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      <title>Arte (in)Expressiva - Luana Soluri 3°A by </title>
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      <description>Renascimento da arte que grita em silêncio</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-11-09 17:13:55 UTC</pubDate>
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         <title>Memorias da Ditadura</title>
         <author>10028_</author>
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         <description><![CDATA[<p>Durante a Ditadura Civil Militar, onde indivíduos eram condenados (torturados) por expor diferentes ideologias sobre o mundo, a arte servia como forma de representar o inconformismo da população e as mudanças artísticas na qual o mundo enfrentava. Dentro de uma década a mentalidade do povo brasileiro se transformou do otimismo ligado ao desenvolvimento acelerado (Brasília), a necessidade de romper com os padrões ditados pelo sistema político.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-09 17:27:08 UTC</pubDate>
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         <title>Dando voz aos (socialmente) mudos</title>
         <author>10028_</author>
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         <description><![CDATA[<p>O ideal de ruptura e transgressão estética e comportamental marcou o regime de modo que a maior manifestação era a fim de criticar o autoritarismo e buscar novas maneiras de ocupar e produzir artisticamente as cidades, ao invés de limitar-se a circuitos de exposição. Usavam da critica e reflexão a cerca do contexto histórico para questionar seus próprios meios de criação, que resultou na despreocupação em transmitir mensagens diretas e  no reinvento das vanguardas e o sentido do engajamento publico em cima de um so agente.</p><p>Estes artistas continuaram desafiando o conservadorismo do regime em suas obras, assim demonstrando que a resistência artística so se iniciaria com uma reeducação do olhar. Por isso, os mesmos experimentavam novas linguagens artísticas, como a pop-art americana para problematizar questões relacionadas ao imperialismo, populismo e autoritarismo.</p><p>Com o AI-5 (ato constitucional que permitiu os militares a perseguir todos os opositores do regime), iniciou-se um radicalismo artístico chamado de "arte conceitual" e novas formas de se fazer arte foram inseridas, formas que iam além de pinturas e esculturas. Pichações, cartazes e performances surgiram como uma forma de dar voz a população, principalmente àquela que socialmente nao frequentava eventos formais, muitas vezes promovidos pelo próprio regime.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-09 19:51:56 UTC</pubDate>
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         <title>Quem matou?</title>
         <author>10028_</author>
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         <description><![CDATA[<p>Uma das formas de se criar arte era através da modificação de produtos industrializados e a intervenção servia para criticar o sistema como forma de chamar atencao para questões silenciadas. Cildo Meireles foi o artista responsável por carimbar em uma cédula de um cruzeiro a frase "Quem matou Herzog?", fazendo um protesto que levou sua provocação ao publico ao mesmo tempo que driblou a censura.</p><p>Vladimir Herzog era um militante vinculado ao Partido Comunista Brasileiro durante um período de perseguição intensa aos comunistas por conta de afirmações feitas por parte do exercito. Ao mesmo tempo, Herzog era o diretor de jornalismo da TV Cultura e por ter vinculo com o PCB, teve sua gestão questionada e levada a cabo na Assembleia Legislativa de São Paulo por dois deputados do partido ARENA (Aliança Renovadora Nacional). Vladimir prestou depoimentos e no dia seguinte compareceu espontaneamente ao DOI-CODI (espécie de centro de tortura e assassinato de opositores a Ditadura Militar), onde foi preso junto de dois jornalistas sendo um deles, Rodolfo Oswaldo Konder. Pela manha, Herzog negou qualquer tipo de ligação ao PCB e em seguida, seus companheiros de cela foram torturados com choques elétricos, enquanto um radio com som alto se esforçava para abafar o som. Posteriormente, Konder foi obrigado a assinar um documento no qual afirmava ter aliciado Vladimir Herzog a entrar no PCB junto de outras pessoas, o levando à tortura e resultando na morte repentina de Herzog. </p><p>Sua morte, semelhante a de diversos presos, foi declarada pelo Serviço Nacional de Informações como suicídio. Essas informações era frequentemente divulgada pelo Governo Militar como forma de garantir ao publico que suas vitimas de tortura, na realidade faleciam por suicídios, fugas ou atropelamentos. Este caso se destacou dos demais depois de serem feitas diversas analises em cima desta foto tirada por Sivaldo Leung Viera, onde foi concluído que devido as marcas em seu pescoço e o contato dos pés no chão, sua morte havia sido ocasionada por estrangulamento.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-09 20:55:46 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Não à Bienal&quot;</title>
