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      <title>Fissuras na Inclusão by Kathy Scharf</title>
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      <description>Um pouco do que foge ao modelo médico. </description>
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      <pubDate>2023-07-04 11:10:41 UTC</pubDate>
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         <title>Pensamentos soltos </title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<div>Oi Pedro,</div><div><br></div><div><em>Começar é o sintoma mais forte de desejo&nbsp; de novidade, já que todo começo contém a energia do novo a que poucos resistem.</em>&nbsp;</div><div>(Noemi Jaffe, Livro dos começos)&nbsp;</div><div><br></div><div>Hoje começo com&nbsp; a leitura do primeiro texto que você me encaminhou e quando terminei pensei em te escrever algo, para você ver o que vem comigo e o que sai de mim através de palavras. A ideia é que a gente possa se conhecer melhor pelas palavras para alinharmos as ideias e pensamentos.</div><div>O texto que li foi <strong><em>Ofensivas capacitistas de um planeta aleijado</em></strong>.&nbsp;</div><div>Enquanto leio faço algumas anotações e vou pensando com alguns autores que seguem comigo nessa caminhada.Eu trago alguns pontos que queria ouvir de ti se são os mesmos que te fazem refletir e se não, queria saber&nbsp; o que mais reverbera em ti nessa leitura.</div><div>Logo no início do texto a autora nos fala das tentativas de tirar direitos adquiridos que são ofensivas baseadas no neoliberalismo e que poderá produzir efeitos retrocessos aos direitos já conquistados. Claro, hoje vivemos um outro momento, um outro governo, mas ainda precisamos ter atenção para a inclusão, para o que se fala dela e o que pouco se faz.</div><div>O texto segue e nos move o olhar para o capacitismo, o medo de um planeta aleijado e vemos os esforços para que as pessoas com deficiência sejam curadas.Foram criadas regras de um corpo normal, um corpo que segue padrões, que é útil para o estado, que trabalha&nbsp; é produtivo.</div><div>Não parece existir a possibilidade de sermos todos Corpos sem órgãos que é um conceito que nos apresenta Deleuze e Guattari em Mil platôs e nos fala de um corpo de desejos, um corpo que não está a serviço de uma sociedade e não funciona em uma direção ou função determinada. O todo do corpo é pleno e não formam um organismo, um corpo de puro desejos, ele funciona de acordo com suas vontades, mesmo desorganizado segue funcionando a sua própria maneira.&nbsp;</div><div>Assim, no meu olhar, corpos deficiencentes são CSO, pois possuem sua própria forma de funcionamento e concordo com a autora de que a deficiência não é um problema individual, mas da sociedade. São ditos corpos frágeis, vulneráveis e aqui quero dividir contigo o conceito de Mendonça (2016) sobre vulnerabilidade, onde ela nos diz que vulnerabilidade não seria uma falta e sim uma presença. Então, é preciso ter uma certa vulnerabilidade para que as coisas aconteçam , estar aberto, poroso, deixar algo passar para transformar. Que sejamos todos vulneráveis e não apenas as pessoas com deficiência, que possamos deixar passar coisas por nós a ponto de nos modificarmos.</div><div>Não precisamos julgar e definir o que podem corpos que não se encaixam em uma definição de corpos normais, podemos aprender com eles sobre suas diferenças, e&nbsp; ver que suas faltas não são faltas, são outras possibilidades de estar neste espaço, de habitar o mundo.&nbsp;</div><div>Citando o texto, a autora diz que “<em>esse medo é potencializado sob a narrativa de que a deficiência é uma tragédia individual, um fardo social para o Estado e para sociedade.</em>” ou seja, essas pessoas, que não se encaixam em um padrão de normalidade devem estar em outro espaço, um espaço só delas, que sejam todas iguais a ela (iguais em duas diferença).&nbsp;</div><div>Precisamos nos esvaziar de conceitos prontos, e Ohno (2016) nos fala dessa vontade de esvaziar-se, de fugir e “um dia disse a mim mesmo, ‘saia, vamos lá saia’.Teria dito isso ao meu corpo? a minha alma? a vida em si? sem notar saltei pra fora“</div><div>Que eu consiga me esvaziar de tudo que tenho preenchido em mim , mas que não acredito, sobre a deficiência, que nossas trocas possam ser grandes movimentos.</div><div>Esse não é um texto acadêmico, ele é um texto de reflexão, ele segue como saiu, sem releitura ou revisão. São pensamentos e que você possa passar por ele, interferir, riscar e que possamos criar juntos pensamentos em comum ou tão diferentes que possam movimentar quem irá nos ler.</div><div>Não é um texto, é apenas uma carta, uma carta pra você</div><div><br></div><div><strong>Outro dia, outro momento e ainda é apenas uma carta pra você.</strong>&nbsp;</div><div>Finalizei as leituras, vim aqui e escrevi uma porção de coisas. E por algum motivo eu deletei quando fui colar uma imagem e não percebi, então, se o outro texto era cru, esse será mais ainda. Eu quero escrever sobre o que senti com os textos, e agora não vou mais relatar um a um.</div><div>Nos últimos dias eu vivi com um corpo doente , um corpo cansado que parecia que não iria dar conta do que tinha de vida pela frente e fui juntando isso com as leituras e fui notando o quanto pensamos em um corpo saudável, produtivo e o quanto buscamos a cura. A cura para o corpo que foge às normatividades, a cura pro corpo que está doente, mas que ainda pode tanto.&nbsp; Me sinto vulnerável e vejo nas leituras sobre esses corpos vulneráveis, e que precisam de ajuda. Mas, a vulnerabilidade tem um lado bom, estar vulnerável é estar permeável, deixar passar e assim sentimos a mudança acontecer.&nbsp;</div><div>Um dos textos nos fala que os corpos deficientes e tudo que sai do dito normal, são vozes caladas. São vozes que são subalternas quando aceitam ser tudo que vem depois do “o” , mesmo que tudo que venha depois do “o” seja muito mais do que o próprio “o”.</div><div>Nos debruçamos sobre um modelo médico para deduzir o que podem corpos e assim chego na leitura do artigo que fala da luta dos grupos, do quanto é necessário nos juntarmos e falar, gritar, fazer eventos, palestras,pois, ser diferente, fazer parte de uma minoria requer muita luta e nesse texto eu senti uma sensação de pertencimento pois enquanto integrante de um Comitê contra a violência à mulher, vi que tenho lutado para defender e dar voz a vozes que também são caladas , como as vozes que o outro texto nos diz. Ver uma menina mulher sair de casa, pois era violentada pelo pai, começar uma vida nova… uma vida da maneira que ela pode, ocupando o espaço do seu jeito e perceber quanto podemos mudar e continuarmos a lutar.