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      <title>Olhar, ver e interpretar by Prof. Elsa Andrade</title>
      <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020</link>
      <description>Alunos do 10º B, Ano Letivo 2019-2020 em Visita à Fundação Calouste Gulbenkian</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2015-04-29 13:15:03 UTC</pubDate>
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         <title>Visita Virtual e Guiada às Exposições “Olhar, ver, interpretar” e “Da Idade Média ao Renascimento”(Articulação horizontal entre as disciplinas de Filosofia, Inglês e Português)Ano letivo 2019/2020</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609391320</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><mark>Texto da docente Paula Bandeira</mark></strong><br>O que é a realidade? Como a podemos conhecer? Será que a conhecemos verdadeiramente?</div><div>A realidade diz-se de diferentes maneiras, existindo, assim, diferentes discursos sobre ela (filosófico, artístico, literário, científico, religioso, político…). A filosofia, a Arte, a Literatura, são áreas do saber que analisam, interpretam e compreendem a realidade/mundo de forma diferente, não se excluindo, mas complementando-se.</div><div>Interpretar o mundo e tornar possível a sua transformação, ontem como hoje, continua a ser uma das mais nobres tarefas a que o ser humano se pode entregar.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 17:06:11 UTC</pubDate>
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         <title>Texto de Adriana Santos</title>
         <author>elsa_andrade</author>
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         <description><![CDATA[<div>   A obra de arte que mais me marcou no Museu Calouste Gulbenkian foi a obra “Fernando Pessoa no Museu Reina Sofia”, pintada por José de Almada Negreiros, no ano de 1964. </div><div>   Esta é uma das obras que menos gostei. No entanto, marcou-me bastante e passo a explicar porquê.</div><div>   A maior parte das pessoas têm preferência por um movimento ou época artística. Não escapando à regra, eu também sou uma delas. No meu caso, prefiro obras da Época Renascentista, em que sejam representados retratos juntamente com paisagens. Como pode ser observado, a obra que escolhi vai totalmente contra o meu gosto pessoal. Acho que é por essa mesma razão que me marcou tanto.</div><div>   1º) A obra “Fernando Pessoa no Museu Reina Sofia” pertence à Arte Moderna, podendo também ser enquadrado no Cubismo.</div><div>   Quando olhei pela primeira vez para o quadro, fez-me bastante confusão ver todos os quadrados presentes no plano de trás. </div><div>   Talvez isso tenha acontecido porque sou uma pessoa que gosta de se perder nos seus sonhos, mas que continua com os pés bem assentes na terra. </div><div>   Não consigo olhar para os problemas de forma “quadrada”. </div><div>    Não consigo crer que todas as minhas ações estão determinadas por ações anteriores.  </div><div>   Tenho a necessidade de ser livre para agir de acordo com aquilo que a minha consciência me ditar, mesmo sabendo que algumas das minhas futuras ações estão comprometidas por ações passadas.</div><div>   2º) A obra é constituída principalmente por cores quentes.</div><div>   Acho que me causou desconforto existir uma prevalência de cores quentes, porque tenho a tendência de arranjar vários pontos de vista diferentes em relação ao mesmo assunto, mesmo que estes sejam opostos.</div><div>   Não consigo ver apenas uma maneira de fazer as coisas.</div><div>   Na minha cabeça, tento arranjar um equilíbrio entre o quente e o frio, o bem e o mal, Deus e o Homem, o estudo e lazer, a tecnologia e a natureza.</div><div>   3º) Fernando Pessoa é iluminado frontalmente, mas a sua sombra é representada horizontalmente.</div><div>   A meu ver, há coisas em que temos liberdade de decisão como aquilo que vamos fazer hoje, ou que pijama vamos vestir. </div><div>   Outras não. Por exemplo, não posso decidir se amanhã chove ou faz sol. Não está nas minhas mãos decidir. </div><div>   Digamos que sou defensora do determinismo moderado. Nem 8, nem 80.</div><div>    A luz, sendo um fenómeno natural, tem umas características controláveis e outras incontroláveis pelo Ser Humano. </div><div>   Uma das características da luz incontroláveis pelo Ser Humano é a sua sombra, que não é nada mais, nada menos que a obstrução da luz por um objeto. Ora, se o objeto que, neste caso, está a impedir a passagem da luz é Fernando Pessoa e este se encontra no plano central, como é possível a sua sombra apareça do lado esquerdo da pintura?