         <author>10028_</author>
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         <description><![CDATA[<p>Mesmo com o endurecimento da censura, as produções artísticas continuavam revolucionando o meio através de obras esteticamente inofensivas, ao mesmo tempo que repletas de identidade, luta, utopia e descontentamento. Ivan Serpa, Antônio Dias, Hélio Oiticica e Carlos Vergara, foram importantes artistas contemporâneos, que usavam suas obras para romper com os padrões estéticos impostos pelo regime.</p><p>A "Tropicália" era uma obra produzida por Hélio Oiticica e era constituída por um labirinto de madeira forrado com areia e pedras, que desencadeava ao espectador que a percorresse, um sensorial dos diversos elementos naturais e culturais do Brasil, como plantas tropicais e araras nativas. O percurso terminava com uma televisão ligada.</p><p>Em geral, esta obra representava as favelas, o cenário tropical e modernidade, tudo ao mesmo tempo. Desta forma, Oiticica buscava através de uma imersão sensorial intensiva, proporcionar ao espectador a experiencia de se aprofundar na verdadeira identidade cultural brasileira como forma de relembrar o publico a importância trazida pelo sentimento de liberdade de expressão e conexão cultural.</p><p>A importância desta produção no contexto histórico sócio-político, se deu na comoção dos artistas e intelectuais estrangeiros reunidos no Museu de Arte Moderna de Paris, para assinar o manifesto "Nao à Bienal", que carregava declaração de testemunhas e documentos que provavam a existência de censura cultural no país.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-09 21:47:24 UTC</pubDate>
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         <title>No Calor da Realidade, Ligamos o Ar-condicionado.</title>
         <author>10028_</author>
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         <description><![CDATA[<p>A indústria cultural brasileira, nos anos 50, foi marcada pela falta de investimento na produção de filmes que acarretou na criação de obras de baixa qualidade técnica.</p><p>A primeira importante manifestação desta mudança ocorreu em 1952 com a criação do 1° Congresso Paulista de Cinema Brasileiro, onde jovens intelectuais e artistas discutiram maneiras de renovar a arte cinematográfica ao mesmo tempo que colocavam de lado a preocupação trazida do distanciamento  do modelo ficcional norte-americano. Tendo o neorrealismo italiano como base, focaram principalmente em popularizar o cinema, usando problemas e questões no qual o Brasil vivia e a inserção de traços nacionais culturais como principal linguagem.</p><p>Foi com o filme do diretor Nelson Pereira dos Santos "Rio 40 graus" em 1955, que foi colocado em pratica os novos ideias cinematográficos. A obra possuía narrativa simples para nao desviar o foco dos personagens e dos cenários responsáveis por desenvolver o panorama do Rio de Janeiro (antiga capital), mostrando pela primeira vez um Brasil vivido de fato pelos brasileiros. O filme até chegou a ser proibido pela censura, mas foi liberado tempos depois com a posse de Juscelino Kubistchek.</p><p>Essa busca pela identidade brasileira se manteve ativa até o golpe militar de 1964, onde a censura impediu que o cinema brasileiro continuasse vivendo sua fase mais criativa, diversificada e reconhecida no exterior.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-09 22:37:09 UTC</pubDate>
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         <title>Cinema Novo</title>
         <author>10028_</author>
