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      <title>Atividade Unidade 2 - Ezequias by Ezequias Sarmento</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-12-15 23:01:42 UTC</pubDate>
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         <title>Resumo - Capítulo 3</title>
         <author>ezequias7894</author>
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         <description><![CDATA[<p>A comunicação entre homens e mulheres foi quase, exclusivamente, interpessoal até, aproximadamente, 3.500 anos atrás, quando os sumérios inventaram a escrita. A partir desse momento, a comunicação à distância e através do tempo – o registro torna a informação perene – passou a incidir de maneira decisiva no desenvolvimento da humanidade. O salto seguinte aconteceu no ano 1450, quando Gutenberg inventou a prensa de impressão, dispositivo que permitiu a divulgação massiva de conteúdos, até então, prisioneiros da cópia manuscrita. A circulação de impressos está associada ao desenvolvimento prodigioso da ciência e à decadência do absolutismo político e religioso, pois permitiu socializar conhecimentos e ampliar a audiência dos reformadores sociais. No século XIX, começa um frenético ciclo de evolução, com uma série de invenções de grande importância, como o telégrafo, o rádio, o telefone, a fotografia e o cinema. No século XX, a evolução acelerou-se com a televisão (primeiro, preto e branco, depois, colorida), a conexão por satélite, a internet, a fibra ótica e as redes sem fio. A era digital, recentemente iniciada, amplia, exponencialmente, as possibilidades de comunicação, notadamente, através da interconexão das diversas mídias. O livro digital é uma das novidades da era digital, que dispensa a reprodução em papel e permite o acesso a uma biblioteca on-line infindável. Entretanto, a inovação já terá avançado vários passos, tornando essa informação ultrapassada em pouco tempo. A comunicação e as mídias têm sido objeto de reflexão de pensadores e cientistas de diversas áreas. A informação não circula de forma etérea nem é gerada espontaneamente, mas sim por meio de um emissor e um canal para circular. Por trás da informação estão os produtores e, com eles, os meios de comunicação, que garantem a circulação – canais de TV, emissoras de rádio, jornais, revistas, editoras, internet, produtoras de filmes, etc. A porção dominante dos meios de comunicação está constituída por empresas que atuam dentro das regras do mercado capitalista, com suas premissas de realização de lucro e concorrência. É um setor oligopólico, dominado por grupos multimídia, tanto em escala mundial como nacional e regional. O capitalismo é um sistema expansionista, que empurra as empresas ao crescimento e aumenta continuamente a oferta/demanda de bens e serviços. O desenvolvimento constante e combinado desses dois aspectos – o consumo e as empresas que o atendem – é uma das características principais do sistema. Os meios de comunicação de massa buscam, em todos os nichos da cultura, a matéria-prima para atender a gigantesca demanda de programação gerada por seu crescimento continuado. Realizam, assim, um incessante trabalho de apropriação e reelaboração da cultura, através da seleção dos assuntos tratados nas suas programações, dos enfoques com que são abordados, dos nexos construídos entre eles e da relevância atribuída a uns e outros. Essa intervenção na esfera simbólica está condicionada pela negociação com os interesses de patrocinadores e anunciantes. A midiação da cultura moderna consiste, justamente, nesse domínio das formas simbólicas (palavras, imagens) por meios de comunicação, que funcionam com lógica mercantil. Os meios de comunicação são, por outro lado, o canal utilizado pelas empresas para promover suas marcas e produtos, através da publicidade. O poder persuasivo da publicidade, integrado a estratégias de marketing, nos leva frequentemente a consumir bens e serviços que não nos pareciam necessários, antes do impacto midiático, criar em nós a vontade de possuí-los. A participação dos meios de comunicação na promoção do consumismo não se limita, porém, ao intervalo comercial ou ao merchandising (a