</div><div>Para Larossa experiência e o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca e não o que passa, o que acontece ou o que toca. Chegando nesse texto me sinto tocada, mexe com minha experiência e consigo ter um novo olhar para as lutas dos mais diversos grupos que acontecem ao meu redor. Fiquei aqui pensando em que momento da escrita anterior eu havia citado um conceito de Rolnik sobre a cartografia e ja nao lembro mais e penso que tanto faz, quem escreve já é outra, já não é a mesma Kathy que escrevia antes, mas sigo cartografando com o olhar do <strong>Timtim</strong> que segue seu caminho prestando atenção a todos os encontros que o caminho tem para mostrar (<a href="https://youtu.be/1dYukOrq5RI">https://youtu.be/1dYukOrq5RI</a>).</div><div>Sigo atenta, escrevendo, observando e agora farei a leitura da contracartilha… começo agora o que deveria ser antes, mas chego no texto, no momento que me sinto pronta.</div><div>Antes de falarmos pessoalmente vou voltar e aqui e quem sabe poderei ver aqui seus atravessamentos, poderei ver o que nossas palavras podem fazer juntas e o quanto de força elas têm. Risque, escreva ao lado, na mesma frase, discorde, concorde, mas atravesse esse texto com suas inquietações com a força e a beleza da sua escrita. Por hora, é apenas uma carta, mas pode ser outras tantas coisas depois de atravessada…</div><div><em>Agora depois do começo já estou me sentindo bem mais a vontade</em></div><div><em>Talvez ja esteja no meio</em></div><div><em>Porque bem no meio seria a metade</em></div><div><br><br></div><div><em>(Luiz Tabit)&nbsp;</em></div><div><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-04 11:14:26 UTC</pubDate>
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         <title>Observar o caminho</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <pubDate>2023-07-04 11:25:33 UTC</pubDate>
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         <title>Mia Couto</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <title>Poesia</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <title>Caminho</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <title>Rotina</title>
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         <title>Vida</title>
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         <title>Começar </title>
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         <title>Contracartilha</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <title>Gramaticas do Capacitismo</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <title>Nada sobre nós sem nossos corpos</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <title>Déficit ou diferença?</title>
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         <title>HABITO, MAS NÃO VIVO AQUI</title>
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         <title>As palavras são excreções do corpo</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <pubDate>2023-07-07 17:53:29 UTC</pubDate>
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         <title>Ana Godoy</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<div>Estava em um momento de descanso e após sua confirmação da continuidade do acompanhamento me veio o desejo de te escrever e ter algo pra ler quando nos encontrarmos.<br>Da última vez que nos falamos as coisas mudaram um pouco. <em>Quero primeiro falar dessa ferramenta que estou usando, quem me ensinou a usar foi a professora Amanda Leite, em uma disciplina que fiz com ela. </em><br>Compramos uma casa na<strong> Barra do Itapocu</strong>, meu terreno tem saida pra agua, aquela mesma agua que após muitos anos tive medo. Hoje eu navego. ando de Jet ski, caiaque, me jogo nela e aos poucos sinto que ela me faz bem quando consigo ver que ela é para além da agua que invade a casa e que me dava tanto medo. Me sinto bem quando consigo sentir o sal dela , o gelado dela.<br>Aqui nessa casa já passei dias de chuva, de muita agua na lagoa, de temporal, destelhamento, trovoada e medos.<br>E por conta desses medos fui ao psiquiatra que em 10 minutos de consulta, com a DSM devidamente decorada me lauda , me diagnostica , me encaixota com<strong> Transtorno de Ansiedade Generalizada</strong>. Me da uma medicacao e me diz para voltar em 2 meses, mas não é para saber se estou melhor, é para pegar nova receita e saber se aumenta a dose.<br>Engordei 5 kilos, meu medo desde que perdi 36 kilos, mas emagreci.<br>Voltei ao homeopata, que c<strong>oncorda com o transtorno de ansiedade generalizada</strong> mas diz que posso lidar com isso de outras formas. Partimos para uma homeopatia, voltei a escrever, a fazer meus cadernos de colagem, voltei a estudar e com isso os medos diminuiram...<br>Os dias vao passando, junto com eles vai um tanto de vida e em uma consulta de rotina , uma mamografia e um ultrassom me indicam que faça uma biópsia. Biopsia feita, deu negativo, mas pede novos exames pela quantidade de nodulos e fala da possivel retirada. Sigo com exames, sigo com outros medicos.<br>Estou fazendo disciplina do Doutorado com a professora Andrea Wuo, na Furb, e a gente se deu muito bem. Ela gosta do que leio, ela gosta do que falo e faço e eu me encanto com os textos dela, com sua fala, com tudo que trouxe pra mim sobre a teoria CRIP, sobre os estudos da deficiência.&nbsp;<br>Agora preciso escrever um texto e a ideia é tensionar teorias CRIP, corpo sem órgãos e a Contracartilha.<br>Enquanto penso sobre isso eu vivo. Trabalho, namoro, passeio, deito na grama e olho o lago, olho o céu.<br>Enquanto isso eu espero o vento passar, a poeira baixar, o meu coração acalmar.<br>Espera por ti e agora a gente se encontra em outro momento e tenho percebido que desde&nbsp; o primeiro, em todos os momentos você está comigo. Obrigada Ana, por acompanhar minha escrita, minha vida...</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-09 00:40:06 UTC</pubDate>
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         <title>As vezes a gente descobre que o lado do avesso é o melhor lado</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <pubDate>2023-07-09 00:49:52 UTC</pubDate>
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         <title>Identidade</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <pubDate>2023-07-10 23:19:47 UTC</pubDate>