</div><div>   Cheguei à conclusão de que a minha rejeição da pintura não se deve à pintura em si, mas naquilo que ela representa. Todos os ideais que a pintura transmite são opostos aos meus. Não consigo encontrar um meio termo entre aquilo em que acredito e aquilo em que a pintura transmite. Acho que é o que acaba por acontecer nas relações sociais: quando existem dois lados opostos, acabam por se anular mutuamente, sendo impossível haver um consenso, fazendo com que muitas vezes, pessoas deixem de se falar, causando também muitos conflitos, eventualmente guerras.</div><div>   O meu gosto pessoal vale o que vale, mas tenho a certeza que o conflito pelo qual acabei de passar é uma vivência diária na vida de todas as pessoas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 17:12:10 UTC</pubDate>
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         <title>Texto de André Rodrigues</title>
         <author>elsa_andrade</author>
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         <description><![CDATA[<div>O quadro “Brooklyn N.Y.”, de Emmerico Nunes, retrata a vista do arranha-céus Art Déco do Williamsburgh Savings Bank, o mais alto de Brooklyn. Este quadro transmite-me uma enorme vontade, não só de visitar a cidade, como também de viver como um nova iorquino, ou seja, não apenas o que se vê nos filmes clichês norte americanos, devido ao facto da representação ser feita provavelmente a partir da janela de um humilde apartamento, o que me leva a imaginar, por exemplo, tomar o pequeno almoço a olhar pela janela e ver tão grandiosa e simples vista de um inverno em Nova Iorque.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 17:47:52 UTC</pubDate>
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         <title>Texto de Bianca Esteves</title>
         <author>elsa_andrade</author>
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         <description><![CDATA[<div>A primeira reação que esta exposição provoca é a perplexidade. Uma escolha certeira- porquê? Os corpos desnudos ainda hoje são o tabu da sociedade, por isso a primeira vez que o vi fiquei tão “assustada”, mas pensei, qual o quadro que me deixou sem palavras? Refleti e lembrei-me logo dele. Por ser tão escandaloso não o conseguimos tirar do pensamento. Representa a natureza das mulheres. Se repararmos bem, temos o lado da perversidade- e no outro será algo ainda pior ou obscuro?</div><div>    «Cadavre Exquis», ou traduzido, cadáver esquisito, este título foi dado a muitos quadros para jogar com as mentes das pessoas, uma vez que não é objetivo, simboliza infinitas coisas. Tenho a certeza que várias pessoas quando o veem perguntam- pintura? Sim, porque nem tudo tem que ser desenhado de igual modo, ou melhor, este quadro exprime vários sentimentos porque cada individuo olha de maneira diferente. </div><div>     Pode-se dizer que ele acaba por demonstrar a realidade. O quadro representa a destruição que o ser-humana causa, só que é insignificante comparado com o poder da natureza. Os pássaros, as plantas, até seres mitológicos ajudam na limpeza. </div><div>       Um segredo é revelado a qualquer um que olhar o quadro com a mesma intensidade com que ele foi concebido. O pintor tornou real esta situação que estamos atualmente a viver.</div><div>      Aos meus olhos, as cores quentes que o pintor usou exprimem alvoroço, porém existem algumas pinceladas de tons de azul que tranquilizam porque simbolizam a água, o céu e o infinito, mas também estão associados à frieza e depressão- estará o artista a confundir-nos com as cores? Durante o tempo em que visitei a Gulbenkian, pensei em várias teorias da conspiração, particularmente se a gama de cores poderia estar a ocultar o conteúdo da obra, isto é, no princípio achei que estava relacionado com a natureza, a fazer a mudança necessária para o planeta, mas às vezes a natureza é manipulada pelos os seres humanos. </div><div>      Em suma, o surrealismo apresenta relações com o Futurismo, se a obra vai convencer ou não, depende inteiramente do que está ali para as pessoas, do que está para ser visto ali<em>. </em>Os pintores na realidade também escrevem…</div><div> </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 17:49:50 UTC</pubDate>
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         <title>Texto de Daniela Santos</title>
         <author>elsa_andrade</author>