exposição de produtos durante os programas). Ela é sistêmica, pois uma empresa de comunicação, que atua no mercado e tira dele seu lucro, não poderia, senão, exteriorizar no seu comportamento a integração a essa lógica. Daí, que as representações sociais do consumismo (imagem de riqueza/fartura, desejo do novo, moda) constituem um conteúdo transversal permanente dos meios de comunicação de massa. A mídia de massa tem promovido o consumismo nas crianças e adolescentes, que são a fronteira de expansão do mercado. Estratégias sofisticadas de condicionamento de reflexos e sedução são utilizadas de maneira intensiva para provocar demandas de consumo nesse público. Procura-se, mesmo, aproveitar as tensões que crianças e adolescentes podem gerar dentro da família, para seus pais atenderem suas exigências de consumo. Esta é uma das tendências mais preocupantes da influência da mídia, na medida em que tende a abolir a especificidade da infância – consumidores não têm idade, apenas peculiaridades que devem ser consideradas para melhor influenciá-los. A influência da mídia de massa na formação dos consensos políticos é um tema de estudo. Dois pesquisadores norte-americanos analisaram a cobertura dada pela mídia desse país às informações sobre diversas situações emblemáticas acontecidas entre as décadas de 1960 e 1980. A pesquisa descobriu um viés sistêmico – isto é, uma tendência que opera de forma constante e automática – no tratamento das informações. Esse viés é o resultado do funcionamento de cinco “filtros” no tratamento e seleção das informações repassadas ao público. A mídia de massa é formada por empresas com interesses comerciais, integradas a outros ramos da economia, o que cria um determinado “olhar” da realidade. O segundo filtro é constituído pelo fato da mídia fazer negócios com seus anunciantes e patrocinadores, que adquirem poder de influência. Um terceiro filtro está constituído pelo fato de a principal fonte de informação dos jornalistas ser as instituições dominantes e os especialistas a elas associadas. O quarto filtro é a intimidação provocada pelas críticas dos círculos do poder, quando entendem que estão sendo contrariados pela mídia. O quinto filtro, enfim, é a ideologia, do anticomunismo, do livre mercado. O funcionamento combinado destes filtros faz com que as informações e pontos de vistas favoreçam o poder dominante – político e econômico – e sejam, sistematicamente, valorizados pela imprensa. A midiação provoca efeitos em dois níveis: o profundo (adesão ao consumismo e a sua forma prática de realização, que é o mercado) e o superficial (adesão ao pensamento das forças políticas e econômicas, que tiram seu poder do mercado). A mediação faz aparecer os valores e comportamentos, que sustentam o mercado capitalista e a cristalização do poder, que ele provoca, como uma realidade natural, e não como uma construção humana resultante de determinadas opções que podem ser, eventualmente, questionadas. A busca de alternativas e as situações insatisfatórias exigem dos ativistas das mudanças um esforço prévio para quebrar, no imaginário coletivo, a aparente naturalidade da situação posta. Os meios de comunicação de massa têm um impacto significativo na sociedade, mas isso não significa que os receptores sejam seres passivos. A mensagem não se inscreve em uma “folha mental” em branco, pois entre ela e o receptor se interpõem mediações de todo tipo: tecnológicas (as possibilidades de uso brindadas pelos aparelhos pelos quais passa a comunicação e suas apropriações), institucionais (os discursos públicos que interpelam as pessoas desde diversos pontos de vistas e interesses), socioculturais (“a sociabilidade, gerada na trama de relações cotidianas, que tecem os homens ao juntarem-se, é lugar de ancoragem da práxis comunicativa e resulta dos modos e usos coletivos da comunicação”) e mesmo rituais (“a mediação das ritualidades remete-nos ao nexo simbólico, que sustenta toda comunicação: a sua ancoragem na memória, aos seus ritmos e formas, seus cenários de interação e repetição”). Segue em anexo alguns vídeos alusivos sobre o tema.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-15 23:02:10 UTC</pubDate>