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         <title>Aleijando. </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Primeiro, precisei parar no título que escolhi: aleijando. Lendo pausado, contando sílabas, além de só ela, se encontra <em>a lei e ando</em>. O que pode fazer sentido.<br><br>Contudo, considero importante registrar a ideia inicial, que não precisa ser mantida, mas estabelece o ponto de partida: pensar, com auxílio da <em>contracartilha de acessibilidade</em>, os<em> estudos aleijados</em> em articulação com a noção de <em>corpo sem órgãos</em>.&nbsp; <br><br>A <strong>teoria aleijada </strong>(ou crip) tem a crítica ao corpo heteronormativado como um dos seus pressuposto. A razão? É o seu viés não só machista e lbgtqiapn+fóbico como, também, capacitista, pois o que fundamenta essa normação é um ideal corporal de funcionamento que, supostamente, pessoa com deficiência não conseguem alcançar (e aqui não estamos nem mesmo discutindo se isso é ou não desejável por elas, assim como os efeitos desses arranjos).&nbsp;<br><br>&nbsp;A partir dessa concepção teórica e perspectiva política, o corpo aleijado é tido como incapaz não por uma incapacidade inerente, mas pelo motivo de que os padrões de funcionamento de um corpo heteronormativado não contemplam diferenças formais, substanciais e funcionais como no caso da experiência cotidiana de pessoas com deficiência.<br><br>O que faz a contracartilha de acessibilidade é ensair um deslocamento dessa percepção dominante. Como proposta, ela pretende situar a acessibilidade não só em dimensões externas, mas também internar ao próprio corpo. Como? Pensando tanto técnologias de acessibilidade quanto uma ética corporal do fazer acessível. Por essa razão, não trata somente da inclusão diante de uma pessoa com deficiência a partir de pessoas sem deficiência, o que ela faz é lidar com a necessidade de ruptura com essa lógica estabelecendo que - acessibilidade, inicialmente, é sobre tornar todo o corpo acessível para cada uma das pessoas.<br><br>O corpo sem órgãos, proposto por Guattari e Deleuze, é perceptível nesse momento. Quando antes de uma reconfiguração, o próprio corpo é desconfigurado de seu estado usual para ser realocado em uma condição comum, mesmo que diferente. Sendo assim, a intenção desse encontro conceitual é discutir as contribuições da teoria aleijada como uma iniciativa de desterritorialização dos próprios sentidos de suas organizações corporais em dominío nos corpos. Ou seja, evidenciar o que pode haver de comum no considerado incomum e como esse entendimento, talvez, possa nos auxiliar no andamento de uma cultura corporal mais acessível ao que é próprio das experiências humanas que é essa aparente infinidade corporal. </div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-11 13:14:25 UTC</pubDate>
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         <title>Atravessamentos em Aleijando</title>
         <author>kathyfabiana</author>
         <link>https://padlet.com/kathyfabiana/20stuopl4716h9k1/wish/2642790612</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Pedro</strong>- Lendo pausado, contando sílabas, além de só ela, se encontra <em>a lei e ando</em>. O que pode fazer sentido.<br><strong>Kathy </strong>- Parece-me que faz algum sentido quando olho para uma lei enquanto documento escrito, algo a ser seguido, e que em nosso país pouco anda, ou anda onde é favorável, mas fiquei pensando nisso e me senti incomodada, mas ainda não sei ao certo o motivo do incômodo.<br><strong>Pedro</strong>- Contudo, considero<br>importante registrar a ideia inicial, que não precisa ser mantida, mas<br>estabelece o ponto de partida: pensar, com auxílio da <em>contracartilha de acessibilidade</em>, os<em> estudos aleijados</em> em articulação com a noção de <em>corpo sem órgãos</em>.&nbsp; <br><strong>Kathy </strong>- O corpo sem órgãos é um dos conceitos de Deleuze e Guatarri que mais me traz reflexões. E uso aqui o sentido de conceito, do próprio Deleuze, que coloca o conceito como um acontecimento, assim, ele se efetua nos corpos, sem se confundir com o estado das coisas no qual ele se efetua. Podemos então, falar de CSO mas sem sermos ainda.</div><div>Pensar no corpo sem órgãos caminhando com a contracartilha deixa essa caminhada com passos firmes, porque são questões que se completam. Quando pensamos em um corpo sem órgãos pensamos em um corpo que está para além do desejo, que está com outra organização. Ele tem outro modo de funcionar. E não seriam assim todos os corpos? Cada um com sua forma de funcionar?<br><strong>Pedro -</strong> A <strong>teoria aleijada </strong>(ou crip) tem a crítica ao corpo heteronormativado<br>como um dos seus pressuposto. A razão? É o seu viés não só machista e lbgtqiapn+fóbico como, também, capacitista, pois o que fundamenta essa normação<br>é um ideal corporal de funcionamento que, supostamente, pessoa com deficiência não conseguem alcançar (e aqui não estamos nem mesmo discutindo se isso é ou<br>não desejável por elas, assim como os efeitos desses arranjos). <br><strong>Kathy</strong>- Ainda sei pouco sobre a teoria aleijada, mas quando você me conta essas questões, começo a compreender um pouco mais e podemos dizer que temos hoje, em nossa sociedade, um horror ao inesperado, ao corpo que sai do padrão, ao corpo que algo precisa ser feito para que ele permanece em sociedade (porque os corpos normais julgam assim) e como diz Debora Diniz “ um corpo cego é um corpo inesperado diante da expectativa do discurso de normal.” E complemento com um corpo um corpo surdo, um corpo neurodivergente e tantos outros corpos que habitam esse espaço. <br> <strong>Pedro</strong>- A partir dessa concepção teórica e perspectiva política, o corpo aleijado é tido como incapaz não por uma incapacidade inerente, mas pelo motivo de que os padrões de funcionamento de um corpo heteronormativado não contemplam diferenças formais, substanciais e funcionais como no caso da experiência cotidiana de pessoas com<br>deficiência.&nbsp; O que faz a contracartilha de acessibilidade é ensaiar um deslocamento dessa percepção<br>dominante. Como proposta, ela pretende situar a acessibilidade não só em dimensões externas, mas também internar ao próprio corpo. Como? Pensando tanto<br>técnologias de acessibilidade quanto uma ética corporal do fazer acessível. Por essa razão, não trata somente da inclusão diante de uma pessoa com deficiência<br>a partir de pessoas sem deficiência, o que ela faz é lidar com a necessidade de<br>ruptura com essa lógica estabelecendo que - acessibilidade, inicialmente, é sobre tornar todo o corpo acessível para cada uma das pessoas.<br> O corpo sem órgãos, proposto por Guattari e Deleuze, é perceptível nesse momento. Quando antes de<br>uma reconfiguração, o próprio corpo é desconfigurado de seu estado usual para ser realocado em uma condição comum, mesmo que diferente. Sendo assim, a<br>intenção desse encontro conceitual é discutir as contribuições da teoria aleijada como uma iniciativa de desterritorialização dos próprios sentidos de<br>suas organizações corporais em dominío nos corpos. Ou seja, evidenciar o que pode haver de comum no considerado incomum e como esse entendimento, talvez,<br>possa nos auxiliar no andamento de uma cultura corporal mais acessível ao que é próprio das experiências humanas que é essa aparente infinidade corporal.&nbsp;<br><br></div><div><strong>Kathy </strong>- Para dar conta disso , dessa desterritorilização , seremos a maquina de guerra que para Deleuze e Guatarri são máquinas desejantes , uma produção contínua de afirmações e intensidades. Talvez assim a gente consiga ter forças enquanto corpos de desejos para que possamos ver tudo isso na prática, possamos ver as coisas acontecendo.<br>Eu fiquei aqui com aquela sua fala sobre como as coisas ditas podem não funcionar na prática e quem sabe a gente consiga com tantos desejos tentar levar tudo isso que é dito sobre esses corpos, na contracartilha, para a prática. Um desafio para que possamos seguir cartografando esses momentos por aqui, pois, melhor que a chegada é a caminhada.<br><br></div><div>Obrigada por seu texto!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-11 15:03:27 UTC</pubDate>