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         <description><![CDATA[<div>A escultura escolhida por mim foi “No Saying Yes”, da autoria de Rui Toscano. Para mim, esta escultura sonora tem um significado profundo. Os rádios são objetos que emitem sons e muitas vezes músicas, relatos futebolísticos, debates políticos e a estrutura ao ser disposta de modo a formar a palavra “No”, não em português, dá-nos uma sensação de que não somos livres.<br><br></div><div> No áudio, quando a criança diz não e provavelmente os pais dizem sim, fez-me pensar que os pais estão a incentivar a criança a ser livre, mas a criança já sabe que o mundo tem leis a serem cumpridas, portanto, não será livre.  <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:12:19 UTC</pubDate>
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         <title>Texto de Guilherme Águas</title>
         <author>elsa_andrade</author>
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         <description><![CDATA[<div>Esta obra chama-se “Maternidade “e foi pintada por José Almada Negreiros em 1935, em homenagem ao seu primeiro filho.<br><br></div><div>Na minha perspetiva, esta obra é muito bela, porque mostra o amor que uma mãe tem pelo seu filho. A cara de felicidade da mãe a olhar para o filho intensifica mais o que Almada Negreiros provavelmente sentiu quando o seu filho nasceu. As linhas corporais da mãe encaixam perfeitamente nas do filho mostrando uma ligação de amor inquebrável entre os dois.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:14:48 UTC</pubDate>
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         <title>Texto de Joana Sousa</title>
         <author>elsa_andrade</author>
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         <description><![CDATA[<div>   Este quadro pertence ao pintor português Amadeo de Souza-Cardoso. Este intitulou a sua obra de arte, dando-lhe o nome “Vida dos Instrumentos” e foi criado em 1916. Tem cerca de 70 cm de altura e 50 cm de largura.<br><br></div><div>   Esta pintura é um dos melhores exemplos da abertura da obra a múltiplas interpretações.<br><br></div><div>   Esta peça pertence à arte moderna e é bastante interessante. Tem vários aspetos que torna o quadro bastante bonito e único, com a junção das figuras geométricas e com o realce das cores vibrantes: o amarelo, o vermelho, o castanho, o violeta e o roxo, causam o ilusionismo dando vida aos instrumentos. Também escolhi esta obra, porque está relacionada com a música, o que eu admiro imenso. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:18:13 UTC</pubDate>
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         <title>Texto José Melícias</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609552925</link>
         <description><![CDATA[<div>Ao visitar o Museu Calouste Gulbenkian, há uma obra de arte que nos capta a atenção: a montagem “Ambiente – Sala de Jantar” de Ana Vieira. <br><br></div><div>Esta instalação consiste na recriação do ambiente de um jantar em família. <br><br></div><div>A obra de arte é constituída por duas camadas de tela semitransparente que, simultaneamente, revelam e escondem o ambiente da sala de jantar, criado pela projeção das sombras dos objetos e mobília desta divisão, em conjunto com sons caraterísticos do convívio à mesa. <br><br></div><div>Ao primeiro contacto sentimo-nos atraídos pela obra, uma vez que o ambiente é familiar e agradável. <br><br></div><div>Contudo, ao tentarmos aproximar-nos, apercebemo-nos da impossibilidade de entrar naquela realidade e sentimo-nos como que rejeitados. <br><br></div><div>Só quando finalmente aceitamos que não pertencemos àquele cenário é que nos apercebemos de que não se trata de uma situação real, mas sim de uma ilusão, criada pela conjunção de um conjunto de elementos selecionados com essa intenção. <br><br></div><div>Esta instalação foi particularmente interessante porque a minha compreensão da sua mensagem foi progressiva: inicialmente, esta obra atrai-nos, recorrendo a sensações que associamos a coisas positivas, mas depois leva-nos a refletir e a concluir que um sujeito está tão envolvido na sua própria realidade que lhe é impossível avaliá-la de forma isenta, sendo, por vezes, necessário distanciar-se para analisar a situação de fora e assim obter uma visão mais objetiva.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:26:56 UTC</pubDate>
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         <title>Texto Leonor Martins</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609559221</link>