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         <title>Resumo - Capítulo 4</title>
         <author>ezequias7894</author>
         <link>https://padlet.com/ezequias7894/18lz2h2bko1dycto/wish/2826826679</link>
         <description><![CDATA[<p>O texto desse capítulo inicia apresentando as quatro áreas da educomunicação, um campo interdisciplinar que busca integrar a comunicação e a educação de forma participativa e crítica. Ao elaborar em tópicos o conteúdo do texto, podemos concluir que:</p><p>- A primeira área é a <em>mediação tecnológica na educação</em>, que trata do uso das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) nos processos educativos, tanto presenciais quanto a distância. Essa área não se limita a ensinar como usar as ferramentas, mas também a refletir sobre os impactos sociais e culturais das mídias, bem como a promover a apropriação das tecnologias pela comunidade educativa. Essa área é importante para desenvolver a competência informacional dos educandos, ou seja, a capacidade de buscar, avaliar, usar e produzir informações de forma ética e eficiente.</p><p>- A segunda área é a <em>educação para a comunicação</em>, que se ocupa dos estudos da recepção e da análise crítica dos meios de comunicação. Essa área visa a implementar ações que facilitem aos educandos o entendimento de como se processa a comunicação, quais são os interesses e os valores envolvidos na produção e na recepção das mensagens, e como se pode exercer a cidadania comunicativa. A melhor forma de promover a educação para a comunicação é a própria produção midiática pelos educandos, que permite a eles desenvolverem uma postura crítica e criativa em relação à comunicação. Essa área é fundamental para formar leitores e produtores conscientes e responsáveis de mídia.</p><p>- A terceira área é a <em>expressão comunicativa através da produção estética</em>, que se refere ao uso da arte como forma de comunicação e expressão. Essa área reconhece o valor das diferentes linguagens artísticas (dança, música, teatro, desenho, etc.) para o desenvolvimento integral dos educandos, estimulando a sua emotividade, a sua criatividade e as suas múltiplas inteligências. Essa área também oferece aos educandos a oportunidade de produzir mídia de forma artística, despertando neles a vocação para a comunicação humana e o diálogo com os seus pares. Essa área é essencial para valorizar a diversidade cultural e a sensibilidade estética dos educandos.</p><p>- A quarta área é a <em>gestão comunicativa</em>, que se dedica ao planejamento e à execução de políticas de comunicação educativa. Essa área busca convergir as ações das outras três áreas em torno de um objetivo comum: ampliar o coeficiente comunicativo das ações humanas, ou seja, a capacidade de se comunicar de forma eficaz, democrática e solidária. Essa área também busca garantir os recursos e a formação necessários para que as outras áreas possam ser integradas ao cotidiano da escola, ampliando as formas de expressão de todos os membros da comunidade educativa, incluindo os professores, os alunos e os membros da comunidade do entorno. Essa área é imprescindível para promover a gestão participativa e a cultura de paz na escola.</p><p>O texto continua apresentando a proposta de comunicação e uso de mídias na escola, como uma forma de promover a formação cidadã, a autonomia e a expressão dos estudantes, em contraste com as práticas de comunicação meramente instrumentais ou mercadológicas. Alguns pontos importantes a ressaltar nesse ponto do capítulo, é que:</p><p>- O texto começa definindo a <em>comunicação e uso de mídias</em> como o conjunto de processos que promovem a formação de cidadãos participativos política e socialmente, que interajam na sociedade da informação, na condição de emissores e, não apenas, consumidores de mensagens, garantindo assim seu direito à comunicação. Essa definição é baseada na concepção de educomunicação, um campo interdisciplinar que busca integrar a comunicação e a educação de forma crítica e participativa.