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         <title>Laudos e  cordões - marcando corpos aleijados</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Laudos e&nbsp; cordões - marcando corpos aleijados&nbsp;</strong></div><div><br></div><div>Em meio ao trabalho, estudo e correria do dia a dia, vejo uma notícia sendo comemorada por várias pessoas. A comemoração é o fato da lei 14.624 ter sido&nbsp; sancionada e ela formaliza o uso nacional da fita com desenhos de girassóis como identificação de pessoas com deficiências ocultas, aquelas que não são percebidas de imediato.&nbsp;</div><div>Com as leituras que venho fazendo e as reflexões , não consigo comemorar, e fico muito pensativa, sinto que estamos marcando corpos não marcados, estamos separando nossas pessoas por laudos, deficiências, sintomas, caixas. Deixa-se de ver a pessoa e o olhar é voltado para sua deficiência, para sua comorbidade. Estamos produzindo uma percepção das deficiências não percebidas, pois o cordão não garante o direito, não garante a empatia do próximo, garante a marcação do corpo doente. Precisamos reforçar a multiplicidade, (Greiner, 2023, p….)&nbsp; “<em>É preciso lançar enxames de ideias-movimento que possam fortalecer a insurreição das multiplicidades</em>”.&nbsp;</div><div>Para que isso seja uma prática inclusiva, não deveríamos estar olhando para corpos marcados, mas para a singularidade de cada um. (Greiner, 2023, p…) “ <em>Nao se trata de conhecer bem, de conhecer muito de acordo com modelos dados, mas sim, de conhecer a partir da singularidade dos corpos e de seus modos de existência</em>.” Se trata de conhecer pessoas, conhecer cada corpo, entender que, como nos diz Silvia Orru, podemos ter os mesmos sintomas e não termos a mesma doença, e tendo a mesma doença saber que nossos corpos agem de forma diferente sobre essa dor, pois todo corpo passa por uma mente.&nbsp;</div><div>O laudo, assim como o cordão, não atribui a singularidade. Em uma sala de aula, um mesmo modo de fazer algo para 30 pessoas é violento para 30 pessoas. Cada um tem sua maneira de fazer, produzir um texto, um desenho e relembro aqui um momento em sala de aula, em uma aula de empreendedorismo, onde foi decidido com a turma que faríamos almofadas e que cada um iria se dedicar a fazer o que mais se identificava e em poucos momentos, uns cortam, outros costuram, outros enchem, outros cortam o enchimento e um dos meninos pega o violão e toca e canta durante todo o período de produção. Ele disse que não tinha nenhuma dessas habilidades manuais, e nos presenteou com música boa que deixou os momentos leves e de muitas risadas, esse foi o jeito dele de contribuir, esse foi o modo dele de fazer. Um laudo não muda relações, mas o olhar singular muda.&nbsp;</div><div>Pode parecer meio utópico em uma sala de aula dar conta de tantas diferenças, mas esse processo é feito em conjunto, é preciso que cada um compreenda como pode atravessar por suas dificuldades, como passar por esses muros e fronteiras. É conhecer-se a si mesmo para se deixar conhecer. Greiner (2023, p…)&nbsp;</div><div>“O que me interessa é me aproximar de como se dá essa tal operação que instaura diferentes modos de existir a partir de corpos e circunstancias fora dos padrões. Trata-se , antes de tudo, de uma questão de lógica. A lógica e reinvenção de si a partir de estados de vulnerabilidade que testam desidentidades e despossessão como manifestos somatopoliticos nao enclausura nas lógicas binarias e em nenhuma expectativa de sucesso neoliberal.”</div><div><br></div><div>É percebermos as diferentes formas de existir, de habitar um corpo e de fazer esse corpo funcionar. Como o corpo sem órgãos proposto por Deleuze e Guattari, que é um corpo que se move pelo desejo, é a intensidade de um plano, antes de um funcionamento de órgãos e organismos. Se a humanidade inteira possui um destino, uma meta, o corpo sem órgãos segue livre, sem meta e sem destino, passamos a entender o que é desejo e não o que deveria ser. E como um CSO seguem os corpos aleijados, deficientes, encontrando uma maneira de ser no mundo. Um próprio modo de ser, lidando com suas possibilidades e suas impossibilidades e criando através do não saber maneiras singulares de viver.&nbsp;</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-25 18:19:14 UTC</pubDate>
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         <title>História sobre família, amigos e os desafios que enfrentamos. </title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <pubDate>2023-07-25 18:31:20 UTC</pubDate>
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         <title>Educação de pessoas com transtorno do espectro do autismo</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <title>Déficit ou diferença? Um estudo sobre o autismo em pesquisas educacionais</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <pubDate>2023-07-26 19:58:43 UTC</pubDate>
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         <title>Rotina, cansaço, medo, desafios...</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <title>Criar espaços </title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <title>Tempo</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <pubDate>2023-07-26 20:02:40 UTC</pubDate>
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         <title>Pode... Era tudo tão belo... era tudo azul...</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <pubDate>2023-08-12 11:55:18 UTC</pubDate>
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         <title>Quem pode estar confuso é você...</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <pubDate>2023-08-15 13:56:18 UTC</pubDate>
