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      <title>Vertentes da Renovação by Zero Horizon</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-07-24 21:08:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>zerohorizon686</author>
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         <description><![CDATA[<p>Recomendação de vídeo no estilo de mapa mental desenhado e curto, abordando sobre a vertente.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-24 21:17:28 UTC</pubDate>
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         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Indicação de um poema sobre a vertente.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-25 03:05:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A vertente "intenção de ruptura" do Serviço Social brasileiro, apresentada por José Paulo Netto no livro <em>Ditadura e Serviço Social</em>, teve seu início na primeira metade dos anos 1970 , representando uma perspectiva renovadora que buscava romper substantivamente com o tradicionalismo da profissão. Essa corrente se desenvolveu de forma diferente das outras vertentes de renovação, pois emergiu no quadro da estrutura universitária brasileira e só no final daquela década é que ganhou repercussão para além dos muros da academia, começando a rebater com visibilidade nos foros e organismos da categoria profissional.&nbsp;</p><p>A corrente possuía como um de seus caráter ser opositor à autocracia burguesa, cujas premissas teóricas, profissionais e políticas conflitavam diretamente com a ditadura e o perfil de assistente social desejado pela “modernização conservadora”. Essa postura, que a diferenciava de outras correntes, explica sua trajetória, ganhando visibilidade apenas com a crise da autocracia e a reemergência da classe operária no cenário político.&nbsp;</p><p>A "intenção de ruptura" teve sua emergência e desenvolvimento impulsionados pela vinculação com a universidade, que se revelou um espaço estratégico e menos adverso para a construção de suas bases, diferenciando-se de outras vertentes ao permitir interação intelectual, pesquisa e experiências-piloto. Seu processo de constituição desdobrou-se em emergência, consolidação acadêmica e espraiamento profissional, tendo sua manifestação visível inicial na Escola de Serviço Social da Universidade Católica de Minas Gerais (1972-1975), com a formulação do "Método Belo Horizonte", que se mostrou imprescindível para a fundação do projeto de ruptura. Como também, obteve a presença de Iamamoto que foi crucial para a consolidação teórico crítica da vertente.&nbsp;</p><p>As bases sociopolíticas da "intenção de ruptura" estavam intrinsecamente ligadas ao processo de democratização e aos movimentos das classes subalternas, interrompidos em 1964. Embora essa vertente tenha se desenvolvido no ambiente de oposição, especialmente no movimento estudantil, seu caráter político teve que ser dissimulado nos anos mais duros da autocracia, explicitando-se na transição democrática. Contudo, enfrentou desafios significativos, como a relação curto-circuitada com suas bases sociopolíticas e uma politização que, muitas vezes, tendeu à partidarização e teve fracos laços com o movimento operário. Adicionalmente, houve um descompasso entre sua produção teórico-metodológica e a massa da categoria profissional, além da carência de indicativos prático-profissionais imediatos.</p><p>A "intenção de ruptura" buscou uma proximidade intencional com o espírito crítico da reconceituação latino-americana, apesar de ter sido alvo de críticas, sendo rotulada pejorativamente como "produto de professores" e "teoricista", e vista como "estranha" às práticas de campo. Contudo, essa vertente obteve ganhos significativos na reforma curricular do Serviço Social na primeira metade dos anos 1980, culminando na aprovação do novo currículo mínimo em 1982.</p><p>Em síntese, o projeto representou um movimento de profunda renovação no Serviço Social brasileiro, nascido em meio às adversidades da ditadura, com forte vínculo acadêmico e bases sociopolíticas na luta pela democratização, superando obstáculos e contribuindo para a redefinição da profissão.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-25 03:25:05 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A Crise do "Milagre Econômico" Brasileiro, que marcou o declínio da ditadura militar nos anos 1970 com uma profunda crise econômica e crescente dívida externa, criou um cenário de agravamento da "questão social". Esse contexto intensificou a necessidade de um Serviço Social mais crítico e engajado, influenciando diretamente a "intenção de ruptura". A vertente buscou responder a essa realidade complexa, impulsionando a profissão a um posicionamento mais alinhado com a análise das condições concretas de existência das classes exploradas e a busca por alternativas de transformação social.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-25 03:30:19 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>zerohorizon686</author>
