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      <title>Recordando....A problemática do conhecimento em Filosofia e o conhecimento espírita. by Cristina Cotrofe</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-04-12 10:26:19 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>criscotrofe</author>
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         <description><![CDATA[<p>Na filosofia, o conhecimento <strong><mark>é um saber racional que se constrói por meio de questionamentos e reflexões</mark></strong>. </p><p>É um tipo de conhecimento crítico e especulativo que busca respostas racionais para questões existenciais.&nbsp;</p><p><strong>Características</strong></p><ul><li><p>Baseia-se na razão e na lógica&nbsp;</p></li><li><p>Surgiu com o abandono da mitologia como forma de explicar a realidade&nbsp;</p></li><li><p>É construído a partir da reflexão e da capacidade de criar conceitos e ideias&nbsp;</p></li><li><p>Questiona e encontra respostas racionais para questões, mas não necessariamente comprova algo&nbsp;</p></li><li><p>É sistemático, ou seja, funciona como um sistema, obedecendo a regras e métodos de trabalho&nbsp;</p></li></ul><p><strong>Atitude filosófica&nbsp;</strong></p><ul><li><p>Questiona a realidade</p></li><li><p>Trata com estranhamento o que há de mais comum no cotidiano</p></li><li><p>Compreende tudo como novo, como algo a ser descoberto</p></li></ul><p><strong>Importância do conhecimento&nbsp;</strong></p><ul><li><p>Permite construir liberdade intelectual, desenvolvendo o ser e permitindo que tenha autonomia em sua vida</p></li><li><p>Permite criar e experimentar o novo</p></li><li><p>Permite apreender conceitos úteis para a vida</p><p><strong>IA</strong></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 10:36:21 UTC</pubDate>
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         <title>Como conhecemos? </title>
         <author>criscotrofe</author>
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         <description><![CDATA[<p>A tradição filosófica apresenta dois posicionamentos a respeito do ato de conhecer: </p><ol><li><p><strong>socrático-platônica - </strong>com as ideais inatas <strong>(reminiscência)</strong></p></li><li><p><strong>sofística ou empírica -</strong> que se baseia nos sentidos.</p><p><strong>O conhecimento se dá pelo Espírito ou pelos sentidos?</strong></p><p>Esse debate percorre as correntes filosóficas ao longo da história da Filosofia, dando origem a diversas correntes e, de modo dialético encontra solução com a Filosofia Espírita.</p><p>Na Antiguidade, o ser humano é considerado parte da natureza (constituído dos mesmos elementos); não se estabelece, pois, uma linha divisória entre realidade e verdade, pensamento e ser. Por isso, a reflexão sobre o conhecimento se une à reflexão sobre o ser. Assim, acreditava-se que por meio do conhecimento seria possível chegar à verdade do ser.</p><p>Na Filosofia Moderna, a questão do conhecimento foi o ponto central das indagações filosóficas, com correntes distintas, mas <strong>cujo ponto comum foi a exame acerca da possibilidade do conhecimento.</strong></p><p>Edgar Morin (102 anos), filósofo francês contemporâneo, sustenta o caráter complexo do conhecimento, constituído por elementos diferentes e inseparáveis, tecidos de forma interdependente e interativa, em que a mudança em um opera, necessariamente mudanças nos outros.. Diz que o conhecimento, para ser adequado deve reconhecer a <strong><em>multidimensionalidade</em>,</strong> quer no tocante ao ser humano (no seu aspecto integral: biológico, histórico, cultural etc) quer no que se refere à sociedade, em que os aspectos econômicos, sociais, político, religioso etc devem ser considerados interligados entre si.</p><p><strong>Há que se aprender ciência, quanto "<em>humanidades".</em></strong></p><p><strong><em>"Essas observações são importantes para, inclusive, pensarmos sobre as finalidades da educação e do conhecimento que procuramos em função do tipo de mundo que desejamos construir - para nós e para as gerações futuras". ( Arruda Aranha, </em></strong><em>Maria Lúcia e </em><strong><em>Pires Martins, </em></strong>Maria Helena, <strong><em>in Temas de Filosofia.</em></strong>)</p></li></ol>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 12:31:41 UTC</pubDate>
