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      <title>Teorias Demográficas by CAMILA AUGUSTA FRIEDRICH</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-04-27 22:42:34 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>cfriedrich7</author>
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         <description><![CDATA[<div>•A<strong> Teoria Malthusiana, ou Malthusianismo</strong>, foi elaborada por Thomas Robert Malthus no ano de 1798 e defendia que a população cresceria em ritmo acelerado, superando a oferta de alimentos, o que resultaria em problemas como a fome e a miséria. Malthus – pastor da Igreja Anglicana e professor de História Moderna – escreveu uma das mais importantes obras sobre o crescimento demográfico: <strong><em>Ensaio sobre o Princípio da População.<br></em></strong><strong><br>Contexto histórico<br></strong><br></div><div>•A <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/revolucao-industrial-1.htm"><strong>Revolução Industrial</strong></a>,<strong> </strong>no século XVIII, trouxe grandes mudanças ao cenário mundial. Uma delas foi o acelerado crescimento populacional, visto que a industrialização transformou as <strong>relações entre o homem e o meio</strong>.<br><br>•O cenário industrial aumentou o ritmo da produção, modernizou o campo e as práticas agropecuárias e transformou as relações de trabalho, fazendo com que as pessoas deixassem o meio rural e seguissem para o meio urbano à procura de oferta de emprego, iniciando o processo de urbanização.<br><br>•As tecnologias aplicadas à medicina também influenciaram o crescimento populacional, pois possibilitaram que a população tivesse maior acesso a vacinas e medicamentos, <strong>aumentando a expectativa de vida e diminuindo as taxas de mortalidade infantil</strong>.<br><br>•A Grã-Bretanha, precursora da Revolução Industrial, tinha um contingente populacional com pouco mais de 5 milhões de habitantes por volta de 1750. Meio século depois, a população já passava dos 20 milhões.<br><br>•Esse crescimento acelerado da população impulsionado pela Revolução Industrial passou a ser visto em todo o mundo. Desde então, teorias demográficas passaram a ser elaboradas na tentativa de se fazer um estudo sobre a dinâmica do crescimento da população.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-27 22:47:55 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>cfriedrich7</author>
         <link>https://padlet.com/cfriedrich7/1q2mv9up3znwgus6/wish/1466720333</link>
         <description><![CDATA[<div>•A <strong>Teoria Neomalthusiana</strong> ou <strong>Neomalthusianismo</strong> é uma teoria demográfica desenvolvida a partir da reelaboração das ideias do pensador inglês Thomas Malthus (1736-1834). Essa perspectiva, em linhas gerais, preconiza a difusão de medidas governamentais para intensificar o controle do crescimento da população, principalmente em países considerados subdesenvolvidos ou periféricos.<br><br>•Thomas Malthus, em sua obra <em>Ensaio Geral sobre a População,</em> argumentava que a relação entre a quantidade de habitantes no mundo era desproporcional à quantidade de alimentos e recursos naturais disponíveis, de modo que o crescimento populacional seria muito mais intenso que o crescimento produtivo.<br><br>•No entanto, Malthus não defendia o controle populacional comandado pelo Estado e, muito menos, por meio da adoção de métodos contraceptivos, em uma perspectiva conhecida como <strong>malthusianismo</strong>.<br><br>•Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo passou por aquilo que se concebeu por <strong>explosão demográfica</strong>, quando a população mundial começou a aumentar de maneira vertiginosa.<br><br> •Essa taxa de crescimento manteve-se ativa principalmente nos países subdesenvolvidos, em que a população passou a contar, gradativamente, com melhorias sanitárias que possibilitaram a elevação da expectativa de vida.<br><br>•Por esse motivo, muitos passaram a temer que as previsões de Malthus pudessem, de certo modo, concretizar-se com um eventual caos proporcionado pelo crescimento vertiginoso da população mundial.&nbsp;<br><br>•Em razão disso, muitos passaram a defender a utilização de métodos contraceptivos, afirmando que o nível de desenvolvimento das nações estaria relacionado com o crescimento das taxas de fecundidade.