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         <title>Reencontrando Linhares</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Voltar a ler algo que escrevi em outro momento me deixou um pouco ansiosa. Ao começar fiquei apreensiva porque não queria ver erros, e não vi. O carinho que criei por Linhares, por aqueles escritos me fez voltar com muito atenção para tudo que foi dito ali.&nbsp;</div><div><br>Leio, me emociono em alguns momentos pelos escritos e outros por lembrar a situação em que foi escrito e sigo olhando o que consegui criar como sala de aula. Os alunos eram quem conduziam as aulas, eram eles que me diziam como poderiam desenvolver as competências que precisavam ser desenvolvidas ao longo dos encontros. E assim, com competências e habilidades anotadas no quadro, uma conversa entre o grupo, as questões iam sendo colocadas e cada um assumia o que poderia fazer para contribuir com o desenvolvimento do projeto que tinha como objetivo, desenvolver algumas competências.</div><div><br>Essa sala de aula era feita de pessoas diferentes, fazendo coisas diferentes, com o mesmo objetivo. Cada um se dedicava a contribuir dando seu melhor para construir um todo. E você pode até estar se perguntando, mas o que aprenderam se fazem do jeito que sabem. Explico que cada um estava aprendendo algo novo, mas estava fazendo do que jeito que podia e esse jeito era o que mais se aproximava de uma aprendizagem efetiva. E por qual motivo achamos que dentro de uma sala de aula precisamos que todos estejam fazendo as coisas do mesmo jeito.</div><div><br>Entregamos a mesma atividade, para ser feita da mesma maneira, para um grupo diferente de pessoas, isso não é nem eficiente, nem inclusivo, e acho que posso dizer, nem empático. Vejo hoje, como uma violência aos corpos que ali estão. E trago aqui um extrato do texto que diz (Maiochi, 2019,p. 54) “<em>Habitar de forma diferente algo que existe e funciona de um jeito já definido , recriar uma organização do corpo, movimentar, ocupar o espaço e sair desse espaço que foi feito para imobilizar</em>”. Fazer o que precisa ser feito, mas de outra forma, fazer da sala de aula um espaço de movimentos diferentes , e percebendo que ali estão pessoas diferentes, com vontades diversas e habilidades das mais diferentes. Trazer à tona o que cada um tem de melhor e assim reforçar as potências para enfraquecer as diferenças.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-26 21:29:25 UTC</pubDate>
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         <title>Cartografias de um pensamento aleijado</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<div>Esse texto poderia começar perfeitamente com <em>Era uma vez, pois </em>essa expressão indica que o tempo em que o fato narrado é indeterminado, impreciso e por isso muito usado em contos de fada. Falar de inclusão não se assemelha às histórias de contos de fadas, com lindos finais, mas se aproxima muito de um tempo impreciso, não precisa ser datado, as coisas vêm se repetindo e parece que pouco evoluímos.</div><div><br>&nbsp; Dentro da instituição e de forma institucionalizada tem se discutido muito sobre inclusão, diversidade, diferenças, muitos diálogos e poucas mudanças. Mas lendo um texto Skliar me movimentei para um espaço que me fez pensar sobre como lidamos com isso, e como estamos trabalhando em prol da dita inclusão e como falamos do outro e não com o outro. Falamos de uma inclusão supondo que algo está errado no outro e desse outro “ Não temos, nunca , compreendido o outro. O temos sim, massacrado, assimilado, ignorado, excluído e incluído, e por isso, para negar a nossa invenção do outro, preferimos hoje afirmar que estamos frente a frente com um novo sujeito.” (Skliar, 2003, pág. 37)&nbsp; Um sujeito que agora dizemos incluir de um lugar que foi excluído pois é dito que algo lhe falta.</div><div><br>&nbsp; É passada a hora de pensar o outro pelo olhar dele, pelo que lhe passa e não produzir o outro. “O outro deixa de ser um objeto de paixão para ser um objeto de produção.” (Skliar) e com essas reflexões e incomodações tenho contato com a contracartilha de acessibilidade - Reconfigurando o corpo e a sociedade. A proposta&nbsp; desta cartilha é parar de incluir por demanda, ou seja, só colocar libras se tiver surdos, rampas apenas para cadeirantes, mas incluir de forma a pensar em todos os corpos que habitam o espaço de formas diferentes, que o ambiente esteja pronto, sem precisar de mais adaptações, de acordo com o público que chega.</div><div>Vivemos em uma sociedade que olha para o modelo médico, segue seus sintomas, separando as síndromes e doenças em caixas e tendo por todos que possuem tais sintomas nas mesmas caixas e com as mesmas necessidades.</div><div>Para Orru (ver o ano do livro)&nbsp;</div><div>Nessa expropriação da educação, a escola se confunde em sua função social e já dita aos pais daqueles que fogem ao comportamento social padrão esperado , que levem seu filho ao médico e que pecam a prescrição de determinado medicamento.Por exemplo, uma criança com energia e curiosidade suficientes para resistir à docilização de corpos no âmbito escolar, após relatório feito pelo professor, psicólogo entrevista com a mãe, acaba por receber diagnóstico de TDAH pelo profissional da saúde (ou da doença)</div><div><br></div><div>A escola indica o que o aluno pode ter , o neurologista faz o laudo e manda para a escola indicações de como esse aluno irá aprender. As famílias ficam satisfeitas pois alguns laudos parecem justificar alguns comportamentos que as famílias não dão conta. E a escola faz&nbsp; inclusão de mais um aluno, sem ao menos entender o que este precisa, mas observando suas necessidades, de acordo com a DSM. A contracartilha me parece ser uma proposta que se assemelha a de Jacques Ranciere de partilha do sensível que é o modo como se determina no sensível a relação entre um conjunto comum partilhado e a divisão de partes exclusivas, seria portanto, olhar para o que temos hoje quando falamos de inclusão e perceber o quanto isso pode ser ampliado para além daqueles que possuem laudos.&nbsp;</div><div>E pensando na forma que a inclusão é feita, e como isso vai criando um rizoma em mim minha mente e vai se fazendo com cada bulbo que encontra me paro pensando na expressão que ouvimos muito nas instituições de ensino que é&nbsp; “necessidade educativas especiais” sendo esse termo, como coloca Skliar, uma voz monótona que inclui num único processo de alterização tanto aos membros de minorias étnicas e culturais, quanto a meninos e meninas de rua, crianças superdotadas, grupos desfavorecidos e ou marginalizados, populações nômades e aqueles com condições físicas , intelectuais , sociais, emocionais diferenciadas e isso faz do outro um outro sem corpo, uma voz que fala sem voz e que diz sem nada dizer e que foi massacrado e segue culpabilizado por seu próprio massacre.</div><div><br>Dentro das instituições estamos fazendo um “bolo” de desiguais e os que estão fora desse bolo são os iguais e aos que colocamos ali nada perguntamos sobre suas vontades, necessidades, desejos. São corpos apenas.</div><div><br>Essa desconstrução, esse olhar para que a inclusão seja plural, seja para todos que precisam ser incluídos mexe com muita coisa dentro de uma Instituição de ensino , a inclusão tem um valor, ela tem números e as vezes me pergunto se ela não se trata apenas de números, pois , uma vez contabilizados parecer que existe uma despreocupação com o que acontece depois.&nbsp;</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-26 21:36:41 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<div>Colagens! A materialidade que faz o pensamento vazar…</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-26 21:46:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<div>Para você pequena Kathy</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-26 21:47:28 UTC</pubDate>