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         <title>O conhecimento e a verdade </title>
         <author>criscotrofe</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>O ato de conhecer decorre da relação que se estabelece entre sujeito e objeto.</strong></p><p><strong>Por isso se diz que o conhecimento se dá com a apreensão do objeto pelo sujeito cognoscente.</strong></p><p>E, por se embasar em uma relação pressupõe os limites do sujeito que conhece e os instrumentos que lhe são oferecidos.</p><p><strong>Isso demonstra a impossibilidade do conhecimento absoluto.</strong></p><p>Pressupor conhecimento e verdade absolutos seria reconhecer que o sujeito não teria limites e a perfeição dos instrumentos utilizados.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 12:55:55 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>criscotrofe</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 13:18:35 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>criscotrofe</author>
         <link>https://padlet.com/criscotrofe/28ysg8e9rkp1tktf/wish/3407090145</link>
         <description><![CDATA[<p>O racionalismo surge no século XVII e tem como principal representante René Descartes (1596-1650). Para ele os sentidos iludem e a percepção induz a pessoa a erro. Busca, assim, o fundamento do verdadeiro conhecimento. </p><p><strong>Verdade intuída : "Penso, logo existo" -</strong> Existo como ser pensante (sujeito e consciência), capaz de duvidar.</p><p>Apresenta a <strong>dúvida metódica </strong>como método de pensamento rigoroso.</p><p>Para Descartes as ideias claras e distintas (não sujeitas a erros), se encontram no espírito:<strong> ideias inatas. </strong></p><p><strong>Por. ex. a existência de Deus perfeito e infinito. (substância infinita =<em> res infinita</em>).</strong></p><p>O <em>cogito é o lugar da multiplicidade de ideias</em></p><p><em>(presença real para a consciência)</em></p><p><strong>Diz que as ideias são de 3 tipos: </strong></p><p><strong>ideias inatas - </strong>nascidas junto com minha consciência</p><p>são como patrimônio constitutivo da mente.</p><p><strong>ideias adventícias - </strong>são as que vêm de fora de mim – do mundo exterior; se referem às coisas distintas de mim, adquiridas por meio da experiência.</p><p><strong>ideias factícias -</strong> são aquelas construídas, inventadas ou imaginadas por mim mesmo. Forjadas pela imaginação a partir das ideias adquiridas, e que não têm realidade fora da mente.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 13:20:16 UTC</pubDate>
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         <title>Empirismo</title>
         <author>criscotrofe</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>John Locke</strong> <strong>(1632-1704), </strong>pai do Liberalismo.</p><p>fundador do Empirismo.</p><p>" <strong><em>O homem é uma tábula rasa ...</em></strong> " = a razão humana  é como uma folha em que os objetos deixam as suas impressões sensíveis, elaboradas em procedimentos mentais em ideais particulares e ideais gerais.</p><p><strong>Nada chega ao nosso intelecto, que não tenha passado pelos sentidos.</strong></p><p><strong>Não existem ideias inatas.</strong></p><p>Experiências externas : sensação</p><p>Experiências internas : reflexão</p><p>Só temos crenças e opiniões e não certezas absolutas.</p><p>Convenções sociais.</p><p><strong>Locke escreveu o <em>Ensaio sobre o entendimento humano</em></strong> (1690) <strong><em>como reação às ideias inatas de Descartes.</em></strong></p><p><em>Para ele, todas as ideais se originam da experiência sensível.</em></p><p>Pela experiência, através da abstração, o entendimento (intelecto) produz ideais.</p><p>Locke diz que todas as ideais derivam de duas fontes: <strong><em>a sensação</em></strong> (apreende impressões do mundo externo) <strong><em>e a reflexão</em></strong> (ato pelo qual o espírito conhece suas próprias operações).</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 13:46:02 UTC</pubDate>