         <description><![CDATA[<div>A pintura que eu escolhi foi uma das muitas que vi na Exposição “Olhar, ver, interpretar”, na Fundação Calouste Gulbenkian, na visita de estudo realizada à mesma.<br><br></div><div>Essa pintura intitula-se “O Retrato de Fernando Pessoa” e foi elaborada por Almada Negreiros em 1954. É observável que Pessoa está sentado na beira de uma mesa de café e, provavelmente, escreveu ou vai escrever algo para a revista literária daquela época “Orpheu”. <br><br></div><div>A arte não é, para mim, um dos temas mais fáceis de abordar, uma vez que não me debruço muito sobre ela, talvez até seja um pouco ignorante sobre este mesmo tema. Contudo, no âmbito da exposição acima mencionada, a obra “O Retrato de Fernando Pessoa” captou a minha atenção. Talvez por ser uma das maiores que vi naquela secção da Fundação, talvez não. Eu penso que não. Acho que o que realmente me atraiu foi o rasgo de luz grandioso e cheio de movimento (embora Fernando Pessoa esteja sentado numa mesa de café) e o facto de nós conseguirmos, apenas olhando para a figura de Pessoa e para alguns adereços, perceber, ou pelo menos imaginar, o que se passa nesta mesma cena, transportando-nos mentalmente para o lugar idealizado por Almada Negreiros.<br><br></div><div>O último motivo, mas não o menos importante, foi a composição da pintura. Na minha opinião, é uma pintura simples, no sentido em que é de fácil leitura e que é maioritariamente pintada por cores quentes, transmitindo movimento e alegria.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:30:37 UTC</pubDate>
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         <title>Texto de Lucas Rodrigues</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609568385</link>
         <description><![CDATA[<div>A arte/pintura em si mostra um grupo de pessoas, dois homens e duas mulheres, em roda de uma mesa de um café.</div><div>Este grupo de pessoas aparenta estar bem vestido, com fatos completos os homens e vestidos as mulheres, o que lhes dá um aspeto mais sofisticado, e essa aparência dá à arte um ar de glamour.</div><div>Os dois homens, presentes na pintura, possuem nas suas mãos um pedaço de papel ou uma folha. Em só num desses homens podemos ver o que consta nesse papel, e o que lá está remete-nos para um retrato de alguém.</div><div> As duas mulheres revelam nos rostos expressões de tristeza e, simultaneamente, indiferença, o que não nos permite, a meu ver, especular. De realçar que uma das mulheres possui um cigarro na mão direita, o que nos permite deduzir que, ou estão num bar para fumadores, o que não faz muito sentido, ou a obra retrata um bar nos anos 50 ou 60, onde era normal a utilização de cigarros em espaço público e fechado, já que o fundo da pintura nos faz pensar que seja algum tipo de parede.</div><div>A mesa que eles rodeiam possui dois pratos, sendo que um deles tem uma xícara de café e o outro tem a mão esquerda da mulher fumadora.</div><div>Esta obra de arte suscita-me uma sensação de estranheza, por conta da formatação dos objetos e do corpo dos quatro integrantes.  Passa também uma sensação de mistério por causa do retrato que o homem, do lado esquerdo da pintura, segura. Esse mistério resulta do facto da imagem não ser um retrato convencional, porque nós não vemos a cara da pessoa do retratada, só nos são reveladas as suas vestes.  Também é apropriado referir o formato de um dos sapatos, pois este possui um formato peculiar, o que novamente desencadeia uma sensação de estranheza e mistério.</div><div>Esta é a minha visão da obra de Almada Negreiros, e para ser mais realista, afirmo que é muito interessante ver o que a arte consegue transmitir a quem a aprecia.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:35:32 UTC</pubDate>
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         <title>Texto de Manuel Ourique</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609576891</link>
