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      <title>Prateleira by Ana Clara Sena Rodrigues</title>
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      <description>Uma parede com secções</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-08-27 22:21:21 UTC</pubDate>
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         <title>Tema: A Literatura Contemporânea e a interface entre Realismo e Naturalismo: a sociedade como cenário e personagem</title>
         <author>102200178</author>
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         <description><![CDATA[<p>INTEGRANTES: Ana Clara Sena, Giulia Scarano, Henrique Senna, Isabela Porto, Isabelly Neves, e João Lucca</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-27 22:30:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>102200178</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os escritores Machado de Assis e Aluísio de Azevedo realizavam críticas sociais em suas escritas. </p><p>Machado de Assis foi um escritor da escola literária do realismo, suas obras são caracterizadas pela crítica à idealização romântica, por críticas à hipocrisia burguesa, à inovação estrutural, através de recursos linguísticos, como o humor e a ironia. Em sua obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, Machado usa a sociedade da época como uma protagonista indireta, à medida que ele aborda temas como a crítica à elite burguesa, em que seus personagens, com destaque a Quincas Borba, estão sempre buscando por uma vida perfeita, por status e por prestígios sociais. Dessa forma, Machado de Assis usa a sociedade não só como uma protagonista, um agente que influencia, mas também como um cenário, um cenário do que era vivido na época e de como a sociedade funcionava. </p><p>De forma semelhante, Aluísio de Azevedo foi um escritor do naturalismo, e assim como Machado ele também realizava fortes críticas às condições sociais da época. Ele utilizava principalmente a ideia do determinismo, em que os personagens eram influenciados pelo meio, e retratava o cotidiano. Uma de suas obras mais famosas é “O Cortiço”, em que os personagens são totalmente influenciados pelo meio em que vivem, o que no caso da obra são péssimas condições de vida e, assim, ele faz uma crítica clara à desigualdade social, privilégios e preconceitos de raça e classe. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-27 22:31:11 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>102200178</author>
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         <description><![CDATA[<p>O livro arbítrio e o determinismo são ideias que falam da liberdade humana, mas que se opõem.</p><p>O livre arbítrio baseia-se na ideia de que o homem é totalmente livre para fazer suas escolhas, suas ações, pensamentos e posicionamentos, de forma autônoma, consciente e sem ajuda externa. É a capacidade de agir de acordo com a sua vontade própria. </p><p>Já o determinismo é a ideia de que tudo que acontece já estava determinado, ou seja, é causado por causas anteriores. Sendo assim, no determinismo, uma ideia importante do naturalismo, o ser humano não possui total liberdade de escolha, agindo de acordo com o ambiente em que vive e suas condições.</p><p>Diante disso, essas ideias entram em contradição, uma vez que se tudo está determinado, não há espaço para o livre arbítrio, para a liberdade da escolha. Portanto, esse é um debate extremamente importante na filosofia, que tenta sempre encontrar um equilíbrio, um meio termo entre essas duas ideias, em que possamos ser livres, mesmo em um mundo determinado. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-28 01:09:49 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>102200178</author>
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         <description><![CDATA[<p>A desigualdade social é a diferença no acesso à recursos essenciais para o ser humano, em que algumas classes são mais privilegiadas do que outras. Já o determinismo é a ideia de que todos os acontecimentos já estavam determinados. Ou seja, a relação entre esses dois conceitos consiste no fato de que o determinismo é usado para explicar a desigualdade, enfatizando que questões socioeconômicas moldam o indivíduo, e suas condições de vida. Diante disso, a posição de uma pessoa em uma hierarquia social é em grande parte resultado de fatores que não é possível controlar. Assim, quando se tem uma pessoa que vive em condições precárias, uma explicação para isso, segundo o Naturalismo, é o determinismo, ou seja, essa pessoa já estava determinada para viver assim. Logo, o determinismo sugere que a desigualdade não é só um problema da falta de esforço, mas sim de um sistema que se perpetua, e reforça as diferentes classes sociais e que é definido pelo determinismo. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-28 01:33:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>102200178</author>
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         <description><![CDATA[<p>A obra acima é uma obra do surrealismo, um movimento artístico que expressava o impulso, os sonhos, o surreal, o nosso subconsciente e ignorava a lógica e o racionalismo. A obra apresenta um pássaro dentro de uma gaiola com asas e por meio dela conseguimos entender a ideia de uma falsa liberdade, uma vez que a gaiola com asas representa essa liberdade e o pássaro preso representa a ideia falsa. Relacionando com a realidade, nós acreditamos e a nossa consciência pensa que somos homens livres, mas a realidade é que vivemos presos dentro de uma gaiola e não somos completamente livres como pensamos.</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.todamateria.com.br/surrealismo/">https://www.todamateria.com.br/surrealismo/</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-28 11:56:11 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>102200178</author>