<br><br>•Portanto, a teoria Neomalthusiana propunha o resgate dos ideais de Malthus com o diferencial de que o Estado deveria estabelecer medidas de controle do crescimento da população, principalmente pela disseminação de métodos anticoncepcionais.<br><br>•Para os neomalthusianos, o desenvolvimento da qualidade de vida e da economia de um país ou região perpassa necessariamente pelo controle da população. Eles apontam que as causas da miséria da população mais pobre são, entre outros fatores, associadas com o elevado número de filhos por família.<br><br>•Apesar dessa perspectiva ser atualmente muito contestada na Geografia, na Sociologia e nos estudos demográficos, ela foi (e ainda é) muito presente em políticas públicas de inúmeros países, a exemplo do Brasil. Em muitos casos, pílulas anticoncepcionais ou camisinhas são distribuídas gratuitamente ou a preços muito baixos.<br><br>•Na Índia, por exemplo, adotou-se, até mesmo, medidas de esterilização da população em algumas regiões. Soma-se a isso a divulgação na mídia do planejamento familiar com a ideia de que a família ideal é composta basicamente por, no máximo, dois filhos por casal.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-27 23:07:09 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>cfriedrich7</author>
         <link>https://padlet.com/cfriedrich7/1q2mv9up3znwgus6/wish/1466744786</link>
         <description><![CDATA[<div>•A teoria reformista foi elaborada em resposta à teoria neomalthusiana. Segundo a teoria reformista, uma população jovem e numerosa, em virtude de elevadas taxas de natalidade, não é causa, mas consequência do subdesenvolvimento.<br><br>•Nos países desenvolvidos, onde o padrão de vida da população é alto, o controle da natalidade ocorre paralelamente à melhoria da qualidade de vida da população e espontaneamente, de uma geração para outra.<br><br>•Nos países subdesenvolvidos, uma população jovem numerosa só se torna empecilho ao desenvolvimento de suas atividades econômicas quando não são realizados investimentos sociais, em especial na educação e na saúde.<br><br>•Tal situação gera um enorme contingente de mão de obra desqualificada que ingressa anualmente no mercado de trabalho. Para que a dinâmica demográfica entre em equilíbrio, é necessário enfrentar em primeiro lugar as questões sociais e econômicas.<br><br>•Os investimentos em educação são fundamentais para a melhoria de todos os indicadores sociais. Pois quando o cotidiano familiar decorre em condições miseráveis e as pessoas não têm consciência das determinações econômicas e sociais, elas não irão ficar preocupadas em gerar menos filhos.<br><br>•Foi constatado que quanto maior a escolaridade da mulher menor é o número de filhos e a taxa de mortalidade infantil. De todas as a teorias, a reformista é a que melhor retrata os fatores que geram o subdesenvolvimento político, social e econômico. Dessa forma, a teoria reformista derruba as teorias de Malthus.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-27 23:21:10 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>cfriedrich7</author>
         <link>https://padlet.com/cfriedrich7/1q2mv9up3znwgus6/wish/1466760569</link>
         <description><![CDATA[<div>•A <strong>transição demográfica</strong> é uma premissa social elaborada pelo demógrafo estadunidense Frank Notestein, na primeira metade do século XX, para refutar, por meio de números e dados, a teoria populacional <a href="https://brasilescola.uol.com.br/geografia/thomas-malthus.htm">malthusiana</a>, que afirmava que o crescimento demográfico ocorria em ritmo exponencial. <br><br>•Na concepção da transição demográfica, verifica-se que, na verdade, existe uma tendência em que as populações de diferentes lugares crescem conforme ciclos que se intensificam e depois se reduzem sob as mais diversas razões.<br><br>•A teoria da transição demográfica afirma que não existe um processo único e constante de <a href="https://brasilescola.uol.com.br/geografia/explosao-demografica.htm">explosão demográfica</a> ou crescimento populacional muito elevado.<br><br>•Quando esse fenômeno ocorre, postula-se que a tendência por parte dos diversos lugares é que haja uma posterior estabilização, sobretudo pelas sucessivas modificações nas <a href="https://brasilescola.uol.com.br/geografia/taxa-natalidade-mortalidade.htm">taxas de natalidade e mortalidade</a>.