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         <description><![CDATA[<p>Dentro da perspectiva modernizadora do Serviço Social no Brasil, é inegável que o que mais influenciou a profissão foi a Ditadura civil-militar e o contexto de "modernização conservadora" imposto por ela.</p><p>A ditadura civil-militar, fomentada por interesses imperialistas e pela busca de expansão do modelo econômico capitalista e de contenção do “comunismo” na América Latina, gerou novas demandas sociais e exigiu uma nova postura dos profissionais. Nessa mudança drástica de cenário, o Serviço Social, que inicialmente se apresentava de forma tradicional, com práticas paliativas e assistencialistas, passou a ser demandado por um mercado de trabalho em expansão concreta.</p><p>A autocracia burguesa, exigia um profissional "moderno", com procedimentos "racionais" e essa necessidade de modernização conservadora levou a modificações significativas tanto na prática profissional quanto na formação acadêmica do Serviço Social. A profissão passou a interagir com disciplinas das ciências sociais, como psicologia, antropologia e sociologia, buscando uma postura mais crítica em seus fundamentos.</p><p>Assim, a Ditadura civil-militar, com suas atrapalhadas políticas de desenvolvimento capitalista e a necessidade de controle social, atuou como um catalisador direto para a emergência da perspectiva modernizadora no Serviço Social, impulsionando a busca por uma nova identidade profissional mais alinhada às exigências da racionalidade burocrático-administrativa e do desenvolvimento econômico do país, além de posteriormente ser catalisador indireto de outras vertentes.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-25 11:29:02 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>zerohorizon686</author>
         <link>https://padlet.com/zerohorizon686/1mzeq0zzlpzvfdjd/wish/3528707250</link>
         <description><![CDATA[<p>A perspectiva modernizadora é a primeira manifestação do processo de renovação do Serviço Social no Brasil, buscando adaptar a profissão às tendências sociopolíticas dominantes durante a ditadura empresarial-militar. Ela emerge da necessidade de adequar o Serviço Social ao desenvolvimento do país, redefinindo seus objetivos, funções e metodologia para integrar-se ao contexto econômico-social brasileiro. Essa tendência foi amplamente discutida nos seminários de Araxá (1967) e Teresópolis (1970), sendo consolidada neste último.</p><p>A modernização insere-se na ideia de um processo evolutivo que o Brasil deveria experimentar, transitando de país subdesenvolvido para desenvolvido. O Serviço Social se alinha a essa teoria influenciado pelo cenário internacional, pelo período anterior e pelo governo ditatorial, que via o desenvolvimento como uma solução para todos os problemas do país. O Documento de Araxá, por exemplo, enfatiza que o Serviço Social visa contribuir positivamente para o desenvolvimento, compreendido como um processo de “planejamento integrado” de mudança em aspectos econômicos, tecnológicos, socioculturais e político-administrativos. A base teórica da perspectiva modernizadora é o estrutural-funcionalismo, que concebe a dinâmica social como um sistema autorregulador da ordem social. As disfunções são vistas como objetos de intervenção, passíveis de correção para manter o equilíbrio dinâmico do sistema regente.</p><p>O seminário de Araxá ocorreu de 19 a 26 de março de 1967 em Minas Gerais, foi promovido pelo Centro Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio de Serviços Sociais (CBCISS) e teve a participação de 38 profissionais. O tema central foi a Metodologia do Serviço Social, impulsionado pela preocupação em adequar a profissão ao desenvolvimento. Nesse seminário, o Serviço Social se definiu como  uma prática institucionalizada que atua junto a indivíduos com desajustamentos familiares e sociais, compreendendo dimensões corretivas, preventivas e promocionais. O foco seria a plena utilização dos recursos naturais e humanos. Ficou-se definido objetivos, funções, metodologia e a globalidade do serviço social, embora sempre pautado na perspectiva de “desenvolvimento”.</p><p>O documento de Teresópolis, foi realizado na cidade de mesmo nome, no Rio de Janeiro, em 1970. Foi um seminário que contou com a presença de 33 profissionais, de 103 convidados. O roteiro de trabalho foi dividido em quatro temáticas: Teoria do Diagnóstico e da Intervenção Social; Diagnóstico e Intervenção em Nível de Planejamento; Diagnóstico e Intervenção em Nível de Administração; e Diagnóstico em Nível de Prestação de Serviços Diretos. Nesse documento, a perspectiva modernizadora alcança seu triunfo.</p><p>Dentre os documentos debatidos, vale destacar o “A teoria Metodológica do Serviço Social” de José Lucena Dantas, um dos debatedores. Dantas considerou a metodologia da ação como a parte central do Serviço Social, afirmando que a definição de um modelo de prática profissional dependia da solução do problema metodológico. Ele defendia a cientificidade da prática do Serviço Social, apresentando-o como um "método científico aplicado" composto por diagnóstico e intervenção planejada. A filiação de Dantas ao neopositivismo é visível, com a metodologia vista como ordenações formais que mascaram as problemáticas ideológicas. Ele atribuiu ao Serviço Social um estatuto decorrente da aplicação das ciências, conferindo à perspectiva modernizadora uma organicidade teórica estrutural-funcionalista e ideológica, através do viés da modernização conservadora</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-25 11:32:05 UTC</pubDate>