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         <title>Conhecimento espírita</title>
         <author>criscotrofe</author>
         <link>https://padlet.com/criscotrofe/28ysg8e9rkp1tktf/wish/3407111010</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>O Espiritismo amplia o campo de conhecimento ao trazer de forma científica a realidade dos Espíritos.</strong></p><p><strong>A razão e a Ciência não se contradizem</strong></p><p><strong>O ser humano é <em>Ser Integral</em>: corpo e Espírito.</strong></p><p><strong>Espírito : Ser fluídico Pensante, dirigido pela vontade.</strong></p><p><strong>A percepção é faculdade do Espírito e não do corpo.</strong></p><p><strong>Percepção reduzida ao organismo sensorial</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 13:53:39 UTC</pubDate>
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         <title>Aspectos da Teoria Espírita do Conhecimento.</title>
         <author>criscotrofe</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Resolve o velho problema filosófico dos limites do saber ...</strong></p><p>Não há zonas interditas ao conhecimento humano.</p><p><strong>O saber metafísico é tão possível como o racional.</strong></p><p>O ser humano é um ser em evolução : supera suas limitações.</p><p>A própria razão transcende os limites de suas categorias.</p><p>Ampliam-se as dimensões : <strong><em>de estar no mundo e do vir-a-ser.</em></strong></p><p><strong>O destino do ser humano é transcender-se a si mesmo.</strong></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 13:56:05 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>criscotrofe</author>
         <link>https://padlet.com/criscotrofe/28ysg8e9rkp1tktf/wish/3407116307</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 14:01:27 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Inatismo e a Doutrina Espírita</title>
         <author>criscotrofe</author>
         <link>https://padlet.com/criscotrofe/28ysg8e9rkp1tktf/wish/3407125277</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Inatismo é uma&nbsp;teoria filosófica que defende que algumas ideias, capacidades ou atitudes nascem com a pessoa, sem necessidade de aprendizagem.&nbsp;</strong></p><p><strong>LE, 218. </strong><em>Encarnado, conserva o Espírito algum vestígio das percepções que teve e dos conhecimentos que adquiriu nas existências anteriores?</em><br>“Guarda vaga lembrança, que lhe dá o que se chama <em>ideias inatas</em>.”<br><strong>a) —</strong> <em>Não é, então, quimérica a teoria das ideias inatas?</em><br>“Não; os conhecimentos adquiridos em cada existência não mais se perdem. Liberto da matéria, o Espírito sempre os tem presentes. Durante a encarnação, esquece-os em parte, momentaneamente; porém, a intuição que deles conserva lhe auxilia o progresso. Se não fosse assim, teria que recomeçar constantemente. Em cada nova existência, o ponto de partida, para o Espírito, é aquele em que, na existência precedente, ele ficou.”<br><strong>b) — </strong><em>Grande conexão deve então haver entre duas existências consecutivas?</em><br>“Nem sempre tão grande quanto talvez o suponhas, dado que bem diferentes são, muitas vezes, as posições do Espírito nas duas e que, no intervalo de uma a outra, pode ele ter progredido.” (216.)</p><p><strong>LE, 219. </strong><em>Qual a origem das faculdades extraordinárias dos indivíduos que, sem estudo prévio, parecem ter a intuição de certos conhecimentos, como o das línguas, o do cálculo, etc.?</em><br>“Lembrança do passado; progresso anterior da alma, mas de que ela não tem consciência. Donde queres que venham tais conhecimentos? O corpo muda, o Espírito, porém, não muda, embora troque de roupagem.”</p><p><strong>LE, 220. </strong><em>Pode o Espírito, mudando de corpo, perder algumas faculdades intelectuais, deixar de ter, por exemplo, o gosto das artes?</em><br>“Sim, se conspurcou a sua inteligência ou a utilizou mal. Além disso, uma faculdade pode permanecer adormecida durante uma existência, por querer o Espírito exercitar outra, que nenhuma relação tem com aquela. Fica, então, em estado latente, para reaparecer mais tarde.”