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         <description><![CDATA[<p>O movimento do Cinema Novo, surgido por volta de 1960, foi influenciado pelo neorrealismo italiano e pela Nouvelle Vague francesa. Sua essência fundamental, expressa no manifesto de Glauber Rocha, defendia a "estética da fome", denunciando a ocultação da miséria nas produções cinematográficas da época. Buscava retratar de modo cru e realista a sociedade subdesenvolvida.</p><p>Seus filmes, como "Deus e o Diabo na Terra do Sol" de Glauber Rocha e "Vidas Secas" de Nelson Pereira dos Santos, exploravam a miséria, fome e desigualdade social no nordeste brasileiro e nas favelas do Rio de Janeiro. Procuravam chocar o público, afastando-se do brilho hollywoodiano, para refletir sobre a realidade do país.</p><p>Após o golpe de Estado em 1964, o Cinema Novo mudou seu foco, representando a derrota e frustração dos intelectuais de esquerda diante da impossibilidade de alcançar a revolução socialista no Brasil. "O Desafio" de Paulo Cesar Saraceni foi uma das primeiras respostas cinematográficas a este momento, explorando as crises afetivas e políticas da juventude de esquerda.</p><p>Essa transição é evidente em "Terra em Transe" de Glauber Rocha, síntese radical da revisão política e existencial. O filme retrata um poeta e político de esquerda em crise, servindo a políticos traidores e oportunistas. Repleto de metáforas e alegorias sobre o Brasil e seu contexto histórico, o filme reflete a complexidade da situação política e existencial do país naquela época.</p><p><strong>Principais filmes:</strong></p><ul><li><p>"Deus e o Diabo na Terra do Sol" - Glauber Rocha</p></li><li><p>"Vidas Secas" - Nelson Pereira dos Santos</p></li><li><p>"O Desafio" - Paulo Cesar Saraceni</p></li><li><p>"Terra em Transe" - Glauber Rocha</p></li></ul><p><strong>Principais cineastas:</strong></p><ul><li><p>Glauber Rocha</p></li><li><p>Nelson Pereira dos Santos</p></li><li><p>Paulo Cesar Saraceni</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-09 23:00:09 UTC</pubDate>
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         <title>O Paradoxo</title>
         <author>10028_</author>
         <link>https://padlet.com/10028_/1dwfzqtj1akrwcml/wish/2784042629</link>
         <description><![CDATA[<p>O movimento do Cinema Novo surgiu por volta de 1960, promovendo um olhar crítico e realista sobre as desigualdades sociais e as questões políticas no Brasil. A despeito de conquistar reconhecimento em festivais internacionais de prestígio, como Veneza e Cannes, o Cinema Novo não obteve uma adesão substancial do público de classe média no país.</p><p>Após o golpe de Estado em 1964, o regime militar brasileiro reconheceu a importância do cinema nacional e passou a financiar algumas produções, evitando conteúdos demasiadamente críticos ao governo. A Embrafilme desempenhou um papel vital na distribuição e produção de filmes nacionais, contribuindo para a conquista de mercado.</p><p>A partir de 1975, a produção cinematográfica experimentou impasses no tratamento da modernização e da experiência autoritária no Brasil. Surgiu o chamado "Cinema Marginal", representado por filmes como "O Bandido da Luz Vermelha" de Rogério Sganzerla, "Matou a Família e foi ao Cinema" de Júlio Bressane e "A Margem" de Ozualdo Candeias. Essas obras retratavam um Brasil sem perspectivas políticas e culturais, apresentando personagens grotescos e desprovidos de heroísmo.</p><p>Simultaneamente, os cineastas do Cinema Novo, que inicialmente rejeitavam o cinema comercial e o radicalismo do "Cinema Marginal", buscaram novas expressões para ampliar seu público. Em 1969, Glauber Rocha foi premiado em Cannes por "O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro". Nelson Pereira dos Santos dirigiu "Como era gostoso o meu Francês" (1971), revisando a antropofagia cultural e fazendo referências à derrota política de 1964 e às lutas da guerrilha de esquerda.</p><p>Os anos iniciais dos anos 1970 testemunharam o surgimento do gênero "pornochanchada", criticado tanto pela censura oficial quanto pelos cineastas de esquerda. Na segunda metade da década, o cinema brasileiro, apoiado pela Embrafilme, alcançou maior penetração no mercado, equilibrando filmes autorais com produções mais industrializadas.</p><p>Produções como "Xica da Silva" (1975) de Carlos Diegues e "Dona Flor e seus dois maridos" (1976) de Bruno Barreto se tornaram grandes sucessos de bilheteria, adotando uma abordagem mais leve da história e dos costumes brasileiros. Hector Babenco, com "Lúcio Flávio, o passageiro da agonia" (1978) e "Pixote, a lei do mais fraco" (1980), mergulhou na realidade social brasileira, denunciando a exclusão e a violência entre os marginalizados.</p><p>O cinema documental, a partir dos anos 1980, ofereceu reflexões sobre a ditadura militar com filmes como "Cabra Marcado para Morrer" (Eduardo Coutinho, 1984) e "Jango" (Silvio Tendler, 1984), explorando os contextos políticos daquele período. Mais tarde, produções como "Pra Frente Brasil" (Roberto Farias, 1982) trouxeram uma representação mais realista da tortura durante aquela época.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-09 23:15:14 UTC</pubDate>