</p><p>- O texto critica as <em>inúmeras práticas</em> que envolvem o trabalho de comunicação meramente como um “fetiche” pela própria tecnologia ou como produção de conteúdo “barata” para veículos de comunicação, financiadas pelo marketing de grandes empresas de comunicação ou de tecnologia. Essas práticas não se encaixam com a proposta do texto, porque não têm seu foco no desenvolvimento da autonomia do estudante, e sim, na difusão da marca patrocinadora ou na cooptação de um novo público-alvo consumidor de determinada publicação. O texto considera essas práticas como uma sofisticação da visão tradicional do marketing que não agrega nada de educativo.</p><p>- O texto afirma que a <em>comunicação e o uso de mídias na escola</em> vêm se tornando importante em todos os lugares do mundo, no sentido cidadão de enfrentar a realidade de como as crianças, adolescentes e jovens leem o mundo pela ótica dos veículos de comunicação aos quais estão submetidos durante horas do seu dia. O texto propõe tratar desse uso de mídias no bojo da educomunicação, que tem sua origem ligada à UNESCO e a pesquisadores latino-americanos, designando as práticas pedagógicas ligadas à formação dos indivíduos, frente à manipulação da mídia de massa, utilizando-se sempre do referencial acadêmico disponível nas diversas épocas e contextos sociais. O texto esclarece que a educomunicação não é uma metodologia fechada, mas um conjunto delas, que têm como objetivo, a independência e a autonomia de crianças, adolescentes e jovens perante uma comunicação globalizada e pasteurizada.</p><p>- O texto destaca que uma <em>análise mais próxima</em> das experiências de comunicação e uso de mídias bem sucedidas em escolas e comunidades prova que os jornais, a rádio, o vídeo, a fotografia e os quadrinhos produzidos por estudantes, de todo o Brasil, trazem, no âmago do processo, um fazer interdisciplinar e integrador de tempos e espaços, como, justamente, propõe o Mais Educação. O texto explica que este caderno possibilita que cada uma das linguagens utilizadas nessas mídias abra um espaço para o trabalho, e descreve as possibilidades de cada uma delas. O texto também ressalta que esses produtos têm potencial de se tornarem parte de um sistema de comunicação entre estudantes, professores, diretores e comunidade escolar, portanto, carregam o potencial de instigar diálogos para a construção de um projeto político-pedagógico rico e alinhado às características de uma escola que tenha importância na vida de seus estudantes e da comunidade. O texto reconhece, por fim, que esses produtos carregam desafios que devem ser vencidos na sua elaboração e no dia-a-dia do trabalho.</p><p>A seguir, o texto continua, mas dessa vez apresentando os desafios e as possibilidades da comunicação e uso de mídias na escola, como uma forma de superar o modelo tradicional de currículo e de promover a interdisciplinaridade, a autonomia e a cidadania dos estudantes. Alguns tópicos sobre </p><p>- O texto afirma que o <em>desafio mais antigo</em> da educação formal seja desengavetar as disciplinas estanques e tornar o conhecimento integrado a uma realidade. O texto reconhece que em termos de políticas públicas, o modelo tradicional de currículo vem sendo discutido e flexibilizado por diretrizes nacionais como os PCNs e pela própria LDB, que abre espaço para atividades interdisciplinares. No entanto, o texto aponta que esses marcos regulatórios nacionais encontram dificuldade de ser aplicados na ponta, ou seja, nas escolas, por diversos motivos. Entre eles estão a formação docente inadequada a essas práticas, as expectativas da sociedade e da família do que seja uma escola de qualidade, e as demandas e expectativas dos exames nacionais, que ainda estão presos aos conteúdos e não às habilidades ou outras competências. O texto menciona que, recentemente, o ENEM tenha se apresentado como um grande flexibilizador da questão.</p><p>- O texto acrescenta que, nesse cenário, soma-se, ainda, a <em>não integração</em> dos saberes comunitários, juvenis e populares à matriz da educação escolar. O texto critica a postura da escola que se coloca, ainda hoje, muitas vezes, como templo único e absoluto do saber, numa sociedade onde a informação corre por todos os lados e nem pergunta se queremos ou não recebê-la. O texto defende que a escola deve reconhecer e valorizar os conhecimentos que os estudantes trazem de suas vivências e culturas, e que devem ser integrados ao currículo escolar.