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      <title>História 10º Ano by Beatriz Monteiro</title>
      <link>https://padlet.com/bepmonteiro/2cietezusarn</link>
      <description>Beatriz Pereira Monteiro</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-02-17 19:31:39 UTC</pubDate>
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         <title>      A Reconquista Cristã</title>
         <author>bepmonteiro</author>
         <link>https://padlet.com/bepmonteiro/2cietezusarn/wish/232619832</link>
         <description><![CDATA[<div>A reconquista cristã foi um processo longo e lento, sendo um processo de recuperação pelos cristãos, do território peninsular a partir de 718, marcado por avanços e recuos.<br><br></div><div>Nesta reconquista cristã, houve um repovoamento, doações aos senhorios e também criação de concelhos. Existiu também uma importante ação política, que deu origem à formação de reinos.<br><br></div><div>Foi em 722, na Batalha de Covadonga, liderada por Pelágio, onde teve início o processo de reconquista. No século XI vieram para a Península Ibérica cavaleiros franceses muitos deles filhos-segundos, dos quais se destacaram D. Raimundo e D. Henrique, que viram um meio de alcançar fortuna e poder.<br><br></div><div>A estes dois nobres, D. Afonso VI rei de Leão e Castela, concedeu feudos em regiões inseguras, onde eram necessários cavaleiros experientes capazes de garantir segurança nessas zonas. <br><br></div><div>D. Henrique de Borgonha, recebeu assim o Condado Portucalense, a título hereditário, como dote de casamento com D. Teresa, filha ilegítima de D. Afonso VI de Castela, sujeito a um contrato, ficando obrigado a prestar ajuda ao conselho e a participar na cúria sempre que solicitado. <br><br></div><div>Foi D. Henrique que continuou a reconquista, promovendo o povoamento, desenvolvimento de centros urbanos e do comércio. Mostrou-se sempre muito ativo no plano militar e político.<br><br></div><div>Em 1112, com a morte de D. Henrique, foi a viúva D. Teresa quem ficou à frente do condado, enquanto D. Afonso Henriques era muito pequeno. Com a morte de D. Henrique, os defensores da Galiza ansiavam um segundo casamento com um nobre galego, já os portucalenses defendiam o casamento com um nobre portucalense ou a condição de viúva, o que lhes garantia a autonomia do condado e a perspetiva de D. Afonso Henriques vir a assumir o governo. <br><br></div><div>D. Teresa mantinha uma aproximação à Galiza, o que desencadeou a Batalha de São Mamede em 1128, devido ao descontentamento do clero e da nobreza. Estes reuniram-se em torno de D. Afonso Henriques, que a partir desse momento surgiu como governante do condado, com o título de príncipe. <br><br></div><div>Em 1140, foi lhe concedido o título de rei dos portugueses, mas apesar do título faltava o reconhecimento do rei de Leão e Castela, D. Afonso VII e da Santa Fé. Foi então em 1143, no Tratado de Zamora, que D. Afonso VII reconheceu D. Afonso Henriques como rei sob presença de um legado papal. No entanto, foram necessários 36 anos e serviços prestados à Igreja na luta contra o Infiel, para que em 1179, Alexandre III, reconhecesse Afonso Henriques como rei e Portugal como reino, na Bula Manifestis Probatum com a condição de um pagamento anual de dois marcos de ouro.<br><br></div><div>D. Afonso Henriques procurou através de campanhas militares contra os mouros, alargar os seus domínios territoriais e difundir a fé cristã, tal como havia prometido em 1143, no Tratado de Zamora. No entanto, a manutenção dos territórios conquistados só se tornou efetiva com uma ação de povoamento, através da concessão de terras à igreja e particulares, e também com a atribuição de forais. <br><br></div><div>No reinado de D. Afonso Henriques, destacaram-se em 1147, as conquistas de Santarém e de Lisboa. Santarém era uma peça fundamental na defesa do território dos mouros, sendo um ponto estratégico importante, enquanto que Lisboa detinha o poder comercial e marítimo. <br><br></div><div>Afonso Henriques realizou também incursões no Baixo Alentejo, porém nos reinados seguintes, não se conseguiu a manutenção desses territórios, levando a um recuo perante os ataques dos muçulmanos. <br><br></div><div>A reconquista não foi um processo de vitórias contínuas. Foi composta por avanços e recuos, para ambas as partes. Assim aconteceu no reinado de Sancho I, quando a fronteira do território português recuou até à linha do Tejo, com a perda de Torres Vedras, Almada, Palmela, Alcácer do Sal e Silves.<br><br></div><div>D. Afonso II passou a contar com o apoio das ordens religioso-militares para o processo de conquista a terras aos muçulmanos, bem como a sua defesa e povoamento. Entre 1230 e 1242, as fronteiras expandiram-se para sul, com a ocupação dos territórios no Alentejo, no reinado de Sancho II. <br><br></div><div>Após assumir o poder, em 1249, D. Afonso III conseguiu a conquista definitiva do Algarve. Consequentemente, Afonso III passou a denominar-se rei de Portugal e do Algarve. Estava então dada como terminada a Reconquista cristã em Portugal.