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         <title>Reatualização do conservadorismo </title>
         <author>erikasantosw243</author>
         <link>https://padlet.com/zerohorizon686/1mzeq0zzlpzvfdjd/wish/3528767153</link>
         <description><![CDATA[<p>A reatualização do conservadorismo, conforme analisada por José Paulo Netto, representa uma vertente complexa no interior do Serviço Social brasileiro, que não pode ser compreendida como simples continuidade do conservadorismo tradicional, mas como uma adaptação estratégica que busca manter os fundamentos conservadores da profissão sob novas formas e discursos.</p><p>Essa vertente surge no bojo das transformações político-sociais e da renovação crítica que marcaram o Serviço Social nas décadas de 1960 a 1980, mas opera como uma resposta ambígua e contraditória a esses processos. Embora aparente estar em sintonia com o movimento de ruptura, a reatualização do conservadorismo se caracteriza por preservar práticas tradicionais sob um verniz de inovação e abertura, funcionando como uma tentativa de aperfeiçoamento técnico sem enfrentar as bases ideológicas conservadoras da profissão.</p><p>Netto (2005) identifica que a reatualização do conservadorismo se expressa em duas principais direções: a modernizadora e a fenomenológica. A vertente modernizadora adapta o Serviço Social às demandas de gestão e eficiência impostas por modelos gerenciais, ainda que o neoliberalismo, como doutrina, não estivesse plenamente consolidado na época. Essa abordagem prioriza uma atuação profissional voltada à produtividade, competências e tecnicismo, alinhando-se à lógica funcionalista e à racionalidade instrumental, em detrimento de uma leitura crítica da realidade social.</p><p>Já a direção fenomenológica, por sua vez, representa uma inflexão mais sutil, ao centrar-se na subjetividade e na experiência do sujeito como ponto de partida da intervenção profissional. Influenciada por autores como Husserl e Merleau-Ponty, essa proposta desloca o foco das mediações histórico-sociais para o campo da interioridade, da escuta e da vivência individual. Embora aparente romper com o positivismo e o tecnicismo, ela acaba por despolitizar a prática, ao ignorar as determinações estruturais que moldam a realidade dos sujeitos.</p><p>Netto é contundente ao afirmar que essas abordagens, ao se afastarem de uma perspectiva crítico-dialética, acabam por reproduzir a lógica conservadora, mesmo quando disfarçadas de inovação. Em especial, ele critica o uso superficial da fenomenologia no Serviço Social brasileiro, apontando que sua apropriação tem sido, muitas vezes, acrítica, descontextualizada e carente de rigor teórico. Ao privilegiar a experiência subjetiva como método de conhecimento e ao esvaziar as mediações sociais da análise, a fenomenologia tem servido como uma alternativa conservadora às abordagens marxistas.</p><p>Outro ponto fundamental destacado por Netto é que essa vertente se ancora na ilusão da neutralidade. A reatualização do conservadorismo desconsidera o projeto ético-político da profissão, conquistado com muito esforço ao longo da década de 1980. Ao propor uma atuação técnica "neutra" ou centrada na subjetividade, ignora os compromissos com a justiça social, os direitos humanos e a transformação da realidade, fazendo com que o assistente social se torne um mero gestor da pobreza ou orientador psicossocial, ao invés de um sujeito político ativo na luta contra as desigualdades.</p><p>A proposta de Amélia Cohn de Almeida, amplamente discutida por Netto, é emblemática dessa reatualização. Embora critique o tecnicismo e proponha uma atuação “mais humana”, sua perspectiva acaba por esvaziar a crítica social e priorizar a dimensão pessoal dos sujeitos atendidos, promovendo um tipo de profissional voltado para a escuta, o aconselhamento e a micro realidade. Com isso, recupera, em nova forma, elementos do tradicionalismo da profissão.</p><p>Essa vertente também deixa marcas profundas na formação profissional. Currículos influenciados por essa lógica tendem a privilegiar abordagens subjetivistas, personalistas ou humanistas existenciais, em detrimento de uma formação crítica, analítica e politizada. A consequência disso é a produção de profissionais sensíveis, porém desarmados teoricamente para enfrentar as contradições sociais, como as desigualdades de classe, raça e gênero.