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         <title>A Busca pela Identidade Nacional</title>
         <author>10028_</author>
         <link>https://padlet.com/10028_/1dwfzqtj1akrwcml/wish/2784051767</link>
         <description><![CDATA[<p>Durante os anos 1960 e 1970 no Brasil, a música e a expressão artística tornaram-se atos de risco em meio à repressão e censura do regime militar vigente entre 1964 e 1985. A letra "Cautela" de Paulo César Pinheiro e a canção de Maria Bethânia, de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, expressavam, de maneira alegórica, a resistência e o descontentamento com o governo autoritário. <br>Nesse contexto, o protesto artístico abraçou diversas causas, desde oposição à repressão e à censura até debates sobre a identidade nacional e as mudanças socioculturais. Os artistas se posicionaram de maneira diversificada, refletindo as tensões políticas e culturais da época. Nomes como Chico Buarque, Odair José, Mutantes, Raul Seixas, entre outros, influenciaram um cenário musical multifacetado. <br>Esse período viu a ascensão da Música Popular Brasileira (MPB), reconhecida pela sua qualidade artística e seu caráter eclético, refletindo as transformações sociais e a busca por liberdade e voz. Enquanto houve tanto aclamação como vaias para os artistas, o legado da MPB perdura como um testemunho da resistência cultural e da expressão artística em tempos difíceis.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-09 23:26:13 UTC</pubDate>
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         <title>A Era dos Festivais</title>
         <author>10028_</author>
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         <description><![CDATA[<p>Durante os anos 1960, a música brasileira testemunhou mudanças significativas com a emergência dos festivais de música popular brasileira. Esses eventos desempenharam um papel fundamental na revelação de talentos como Elis Regina e Edu Lobo, marcos fundamentais para o surgimento de um novo gênero musical. A consagração de "Arrastão", interpretada por Elis Regina, simbolizou a ascensão deste novo estilo, caracterizado por letras sociopolíticas, melodias cativantes e arranjos inovadores, além de performances teatrais que cativavam o público. <br>Os festivais, especialmente os promovidos pela TV Record, foram marcos cruciais na transformação da música brasileira. Ao longo de quatro edições entre 1966 e 1969, consolidaram dois gêneros marcantes do século XX: as canções de protesto e o tropicalismo. Estes eventos não apenas coroaram canções e intérpretes, mas desempenharam um papel crucial na evolução e diversificação da música popular brasileira, valorizando aspectos fundamentais das canções, como letra, melodia, arranjo e interpretação. <br>O Festival Nacional de Música Popular Brasileira na TV Excelsior e os festivais da TV Record, especialmente, revolucionaram a maneira como a música era produzida e consumida. O ambiente de competição e torcida em torno das canções favoritas marcou uma nova era na música brasileira, envolvendo um público engajado e ávido por expressões culturais autênticas. Estes eventos também influenciaram o conceito da Música Popular Brasileira (MPB), estabelecendo um novo padrão para o cenário musical da época. <br>Além disso, os festivais testemunharam momentos marcantes e polarização entre as canções favoritas do público. A revelação de manipulação nos resultados, como no empate entre "Disparada" e "A Banda" em 1966, expôs a tensão e a influência nos julgamentos. A competição de 1967 foi marcada pela vitória de "Ponteio", de Edu Lobo e Capinan, e pela apresentação inicial do movimento tropicalista, com "Alegria, Alegria" de Caetano Veloso e "Domingo no Parque" de Gilberto Gil, canções que sinalizaram a proposta inovadora do movimento. </p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-09 23:40:52 UTC</pubDate>
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         <title>A Era dos Festivais?</title>
         <author>10028_</author>