         <description><![CDATA[<div>A obra escolhida foi “Lapis Cognitionis” de Clara Meneres (1943-2018). É um mero bloco de pedra em forma de paralelepípedo com uma luz incandescente que contamina o olhar do observador. </div><div>Esta obra faz-me pensar num denso corpo humano que emane uma alma gloriosa. A simplicidade desta obra faz-nos pensar para além do que está exposto. Chamar-lhe-ia  arte viva, uma vez que é capaz de nos levar para uma dimensão “sobrenatural” através daquela luz, fazendo com que haja um significado para além daquele maciço bloco.</div><div>Esta obra é de uma complexidade que nos faz iludir pela banalidade da sua aparência. O que está por trás do aspeto visual, às vezes é mais importante do que a mera imagem captada. </div><div>Estranho, mas acho que aprendi algo com uma pedra. Abriu-me os horizontes e sei que todos temos uma luz a brilhar dentro de nós e que o nosso corpo é apenas o agente que a suporta.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:40:33 UTC</pubDate>
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         <title>Texto de Margarida Gonçalves</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609580738</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div> | Estátua Funerária  <em>Egito, Império Médio, XI dinastia (c. 2000 a. C.)</em>  </div><div>A obra que selecionei, enquadrada na arte egípcia (2000 a.C.), reflete a escultura de uma estátua funerária, cuja pose representa o <em>ka</em>, a força vital do defunto.</div><div>A minha opção fundamenta-se sobretudo no enorme interesse que nutro pela história do Egipto. Esta corresponde a uma das mais longas de entre as dos territórios conhecidos à face do mundo.</div><div>Desde a Era Paleolítica que as populações se concentram ao longo do Vale do Nilo. A planície fértil do Nilo permitiu o desenvolvimento de uma sociedade sofisticada que se tornou num marco na história da civilização humana.</div><div>É de salientar, que por volta de 5500 a.C., para além do controlo e organização verificados, é já evidente a qualidade da arte, e a relevância de uma cultura mística, espelhada através da existência de cemitérios.</div><div>A obra que escolhi, corresponde ao período do Império Médio, em que após o declínio da liderança dos faraós se assiste à retoma da prosperidade nas diversas áreas por via da nova emancipação destes.</div><div>Na minha opinião, a complexidade e a profundidade da relação entre a vertente mística e a expressão da arte características desta época, transportam-nos no tempo a um desenvolvimento e a um requinte civilizacional incontestáveis.</div><div>Assistimos, nesta fase, a uma “democratização da vida após a morte”, em que todas as pessoas possuíam uma alma e poderiam ser recebidas na companhia dos deuses após a morte.</div><div>Esta é para mim uma evidência clara dos níveis de abstração, e da riqueza espiritual desta civilização que desperta em mim um enorme fascínio, sobretudo pelo seu contributo determinante em temáticas que me são muito caras: as várias visões que os povos têm em relação à vida após a morte, a morte em si, o simbolismo dos rituais que enquadram a partida para uma nova e “misteriosa etapa” – a vida após a morte.</div><div>Nesta sequência, pretendo realçar que o <em>ka</em>- criação espiritual e psíquica do defunto simbolizada na pose da estatueta, não se manifesta um exclusivo dos deuses, a alma e a energia mística são aqui também entendidas enquanto atributo do homem. Foi efetivamente esta clareza de pensamento, esta abertura do sagrado aos diversos estratos sociais e esta evidencia expressa na arte, que fundamentaram a minha opção na escolha realizada.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:42:32 UTC</pubDate>
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         <title>Texto de Mariana Araújo</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609586817</link>
         <description><![CDATA[<div>Na minha opinião, esta obra, apesar de transmitir tristeza através da expressão da mulher e das cores utilizadas, demonstra aquilo que é a realidade de muitas pessoas, daí ter-me deixado interessada.</div><div>Está representada no quadro uma mulher triste, mas no seu reflexo no espelho vemos um sorriso.</div><div> Considero que a intenção de José de Almada Negreiros seria transmitir que frequentemente as pessoas não se sentem verdadeiramente felizes e apenas não o escondem quando se </div><div>encontram sozinhas, como se normalmente utilizassem uma máscara. É na solidão que somos mais verdadeiros.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:45:58 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Texto de Mariana Cipriano</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609590419</link>