<br><br></div><div>As fronteiras de Portugal estabeleceram-se ao longo de várias etapas, e só a partir de 1297 no reinado de D. Dinis, pelo Tratado de Alcanises, é que se conseguiu a estabilidade definitiva do território português. O Tratado de Alcanises é assinado por D. Dinis e D. Fernando IV, sob a tutela da mãe deste, por ainda ter apenas onze anos de idade. Neste Tratado houve uma troca de direitos, reestabelecendo assim as fonteiras dos dois países (Portugal e Espanha). Definiu os limites do território português, que assumem a configuração atual (à exceção da perda de Olivença em 1801 quando Portugal cede este território a Espanha).<br><br></div><div>No dia 30 de outubro de 1340 teve lugar no sul de Espanha uma batalha decisiva para o futuro da Península Ibérica dividida entre cristãos, a norte, e muçulmanos, a sul. O confronto terminou com a vitória da aliança cristã. A batalha do Salado foi um momento importante no avanço para sul dos reinos cristãos. <br><br></div><div>Podemos concluir então que a Reconquista Cristã foi um processo com várias etapas, longo e lento, com vitórias e derrotas, com avanços e recuos. Contudo, estabeleceu-se a paz, fixando-se os limites fronteiriços, entre Portugal e Espanha.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-17 19:34:51 UTC</pubDate>
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         <title>Documento 1</title>
         <author>bepmonteiro</author>
         <link>https://padlet.com/bepmonteiro/2cietezusarn/wish/240496758</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>1 – </strong>O Rei reuniu-se com os representantes de cada grupo e estabeleceu com eles um pacto, segundo o qual os cruzados se apropriariam de todo o saque que quisessem, assim como dos prisioneiros e os seus resgates. O rei ficaria só com o que eles deixassem e com os cativos que eles não quisessem. Seria o rei a repartir o território da cidade, mas respeitaria a distribuição das casas e propriedades, os costumes e os privilégios dos Francos. Os cruzados seriam dispensados do pagamento de portagens daqueles despojos que tencionavam levar consigo. Foram então estas as condições estabelecidas a fim de garantir o auxilio dos cruzados nesta batalha contra os mouros.<br><br></div><div><strong>2 –</strong> Após ser assinado o pacto por parte do Rei, pelos bispos de Braga, Porto e Viseu, por parte dos nobres Fernão Mendes de Bragança, Fernando Cativo, Gonçalo Mendes de Sousa, Mendes Viegas de Ribadouro e por outros membros do séquito (comitiva) real, os cristãos tentaram obter a rendição pacífica dos mouros, mas claramente sem sucesso, pois os anciãos dos sitiados acreditavam que o destino dos homens estava na mão de Deus. Resignavam-se à vontade de Deus fosse ela qual fosse, mas não se rendiam. A 1 de Julho, o bispo de Porto reconhece o fracasso da tentativa de conquista pacifica e as hostilidades tiveram inicio. Ainda haviam muitos mouros nos bairros fora das muralhas, tendo muitos dos seus habitantes morrido no combate ou queimados pelo fogo que os cruzados puseram às casas logo no primeiro dia de combate. De seguida, organizaram um cerco para isolar a cidade e edificaram duas igrejas para que se sepultassem os mortos. Após um mês de cerco os alimentos começaram a escassear na cidade e consequentemente os soldados que defendiam a cidade começaram a esmorecer. Com o enfraquecimento dos militares mouros deu-se uma investida impetuosa por parte dos cruzados, obrigando assim os sitiados a pedir tréguas. Deu-se então a conquista da cidade de Lisboa num sábado, a 25 de outubro de 1147, dia em que os mouros começaram a abandonar a cidade.<br><br></div><div><strong>Documento 2<br></strong><br></div><div><strong>1 –</strong>&nbsp; No século XIII, a vida municipal foi possibilitada devido à ação dos mercadores e o trabalho dos mesteres (artesãos) que contribuíram para uma economia de troca que fixava tipos artesanais, aumentava os bens de produção fazendo assim de cada terra um centro económico de autoconsumo, cada vez menos dependente das povoações vizinhas. Este desenvolvimento também se deu devido às cartas de foral que a coroa e certos particulares outorgavam. A autonomia local passou a constituir um direito sagrado representado nos foros e na voz dos seus procuradores. Esta economia fortaleceu a visão municipalista como aliada da coroa e como vetor do desenvolvimento regional. O que incentivou a passagem de foros, dando origem a novos municípios.<br><br></div><div><strong>2 –</strong> Para os séculos XII e XIII esta organização era ainda reduzida. O cargo supremo residia no alcaide ou pretor, nomeados pelo rei, sendo um princípio nobre; ou no juiz, que representava o poder civil e militar da coroa. Sucedeu também que o alcaide era escolhido entre os homens-bons do concelho.<br><br></div><div><strong>3 –</strong> A Carta de Foral ou Foral, era o diploma que regulava a administração, as relações sociais e os direitos e encargos dos trabalhadores. Fixava também os limites do território, garantia o direito de propriedade e determinava os tributos e prestações que os vizinhos deviam pagar ao outorgante. Eram cartas de privilégio pois defendiam os foros municipais contra todas as opressões e abusos da classe senhorial e dos oficiais régios. A outorga do foral era, em principio concedida por um monarca, contudo, houve casos em que foi concebida pelo senhor da terra, pelos membros da família real, por prelados (sacerdotes, abades ou bispos) e membros das ordens militares.<br><br>Trabalho Realizado Por:<br>Beatriz Monteiro<br>Bruno Oliveira<br>10F</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-03-10 21:30:05 UTC</pubDate>
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