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         <description><![CDATA[<p>A sociedade do período do Segundo Reinado era um sociedade mais informada, o que facilitou a disseminação de ideias republicanas e abolicionistas, como a abolição da escravidão, que foi concretizada nesse período, mas ainda assim era muito elitizada, com forte presença da sociedade hereditária, e influência da elite agrária.</p><p>Depois do fim do segundo reinado, inicia-se o período da primeira república, esse período foi marcado por forte desigualdade social e exclusões políticas. Após a abolição da escravidão no período anterior, os ex-escravizados foram libertos, mas ainda assim sofreram desigualdades, uma vez que não eram incluídos como parte da sociedade, como no voto, e viviam em condições extremamente precárias. Além disso, durante esse período ocorreram diversas revoltas populares, como a Revolta da Vacina, que mostra como a sociedade é um cenário do mundo e de um determinado lugar e época, mas também é um agente de transformação, visto que a insatisfação com a exclusão social permitiu a realização de protestos como uma forma de tentar mudar essa organização social.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-28 23:51:04 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>102200178</author>
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         <description><![CDATA[<p>A imagem acima é retratada anteriormente a Proclamação da República, no final do Segundo Reinado, ela evidencia como a sociedade pode ser um agente, pois ela retrata o povo reivindicando seus direitos e usando um cenário em que muitas grupos e classes são marginalizados, excluídos socialmente, e que outros, em uma parcela muito pequena, são beneficiados, se encontram em um estado de privilégio. Como conseguinte, a imagem pode ser interpretada acerca de como a sociedade pode realizar e participar de transformações de um cenário, no qual elas também estão inseridas e são moldadas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 00:01:39 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>102200178</author>
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         <description><![CDATA[<p>A desigualdade social e o processo de urbanização estão extremamente inter-relacionados. A urbanização é o crescimento das cidades, onde as pessoas buscam por melhores qualidades de vida na cidade, o que ocorre por meio do êxodo rural, mas muitas vezes essa urbanização acontece de forma muito acelerada e desorganizada, o que faz com que essa melhoria na condições de vida não se concretize, visto que essa desordem leva a uma situação de desigualdade.</p><p>Dessa forma, na urbanização, a sociedade não é só um cenário onde ocorrem desigualdades e exclusões sociais, mas ela é também um agente, que molda a vida das pessoas, permitindo reações que visam transformações, podendo, posteriormente, gerar conflitos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 00:14:57 UTC</pubDate>
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         <author>102200178</author>
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         <description><![CDATA[<p>A obra é uma pintura de Van Gogh, da época do naturalismo. Ela apresenta um cenário sombrio, com tons escuros, o que reforça a ideia de que a família retratada vivia condições precárias. Assim, a pintura aborda um tema de suma importância que é a desigualdade social, representando uma classe social marginalizada, diferente da elite urbana. Desse modo, Van Gogh usa as feições cansadas, as roupas e a iluminação do ambiente como recursos para dar ênfase a sua crítica à segregação da sociedade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 01:19:19 UTC</pubDate>
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         <author>102200178</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>A música “ O Guri” de Chico Buarque, apresenta o seguinte trecho </p><p>“Quando, seu moço, nasceu meu rebento<br>Não era o momento dele rebentar<br>Já foi nascendo com cara de fome<br>E eu não tinha nem nome pra lhe dar”</p><p>O trecho apresentado fala sobre a desigualdade quando retrata o nascimento de um filho como um sofrimento, em que a criança já nasce em uma condição de miséria, com dificuldades, uma herança que foi passada a ela, o que deixa nítido as discrepâncias existentes entre diferentes classes. </p><p>Além disso, a música também se relaciona com o determinismo, uma vez que o filho já nasce em um contexto de miséria, ou seja, desde o seu nascimento já é possível ter uma noção de como será sua vida e condição futuramente, além de a obra apresentar essa miséria como um herança que foi passada para a criança, algo já previamente determinado.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 01:42:48 UTC</pubDate>
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         <author>102200178</author>
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         <description><![CDATA[<p>Em “O Cortiço”, Aluísio Azevedo mostra como o ambiente influencia as pessoas, quase como se comandasse suas ações. Isso aparece quando o narrador descreve Rita Baiana: “E foi assim que, pouco a pouco, essa criatura, impura e quente, foi, como um fermento, lançando no cortiço uma fermentação de sensualidade, que a todos contaminava. (…) O meio chamava, arrastava e dominava os indivíduos; e estes, por mais que quisessem, não podiam resistir ao ambiente.” Nesse trecho, fica claro que os moradores do cortiço não agem totalmente por escolha própria, mas são moldados pelo espaço pobre e opressor em que vivem, como se fosse a seleção natural, que para sobreviver tem que agir conforme o ambiente. A crítica social pode ser percebida quando a obra denuncia como a miséria e as condições de vida precárias acabam determinando o destino de quem vive nesse meio.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 23:16:36 UTC</pubDate>
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         <author>102200178</author>
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         <description><![CDATA[<p>Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis usa o olhar irônico do narrador para expor o vazio da elite de seu tempo. Em uma das suas falas mais conhecidas, ele declara: “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.” A frase carrega um tom de amargura e egoísmo sobre a sociedade, em que Brás Cubas se orgulha de não ter deixado descendentes, como se assim tivesse evitado continuar o sofrimento humano na população da época. Além disso, essa fala denuncia a sociedade da época, marcada pelo individualismo e pela falta de um propósito maior. É como se Machado mostrasse que, por trás da riqueza e do status social, havia apenas uma vida vazia, sem valores humanos profundos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 23:17:30 UTC</pubDate>
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