionais de saúde e colocar mais profissionalismo, boa vontade e coragem para fazer o melhor pelo paciente. Se em tudo os profissionais colocam ressalvas negativas, as coisas nunca parecerão positivas. São vidas, a saúde lida com o que há de mais importante para cada ser humano, a maioria só procuram o atendimento quando já estão fragilizados, como o personagem do filme, e ao invés de encontrarem apoio e acolhimento, só encontram, na maioria das vezes, um ambiente hostil, agressivo, impessoal e não preparado ao acolhimento e ao tratamento de pessoas doentes e necessitadas. Por fim, vale salientar que a mensagem do filme passa pelo se colocar no lugar do outro.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 11:24:12 UTC</pubDate>
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         <title>Luiz Filipe</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A partir da leitura do texto Pacientes impacientes: Paulo Freire, é possível refletir sobre a prática integrativa médica e a forma como o exercer médico precisa estar pautado no ato humanizado de compreender o outro e entender sua condição como um membro complementar na construção da assistência médica, e não apenas, um olhar autoritário perante o outro.<br><br></div><div>O texto de referência pedagógica traz cinco princípios fundamentais (saber ouvir, desmontar a visão mágica, aprender/estar com o outro, assumir a ingenuidade dos educandos e viver pacientemente impaciente) que devem ser levados em consideração para o exercer de uma construção de conhecimento colaborativa, havendo sempre a necessidade de se construir um conhecimento conjunto e não encarar um lado do processo do cuidado como detentor de todo o conhecimento e o outro como ausente de qualquer ideia ou indagação digna para a construção do mesmo.<br><br></div><div>Dentro desse recorte, é apresentado no texto e ilustrado no filme The Doctor a realidade da reprodução de comportamento, tanto no âmbito social (grupo social dominante e dominado) como na prática do exercício médico (médico/paciente e estudante/médico) e a forma como dentro do modelo de tratamento e cuidado clássico o paciente por vezes torna-se alheio ao próprio cuidado e um sujeito passivo da ação do cuidar.<br><br></div><div>Entre os fundamentos propostos por Freire, o viver pacientemente impaciente é aquele que mais se destaca na minha visão pessoal. O exercer do médico está pautado em uma série de determinações, vigências, estruturas e estabelecimentos que estão inseridos dentro da sua profissionalidade, mas também, dentro do caminho acadêmico e do estudo para adentrar o sistema universitário.<br><br></div><div>A partir dessa perspectiva, a construção social do caminho da vida universitária e da sua vivência em si constroem uma estrada, no qual o ato descrito como ser um “paciente impaciente” não seja construída, assim a abordagem humanística inicialmente trabalhava na universidade vem com o intuito de tentar construir uma nova forma de construir conhecimento e integração com o outro e com o corpo social de uma maneira menos pragmática.&nbsp;<br><br></div><div>Porém, com o seguimento do curso a abordagem humanística abre espaço para uma técnica excessiva que é verdadeiramente essencial para a prática social, não só pela necessidade profissional mas também pela cultura estabelecida que encara o profissional como uma fonte plena de conhecimento e assim uma concepção de que o errar, o demonstrar fraqueza ou o “não saber”&nbsp; não são parte do ser médico.<br><br></div><div>Tal posicionamento da construção social aliado a uma conjuntura de outras forças intrínsecas, que são ilustradas pelo comportamento do médico no filme e a sua mudança após o seu diagnóstico e a sua vivência como o paciente, ilustram a necessidade de ser o “pacientemente impaciente’, ou seja, exigir a mudança real&nbsp; de comportamento mas de maneira a ir elaborando no âmbito de menor proporção e ir expandindo a perspectiva de ação até o ponto que a estruturas gerais são alteradas.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 11:58:32 UTC</pubDate>
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