</p><p><strong>LE, 221.</strong> <em>Dever-se-ão atribuir a uma lembrança retrospectiva o sentimento instintivo que o homem, mesmo quando selvagem, possui da existência de Deus e o pressentimento da vida futura?</em><br>“É uma lembrança que ele conserva do que sabia como Espírito antes de encarnar. Mas o orgulho amiúde abafa esse sentimento.”<br><strong>a) —</strong> <em>Serão devidas a essa mesma lembrança certas crenças relativas à doutrina espírita, que se observam em todos os povos?</em><br>“Esta doutrina é tão antiga quanto o mundo; tal o motivo por que em toda parte a encontramos, o que constitui prova de que é verdadeira. Conservando a intuição do seu estado de Espírito, o Espírito encarnado tem a consciência instintiva do mundo invisível, mas os preconceitos bastas vezes falseiam essa ideia e a ignorância lhe mistura a superstição.”</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 14:14:53 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>A essência do conhecimento  e as correntes filosóficas do realismo e do idealismo.</title>
         <author>criscotrofe</author>
         <link>https://padlet.com/criscotrofe/28ysg8e9rkp1tktf/wish/3407128124</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Realismo X idealismo.</strong></p><p><strong>O realismo</strong> <strong>– a coisa é o ponto de partida do ato de conhecimento: </strong>afirma a realidade das <em>coisas em si e por si</em>, independentemente. (elaboração da Antiguidade).</p><p><strong>O idealismo – </strong>parte do pensamento para as coisas:<strong> </strong>as coisas não são senão conteúdos do <em>Eu cognoscente</em>. (<strong>conceituação na Idade Moderna).</strong></p><p>&nbsp;</p><p>O idealismo alemão foi um&nbsp;movimento filosófico que surgiu na Alemanha (1780)&nbsp; e se estendeu até &nbsp;1840.</p><p>Parte do pensamento para as coisas:<strong> </strong>as coisas não são senão conteúdos do <em>Eu cognoscente</em>.</p><p><strong>&nbsp;Principais características</strong></p><ul><li><p>Buscou resgatar o pensamento transcendente ideal e as relações com o sujeito pensante&nbsp;.</p></li><li><p>Estava ligado ao Romantismo e à política revolucionária do Iluminismo.&nbsp;</p></li><li><p>Considerava que o mundo objetivo é criado pelo sujeito&nbsp;.</p></li><li><p>Considerava que a realidade é um campo que nós criamos para poder agir.&nbsp;</p></li></ul><p><strong>Principais representantes após Kant </strong>&nbsp;(1724-1804):</p><p>Johann Gottlieb Fichte (1762-1814),</p><p>Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831),</p><p>Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling (1775-1854).&nbsp;</p><p><strong>O&nbsp;idealismo&nbsp;transcendental de Kant</strong> enxergava, entre outras coisas, a coexistência das ideias, da razão e da realidade prática na gênese do conhecimento, ou seja, o conhecimento advinha, duplamente, dessas duas origens que não deveriam ser vistas apenas como entes separados.</p><p>A filosofia de Kant deixou, para seus sucessores, um problema: como conciliar os dualismos entre&nbsp;<strong>razão teórica</strong>&nbsp;(conhecimento) e a razão prática (moral) <strong>entendimento</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>sensibilidade</strong>,&nbsp;<strong><em>coisa em si </em>e fenômeno;</strong></p><p>&nbsp;<strong>sujeito</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>objeto</strong>?</p><p>Teve como objetivo tentar restabelecer uma unidade na filosofia, conciliando os antagonismos na obra do filósofo.</p><p>Esses filósofos tentaram construir um sistema ideal de pensamento que explicasse todas as coisas do mundo.<br>Os primeiros idealistas alemães eram, em sua essência, kantianos, e buscavam resolver impasses na filosofia kantiana.</p><p><strong>Idealismo Alemão - Diferenças entre Fichte e Schelling.</strong></p><p><strong>Johann Gottliebe Fichte (1762-1814) e a <em>liberdade infinita do Eu: </em>O que é esse Eu que produz a si mesmo e a realidade?