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         <description><![CDATA[<p>Em 1968, o Festival Internacional da Canção, idealizado por Augusto Marzagão, marcava a ascensão e a consolidação do evento. O público testemunhou tensões e polarização, inclusive manifestações políticas, como o episódio de "Sabiá" de Tom Jobim e Chico Buarque e "Pra Não Dizer Que Não Falei De Flores" de Geraldo Vandré. Esta edição foi palco de um público engajado e protestos que refletiam os anseios políticos da época. <br>No entanto, o contexto político e social se intensificou, levando ao declínio dos festivais. A diáspora de músicos exilados, a falta de interesse dos patrocinadores e a mudança na dinâmica da indústria musical, com a transferência da atenção dos programas musicais para os programas de auditório, contribuíram para o término dos grandes festivais. A era dos festivais chegava ao fim, tornando-se um símbolo de utopia política e um marco na cultura, mas também um lugar de nostalgia cultural.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-09 23:44:44 UTC</pubDate>
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         <title>MPB: música popular (política) brasileira </title>
         <author>10028_</author>
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         <description><![CDATA[<p>Na segunda metade dos anos 1960, os alicerces da Música Popular Brasileira (MPB) foram erguidos, absorvendo uma variedade de ritmos e gêneros. Inicialmente chamada de Música Popular Moderna (MPM), a MPB surgiu como uma evolução da bossa nova, incorporando elementos de tradições regionais, canções americanas e a suavidade da bossa nova, mas rompendo com seus dogmas. <br>O cenário musical dessa época foi marcado por festivais, movimentos e o surgimento de artistas que desafiavam as categorizações rígidas, como Chico Buarque, Edu Lobo e o Quarteto do CPC, que contribuíram para a transição da MPM para a MPB. <br>Artistas emblemáticos, como Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Belchior, Fagner e outros, consolidaram a MPB como um rótulo abrangente, misturando tendências e estilos em uma mesma obra. Esta liberdade criativa tornou-se um traço distintivo da MPB, representando desde o samba à canção de protesto, o rock, a música regional e a Tropicália. <br>Além de sua expressão artística, a MPB também teve um papel de destaque nos conflitos e nas tensões sociais do Brasil. Canções como "Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores" e "Cálice" se tornaram hinos da resistência durante a ditadura militar, refletindo um momento histórico conturbado. <br>Enquanto a música popular brasileira atravessava essa efervescência artística, os "anos de chumbo" foram marcados por intolerância, polarização estética e política. Disputas acirradas nos festivais migravam para outras esferas, enquanto o regime militar institucionalizava a tortura como método de repressão, resultando em um aumento significativo de mortes e desaparecimentos políticos. No meio dessa atmosfera, houve críticas a canções consideradas ufanistas, e surgiram patrulhas ideológicas, exacerbando as divisões no cenário musical. <br>A MPB também refletiu essas polarizações, com artistas engajados e outros mais descompromissados, enquanto a maioria dos ouvintes buscava principalmente a diversão, apreciando desde o soul dançante até o "pop-cafona", em paralelo ao crescimento do samba e da música sertaneja como correntes musicais consolidadas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-10 00:03:56 UTC</pubDate>
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         <title>Entretenimento Publicitário</title>
         <author>10028_</author>
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         <description><![CDATA[<p>Até o final dos anos 1970, o rádio continuou sendo um meio influente, especialmente em áreas distantes das grandes cidades, oferecendo uma variedade de programas, desde radionovelas a jornais falados. Durante o regime militar, tornou-se um veículo utilizado tanto para entretenimento quanto para veicular programas oficiais e propagandas do governo.</p><p>Apesar do avanço da televisão, o rádio não foi extinto e manteve seu papel na vida cotidiana do povo brasileiro, principalmente para os trabalhadores e classes média e baixa, seja como companheiro de jornada ou fonte de entretenimento. Foi fundamental para transmitir informações históricas, como a movimentação militar durante o golpe e as notícias sobre o governo.