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         <title>Relatos de uma ex-aluna  </title>
         <author>kathyfabiana</author>
         <link>https://padlet.com/kathyfabiana/20stuopl4716h9k1/wish/2676838059</link>
         <description><![CDATA[<div><br>O pedido para escrever sobre o meu tempo de aluna, de sala de aula, para poder pensar que tipo e professora eu sou e como a sala de aula agiu em mim, foi muito interessante. Engraçado, nem tanto, mas não acho outra palavra agora, lembrar que enquanto aluna,&nbsp; eu nunca tive esforços reconhecidos. A escola em que eu estudava premiava com uma medalha o aluno que tivesse mais nota dez no boletim. Lembro que minha irmã ganhou os quatro anos do ensino fundamental, esperavam o mesmo de mim, mas consegui acumular, com muito custo, alguns oitos em meu boletim. Quando estou saindo do quarto ano, vem meu irmão no primeiro e já consegue sua medalha… eu sigo sem medalha, mas eu sempre dei meu melhor! Aquele oito só eu sentia orgulho (pelo que me lembre) e era tão difícil chegar nele.&nbsp;</div><div><br>Eu estudava, me dedicava, era comunicativa, e mesmo assim passei despercebida pela sala de aula, pela escola. Os anos foram passando, eu continuava me dedicando, mas o oito já era impossível. Um ensino médio difícil, uma reprovação e um tapa na cara por não ter dado conta. Eu tentei explicar pro meu pai que me dediquei mas que a química pra mim não fazia sentido, não adiantou. Juntei meu dinheiro para pagar um supletivo e terminar segundo e terceiro ano juntos e consegui, mas não tive méritos por isso, afinal, estava “marcada” com uma reprovação.&nbsp;</div><div><br>Segui com uma graduação, que confesso já não me importava tanto. Tentei gostar do que lia, tentei me apaixonar, mas não rolou. A Administração pra mim era só a conquista de um diploma. E depois veio a pedagogia e nesse momento me dediquei com todas as minhas forças! Não tinha medalhas, mas se tivesse eu me daria todas! Recebia elogios dos professores pela ótima escrita, recebi parabéns por cumprir os prazos e ser assídua. Ah! Como isso me fazia bem, como isso era bom!</div><div><br>Me dediquei, fui boa aluna e não desejo parar de estudar. Queria muito voltar lá na escola do ensino fundamental e dizer que mesmo não tendo recebido nenhuma daquelas medalhas eu consegui ir muito longe! Mesmo que um dia a diretora tenha dito que o que vale é o dez o que vale é o primeiro lugar, eu queria dizer pra ela: Olha Dona Neuza, onde eu cheguei. Mesmo sem medalhas, mesmo sem ter subido uma única vez no palco para receber medalhas, mesmo sem o elogiou de vocês, eu fui longe.</div><div><br>E a você agradeço muito, pois aprendi que apesar de não notarem os nossos esforços, não devemos parar de dar nosso melhor, aprendi que se para ter oito dei meu melhor devo me orgulhar dele. É Dona Neuza, fui longe e ainda tenho mais para caminhar. Não coloquei limites e nem deixei que as notas me parassem. Feliz em seguir caminhando e aprendendo todo dia.&nbsp;</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-29 15:07:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>kathyfabiana</author>
         <link>https://padlet.com/kathyfabiana/20stuopl4716h9k1/wish/2676842563</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-08-29 15:10:41 UTC</pubDate>
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         <title>Antes da semana da inclusão</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Setembro é um mês dedicado a falar da inclusão, digo falar pois, falar sobre inclusão não garante que ela aconteça, mas se fizermos neste mês boas propostas, acredito que possamos começar algum movimento que venha a gerar empatia aos que são excluídos e consequentemente uma inclusão efetiva.</div><div><br>A proposta desse ano é que nossos alunos com laudo, em um bate papo para os alunos de todos os <em>Campi</em>, respondam questões que tenho ouvido de docentes, alunos, colegas de trabalho e fazemos isso pensando na frase “nada de nós sem nós”.</div><div><br>Por muito tempo preparei, nas instituições em que atuei, a semana da inclusão falando sobre o que eu achava que precisava ser dito, com base no que acreditava ser necessário dizer para que a inclusão seja de todos para todos. Mas esse ano, com o início dos estudos de uma disciplina no doutorado e acompanhamento de escrita, tenho aprendido que precisamos ouvir os que precisam ser incluídos, do que eles precisam, eles sabem.&nbsp;</div><div><br>A primeira coisa a ser feita foi falar com alunos que possuem laudo para saber se topariam falar e expor que possuem laudo e responder algumas perguntas. Eu tive uma surpresa muito boa nesse momento, pois todos acharam algo muito bom e sentiram que isso ajudaria os colegas a entenderem como eles passam por situações ruins por conta de coisas que parecem simples. Dos quatro alunos convidados , três deles disseram que acham essa atitude da instituição de grande relevância, pois, ao longo da vida eles têm lido livros, assistido a palestras que falam de suas síndromes mas que não os representam. Um outro aluno vibra com o dia da fala, mas a ansiedade faz com que ele esteja preocupado em saber o que dizer, em ter as perguntas em mãos para se preparar e não perder muito tempo da aula.</div><div><br>Os alunos que aceitaram participar tem TDAH e TEA e cada um com suas particularidades e isso que queremos deixar claro nesse bate papo. Trazendo questões que ressaltam suas diferenças, apesar do mesmo laudo e por vezes até a mesma medicação, cada um tem seu jeito de ser e aprender e estar na sociedade. Não podemos, ao falar de inclusão, achar que todos estão dentro de um mesmo pacote, que gostam das mesmas coisas e como diz Silvia Orru, não é por termos características de autistas que somos autistas, não é por termos o mesmo laudo que tem as mesmas necessidades.</div><div><br>Essa proposta vem para uma nova experiência para os que falam e para os que ouvem o que para Ranciere (2007,pg.10) “ <em>também a experiência, e não a verdade, é o que dá sentido à educação.</em>” e assim vamos seguindo com o que nos propõem Ranciere, transformando o que sabemos, e não para falar do que já sabemos. De lado sabemos de algumas características de certas síndromes, mas não sabemos das pessoas que possuem, quem são elas com suas síndromes e diferenças.