</strong> É pura liberdade, pura possibilidade. Ele é infinito e ilimitado. Por exemplo, posso ser o que imaginar ser, desde que não saia de meu mundo interior. <strong>Mas, para ser alguma coisa, preciso agir no mundo externo.</strong><br>Ao agir, o Eu cria o&nbsp;<strong>não-Eu</strong>, que é a própria realidade. Ou seja, segundo Fichte, o mundo não existiria se não fosse colocado pela vontade do Eu, pela ação do sujeito. Ele faz isso para se definir, por meio de suas ações, e vencer os obstáculos da vida. </p><p>Ex. talentos - a pessoa pode ter diversos talentos : música, desenho, matemática...e para desenvolver a habilidade, deve estudar e exercitar e se depara com inúmeras dificuldades: econômicas, de localização etc. Mas, somente ao superar os empecilhos, que esse Eu se define: "Eu sou músico" ou "Eu sou filósofo".</p><p><strong>Em Fichte a realidade é criada, na interioridade do sujeito, para que o Eu atinja todo seu potencial e desenvolva suas aspirações.</strong></p><p><strong> <em>Existir, para ele, é confrontar os obstáculos da vida, pois assim posso predicar o Eu.</em></strong></p><p><em>O Eu não é bom nem mau. </em>Suas virtudes são decorrentes de sua ação no mundo, de seu agir.<strong> </strong></p><p><strong>Assim, a filosofia de Fichte é uma<em> filosofia prática</em>, uma&nbsp;<em>filosofia do agir: </em>somente agindo no mundo a pessoa pode exercer a liberdade.</strong></p><p><strong>Friedrich Wilhelm Joseph Von Schelling (1775-1854) discorda de Fichte.</strong></p><p>Para Schelling, <strong>existe uma organização na natureza, cujo princípio criador é exterior ao Eu mas que, no entanto, compartilha o mesmo Espírito. </strong>Como não existe a possibilidade de uma consciência fora do Eu, este Espírito é inconsciente. </p><p>Schelling entende que existe um mesmo Espírito fora do homem e uma mesma Natureza dentro do homem, a diferença é que o homem é consciente disso, a Natureza, não.</p><p><strong>Fichte mantém uma concepção determinista da Natureza, isto é, a Natureza é meramente produto da razão humana. Schelling não concorda com essa ideia.</strong></p><p><strong>Deus</strong> se faz Natureza para existir (necessidade) e ascende do inconsciente na Natureza para o consciente no homem (liberdade) para que este possa se autoconhecer: Ele se vê na Natureza através do homem. Temos então:</p><p>Espírito (Deus):</p><p>Inconsciente na Natureza (necessidade)</p><p>Consciente no homem (liberdade)</p><p><strong>E quando sujeito e objeto, homem e Natureza, se tocam, se tornam uma Unidade? Na&nbsp;experiência estética, diz Schelling.</strong> </p><p>Uma onda do mar ou um pôr-do-Sol são obras de arte, com seus matizes e formas únicas, expressões de diversidade, originalidade, liberdade e beleza. Também o homem pode produzir o belo em obras de arte, como uma pintura, uma música ou uma dança.<br>É a mesma liberdade que se manifesta de formas diferentes: de forma real no mundo dos objetos, e de forma ideal no mundo da Arte.<br><strong>Em resumo,&nbsp;o princípio criador de Fichte seria o próprio eu, e o princípio único de Schelling estaria em todas as coisas.</strong><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 14:19:01 UTC</pubDate>
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         <title>Ciência e Religião.</title>
         <author>criscotrofe</author>
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         <description><![CDATA[<p> (...) o Espiritismo é uma doutrina tríplice, em que a ciência, a filosofia e a religião se encadeiam e se sucedem, numa ordem lógica e, portanto, necessária. (...) O Espiritismo só admite uma religião de libertação, que não sirva de instrumento para outros fins, e por isso mesmo uma religião fortemente apoiada na comprovação científica. Uma religião, como dizia Kardec, que possa encarar a razão face a face, em todas as etapas da evolução humana. (...) A característica do Espiritismo, no panorama religioso do mundo, é exatamente o seu sentido racional e científico. Seu mérito especial é haver submetido a alma à investigação científica, iniciando o homem no conhecimento positivo dos problemas