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      <title>Qual a diferença da visão da Democracia para Hobbes e Rosseau? by FERNANDA ALVES DE PAULA</title>
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      <pubDate>2021-09-24 17:57:34 UTC</pubDate>
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         <title>Para Hobbes, o Estado deveria ser a instituição fundamental para regular as relações humanas, dado o caráter da condição natural dos homens, que os impele à busca do atendimento de seus desejos de qualquer maneira, a qualquer preço, de forma violenta, egoísta, isto é, movida por paixões. Dessa forma, tal situação seria propícia para uma luta de todos contra todos. Deste ponto de vista surgiria a famosa expressão de Hobbes: “O homem é o lobo do homem”. Nas palavras de Hobbes, “se dois homens desejam a mesma coisa [...] eles se tornam inimigos”. Assim, todos seriam livres e iguais para buscarem o lucro, a segurança e a reputação. Logo, igualdade seria o fator que contribui para a guerra de todos contra todos, levando-os a lutar pelo interesse individual em detrimento do interesse comum. Dessa forma, a questão da igualdade e da liberdade em Hobbes é vista de forma diferente daquela leitura mais convencional destes termos, com significados “positivos”, como interpretava Rosseau, o qual está retratado no tópico vizinho. A paz somente seria possível quando todos renunciassem a liberdade que têm sobre si mesmos. Hobbes discorre sobre as formas de contratos e pactos possíveis em sua obra Leviatã, apontando ser o Estado o resultado do “pacto” feito entre os homens para, simultaneamente, todos abdicarem de sua “liberdade total”, do estado de natureza, consentindo a concentração deste poder nas mãos de um governante soberano. Em suma, o Leviatã (ou seja, o próprio Estado soberano) vai concentrar uma série de direitos (que não podem ser divididos) para poder deter o controle da sociedade, em nome da paz, da segurança e da ordem social, bem como para defender a todos de inimigos externos. Dessa forma, estes seriam alguns dos princípios que justificariam os discursos do poder absolutista ao longo da Idade Moderna. Fica evidente que neste modelo de Estado que desconsiderava as liberdades individuais não haveria espaço para a democracia e suas instituições. Estado por instituição, na política de Hobbes, pode ser governado por três espécies: pela Monarquia, governo de uma pessoa; por uma Democracia, governo popular, de todos; e pela Oligarquia, governo de poucos. Para ele, A Monarquia é a melhor forma para de se governar um Estado Soberano. Assim o Estado Soberano está acima das leis e acima da Constituição, sendo um poder absoluto e indivisível. Hobbes defende a autoridade absoluta do rei com única forma de se exercer um poder soberano, já que este é uno e indivisível. A Democracia, defendida por Rosseau, era inviável, porque fatalmente iria acarretar a dissolução do poder soberano. Ademais, não acreditava na democracia por entender que as pessoas só se interessavam em defender seus próprios interesses.</title>
         <author>fernandapaula8</author>
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         <pubDate>2021-09-24 19:12:58 UTC</pubDate>
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         <title>                                           Hobbes</title>
         <author>fernandapaula8</author>
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         <pubDate>2021-09-24 19:14:40 UTC</pubDate>
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         <title>Rosseau, por outro lado, acreditava na liberdade positiva e na democracia. O ponto de partida da defesa de Rousseau da democracia é a ideia de que todos os homens são iguais e livres. Essa também é a razão pela qual critica toda forma de subordinação de uma pessoa a outra, ou seja, se opõe ao modelo monárquico e absolutista defendido por Hobbes. Rousseau, no início do livro chamado Contrato Social, nota: “o homem nasceu livre, e em toda parte se encontra a ferros”. Aqui o autor está comparando um direito natural de todos os seres humanos à dura realidade da Europa do século XVIII, com seus governos absolutistas. Os homens se encontram a ferros, para Rousseau, porque são obrigados a obedecer a um rei. Não gozam de sua liberdade natural. O grande objetivo de Rousseau foi pensar uma alternativa ao governo absolutista que garantisse aos homens viver em sociedade, com um governo, e ao mesmo tempo livres. Para o autor, uma condição indispensável para que o governo seja legítimo é garantir a liberdade e a igualdade. Do contrário, o governo não é legítimo e ninguém tem qualquer obrigação de obedecer às