&nbsp;</div><div><br>Para cada aluno fiz um bloco de cinco perguntas e ao final vou pedir para que cada um deixe uma mensagem para todos sobre inclusão e diversidade. Para a chegada do dia estou ansiosa para que tudo dê certo. A internet precisa funcionar, todos precisam nos ouvir claramente, tenho o desejo que todos se sintam acolhidos nos seus espaços e que gostem do que vão ouvir, mas, mais do que gostar mesmo, quero que toque cada um e cada uma que ouvir o que os alunos irão falar e enquanto escrevo imagino uma porção de coisas acontecendo e sentimentos surgindo e agora penso que quero voltar aqui e continuar essa escrita, não agora, mas depois, depois de ter vivido, sentido e experimentado esse momento.</div><div><br>Para escrever mais quero sentir mais.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-09 22:30:52 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O homem que confundiu sua mulher com um chapéu: E outras histórias clínicas</title>
         <author>kathyfabiana</author>
         <link>https://padlet.com/kathyfabiana/20stuopl4716h9k1/wish/2708768156</link>
         <description><![CDATA[<div>"A palavra favorita da neurologia é déficit, significando deterioração ou incapacidade de função neurológica: perda da fala, perda da linguagem, perda da memória, perda da visão, perda da destreza, perda da identidade e inúmeras outras deficiências e perdas de funções"<br>Hoje fiquei pensando nesse trecho do livro, sobre as faltas e em como nós não olhamos para as habilidades, para o que sabe fazer, para o que tem... vou pensar sobre isso.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-18 12:58:49 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Não sei como funcionar</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<div>Estou escrevendo um texto que será para algo. Nesse momento ele é um pedaço de alguma coisa, mas logo sera outra, que ainda não sei qual.<br>E escrevendo parei para pensar no que lia e escrevia.<br>De que forma funciona meu corpo, e do que preciso para que ele funcione.<br>Não tenho respostas, mas sigo refletindo...</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-23 17:52:21 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Decolonialidade e rizomas</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br></div><div>Iniciei a leitura do texto sobre decolonialidade e fui rever este conceito.</div><div>Quando falamos de&nbsp; decolonialidade falamos de um caminho para resistir e desconstruir padrões, conceitos e perspectivas impostos aos povos subalternizados durante todos esses anos.</div><div>Tendo esse conceito em mente sigo com a leitura do texto e me disponho a ir refletindo entre textos, leituras que já fiz em outros momentos e minha bagagem de sala de aula, que é sempre onde preciso pisar para escrever algo. Nunca falo com o que leio apenas, mas falo com o que leio e sinto.</div><div>&nbsp;Logo no começo a autora nos traz que decolonialidade é uma ideia que vem se construindo como força política, epistemológica e pedagógica, e faz referência às possibilidades de “um pensamento crítico a partir dos subalternizados pela modernidade europeia capitalista e um projeto teórico voltado para o pensamento crítico e transdisciplinar, em contraposição às tendências acadêmicas dominantes de perspectiva eurocêntrica de construção do conhecimento.”</div><div>Nesse momento paro a leitura para refletir e entendo que a Decolonilidade pode ser pensada&nbsp; pela filosofia da diferença, que nos coloca Deleuze, nos fazendo pensar novas maneiras de criar relações com o mundo, com os outros e com nós mesmo e com isso contemplar as diferenças e dar força para as singularidades.</div><div>Importante a menção que faz o texto traz, de que esta reflexão sobre a decolonialidade não é apenas um pensamento acadêmico, mas que ele só pode ter sentido com as lutas contra a colonialidade, junto aos movimentos políticos e sociais. (posição 45).</div><div>Pensamos a decolonialidade para ressignificar&nbsp; uma colonialidade feita por classes dominantes e onde sua razão era universal, e nega a razão do outro. Conforme a autora (ano) “é impossível não ver que a vasta maioria dos exploradores&nbsp; dos dominados, dos descriminados são exatamente os membros das raças , das etnias, ou das nações em que foram categorizadas as populações colonizadas, da conquistas da América&nbsp; em diante.”</div><div>Um debate ainda recente no Brasil e ainda muito novo pra mim. Não é a primeira leitura que faço sobre o tema, mas acredito que a primeira que paro para refletir sobre.</div><div>Decolonizar poderia ser também uma manisfestação nômade, que para Deleuze, é aquele que se espalha, que se distribui no ato de colocar-se no mundo. Me espalho, não aceito me colonizar, sigo de forma rizomática seguindo fluxos de diferenças.</div><div>As salas de aulas hoje já acontecem movimentos que buscam fazer uma educação outra com um olhar para os que até bem pouco antes era subalternizados pela colonialidade (posição 120).&nbsp; Pois a Decolonialidade só faz sentido se tiver dialogando com as diversas realidades e de movimentos sociais e políticos indo ao encontro de um pensamento que se desloca de uma unica forma de mundo possivel, e assim se expande para algo que podemos dizer que é plural de vozes e caminhos, que assim como o pensameto rizomatico de Deleuze, propoem ma ptura de escalas de analise da realidade&nbsp; e deixamos de percebe-la como pura unidade no sujeito ou no objeto.</div><div><br><br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-30 23:12:21 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Atravessamentos</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<div>Subjetividade para Suely Rolnik não é uma posse, mas sim, um processo,<br>processo esse que se da a partir dos encontros que vivemos, encontros com o outro. Aquilo que produz efeitos nos corpos e maneira de ser, por seus atravessamentos.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-21 14:01:01 UTC</pubDate>
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         <title>LAEDI</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<div>Estar com um grupo de pesquisa. Pensar, trocar, fazer, atravessar. Esses momentos me alegram, me inspiram...</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-21 14:02:46 UTC</pubDate>