espirituais, até então relegados ao plano do mistério. Kardec esclarece esses problemas com absoluta consciência de sua importância e declara, no capítulo primeiro de “A Gênese”, item 14: “As ciências só fizeram progressos importantes depois que se basearam no método experimental; mas, até então, acreditava-se que esse método só era aplicável à matéria, quando o é igualmente às coisas metafísicas”. As ciências, para Kardec, se completam com o Espiritismo, última conquista do pensamento. Daí a sua afirmação peremptória: “O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente. A ciência, sem o Espiritismo, não pode explicar certos fenômenos, com o auxílio apenas das leis materiais; o Espiritismo, sem a ciência, não teria a base e comprovação”. O pensamento do codificador a respeito é de uma limpidez admirável. O Espiritismo é para ele uma dupla revelação, ou seja, “participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica”1 . É, portanto, ciência e 1 A Gênese, I:13 religião. É ciência, quando investiga, pesquisa, experimenta, para depois revelar as leis do “elemento espiritual, constitutivo do universo”. É religião, quando aceita a revelação divina das leis do Espírito, do mundo moral, através do Evangelho do Cristo e da confirmação do Espírito da Verdade. E entre a ciência e a religião, como uma espécie de perispírito conceptual, ligando o corpo e o espírito da doutrina, temos a filosofia espírita. Só através da aceitação desse esquema kardeciano podemos realmente compreender o Espiritismo em sua plenitude. (PIRES, José Herculano, in Os 3 Caminhos de Hécate, págs. 21-22)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 14:23:06 UTC</pubDate>
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         <title>Dúvidas e Certezas</title>
         <author>criscotrofe</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>PIRES,</strong> José Herculano, in <em>Agonia das Religiões</em>, págs. 80-88.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 14:29:07 UTC</pubDate>
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         <title>Prova da Existência de Deus.</title>
         <author>criscotrofe</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>LE, 4. Onde podemos encontrar a prova da existência de Deus?</strong></p><p>— Num axioma que aplicais às vossas ciências: não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e vossa razão vos responderá.</p><p><em>Comentário de Kardec:</em> Para crer em Deus é suficiente lançar os olhos às obras da criação. O universo existe; ele tem, portanto, uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo efeito tem uma causa, e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.</p><p><strong>5. Que consequência podemos tirar do sentimento intuitivo, que todos os homens trazem consigo, da existência de Deus?</strong></p><p>— Que Deus existe; pois de onde lhes virá esse sentimento, se ele não se apoiasse em nada? E uma conseqüência do princípio de que não há efeito sem causa</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 16:23:21 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>criscotrofe</author>
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         <description><![CDATA[<p>“ A matéria do cérebro pode renovar-se, mas o pensamento é sempre idêntico a si mesmo, e com ele subsiste a memória, a recordação de um passado de que não participou o corpo atual.</p><p>(...)</p><p>A alma é o princípio da vida, a causa da sensação; é a força invisível, indissolúvel que rege nosso organismo e mantém o acordo ente todas as partes do nosso ser. Nada de comum têm as faculdades da alma com a matéria. A inteligência, a razão, o discernimento, a vontade, não poderiam ser confundidos com o sangue das nossas veias, ou com a carne de nossos corpos. O mesmo acontece com a nossa consciência, esse privilégio que temos para medir os nossos atos, para discernir o bem do mal.” Denis, Léon <strong>(<em>Depois da Morte</em>, cap. X: A Vida Imortal, p. 160).</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 16:26:21 UTC</pubDate>
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