leis. Porém conciliar igualdade e liberdade com um governo é um grande problema. Por que se há governo, há alguém que manda e alguém que obedece. Então essa pessoa que obedece não será livre. Ao mesmo tempo, se há governo, também há desigualdade, já que quem manda e quem obedece são desiguais: um tem poder outro, não; um pode mandar, outro, não. Então, como Rousseau resolve esse aparente paradoxo? Pois governo parece ser sinônimo de desigualdade e algum tipo de perda de liberdade. Para Rousseau, a única forma de governo compatível com a ideia de liberdade e igualdade, portanto, é uma democracia na qual o povo tenha poder constante de decidir sobre questões políticas A razão para isso é a seguinte: um governo em que todas as pessoas governam há igualdade; ao contrário de uma monarquia, em que apenas uma pessoa governa e todas as demais devem obedecer. Numa democracia todas as pessoas governam, todas têm o mesmo poder político. Rousseau seria um apologista da liberdade positiva na medida em que defenderia a participação direta do povo na elaboração das leis e sua interferência ativa no processo político, sendo a população protagonista deste último. A ideia de exercício compartilhado do poder, corresponde à maneira direta, democrática e participativa pela qual Rousseau preconiza que seja exercido o poder Legislativo em seu modelo político. Assim, a liberdade positiva estaria associada à democracia participativa. Esta apologia da liberdade positiva pode ser constatada quando Rousseau afirma que &quot;o povo submetido às leis deve ser o seu autor&quot;. Então, se participo da criação de uma lei que obriga a todos os motoristas a não dirigirem alcoolizados, sou livre ao obedecer essa lei, já que fui em mesmo quem a criou. Por outro lado, se uma pessoa apenas cria essa lei (um rei) e obriga todos a obedecerem, se trata de uma condição de escravidão, já que estamos obedecendo não à nossa vontade, mas a vontade de outra pessoa. Liberdade positiva tem a ver com participação política e com exercício ativo da cidadania e dos direitos políticos, que são elementos onipresentes na abordagem política de Rousseau. </title>
         <author>fernandapaula8</author>
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         <pubDate>2021-09-24 19:20:52 UTC</pubDate>
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         <title>Rosseau</title>
         <author>fernandapaula8</author>
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         <pubDate>2021-09-24 19:23:29 UTC</pubDate>
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         <title>CONCLUSÃO:                                                              Em suma, após uma leitura explicativas dos pensamentos deles e das suas diferenças de pensamentos, podemos perceber que Hobbes via a liberdade como algo negativo, que seria o fator que contribui para a guerra de todos contra todos. Assim, a Democracia, defendida por Rosseau, era inviável, porque fatalmente iria acarretar a dissolução do poder soberano. Além disso, não acreditava na democracia por entender que as pessoas só se interessavam em defender seus próprios interesses. Rosseau, por outro lado, defendia a liberdade positiva. Essa é a razão pela qual critica toda forma de subordinação de uma pessoa a outra, ou seja, se opõe ao modelo monárquico e absolutista defendido por Hobbes. Assim, a única forma de governo compatível com a ideia de liberdade e igualdade seria uma democracia na qual o povo tenha poder constante de decidir sobre questões políticas, ou seja, a democracia participativa Em suma, após uma leitura explicativas dos pensamentos deles e das suas diferenças de pensamentos, podemos perceber que Hobbes via a liberdade como algo negativo, que seria o fator que contribui para a guerra de todos contra todos. Assim, a Democracia, defendida por Rosseau, era inviável, porque fatalmente iria acarretar a dissolução do poder soberano. Além disso, não acreditava na democracia por entender que as pessoas só se interessavam em defender seus próprios interesses. Rosseau, por outro lado, defendia a liberdade positiva. Essa é a razão pela qual critica toda forma de subordinação de uma pessoa a outra, ou seja, se opõe ao modelo monárquico e absolutista defendido por Hobbes. Assim, a única forma de governo compatível com a ideia de liberdade e igualdade seria uma democracia na qual o povo tenha poder constante de decidir sobre questões políticas, ou seja, a democracia participativa.</title>
         <author>fernandapaula8</author>
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         <pubDate>2021-09-24 19:28:01 UTC</pubDate>
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