</p><p>- O texto propõe que, embora não tenha o objetivo de solucionar todas as questões da educação brasileira, o <em>Mais Educação</em>, por meio da Comunicação e Uso de Mídias, é um instrumento importante de flexibilização do currículo e de capilarização de uma proposta interdisciplinar. O texto argumenta que a verdadeira transformação e diferença que a Comunicação e Uso de Mídias pode fazer no ensino-aprendizagem é se essas tiverem na sua essência esse fazer; trata-se do grande diferencial dessas práticas. O texto explica que esse fazer se refere à produção de comunicação pelos estudantes, que envolve a aplicação de múltiplos saberes acadêmicos na sua elaboração, respeitando a autonomia dos estudantes e envolvendo as mais diversas disciplinas. O texto destaca que uma das primeiras percepções na produção de comunicação é a de que um jornal, vídeo, rádio, fotografia e quadrinhos são, por natureza, produtos interdisciplinares, ou seja, exigem a aplicação de múltiplos saberes acadêmicos na sua elaboração.</p><p>- O texto ressalta que o <em>Programa Mais Educação</em> coloca ênfase, também, na leitura, escrita e livre discussão como forma de dar novo significado aos espaços sociais onde as pessoas exercem sua cidadania. Mídias. </p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-16 00:22:09 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Resumo - Capítulo 5</title>
         <author>ezequias7894</author>
         <link>https://padlet.com/ezequias7894/18lz2h2bko1dycto/wish/2826850283</link>
         <description><![CDATA[<p>Este capítulo apresenta o contexto histórico e conceitual das mídias escolares, como uma forma de promover a educação integral, a partir da experiência do educador francês Célestin Freinet. Alguns trechos situam as <em>mídias escolares</em> como uma tradição educativa nascida durante a <em>Escola Nova</em>, um movimento de renovação do ensino que foi especialmente forte na Europa, na América e no Brasil, na primeira metade do século XX. O escolanovismo desenvolveu-se no Brasil sob importantes impactos de transformações econômicas, políticas e sociais. O capítulo prossegue explicando que os pensadores da Escola Nova constataram que a <em>aprendizagem</em> é um processo que não acontece de fora (o meio, o professor) para dentro (o aluno), mas o inverso. Trata-se de uma revolução copernicana, pois inverte a proposição que sustentava a educação, até então; daí uma crítica radical à escola tradicional. A Escola Nova propõe aos alunos atividades diversas – intelectuais, artísticas, físicas, trabalhos manuais – prefigurando o que, hoje, chamamos de <em>educação integral</em>. A seguir o texto destaca que é dentro dessa perspectiva que aparecem nas escolas as quais aderem a esse movimento, desde o início do século XX, dispositivos de <em>impressão tipográfica</em> (nessa tecnologia, os textos são compostos letra por letra, o que agregava ao trabalho manual a possibilidade de ensinar a língua) e inicia a produção de <em>impressos escolares</em>.O autor continua apresentando o educador francês <em>Célestin Freinet</em> (1896-1966) como uma referência para as mídias escolares. Freinet introduziu na sua prática a técnica da impressão, em 1924, quando seus alunos passaram a produzir textos compostos por eles mesmos, enviando esses textos para outras escolas. A importância de Freinet na história das mídias escolares não está em ter sido um precursor – não o foi, como vimos – mas no fato de ter feito do jornal um ponto de “concentração” e a síntese de uma proposta pedagógica inspirada nos princípios da Escola Nova. Não há em Freinet o menor traço de uma perspectiva instrumental ou funcionalista do jornal (mídia) escolar, que foque em algum aspecto parcial, como o rendimento escolar ou o domínio de tecnologias, por exemplo. Sua visão parte de uma concepção integral da criança e conclui na formulação de um pensamento que pode ser considerado como precursor de uma visão integral da educação. Em seguida, adverte que a adjetivação “escolar” (jornal escolar, rádio escolar, etc.) é hoje utilizada para designar iniciativas com finalidades e características diversas, nem sempre compatíveis com essa visão. Equívocos podem nascer dessa confusão semântica, colocando em xeque a proposta educativa. O trecho anuncia que, no início desta reflexão, para construir o Projeto Pedagógico da mídia escolar, serão apresentadas as três perspectivas diferentes que acabaram recebendo o mesmo nome, por força do costume.