</p><p>O regime, ciente de sua importância, interveio em rádios como Nacional e Mayrink Veiga, além de criar projetos educacionais e continuar usando programas como a Hora do Brasil para propagandear feitos governamentais. No entanto, a resistência à ditadura também se expressou nas ondas do rádio, transmitindo manifestos de líderes de grupos de oposição e obtendo informações através de rádios estrangeiras.</p><p>Jornalistas como Vicente Leporace desafiaram a censura com programas de tom ácido, enquanto programas como o Repórter Esso marcaram a história do jornalismo radiofônico. Nos anos 1970, as rádios FM surgiram, e a TV tornou-se o principal meio de comunicação, impactando a publicidade e o entretenimento das rádios.</p><p>Apesar disso, a rádio AM permaneceu como um meio crucial para as classes populares, transmitindo música, jornalismo e programas de variedades. No final da década de 1970, setores de direita usaram a rádio AM para contestar a propagação dos "direitos humanos", uma causa defendida pela esquerda.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-10 00:22:04 UTC</pubDate>
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         <title>RR da Ditadura: Repressão e Retaliação </title>
         <author>10028_</author>
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         <description><![CDATA[<p>Durante o período ditatorial, o teatro enfrentou desafios de sobrevivência, levando a companhias mais engajadas a lutar para se manter. Contudo, foram anos de diversidade teatral, explorando desde teatro político realista a vanguardas e dramas familiares, buscando novos públicos e reflexões críticas sobre a situação autoritária.</p><p>O espetáculo "Opinião" foi um marco inicial da resistência, com canções de teor político e narrativas sobre os problemas sociais, demonstrando a reação organizada da arte engajada contra a ditadura. Grupos como Oficina e Arena introduziram elementos políticos nas discussões e na encenação, mudando a relação "ator-texto" e a interação "palco-plateia". O Oficina, especialmente, provocava o público de maneira agressiva, quebrando a barreira entre atores e espectadores.</p><p>Após o AI-5, diretores, atores e autores foram presos, e figuras proeminentes, como José Celso Martinez Corrêa e Augusto Boal, se exilaram. Boal, na França, desenvolveu o Teatro do Oprimido, visando democratizar a produção teatral, promover transformação social e permitir a expressão de qualquer pessoa. Nos anos 1970, apesar da censura, o teatro continuou como espaço crítico com peças marcantes que discutiam a modernização capitalista e a exclusão das classes populares.</p><p>Além disso, surgiram grupos jovens influenciados pela vanguarda e humor, expandindo além do realismo dramático. Outras iniciativas buscavam conectar-se com a cultura popular, propondo um teatro amador e politizado nas periferias das grandes cidades, como exemplificado pelo grupo União e Olho Vivo, ainda atuante desde 1970.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-10 00:24:22 UTC</pubDate>
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         <title>Tempos de Modernidade</title>
         <author>10028_</author>
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         <description><![CDATA[<p>Durante os anos 1960, a televisão no Brasil ainda não era um veículo de massa, mas, impulsionada por investimentos do regime militar e grupos estrangeiros, cresceu rapidamente e se consolidou. O sistema Embratel, criado em nome da "integração nacional", visava expandir a rede de comunicação pelo país, tornando-se uma voz do "milagre econômico" através do telejornalismo, divulgando grandes obras e projetos do regime.</p><p>A programação televisiva era dominada por seriados norte-americanos, programas musicais como O Fino da Bossa e Jovem Guarda, além de programas de variedades e auditórios comandados por figuras populares, como Chacrinha e Silvio Santos. A telenovela diária começou a se estabelecer nos anos 1960, com exemplos como Direito de Nascer, mas foi nos anos 1970 que se firmou como um gênero de grande importância na televisão brasileira.</p><p>Autores de esquerda, como Dias Gomes, contribuíram para a renovação das telenovelas, buscando abordar temas mais ligados aos problemas sociais nacionais. No entanto, a crítica direta ao governo era rara na televisão devido à censura oficial e autocensura das emissoras. A TV Cultura, apesar disso, destacou-se como um modelo de TV pública de alta qualidade, mas sofreu com a prisão e morte de Vladimir Herzog.</p><p>Profissionalmente, a televisão se tornou o principal meio de comunicação de massa no Brasil durante os anos da ditadura, evidenciando isso com a primeira transmissão via satélite e a introdução da TV a cores. Porém, a TV era uma mistura de alienação e realidade, oferecendo tanto entretenimento quanto informação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-10 00:25:47 UTC</pubDate>