</p><p>Portanto, a reatualização do conservadorismo não é um fenômeno ultrapassado ou periférico. Pelo contrário, ela permanece como um risco concreto e contínuo à radicalidade do projeto profissional crítico. A crítica de José Paulo Netto deve ser compreendida como um chamado à vigilância e à resistência: é necessário reafirmar, constantemente, o compromisso ético-político do Serviço Social com a transformação social, com a leitura crítica da realidade e com a emancipação humana. Discursos de inovação que ignoram essas bases, por mais sofisticados que sejam, muitas vezes ocultam a permanência — ou o retorno — de fundamentos conservadores.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-25 13:44:28 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Indicação de conteúdo </title>
         <author>erikasantosw243</author>
         <link>https://padlet.com/zerohorizon686/1mzeq0zzlpzvfdjd/wish/3528767687</link>
         <description><![CDATA[<p>NETTO, José Paulo. O movimento de reconceituação do Serviço Social: 40 anos depois, 2005.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Neste artigo, José Paulo Netto propõe uma reflexão para as novas gerações de assistentes sociais que não vivenciaram o movimento de reconceituação. O autor resgata os avanços conquistados nesse processo e analisa o contexto político que limitou seu pleno desenvolvimento. A leitura é fundamental para compreender os riscos da reatualização do conservadorismo, pois ajuda a identificar como novas propostas conservadoras podem enfraquecer o projeto ético-político crítico da profissão.</p><p><br/></p><p>Link: https://www.unirio.br/cchs/ess/Members/rafaela.ribeiro/servico-social-i-2018.2/o-movimento-de-reconceituacao-40-anos-depois-j-p-netto/view</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-25 13:45:28 UTC</pubDate>
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         <title>Reatualização do conservadorismo e eventos externos ao Serviço Social</title>
         <author>erikasantosw243</author>
         <link>https://padlet.com/zerohorizon686/1mzeq0zzlpzvfdjd/wish/3528768475</link>
         <description><![CDATA[<p>A reatualização do conservadorismo no Serviço Social está diretamente conectada a transformações políticas, sociais e econômicas que, embora externas à profissão, provocaram impactos profundos sobre sua atuação e direcionamento ético-político.</p><p><br></p><p>Um marco importante nesse processo foi o regime militar brasileiro (1964–1985), que reconfigurou a função do Estado e sua relação com a sociedade civil. Durante esse período, o Serviço Social foi amplamente requisitado para atuar em programas assistenciais voltados à “contenção da pobreza”, muitas vezes sob o manto da “ajuda psicossocial”. Essas ações — como visitas domiciliares, entrevistas com foco moralizante e orientação de conduta — eram moldadas para adequar os sujeitos à ordem vigente, e não para questionar suas condições de vida. Assim, embora o regime militar seja um evento político externo à profissão, ele exigiu dela uma atuação que reforçou práticas conservadoras sob uma nova roupagem — mais técnica, mais "neutra", mas ainda funcional à dominação social.</p><p>Outro exemplo significativo vem da influência das igrejas cristãs (sobretudo católicas e evangélicas) em ações de cunho assistencial e psicossocial. Em muitos contextos comunitários e instituições filantrópicas, o assistente social passou a atuar junto a projetos religiosos que, embora propusessem acolhimento e apoio, promoviam valores individualistas, moralistas e despolitizados, com foco em “reerguer o sujeito” através da fé, da disciplina ou da superação pessoal. Isso reforça o eixo da reatualização conservadora: o sofrimento social é tratado como dor íntima, e não como expressão das contradições sociais.</p><p><br></p><p>No contexto mais recente, com o avanço do neoliberalismo nos anos 1990 e 2000, novas exigências surgiram: eficiência, produtividade, metas e avaliação de desempenho. O Serviço Social foi convocado a atuar em políticas focalizadas, programas de transferência de renda e projetos sociais terceirizados, muitas vezes sem o suporte crítico necessário. A ênfase em resultados imediatos e técnicos, como condicionalidades no Bolsa Família ou a reinserção rápida no mercado de trabalho, deslocou a profissão para uma postura mais gerencialista e menos transformadora, alimentando novamente a reatualização do conservadorismo — agora com aparência moderna e pragmática.</p><p><br></p><p>Dessa forma, eventos como: o regime autoritário-militar, a presença institucional de igrejas nas ações sociais e o avanço do neoliberalismo e da lógica de mercado nas políticas públicas não foram criados pelo Serviço Social, mas exigiram dele respostas — que, em muitos casos, foram mediatizadas por uma prática conservadora reatualizada, ou seja, adaptada às novas exigências sem romper com os fundamentos tradicionais.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-25 13:47:20 UTC</pubDate>
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