<br><br>•O principal efeito da transição demográfica, nesse sentido, seria o processo de <a href="https://brasilescola.uol.com.br/geografia/envelhecimento-populacional.htm">envelhecimento populacional</a>.<br><br>•De acordo com os principais teóricos da <a href="https://brasilescola.uol.com.br/geografia/teorias-demograficas.htm">teoria populacional</a> em questão, a transição demográfica pode ser segmentada em <strong>quatro diferentes fases</strong>.<br><br><strong>1ª fase – Pré-transição<br></strong><br></div><div>•A primeira fase da transição demográfica, também chamada de pré-transição, ocorre quando há um certo equilíbrio entre as taxas da natalidade e mortalidade, porém ambas com valores muito altos.<br><br>•Nesses casos, são sociedades que contam com um baixo desenvolvimento econômico e social, onde nascem muitas pessoas anualmente e, ao mesmo tempo, perdem-se muitas vidas em razão de epidemias, baixa expectativa de vida e precárias condições sanitárias.<br><br>•Um cenário como esse pôde ser visto na Europa na fase inicial de sua industrialização.<br><br><strong>2ª fase – Aceleração ou explosão demográfica<br></strong><br></div><div>•Na segunda fase ocorre aquilo que muitos denominam por <strong>explosão demográfica</strong>, o crescimento acentuado da população em um curto período de tempo. <br><br>•Mas a teoria da transição demográfica demonstra que esse processo não ocorre pelo aumento das taxas de natalidade, e sim pela diminuição brusca das taxas de mortalidade, em razão das melhorias sociais em termos de saúde, saneamento, acesso à água e outros fatores.<br><br>•Esse processo ocorreu na Europa ao longo do século XIX, em boa parte dos países emergentes ao longo do século XX (inclusive no Brasil) e atualmente acontece nos países periféricos, com destaque para a Nigéria e outras nações em desenvolvimento.<br><br>• O continente europeu também acompanhou uma explosão demográfica acentuada no período pós-guerra, o que gerou a expressão “geração <em>baby boom</em>”.<br><br><strong>3ª fase – Desaceleração demográfica<br></strong><br></div><div>•À medida que as sociedades se desenvolvem, a tendência geral é haver uma redução nas taxas de natalidade, o que se explica pela difusão do planejamento familiar, a inclusão da mulher no mercado de trabalho, a intensiva urbanização (no campo, as taxas de fecundidade são sempre maiores), entre outros fatores. <br><br>•Por esse motivo, há um gradativo processo de declínio do número de nascimentos, o que acontece em uma velocidade inferior à queda da mortalidade.<br><br>•Esse processo passou a ser vivido no Brasil na segunda metade do século XX, sobretudo a partir da década de 1970. Atualmente, as taxas de natalidade do Brasil são baixíssimas, quase sempre inferiores a 1% por ano.<br><br><strong>4ª fase – Estabilização demográfica<br></strong><br></div><div>•A estabilidade demográfica é atingida quando as taxas de natalidade e mortalidade finalmente se equilibram, mantendo patamares que, embora possam apresentar oscilações conjunturais, mantêm-se em médias muito baixas.<br><br>•Nesse cenário, diz-se que há um total controle do crescimento demográfico.<br><br>•Diante desse panorama, nota-se que o crescimento populacional é contido, o que representa, de certa forma, uma vantagem.<br><br>• Por outro lado, quando isso acontece, há também o processo do <strong>envelhecimento populacional</strong>, pois a elevada expectativa de vida e a baixa natalidade geram um aumento médio da idade da população, o que proporciona a queda da população economicamente ativa e a possibilidade crescente de uma crise econômica e social.<br><br>•Em muitos países europeus, a realidade do envelhecimento populacional bate à porta, pois o número médio de filhos por casal é inferior a dois e o número de idosos é cada vez maior.&nbsp;<br><br>•Muitos países – como França e Alemanha – realizam diversas campanhas e até fornecem incentivos financeiros para os casais que desejam ter um segundo ou terceiro filho.&nbsp;<br><br>•O Brasil também se vê ameaçado por esse problema, de modo que deixamos de ser considerados como um “país jovem” para nos tornarmos um “país adulto”.<br><br>Observe o gráfico a seguir:</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-27 23:29:51 UTC</pubDate>
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