         <description><![CDATA[<div> A obra escolhida “Antes da Corrida” de Amadeo de Souza-Cardoso. Apesar de a arte moderna não ser o meu estilo preferido, gostei bastante desta obra. Este tipo de pintura permite-nos elaborar uma interpretação individual, e poderíamos passar horas a deduzir o que cada elemento significa. Este quadro não apresenta muitas cores vivas, mas, tons leves a preencher as formas e mais fortes a contorná-las. Conseguimos notar um ambiente mais rural e ancestral, transportando-nos até aos tempos de festejos da nobreza, que desfilava com os seus cavalos. É possível identificar vestuário do século XX, bem como o povo a assistir ao desfile. Podemos também reparar como a nobreza está retratada em maior plano, enquanto o povo se encontra no plano inferior e menos significativo. Como já referi este tipo de arte abre as portas da imaginação possibilitando uma interpretação única, por parte de quem a contempla.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:48:08 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>texto de Miguel Narciso</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609593017</link>
         <description><![CDATA[<div>Esta pintura foi criada por <em>Amadeu Souza-Cardoso</em> em 1917, tem um estilo único, cheio de segredos e significados diversos com pequenos detalhes incorporados na pintura. Esta obra de arte é composta também por diversos tons de cores, podendo ir de cores frias como o azul da máquina registadora, para o laranja e vermelho da bancada. Esta variação de cores é muito apelativa, pois dá-nos uma sensação visual bastante satisfatória. Esta pintura tem o seu nome desconhecido, mas foi-lhe dado o nome de “Máquina Registadora,” devido ao objeto representado no centro da pintura. Um dos detalhes importantes é que na lateral esquerda e no canto superior esquerdo da imagem, consegue-se perceber um braço robótico composto por discos e uma cabeça metálica no topo. Esse braço está a segurar um tipo de papel que parece ser dinheiro. Esse pormenor e a máquina registadora dão-nos a entender que o lugar onde se encontra este indivíduo robótico, metálico e composto por discos, parece ser uma zona de comércio, provavelmente uma loja ou um bar. Também se pode inferir da época retratada através do aspeto da máquina e dos objetos que a rodeiam. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:49:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Texto de Miguel Santos</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609596831</link>
         <description><![CDATA[<div>Quando vi esta obra de arte no Museu Calouste Gulbenkian, não a percebi logo. Só depois é que reparei no imenso significado que esta obra pode ter.<br><br></div><div>              Todo o jogo de espelhos presente nesta obra, faz-nos pensar que ver as coisas noutras perspetivas pode de facto mudar tudo, de um lado vemos uma coisa e de outro lado, já vemos algo diferente.<br>    Esta obra reflete, no meu entender, o Ser Humano. Todos nós temos lados diferentes e dependendo do lado em que somos observados, podem ser retiradas conclusões completamente diferentes acerca de nós e do nosso caráter. <br>   Esta obra pode também ser a nossa vida, com as suas coisas boas e más, mas tal como acontece na obra de arte, às vezes basta mudar um pouco de perspetiva para encontrar alguma luz ao fundo do túnel, para encontrar esperança onde antes não existia.<br>    Esta obra faz-nos de facto pensar na rotatividade da vida, na instabilidade que é a nossa vida, tanto podemos estar lá em cima ao nível dos negócios, como (visto de outra perspetiva) cá em baixo ao nível de caráter.      Uma obra de arte, por vezes, não pode ter uma descrição geral, isto porque cada pessoa vê nela alguma coisa, ora influenciada pela sua vida, ora influenciada pelo seu humor no dia em que a viu.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:51:49 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Texto de Nicole Ferreira</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609600182</link>
         <description><![CDATA[<div>  O título deste quadro é “Retrato de Fernando Pessoa” e foi pintado em 1954, por José Sobral de Almada Negreiros.</div><div>  Eu escolhi este quadro, porque é esteticamente bonito, simples e de fácil interpretação. É uma imagem sem sentimentalismo, onde Pessoa está retratado num momento de reflexão para a sua escrita, aparentemente numa mesa de café, aproveitando a claridade vinda do exterior. </div><div>  Todo o quadro está pintado em cores quentes, predominando a cor tijolo e todo ele com um sombreado à sua volta, dando a ideia de um quadro dentro de outro quadro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:53:42 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Texto de Pedro Alves</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609602776</link>