</p><p>Em seguida, o texto relata sobre como escolher os conteúdos da mídia escolar, que são os produtos de comunicação feitos pelos alunos, como jornais, rádios, vídeos, etc. O texto explica que o conteúdo da mídia escolar deve respeitar os interesses e a expressão dos alunos, e não ser determinado pela tradição da redação escolar, onde o professor escolhe o tema e o aluno tem que se adaptar. O texto apresenta quatro formas de definir o conteúdo da mídia escolar, que variam no grau de liberdade e de direcionamento dados aos alunos. O texto recomenda que o educador fique atento ao risco de anular a liberdade de expressão do aluno, que é o objetivo principal da mídia escolar. Isto é relevante porque mostra a importância de se ter clareza sobre os objetivos e as finalidades da mídia escolar, e de se buscar um equilíbrio entre a orientação e a autonomia dos alunos na produção de comunicação. O trecho é bem escrito e utiliza exemplos e definições para esclarecer e fundamentar os argumentos.</p><p>A seguir o texto explica que o aprimoramento dos conteúdos é importante para garantir a progressão e a valorização dos alunos, e para evitar que eles sejam expostos a situações constrangedoras ou desmotivadoras. O texto sugere que o educador organize sequências didáticas que permitam ao aluno revisar e corrigir sua produção, com o auxílio de diferentes estratégias e agentes. O texto também ressalta que esse é um aspecto crucial para que aconteça a aprendizagem. Essa parte é importante ressaltar porque mostra a importância de se ter um cuidado com a qualidade dos conteúdos da mídia escolar, não apenas do ponto de vista técnico, mas também do ponto de vista pedagógico e afetivo. O trecho é bem escrito e utiliza exemplos e citações para ilustrar e fundamentar os argumentos.</p><p>O autor também fala sobre como é importante selecionar os conteúdos da mídia escolar, que são os produtos de comunicação feitos pelos alunos, como jornais, rádios, vídeos, etc. O texto explica que o processo de seleção dos conteúdos é delicado, pois envolve questões de valorização, participação e cooperação dos alunos. O texto apresenta duas formas de fazer a seleção: uma feita pelo educador ou por um pequeno grupo de alunos, e outra feita de forma cooperativa, com o envolvimento de todos os alunos. O texto defende que a segunda forma é mais produtiva e transformadora, pois respeita os interesses e as potencialidades dos alunos, e propõe um combinado com algumas cláusulas para orientar a seleção cooperativa. Isto é relevante porque mostra a importância de se ter um critério claro e democrático para selecionar os conteúdos da mídia escolar, que seja coerente com os objetivos educativos e que favoreça a expressão, a autonomia e a cidadania dos alunos. O trecho é bem escrito e utiliza exemplos e definições para esclarecer e fundamentar os argumentos.</p><p>Sobre como realizar produções cooperativas na mídia escolar, é importante ressaltar que são os produtos de comunicação feitos pelos alunos, como jornais, rádios, vídeos, etc. O texto explica que as produções cooperativas são uma forma de reduzir os problemas provocados pela necessidade de selecionar (portanto, excluir) os conteúdos da mídia escolar, pois permitem que todos os alunos participem e sejam valorizados. O texto apresenta dois tipos de produções cooperativas: a produção coletiva, onde todos os alunos participam de todas as etapas de determinada produção, e a divisão de tarefas, onde cada aluno fica responsável por uma parte da produção. O texto também aponta os desafios e as vantagens de cada tipo, e sugere que o educador oriente os alunos para evitar a centralização, a desmotivação e a falta de ética. Isso mostra a importância de se promover a cooperação entre os alunos na produção de mídia escolar, como uma forma de estimular a aprendizagem, a expressão e a cidadania. O trecho é bem escrito e utiliza exemplos e definições para esclarecer e fundamentar os argumentos.