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         <title>Desatenção... atenção...</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<p>Ontem fiquei refletindo sobre a atenção. Estava lendo um texto da Virginia Kastrup, sobre atenção Flutuante e fiquei tentada a ver a desatenção como uma forma de atenção.</p><p>Não sei se entendo como negativa a desatenção, pois, observando pessoas, alunos om TDAH, vejo que mesmo os mais desatentos, tem momentos de muita atenção e foco. </p><p>Aqui penso que pode começar um estudo sobre essa neurodivergência, que pode ser um novo olhar para a desatenção, vista como um mal para as salas de aulas... e pra mim um bem para a criatividade.</p><p>Quero olhar para isso...</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-30 11:14:18 UTC</pubDate>
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         <title>Dificuldades </title>
         <author>kathyfabiana</author>
         <link>https://padlet.com/kathyfabiana/20stuopl4716h9k1/wish/2781435759</link>
         <description><![CDATA[<p>Tive essa seman meu momento com a Ana Godoy e em uma de suas falas ela me trouxe algo que me fez pensar e querer falar sobre , embora ainda não tenha certeza do que pode ser dito sobre " Dificuldades podem passar por um transtorno ou não, mas toda dificuldade é transtornante" </p><p>Essa reflexão passa por um mundo que é bem real pra mim, pois no ensino superior os laudos não chegam e as dificuldades são muitas. Os alunos desistem, abrem mão de seus sonhos de concluir um curso de graduação pelas dificuldades encontradas no trajeto. Em sua maioria são alunos que estão distante de sua formação na educação basica e isso faz com que a continuidade em seus estudos seja algo muito dificil.</p><p>Nem sempre co transtorno, nem sempre com sindromes, mas ela, a dificuldade, sempre aparece.</p><p>E como olhar para isso e entender como aprendem...</p><p>Me parece ser essa uma questão para pesquisar.</p><p> </p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-08 11:42:47 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Dizem que sou louco, mas louco é quem me diz... que não é feliz... (Balada do Louco - Ney Matogrosso)</title>
         <author>kathyfabiana</author>
         <link>https://padlet.com/kathyfabiana/20stuopl4716h9k1/wish/2781442004</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-11-08 11:48:06 UTC</pubDate>
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         <title>Meu barco atravessa os mares que me interessam </title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<p>Uma semana difícil para minha pesquisa, para minha vida. Mas, ao falar com a Ana Godoy ela me coloca sobre a importância de me colocar, de manter as coisas que acredito e seguir com meus autores. Talvez o espaço não seja esse, talvez o meu mar não seja onde estou... preciso me deslocar...</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-29 14:13:41 UTC</pubDate>
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         <title>Mapas intensivos / Corpo / Doença</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<p>Em uma  pesquisa nos dispositivos de busca sobre mapas achei esse encontro lindo com Ana Preve... anotei muita coisa, senti mais ainda...</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-29 16:40:13 UTC</pubDate>
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         <title>A EDUCAÇÃO E A MAQUINARIA ESCOLAR: PRODUÇÃO DESUBJETIVIDADES, BIOPOLÍTICA E FUGAS</title>
         <author></author>
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         <pubDate>2023-12-11 17:49:49 UTC</pubDate>
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         <title>A garganta é o ninho das palavras</title>
         <author></author>
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         <pubDate>2023-12-16 23:40:22 UTC</pubDate>
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         <title>Incluir</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <description><![CDATA[<p>Quantas pessoas deixam de estar e participar do espaço que você está agora por não ser acessível? </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-24 15:46:59 UTC</pubDate>
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         <title>Entrevista – Bruno Latour</title>
         <author>kathyfabiana</author>
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         <pubDate>2024-06-24 16:02:10 UTC</pubDate>
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         <title>AS GIRAS E SUA FUNÇÃO ESPIRITUAL NA UMBANDA </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A gira é um dos momentos mais importantes dentro da Umbanda. </p><p>Muito além de uma simples reunião religiosa, ela representa um encontro sagrado entre o plano material e o plano espiritual, onde médiuns, consulentes, dirigentes e entidades trabalham em conjunto sob a proteção dos Orixás e da espiritualidade de luz.</p><p>A palavra "gira" remete ao movimento, à dinâmica e à circulação das energias.</p><p>Durante os trabalhos, tudo gira em harmonia: </p><p>as vibrações, as correntes espirituais, as orações, os cantos sagrados e a força dos Orixás. </p><p>Esse movimento favorece a limpeza energética, o equilíbrio espiritual e o amparo aos necessitados.</p><p>Cada gira possui um propósito específico. </p><p>Existem giras dedicadas ao atendimento fraterno, à orientação espiritual, ao descarrego, ao fortalecimento da fé e ao desenvolvimento mediúnico. </p><p>Em cada uma delas, as entidades espirituais manifestam-se para transmitir ensinamentos, conselhos e auxílio, sempre respeitando os princípios da caridade e da evolução espiritual.</p><p>A gira também é um espaço de aprendizado para o médium. Nela, desenvolvem-se a disciplina, a humildade, o respeito à hierarquia e a responsabilidade perante a missão assumida. </p><p>O médium aprende que servir à espiritualidade é, acima de tudo, servir ao próximo com amor e dedicação.</p><p>Os pontos cantados, as firmezas, as preces e os elementos ritualísticos não existem apenas como tradições; eles possuem uma função vibratória importante, contribuindo para a formação de uma corrente espiritual segura e harmoniosa. </p><p>Quando realizados com fé e consciência, fortalecem a conexão entre os participantes e os planos superiores.</p><p>Entretanto, a verdadeira força de uma gira não está apenas nos rituais externos, mas na intenção sincera dos corações que participam dela. </p><p>A fé, o respeito, a união e a caridade são os pilares que sustentam o trabalho espiritual e permitem que a assistência dos guias e dos Orixás aconteça de forma equilibrada.</p><p>Assim, a gira é um verdadeiro templo vivo de aprendizado, cura, acolhimento e transformação. </p><p>É um momento em que a espiritualidade se manifesta para lembrar que todos estamos em constante evolução e que o amor ao próximo continua sendo o caminho mais seguro para o crescimento espiritual.</p><p>Saravá! </p><p>Que todas as giras sejam realizadas com respeito, consciência, disciplina e muito amor, honrando os ensinamentos dos Orixás e da espiritualidade de luz.</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-26 17:33:24 UTC</pubDate>
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