         <description><![CDATA[<div>Este quadro, de nome desconhecido, mas o qual podemos denominar de “Máquina registadora”, é uma pintura surpreendente de Amadeo de Souza Cardoso.</div><div>Esta pintura, tal como outras deste género do mesmo pintor, não tem nome algum, o que nos faz tentar perceber os seus detalhes, característicos das correntes artísticas mais conhecidas da altura.</div><div>No centro, pode ver-se uma possível máquina registadora, ou, com um pouco de imaginação, talvez até um acordeão, por exemplo, pois tudo na arte é dependente do subjetivismo, ou seja, tem um valor diferente dependendo da pessoa que a vê. Outro detalhe do desenho que sobressaí   é um braço recriado de forma muito peculiar, com formas circulares (que ao que parece é algo muito recorrente nestas obras) em pontos que me parecem ser as articulações presentes no nosso corpo. Acima deste braço podemos ver a cara dessa mesma pessoa, podendo então imaginar a totalidade do seu corpo, e ver que está a olhar para o que me parece ser dinheiro.</div><div>Por fim, vemos ao longo da imagem demasiados números e letras que parecem não fazer sentido algum, formas desproporcionais e irregulares, cores vivas e dispersas pela imagem; tudo isto pormenores que tornam este quadro em algo original, e daí a minha escolha.</div><div>De qualquer modo, penso que sendo uma pessoa dos tempos de hoje, consigo imaginar alguns aspetos que provavelmente pessoas daqueles anos nunca conseguiriam ver, por exemplo, eu ter visto “compact discs” (CDs) no braço do personagem, coisa que existe há relativamente poucos anos. Relativamente à presença de um acordeão, pode, novamente, ser fruto da imaginação, bem como o facto da figura aparentar ser uma criança  de  8 anos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:55:11 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Texto de Rafaela Tomás</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609606596</link>
         <description><![CDATA[<div>A obra que mais gostei de ver na exposição <em>Olhar, Ver, Interpretar,</em> da Fundação Calouste Gulbenkian, foi o retrato de Fernando Pessoa, pintado por Almada Negreiros. Este quadro teve a sua primeira versão pintada em 1954. Dez anos depois, em 1964, a Fundação Calouste Gulbenkian encomendou ao autor uma versão igual ao original. </div><div>Este quadro é um retrato do famoso escritor português Fernando Pessoa sentado à mesa de um café, a fumar e a escrever. Na mesa em que está, é possível observar um exemplar da famosa revista modernista Orpheu, lida por vários intelectuais do seu tempo, inclusive o próprio Almada Negreiros. Esta obra foi a que mais gostei do conjunto de obras que vimos, pois tem uma composição de cores muito quentes e que eu acho alegres, uma vez que me recordam o verão.  Um aspeto particular deste quadro é que não é muito percetível de onde vem a fonte de luz, no entanto, podemos ver algumas sombras. </div><div>As linhas que compõem este quadro são maioritariamente retas, sendo que a junção forma várias figuras geométricas, principalmente quadrados e retângulos, pelo que esta obra se pode inserir no movimento artístico cubismo. </div><div>Este poeta escreveu obras lindíssimas e é autor de frases das quais eu gosto muito. Este é outro dos motivos que me levou a escolher esta obre como minha preferida da exposição.</div><div>Concluindo, as linhas e cores que compõem este quadro, a importante figura que nele está representada e o que ela representa, são todas as razões que me levaram a escrever sobre ela. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:57:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Texto de Roman Daskalyuk</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609610261</link>