</p><p>A dicotomia entre mídia-produto e mídia-processo na produção de mídias escolares, são os produtos de comunicação feitos pelos alunos, como jornais, rádios, vídeos, etc. O texto explica que essa dicotomia envolve questões de qualidade, intencionalidade e aprendizagem dos alunos. O texto contrapõe as perspectivas instrumentalistas ou autoritárias, que priorizam o produto final e desconsideram o processo de produção dos alunos, com a perspectiva freinetiana, que valoriza o processo de produção como uma forma de expressão, vivência e ampliação dos conhecimentos dos alunos. O texto defende que a mídia escolar deve ser vista como um relatório vivo da escola, que aceita as imperfeições com naturalidade, mas que também busca o aprimoramento com a ajuda do educador. O texto também ressalta a importância da mídia escolar como uma forma de atuação na esfera pública e de estímulo para a aprendizagem. É interessante mostrar a importância de se ter uma visão crítica e pedagógica sobre a produção de mídias escolares, que não se limite a uma avaliação superficial ou impositiva do produto final, mas que reconheça e valorize o processo de produção como uma forma de desenvolvimento dos alunos. O trecho é bem escrito e utiliza exemplos e citações para ilustrar e fundamentar os argumentos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-16 01:56:20 UTC</pubDate>
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         <title>Resumo - Capítulo 6</title>
         <author>ezequias7894</author>
         <link>https://padlet.com/ezequias7894/18lz2h2bko1dycto/wish/2826853240</link>
         <description><![CDATA[<p>Neste capítulo, o autor apresenta o Jornal Escolar como recurso didático favorável ao uso e implementação das mídias e tecnologias no ambiente escolar. Falando sobre o recurso didático no geral, temos que o jornal escolar é uma ferramenta importante para a integração dos alunos ao uso de mídias e tecnologias na escola. Ele pode ajudar a desenvolver habilidades de leitura, escrita, pesquisa e comunicação, além de promover a criatividade e a expressão artística dos alunos. O jornal escolar é uma das fontes para atingir o objetivo de favorecer a interação do aluno com a realidade social, além de colocar o aluno na vivência e reflexão da atualidade, tornando um ser ativo e consequentemente participativo da realidade social. Além disso, o jornal escolar é uma excelente maneira de ajudar os estudantes no treino e no aprimoramento da escrita, da leitura e da comunicação. A elaboração de um jornal escolar também pode ajudar a desenvolver habilidades de pesquisa e análise crítica. Os alunos podem aprender a pesquisar informações relevantes, avaliar a qualidade das fontes e sintetizar as informações em um formato acessível e interessante. Isso pode ajudá-los a se tornarem cidadãos mais informados e críticos. Além disso, o jornal escolar pode ser uma plataforma para a expressão artística e criativa dos alunos. Eles podem criar ilustrações, fotografias, poemas, histórias e outros conteúdos que reflitam suas perspectivas e interesses. Isso pode ajudar a promover a autoestima e a autoexpressão dos alunos, além de incentivar a criatividade e a inovação. Em resumo, o jornal escolar é uma ferramenta valiosa para a integração dos alunos ao uso de mídias e tecnologias na escola. Ele pode ajudar a desenvolver habilidades de leitura, escrita, pesquisa e comunicação, além de promover a criatividade e a expressão artística dos alunos. Ao mesmo tempo, o jornal escolar pode ajudar a promover a interação do aluno com a realidade social, tornando-o um ser ativo e consequentemente participativo da realidade social. No capítulo em questão, são tratadas também estratégias específicas para a implementação de um jornal escolar.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-16 02:10:12 UTC</pubDate>
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