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         <title>Intelectual (de esquerda)</title>
         <author>10028_</author>
         <link>https://padlet.com/10028_/1dwfzqtj1akrwcml/wish/2784105319</link>
         <description><![CDATA[<p>Embora outras formas artísticas tenham tido mais destaque, a literatura desempenhou um papel fundamental. Enquanto o teatro, cinema e música popular se tornavam mais "literários", incorporando elementos da prosa e poesia cultas, romances como "Pessach, a travessia" de Carlos Heitor Cony e "Quarup" de Antonio Callado destacaram-se.</p><p>Em "Pessach - a travessia", o protagonista, um intelectual existencialista, crítico inicial da luta armada, acaba se engajando na guerrilha. O livro explora sua jornada de adesão à luta armada, mantendo sua condição de intelectual e livre pensador, escolhendo seu destino por coerência de ideias.</p><p>Em "Quarup", o personagem do padre Nando se "deseduca" ao se despir das complexidades intelectuais para aderir à luta armada, inspirado pelo herói camponês. Os desfechos dos dois romances divergem: em "Pessach", o intelectual-guerrilheiro reafirma sua luta como opção individualista e libertária, enquanto em "Quarup", o personagem segue para o interior do Brasil, diluindo-se na causa coletiva.</p><p>Esses romances refletiram sobre a falha trágica do intelectual em permanecer neutro diante das lutas políticas, questionando sua posição como reserva ética e moral da nação. Ao longo dos anos 1970, a literatura confrontou sua autoimagem, influenciada por mudanças no mercado editorial, a crítica da contracultura e a crise das organizações de esquerda.</p><p>Apesar de ter sofrido censura, a literatura desempenhou um papel crucial na resistência cultural, destacando-se pela sofisticação linguística e narrativa, tornando-se um dos pilares do debate intelectual durante o regime militar.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-10 00:28:49 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Conhecimento é um Virus Mortal</title>
         <author>10028_</author>
         <link>https://padlet.com/10028_/1dwfzqtj1akrwcml/wish/2784107562</link>
         <description><![CDATA[<p>A crítica literária dos anos 1970 já anunciava uma "crise do romance", refletindo a fragmentação da linguagem e do fluxo narrativo característicos do gênero. Autores como Antonio Callado e Loyola Brandão procuraram abordar a realidade política do país em suas obras, evitando a visão onisciente do narrador tradicional e adotando um estilo de narrativa mais próximo de um documentário cinematográfico.</p><p>Essas narrativas exploraram temas de derrota, martírio e solidão dos guerrilheiros ou a impotência da sociedade diante da repressão autoritária. A literatura do período também refletiu sobre a violência nas relações sociais e políticas, influenciada por outras linguagens como jornalismo, publicidade e cinema. Além de romances clássicos, o conto, a poesia, o livro-reportagem e a autobiografia foram formatos literários predominantes, mantendo a literatura como espaço de resistência cultural.</p><p>No campo da poesia, movimentos como a "Poesia Jovem" buscaram uma abordagem mais vanguardista, apostando na fragmentação da linguagem e afastando-se de temas realistas para contestar os valores impostos pelo regime.</p><p>Um boom literário em 1975 revelou novas tendências no mercado editorial, incluindo o surgimento do "romance-reportagem", best-sellers estrangeiros e livros de memórias, especialmente após 1979, quando exilados começaram a retornar.</p><p>O cenário da crítica literária nos anos 1970 também foi marcado por importantes revisões analíticas da história do Brasil, explorando conflitos sociais, nacionalismo, ideologia liberal, entre outros temas. Autores renomados, como Antonio Candido, Roberto Schwarz e Alfredo Bosi, desencadearam debates inovadores.</p><p>A crítica literária no Rio de Janeiro, liderada por Heloisa Buarque de Hollanda e Silviano Santiago, concentrou-se em explorar a literatura alternativa e a poesia jovem, valorizando criações ligadas às vanguardas literárias dos anos 1960.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-10 00:30:39 UTC</pubDate>
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