         <description><![CDATA[<div>Durante a visita de estudo ao Museu Gulbenkian foi possível ver diversas obras interessantes.</div><div>Na minha opinião, de todas as obras visualizadas a que eu mais gostei foi o “Retrato de Fernando Pessoa,” de José de Almada Negreiros. A primeira versão desta obra foi pintada em 1954, para o restaurante “Irmãos Unidos” em Lisboa, no entanto, a segunda versão de 1964 foi encomendada pela Fundação Calouste Gulbenkian.</div><div>Eu gosto bastante deste quadro, por diversos motivos, mas o principal é o ter sido pintado por Almada Negreiros.</div><div> Considerado um dos melhores pintores portugueses, a sua fama também chegou a outros países do mundo, onde diversos dos seus quadros foram vendidos em leilão a preços elevados. Este artista dedicou-se principalmente ao  desenho, à pintura e à escrita. </div><div>Este quadro foi pintado a óleo sobre uma tela, num estilo modernista, em três dimensões. Nesta imagem vê-se Fernando Pessoa (que foi um grande escritor e filósofo português) sentado à mesa, com um cigarro na mão a olhar para lá da pintura, num café vazio. Este grande quadro (2,25m x 2,26m) possui um elevado contraste entre cores, sombras e luz. A pintura também possui um estilo Cubista, pois promove a geometrização e fragmentação das formas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 18:59:26 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Texto de Sofia Ferreira</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609612801</link>
         <description><![CDATA[<div>Quando vi esta obra pela primeira vez, não me suscitou grande curiosidade, mas depois de ouvir a explicação da guia, consegui reparar nos diferentes significados a ela atribuídos.</div><div> Esta obra pode ser interpretada de diferentes modos, por exemplo, quando olho para ela consigo interpretá-la como se a pedra fosse um túnel, escuro e frio e a lâmpada representasse a luz forte no final do túnel. Uma outra interpretação será imaginá-la como um homem grande, que aparenta ser frio e forte, mas por dentro é frágil e tem um coração cheio de luz.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 19:01:04 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Texto de Sofia Lucas</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609615201</link>
         <description><![CDATA[<div> O quadro que decidi apreciar foi “Stranger in Village “, da autoria do pintor Iraquiano Khalid Al-Jadir. Este quadro foi pintado em 1962, recorrendo a tintas a óleo.</div><div> Na pintura podemos ver, em primeiro plano, várias pessoas, que deduzo que sejam habitantes da mesma vila, a olhar para a mesma direção, onde está a tal pessoa desconhecida à qual o título se refere. </div><div> Os habitantes da vila vestem roupas com cores vibrantes que chamam à atenção, enquanto o desconhecido está representado em cores bastante pouco saturadas. Esta escolha de cor dá destaque à diferença entre os habitantes e o estranho, enfatizando o espanto da sua presença naquela vila.<br><br></div><div> As expressões dos habitantes são de surpresa e preocupação com a presença daquele sujeito. Esta expressividade mostra o medo e a desconfiança do ser humano àquilo que é desconhecido e diferente, mas que ao mesmo tempo desperta uma grande curiosidade, levando a um conflito interno em que avaliamos a situação, tentando satisfazer a curiosidade, ao mesmo tempo que nos mantemos seguros. Este tema pode ser aplicado a vários fenómenos reais. Um exemplo, pode ser a descoberta de novos povos em África. Até essa altura, os humanos que se conheciam eram todos bastante semelhantes: pele clara e cabelo liso ou ondulado. Ao chegarem a África, os Europeus depararam-se com outros seres humanos, porém estes possuíam pele negra. As primeiras reações foram atacar, todavia mais tarde, os europeus escravizaram estes povos. Esta é outra demonstração do medo e desconfiança face ao desconhecido, que leva a raça humana a fazer das mais impensáveis ações. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 19:02:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Texto de Tomás Peralta</title>
         <author>elsa_andrade</author>
         <link>https://padlet.com/elsa_andrade/exposicao2marco2020/wish/609617760</link>
         <description><![CDATA[<div> Esta escultura foi feita por António Charrua. É simples, sendo apenas composta por dois cubos de pedra e uma corrente com um gancho.</div><div>Eu gosto desta obra de arte pelo seu aspeto. Gosto da sua simplicidade e do seu pormenor. </div><div>Para mim, esta peça de arte representa a instabilidade da condição humana, pois num momento está um indivíduo a flutuar livre no ar, até que aparece alguém que lhe rouba essa liberdade e o puxa até ao chão, onde fica preso sem conseguir voltar a voar, obrigado a submeter--se aos outros. Por outro lado, representa os altos e baixos da vida, os seus obstáculos que nos deitam abaixo e que temos de enfrentar para subir de novo nela. </div><div>É por isso que a considero uma obra esplêndida. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-03 19:04:09 UTC</pubDate>
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